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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Doação via IR pode garantir atendimento gratuito para 180 crianças com deficiência visual na Laramara

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Levi Meir Clancy/Unsplash+.

Há 33 anos a Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual transforma a vida de crianças, adolescentes e suas famílias por meio de um atendimento especializado, gratuito e de excelência. O Programa de Atendimento Especializado à Criança e ao Adolescente com Deficiência Visual está com novo ciclo aprovado pelo Fumcad (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente) e apto a receber doações via Imposto de Renda tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.

Com duração de 12 meses, a iniciativa beneficia diretamente 180 crianças e adolescentes com deficiência visual de 0 a 17 anos e 11 meses e suas famílias. O objetivo principal é garantir o direito ao atendimento especializado o mais cedo possível, promovendo o desenvolvimento integral, a autonomia, a inclusão escolar e o fortalecimento da rede de apoio familiar.

Atendimento completo e interdisciplinar

Os atendimentos são semanais e realizados em grupo, com atividades que estimulam capacidades perceptivas, psicomotoras, cognitivas, sociais e emocionais dos participantes. O plano de intervenção é pensado para cada faixa etária e contexto, trabalhando aspectos como orientação e mobilidade, uso funcional de resíduos visuais, acesso ao Braille, Soroban, atividades de vida autônoma e tecnologias assistivas. Todo o processo conta com registros detalhados da evolução de cada atendido e reuniões interdisciplinares que envolvem educadores, especialistas e os próprios familiares. O acolhimento às famílias é parte fundamental da proposta, com apoio psicossocial, rodas de conversa e elaboração conjunta do plano individual de atenção.

Além da sala de referência, as atividades acontecem em ambientes especialmente planejados para estimular o desenvolvimento e a inclusão, como piscina, brinquedoteca, ateliê de artes, trilha sensorial, Laraparque e a ‘casinha de AVA’ – um espaço lúdico para práticas de vida autônoma.

Inclusão escolar e capacitação de educadores

Para ampliar o impacto da iniciativa, o programa mantém diálogo constante com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e com as escolas frequentadas pelos atendidos. O objetivo é garantir um acompanhamento contínuo do progresso escolar e contribuir ativamente para a construção de uma educação inclusiva.

Educadores e demais profissionais da rede pública também recebem capacitações gratuitas sobre deficiência visual, uso de tecnologias assistivas e estratégias pedagógicas adaptadas. Essa formação é essencial para que a inclusão aconteça de forma eficaz e respeitosa dentro das salas de aula.

Como doar via Imposto de Renda

A continuidade desse serviço essencial depende do engajamento de novos parceiros e do apoio da sociedade. Por estar aprovado no Fumcad, o programa pode receber doações via Imposto de Renda:

– Pessoa Física: quem faz a declaração completa pode destinar até 3% do IR devido diretamente na declaração. As instruções completas para doação estão disponíveis no site https://laramara.org.br/ajude/doacao-via-incentivo-fiscal.

– Pessoa Jurídica: empresas que apuram o IR com base no Lucro Real podem doar até 1% do IR. Mais informações pelo e-mail: projetos@laramara.org.br.

“As doações via Imposto de Renda são fundamentais para a continuidade do nosso trabalho e não geram custo adicional ao doador; trata-se de um redirecionamento do imposto devido, que iria para o governo, à instituição”, afirma Eliane Silva Pinto, analista de projetos da Laramara.

Sobre a Laramara | A Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual) promove o desenvolvimento integral de pessoas com deficiência visual, por meio de atendimento direto. Ao longo de sua atuação, a associação já auxiliou mais de 13.000 famílias por meio de seus programas, capacitações externas e doações, realizando, em média, 2.000 atendimentos mensais. Motivados pela experiência educacional junto à sua filha mais nova, que ficou cega devido à retinopatia da prematuridade, o casal Victor e Mara Siaulys fundou a instituição para ser um centro de referência na pesquisa da deficiência visual e para oferecer serviços que atendam à pessoa com deficiência de acordo com o que as mudanças sociais exigem, buscando uma gestão transetorial, compartilhada, coordenada e coerente.

Site: www.laramara.org.br

Telefone: (11) 3660-6400

E-mail: projetos@laramara.org.br.

