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Exposição ‘Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos’ celebra trajetória multifacetada de um dos grandes nomes da arte paranaense no MAC

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Zig Koch.

A exposição ‘Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos’ abriu nesta quinta-feira, dia 29 de maio, às 18h30, na Sala 9 do Museu de Arte Contemporânea (MAC), dentro do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Com curadoria de Arthur L. do Carmo, a mostra celebra as oito décadas de vida e mais de cinco de produção de um dos artistas mais originais do Paraná, reunindo mais de 170 obras – muitas delas inéditas ao público. A exposição propõe um sobrevoo sensível e abrangente pela obra de Rogério Dias, destacando suas múltiplas fases e suportes.

Idealizada pela Singular Cultural, a mostra foi construída a partir de um importante esforço coletivo: obras pertencentes ao acervo do próprio MAC dialogam com peças vindas de importantes galerias de arte de Curitiba, colecionadores particulares e do próprio artista, que generosamente cedeu trabalhos e registros que ampliam a leitura de sua trajetória. A montagem aposta em uma abordagem não linear, permitindo que os diferentes momentos de sua produção se entrelacem por meio de temas recorrentes como a cor, a paisagem, a natureza, a memória e a liberdade.

Foto: Selma Albano.

Rogério Dias é conhecido por sua inventividade formal e coerência poética. Desde os anos 1970, desenvolveu uma linguagem visual marcada pela exuberância cromática, pela valorização de materiais cotidianos e por uma postura artística independente, sempre à margem de modismos e fórmulas fáceis. Sua obra inclui pinturas, aquarelas, colagens, esculturas, objetos e estudos, como os que antecederam o Painel Iguaçu – grande mural ladrilhado localizado no Centro Cívico de Curitiba, uma de suas obras públicas mais conhecidas.

Releitura da natureza

Um dos eixos estruturantes de sua poética é a releitura da paisagem. Influenciado por Cândido Portinari e pelo expressionismo abstrato de Mark Rothko, Rogério trata a paisagem como campo de cor e emoção. Em suas telas, horizontes pictóricos se desdobram em faixas cromáticas e transições sutis, evocando atmosferas de contemplação, ao invés de representações literais da natureza.

Outro momento decisivo de sua trajetória ocorreu no fim dos anos 1970, quando, inspirado por tecidos de chita vendidos na loja de sua irmã, Rogério passou a incorporar padronagens florais e populares em colagens e pinturas. Essa experimentação deu origem a uma pattern art de forte caráter tropicalista, exaltando cores vibrantes e texturas visuais locais. Críticas como Adalice Araújo reconheceram, ainda nos anos 1980, o valor histórico e estético dessa produção, que se destaca por sua originalidade e pelo diálogo com o imaginário brasileiro.

Outro Rogério

A exposição também destaca sua produção em escultura e objetos tridimensionais, criados a partir do reaproveitamento de materiais encontrados: galhos, troncos, sementes, sucatas e madeiras recolhidas em praias são combinados de maneira lúdica e simbólica, resultando em peças híbridas, que evocam seres mitológicos, máscaras populares ou pássaros prestes a alçar voo. Essa dimensão sensorial da obra de Rogério aproxima-se do universo artesanal e de uma espiritualidade vinculada à natureza e é pouco conhecida.

Cena cultural

Além de seu percurso nas artes plásticas, Rogério Dias esteve inserido no efervescente cenário cultural underground de Curitiba nos anos 1980. Antes de se dedicar integralmente às artes visuais, trabalhou como designer gráfico e diretor de arte, integrando uma geração de criadores que transitava entre a publicidade, a poesia e as artes visuais. Foi nesse contexto que criou o projeto Caixa de Bicho – happening coletivo e performático que reuniu artistas, poetas e publicitários. Essa vivência urbana e experimental se reflete em sua obra, que sempre manteve o espírito livre e aberto à experimentação.

Foto: Selma Albano.

O poeta Paulo Leminski, amigo próximo de Rogério, traduziu com lirismo essa sintonia do artista com o mundo sensível. Em texto escrito em 1985, Leminski recordou a fascinação de Rogério pelos passarinhos e sua capacidade quase mágica de escutar aquilo que os outros não ouviam: “De manhã era aquele escândalo, aquela passarinhada toda cantando cada um o hino do seu time, ninguém se entendendo. Mas o Rogério entendia. Ele ficava horas olhando pros passarinhos, praqueles olhos espantados que todo passarinho tem, olho de aviador na tempestade.”

