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Giancarlo Giannelli lança livro ‘Amazônia – Rio Tapajós’ com imagens e relatos da expedição Barco da Saúde

Campinas, por Kleber Patricio

Giancarlo Giannelli lança dia 21 de maio no Museu da Cidade de Campinas (SP) – Casa de Vidro, o livro ‘Amazônia – Rio Tapajós’. Foto: Divulgação.

“A gente às vezes enxerga a Amazônia como algo distante, mas ela faz parte do que somos” – o fotógrafo e jornalista Giancarlo Giannelli lança no dia 21 de maio, em evento gratuito que acontece no Museu da Cidade de Campinas (SP) – Casa de Vidro, o livro ‘Amazônia – Rio Tapajós’. Com figuras de linguagem que permeiam o livro fotográfico, a obra apresenta registros visuais e reflexivos realizados no maior bioma tropical do mundo durante a expedição Barco da Saúde, iniciativa da Faculdade São Leopoldo Mandic, realizada em 2018 na região do rio Tapajós, no Pará.

O projeto Barco da Saúde é uma iniciativa da Faculdade São Leopoldo Mandic, que leva atendimento médico e odontológico a comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia. Nessa expedição, mais de dois mil moradores de localidades como Parauá, Anumã, Vila Amorim, Suruacá, Cabeceira do Amorim, Paricatuba, Paraná-Pixuna e outras, no entorno do rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro, receberam cuidados básicos, orientações e atenção. “A experiência, para eles e para quem foi atender, foi transformadora. A gente ouve, observa, toca, sente. Tudo de forma mais profunda, porque a vida ali exige mais sensibilidade”, conta Giannelli.

Profissionais e estudantes da expedição Barco da Saúde prestam cuidados médicos e odontológicos a comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia. Foto: Giancarlo Giannelli.

As fotografias registram cenas de atendimentos, momentos de cuidado, brincadeiras das crianças com os estudantes, paisagens do Tapajós e retratos da rotina em territórios onde a floresta e o rio são partes da vida diária. Ao lado das fotos, o livro traz os contrastes entre a natureza e as políticas públicas. “A água oferece muito, mas a capacidade de gerirem o próprio alimento ainda é limitada. Os problemas estão se acumulando e a pressão sobre essas comunidades só aumenta.” 

Além das fotos, Giancarlo, durante a expedição, percebeu a importância de registrar o que estava por trás das lentes e refletiu sobre a experiência, a realidade da floresta e a vivência dessas populações. “Mais do que falar de beleza, o livro mostra como é importante estar ali, ver de perto, ouvir as pessoas e entender como vivem. A gente às vezes enxerga a Amazônia como algo distante, mas ela faz parte do que somos”, diz o fotógrafo.

Este é o segundo livro de Giannelli sobre a Amazônia. Sua primeira obra, também baseada em registros do Barco da Saúde, deu origem à exposição ‘Amazônia: o Pulmão, o Sangue e os Glóbulos Verde Amarelos’, exibida no Museu da Imagem e do Som de Campinas em 2023. Durante as expedições, o autor também produziu um documentário com depoimentos de moradores, alunos e professores. O projeto audiovisual, citado neste novo livro, reforça o olhar sensível que está presente em toda a obra. O registro amplia a experiência vivida na expedição, revelando, os encontros, os aprendizados e as realidades de quem vive às margens do Tapajós.

A floresta e o rio são partes da vida diária nas paisagens do Tapajós. Foto: Giancarlo Giannelli.

O livro percorre o cotidiano das famílias indígenas, o acesso limitado à saúde, os aprendizados das equipes de atendimento, como essas populações estão diretamente ligadas ao rio e à floresta, e como essas relações têm sido impactadas pelas mudanças ambientais. “Fotografar a Amazônia é preservar a memória de um lugar que está mudando rápido demais. Em 2018, o Tapajós era um mar. Pouco tempo depois, o rio secou. Isso precisa ser dito”, comenta Giannelli, que também destaca a capa, com uma tarja amarela como símbolo de brasilidade: “É uma cor viva, solar, muito brasileira. E tem tudo a ver com o que vi por lá: a força e a simplicidade das pessoas, mesmo diante das dificuldades”, explica.

