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Theatro São Pedro apresenta ‘O Barbeiro de Sevilha’, de Paisiello

São Paulo, por Kleber Patricio

Theatro São Pedro. Foto: Íris Zanetti.

A temporada lírica do Theatro São Pedro, equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, terá sequência com a montagem da ópera cômica ‘O Barbeiro de Sevilha’, do compositor italiano Giovanni Paisiello (1740–1816). Os espetáculos ocorrem nos dias 29, 30, 31 de maio e 1º de junho, tendo a Academia de Ópera e a Orquestra Jovem do Theatro São Pedro sob direção musical de Maíra Ferreira e direção cênica de Ines Bushatsky. Os ingressos custam de R$ 31 (meia) a R$ 102 e podem ser adquiridos aqui.

Composta por Giovanni Paisiello para a corte da imperatriz Catarina II, a ópera estreou em São Petersburgo em 1782 (34 anos antes da famosa versão de Rossini), sendo um grande sucesso à época. Com libreto de Giuseppe Petrosellini, a obra é baseada na peça de Pierre Beaumarchais. Na trama, o Conde Almaviva se apaixona por Rosina, uma jovem inteligente que vive vigiada pelo possessivo Bartolo, que também pretende se casar com ela. Para conquistá-la, o Conde recorre ao espirituoso barbeiro Fígaro. A partir daí são elaborados diversos disfarces e artimanhas para aproximar os dois, em uma história de humor refinado, mal-entendidos e reviravoltas.

Direção feminina no Theatro São Pedro

A montagem de O Barbeiro de Sevilha no Theatro São Pedro terá Maíra Ferreira na direção musical e Ines Bushatsky na direção cênica. No âmbito da encenação, Ines explica a opção por colocar a personagem de Rosina em evidência, tornando-a mais protagonista. “Toda vez que montamos essa ópera, que ressuscitamos esses personagens, Rosina se vê presa novamente na casa de seu tutor, Bartolo. Dessa vez, ela é colocada sob outra perspectiva e, quando acorda para cantar a ópera, decide fugir. Sem alterar nada do texto e da música, criamos uma dramaturgia paralela para essa personagem que tenta repetidamente fugir ao longo da ópera e falha miseravelmente. É no final do espetáculo, quando o ‘expediente’ dela termina, que ela consegue fugir, pega suas malas e vai embora, saindo pela plateia em direção à rua, à sua liberdade”, diz.

De acordo com a diretora, o conceito desenvolvido para a ópera situa a trama entre as décadas de 1950 e 1960 e o amor romântico não é uma premissa para todos os personagens. O Conde é o personagem mais apaixonado, que realmente está em busca de um amor. Já Rosina vê no casamento com ele uma oportunidade de se libertar de seu ‘cárcere privado’, e Bartolo não é regido apenas pelo seu amor por Rosina. “Sendo ele um dos protagonistas da ópera, demos a ele um tom mais narcísico, na construção de um personagem vaidoso e individualista. E o barbeiro em si, Fígaro, é um bon-vivant que costura as tramas presentes na história, ‘sempre com bom humor’, como canta logo no início.”

As pesquisas para a montagem trouxeram algumas descobertas. Ines destaca que parte das histórias que formam a ópera e a peça vêm da novela El Prevenido Engañado, da escritora espanhola Maria de Zayas, datada do século XVII. “Hoje, Zayas é considerada por uma parcela da crítica literária como uma das primeiras escritoras feministas da história. Toda a intensidade das personagens colabora também com a construção da comédia presente no espetáculo. Apesar da situação de Rosina ser complexa, a montagem concretiza essa questão, por exemplo, nas várias traquitanas criadas pelo cenógrafo Fernando Passetti, por onde Rosina tenta suas fugas”. Para ela, o público pode esperar muitas emoções. “Em momentos mais líricos e outros mais cômicos, as pessoas poderão se emocionar e se divertir com personagens muito carismáticos e uma história cativante”, ressalta.