Com uma carreira marcada por independência, originalidade e compromisso poético, Rogério Dias influenciou diferentes gerações de artistas paranaenses. Como observa o artista e professor Geraldo Leão, que conviveu com Dias desde a juventude, ele é “um artista nato, pouco inclinado à aceitação de facilidades econômicas ou artísticas”. Essa integridade se reflete no conjunto da mostra, que valoriza sua liberdade criativa e a potência visual de sua obra.

A curadoria de Arthur L. do Carmo propõe uma leitura interpretativa da obra do artista a partir de quatro vetores principais: materialidade e reaproveitamento, dimensão pictórica e pattern tropicalista, figura humana e metáforas da liberdade, e diálogos com outras linguagens. Esses eixos revelam como a produção de Rogério Dias é profundamente enraizada na experiência sensível do mundo, combinando artesania, emoção e imaginação em cada gesto artístico.

A exposição Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos é uma realização da Singular Cultural, com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Conta com incentivo do Centro Universitário Internacional Uninter e do Consórcio Servopa e apoio do Jokers Pub. Qualquer outra iniciativa comercial ou ação comemorativa paralela à exposição não conta com a participação do artista ou seus representantes.

Serviço:

Abertura: 29 de maio, às 18h30

Local: MAC Paraná – Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba (entrada na abertura da mostra pela rampa circular do estacionamento do MON)

Período: 30 de maio a 27 de julho de 2025

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30)

Entrada gratuita: quartas-feiras.

(Com Emelin Leszc/Isabela França Comunicação)

Galatea apresenta ‘Dani Cavalier: pinturas sólidas’, primeira exposição individual da artista

São Paulo, por Kleber Patricio

Dani Cavalier 1993 – E sou eu filha do vento, 2025 – Assinada, datada e titulada no verso [Signed, dated and titled on the reverse] – Pintura sólida de lycra tensionada, seda, crepe e sarja sobre chassi [Solid painting with stretched lycra, silk, crepe, and twill on stretcher] – 190 x 150 cm (cada) [74 3/4 x 59 in (each)] – 190 x 300 cm [74 3/4 x 118 1/8 in]. Fotos: Ding Musa.

A Galatea inaugura a exposição ‘Dani Cavalier: pinturas sólidas’, primeira individual da artista carioca Dani Cavalier (Rio de Janeiro, 1993). Com textos críticos assinados pelo curador Tomás Toledo e pela historiadora da arte Isabel Carvalho, a mostra acontece na unidade da galeria na Rua Oscar Freire, em São Paulo, e marca o início da representação da artista pela Galatea.

Reunindo um conjunto de obras inéditas, a exposição apresenta a pesquisa que Cavalier tem desenvolvido nos últimos anos em torno do conceito de ‘pinturas sólidas’ — composições feitas com retalhos de tecidos reaproveitados da indústria da moda que operam entre pintura, escultura e instalação. Em vez de tinta e pincel, a artista utiliza retalhos coloridos de Lycra, tecido com o qual se familiarizou a partir da sua antiga marca de moda praia, a Aro SwimWear.

Dani Cavalier 1993 Toda parte é um todo, 2025 Assinada e datada no verso [Signed and dated on the reverse] Pintura sólida de lycra tensionada sobre chassi [Solid painting of stretched lycra on stretcher] 120 x 80 cm [47 1/4 x 31 1/2 in].

Os recortes de lycra que envolvem o chassi criam tramas, texturas, justaposições e blocos de cor que desestabilizam a ideia tradicional de superfície pictórica e composição. A pintura sólida se revela, então, como uma espécie de dispositivo para discutir as tipologias de pintura na história da arte, especialmente no domínio da paisagem e da abstração tanto de matriz concreta quanto informal.

Além disso, pelo seu forte apelo tátil e visual, as obras rompem com noções convencionais de frente e verso, plano e volume, oferecendo uma nova leitura da pintura como corpo tridimensional no espaço. Algumas peças estarão expostas ‘flutuando’, destacando sua relação imersiva com o ambiente e com o espectador.

