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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Frutos do Cerrado têm alto teor de proteína e podem diversificar a alimentação humana

Cerrado, por Kleber Patricio

Frutos de pequi ainda verdes no Cerrado; espécie se destaca por alto teor de lipídios. Foto: Jean Marconi/Flickr.

A composição nutricional de sete frutos nativos do Cerrado, pouco explorados na literatura científica, foi descrita por cientistas da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Com grande potencial para consumo humano, os frutos têm níveis de carboidrato e de umidade comparáveis aos das frutas convencionalmente consumidas, enquanto seus níveis de proteína variam entre 3,4% e 16,2% — consideravelmente superiores aos das frutas comerciais, que apresentam entre 1,1% e 5,8%. O estudo foi publicado na revista Brazilian Journal of Food Technology nesta sexta (30).

As espécies lobeira (Solanum lycocarpum), angelim-rasteiro (Andira humilis), abacaxi-do-cerrado (Ananas ananassoides), araçá-do-campo (Psidium grandifolium), caraguatá (Bromelia balansae), pequi (Caryocar brasiliense) e Araticum (Annona crassiflora) tiveram suas amostras coletadas entre janeiro e maio de 2023 na Estação Ecológica de Itirapina (SP). Os espécimes foram avaliados na íntegra, considerando polpa, sementes e cascas.

Enquanto lobeira, angelim-rasteiro e abacaxi-do-cerrado apresentaram altos teores de proteína (15,9%, 16,2% e 10%, respectivamente), os frutos de araçá-do-campo, caraguatá e araticum mostraram alta concentração de carboidratos (23,8%, 21,6% e 35,9%). A umidade dos frutos variou de 55,2% a 83%, com baixos níveis de lipídios — exceto no caso do pequi, conhecido por sua alta concentração (40%). As cinzas, que indicam a presença de minerais, permaneceram abaixo de 4,5%.

Além de seu valor nutricional, os frutos desempenham papel ecológico relevante como parte da dieta de animais do Cerrado, como o lobo-guará. O estudo também sugere que essas espécies podem ser fontes para novos produtos alimentícios, farmacêuticos ou cosméticos, além de reforçar a necessidade de conservação do bioma. “O estudo preenche lacunas importantes, especialmente porque é a primeira descrição da composição dos frutos de Andira humilis (angelim-rasteiro) e Psidium grandifolium (araçá-do-campo). Mostra que o Cerrado é ainda mais rico do que se sabia, não apenas em biodiversidade, mas também em potencial nutritivo”, relata o pesquisador Renato D’Elia Feliciano, da Ufscar. “Como essas espécies têm pouco interesse comercial e acesso limitado, há uma grande lacuna no conhecimento científico sobre seu valor nutricional.”

O pesquisador sugere que, como próximos passos, sejam realizados estudos separando polpa, sementes e cascas; análises mais detalhadas de vitaminas, minerais e compostos bioativos; investigação de toxicidade, principalmente de espécies ainda pouco conhecidas, e estudos de aplicabilidade dos frutos na indústria. Ele ressalta: “A pesquisa também reforça a importância dos frutos na dieta das espécies nativas e, com isso, a importância de conservar o Cerrado. A existência de frutos nutricionalmente valiosos nos mostra que a perda da diversidade neste bioma consequentemente resulta na perda de recursos com amplo potencial de uso humano.”

(Fonte: Agência Bori)

Salta une sofisticação e tradição brasileira no roteiro gastronômico de Lisboa

Lisboa, por Kleber Patricio

Tomaz Reis e Rafael Almeida, fundadores do Salta. Fotos: Divulgação.

O Salta é um restaurante fine dining que ressignifica fronteiras da culinária ao unir, de forma ousada, as cozinhas asiática e centro-americana na Europa. Localizado em Lisboa, o restaurante foi fundado por quatro amigos brasileiros com trajetórias em cidades como Nova Iorque, Sydney, São Paulo e Copenhagen. O projeto nasceu durante a pandemia, após um reencontro inesperado de dois dos sócios Rafael Almeida e Tomaz Reis, amigos de infância que não se viam há mais de 10 anos e se reencontraram em Portugal.

Em uma conversa à beira-mar, nasceu a ideia de abrir um restaurante que celebrasse a diversidade cultural vivida por cada um deles. O nome ‘Salta’ é inspirado em Saltapatrás’, termo histórico que remonta ao cruzamento entre colonos asiáticos e nativos da América Central durante o período colonial espanhol. Essa fusão histórica dá o tom da proposta do restaurante: uma cozinha sem rótulos, onde tradição e inovação se encontram em pratos surpreendentes.