À frente da Orquestra Jovem do Theatro São Pedro estará a regente Maíra Ferreira, que valoriza o trabalho realizado com os estudantes da Academia de Ópera do Theatro São Pedro, voltada para a formação lírica. “Vivenciamos o processo de aprendizado bastante juntos. Os alunos vieram muito bem, mas é sempre bom ver as surpresas e descobertas ao longo dos ensaios e o amadurecimento dos cantores. Estou muito feliz em acompanhar o progresso deles e os momentos em que os cantores se tornam personagens”, pontua a diretora musical, salientando a importância do cuidado com o texto, além da parte técnica, na perspectiva da música. “Optamos por um título conhecido, que é O Barbeiro de Sevilha, mas não é a versão mais famosa, então é um desafio dar sentido para algo que está na memória das pessoas. Ninguém melhor para isso que os jovens, com disposição para a experimentação, para levar isso adiante.” 

ACADEMIA DE ÓPERA E ORQUESTRA JOVEM DO THEATRO SÃO PEDRO

Formar novos cantores líricos brasileiros é o compromisso da Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Por meio de conteúdo programático ligado ao gênero operístico, a Academia promove oportunidades práticas de desenvolvimento artístico aos jovens cantores, com a realização de espetáculos encenados com orquestra e formações de câmara. A proposta pedagógica contempla uma grade contínua de atividades, como aulas, workshops, concertos cênicos e montagens líricas, a fim de preparar os alunos para o mundo profissional.

A Orquestra Jovem do Theatro São Pedro realiza atividades artístico-pedagógicas ligadas ao gênero operístico com o objetivo de desenvolver o nível técnico e artístico dos bolsistas. O grupo contempla a realização de concertos cênicos e produções líricas no Theatro São Pedro, oferecendo aos alunos experiências importantes para uma formação profissional.

Transmissão ao vivo | A récita do dia 31 de maio, sábado, terá também transmissão ao vivo pelo canal de YouTube do Theatro São Pedro. Acesse aqui.

SERVIÇO:

ACADEMIA DE ÓPERA E ORQUESTRA JOVEM DO THEATRO SÃO PEDRO – O BARBEIRO DE SEVILHA

GIOVANNI PAISIELLO (1740–1816) 

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

Orquestra Jovem do Theatro São Pedro

Maíra Ferreira, direção musical

Ines Bushatsky, direção cênica

Fernando Passetti, cenografia

Awa Guimarães, figurino

Mirella Brandi, desenho de luz

Elis de Sousa, visagismo

Elenco:

Fernanda França, Rosina – récitas 30/5 e 1/6

Marilia Carvalho, Rosina – récitas 29 e 31/5

Julián Lisnichuk, Bartolo

Ernesto Borghi, Conde Almaviva

Cláudio Marques, Fígaro

Daniel Luiz, Lo Svegliato/O desperto – Um notário

Gianlucca Braghin, Basílio

Wilian Manoel, Giovinetto e Prefeito

Ensaio geral aberto e gratuito: 27 de maio, terça-feira, 19h

Récitas: 29, 30, 31 de maio e 1 de junho

Quinta, sexta e sábado, 20h; domingo, 17h

Classificação etária: 12 anos

Ingressos: Plateia: R$ 102/ R$ 51 (meia)

1º Balcão: R$ 72/ R$ 36 (meia)

2º Balcão: R$ 62 / R$ 31 (meia)

Aqui.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Assessoria de imprensa Theatro São Pedro)

Theatro Municipal de São Paulo passará por processo de restauro e modernização

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Larissa Paz.

Em 2025, quando completa 114 anos, a grande casa de óperas do Brasil passará por melhorias viabilizadas por uma parceria com a Shell e a Elevadores Atlas Schindler. A partir da modernização, o espaço terá um novo projeto de acessibilidade com enfoque em pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O projeto inclui a modernização dos seis elevadores do Theatro Municipal, garantindo acessibilidade total, seguindo as normas vigentes e facilitando o fluxo de equipes técnicas e do público. A iniciativa permitirá o acesso físico a todos os pisos, incluindo o térreo, atualmente com entrada alternativa para o Bar dos Arcos. Com isso, o projeto de acessibilidade integral será concluído, visando a obtenção do Selo de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo.