“O repertório artesão brasileiro, que está entranhado culturalmente em nós, é acionado quando o público entra em contato com os trabalhos. Isso é não só uma intenção artística, mas um resultado que observei durante esse um ano e meio das pinturas sólidas estarem sendo expostas”, comenta a artista.

Além de provocar reflexões sobre o campo expandido da pintura, a obra de Cavalier carrega um forte compromisso com a sustentabilidade e a memória material da moda brasileira. A paleta de cores dos tecidos, acumulados ao longo de uma década, traça um panorama visual dos desejos, comportamentos e tendências de consumo — funcionando, também, como uma espécie de ‘chão de fábrica’ da moda carioca.

Dani Cavalier 1993 – Sem título [Untitled], 2025 –
Pintura sólida de lycra tensionada sobre chassi [Solid painting of stretched lycra over stretcher] – 50 x 40 cm [19 3/4 x 15 3/4 in].

Ao integrar técnicas tradicionalmente ligadas ao artesanato têxtil, a artista também reabre discussões sobre os limites entre arte e ofício, rompendo com hierarquias históricas que marginalizaram práticas femininas e populares nas artes visuais.

Destaques da trajetória

Em 2024, Cavalier teve obras adquiridas pelo acervo do Perez Art Museum Miami (PAMM), em apresentação da Galatea na feira ArtRio. Entre suas participações recentes, estão as coletivas Geometria crepuscular (A Gentil Carioca, RJ), Do desenho (Centro Cultural dos Correios, RJ) e Acordes (Largo das Artes, RJ).

Sobre a artista

Dani Cavalier (1993, Rio de Janeiro) vive e trabalha no Rio. Sua produção atravessa pintura, instalação, escultura e desenho, com foco em temas como o corpo, a espiritualidade e o apagamento histórico de práticas femininas nas artes. Nos últimos anos, concentrou-se no desenvolvimento das “pinturas sólidas”, uma pesquisa que funde arte e moda, e que propõe novas formas de composição a partir da matéria têxtil.

Sobre a Galatea

Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manoel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.

Dani Cavalier 1993 – As namoradas, 2025 – Assinada datada e titulada no verso [Signed, dated and titled on the reverse] – Pintura sólida de lycra tensionada e sarja sobre chassi [Solid painting of stretched lycra and twill over stretcher] – 120 x 80 cm [47 1/4 x 31 1/2 in].

A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador-chefe.

Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.

Serviço:

Dani Cavalier: pinturas sólidas

Local: Galatea Oscar Freire

Endereço: Rua Oscar Freire, 379 – Loja 1 – Jardins, São Paulo – SP

Abertura: 10 de junho de 2025 | 18h às 21h

Período expositivo: 10 de junho a 2 de agosto de 2025

Horários: Segunda a quinta – 10h às 19h | Sexta – 10h às 18h | Sábado – 11h às 17h

Mais informações: www.galatea.art

Instagram: @galatea.art_.

(Com Otávio Garcia/A4&Holofote comunicação)

CAIXA Cultural São Paulo apresenta exposição ‘100 anos de Corbiniano Lins – A Festa!’

São Paulo, por Kleber Patricio

Corbiniano em sua casa. Foto: Eric Gomes

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 30 de maio a 17 de agosto, a exposição ‘100 anos de Corbiniano Lins – A Festa!’, celebrando o centenário do artista, que completaria 100 anos em 2024. A mostra reúne obras que exploram diferentes fases da carreira e da produção artística do pernambucano. A visitação é gratuita, de terça a domingo das 8h às 19h.

Corbiniano Lins desenvolveu trabalhos em técnicas diversas, tendo se popularizado pelas esculturas em alumínio fundido espalhadas por Recife (PE) e outras capitais do Nordeste. Integrante do Ateliê Coletivo nos anos 50, liderado por Abelardo da Hora, Corbiniano colaborou com artistas como Zé Claudio, Brennand e Samico, entre outros.

