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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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IRA! fará dois shows na Vibra São Paulo em maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Ana Carina Zaratin.

Celebrando 20 poderosos anos do lançamento do clássico álbum Acústico MTV, o IRA! está na estrada com turnê especial em que revive o repertório deste trabalho, que vendeu praticamente 1 milhão de cópias. Nos dias 9 e 10 de maio, a super banda – formada por Nasi (voz), Edgard Scandurra (violão), Johnny Boy (teclados), Evaristo Pádua (bateria), Daniel Scandurra (baixolão), Jonas Moncaio (tchello) e Juba Carvalho (percussão) – se apresenta no palco da Vibra São Paulo a partir das 22h.

A primeira data será em formato pista. Já o segundo show será no formato mesa e conta com o setor ‘O Girassol’, em que cada ingresso dá direito a um kit exclusivo (pôster autografado, DVD IRA!Folk, Girassol, voucher do restaurante Praça São Lourenço e sacola personalizada). Os últimos ingressos estão à venda pela plataforma Uhuu.com e nas bilheterias da Vibra São Paulo, Teatro Bradesco e Teatro Sabesp Frei Caneca. Mais informações no serviço abaixo.

Em 2004, o IRA! tomou o mercado da música do Brasil com o lançamento de seu meteórico álbum Acústico MTV, figurando entre os cinco projetos mais bem-sucedidos comercialmente do projeto no Brasil, de todos os tempos.

Neste show revigorado, que a banda apresentará em 2025, diversos hits do Acústico MTV serão executados, como ‘O Girassol’, ‘Eu Quero Sempre Mais’ e ‘Tarde Vazia’. Essas composições estouraram o projeto e alavancaram a banda para um sucesso que fez com que a turnê rodasse todo o país durasse quase três anos.

O projeto também apresenta os grandes clássicos como ‘Envelheço na Cidade’, ‘Dias de Luta’, ‘Flores em Você, ‘Nucleo Base’, ‘15 Anos’, dentre outras como ‘Flerte Fatal’, ‘Ciganos’, ‘Poço de Sensibilidade’, ‘Por Amor’ – composição do saudoso Zé Rodrix – e ‘Pra Ficar Comigo’, versão do IRA! para ‘Train in Vain (Stand By Me)’ do The Clash, que a banda acabou incorporando até hoje em seu show elétrico.

Com o retorno aos palcos em maio de 2014, em histórico show, na Virada Cultural, no centro de São Paulo, o IRA! deixou para trás os ‘dias de luta’ que levaram à separação da banda, em 2007, e vivem ‘dias de paz’ entre si e com o público, que os prestigia em massa nos shows feitos pela banda nos quatro cantos do país, nesses últimos dez anos.

‘IRA! Acústico 20 Anos’ é um projeto dos mais vigorosos, repleto de sucessos e clássicos de mais de quatro décadas, com o forte apelo popular que o IRA!  tem para mostrar.

Serviço:

São Paulo

Opus Entretenimento apresenta IRA! Acústico 20 Anos

Dias: 9 e 10 de maio de 2025

Local: Vibra São Paulo

Endereço: Avenida das Nações Unidas, 17955

Horário: 22h | Abertura da casa: 20h

Classificação etária: 18 anos. Menores somente acompanhados de pais ou responsáveis

Setores dia 9/5:

Pista em Pé: a partir de R$ 80,00+ taxas

Cliente Premmia Pista 70%: a partir de R$ 60,00+ taxas

Pista PCD: a partir de R$ 70,00+ taxas

Camarote Setor 1: a partir de R$ 210,00+ taxas

Camarote Setor 2: a partir de R$ 190,00+ taxas

Poltrona Central: a partir de R$ 175,00+ taxas

Poltrona Lateral: a partir de R$ 150,00+ taxas

Setores dia 10/5:

Mesa Setor II: a partir de R$ 175,00+ taxas

Poltrona Central: a partir de R$ 350,00+ taxas

Poltrona Lateral: a partir de R$ 150,00+ taxas

Camarote Central: a partir de R$ 210,00+ taxas

Camarote Lateral: a partir de R$ 190,00+ taxas

Plateia Superior I: a partir de R$ 80,00+ taxas

Plateia Superior II: a partir de R$ 70,00+ taxas

Plateia Superior III: a partir de R$ 60,00+ taxas

Cliente Premmia Poltrona: a partir de R$ 105,00+ taxas

Mesa – O Girassol: Esgotado

Mesa Setor I: Esgotado

Canais de venda oficiais:

Uhuu.com – com taxa de serviço

A Uhuu é o canal oficial de vendas deste evento. Não nos responsabilizamos por ingressos adquiridos fora dos canais oficiais.

Bilheteria Vibra São Paulo • Sem incidência de Taxa de Serviço

Avenida das Nações Unidas 17955 • Vila Almeida • São Paulo – SP.

Horário de funcionamento bilheteria Vibra SP – Segunda-feira a Sexta-feira 12h às 15h e das 16h às 19h.

Sábados, domingos e feriados – FECHADO, salvo em dias de show com horário das 14h até o início dos shows.

Bilheteria do Teatro Bradesco • Sem incidência de Taxa de Serviço

3º Piso do Bourbon Shopping São Paulo

Rua Palestra Itália, nº 500 • Loja 263 • 3° Piso I Perdizes • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: segunda-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 20h. Em dias de evento o funcionamento será a partir das 12h até o final do evento.

Bilheteria do Teatro Sabesp Frei Caneca • Sem incidência de Taxa de Serviço

7º Piso do Shopping Frei Caneca

Rua Frei Caneca, nº 569 • 7° Piso I Consolação • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 19h e segunda-feira bilheteria fechada.

Formas de Pagamento:

Internet: Pix e Cartões Visa, Master, Diners, Hiper, Elo e American.

Bilheteria: Dinheiro, Pix, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo,

Parcelamento no cartão de crédito: até 1x sem juros, de 2x até 12x com juros

Os ingressos e-Ticket em arquivo .PDF são entregues automaticamente ao e-mail do titular do pedido em até 30 minutos após o recebimento da confirmação de compra. Apresente no acesso do evento. Caso não tenha recebido o e-mail, verifique também sua caixa anti-spam.

Meia-entrada:

50% Idosos: (com idade igual ou superior a 60 anos): Lei Federal nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso) – obrigatória apresentação de identidade ou documento oficial com foto que comprove a sua condição

50% Estudantes: Os estudantes terão direito ao benefício da meia-entrada mediante a apresentação da CIE no momento da aquisição do ingresso e na portaria ou na entrada do local de realização do evento. Podendo ser emitida por entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos, mesmo que estas entidades não estejam filiadas a ANPG, UNE e Ubes. Consulte também: www.documentodoestudante.com.br.

50% para pessoas com deficiência e acompanhante quando necessário: Conforme a Lei Geral da Meia-Entrada (Decreto nº 8.537/15, que regulamenta a Lei 12.933/13), mediante apresentação do cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013.

No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.

50% Professores da rede pública estadual e das redes municipais de ensino: carteira funcional emitida pela Secretaria da Educação de São Paulo ou holerite acompanhado de documento oficial com foto, conforme a Lei Estadual nº 14.729/12.

50% Diretores, coordenadores pedagógicos, supervisores e titulares de cargos do quadro de apoio das escolas das redes estadual e municipais: Conforme a Lei Estadual nº 15.298/14, mediante apresentação de carteira funcional emitida pela Secretaria da Educação de São Paulo ou holerite acompanhado de documento oficial com foto.

50% jovens pertencentes a famílias de baixa renda, com idades de 15 a 29 anos

Conforme a Lei Geral da Meia-Entrada (Decreto nº 8.537/15, que regulamenta a Lei 12.933/13), mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.

50% APOSENTADOS – Apresentar documento de identidade oficial com foto e cartão de benefício do INSS que comprove a condição. Conforme Lei Municipal SP n°12.325/1997.

O benefício de meia-entrada é assegurado para 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento, conforme o Decreto nº 8.537/15.