Já o projeto de restauro ajudará na preservação do patrimônio histórico e terá enfoque na restauração parcial do telhado, que incluirá a substituição de telhas de cobre, calhas e demais elementos, eliminando vazamentos e infiltrações, garantindo a segurança da cobertura. O trabalho contará com os esforços de cinquenta profissionais de diversos campos da arquitetura, engenharia e construção civil, orquestrados pela equipe de Patrimônio e Arquitetura, que tem Eduardo Spinazzola como gerente de Infraestrutura e Patrimônio. “A questão da acessibilidade vai além da adaptação física do edifício; ela trata do direito universal das pessoas transitarem livremente, garantindo inclusão social, diversidade e difusão democrática da cultura. Ao mesmo tempo, o edifício histórico, adaptado fisicamente às novas demandas e urgências contemporâneas, se mantém ativo como patrimônio material e também na imaterialidade da sua atividade fim, garantindo o acolhimento das pessoas em suas atividades de lazer e trabalho e renovado como ponto de encontro e como marco para a ocupação cultural da cidade de São Paulo”, explica Eduardo Spinazzola.

As obras de restauro e adaptação do Theatro Municipal de São Paulo contam com o patrocínio Máster-Diamante da Shell e patrocínio Ouro da Elevadores Atlas Schindler, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Sustenidos, Fundação Theatro Municipal, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Patrimônio e reformas históricas no Theatro Municipal

Marco cultural da efervescência da cidade de São Paulo, o Theatro Municipal é uma construção influenciada por teatros de ópera da Europa, erguida como símbolo aspiracional da alta sociedade paulistana, mas que com o passar dos anos virou símbolo da ocupação cultural no centro da cidade. O projeto assinado pelo escritório Ramos de Azevedo – em colaboração com os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi – teve início em 1903 e foi entregue à cidade 8 anos mais tarde.

Em sua história, o prédio passou por duas grandes reformas: a primeira entre 1951 e 1955, e a segunda entre 1986 e 1991, e uma entre 2009 e 2011. A nova reforma celebra parceria com a Shell, que entende ser fundamental o fomento à cultura como ponte para o desenvolvimento e a cidadania. O projeto é viabilizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
SOBRE O COMPLEXO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.
O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras).

Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo. Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área.

Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e Icon Awards é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

Quem apoia institucionalmente os projetos via Lei Federal de Incentivo à Cultura: Shell, Nubank, Bradesco, Elevadores Atlas Schindler e igc Partners. Pessoas físicas também fortalecem as atividades por meio de doações incentivadas.
(Com André Santa Rosa/Theatro Municipal)

Apesar da matriz energética renovável, Brasil está atrasado nas políticas para descarbonizar indústria do aço

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Tecnologias como fornos elétricos movidos a hidrogênio verde podem reduzir em até 90% a emissão dos fornos convencionais, baseados em carvão mineral. Foto: Francisco Fernandes/Unsplash.

A indústria do aço responde por cerca de 26% das emissões industriais e de 7 a 9% das emissões totais de dióxido de carbono no mundo. O Brasil, apesar de possuir uma matriz energética mais renovável que a de outros países, precisa de mudanças estruturais e políticas de incentivo para garantir a descarbonização do setor siderúrgico. É o que aponta levantamento inédito do projeto ‘Descarbonização e Política Industrial: Desafios para o Brasil’ (DIP-BR), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicado nesta quinta (15).

O autor do relatório, Germano Mendes de Paula, professor da Universidade Federal de Uberlândia, explica que as emissões de carbono dependem da rota tecnológica utilizada. Usinas integradas de alto-forno a coque, baseadas em carvão mineral, são responsáveis por 70% da produção de aço, gerando 2,32 toneladas de CO2 por tonelada de aço bruto. Em contrapartida, tecnologias como a redução direta com fornos elétricos a arco (DRI-EAF), movidos a hidrogênio verde, podem reduzir essa emissão em até 90%, chegando a 0,2 toneladas de CO2 por tonelada de aço bruto. No Brasil, o uso de carvão vegetal reflorestado e sucata de aço na cadeia produtiva já confere emissões menores (0,7 e 0,4 toneladas de COpor tonelada de aço bruto produzida, respectivamente).

Mendes de Paula ressalta, porém, que o alto-forno é uma tecnologia difícil de substituir em termos de custo, escala e qualidade de produção, o que torna a modernização lenta. O autor aponta outros desafios, como insumos alternativos caros, como o hidrogênio verde, e uma forte escassez de sucata para a reciclagem, especialmente em países emergentes, como o Brasil. “O perfil de consumo de aço do Brasil faz com que tenhamos pouca oferta de sucata. Carros que em outros países viram ‘lata-velha’ e viram insumos ainda estão rodando no Brasil, por exemplo”, contextualiza Mendes de Paula. “O Brasil também exporta muito aço, gerando sucata no estrangeiro”, completa.