Com um percurso dinâmico e afetivo, a mostra se apresenta como uma exposição-festejo que celebra o legado de Corbiniano. O título da mostra é uma referência direta ao texto ‘Corbiniano: a festa’, de Hermilo Borba Filho, encontrado durante a pesquisa curatorial no álbum ‘Recife de janeiro a janeiro’ (1974), que reúne dez serigrafias pouco conhecidas do grande público.

A exposição tem curadoria de Bruna Pedrosa e projeto educativo elaborado por Carol Corrêa, colaboradoras do artista ainda em vida. “A mostra homenageia um dos mais importantes artistas negros da arte moderna e contemporânea, ressaltando também sua contribuição para a valorização da herança cultural de Pernambuco e do Recife no cenário das Artes Visuais”, afirma a curadora.

Sobre o artista

José Corbiniano Lins era um homem simples, de poucas palavras, mas com mãos extremamente habilidosas. Nascido em Olinda (PE) em 1924, começou a ilustrar seus sentimentos aos 8 anos, quando desenvolveu o gosto pelos desenhos, quadros e gravuras. A brincadeira da infância passou a ser vista como profissão a partir dos estudos feitos por ele na Escola de Aprendizes Artífices de Pernambuco – hoje, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).

Corbiniano Lins fez parte do Atelier Coletivo de Olinda, onde integrou o movimento de Arte Moderna do Recife na década de 50, ao lado de Abelardo da Hora, Reynaldo Fonseca, Samico e Celina Lima Verde. Além de ilustrações e pinturas, Corbiniano descobriu no barro outra paixão: a de esculpir. Desde então, passou a criar as peças que consagrariam o nome dele na lista dos mais importantes escultores da arte contemporânea do século.

O trabalho do artista pode ser conferido em prédios públicos, praças, estabelecimentos comerciais e residências. Ele criou a Sereia do Mirante, em Maceió (AL), o painel do edifício do Fórum de Campina Grande (PB) e os monumentos do Vaqueiro e o de Iracema, em Fortaleza (CE). Pintou ainda os painéis em azulejo sobre as Revoluções Pernambucanas de 1817 e 1848 e fez uma escultura de Santo Amaro, para a Biblioteca Municipal, em Recife. Corbiniano é o criador do troféu para o Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo, instituído pelo Sindicato de Jornalistas de Pernambuco.

Projetos da Seleção CAIXA Cultural

O projeto 100 anos de Corbiniano Lins – A Festa! foi selecionado na Seleção CAIXA Cultural – Programação 2025, uma iniciativa longeva e transparente da CAIXA que, por meio da programação de seus espaços culturais, promove a circulação da produção cultural pelo Brasil. A programação de 2025 convida todos os públicos a ‘culturar’; isto é, a viver a cultura como ação e movimento, em comemoração aos 45 anos desde a abertura da primeira unidade da CAIXA Cultural em Brasília. A iniciativa teve tanto sucesso que se espalhou pelo país, chegando também em São Paulo, Salvador, Curitiba, Fortaleza e Recife. Hoje, a CAIXA Cultural é uma das maiores redes de espaços culturais públicos do país. Além disso, em 2025, a CAIXA irá inaugurar seu primeiro espaço na região Norte, em Belém (PA).

Serviço:

100 anos de Corbiniano Lins – A Festa!

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Endereço: Praça da Sé, 111, a 200m da Estação Sé do Metrô

Abertura: 30 de maio de 2025, às 11h

Período: 30 de maio a 17 de agosto de 2025

Visitação: de terça a domingo, das 8h às 19h

Entrada: gratuita

Classificação indicativa: 12 anos

Acessibilidade: recurso de audiodescrição e acesso para pessoa com deficiência

Informações:  caixaculturalsp | Site CAIXA Cultural SP

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)

Hamilton de Holanda Trio apresenta conexão entre choro e o jazz em show no teatro do Sesc Bom Retiro, sexta e sábado, dias 6 e 7 de junho

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

O bandolinista e compositor Hamilton de Holanda apresenta seu novo álbum, ‘Hamilton de Holanda Trio – Live em NYC’ — lançado em maio de 2025 no teatro do Sesc Bom Retiro — sexta e sábado, dias 6 e 7 de junho, às 20h. Transitando entre jazz e choro contemporâneo, o músico sobe ao palco acompanhado de Salomão Soares, nos teclados, e de Thiago Rabello, na bateria. Gravado em outubro de 2024, o disco é o registro de uma noite no Dizzy’s Club, palco conhecido como ‘A casa do suíngue’, uma das salas de espetáculo do prestigioso Lincoln Center, e que já recebeu diferentes lendas do jazz, nas últimas duas décadas. No álbum, o trio registrou o ponto de chegada de uma extensa turnê que cruzou os Estados Unidos, passando por cidades como Nashville, Chicago, Washington e Minneapolis proporcionando a sintonia e o entrosamento captado no álbum.