O menu que dá sabor ao conceito possui pratos como Ceviche de Vieiras Japonesas com Dashi, Tacos de Caranguejo de casca mole com maionese de gochujang e Nigiri de Atum Bluefin com arroz crocante, maionese picante e mogno. As sobremesas mantêm o mesmo nível dos pratos principais, com opções como o Tempurá de Gelado com baunilha mexicana frito e calda de butterscotch, prezando pela união da criatividade e de ingredientes frescos e resultando numa experiência gastronômica única.

Nigiri de blue fin (mais fotos no post do Instagram).

A cozinha do Salta é comandada por Tomaz Reis, chef executivo formado pela Le Cordon Bleu de Sydney, que traz uma bagagem internacional moldada por experiências em cozinhas da Austrália, Portugal e Brasil. Ao seu lado está Rafael Almeida, também sócio do restaurante, que traz uma visão estratégica e criativa construída ao longo de anos atuando em projetos gastronômicos e culturais também entre Portugal e Brasil. Juntos, imprimem ao restaurante uma identidade própria, marcada por excelência técnica, multiculturalismo e sensibilidade estética.

Atualmente, o Salta consolida-se como um dos restaurantes mais bem avaliados de Lisboa, ostentando uma avaliação de 4,8 estrelas no Google, nota média de 9,2 no TheFork baseada em mais de 1.100 avaliações e uma nota de 4,5 estrelas no TripAdvisor. Os clientes não destacam apenas a excelência gastronômica, mas também a atmosfera acolhedora e o serviço atencioso, que tornam cada visita uma experiência memorável. Em maio de 2025, o restaurante reforçou sua proposta multicultural ao receber o chef mexicano Santiago Monteczuma, do prestigiado restaurante Marajó, listado no Guia Michelin da Cidade do México, para um pop-up exclusivo. No Salta, comer é uma celebração multicultural, onde histórias de vida e sabores do mundo se encontram a cada garfada. https://www.salta.pt/

(Com Lucas Leão/Mengucci Imprensa e Mídia)

Editora FGV lança livro sobre a memória do cinema documentário brasileiro e de cineastas durante o período da ditadura militar

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

O livro ‘Memória do cinema documentário brasileiro: histórias de vida’ nos leva aos bastidores da cria­ção documental por meio de entrevistas com 13 documentaris­tas que tiveram suas histórias de vida e trajetórias profissio­nais impactadas pela ditadu­ra militar instaurada em 1964. Entre lembranças e afirmações, medos e hesitações, as entre­vistas reunidas não apenas desvendam processos criativos e desafios de produção, como também lançam luz sobre as tensões entre arte, política e mercado.

Como registrar a rea­lidade sem manipulá-la? Como lidar com censuras e dispu­tas narrativas? Essas questões atravessam os relatos daqueles que filmaram o Brasil com olhar atento e crítico, construindo um testemunho coletivo sobre a força do documentário como prática estética e política.

A obra, organizada por Thais Blank, Arbel Griner e Adelina Cruz, com colaboração de Isabella Poppe, e publicada pela Editora FGV com apoio da Faperj, é resultado do projeto homônimo ao título desenvolvido pelo FGV CPDOC.

Este primeiro volume é dedicado à produção do cinema documentário realizado no Brasil no período de repressão e apresenta entrevistas realizadas em diversos momentos com os cineastas Eduardo Escorel, Eduardo Coutinho, João Batista de Andrade, Jean-Claude Bernardet, Maurice Capovilla, Helena Solberg, Ana Carolina, Geraldo Sarno, Vladimir Carvalho, Silvio Da-Rin, Andrea Tonacci, Joel Zito e Lucia Murat.

A seleção dos cineastas que compõem este volume teve como objetivo permitir que suas biografias fossem contextualizadas não apenas no campo cinematográ­fico, mas também no cenário político e social da ditadura militar, ampliando a compreensão do papel do Cinema Novo no desenvolvi­mento do documentário brasileiro.

Me­mória do cinema documentário brasileiro é, acima de tudo, um convite para revisitar o passa­do, e refletir sobre o presente e o futuro do cinema documen­tal, em tempos de disputa de memórias e imagens.

Para marcar o lançamento desta obra, as organizadoras e alguns dos entrevistados estarão presentes na Janela Livraria do Jardim Botânico/Rio, dia 13/6, a partir das 19h, para bate-papo e autógrafos.