Com edição da Giannelli Produções Artísticas, o livro reúne textos, design gráfico e tratamento de imagens assinados por Giancarlo Giannelli. A publicação foi viabilizada com patrocínio da Faculdade São Leopoldo Mandic e apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

FICHA TÉCNICA

Fotos, textos e design: Giancarlo Giannelli

Produção executiva: José Carlos da Silva

Projeto: Direção Cultura

Revisão: Cecília Testa

Editoração: Intermídia

Tratamento de imagem: Giancarlo Giannelli

Impressão: Ipsis

Editora: Giannelli Produções Artísticas Ltda.

Sobre Giancarlo Giannelli

Jornalista e fotógrafo, nascido em São Paulo em 1971, iniciou sua carreira aos 16 anos fotografando casamentos, books, e toda sorte de eventos sociais. Em 1990, ele se mudou para Turim, na Itália, onde, com novos equipamentos, passou a fotografar a arte contida no cotidiano. De volta a Campinas, cidade em que habita desde os 11 anos de idade, organizou a exposição Itália em Grãos de Prata no Centro de Convivência Cultural de Campinas e na escola de idiomas Europeo.

Com a nova perspectiva desenvolvida em solo italiano, começou a trabalhar no Brasil com comunicação corporativa para grandes empresas como IBM, Eaton, Coca-Cola, EPTV – Rede Globo, Editora Abril – Revista Veja do Interior, Unimed Campinas, Fumagalli, Motorola, CPFL, Arcor, Unilever, Tenneco, Takata, São Leopoldo Mandic, LuK Embreagens, Caterpillar, Magneti Marelli, 3M, Guabi além de tantas outras. Dessa experiência, acumula milhares de eventos como Salões de Automóvel, shows do Skank, Cidade Negra, Djavan, Lenine, Vanessa da Mata, Gilberto Gil, Paralamas do Sucesso, etc., além de eventos e personalidades políticas, dentre elas Lula, Geraldo Alckmin, Michel Temer e outros tantos.

Nos últimos anos tem explorado, cada vez mais, a linguagem própria da arte fertilizada na maturidade típica do homem, com o que compõe uma espécie de fotografia poética. Em 2008, preparou nova exposição chamada Campinas Hoje Como Ontem, devotada exclusivamente às fotos em preto e branco e à nova estética apurada com a nova forma poética que desenvolvia. Atualmente, dedica-se à elaboração de novas exposições, e para tanto, tem viajado a vários destinos como Itália, Nova Iorque, Miami, Los Angeles e outras cidades brasileiras.

Lançamento do livro Amazônia Rio Tapajós – Giancarlo Giannelli

Data: 21 de maio de 2025
Horário: às 19h
Local: Museu da Cidade de Campinas – Casa de Vidro – Av. Heitor Penteado, 2145 – Taquaral, Campinas – SP

Valor: Gratuito.

(Com Mariana Cruz/Agência ERA®)

Estamparia que transforma: mulheres do interior de SP criam arte, renda e impacto social com oficinas gratuitas

Cerquilho, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Vinte e cinco mulheres de Cerquilho, no interior de São Paulo, estão participando de uma oficina gratuita de estamparia artesanal em tecidos e produção de estêncil. O projeto é inédito e fomenta a cultura do upcycling, estimulando as participantes a reutilizar materiais descartados na criação de peças exclusivas. A ideia é fortalecer a economia criativa e reforçar a importância da sustentabilidade na produção artística e comercial.

O projeto foi viabilizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de SP por meio do ProAC/ICMS. O público-alvo são mulheres cis e trans de baixa renda. Em Cerquilho, o curso vai até o dia 6 de junho, com apoio da Secretaria do Trabalho. O projeto vai chegar a outras duas cidades paulistas ainda este ano: Campinas e Lençóis Paulista. Cada uma com 25 alunas. As datas e aberturas de inscrições ainda serão divulgadas. As oficinas têm 40 horas de formação.