Demais descontos

40% de desconto para Sócios Clube Opus, limitado a 02 ingressos por sócio, limitado a 5% por setor. Confira a disponibilidade de setores. Válido para compras através do site e bilheteria, mediante a informação do CPF no ato da compra. Desconto não acumulativo. Ainda não é sócio? Cadastre-se já através do site e garanta seu ingresso com desconto! Maiores informações em clubeopus.com consulte eventos disponíveis.

Atenção:

– Os descontos não são cumulativos, devendo ao beneficiário optar pelo desconto de sua preferência, mediante a apresentação de documentos que comprovem o direito.

– Os documentos para validação de descontos deverão ser apresentados no ato da compra e no dia da sessão adquirida, na portaria do evento. Nas compras feitas através da internet, a apresentação do(s) documento(s) de comprovação será exigida no acesso ao evento.

– Caso os documentos necessários não sejam apresentados ou não comprovem a condição do beneficiário no acesso ao evento, será exigido o pagamento da diferença de valor dos mesmos.

Estacionamento Vibra São Paulo: Para maior comodidade, os clientes podem adquirir o estacionamento conveniado no local de forma antecipada pelo link https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/estacionamento-vibra-sao-paulo-12536.

OBJETOS PROIBIDOS: cigarro eletrônico; câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais, Go-Pro (ou similares); cartazes de qualquer tipo; bandeiras e faixas com mastro; guarda-chuvas; bebidas alcoólicas; materiais ou objetos que possam causar ferimentos; armas de fogo ou branca de qualquer espécie; fogos de artifício; copos de vidro ou qualquer outro tipo de embalagem; papel em rolo, jornais e revistas; capacetes de motos ou similares; correntes, cinturões e pingentes; roupas ou acessórios com partes pontiagudas que podem machucar; drogas ilegais, substâncias tóxicas, medicamentos sem receita médica ou produtos compartilhados com outras pessoas por motivos médicos (*quem precisar levar os medicamentos, deve apresentar receita médica em seu nome); desodorante, cosmético ou perfume em recipientes com volume superior a 90 ml; materiais destinados à fabricação de bombas ou que possam causar incêndios; lasers, walkie-talkie e drones; pistolas de água, cadeiras, panfletos e adesivos; utensílios de armazenagem; cadeiras ou bancos; bastão para tirar foto; buzinas de ar; mochilas ou bolsas maiores do que 20x30cm; outros objetos que possam causar riscos, dano ou importunação, sujeitos ao critério da produção, segurança e policiamento no local.

(Com Costábile Salzano Jr/Opus Entretenimento)

O sertão que floresce: projetos apoiados pela Fundação BB fortalecem a Caatinga

Brasil, por Kleber Patricio

Cultivo de batata-doce biofortificada do projeto Nas Ramas da Esperança. Foto:
divulgação.

No dia 28 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro e presente em mais de 10% do território nacional. Abrangendo nove estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais, a Caatinga abriga cerca de 28 milhões de pessoas e uma biodiversidade que não encontra paralelo no mundo. Ainda pouco valorizado em comparação a outros biomas, o território semiárido brasileiro é palco de resistência, cultura e inovação e de iniciativas socioambientais apoiadas pela Fundação Banco do Brasil.

Marcelo Moro, professor titular da Universidade Federal do Ceará e pesquisador da biodiversidade do semiárido, lembra que a Caatinga tem importância histórica e ambiental que vai muito além do que geralmente é retratado. “A Caatinga é um ótimo local para se viver. Boa parte dos problemas que vemos derivam de questões sociais, e não da natureza do bioma em si. Há mais de três mil espécies de plantas e centenas de espécies animais aqui, muitas exclusivas da região”, afirma o pesquisador. Moro destaca ainda que a ocupação humana nesta região remonta a milhares de anos: “A Caatinga é habitada pela humanidade há milênios, como mostram as pinturas rupestres de locais como o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Ela também abriga espécies emblemáticas, como onças e antas, que muitos associam à Amazônia ou Pantanal, mas que também ocorrem aqui”.