(Com Bruno Neves/Comunicare Assessoria de Imprensa)

Restaurante celebra os 65 anos de Brasília com cardápio inspirado nos pratos favoritos de Juscelino Kubitschek

Brasília, por Kleber Patricio

O prato preferido do ex-presidente e fundador de Brasília: frango grelhado acompanhado de farofa de pão refogado na manteiga com quiabo, canjiquinha com queijo Minas, quiabo grelhado e demi glace de cachaça. Ao lado e acima, a sobremesa: tartelette de crema de queijo Minas com geleia de jabuticaba. Fotos: Divulgação.

Para comemorar os 65 anos de Brasília, a tradicional padaria e bistrô La Boulangerie preparou um cardápio especial em homenagem ao fundador da capital, o presidente Juscelino Kubitschek. A casa vai oferecer, do dia 21 ao dia 30 de abril, um menu exclusivo que remete aos sabores preferidos de JK. As sugestões foram construídas a partir de conversas com Anna Christina Kubitschek, neta do ex-presidente.

O Menu do JK é composto por três etapas: de entrada, torresmo com mandioca frita; como prato principal, frango grelhado acompanhado de farofa de pão refogado na manteiga com quiabo, canjiquinha com queijo Minas, quiabo grelhado e demi glace de cachaça. Para a sobremesa, a casa serve uma tartelette de crema de queijo Minas com geleia de jabuticaba.

A entrada: torresmo e mandioca frita.

A proposta nasceu do desejo de unir memória, afeto e história no mês de aniversário da cidade. “Reviver as preferências gastronômicas de JK é uma forma de resgatar suas raízes e lembrar a importância de Brasília como símbolo de um Brasil moderno e visionário”, explica Guillaume Petitgas, proprietário e chef da La Boulangerie. A escolha dos pratos também reforça a conexão afetiva de Juscelino com a comida simples e brasileira, que acompanhou sua trajetória desde Diamantina até a construção da nova capital.

“Servir esses pratos é a nossa forma de prestar homenagem a esse grande homem que foi JK e à própria Brasília, que completa 65 anos com tanta história para contar”, acrescenta Petitgas. Ele destaca que o cardápio comemorativo celebra não só os sabores da infância de JK, mas também o espírito sonhador que deu origem à cidade.

O proprietário e chef do La Boulangerie, Guillaume Petitgas.

O menu completo será servido por R$ 65, em referência ao aniversário da capital, na unidade da La Boulangerie, na 306 sul.
(Com Tainan Pimentel/Conexão Press)

Nova Fronteira lança box com todos os contos de Rubem Fonseca em comemoração ao centenário do escritor

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

O centenário de Rubem Fonseca, comemorado este ano, será celebrado pela Nova Fronteira com o lançamento de uma edição definitiva de sua obra contística no mês de maio. O box especial vai reunir todos os contos publicados pelo autor, além de dois inéditos recentemente descobertos por sua filha, Bia Corrêa do Lago.

Reconhecido por sua escrita direta, cortes cinematográficos e retratos urbanos intensos, Rubem Fonseca marcou a literatura brasileira com narrativas impactantes que exploram a violência e as desigualdades do país. Considerado por críticos como ‘o mestre do conto’, sua obra exerceu influência decisiva no gênero, combinando originalidade, vigor e um olhar afiado sobre a sociedade.

A coleção apresentada pela Nova Fronteira contemplará todos os 17 livros já publicados pelo autor, incluindo clássicos como Feliz Ano Novo, O Cobrador e Lúcia McCartney, além dos contos inéditos, ‘Natal’ e ‘Arinda’, do jovem Fonseca, escritos 15 anos antes de seu primeiro lançamento oficial.

O box especial não apenas compila toda a produção de Rubem Fonseca, mas também apresenta a versão revisada conforme suas próprias anotações. Isso porque a família do escritor, que apoiou este novo projeto, cedeu textos inéditos e forneceu anotações e correções feitas pelo próprio autor em seus exemplares pessoais.

A edição especial será composta por três volumes, cada um com um prefácio assinado por renomado estudioso da obra fonsequiana. Vera Lúcia Follain de Figueiredo (UFF) analisa os textos iniciais e os contos inéditos em ‘A palavra como arma’, já Maria Antonieta Pereira (FALE/UFMG) apresenta ‘Em si mesmadas’, um estudo sobre a produção das décadas de 1990 e 2000. Por fim, Miguel Sanches Neto (UEPG) contribui com ‘Variações Fonseca’, uma leitura instigante sobre o estilo do autor em seus últimos anos. Além desses ensaios, a caixa que abriga os volumes conta com um texto especial de Silviano Santiago, que oferece uma análise crítica aprofundada sobre a importância da contística de Rubem Fonseca para a literatura brasileira.

