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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Caatinga Resiste: Ministérios Públicos se unem para ampliar proteção do único bioma exclusivo do Brasil

Brasil, por Kleber Patricio

Bioma é sumidouro natural de carbono. Foto: Divulgação/ ABRAMPA)

Com o objetivo de fortalecer a proteção e recuperação da vegetação nativa e da biodiversidade da Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro e um dos mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, a Associação Brasileira de Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) lança o projeto Caatinga Resiste. A iniciativa reunirá esforços dos Ministérios Públicos de nove estados inseridos no bioma – Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais – em parceria com órgãos estaduais de fiscalização.

Além de fortalecer as fiscalizações por meio do trabalho conjunto, o projeto visa promover a transparência e a correta atualização dos dados no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) e das Autorizações de Supressão de Vegetação (ASV), conforme as diretrizes estabelecidas na Nota Técnica da ABRAMPA. Prevê, ainda, o levantamento dos principais remanescentes da Caatinga e das Áreas Prioritárias para Recuperação do bioma, bem como fomentar o processo de validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no bioma. “O alto índice de desmatamento irregular na Caatinga demonstra a necessidade urgente de ações coordenadas entre os Ministérios Públicos e os órgãos ambientais. Nossa meta é aprimorar o controle sobre a supressão de vegetação, assegurar maior transparência na regularização ambiental e impulsionar a responsabilização de infratores, contribuindo para a proteção desse bioma tão singular e essencial para o equilíbrio climático e para as comunidades que dele dependem”, ressalta Alexandre Gaio, promotor de Justiça, presidente da ABRAMPA e idealizador do projeto.

A promotora de Justiça do MPSE e coordenadora do projeto, Aldeleine Barbosa, destaca que “considerando a importância do bioma como sumidouro natural de carbono, sua preservação é urgente e essencial, não apenas para proteger sua biodiversidade única, mas também para promover a sustentabilidade das comunidades do semiárido brasileiro, combater a crise hídrica na região e integrar uma estratégia de adaptação climática em um contexto global, dando especial atenção ao controle e reparação dos processos de desertificação nas áreas mais críticas do bioma, as quais têm avançado significativamente nos últimos anos”.

Entre os dez estados onde a Caatinga está presente, predominantemente na região Nordeste, o Ceará é o único totalmente coberto pelo bioma, seguido pelo Rio Grande do Norte (96%), Paraíba (92%), Pernambuco (84%), Bahia (62%), Sergipe (55%) e Alagoas e Piauí, ambos com 47%. No Sudeste, Minas Gerais é o único estado com cobertura de vegetação semiárida, ocupando 5% de seu território. Com a menor cobertura do bioma (1%), o Maranhão não registrou alertas de desmatamento para a Caatinga nos últimos anos e, portanto, não integrará a força-tarefa do projeto Caatinga Resiste.

Cenário do desmatamento na Caatinga

A crescente perda de vegetação nativa na Caatinga nos últimos anos tem gerado grande preocupação. As pressões das atividades econômicas, da exploração desenfreada dos recursos naturais e dos impactos evidentes das mudanças climáticas, como o aumento das temperaturas e as alterações nos ciclos hidrológicos, estão reduzindo sua capacidade de se autorregenerar.

Entre 1985 e 2023 (INPE), o bioma perdeu aproximadamente 8,6 milhões de hectares, o equivalente a 14% de sua cobertura vegetal original. Atualmente, das áreas remanescentes, menos de 9% estão protegidas por unidades de conservação – federais, estaduais ou municipais. No entanto, destas, apenas 1,3% estão integralmente protegidas como áreas de uso restrito.