Memória do cinema documentário brasileiro: histórias de vida

Organização: Thais Blank, Arbel Griner, Adelina Cruz; com colaboração de Isabella Poppe

452 páginas

Editora FGV – 2025.

(Com Marcia Gomes/Insightnet)

Marcelo Jeneci apresenta show ‘Night Club Forró Latino’ no Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Show acontece nos dias 7 e 8 de junho, com repertório que transforma hits populares em forró contemporâneo. Foto: Divulgação.

Nos dias 7 e 8 de junho, o Sesc 24 de Maio recebe o cantor e compositor Marcelo Jeneci apresentando seu mais recente EP Night Club Forró Latino’ (Volume I). O projeto traz releituras de grandes sucessos do pagode, sertanejo, pop e reggae, recriados em ritmo de forró com a clássica sanfona de Jeneci. O espetáculo conta com as participações especiais dos Mestres do Pífano de Caruaru, Zé Gago e Bastos.

O EP reúne sete faixas originalmente gravadas por outros artistas, agora reinventadas a partir de uma pesquisa musical conduzida por Jeneci em colaboração com Marcel Klemm, Juba Carvalho, Luiz Araújo e Helder Lopes. A seleção do repertório foi inspirada em trilhas sonoras de rádio, cinema e telenovelas brasileiras.

Sobre Marcelo Jeneci

Natural da Cohab Juscelino, em Guaianases, Zona Leste de São Paulo, Marcelo Jeneci aprendeu música com o pai, técnico em eletrônicos e instrumentos musicais. Iniciou a carreira tocando sanfona na banda de Chico César e, ao longo dos anos, firmou parcerias com nomes como Arnaldo Antunes, Zé Miguel Wisnik e Luiz Tatit. Em 2010, lançou seu álbum de estreia Feito para Acabar, seguido por Dia a Dia, Lado a Lado (2015), em parceria com Tulipa Ruiz.

Ouça: Spotify / Apple Music / YouTube Music

Assista: You Tube.

Serviço:

Marcelo Jeneci | Show Night Club Forró Latino

Datas: 7 e 8 /6 – sábado, às 20h e domingo, 18h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – a 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc)

Duração do show: 90 min

Serviço de van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Assessoria de imprensa Sesc 24 de Maio)

Orquestra Light da Rocinha se apresenta no Theatro Municipal no aniversário de 120 anos da Light

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

A Orquestra Light da Rocinha. Fotos: Divulgação.

Na próxima sexta-feira, dia 30 de maio, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro será palco de um encontro especial entre a Orquestra Light da Rocinha e a Orquestra Sinfônica Brasileira, em uma apresentação que celebra o aniversário de 120 anos da Light. O evento reforça o compromisso da empresa com a cultura e a inclusão social por meio da música. Sob a direção artística de Carlos Prazeres, regente da Orquestra Sinfônica da Bahia, e com a regência de Henrique Machado, maestro residente, o projeto une técnica e sensibilidade, proporcionando experiências que transcendem o palco.

A parceria com a Light, patrocinadora e grande apoiadora institucional da Orquestra, é fundamental para o desenvolvimento do projeto. Ao apoiar a iniciativa, a empresa promove a inclusão social por meio da música e da cultura, além de reforçar valores de cidadania e incentivando o desenvolvimento sustentável.

Roberto Medeiros da Silva, trombonista.

Também reafirma o compromisso da Light com a inclusão social, reconhecendo na música e na cultura poderosas ferramentas de transformação. Mais do que patrocinar um projeto, a concessionária promove oportunidades, fomenta a cidadania e contribui ativamente para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atua.

Criada para promover o desenvolvimento local e a inclusão social, a Orquestra Light da Rocinha oferece formação musical de qualidade a jovens talentos da Rocinha e de outras comunidades, gerando oportunidades profissionais e fortalecendo a identidade cultural da região. Com 45 músicos, em sua maioria oriundos de favelas e periferias, o grupo se destaca pela excelência artística e pelo impacto social que promove.

Para Carlos Prazeres, diretor artístico da Orquestra Light da Rocinha, esta apresentação representa um momento especial de reconhecimento e conexão com o público. “Participar deste concerto no aniversário de 120 anos da Light, ao lado da Orquestra Light da Rocinha, é uma honra e uma grande celebração da música como instrumento de transformação social. Acreditamos que a arte tem o poder de criar oportunidades, conectar pessoas e fortalecer comunidades. Esta apresentação no Theatro Municipal reafirma esse compromisso e nos enche de alegria por compartilhar essa experiência com o público”, afirma o regente.

(Fonte: Hochmüller Produção de Conteúdo)