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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Fundação FEAC abre inscrições para a 25ª edição de seu Prêmio de Jornalismo com foco em Desenvolvimento Territorial

Campinas, por Kleber Patricio

Troféu do Prêmio Fundação FEAC de Jornalismo do ano passado; para 2025 o foco deve ser o desenvolvimento territorial. Foto: Manuel Correia.

O desenvolvimento territorial comunitário é um processo que busca promover o bem-estar social de forma integrada e duradoura em áreas específicas, respeitando suas particularidades e articulando ações que se coordenam, inclusive escutando e envolvendo os moradores para que haja uma transformação econômica, social, ambiental e política. Seu objetivo é garantir uma evolução equilibrada, respeitando a identidade e os recursos locais, de forma que cada território seja visto como protagonista de sua própria trajetória.

Devido à grande relevância do assunto, ‘Desenvolvimento Territorial – Integrando Esforços para Alavancar Transformações Duradouras’ é o tema escolhido para a 25ª edição do Prêmio Fundação FEAC de Jornalismo, com o objetivo de destacar reportagens e conteúdos que demonstrem como ações articuladas em diferentes territórios podem promover bem-estar social, inclusão e qualidade de vida de forma sustentável.

Renato Nahas, presidente do Conselho Curador da Fundação FEAC, destaca que a iniciativa visa reconhecer a importância do jornalismo e da comunicação na construção de uma sociedade mais equitativa, por meio da disseminação de pautas que reforcem o papel das políticas públicas, da convivência comunitária, do acesso a direitos e da inclusão produtiva como pilares para o fortalecimento de comunidades. “É uma honra chegarmos ao jubileu de prata do nosso Prêmio de Jornalismo. Com esse tema, queremos inspirar os profissionais de comunicação a serem agentes dessa transformação. Que suas pautas não apenas contem histórias, mas também provoquem um futuro melhor”, afirma.

Para Claudia Dias, gerente de Comunicação e Marketing da Fundação FEAC, esse movimento se alinha diretamente com a atuação da instituição nos últimos anos. “Temos trabalhado de forma intensa e integrada nos territórios mais vulnerabilizados de Campinas. Ao lançar essa nova edição do Prêmio, queremos incentivar jornalistas e comunicadores a aprofundarem esse olhar sobre os territórios e contribuírem para visibilizar soluções sociais que nascem dentro das comunidades. A comunicação é, sem dúvida, uma ferramenta estratégica para fortalecer vínculos, ampliar redes e inspirar políticas públicas”.

Muito além da melhoria de indicadores sociais e econômicos, o desenvolvimento territorial envolve a valorização das relações, a construção de vínculos locais, o fortalecimento da cidadania e a articulação de políticas públicas que façam sentido para quem vive em cada lugar. Em Campinas, a FEAC mantém ou apoia vários projetos com esse enfoque. “Temos o Desenvolve Amarais e as ações no Jardim Novo Flamboyant, além de outras iniciativas espalhadas pela cidade com o objetivo de gerar oportunidades reais de trabalho e renda, acesso à educação de qualidade, convivência comunitária saudável, e acesso a direitos. A articulação de todos esses fatores, baseados em estudos, diagnósticos e planos, além de fortalecer o capital social do território, é a base do Desenvolvimento Territorial Comunitário”, esclarece Rafael Moya, gerente de Desenvolvimento Territorial da Fundação FEAC.

Quem pode participar e como se inscrever

O Prêmio Fundação FEAC de Jornalismo é voltado a jornalistas, comunicadores, estudantes universitários e Organizações da Sociedade Civil (OSCs) da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Os trabalhos devem ter data de publicação ou veiculação entre 1º de janeiro e 25 de outubro de 2025, podendo, inclusive, ser disponibilizados em plataformas digitais, desde que comprovem alcance de público residente na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e tratem de ações realizadas no município.

As inscrições já estão abertas, são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site www.feac.org.br/premiofeac até às 23h59 do dia 25 de outubro de 2025. A confirmação da inscrição será enviada por e-mail após o preenchimento da ficha e envio completo do material.

Categorias, modalidades e premiação

Nesta edição, a premiação contemplará quatro modalidades: Jornalista, Profissional de Comunicação, Universitária e Social (OSCs e beneficiários de projetos sociais que produzam conteúdos de comunicação). Os participantes poderão se inscrever em uma das seguintes categorias: Fotojornalismo, Impresso, Online, Rádio, Televisão ou Cinegrafista. Cada categoria exige documentação específica de comprovação de autoria e veiculação, conforme previsto no regulamento.

Serão distribuídos R$ 50 mil em prêmios, sendo R$ 5 mil para cada uma das seis categorias da modalidade Jornalista, R$ 5 mil para um Profissional de Comunicação, R$ 5 mil para um universitário, R$ 5 mil para um profissional de OSC e R$ 5 mil para beneficiário de projeto.