Hamilton de Holanda

Nascido em uma família musical, Hamilton de Holanda iniciou sua carreira profissional aos seis anos de idade, em 1983, com uma exibição no programa Fantástico, da TV Globo. Tendo crescido em Brasília, graduado em composição musical, tem como primeiro gênero de sua música o choro, seguido do jazz. Foi um dos fundadores da primeira Escola de Choro no mundo (Brasília, 1997) e idealizou a petição ao Congresso Nacional para conceder ao Choro um Dia Nacional. Como resultado, desde 23 de abril de 2000 é comemorado no Brasil o dia Oficial do Choro. Neste mesmo ano, reinventou o tradicional Bandolim de 8 cordas adicionando um par de cordas graves extras afinadas, influenciando toda uma nova geração de instrumentistas. Artista cosmopolita, dialoga com diferentes tradições musicais, tendo sido solista convidado de Wynton Marsalis e sua Jazz at Lincon Center Orchestra, além de se apresentar em lugares como Austrália, Paris, Alemanha, Amsterdã, Roma, Noruega, Los Angeles, até o palco dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. Compositor multipremiado, foi agraciado com vários Grammy Latinos, Prêmio da Música Brasileira, Echo Jazz, Choc e inúmeras indicações. Com uma extensa discografia, lançou suas gravações em sua própria gravadora independente, Brasilianos, ou em parceiros mundiais como Universal, ECM, MPS e Adventure Music. Em sua trajetória, já dividiu o palco ou gravou com Wynton Marsalis, Chick Corea, Chucho Valdes, Egberto Gismonti, Ivan Lins, Milton Nascimento, Joshua Redman, Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, John Paul Jones e Stefano Bollani, entre muitos outros. Promove concertos beneficentes para as grandes tragédias e projetos sociais no Brasil, como o ABRACE, que oferece assistência social a crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue, além de apoiar programas musicais para pessoas de áreas economicamente desfavorecidas, contribuindo para que jovens encontrem geração de renda e estímulo criativo.

Serviço:

Hamilton de Holanda Trio

Dias 6 e 7/6 | sexta e sábado | 20h

Ingressos: R$21 (Credencial Plena), R$35 (Meia) e R$70 (Inteira).

Local: teatro (291 lugares). 10 anos.

Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro, ou nas bilheterias.

ESTACIONAMENTO DO SESC BOM RETIRO – (vagas limitadas)

O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.

Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11 (Credencial Plena). R$ 21 (Outros).

Horários: Terça a sexta: 9h às 20h; sábado: 10h às 20h; domingo: 10h às 18h. Importante: Em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

TRANSPORTE GRATUITO

O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz. Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no Link

Fique atento se for utilizar aplicativos de transporte particular para vir ao Sesc Bom Retiro. É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185. CEP 01216-000.

Campos Elíseos, São Paulo – SP. Telefone: (11) 3332-3600

Siga o @sescbomretiro nas redes sociais:

Facebook, Instagram, Youtube /sescbomretiro.

(Com Flávio Aquistapace/Assessoria de imprensa Sesc Bom Retiro)

Alok anuncia parceria com a SOS Mata Atlântica para o projeto Floresta Áurea

São Paulo, por Kleber Patricio

Iniciativa, que celebra o Dia da Mata Atlântica (27 de maio ), vai restaurar áreas degradadas com quase 20 mil mudas de espécies nativas. Fotos: Divulgação/Instituto Alok/SOSMA.