O stencil é uma técnica bastante versátil para criar e reproduzir desenhos e padrões de maneira rápida e precisa. O artesão utiliza tinta por cima de um molde vazado, que pode ser feito de papel, plástico, acetato ou até metal, para aplicar estampas nos tecidos. Uma das grandes vantagens do stencil é a possibilidade de replicar o mesmo design inúmeras vezes com consistência, por isso a técnica é muito usada na produção artística, como em serigrafia e personalização de produtos.

A proposta vai além do ensino técnico, integrando arte e economia circular. As mulheres terão aulas de empreendedorismo e noções de gestão para pequenos negócios para que possam comercializar a produção própria de estamparia. O objetivo é criar oportunidades em comunidades de restrito acesso à cultura e ao mercado de trabalho.

A iniciativa é da Frida!. produtora cultural, que há 14 anos promove ações sociais e criativas para levar arte e empreendedorismo para áreas de vulnerabilidade social. No final das oficinas, as peças serão reunidas numa exposição comunitária aberta ao público. A produção das alunas também está num site interativo do projeto, que vai disponibilizar uma videoaula, ampliando o impacto da iniciativa. “A periferia é um local de muita potência, inteligência e criatividade na resolução de problemas. O empreendedorismo é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento desses locais, promovendo soluções eficazes a partir do protagonismo de seus próprios moradores”, destaca Ana Silvia Forgiarini, da Frida!.

A iniciativa acontece com o apoio exclusivo da Desktop. A empresa de telecomunicações eleita a melhor internet do Estado de São Paulo, reforça seu compromisso com ações de impacto positivo nas comunidades onde atua, promovendo acesso à cultura, geração de renda e empoderamento feminino por meio da educação e da arte. Quando aliado a técnicas artísticas e à inclusão digital como ferramentas de desenvolvimento social, ele se torna um caminho potente para a promoção da equidade de gênero, que fortalece a autonomia econômica e valoriza a criatividade. Queremos estar ao lado de iniciativas que ampliem oportunidades e deem visibilidade aos talentos presentes nas comunidades”, destaca Para Érica Palhares, especialista em ESG da Desktop.

Serviço:

Oficina gratuita de estamparia e estêncil acompanhadas de técnicas de empreendedorismo em ambientes digitais

Cidades: Cerquilho, Nova Odessa e Lençóis Paulista

Público-alvo: Mulheres cis e trans de baixa renda

Vagas: 25 por cidade | Carga horária: 40 horas

Realização: Frida! Produtora Cultural

Patrocínio: Desktop.

(Com Amanda Galdino/DR Comunicação)

De Londres para São Paulo: Starlane chega à Avenida Rebouças em maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Bar e cozinha externa do Starlane de São Paulo. Fotos: Divulgação.

A partir desse mês, São Paulo receberá o Starlane, bar londrino criado em 2018. Sua primeira unidade internacional será inaugurada na Avenida Rebouças, trazendo uma fusão envolvente de coquetelaria, música e gastronomia – um palco de experiências unindo risos, conversas e amizades.

O espaço, de 480 metros quadrados e com capacidade para até 300 pessoas, terá uma alma paulistana unindo o despojamento a uma sofisticação atemporal. A casa ocupa um imóvel da década de 1940 — conservando o piso de taco original — e apresenta ao público uma reforma no espaço que revela detalhes da essência da edificação, deixando colunas e vigas à mostra. O ambiente também contará com um forno de pizza à vista do público, bares internos e externos, cozinha envidraçada, jardins com altas árvores, área de arquibancada e um sistema acústico sob medida. O novo bar de São Paulo funcionará de quarta-feira a domingo.

Detalhe do ambiente interno do Starlane na Avenida Rebouças.