Segundo o diretor executivo da Fundação FEAC, José Roberto Dalbem, a expectativa é alta para a qualidade e quantidade de trabalhos inscritos. “É preciso olhar para os territórios com sensibilidade, escuta e compromisso. Ao reconhecer os profissionais que ajudam a contar essas histórias, o Prêmio reafirma o compromisso da FEAC com uma transformação que seja coletiva e permanente”, completa.

Serviço:

25ª edição do Prêmio Fundação FEAC de Jornalismo

Inscrições: até 25 de outubro de 2025

Divulgação dos finalistas: até 20 de novembro de 2025

Premiação: prevista para 10 de dezembro de 2025 (data sujeita a alterações)

Mais informações e regulamento: www.feac.org.br/premiofeac.

Sobre a Fundação FEAC

A Fundação FEAC é uma organização independente localizada em Campinas, dedicada a criar uma sociedade mais justa e sustentável. Focada em educação, assistência social e promoção humana, a FEAC investe em projetos próprios e em parcerias com outras organizações para apoiar regiões e populações vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes. Financiada por recursos próprios e parcerias institucionais, a Fundação é gerida por um Conselho Curador e uma Diretoria Executiva, com uma equipe técnica especializada em suas áreas programáticas. Para mais informações, acesse https://feac.org.br/.

(Com Karina Fusco/Verdelho Comunicação)

Estudo revela como ONGs feministas enfrentaram a violência de gênero durante a Covid-19

Brasil, por Kleber Patricio

Redes foram essenciais para enfrentar a violência de gênero em meio ao isolamento e à retração do Estado. Foto: FreePik.

Durante a pandemia de Covid-19, a violência contra mulheres no Brasil aumentou em meio ao isolamento social e ao colapso das políticas públicas de proteção. Só em 2021, o Brasil registrou 1.437 casos de feminicídio, sendo mais de 60% das vítimas mulheres negras, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Nesse contexto de retração estatal, organizações feministas assumiram um papel essencial no enfrentamento dessa violência, como revela um estudo publicado nesta quarta (21) na revista Cadernos Gestão Pública e Cidadania.

Assinado por pesquisadoras da Universidade de Brasília (UnB), o trabalho analisou as estratégias de oito entidades — seis ONGs e dois coletivos — atuantes em níveis local, estadual e nacional. São elas: Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), Coletivo Feminino Plural, Coletivo Helen Keller, Coturno de Vênus, Instituto Patrícia Galvão, Nova Mulher, Promotoras Legais Populares e Tamo Juntas. As autoras usaram análise qualitativa baseada em entrevistas e conteúdo de redes sociais para compreender como essas organizações enfrentaram o aumento da violência contra as mulheres.

“Foram muitos os problemas envolvidos. Mas a questão das formas de atuação, de se utilizar mais a questão tecnológica, foi uma das principais. Porque ao mesmo tempo que é uma ferramenta favorável, ainda mais nesse contexto em que não podíamos ter a proximidade física, ela também oferecia desafios. E se o agressor, de repente, tomar o aparelho da mulher que está utilizando para entrar em contato com os movimentos? E as mulheres que não tinham acesso à internet?”, diz Thays de Souza Nogueira, socióloga e uma das autoras do artigo.

A análise identificou um conjunto diversificado de estratégias usadas pelas organizações feministas para lidar com o agravamento da violência contra as mulheres, como:

1 – Virtualização de atendimentos jurídicos, psicológicos e formativos;

2 – Ações emergenciais de distribuição de alimentos, itens de higiene e materiais informativos;

3 – Criação de campanhas de conscientização nas redes sociais e produção de conteúdo digital;

4 – Incidência política e articulação com parlamentares e conselhos de direitos;

5 – Monitoramento de serviços públicos e denúncia de retrocessos institucionais;

6 – Estabelecimento de parcerias com outras organizações e arrecadação por meio de doações;

7 – Produção de pesquisas, dossiês técnicos e ações de formação para servidores públicos;

8 – Integração entre o apoio material e o atendimento às vítimas de violência, de forma simultânea e coordenada.

Entre os exemplos mais marcantes, o Coletivo Feminino Plural, no Rio Grande do Sul, manteve o atendimento presencial por meio da gestão do Centro de Referência de Atendimento à Mulher, em parceria com a prefeitura local. Já o CFEMEA, com sede em Brasília, priorizou a atuação política remota, com incidência legislativa, campanhas digitais e apoio técnico em redes feministas nacionais e internacionais. Essas ações mostraram uma forte capacidade de adaptação aos desafios impostos pelo isolamento social e pelas barreiras tecnológicas.