Sobre o autor | Rubem Fonseca nasceu em 1925 e faleceu em 2020, pouco antes de completar 95 anos, deixando uma contundente obra com trinta livros, entre os quais romances, novelas, coletâneas de contos e ‘O romance morreu’, que reúne crônicas publicadas no Portal Literal. Entre seus principais títulos estão ‘Lúcia McCartney’ (1969), ‘O caso Morel’ (1973), ‘Feliz Ano Novo’ (1975), ‘O Cobrador’ (1979), ‘A grande arte’ (1983) e ‘Agosto’ (1990). Em 2013 publicou, pela Nova Fronteira, ‘Amálgama’, vencedor do prêmio Jabuti de sua categoria. Ainda recebeu outras cinco vezes o Jabuti; em 2003, os prêmios Juan Rulfo e Camões, e, em 2015, o Machado de Assis, concedido pela ABL pelo conjunto da obra. Seu último livro publicado em vida foi a antologia de contos ‘Carne crua’, de 2018.

(Com Marco Marin/MNiemeyer Assessoria de Comunicação)

Sexta edição dos Encontros Históricos na Sala São Paulo tem início com Jorge Aragão e Almirzinho Serra

São Paulo, por Kleber Patricio

São Paulo Big Band. Foto: Íris Zanetti.

Ao longo de 2025, a Sala São Paulo traz para seu palco uma nova temporada da adorada série Encontros Históricos. O projeto coloca lado a lado grandes nomes da nossa música popular acompanhados pelo grupo instrumental São Paulo Big Band, que é formado por 20 instrumentistas e é residente desta série.

A sexta edição dos Encontros Históricos na Sala São Paulo terá início com uma dupla dedicada a gêneros musicais que são paixões nacionais: o samba e o pagode, com Jorge Aragão & Almirzinho Serra, no próximo sábado (26/abr), às 21h. A série terá outras sete datas até novembro e os ingressos podem ser adquiridos neste link. Vale lembrar que todos os Encontros serão transmitidos ao vivo no canal oficial da Sala São Paulo no YouTube.

Jorge Aragão. Foto: Yves Lohan.

Foram inúmeros os momentos marcantes nesses cinco anos de projeto, como os duetos de Erasmo Carlos & Roberta Sá, Ivan Lins & MP4, João Donato & Marcos Valle, Paulinho da Viola & Família, Alcione & Martinho da Vila, Daniela Mercury & Maria Gadú, Gilberto Gil & Aldo Brizzi, Tulipa Ruiz & Liniker, Guilherme Arantes & Ed Motta e Criolo & Luciana Mello, entre tantas outras reuniões inesquecíveis em nosso palco.

“A série Encontros Históricos propõe uma nova experiência de escuta para clássicos da MPB, com arranjos originais especialmente criados para a São Paulo Big Band e os artistas convidados. O que o público ouvirá na Sala São Paulo será único, sem repetição em outro palco. Proporcionar essa vivência, além de uma grande alegria, é parte da missão da Fundação Osesp de ampliar os programas de arte e de cultura na cidade”, afirma Marcelo Lopes, diretor executivo da instituição – que é idealizadora do projeto e responsável pela gestão da Sala São Paulo.

A sexta edição da série Encontros Históricos na Sala São Paulo tem o patrocínio de B3, a Bolsa do Brasil, Santander e EMS Farmacêutica, copatrocínio de Citi, Porto e Vivo, apoio de Cebrace, BCG e Mattos Filho, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução.

Confira, logo abaixo, o calendário completo da sexta temporada do projeto Encontros Históricos na Sala São Paulo.

Sobre a São Paulo Big Band

Almirzinho Serra. Foto: Rogerio da Silva Araújo.