Dados do MapBiomas indicam que, em 2023, a Caatinga registrou um aumento de 43,3% no desmatamento em relação ao ano anterior, totalizando 201.687 hectares de vegetação nativa perdidos, representando 11% do total de desmatamento no Brasil. Os estados mais afetados são: Bahia, que liderou o ranking com um aumento de 34% em relação ao ano anterior; e o Ceará com um crescimento de 28%. Pernambuco foi o único estado que apresentou redução, com queda de 35%. Em todo o bioma, apenas 2,81% das áreas desmatadas não tiveram indícios de irregularidades, a menor porcentagem entre todos os biomas (MapBiomas).

A perda de vegetação, associada à fragmentação, às mudanças de uso da terra e às condições climáticas áridas e semiáridas, compromete a capacidade do solo de reter água e nutrientes, aumentando o risco de desertificação. De acordo com estudos do MapBiomas, 112 municípios da Caatinga classificados como Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) nos níveis ‘Muito Grave’ e ‘Grave’ já perderam aproximadamente 300 mil hectares de vegetação nativa, representando cerca de 3% da perda total no bioma.

Embora a expansão agropecuária tenha sido um dos principais impulsionadores do desmatamento na região, o avanço de empreendimentos de energia solar e eólica tem ampliado as ameaças ao bioma. Em 2023, a supressão de vegetação relacionada apenas a este setor aumentou 24%, somando 4.302 hectares, o Rio Grande do Norte foi estado que mais desmatou (1.369 hectares) com essa finalidade, um aumento de 372% em relação ao ano anterior (MapBiomas).

Os dados reforçam a urgência de medidas de fiscalização e controle, não apenas para coibir o desmatamento ilegal, mas também para monitorar os impactos de atividades econômicas na vegetação nativa.

Estratégia de fiscalização

Entre 2019 e 2023, apenas 8,53% das áreas desmatadas na Caatinga (85.873 hectares) foram alvo de ações de fiscalização, segundo o MapBiomas. O Caatinga Resiste visa reverter esse cenário, fortalecendo as políticas de combate ao desmatamento ilegal e implementando estratégias de fiscalização mais eficazes.

Inspirado na Operação Mata Atlântica em Pé, também atualmente coordenada pela ABRAMPA em conjunto com o MPMG, o projeto utilizará monitoramento por satélite do MapBiomas Alerta para identificar áreas de desmatamento ilegal. A partir dos alertas, os dados são cruzados com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e as Autorizações de Supressão de Vegetação (ASVs) para detectar irregularidades.

Depois, a fiscalização é realizada por órgãos ambientais e polícias ambientais, tanto presencialmente quanto por meio de ferramentas de fiscalização remota. Se identificadas irregularidades, o Ministério Público adota medidas extrajudiciais e judiciais para garantir a reparação dos danos ambientais e responsabilização dos infratores, incluindo os danos causados ao sistema climático.

Ao final da operação, será apresentado o balanço final das áreas fiscalizadas, do número de processos instaurados e o total de multas aplicadas em reais.

Caatinga e mudanças climáticas

A Caatinga tem um papel fundamental no sequestro de carbono. Ela funciona como um sumidouro natural, absorvendo dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera, inclusive durante o período de seca. Um estudo liderado pelo Observatório Nacional da Dinâmica da Água e do Carbono no Bioma Caatinga (OndaCBC) revelou que o bioma é um dos mais eficientes do mundo em armazenar carbono, superando até mesmo as florestas da Amazônia em determinadas condições climáticas.

Segundo o mesmo estudo, ao longo de quase uma década, a Caatinga removeu, em média, 5,2 toneladas de carbono por hectare anualmente, equivalente a 527 gramas por metro quadrado. A perda de vegetação nativa, no entanto, compromete essa capacidade, contribuindo para o aumento das emissões de gases de efeito estufa e agravando as mudanças climáticas.

Sobre a ABRAMPA

A ABRAMPA é uma associação que reúne membros do Ministério Público de todo o Brasil, com o objetivo de promover a defesa do meio ambiente, da ordem urbanística e da justiça socioambiental, atuando de maneira integrada em diversas frentes de proteção ambiental.