Transformação para quem vive na Caatinga 

É nesse ambiente historicamente habitado e resiliente que surge o projeto ‘Mulheres camponesas, autonomia, alimentação e vidas saudáveis na Caatinga’. A iniciativa, realizada no Agreste pernambucano com investimento social de R$ 500 mil da Fundação Banco do Brasil, atua na recuperação de áreas degradadas, implantação de quintais produtivos e formação em agroecologia para mulheres assentadas da reforma agrária. Os chamados quintais produtivos são áreas cultivadas geralmente perto das residências dos agricultores e que combinam diferentes sistemas como hortas, plantas medicinais e frutíferas.

Cherla Michele de Lima, da diretoria da entidade executora, destaca o impacto inicial da proposta sobre as comunidades envolvidas. “O projeto propõe sim uma mudança de vida a cada um dos participantes, sobretudo na perspectiva de conviver com o meio ambiente. A construção dos quintais produtivos, aliada ao reflorestamento, é recebida com entusiasmo nas comunidades”, afirma. E completa: “O projeto está em fase inicial, no entanto, dá para perceber nas pessoas que participam, a alegria de estar sendo contemplado com um projeto tão importante e promissor.”

Nos municípios de Caruaru e São Joaquim do Monte, 60 famílias serão diretamente beneficiadas, e outras 150 pessoas impactadas de forma indireta. Além dos quintais e viveiros, a proposta aposta no fortalecimento da agricultura familiar como estratégia de autonomia econômica e preservação ambiental já que enfatiza a diversidade de cultivos, o uso de sementes crioulas e a minimização do uso de insumos químicos.

Outro exemplo de transformação no semiárido é o projeto ‘Nas Ramas da Esperança’, desenvolvido há 15 anos no Sertão do São Francisco. Em 2024, a iniciativa recebeu a certificação de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, o que ampliou sua atuação para 11 estados e 153 municípios. As Tecnologias Sociais são formas de atuação coletiva que unem o conhecimento popular e o científico, com o objetivo de solucionar algum problema da comunidade.

Para Rogério Miziara, gerente de Soluções da Fundação BB, existem inúmeras práticas desenvolvidas por todo o Brasil que têm o potencial de serem reaplicadas. “O grande troféu de quem atua com Tecnologia Social é ver a expansão das iniciativas em várias comunidades. Isso está no nosso propósito, promover coletivamente caminhos para a transformação social e relação sustentável com a natureza. As Tecnologias Sociais contribuem para o fortalecimento da segurança alimentar, da organização e protagonismo social, sendo ferramentas importantes para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, pontua Miziara.

Segundo Erbs Cintra de Souza Gomes, professor e cientista responsável pelo projeto, a certificação fortaleceu a credibilidade da metodologia. “Esse reconhecimento possibilitou validar nossa metodologia como uma prática eficaz, que pode ser reaplicada em outros territórios”, afirma. Entre as práticas desenvolvidas, destaca-se a introdução de alimentos biofortificados no combate à fome. “A introdução de alimentos biofortificados, como batata-doce, macaxeira e feijão, tem sido fundamental no combate à fome, além de contribuir para a diversificação da produção agrícola adaptada ao clima semiárido”, diz o professor.

Além de garantir a segurança alimentar e melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares, o projeto também promove a capacitação de jovens e o protagonismo feminino em comunidades rurais. “Nós temos a missão de integrar práticas sustentáveis à realidade local”, complementa Erbs Gomes.

Para Marcelo Moro, que acompanha de perto os impactos ambientais sobre a Caatinga, projetos como esses ganham ainda mais relevância diante dos desafios enfrentados pelo bioma. “Cerca de metade da Caatinga já foi desmatada e parte das áreas remanescentes sofrem com queimadas, caça ilegal, corte seletivo de madeira e desertificação. A caça, por exemplo, afeta a dispersão de sementes e compromete a regeneração natural da vegetação”, explica. Ele alerta para os efeitos da degradação: “Áreas extremamente degradadas são algumas vezes, erroneamente, colocadas na mídia para representar a Caatinga como um ambiente pobre em espécies, sem vida. Mas a Caatinga é um local incrível, com paisagens lindas, espécies fantásticas e uma riqueza cultural significativa”.