A São Paulo Big Band une o instrumental refinado do universo das big bands à música popular brasileira e latino-americana. Com arranjos exclusivos que abrangem Bossa Nova, samba, choro, frevo e vários outros ritmos brasileiros, a banda oferece uma interpretação contemporânea de melodias intemporais. Criado em 2021, o conjunto solidificou rapidamente sua posição como uma das principais big bands do país. É composto por 20 membros permanentes, com uma formação dinâmica que inclui cinco saxofones, quatro trombones, quatro trompetes, bateria, guitarra, contrabaixo, percussão e piano. Já foi atração principal em inúmeros festivais prestigiados e se apresentaram em espaços culturais de renome em todo o Brasil, proporcionando performances eletrizantes como uma big band independente, ao lado de orquestras sinfônicas e colaborando com convidados como Daniela Mercury, João Bosco, Paula Lima, Simoninha, Ana Cañas, Vanessa Moreno, Toquinho, Ed Motta e Carlinhos Brown. Em 2024 fez sua estreia no projeto Encontros Históricos na Sala São Paulo, a convite da Fundação Osesp.

PROGRAMA

ENCONTROS HISTÓRICOS NA SALA SÃO PAULO

JORGE ARAGÃO voz

ALMIRZINHO SERRA voz

SÃO PAULO BIG BAND

Setlist a ser anunciado.

Serviço:

Encontros Históricos na Sala São Paulo – Jorge Aragão & Almirzinho Serra

26 de abril de 2025, sábado, às 21h – Concerto Digital

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Taxa de ocupação limite: 1.388 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 230,00 (valores inteiros*) – Esgotados

Bilheteria (INTI): https://salasaopaulo.byinti.com/#/ticket/

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno e sábado a tarde)| 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações no site da Sala São Paulo.

A Sala São Paulo. Foto: José de Holanda.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Galeria de Arte André abre exposições dos artistas Augusto Marx e Raquel Taraborelli

São Paulo, por Kleber Patricio

Antonio Augusto Marx – Paisagem – 60×60 – óleo sobre tela – 1987.

A Galeria de Arte André abre, no dia 26 de abril, sábado, como parte do projeto Monográficas, duas exposições simultâneas. ‘Monográficas 6’ é dedicada a Antonio Augusto Marx (1919–2008) e, ‘Monográficas 7’, a Raquel Taraborelli (1957–2020). Com curadoria de Mario Goia, as exposições trazem cerca de 30 pinturas de Marx e mais de 20 de Taraborelli. O projeto foi idealizado por Gioia com o objetivo de exibir com mais fôlego a obra de artistas de reconhecido valor (e que, por vezes, estão com visibilidade menos ostensiva dentro do circuito) que se relacionam com a própria história da galeria, já com 66 anos de atividade na cidade de São Paulo. As mostras anteriores do programa foram dedicadas a Carlos Scliar, Enrico Bianco, Iracema Arditi, Armando Sendin e José Moraes.

Antonio Augusto Marx

Para o curador Gioia, Antonio Augusto Marx é “indubitavelmente um dos maiores pintores do gênero paisagem na história da arte no Brasil”. Arquiteto e urbanista nascido no Rio de Janeiro e que se radicou em São Paulo, retratou em décadas passadas lugares hoje radicalmente transformados, como Paraisópolis, Diadema e outras paisagens antes rurais e hoje intensamente urbanizadas. Assim, essas obras se tornam ‘quase uma arqueologia’”, segundo Gioia.

Mas a mostra atual não se prende ao tom nostálgico. Apresentar as pinturas de Marx hoje atesta “a persistência de um labor contínuo e que não se prendeu a ondas novidadeiras e superficiais”, afirma o curador.

O projeto plástico-visual de Marx continua potente e robusto. Há desde as verticalidades de quando ele registra bosques e apanhados de árvores, cores mais inusitadas que usara, como o violeta, e o tom menor com que ambienta as bordas entre a zona rural e uma metrópole nascente.

Mario Gioia

Na Galeria de Arte André, Marx expôs em numerosas coletivas e ganhou individual em 1986, com texto de Jacob Klintowitz.

Raquel Taraborelli

Raquel Taraborelli – Canto da Varanda – 50×60 – óleo sobre tela – 2010.

Nascida em Avaré (SP), Raquel Taraborelli também tem um relacionamento longevo com a Galeria de Arte André, e sua prolífica produção de tom neoimpressionista continua a fazer sucesso entre o público. Para Mario Goia, a força motriz do trabalho da pintora é a harmonia. “Talvez um dos maiores atributos do corpus de obra de Taraborelli tenha sido a fidelidade. Então as numerosas paisagens campestres, as marinhas, os exuberantes e diversos vasos e as portas são abundantes em realização pela pintora”, explica o curador.