(Fonte: ABRAMPA)

Santillana, OEI e Fundação Santillana lançam a terceira edição do Prêmio Escolas Sustentáveis

São Paulo, por Kleber Patricio

Concurso retorna mais uma vez ao Brasil, Colômbia e México para fortalecer o compromisso das escolas que estão deixando uma marca positiva em suas comunidades. Foto: Divulgação.

A Santillana, a Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e a Fundação Santillana lançaram a terceira edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, um concurso internacional destinado a escolas do Brasil, México e Colômbia com o objetivo de identificar, reconhecer e dar visibilidade ao compromisso das instituições de ensino com a sustentabilidade. Para Francisco Cuadrado, presidente executivo da Santillana, “o Prêmio Escolas Sustentáveis é uma iniciativa fundamental dentro da nossa estratégia de sustentabilidade. Graças a ela, conseguimos conhecer projetos reais que estão tendo um impacto significativo em seu entorno, o que demonstra que a educação realmente pode transformar a sociedade”.

Mariano Jabonero, secretário-geral da OEI, celebrou esta nova edição do prêmio, afirmando que “trata-se de uma iniciativa que já se consolida como uma das mais representativas da Ibero-América para impulsionar uma educação comprometida com a sustentabilidade, o desenvolvimento e a preservação ambiental”, além de “estar alinhada com os objetivos da COP 30, que será realizada no final do ano no Brasil, com a colaboração da OEI na sua organização”.

O prêmio conta com duas categorias:

Educação infantil/pré-escola e ensino fundamental (anos iniciais): voltada para ações desenvolvidas nas primeiras etapas da educação.

Ensino médio/educação secundária/ensino médio completo: direcionada a experiências que envolvam as últimas etapas escolares. No caso do Brasil, também poderão ser inscritas iniciativas da EJA (Educação de Jovens e Adultos) nessa categoria.

O Prêmio Escolas Sustentáveis terá uma primeira etapa nacional na qual um júri selecionará as iniciativas mais relevantes de cada país. A mais destacada em cada categoria receberá um prêmio de R$17.500, um troféu, um certificado do prêmio Escolas Sustentáveis e o passaporte para a final internacional, que neste ano será realizada no Brasil. Lá, será anunciada a escola vencedora desta terceira edição, que receberá um prêmio de R$29.000.

As instituições de ensino interessadas em participar do concurso poderão inscrever seus projetos ESG (ambientais, sociais ou de governança) no site www.premioescuelassostenibles.com. Como novidade deste ano, a plataforma de registro foi renovada para facilitar a inscrição das escolas e melhorar a experiência do usuário.

Mais de 2.000 projetos

O Prêmio Escolas Sustentáveis retorna após o sucesso das duas primeiras edições, que reuniram mais de 2.000 projetos de sustentabilidade. Todos eles podem ser consultados no site do prêmio. Para Luciano Monteiro, diretor executivo da Fundação Santillana no Brasil, “este banco de projetos é uma das partes mais valiosas do prêmio. Compartilhar todas essas experiências e boas práticas nos permite valorizá-las e inspirar outras escolas da América Latina”.

Uma das iniciativas que pode ser vista no site é a vencedora do ano passado: Em busca dos jardins, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire, do Brasil. Iniciado em 2019, o projeto tem como objetivo formar mulheres líderes por meio de mediações leitoras e diálogos sobre desigualdade de gênero, além de promover ações contra a violência de gênero, autocuidado e saúde mental. A iniciativa tem sido uma poderosa ferramenta para envolver a comunidade escolar e melhorar a qualidade de vida no território, abordando temas como abuso sexual e desigualdade educacional, ao mesmo tempo em que fortalece o protagonismo feminino.

Sobre a Santillana

A Santillana é a principal companhia educacional da América Latina, com mais de 60 anos de experiência e atuação em 19 países. Em um cenário de transformação digital e pedagógica, além de prezar pela qualidade e inovação de todos os seus conteúdos, oferece às escolas, professores, famílias e alunos um serviço mais completo, que inclui tecnologia, formação e consultoria. A empresa tem forte compromisso com a Agenda 2030 e atua como agente transformador na educação, ajudando a criar melhores oportunidades de vida para milhões de estudantes. Mais informações aqui.

