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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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TJ Klune lança releitura queer de Pinóquio no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

No coração da floresta, em uma casa peculiar construída entre as árvores, vive uma família como nenhuma outra: Giovanni Lawson – um androide inventor, Ratched – robô enfermeira de humor peculiarmente sádico, Rambo – aspirador de pó carente e neurótico, além de Victor Lawson – único humano do bosque. É a partir das experiências desses quatro personagens que o escritor best-seller do New York Times TJ Klune apresenta aos leitores a narrativa de ‘A vida entre marionetes’.

Em edição capa dura, a novidade publicada no Brasil pela Editora Morro Branco, do Grupo Editorial Alta Books, é uma releitura queer de Pinóquio, que mistura elementos das histórias de fantasia, aventura e ficção científica com doses de romance MM. Enquanto no clássico de Carlo Collodi o protagonista é uma marionete, nesta ele é ‘um menino de verdade’ cercado por robôs, que fazem as vezes dos bonecos.

Quando era mais novo, perguntara-se por que não se parecia em nada com o pai.

Giovanni era um tanque, o peito largo e forte, a barriga proeminente, os dedos bruscos.

Vic não tinha a mesma presença do pai.Quando menino costumava ser magro como um sussurro,

e espichando para cima e não para os lados. Havia encorpado enquanto crescia,
mas continuava desengonçado e com os movimentos curtos.

A pele do pai era clara. A dele, bronzeada, como se tivesse nascido no sol e lá ficado.

Os olhos de seu pai eram azuis; os de Vic, castanhos, mas, dependendo da luz,
pareciam pretos. Eles não eram iguais. Nunca foram.

Mas esse homem era seu pai. Ele o criara.

Esse homem que não era homem nenhum. (A vida entre marionetes, p. 11)

A vida segura que a inusitada família levava é abalada quando o garoto encontra Hap, um androide danificado, durante uma de suas explorações no Jardim das Sucatas. Ao recuperar a memória, o androide revela um passado obscuro compartilhado com Giovanni: ambos foram caçadores de humanos. Para piorar a situação, a reativação de Hap faz com que as autoridades robóticas descubram a existência de Victor. Giovanni então é capturado e levado para a Cidade dos Sonhos Elétricos, onde pode ser reprogramado ou até desativado para sempre.

Disposto a enfrentar qualquer obstáculo para salvar o pai, o garoto parte para uma jornada perigosa em um mundo governado por engrenagens e circuitos, onde o simples fato de ser humano pode ser uma sentença de morte. Ao lado dos robôs, ele atravessa paisagens desoladas e enfrenta inimigos implacáveis, ao mesmo tempo em que precisa lidar com sentimentos conflitantes sobre Hap – aquele que, mesmo sem querer, colocou todos em perigo, mas também desperta nele emoções inéditas.

Entre aventuras eletrizantes, dilemas existenciais e diálogos repletos de humor e sensibilidade, TJ Klune convida os leitores a se perderem em um cenário futurista onde amor, empatia e identidade se entrelaçam. Nas páginas desta obra, ele explora os limites entre programação e livre-arbítrio, o que é construído e o que é sentido, além de questionamentos sobre o que realmente torna alguém humano — o sangue que corre nas veias ou as conexões desenvolvidas?

Vencedor do prêmio de Melhor Ficção Fientífica no Goodreads Choice Awards de 2023, A Vida Entre Marionetes é o quinto livro do autor publicado pela Editora Morro Branco. Assim como os outros sucessos de Klune, esta novidade contribui com a missão do escritor de dar voz a personagens queer em histórias que celebram o amor, a aceitação e o poder das conexões humanas. Afinal, não importa quão mecânico o mundo pareça, sempre haverá espaço para sentimentos genuínos.

Ficha técnica

Título: A Vida Entre Marionetes

Autor: TJ Klune

Tradutora: Rita Süssekind

Editora: Morro Branco

ISBN:  978-65-6099-027-2

Número de páginas: 480

Preço: R$ 94,90

Onde encontrar: Amazon.

Sobre o autor | TJ Klune é um escritor estadunidense que escreve desde os oito anos. Ganhador dos prêmios Lambda, Alex Award e Mythopoeic Fantasy, ele acredita na importância de representar, agora mais ainda, personagens queer de maneira positiva, uma vez que faz parte da comunidade LGBTQIA+. É também autor dos livros A casa no mar cerúleo, Além da porta sussurrante, Ravensong e Wolfsong, todos publicados pela Editora Morro Branco, do Grupo Editorial Alta Books. Redes sociais do autor: Instagram: @tjklunebooks | Site: TJ Klune Books.