O relatório também analisa iniciativas da União Europeia, Estados Unidos, Canadá, México, Japão, China e Índia, que figuram entre os maiores produtores de aço, para a descarbonização na cadeia produtiva do aço. Na comparação, o Brasil demonstra vantagem por contar com uma matriz energética mais renovável, mas peca na questão de incentivos financeiros e políticas públicas. Por exemplo, Mendes de Paula menciona o subsídio de 700 milhões de dólares que a JFE, a segunda maior indústria japonesa, recebeu para trocar o alto-forno pela a rota baseada em forno elétrico, à base de sucata.

No Brasil, apesar de iniciativas como o Programa BNDES Hidrogênio Verde e a recente Lei nº 14.948/2024, que estabelece o marco legal para a economia de baixo carbono, ainda faltam políticas mais robustas e subsídios diretos à descarbonização da siderurgia. O mercado siderúrgico brasileiro também cresce lentamente, o que limita a viabilidade de novos projetos sustentáveis, e o mercado regulado de carbono encontra-se relativamente atrasado.

No âmbito das estratégias tecnológicas, os esforços mais relevantes têm se concentrado na redução das emissões de gases de efeito estufa na matriz energética por meio de investimentos em energias eólica e solar. “Dadas as limitações, a indústria brasileira tem feito o dever de casa e acredito que o governo entenda a necessidade de investir em iniciativas de descarbonização. A dificuldade é tornar isso uma prioridade pública”, finaliza Mendes de Paula.

(Fonte: Agência Bori)

Turismólogo alerta sobre medicamentos comuns no Brasil que podem causar problemas na imigração americana

Estados Unidos, por Kleber Patricio

Foto: freestocks/Unsplash.

No final de abril, o turismólogo e apresentador do Programa Aventureiros, Vitor Vianna, usou suas redes sociais para alertar sobre um tema que pode surpreender muitos brasileiros que viajam para os Estados Unidos: a proibição de certos medicamentos comuns no Brasil em território norte-americano. No vídeo, Vitor chama a atenção para os riscos de levar remédios sem o devido cuidado e documentação.

“Dipirona, Rivotril, Ritalina e Tramal. Esses são alguns dos medicamentos que você não pode levar facilmente para os Estados Unidos”, afirma Vitor no início da gravação. Segundo o especialista, muitos turistas desconhecem que substâncias como essas, amplamente utilizadas no Brasil, são altamente controladas ou até proibidas nos EUA, por conta de regulamentações rígidas da FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador de alimentos e medicamentos do país.

“A legislação americana é muito severa com o transporte de remédios. Então, se você estiver levando algum medicamento, é fundamental ter a receita médica em inglês e transportá-lo na embalagem original”, orienta o especialista. Entre os medicamentos destacados por Vitor, estão dipirona (Novalgina, Dorflex), proibida nos EUA por risco de agranulocitose; analgésicos com codeína e opioides, como Tramal, que exigem prescrição médica rigorosa; além de ansiolíticos, como Rivotril, e estimulantes, como a Ritalina, que também são controlados. Confira aqui a lista completa de quais os medicamentos usados no Brasil que os turistas não podem levar para os Estados Unidos.

Sobre Vitor Vianna

Nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Vitor começou a carreira como professor de educação física. Mas como tinha outras paixões, entrou também para o Jornalismo e, em seguida, formou-se como turismólogo. Em 2005, fundou sua própria agência de viagens, a Agência Aventureiros, que nasceu com o intuito de fomentar o turismo na cidade do Rio de Janeiro. Com o passar dos anos, a agência expandiu suas possibilidades, incluindo destinos nacionais e internacionais. A partir de 2020, após o apresentador de TV Franklin David entrar em sociedade, a Agência Aventureiros passou a trabalhar em seu grande diferencial: deixou de lado o turismo em massa e passou a oferecer algo mais intimista e personalizado para os clientes em suas viagens, com mais qualidade e um turismo mais atrativo.