Com o apoio da Fundação Banco do Brasil e o envolvimento direto das comunidades, a Caatinga mostra-se um espaço de vida, trabalho e inovação. E, no Dia da Caatinga, o que floresce no sertão não é só vegetação — é também a esperança.

Sobre a Fundação BB | Há 40 anos, a Fundação Banco do Brasil busca inspirar cada brasileiro a se tornar um agente de transformação da sociedade. A instituição acredita na força do coletivo para encontrar soluções viáveis na superação dos desafios e promoção do desenvolvimento sustentável, sendo a principal gestora dos projetos socioambientais apoiados por meio do Investimento Social Privado – ISP do BB e de parceiros. Nos últimos 10 anos, foram investidos R$ 2,7 bilhões em 10 mil iniciativas que impactaram positivamente a vida de 6,8 milhões de pessoas de 3.400 municípios.

(Com Carol Veiga/Apex Comunicação)

Educadores se tornam primeiros indígenas Yanomami com título de mestre na Universidade Federal do Amazonas

Manaus, por Kleber Patricio

No último dia 23 de abril, a educação amazonense viveu um momento histórico. Fotos: Divulgação.

No último dia 23 de abril, a educação amazonense viveu um momento histórico, quando os educadores Edinho, Modesto e Odorico se tornaram os primeiros indígenas Yanomami a obterem o título de mestre do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

As defesas ocorreram no Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS) do campus sede, localizado em Manaus, como parte da programação do encontro inédito ‘Davi Kopenawa: palavras de um xamã Yanomami’.

Edinho, Modesto e Odorico são graduados em Licenciatura Indígena – Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável e atuam como professores do ensino básico em dois Xaponos (casa coletiva Yanomami), no Rio Marauiá, onde constroem pontes entre o saber tradicional e a formação escolar.

O ingresso no mestrado ocorreu em 2023, quando o PPGSCA ofertou uma turma em São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros da capital). Todos enfrentaram dificuldades para concluir os estudos: domínio da língua portuguesa, compreensão das atividades, disponibilidade de computadores e o deslocamento, interrompido durante a estiagem recorde de 2023, foram alguns dos desafios.

Com apoio da UFAM e concessão de bolsas e equipamentos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), os três finalizaram suas dissertações, cujo objeto de pesquisa tratou da ancestralidade do povo Yanomami.

Odorico Xamatari Hayata Yanomami foi o primeiro aprovado pela banca de mestrado, com o tema ‘O Matohi Yanomami: uma autoetnografia do corpo de um aprendiz de hekura do Xapono Balaio do Rio Marauiá/AM’. Após defender sua dissertação, ele não escondeu a felicidade. “Estou muito satisfeito e emocionado como um Yanomami que conseguiu vencer as batalhas. Eu não sou individual, me formei como coletivo do povo do Amazonas”, destacou.

A segunda defesa de dissertação foi feita Edinho Yanomami Yarimina Xamatari, com o tema ‘Pohoropihiwitëri Pë á Rii Rë Haiwei – A língua materna dos Yanomami de Pohoroâ’, motivada por sua percepção sobre a importância de manter viva a língua de seu povo. “Eu estava vendo que havia um problema. Cada Xapono já vem deixando um pouquinho da língua Yanomami. Quem está vindo vai ver que o material [didático] já está elaborado para ser trabalhado com as crianças na escola. […]. Eu estou alegre, porque estou defendendo o resultado de minhas dificuldades”, explicou.

Quem finalizou as defesas foi Modesto Yanomami Xamatari Amaroko, cujo tema de dissertação foi ‘Amôa Yanomami: Reflexões sobre a função e as transformações das amôa (músicas) na vida do Xapono Balaio do Rio Marauiá’. Agora, o próximo passo é seguir para o Doutorado, onde pretende continuar explorando a música Yanomami. “Hoje é um dia muito especial. Nós, três Yanomami, do município de Santa Isabel [do Rio Negro], estamos concluindo nosso trabalho. Estamos levando novidades para nossas comunidades, e estou muito feliz e agradecido por todo apoio. Isso é muito importante para mim e minhas lideranças tradicionais”, finalizou.