Gioia considera a nova exposição uma oportunidade de descobrir novas conexões com outros artistas, inclusive Marx. “Ao examinarmos o recorte de agora, contudo, talvez cenas de mar e o intimismo de dependências cotidianas nos traga elos com outras produções para além do que são citadas com frequência acerca da obra. Ou talvez o apuro das naturezas-mortas de vasos (lembremos o desafio recente imposto por Hockney, por exemplo, para renovar tais registros)”.

Sobre o curador Mario Gioia

Curador independente e crítico de arte, é graduado pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Foi crítico convidado de 2013 a 2015 do Programa de Exposições do CCSP (Centro Cultural São Paulo) e fez, na mesma instituição, parte do grupo de críticos do Programa de Fotografia 2012. Em 2015, no CCSP, fez a curadoria de Ter Lugar para Ser, coletiva com 12 artistas sobre as relações entre arquitetura e artes visuais. Integrou o grupo de críticos do Paço das Artes desde 2011, instituição na qual fez o acompanhamento crítico de Luz Vermelha (2015), de Fabio Flaks, Black Market (2012), de Paulo Almeida, e A Riscar (2011), de Daniela Seixas. Em 2019, iniciou o projeto Perímetros no Adelina Instituto, em SP, dedicado a artistas ainda sem mostras individuais na cidade, que contou com exposições de João Trevisan (DF), Lara Viana (BA), Claudia Hamerski (RS), Dirnei Prates (RS) e Larissa Camnev (Campinas, SP). Na feira ArtLima 2017 (Peru), assinou a curadoria da seção especial CAP Brasil, intitulada Sul-Sur, e fez o texto crítico de Territórios forjados (Sketch Galería, 2016), em Bogotá (Colômbia). Em 2018, assinou a seção curatorial dedicada ao Brasil na feira Pinta (Miami, EUA). É colaborador de periódicos de artes como Arte al Día. Na Galeria de Arte André, fez as curadorias de Abstração em Fricção (2022), Armando Sendin – Monográficas 4 (2022), Despojos – Valdo Kerpen (2021), Carlos Scliar – Monográficas 1 (2020), André, 60 – Da Academia ao virtual (2019), Entre Artes e Ofícios, Centros e Arrabaldes (2019), e Cotidiano (2012).

Sobre a Galeria de Arte André

Com 66 anos de atuação no circuito das artes, a Galeria de Arte André foi fundada em 1959 pelo romeno André Blau.  É considerada a maior galeria de arte da América Latina, tendo se tornado uma referência no mercado de arte brasileira. Atualmente dirigida por Juliana Blau, a casa ajudou a forjar o mercado de arte no Brasil e passou por diversos endereços até se consolidar na Rua Estados Unidos, entre a Avenida Rebouças e a Alameda Gabriel Monteiro da Silva.

Conhecida pelo seu acervo de esculturas e obras de artistas como Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Bruno Giorgi, Carlos Araujo, Carlos Scliar, Cícero Dias, Clóvis Graciano, Di Cavalcanti, Frans Krajcberg, Guignard, Hector Carybé, Manabu Mabe, Orlando Teruz, Roberto Burle Marx, Sonia Ebling e Tomie Ohtake, entre muitos outros, a casa oferece ao público exposições periódicas e projetos educacionais e culturais.

Oferece um calendário de exposições ao longo do ano, tendo diversos projetos curatoriais com artistas da casa e que fizeram parte da história e de seu acervo. Além disso, tem o projeto Multimuros, atualmente com uma obra de arte pública na fachada da galeria, localizada na Avenida Rebouças, assinada pela artista indígena Tamikuã Tixihi. Ainda em 2023, a galeria apresentará exposições do artista Cássio Lázaro.

A galeria também dispõe de uma loja virtual com obras de arte a preços acessíveis no link www.galeriandre.com.br/loja-virtual. Também mantém um blog com notícias e análises do mundo da arte, em www.galeriandre.com.br/blog.

Serviço:

Abertura das exposições Monográficas 6: Antonio Augusto Marx e Monográficas 7: Raquel Taraborelli

Dia 26 de abril, sábado, das 11h às 15h

Curadoria: Mario Gioia

Período expositivo: de 26 de abril a 31 de maio de 2025

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 19h; sábados, das 10h às 14h

Galeria de Arte André

Rua Estados Unidos, 2.280 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP

(11) 3081-9697 / 3081-3972 / 3063-0427

www.galeriaandre.com.br.

(Com Paula Corrêa/Buriti Comunicação)