O Instituto Alok anuncia uma parceria com a SOS Mata Atlântica para o projeto Floresta Áurea, unindo arte, tecnologia e compromisso com a natureza. A iniciativa – que celebra o Dia da Mata Atlântica (27 de maio) vai restaurar áreas degradadas com quase 20 mil mudas de espécies nativas e conecta-se à Áurea Tour, que tem show em São Paulo no dia 28 de junho. O Instituto Alok e as marcas patrocinadoras da tournée irão apoiar ações de reflorestamento em todos os biomas por onde o show passar.

A Floresta Áurea – Mata Atlântica vai florescer com a restauração de duas áreas, somando quase 12 hectares (120 mil metros quadrados), equivalente a 12 campos de futebol como o da Arena Pacaembu, palco do show para o qual Alok terá a participação do grupo Urban Theory e convidados especiais. A ação será executada pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Alok e apoio do Banco do Brasil, Estrella Galícia, Vivo e Waaw by Alok.

“Minha tour traz uma mensagem de urgência planetária para a preservação e recuperação de floresta nativas, unindo conhecimentos tradicionais de plantio e também a utilização de drones – tão presentes em meus shows – para monitoramento da evolução dos plantios e também para semeadura. Não há nada mais ‘tecnológico’ do que as árvores, do que a sabedoria da natureza, e plantar é cuidar da nossa casa. Quero contribuir para a restauração de biomas por onde eu levar minha música e convidei as marcas que me patrocinam a estarmos juntos nesta missão que é de todos”, diz Alok.

A iniciativa Floresta Áurea se dá no contexto das ações ‘Floresta do Futuro’ – um programa da SOS Mata Atlântica que reúne a sociedade civil organizada, proprietários de terra, iniciativa privada e o poder público para a restauração de áreas com espécies nativas da Mata Atlântica – e acontece em dois territórios: Na bacia hidrográfica do médio Tietê, no interior do estado de São Paulo, nos municípios de Anhembi e Barra Bonita, em 7,4 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs). Serão plantadas 18.500 mudas nessas áreas atualmente degradadas e ocupadas por gramíneas invasoras. Outro território abraçado pelo projeto Floresta Áurea será na região da Unidade de Conservação – Estação Ecológica do Barreiro Rico. Em caráter experimental, utilizando metodologia alternativa para restauração florestal – por meio da semeadura direta com drones – serão restaurados 4 hectares. A área sofreu pressão por incêndio há 4 anos, tendo sua diversidade florística reduzida.

“O projeto atuará em municípios onde os remanescentes da Mata Atlântica praticamente desapareceram, restando hoje apenas 0,67% de cobertura em Anhembi e 1,26% em Barra Bonita, no interior de São Paulo. Além da preocupação em ampliar as áreas de Mata Atlântica por meio da restauração florestal, a parceria incorpora um componente de inovação tecnológica, testando o uso de drones como uma das técnicas que serão aplicadas e monitoradas — o que pode representar, em um futuro próximo, uma redução nos custos para a recuperação da floresta”, afirma Rafael Bitante Fernandes, gerente de restauração florestal da SOS Mata Atlântica.

O Instituto Alok (www.institutoalok.org) foi fundado em 2020 pelo DJ e produtor musical, e desde então investe em projetos socioambientais no Brasil, na África e na Índia. Outros projetos de reflorestamento já estão sendo realizados na Amazônia (Acre e Marajó) e em Santa Catarina (recuperação de mata de Araucárias). Executora técnica do projeto Floresta Áurea – Mata Atlântica, a Fundação SOS Mata Atlântica (www.sosma.org.br) é uma organização não governamental brasileira dedicada a inspirar a sociedade na conservação da Mata Atlântica. Fundada em 1986, ela atua para promover políticas públicas para conservar e restaurar a Mata Atlântica, trabalhando de maneira integrada as temáticas de água, biodiversidade e clima. Monitora a situação das florestas e ecossistemas associados, além de trabalhar para recuperar áreas já degradadas. Também defende e cria políticas públicas em prol do bioma. Essa causa beneficia diretamente mais de 70% da população brasileira, que vive na Mata Atlântica e depende dela para ter qualidade de vida.

Projeto Floresta Áurea – Mata Atlântica

Realização: Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Alok

Parcerias: Banco do Brasil, Estrella Galicia, Vivo e Waaw by Alok.

(Com Ketlyn De Negreiros Santos/Melina Tavares Comunicação)