Educação em terra Yanomami

Em seu momento de fala, Davi Kopenawa exaltou a dedicação empreendida para ajudar a transformar a realidade do povo Yanomami. “Vocês sofreram [dificuldades], mas aprenderam. Isso era o que eu queria há 10, 20 anos passados. Vocês três escolheram um bom caminho. Isso é resultado de nossa luta. Estou muito orgulhoso de vocês, são meus primos e guerreiros”, declarou emocionado.

Porém, Kopenawa não foi brando ao cobrar publicamente a construção de escolas em pontos estratégicos para atender a população indígena — uma promessa que a cada ano se repete. “Em 2025, precisamos que o Ministério da Educação [MEC] olhe para nós, todos os Yanomami. Isso é o que nós queremos: ter escolas construídas. […]. Não queremos aprender para ganhar dinheiro, mas para proteger a floresta onde está a saúde, a harmonia, a alegria, o trabalho. Se não funcionar, vamos nos pintar para pressionar quem está sovinando as escolas nas comunidades. […]. Se não resolverem, vamos para o exterior até chegar na ONU [Organização das Nações Unidas]”, afirmou veementemente.

Apoio de professores

Devido à seca histórica de 2023, os mestrandos não conseguiram assistir às aulas em São Gabriel da Cachoeira. A solução encontrada pela coordenação do PPGSCA foi enviar dois professores para realizar a orientação em territórios tradicionais. O professor Dr. Agenor Cavalcanti foi um dos que aceitou o desafio. Para ele, a conquista do mestrado por parte de três indígenas representa uma reparação histórica para a educação amazonense. “É um engajamento do processo da pós-graduação com a inclusão de intelectuais indígenas. Isso não será revertido. Eu vejo o futuro da universidade nesta linha, pois passamos muito tempo formando conhecimento hegemônicos e especialistas ‘stricto sensu’, mas agora chegou o momento de reconhecer as apropriações que, por muito tempo, a ciência fez e [agora] fazer com que nossas dissertações sejam feitas pelos povos indígenas, que antes eram objetos de estudo desta universidade. […]. Esses três são uma reparação histórica muito pequena, mas é algo que inicia”, afirma.

Caio Souto, professor do PPGSCA, coordenou diversas reuniões e iniciativas para que os mestrandos finalizassem o curso. Além disso, atuou como orientador no trabalho de Modesto e coorientador junto às pesquisas de Edinho e Odorico.

No segundo semestre deste ano, o PPGSCA pretende lançar um novo edital de mestrado e, agora, também de doutorado fora da sede, em São Gabriel da Cachoeira. A expectativa é que novas turmas, com mais vagas, continuem a ser ofertadas em 2026, de forma que estudantes de municípios próximos, como Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos (a 406 quilômetros da capital).

Além disso, entre os dias 26 a 30 de maio, o PPGSCA vai realizar as defesas dos outros 27 estudantes que concluíram o mestrado em São Gabriel da Cachoeira. O momento vai contar com 20 doutores para avaliar as dissertações, contado também com representantes públicos, como Dadá Baniwa, coordenadora da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) na região do Rio Negro, e Joenia Wapichana, presidente da Funai.

Caio enfatiza que este é um novo passo na história da universidade. “Esse programa tem 27 anos. Esperamos que ele cresça cada vez mais, acolha cada vez mais os povos indígenas da Amazônia e de outros locais, e que colabore com outros projetos. Estou profundamente emocionado por ter participado disso”, declarou.

(Com Emanuelle Araujo Melo de Campos/UP Comunicação)

Conheça os chocolates mais luxuosos do mundo

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: FreePik.