(Fonte: Agência Brands)

Edda Mussolini: biografia da filha favorita de Benito Mussolini retrata o desmoronamento do sonho fascista na Itália

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Depois de Benito Mussolini, ninguém é mais lembrado na Itália do que a filha mais velha do ditador. Na obra ‘Edda Mussolini’, que chega às livrarias brasileiras pelo selo Crítica da Editora Planeta, a jornalista e biógrafa inglesa Caroline Moorehead segue os passos da mulher que ficou conhecida como a mais perigosa da Europa e apresenta uma das protagonistas de alguns dos momentos mais desafiadores do século XX. Mais do que a filha favorita do líder fascista e a estrela mais exótica do movimento, Edda ganhou proeminência aos 19 anos e, durante os treze anos em que esteve na vanguarda da ditadura, às vezes era a confidente mais próxima e única amiga do pai.

Nesta biografia, Moorehead recupera a trajetória de Edda, que tinha 12 anos quando Benito chegou ao poder. Mimada e adorada pelo pai, ela atuou como enviada tanto para a Alemanha como para o Reino Unido, e desempenhou papel importante na orientação da Itália para se aliar a Hitler. A partir dos 20 anos, foi efetivamente a primeira-dama italiana, assumindo o papel reservado a própria mãe, Rachele, e se tornou a imagem do que uma verdadeira menina e mulher fascista deveria ser. Casada com Galeazzo Ciano, que se tornou o mais jovem ministro das Relações Exteriores da história italiana, Edda formou o casal mais celebrado e glamouroso da sociedade fascista romana.

Para a biógrafa, é difícil definir quem foi Edda, uma vez que o mito que envolveu Benito se espalhou para toda a família Mussolini, especialmente para a mais inteligente e enigmática filha. “Mesmo durante sua vida, suas palavras e ações foram embelezadas, distorcidas, romantizadas e frequentemente imaginadas, e eles próprios contribuíram para uma reinterpretação às vezes fantasiosa dos eventos. Separar os fatos da ficção transmitida por sucessivas gerações de seguidores, parentes, jornalistas e historiadores é uma tarefa difícil, ainda mais pelos mitos que giravam em torno de Edda, e é certo que nem todos os incidentes ou citações deste livro são verdadeiros. Mas o que se segue é o mais próximo da verdade a que pude chegar”, escreve Caroline no texto de introdução da obra.

Em uma história dramática que inclui diários secretos, a queda do Duce, a execução de Galeazzo Ciano, uma fuga para a Suíça e um período de exílio, Edda Mussolini revela uma mulher complexa, audaciosa e determinada que nunca esteve disposta a aceitar a cultura misógina em que cresceu, e que se tornou mais pronunciada a cada ano fascista. Caroline Moorehead evidencia como a história de Edda está intrinsecamente ligada à do pai e surge como uma verdadeira representante do que o fascismo fez – e não fez – com os italianos. “Mussolini e o fascismo fizeram de Edda o que ela foi: para entendê-la, é preciso compreender o que os italianos chamam de il ventennio fascista, quando a visão e a vontade de Mussolini dominaram todas as facetas da vida italiana e, principalmente em Edda, que amou, admirou e, por algum tempo, o odiou”, declara.

FICHA TÉCNICA

Título: Edda Mussolini

Autora: Caroline Moorehead

Tradução: Claudio Carina

Revisão técnica: João Fabio Bertonha

ISBN: 978-85-422-3320-9

Páginas: 432 p.

Preço livro físico: R$109,90

Selo Crítica | Editora Planeta.

Sobre a autora | Caroline Moorehead é uma jornalista e biógrafa inglesa. Autora de numerosas biografias de personalidades históricas e de diversos artigos para jornais e revistas como Literary Review, The Times Literary Supplement, Daily Telegraph, Independent, Spectator e New York Review of Books, também coproduziu e escreveu uma série de programas para a BBC sobre Direitos Humanos, área em que se especializou no Jornalismo. Edda Mussolini é seu primeiro livro pelo selo Crítica da Editora Planeta.

Sobre o Selo Crítica | Lançado na Espanha em 1976 e presente no Brasil desde 2016, o selo é referência em títulos de alta qualidade nas áreas de história, ensaios e divulgação científica. Com autores de renome internacional, como Niall Ferguson, Mary Beard e Noam Chomsky, também publica algumas das vozes mais influentes do pensamento brasileiro, incluindo Carlos Fico, Pedro Rossi, Tatiana Rossi e Marco Antonio Villa. Uma marca que combina excelência acadêmica com acessibilidade, trazendo ao público obras que informam, provocam e inspiram.

(Fonte: Editora Planeta)