 

Sobre a editora | Morro Branco é um selo do Grupo Editorial Alta Books. Com mais de 20 anos de atuação, a casa busca se reinventar e investir no que há de mais relevante e inovador no mercado literário. Consolidada como referência na publicação de obras sobre economia, finanças, informática, idiomas e empreendedorismo, o grupo expande constantemente seu catálogo e áreas de atuação distribuídas atualmente em 19 selos e segmentos editoriais, incluindo Alta Books, Alta Cult, Alta Life, Alta Novel, Alta Geek, Alaúde, Tordesilhas, Faria e Silva, HQueria, Camaleão, M.Books, Almedina Brasil, Edições 70, Actual, Minotauro, Morro Branco, Contra o vento. Redes sociais da editora: @editoramorrobranco | @Altabooks | Site.

(Com Dielin da Silva/LC Agência de Comunicação)

Coletivo teatral NEx Arte promove oficinas gratuitas de teatro em Vinhedo (SP)

Vinhedo, por Kleber Patricio

Fotos: Erik Costa.

Além de emocionar, divertir e propor reflexão, o legado de um artista incluiu compartilhar o seu talento e ofício com novos talentos. Por sinal, esse é o principal objetivo do NEx Arte (Núcleo Experimental de Arte), localizado em Vinhedo (SP), ao promover duas oficinas teatrais gratuitas: Interpretação, com aulas de Corpo, Voz, Dramaturgia e Montagem; e Áreas Técnicas, com aulas de Cenário, Figurino, Maquiagem, Sonoplastia e Iluminação. As atividades serão realizadas entre maio e setembro na Escola Municipal Abel Maria Torres, em Vinhedo (SP). As inscrições são gratuitas, limitadas e podem ser realizadas por meio do perfil no Instagram @nex.arte.

“As oficinas buscam despertar a arte teatral nos participantes, além de democratizar o acesso de todas as pessoas à cultura. Isso demonstra o compromisso do NEx Arte na formação de novos artistas e na partilha de conhecimento e de experiência nas diversas áreas das artes cênicas. Trata-se do início da jornada de muitos no mercado de trabalho cultural, que podem exercer tanto funções técnicas quanto dentro da cena”, destaca o ator e diretor Renan Mozzer, membro do Núcleo e um dos professores.

Ministradas pelo elenco do NEx Arte – Diego Pagotto, Lara Crivellari, Renan Mozzer e Victor Tosi –, as duas oficinas, indicadas a pessoas maiores de 16 anos, contam com o incentivo da Lei Aldir Blanc | PNAB 2024, do Ministério da Cultura do Governo Federal, com o apoio da Prefeitura Municipal de Vinhedo (SP) por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

E não para por aí: ao fim das oficinas, os participantes serão convidados a protagonizar um espetáculo teatral que entrará em cartaz no Teatro Municipal de Vinhedo. “Acreditamos que o teatro é uma arte prática e que precisa ser experimentada no fazer e, por isso, as oficinas possuem essa estrutura dinâmica e prática. Ou seja, todos os alunos estarão envolvidos na montagem do espetáculo”, conta o ator.

As oficinas:

Oficina de Interpretação

Trata-se de um mergulho completo no fazer teatral com atividades voltadas para os quatro pilares fundamentais da atuação: Interpretação, Corpo e Voz, Dramaturgia e Montagem Cênica. Uma oportunidade única para explorar técnicas, desenvolver a expressividade e vivenciar processos criativos em grupo.

Local: Escola Municipal Abel Maria Torres (Rodovia Edenor João Tasca, s/nº, Caixa D’Água, em Vinhedo/SP)

Data: Terças-feiras (de 6/5 a 20/9)

Horário: 19h às 22h

Atividade gratuita

Inscrições: https://forms.gle/bXAyHiDUUiTnmRiV7 ou link na bio do @nex.arte.

Oficina de Áreas Técnicas

Quer aprender o que acontece nos bastidores do teatro e desenvolver habilidades essenciais para a criação cênica? A atividade vai explorar cinco áreas fundamentais da produção teatral: Cenário, Iluminação, Sonoplastia, Figurino e Maquiagem.