Embora o tradicional ovo de Páscoa tenha ganho destaque nas prateleiras, um seleto público, com uma conta bancária mais doce que a maioria, apostou em opções exclusivas – ou seja, o que já é bom por natureza pode, sim, ficar ainda melhor. E foi justamente com esse olhar mais sofisticado que o MeuPatrocínio realizou um levantamento com a participação dos usuários da plataforma, que, segundo dados divulgados pela própria empresa, têm uma renda média mensal superior a 90 mil reais. O resultado revelou os chocolates de luxo mais desejados por eles. Confira:

Chocopologie by Knipschildt
Considerado um dos chocolates mais caros do mundo, o La Madeline au Truffe é uma trufa feita à mão pela chocolateria Knipschildt. Ela é recheada com uma trufa negra francesa e coberta com chocolate belga de alta qualidade. O preço gira em torno de US$ 2.600 por libra.

The Luxury Chocolate by La Madeline au Truffe
Outra variação das trufas de Knipschildt, essa edição especial também é conhecida pelo seu preço elevado. Combinando trufas frescas e chocolate de alta qualidade, oferece uma experiência luxuosa. Cada trufa custa cerca de US$ 250.

Amedei’s Chuao Chocolate
Produzido pela renomada chocolateria italiana Amedei, o Chuao é feito com grãos raros de cacau da Venezuela. A marca é famosa por seus chocolates finos e exclusivos e o Chuao é uma das variedades mais caras devido ao seu sabor único e ingredientes de alta qualidade. Uma barra de Amedei Chuao custa cerca de US$ 1.000.

DeLafée’s Gold Chocolate
A DeLafée, chocolataria suíça, cria barras de chocolate cobertas com ouro comestível de 24 quilates. A combinação de chocolate premium e ouro torna esse produto um dos mais caros do mundo, com o preço de uma barra podendo chegar a US$ 1.500.

O valor está na exclusividade, não no chocolate

Um dos entrevistados do levantamento, Marcus Fonseca, de 45 anos, afirmou que presentear a parceira com algo tão sofisticado vai além de oferecer algo saboroso; trata-se de proporcionar experiências exclusivas. “Não é sobre o valor do presente, mas sobre o sentimento de exclusividade que ele carrega. Gosto de ver quem está ao meu lado aproveitando algo único, algo que ela sabe que não é para qualquer um. Esses gestos, com certeza, tornam a relação mais intensa, mais interessante e, claro, mais prazerosa”, disse.

(Fonte: MeuPatrocínio)

Santo Antônio do Pinhal sedia a 7ª Festa Literária da Mantiqueira (FLIMA) de 15 a 18 de maio

Santo Antonio do Pinhal, por Kleber Patricio

Marcelo Leite, Maria Carolina Casati e Sidarta Ribeiro na edição 2023. Foto: Acervo FLIMA.

Santo Antônio do Pinhal (SP) irá sediar, de 15 a 18 de maio, a 7ª edição da FLIMA (Festa Literária da Mantiqueira). Com o tema ‘Deslocamentos e Pertencimentos’, o evento reúne 60 atividades literárias e artísticas gratuitas para todas as idades. A programação, que acontece em diferentes espaços da cidade, inclui shows musicais e feira de livros com mais de 30 estandes.

O destaque da edição fica por conta das 11 mesas literárias no Auditório Municipal, que tratam de assuntos como migração, emergência climática, feminismo, religiosidade e identidade. O evento tem a curadoria de Cristiane Tavares, Maria Carolina Casati e Roberto Guimarães.

Milton Hatoum e Manuel da Costa Pinto. Foto: Acervo FLIMA.

Segundo Guimarães, com a pluralidade de vozes e transversalidade dos temas, o festival aposta em encontros potentes entre literatura, realidade e sensibilidade, promovendo diálogos necessários sobre o mundo contemporâneo e suas encruzilhadas. “Acreditamos que a literatura pode contribuir para aproximar as pessoas ampliando as possibilidades de diálogo”, ressalta.