Sobre a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI)

Sob o lema Fazemos a cooperação acontecer, a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) é, desde 1949, o primeiro organismo intergovernamental para a cooperação Sul-Sul no espaço ibero-americano. Atualmente, conta com 23 Estados-Membros e 19 escritórios nacionais, além de sua Secretaria Geral em Madri. Em 2024, recebeu o prestigioso Prêmio Princesa das Astúrias de Cooperação Internacional “por seu trabalho frutífero na promoção do multilateralismo e por representar uma ponte significativa nas relações entre a Europa e a Ibero-América”.

Com uma média de mais de 600 projetos e 300 acordos de cooperação ativos por ano, a OEI representa uma das maiores redes de cooperação da Ibero-América. Entre seus resultados, a organização contribuiu para a drástica redução do analfabetismo na Ibero-América, com uma média de 11 milhões de beneficiários diretos nos últimos 5 anos.

Sobre a Fundação Santillana | A Fundação Santillana acredita na educação como o principal catalisador para um mundo mais justo e equitativo. Tem o compromisso de contribuir para a superação das desigualdades educacionais, promovendo o debate e reforçando a ideia do poder transformador da educação. Para isso, atua com uma extensa rede de parceiros nacionais e internacionais, buscando oferecer uma ampla gama de propostas, boas práticas e discussões para uma escola mais sustentável e igualitária.

 (Com Fábio Farias/Danthi Comunicação Integrada)

Descubra a Malásia: um guia para experiências inesquecíveis em cinco dias

Kuala Lumpur, por Kleber Patricio

Vista panorâmica de Kuala Lumpur. Foto: Tourism Malaysia.

A Malásia, uma verdadeira joia no Sudeste Asiático, é um destino que atrai viajantes o ano todo com seu clima acolhedor, atrações diversas e rica cultura. Seja aventura, relaxamento ou delícias gastronômicas, a Malásia oferece algo para cada tipo de viajante. Para ajudar os visitantes a explorarem com facilidade o país, suas paisagens deslumbrantes e a vibrante cena gastronômica, o Turismo da Malásia compartilha recomendações para um itinerário de cinco dias.

Dia 1: Bem-vindo a Kuala Lumpur, o coração da Malásia

A capital da Malásia, Kuala Lumpur, é uma metrópole dinâmica onde arranha-céus modernos se encontram com o patrimônio tradicional. Como centro de comércio, cultura e gastronomia, Kuala Lumpur oferece uma experiência vibrante com suas ruas movimentadas, shoppings de luxo e pontos turísticos. A cidade também conta com uma eficiente rede de transporte, incluindo LRT, MRT e monorail, facilitando o deslocamento — inclusive para pessoas com deficiência. Os passeios no ônibus turístico KL Hop On Hop Off e o serviço gratuito de ônibus GO KL são opções práticas para explorar as principais atrações.

Chegue em Kuala Lumpur e faça o check-in na sua acomodação, seja em um hotel de luxo, uma hospedagem boutique ou opções econômicas.

Visite as Petronas Twin Towers para desfrutar de vistas do horizonte. Já foram os edifícios mais altos do mundo e oferecem uma vista impressionante da cidade no mirante. Não deixe de conhecer o Merdeka 118, o segundo prédio mais alto do mundo, que também proporciona vistas espetaculares no deck de observação.

Explore Chinatown, um bairro vibrante que combina compras, gastronomia e cultura. Visite também a Praça da Independência (Merdeka Square), um dos marcos mais icônicos da cidade, com grande importância histórica por ser o local onde a Malásia declarou sua independência em 1957. Não deixe de admirar o Edifício Sultan Abdul Samad, outra estrutura emblemática que reflete a história colonial de Kuala Lumpur e sua beleza arquitetônica.