Além da alta coquetelaria e da famosa pizza – carro-chefe da unidade em Londres – o Starlane terá uma curadoria musical interessante e envolvente, reunindo os mais diferentes estilos musicais, que vão do jazz, hip-hop, trip-hop ao chill-out e, em especial, eletrônica, nas suas vertentes menos comerciais.
A experiência sonora também será um dos diferenciais da unidade brasileira. O sound system foi desenvolvido exclusivamente para o Starlane: as caixas de som, construídas do zero, resultam em duas torres de 2,7 metros de altura com grandes cornetas brancas, desenhadas especificamente para o espaço, após uma série de estudos acústicos. O design foi inspirado nos icônicos modelos vintage da Altec. Para complementar, a cabine do DJ é uma estrutura ‘flutuante’, feita inteiramente em concreto para máximo controle de vibração e performance acústica. Quem assina o sound system são os especialistas Cristiano Zanette e Daniel Campello; já a acústica foi assinada pelo engenheiro André Luiz Costa, referência em projetos acústicos no país.

“A nossa primeira unidade no Brasil foi pensada em oferecer uma experiência que reflete a essência londrina do Starlane com a cultura dos paulistanos, sendo o ponto de encontro perfeito entre a cultura do balcão de bar e o ritmo de uma pista de dança”, afirma Bruno Cabral, sócio do Starlane Londres.

Há sete anos aberto em uma região industrial do leste londrino, o Starlane Pizza Bar rapidamente se tornou o ponto de encontro preferido do bairro, reunindo jovens aficionados por cultura, combinando boa comida, eventos musicais esporádicos e uma atmosfera acolhedora que celebra a criatividade e as conexões.

Ao fundo, o sistema de som.

Além da música, o cuidado com os detalhes aparece também no bar e na cozinha. A carta de drinks é assinada por Gunter Sarfert — também responsável por casas como Cora, Lágrima e o antigo Caracol — em colaboração com Ingrid Shindo, chefe de bar e também ex-Cora. A gastronomia fica por conta do chef Thiago Cerqueira. Já a estação de bar foi projetada por Caique Freire, que desenhou triângulos de inox sob medida para compor a uma estação de bar 100% modular. A iluminação, sofisticada e intimista, leva a assinatura de Ana Laronga, do estúdio A Luzia.

A nova empreitada em São Paulo conta com a participação de outros dez sócios: Ale Tcholla, Antonio Goldmann, Felipe Morales, Gabriel Zeitunlian, Giulliano Araujo, Guilherme Borja, Lisa Uhlendorff, Pedro Gariani, Rodolfo Tavares e Thiago Germek.

“Nosso ambiente acústico e a curadoria por trás do projeto quer estimular os sentidos do público e expandir os horizontes musicais, oferecendo uma jornada sonora com inovação e criatividade, mergulhando numa seleção que ultrapassa fronteiras em gêneros”, conta Lisa Uhlendorff, sócia do Starlane São Paulo.

Cozinha à mostra e cardápio com pizzas clássicas estão entre os diferenciais do Starlane.

A casa, localizada em um dos endereços mais históricos e valorizados da cidade, quer se posicionar como ícone da cena paulistana para acompanhar o crescimento da região, reunindo também um público diverso em estilo e backgrounds – mas nada careta. “O Starlane, na sua essência, é simples: música, drinks e pizza. A diferença está na atenção e dedicação aos detalhes, que fazem da ‘arte’ de unir pessoas muito mais interessante”, comenta Ale Tcholla, sócio do Starlane São Paulo.

Serviço:

Starlane

Avenida Rebouças, 3642

Quartas e quintas-feiras – das 18 à meia-noite

Sextas-feiras – das 18 às 2 horas

Sábados – das 14 às 2 horas

Domingos – das 14 às 22 horas

Mais informações na página oficial no Instagram.

Sobre o Starlane | O Starlane Pizza Bar, um sonho compartilhado por amigos brasileiros no coração do leste de Londres, agora atravessa o oceano para plantar suas raízes em São Paulo, na Avenida Rebouças, em meio à revitalização urbana da região, que atrai um público interessante em busca de experiências gastronômicas e culturais de qualidade. O Starlane São Paulo promete ser um destino obrigatório para os amantes de música, coquetéis e uma boa pizza. Mais informações em na página oficial no Instagram.