Local: Escola Municipal Abel Maria Torres (Rodovia Edenor João Tasca, s/nº, Caixa D’Água, em Vinhedo/SP)

Data: Terças-feiras (de 6/5 a 20/9)

Horário: 19h às 22h

Atividade gratuita

Inscrições: https://forms.gle/bXAyHiDUUiTnmRiV7 ou link na bio do @nex.arte.

O NEx Arte

Fundado em 2018, o coletivo teatral NEx Arte (Núcleo Experimental de Arte) se dedica à investigação teatral, ao desenvolvimento de novos talentos e ao fomento das artes cênicas. Ao todo, são mais de 20 espetáculos premiados e selecionados em importantes festivais de teatro do Brasil. Destaque às montagens: As Aventuras de Tomas, O Mágico de Oz, @vc e O Menino que Sonhava Ser.

Em março de 2025, o Núcleo inaugurou, em Vinhedo (SP), o Espaço Cultural NEx Arte, local de convívio artístico em que os artistas podem desenvolver e apresentar trabalhos e pesquisas. Isso sem mencionar a realização de palestras, cursos, oficinas e workshops relacionados às artes cênicas.

(Com Tiago Gonçalves)

‘Um Artista’: nova produção da Metrô Filmes homenageia a história do cinema campineiro

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Luara Gonzalez.

Homenagem à história do cinema campineiro, reflexão sobre arte, retrato da vida cotidiana na periferia…  Há muito o que dizer sobre o filme ‘Um Artista’, lançamento dos irmãos Danilo e Murilo Dias de Freitas. A produção, assinada pela Metrô Filmes, é uma releitura do filme ‘O Artista’, dirigido por Luiz Carlos Borges, em 1967 e, como o original, é uma obra sem diálogos, mas que fala alto, nos seus pouco mais de 20 minutos.  São os pequenos movimentos, os olhares, a delicadeza dos gestos e expressões e a imobilidade que conduzem a narrativa, filmada na Vila Ipê ou Bairro da Conquista, na região Sul de Campinas. É lá que vivem os cerca de 50 figurantes, entre adultos e crianças, que participaram das gravações.

Se tivéssemos que definir em uma só palavra o que buscamos esteticamente neste filme, seria singeleza, no sentido de projetar na tela de cinema uma costura mágica dos acontecimentos ordinários, uma espécie de reverência poética ao real”, diz Danilo Dias de Freitas, que desde 2018, quando se juntou à CTAv (Câmara Temática do Audiovisual de Campinas, vem se aprofundando na história do cinema campineiro.

A CTAv é um coletivo de profissionais do audiovisual que busca promover espaços de diálogo e integração, ações para a preservação da memória e proposição de políticas públicas no segmento. Por meio desse mergulho na história, Danilo conheceu a obra de Luiz Carlos Ribeiro Borges, hoje respeitado advogado e escritor da cidade.

Na década de 1960, o Cineclube Universitário de Campinas (CCUC) agitou a cena cultural da cidade. Três jovens da época, ligados à Puc-Campinas, Dayz Peixoto Fonseca, Luiz Carlos Ribeiro Borges e Rolf de Luna Fonseca, estavam à frente do movimento e foram além da clássica tradição cineclubista, que envolve exibição, debates e formação. Eles produziram três curtas-metragens que são obras fundamentais deste período do cinema local”, explica Danilo. Com apoio de Henrique de Oliveira Jr, importante cineasta campineiro, foram produzidos Um Pedreiro (Dayz, 1966), O Artista (Borges, 1967) e Dez Jingles para Oswald de Andrade (Rolf, 1972). O CCUC encerrou suas atividades em 1973, mas as sementes plantadas, como se vê, seguem germinando.

A relação entre arte e política, presente no filme de Borges, foi o que mais chamou atenção de Danilo para começar a planejar sua releitura. “A ideia não era fazer uma refilmagem, por isso é importante lembrar do contexto do filme original para entender de fato o que significa recontar essa história. No audiovisual, o movimento do Cinema Novo propunha um cinema livre das limitações do estúdio, um cinema das ruas que tivesse um contato direto com o povo e seus problemas. No filme de Borges, o artista inicialmente não tem nenhum compromisso social até se deparar com a realidade da pobreza, que altera totalmente sua arte e o desloca para o morro, marcando uma divisão nítida entre arte erudita e arte popular”, comenta.