Aproveite o jantar no Jalan Alor Night Market, saboreando pratos típicos como satay e nasi lemak.

Dia 2: Templos em Kuala Lumpur e voo para Kuching

Masjid Wilayah. Foto: Ahmed/Unsplash+.

Comece o seu dia cedo com as Batu Caves, uma colina de calcário que abriga uma série de cavernas, sendo a mais famosa o vibrante santuário hindu dedicado ao Senhor Murugan.

Visite a Masjid Wilayah, também conhecida como a Mesquita do Território Federal, uma mesquita que mistura estilos arquitetônicos otomanos e malaios. É famosa por suas grandes cúpulas, entalhes intricados e atmosfera serena.

Pegue um voo noturno para Kuching e faça o check-in na acomodação de sua preferência.

Dia 3: Explorando a beleza natural e o patrimônio de Kuching

Kuching, a capital de Sarawak em Borneo, é uma cidade encantadora conhecida por seu rico patrimônio cultural e beleza natural. Os visitantes podem explorar as exuberantes florestas tropicais, a vida selvagem icônica e marcos históricos. A mobilidade em Kuching é fácil com táxis, carros alugados e ruas acessíveis para caminhadas, especialmente ao longo do calçadão à beira-mar. Para destinos próximos, como o Parque Nacional de Bako, ônibus públicos e barcos oferecem opções convenientes de transporte.

Vista panorâmica de Kuching. Foto: Tourism Malaysia.

Comece o dia com um passeio de barco pelo Rio Sarawak, aproveitando as vistas encantadoras da cidade.

Dirija-se à Sarawak Cultural Village, um museu vivo que exibe as diversas culturas e casas tradicionais dos principais grupos étnicos de Sarawak. Aproveite as experiências imersivas por meio de apresentações culturais, artesanato e exposições interativas.

Visite uma fábrica de bolos em camadas para conhecer a arte de fazer o famoso kek lapis de Sarawak, conhecido por suas camadas coloridas e sabores únicos. É uma experiência cultural, com oportunidades para degustar e comprar.

À tarde, visite o Orang Utan Semenggoh Rehabilitation Centre, um santuário perto de Kuching onde orangotangos são reabilitados e vivem livremente.

Para o jantar, aproveite uma tigela de Sarawak laksa ou kolo mee em um restaurante local.

Dia 4: Delícias culinárias e culturais em George Town

Pegue um voo matinal para Penang e aproveite o dia em George Town.

Templo Kek Lok Si. Foto: Malaysia Tourism.

Explore os sítios do patrimônio listados pela Unesco em George Town, incluindo edifícios coloniais e a arte de rua.

Visite o Templo Kek Lok Si, um dos maiores templos budistas do Sudeste Asiático, conhecido por sua impressionante arquitetura, a enorme estátua da Deusa da Misericórdia (Kuan Yin) e seus belos jardins.

Aproveite uma caminhada tranquila pela Armenian Street em busca de souvenirs locais e termine o dia com um jantar na Gurney Drive para uma verdadeira experiência da comida de rua de Penang.

Dia 5: Relaxar e descontrair

Passe a manhã em Penang Hill, aproveitando as vistas panorâmicas da ilha. Os visitantes podem pegar o funicular para explorar marcos da era colonial, trilhas na natureza e a caminhada cênica pela copa das árvores no The Habitat.

Batu Ferringhi. Foto: Hongwei FAN/Unsplash.

Faça um trajeto de 30 minutos de carro e aproveite uma caminhada relaxante na Praia de Batu Ferringhi, um refúgio costeiro pitoresco com areias douradas e atividades à beira-mar onde os visitantes podem relaxar à beira da água e fazer esportes aquáticos.

Aproveite um almoço de despedida com a culinária Peranakan, também conhecida como comida Nyonya. É uma fusão saborosa das tradições culinárias chinesa e malaia, famosa por seus temperos ricos e ingredientes aromáticos.