(Fonte: Agência Lema)

Lançamento da Editora Senac São Paulo leva para a casa dos leitores um compilado sobre a vida e obra de Claude Monet

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Expoente do impressionismo, Claude Monet, renomado pintor francês, é celebrado até os dias de hoje por suas obras primas, e para homenagear o artista e o seu legado no mundo da arte, a Editora Senac São Paulo lança o livro Monet, de Anne Sefrioui. Ao longo das mais de 100 páginas, o título faz jus ao pintor, pois é apresentado aos leitores como uma verdadeira obra de arte. Com capa em tecido reproduzindo o quadro ‘Caminhada pelo penhasco em Pourville’, a pintura permeia toda a lateral das páginas, já convidando as pessoas a adentrar ao universo do artista plástico.

O livro aborda diversas fases de Monet, de quando costumava pintar paisagens, litorais, flores e pessoas, trazendo de forma bastante didática e fluída histórias e curiosidades sobre cada gravura, contextualizando o leitor para cada momento da vida artística do pintor, abordando estudos e técnicas utilizadas por ele. Ao longo da obra é possível apreciar diversas telas de Monet e perceber o jogo de luz presentes nas pinturas e pontuados pelos traços rápidos do artista.

Seus trabalhos abriram portas para a arte abstrata e para os entusiastas das artes plásticas, o título é um presente para conferir de perto o trabalho delicado e único de Monet. Para uma análise e contemplação mais aprofundada, o livro traz ainda encartes que permitem ver, em tamanho maior, algumas de suas obras que estão entre as mais célebres da história da arte.

Assim como em Van Gogh, a publicação de Monet pela Editora Senac São Paulo explora as obras por meio de textos explicativos e reproduções de algumas de suas pinturas, proporcionando uma nova apreciação e oferecendo às pessoas a oportunidade de descobrir e/ou revisitar esse universo que as transportam para a época dos artistas.

Ficha Técnica

Monet

Autora: Anne Sefrioui

Páginas: 124

Preço: R$ 199

Onde comprar: Editora Senac São Paulo

(Com Maria Malozzi/InPress Porter Novelli)

Osesp recebe maestro Jac Van Steen e percussionista Colin Currie nos concertos desta semana

São Paulo, por Kleber Patricio

Ojesp. Foto: Divulgação.

A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025. Nesta semana, de quinta-feira (15/mai) a sábado (17/mai), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp apresenta um programa com duas obras de Piotr Ilyich Tchaikovsky: a Sinfonia nº 1 – Sonhos de inverno e a Abertura-fantasia de Romeu e Julieta, uma de suas obras mais conhecidas e queridas pelo público. Nome fundamental do Romantismo, o compositor russo terá todas as suas seis sinfonias executadas pela Orquestra até o final desta Temporada.

Completa o repertório a peça Switch, do norte-americano Andrew Norman, dedicada a Colin Currie. O premiado percussionista escocês será o solista da estreia latino-americana desta obra, e o maestro holandês Jac van Steen comandará as três apresentações. Vale lembrar que o concerto de sexta-feira (16/mai) faz parte da série Osesp duas e trinta, com início às 14h30, e terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube.

Academia de Música da Osesp. Foto: Laura Manfredini.

E no domingo (18/mai), às 18h, Currie dirige um programa especial voltado à música contemporânea, para o qual convida os alunos da Academia de Música da Osesp e a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Os ingressos estão disponíveis neste link.

Sobre o programa        

De grande colorido orquestral, a Sinfonia nº 1 começou a ser escrita logo que Tchaikovsky (1840–1893) se mudou para Moscou, aos 25 anos. Determinado a se afirmar como um compositor sério, ele aproveitou suas férias em uma casa de campo para trabalhar furiosamente na partitura. Com o subtítulo ‘Sonhos de inverno’, a sinfonia reflete o interesse do compositor tanto pelas planícies russas como pela Sinfonia italiana de Felix Mendelssohn, obra que também registra uma experiência romântica da paisagem.