Na releitura, a separação entre a dita arte erudita e popular é tênue, porque uma se apropria da outra. A relação entre o artista e a comunidade também é outra, dentro e fora dela, já que, dentre os 6 personagens principais do filme, somente 2 são atores profissionais – os demais são também moradores locais. A homenagem à obra de Borges se transforma, portanto, numa homenagem às memórias da comunidade — que, por meio de fotografias, cartas e outros fragmentos de recordação compartilhados na tela, constroem uma história coletiva, que é ao mesmo tempo íntima e universal.

O lançamento do filme ‘Um Artista’, de Danilo Dias Freitas e Murilo Dias Freitas, será no dia 5 de maio (segunda-feira), às 19h, no cinema do Shopping Prado Boulevard. Ele é resultado de projeto contemplado pelo Edital da Lei Paulo Gustavo de Campinas – audiovisual, de 2023, e realizado com patrocínio da Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Paulo Gustavo. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail da Metrô Filmes: metrofilmes.produtora@gmail.com.

MetrôFilmes | Idealizada em 2017, a Metrô Filmes surgiu do desejo comum de seus idealizadores: estar no mundo de forma integral, isto é, resistir ao conformismo e à apatia a que nos quer submeter o atual estado de coisas. Os filmes são apenas um desvio, um pretexto (e uma prática) para a invenção de um outro modo de ser e estar no mundo. (https://metrofilmes.com.br)

Danilo Dias Freitas | Danilo Dias de Freitas é graduado em Cinema (UFSC). Formou-se técnico em edição de vídeos (Senai-Maracanã, RJ), é roteirista, montador, diretor e um dos curadores do Verve Cineclube, no MIS-Campinas.

Murilo Dias Freitas | Murilo Dias de Freitas é graduado em filosofia (Unicamp) e em Som para o Cinema e a TV pela Academia Internacional de Cinema de São Paulo (AIC-SP). Trabalha como sound designer, tendo atuado em todos os filmes produzidos pela Metrô Filmes. Estreou na direção com o curta Thomaz de Tullio: Desbravador e Pioneiro.

Créditos – Equipe

Diretor, Roteirista e Montador: DANILO DIAS DE FREITAS

Diretor, Editor de Som e Mixagem de Som: MURILO DIAS DE FREITAS

Produtora Executiva: FERNANDA VIANA

Produtor: THI RIBEIRO

Assistente de produção: CINTIA ROCHA

Assistente de produção local: SELMA SILVA

Diretor de Fotografia e Operador de Câmera: RICKY ARANDA

Assistente de Fotografia: GUSTAVO OLIVEIRA BARBOSA

Assistente de Fotografia: FSNOW

Fotografia still: LUARA GONZALEZ

Diretora de arte: LARA PRADO

Assistente de arte: CRISTIANE TAGUCHI

Técnico de som: VITOR MURICY

Microfonista: RAFAEL IMS ROGANO

Créditos – Atores

Menino/filho: ESTÊVÃO APARECIDO FERNANDES DE PAULA

Mãe: CRISTIANE APARECIDA VIANNA DE PAULA

Artista (crow): RODRIGO NASSER

Artista (motorista): BRENDA DINIZ

Menina/pão: NAYURY YASMIN DO NASCIMENTO

Menina/Foto: NAYUMY CATHERINE EDUARDA DA SILVA.

(Fonte: A2N Comunicação)

Camila Morgado estrela peça de Nelson Rodrigues na CAIXA Cultural São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Camila Morgado em cena de ‘A falecida’. Foto: Victor Hugo Cecatto.

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, entre 6 e 11 maio, a peça ‘A Falecida’, escrita por Nelson Rodrigues. Protagonizada por Camila Morgado e idealizada pelo diretor Sérgio Módena, o clássico traz no elenco Thelmo Fernandes, Stela Freitas, Gustavo Wabner, Alcemar Vieira, Claudio Gabriel, Thiago Marinho e Alan Ribeiro. As apresentações acontecem de terça a domingo às 19h, têm entrada gratuita com distribuição de ingressos uma hora antes do espetáculo.

Escrita em 1953, A Falecida narra o plano de Zulmira, portadora de tuberculose e moradora do subúrbio carioca que sonha em ter um enterro cheio de luxo e pompa. Dessa forma, ela causaria inveja em sua prima e vizinha Glorinha, com quem, apesar de não falar mais, mantém uma relação inexplicável de competição, tornando-a o centro das atenções e das intrigas familiares.