Sobre Malaysia Tourism | O Turismo da Malásia, também conhecido como Malaysia Tourism Promotion Board, opera sob o Ministério do Turismo, Artes e Cultura da Malásia. Dedicada a promover o país como um destino turístico único, o Malaysia Tourism desempenha um papel vital no panorama do turismo internacional. O próximo Visit Malaysia Year, em 2026, destacará a sustentabilidade da indústria do turismo do país, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Para obter mais informações, visite o site do Malaysia Tourism e os perfis oficiais no Facebook, Instagram, YouTube e TikTok.

(Com Fabiana Andrade/AVIAREPS)

Legado de Francisco: lições de vida que atravessam gerações

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação/Edições Loyola.

No último dia 21 de abril de 2025, o mundo se despediu de um dos líderes espirituais mais influentes do século XXI: o Papa Francisco. Com um estilo direto, compassivo e profundamente humano, ele transmite mensagens de empatia, acolhimento e respeito que transcendem a Igreja Católica. Uma de suas obras mais sensíveis, ‘Sabedoria das Idades’, lançada em 2018, volta agora aos holofotes como símbolo desse legado que continua vivo: o de dar voz aos idosos.

Em um mundo muitas vezes voltado ao novo, à velocidade e à juventude, Francisco caminhou na contramão. Com aproximadamente 250 entrevistas feitas em mais de 30 países ao longo de quase dois anos, Sabedoria das Idades reúne 31 histórias reais que celebram a memória, a experiência e a força da maturidade. A obra, publicada no Brasil pela Edições Loyola, é um convite ao diálogo entre gerações.

“Os idosos têm sabedoria. São incumbidos da grande responsabilidade de transmitir sua experiência de vida, sua história familiar, a história de uma comunidade, de um povo.” (Papa Francisco, 2017)

Do amor à perda, da luta à esperança, o livro emociona ao apresentar trajetórias que atravessam tempos e fronteiras. Esta edição ainda conta com um caderno especial de 12 relatos que revelam a alma do Brasil: a vivência de figuras como o bispo Dom Mauro Morelli, o indígena Genésio Manoel de Oliveira e a centenária Dona Petronilha Lopes Gomes.

Na época, aos 82 anos, Francisco também se insere nesse coro de vozes sábias, iniciando cada capítulo com uma memória pessoal. A estrutura do livro é dividida em cinco grandes temas — amor, trabalho, luta, morte e esperança — e cada história vem acompanhada de comentários e reflexões do Papa, sempre com um olhar de fé e acolhimento.

A juventude também tem vez: na seção O que aprendi com um idoso, jovens de diversos países compartilham lições marcantes que receberam de avós, professores ou amigos 60+ e reforçam a ponte que o Papa sempre sonhou construir entre gerações. Sabedoria das Idades se apresenta como um testamento vivo de tudo o que o Papa Francisco acreditava: a escuta e o respeito pelos mais velhos não são apenas virtudes, mas caminhos de sabedoria, humanidade e paz.

Ficha Técnica:

Título: Sabedoria das Idades

Autor: Papa Francisco

ISBN: 9788515045488

Páginas: 192

Formato: 29.8 x 20.4 cm

Preço: R$ 79,50

Editora: Edições Loyola

Onde encontrar: Amazon e Loyola.

Sobre o autor: Papa Francisco (Jorge Mario Bergoglio) nasceu em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, Argentina, e faleceu em 21 de abril de 2025 aos 88 anos. Foi eleito papa em 13 de março de 2013, tornando-se o primeiro papa jesuíta, o primeiro papa das Américas e o primeiro não europeu em mais de mil anos. Reconhecido por sua humildade, firmeza espiritual e carisma pastoral, marcou o mundo com sua defesa incansável dos pobres, compromisso com o meio ambiente e o chamado constante ao diálogo e à compaixão.