Switch, do norte-americano Andrew Norman (1979-), é estruturada como uma espécie de jogo entre a orquestra e o percussionista. Com referências a filmes, programas de televisão e videogames, cada instrumento de percussão é um comando que controla outros instrumentos.

A Abertura-fantasia de Romeu e Julieta baseou-se na obra homônima de Shakespeare, evocando a tragédia a partir de três pontos transformados em temas musicais: Frei Lourenço, a rivalidade entre os Montéquio e os Capuleto e o amor entre os dois jovens.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Osesp. Foto: Íris Zanetti.

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Jac van Steen regente

Jac van Steen. Foto: Simon van Boxtel.

Jac van Steen é regente honorário da Orquestra Ulster, na Irlanda, e regente convidado da Sinfônica de Praga. Foi diretor musical e regente titular do Balé Nacional dos Países Baixos, das Orquestras de Bochum e Nuremberg, da Orquestra Estatal de Weimar, da Ópera e da Filarmônica de Dortmund e do Musikkollegium Winterthur, além de ter sido principal regente convidado da Orquestra Nacional da BBC do País de Gales. Construiu vasto repertório operístico em importantes casas de ópera como Opera North, Volksoper de Viena, Ópera de Oslo e Royal Opera House em Londres. Além de seu trabalho como regente, o holandês é professor no Real Conservatório de Música de Haia. Também atuou como docente junto ao Royal Northern College of Music e à Chetham School of Music, ambos em Manchester, bem como, em Londres, à Royal Academy of Music e ao Royal College of Music, além da Universidade de Cambridge.

Colin Currie percussão

Colin Currie. Foto: James Glossop.

Um dos mais inovadores percussionistas da atualidade, Colin Currie é o solista de escolha de alguns dos principais compositores e regentes, apresentando-se com orquestras como a Filarmônica de Nova York, a Royal Concertgebouw, a Filarmônica da Rádio França, a Philharmonia Orchestra e a Filarmônica de Londres. Foi responsável pela estreia de obras de importantes compositores, como Steve Reich, Louis Andriessen, Anna Clyne, Brett Dean, Olga Neuwirth, Helen Grime e Andrew Norman. Recebeu, em 2015, o Instrumentalist Award da Royal Philharmonic Society. Na temporada 2024-2025, Currie se apresenta com a Hallé Orchestra e a Orquestra de Câmara Inglesa, a Filarmônica Real de Liverpool, a Sinfônica da BBC Escocesa e a própria Osesp. Além disso, estreia mundialmente obra de Dani Howard no Wigmore Hall. Currie é artista associado do Conservatório Real da Escócia, professor visitante da Royal Academy of Music de Londres e embaixador da Chamber Music Scotland. Líder do Colin Currie Group, desenvolve trabalho fonográfico por meio do selo Colin Currie Records em parceria com a LSO Live, selo da Sinfônica de Londres.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

JAC VAN STEEN regente

COLIN CURRIE percussão

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY | Sinfonia nº 1 em sol menor, Op. 13 – Sonhos de inverno
Andrew NORMAN | Switch [Estreia latino-americana]

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY | Romeu e Julieta – Abertura-fantasia

ACADEMIA DE MÚSICA DA OSESP

ORQUESTRA JOVEM DO ESTADO DE SÃO PAULO – OJESP

COLIN CURRIE regente e percussão

Anna MEREDITH | Nautilus

Louis ANDRIESSEN | Tapdance

Helen GRIME | Near midnight [Perto da meia-noite]

James MACMILLAN | The confession of Isobel Gowdie [A confissão de Isobel Gowdie]. 

Serviço:

15 de maio, quinta-feira, 20h00

16 de maio, sexta-feira, 14h30 [Osesp duas e trinta | Concerto Digital]

17 de maio, sábado, 16h30

18 de maio, domingo, 18h00 [Colin Currie, Academia da Osesp e Ojesp]

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): osesp.byinti.com

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)