Segundo o diretor, a encenação propõe uma estética atemporal. No cenário, um grande mausoléu (signo da ostentação social em meio aos mortos) é o espaço por onde os diversos planos de ação irão ocorrer. Os figurinos não buscam a reprodução histórica da década de 50. Ao contrário, parecem apenas evocar um tempo passado, atravessando diversas épocas. A trilha sonora explora o conflito entre o sagrado e o profano. “Eu e Camila somos apaixonados por esse texto e pelo legado de Nelson Rodrigues. E ela é uma atriz ‘rodrigueana’ por excelência, assim como o Thelmo Fernandes. Esta montagem marca a minha primeira direção de uma obra do Nelson. Estamos criando uma encenação atemporal para a peça, que, originalmente, foi escrita em 1953 e se passa no subúrbio do Rio de Janeiro. Mas Nelson vai além da crônica carioca. Ele radiografa a miséria da alma humana, presente nos mais diversos lugares e épocas”, comenta Sérgio Módena sobre a idealização do projeto.

Sobre Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues foi jornalista, cronista, romancista e um dos maiores dramaturgos brasileiros. Nascido em Recife (PE), mudou-se em 1916 para o Rio de Janeiro (RJ). Trabalhou no jornal A Manhã, de propriedade de seu pai, Mário Rodrigues. Foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade.

Sua primeira peça foi ‘A Mulher sem Pecado’, que lhe deu os primeiros sinais de prestígio dentro do cenário teatral. O sucesso veio com ‘Vestido de Noiva’ que trazia, em matéria de teatro, uma renovação nunca vista nos palcos brasileiros. Com seus três planos simultâneos (realidade, memória e alucinação), as inovações estéticas da peça iniciaram o processo de modernização do teatro brasileiro. A consagração se seguiria com vários outros sucessos, transformando-o no maior dramaturgo brasileiro do século 20. Em 1962, começou a escrever crônicas esportivas, deixando transparecer toda a sua paixão por futebol. Nelson morreu no Rio de Janeiro no ano de 1980, deixando um legado literário reconhecido internacionalmente.

Serviço:

[Teatro] A Falecida

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Endereço: Praça da Sé, 111, a 200m da Estação Sé do Metrô

Datas: de 6 a 11 de maio de 2025

Horários: de terça a domingo às 19h

Sessão com Tradução em Libras: 09 de maio, sexta-feira, às 19h

Ingressos gratuitos: distribuídos 1h antes da peça, limitados a um ingresso por pessoa, sujeito à lotação do espaço

Classificação indicativa: 16 anos

Informações: caixaculturalsp | Site CAIXA Cultural SP

Acesso para pessoas com deficiência ​

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)

Dalton Martins apresenta show inédito no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Instrumentista reúne repertório autoral que dialoga com o choro e ritmos populares. Foto: Divulgação.

O maestro, arranjador e multi-instrumentista Dalton Martins apresenta, no auditório do Sesc Pinheiros, show inédito com composições instrumentais autorais. O repertório transita entre choros, maxixes, forrós, toadas e outros gêneros da música popular urbana brasileira, com influências da obra de compositores como Villa-Lobos e Ravel.

A apresentação tem como proposta celebrar a produção autoral instrumental com formação de quinteto, explorando o choro e suas conexões com outros gêneros brasileiros. O projeto também dialoga com experiências acumuladas ao longo da carreira do artista, que já integrou grupos como Orquestra Filarmonia, Camerata Capela Barroca, banda K-RAM-K, forró Munducá e bloco Agora Vai.

Com mais de 30 anos de atuação em coletivos musicais como orquestras, regionais de choro e bandas, Dalton Martins sobe ao palco acompanhado de Cris Fayão (clarineta), Breno Barros (contrabaixo), Fernando Werneck (violão 7 cordas) e Lucas Brogiolo (percussão). No show, Dalton, que assina a direção musical e toca bandola, rabeca e violão, recebe o compositor Jonathan Silva como convidado especial.

Entre os trabalhos recentes estão a direção musical e participação instrumental no show ‘Poema na Garganta’, de Jonathan Silva, gravado em 2021, e no show ‘Amaé’, de Mazé Cintra, gravado em 2023. Dalton é Mestre em Musicologia e Bacharel em Música com habilitação em Composição e Regência pelo IA/Unesp.

Serviço:

Dalton Martins Quinteto

Dia: 7 de maio | Qua. | 20h.

Local: Auditório. A12

Ingressos: R$50 / R$25 / R$15

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Mais informações: www.sescsp.org.br.

(Com Andreia Lima/Sesc Pinheiros)