Sobre o porta-voz | Pe. Eliomar Ribeiro, SJ, é um sacerdote jesuíta brasileiro, teólogo, conhecido pela atuação pastoral e espiritual junto à juventude. Ingressou na Companhia de Jesus em 1985 e foi ordenado em 1999. Mestre em Teologia Pastoral com especialização em Juventude pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, desde 2014 é diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração) e do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) no Brasil. Em 2023, assumiu também a direção-geral de Edições Loyola. É autor de diversos livros devocionais; entre eles, 30 dias com o Coração de Jesus.

Sobre Edições Loyola | De inspiração cristã, Edições Loyola está aberta a todos os horizontes de pensamento e ramos do saber e tem como maior objetivo o desenvolvimento integral do ser humano. Fundada pelos jesuítas há mais de 65 anos, promove, por meio das publicações, os valores cristãos e humanos – combinando fé, cultura e justiça – a fim de propagar o bem o mais amplamente possível. Atua como editora de livros e revistas e como gráfica, que atende às demandas internas e externas.

Instagram: @edicoes_loyola.

(Com Genielli Rodrigues/LC Agência de Comunicação)

Galeria Choque Cultural recebe a exposição ‘POPPOOR’ com trabalhos inéditos do artista Jaca

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Jaca. Fotos: Choque Cultural.

Até o dia 24 de maio, a galeria Choque Cultural abriga a exposição POPPOOR, do artista multimídia e ilustrador porto-alegrense enraizado em São Paulo Jaca. A mostra apresenta suas pinturas mais recentes, além de trabalhos inéditos, em suportes que ficaram guardados no ateliê do artista e nunca foram exibidos ao público. Com curadoria de Lui Tanaka, que subverteu o conceito de galeria cubo branco para questionar os modos de ver do visitante, as telas estarão dispostas no chão, na horizontal, formando um caminho.

O título POPPOOR foi criado pelo próprio artista e é um neologismo que pode remeter tanto à pop art inglesa dos anos 1950 quanto à que surgiu na década seguinte nos Estados Unidos, criada por Andy Warhol. O nome também evoca a Arte Povera italiana, batizada pelo curador Germano Celant no fim dos anos 1960, reforçando o diálogo com diferentes movimentos artísticos. O movimento ficou conhecido por criticar a comercialização da arte e por utilizar materiais como terra, pedra e madeira nas obras.

O trabalho de Jaca, inserido na vertente da pop art, se caracteriza pela constante referência a símbolos, signos e imagens. Seus trabalhos apresentam elementos do passado que se misturam com imagens do presente e sonhos de futuro. Ele utiliza uma paleta de cores que vai além das tradicionais primárias, e seu processo criativo é diferente. Primeiro ele desenha a tela e só depois a preenche com tinta e detalhes, decidindo, no final, se a obra será ‘salva’ ou descartada.

O fundador da Choque Cultural, Baixo Ribeiro, e o artista Jaca.

Além disso, Jaca também ressignifica objetos encontrados nas ruas, dando-lhes o status de arte. Esse processo remete à Arte Povera e se conecta ao seu imaginário artístico, que dialoga com a cultura popular brasileira. “Hoje, como os olhos estão sempre voltados ao celular e, por conseguinte, para o piso, é preciso repensar o modo expositivo. E, também, questionar o estatuto estético que se dá às paredes das galerias. Quem deve comandar a contemplação da obra de arte é o olho se o desejo é que as obras sejam, de fato, vistas”, comenta a curadora Lui Tanaka.

Serviço:

POPPOOR – Jaca na Choque Cultural

Local: Alameda Sarutaiá, 206, São Paulo – SP

Data: Até 24 de maio | Horário: Terça a sexta, das 11h às 18h; sábado, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Sobre a Choque Cultural

Galeria de arte contemporânea, urbana e universal

Para mais informações acesse o site ou siga no Instagram

(Com Ricardo Oliveira/Agência Lema)