Presença confirmada de grandes nomes, como o escritor Milton Hatoum, o jornalista internacional Jamil Chade, a escritora e roteirista Tati Bernardi, o ambientalista e escritor Kaká Werá, da pesquisadora e escritora Luciany Aparecida e muito mais.
Além disso, as atrações musicais também refletem a pluralidade de vozes proposta pela curadoria. Do alaudista sírio Rajana Olba à lenda do forró Zé Pitoco, passando pela cantora e compositora potiguar Juliana Linhares, com o show nordeste ficção e pela banda Quimbará – formada por filhos de cubanos radicados no Brasil –, os shows gratuitos prometem colocar os visitantes para dançar e se divertir nas agradáveis noites de outono na serra.

Mesas literárias

A abertura oficial acontece na quinta-feira (15), às 19h, com o recital ‘Retrato sonoro de um certo Oriente’, do alaudista sírio Rajana Olba, seguido da mesa ‘Distopia americana: Trump e a nova (des)ordem mundial’, com o jornalista internacional Jamil Chade.

Vanessa Passos, Lilia Guerra, Maria Carolina Casati e Helena Machado. Foto: Acervo FLIMA.

Na sexta-feira (16), às 15h, os debates começam com a mesa ‘Ciência encantada: nos caminhos de Jurema’, reunindo o jornalista e escritor Marcelo Leite, que lança, em primeira mão, o livro ‘A ciência encantada de Jurema’ (editora Fósforo). A mesa é acompanhada também da liderança indígena Chirley Pankará e mediada pela pesquisadora Carolina Rocha. A seguir, nomes como Edimilson de Almeida Pereira, Kaka Werá, Ana Rüsche e Prisca Agustoni conduzem reflexões sobre território, poética e os limites da palavra diante da crise climática.

O sábado (17), às 14h30, é marcado por conversas sobre espiritualidade, deslocamentos forçados e fronteiras literárias. Além da aguardada mesa ‘Manaus é um mundo’, às 18h30, que homenageia o escritor Milton Hatoum, o público poderá acompanhar diálogos com nomes como Marie Ange Bordas, Edyr Augusto e Morgana Kretzmann.

Encerrando a programação no domingo (18), às 12h, o destaque vai para as mesas “A culpa é do feminismo?”, com Milly Lacombe e Bianca Santana, e “De boba ela não tem nada”, com a escritora e roteirista Tati Bernardi, que lança o livro A boba da corte (editora Fósforo).

Feira de livros

Atividades durante a ‘Fliminha’, em Santo Antônio do Pinhal. Foto: Acervo FLIMA.

Com o objetivo de fomentar a bibliodiversidade e a cadeia produtiva do livro, a FLIMA 2025 terá uma feira de livros com cerca de 30 stands e extensa programação paralela, com lançamentos de livros, sessões de autógrafo, rodas de conversa e oficinas. A livraria oficial do festival é a Livraria Mantiqueira, sediada em Santo Antônio do Pinhal.

Para Guimarães, a escolha de Milton Hatoum como autor homenageado reforça a proposta da FLIMA. “Seus romances, como ‘Dois Irmãos’ e ‘Cinzas do Norte’, exploram as múltiplas camadas da identidade brasileira e os efeitos das migrações internas e externas. Durante o evento, sua trajetória e obra serão debatidas em diferentes mesas e atividades.”

Sobre a FLIMA

Com sede em Santo Antônio do Pinhal, coração da APA (Área de Proteção Ambiental) da Serra da Mantiqueira, a FLIMA – Festa Literária da Mantiqueira surgiu em 2018. Desde então, celebra a literatura viva e promove encontros para refletir sobre as questões contemporâneas por meio da literatura, da arte e da educação, contemplando múltiplas vozes e sempre homenageando um autor brasileiro – e vivo.

A FLIMA 2025 conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Programa de Ação Cultural – ProAC e do Fomento CULTSP. Mais informações e a programação completa podem ser obtidas pelo site do evento.

Serviço:

7ª FLIMA – Festa Literária Mantiqueira

Data: de 15 a 18 de maio

Local: Santo Antônio do Pinhal/SP

Informações: no site oficial do evento

Evento gratuito e aberto ao público.

(Com Ana Mattos/Texteria)