Um dos achados centrais da pesquisa é que essas organizações atuaram como substitutas do Estado, oferecendo serviços como acolhimento, orientação jurídica e capacitação profissional em um momento de forte retração das políticas públicas para mulheres. A escassez de financiamento e a insegurança digital — sobretudo a dificuldade de manter contato com mulheres isoladas com seus agressores — foram desafios recorrentes para essas redes de apoio.

Diante dos desafios da pandemia, essas organizações reinventaram suas formas de agir, buscando novas maneiras de apoiar mulheres em situação de violência mesmo quando tudo parecia desmoronar ao redor, o estudo mostra como os grupos feministas adaptaram suas ações ao contexto da pandemia, inovando em formatos e ampliando redes de solidariedade.

A atuação dessas organizações mostra que, mesmo nos piores cenários, há inovação e resposta social capaz de proteger vidas. A pandemia escancarou falhas estatais, mas também revelou a potência das redes feministas. “Foi justamente a força do coletivo que trouxe acesso a muitos direitos na história do mundo — e nesse período não foi diferente”, conclui Nogueira.

(Fonte: Agência Bori)

‘Bem-vindas, Baleias’ será realizado no Jardim Atlântico Beach Resort no próximo dia 8/6

Ilhéus, por Kleber Patricio

Fotos: Getty Images/Unsplash+.

O evento de abertura da Temporada das Baleias está se aproximando. Trata-se do ‘Bem-vindas, Baleias’, que será realizado no dia 8 de junho, domingo, no Jardim Atlântico Beach Resort, em Ilhéus, no sul da Bahia, das 9 às 17 horas. O evento convida moradores e turistas para celebrar a chegada das baleias-jubarte à região sul do estado e aprender sobre a biodiversidade marinha regional em um local privilegiado. “Mais do que ceder espaço para o evento, o Jardim Atlântico acredita na sustentabilidade como pilar para o desenvolvimento e é aliado de longa data de ações de conservação do meio ambiente e de valorização do patrimônio cultural”, diz Leila Borges, gerente-geral do resort, reforçando que o empreendimento desenvolve uma série de ações sustentáveis que combinam conforto e responsabilidade, assumindo protagonismo no turismo da região e tornando-se a melhor escolha para viajantes que buscam experiências alinhadas com as práticas do turismo consciente.

Assim como nos anos anteriores, o evento terá entrada gratuita e contará com uma extensa programação, com o compromisso com a educação ambiental e o turismo sustentável. Ele oferecerá uma ampla programação de experiência multissensorial única, que traz à tona o universo das baleias. Organizado pela Ecosul Turismo e o Projeto Baleias na Serra, essa 4ª edição nasceu também graças a patrocinadores fiéis e engajados em favor de um desenvolvimento turístico local, como o Jardim Atlântico Beach Resort, Sebrae e do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCT Sul).
A temporada de baleias-jubarte na Bahia acontece entre junho e outubro, quando elas migram da Antártida para as águas quentes do litoral baiano, para acasalar e dar à luz a seus filhotes. Vale lembrar que a cidade de Ilhéus é um dos pontos onde melhor se observam as baleias-jubarte, pois devido à sua geografia excepcional, elas se agrupam perto da costa, permitindo uma experiência inesquecível de avistamento. “Nesse período, realizamos passeios de lancha sempre acompanhados por biólogos e pesquisadores. Esse engajamento nosso com a ciência, permite que o turismo se torne hoje a principal fonte de financiamento da pesquisa sobre as baleias em Ilhéus”, explica Dr. Thomas Foucart, da Ecosul Turismo, empresa pioneira nessa atividade na cidade.

A programação do Bem-vindas, Baleias, conta com limpeza da praia com o Grupo Amigos da Praia, a apresentação Contos e Cantos da Sereia, por Amanda Vidal, atrações musicais e a exibição do documentário da Ecosul Turismo Uma Temporada das Baleias na Bahia. Ainda na programação do evento, haverá contação de histórias com a Fada Dalia; aula de surf com a Escola de Surf Jabes Local; aula de Ioga com a instrutora da Casa Durga; oficina de artes com o tema Um Oceano que se Recicla; além de pintura facial e atividades lúdicas para crianças, organizadas pela equipe do Projeto Baleias na Serra. “Vai ser um dia para se divertir, aprender e aproveitar muito com a família e amigos. A temporada das baleias é muito simbólica para nós e iniciá-la com esse evento em parceria com a Ecosul Turismo, justamente no Dia Mundial dos Oceanos, torna tudo ainda mais especial”, acrescenta Maria Isabel Gonçalves, coordenadora geral do Projeto Baleias na Serra. Para mais informações sobre a programação, basta acompanhar o evento através das redes sociais.

Realização

A Ecosul Turismo, que correaliza o Bem-vindas, Baleias, 4ª edição do evento de Abertura da Temporada das Baleias, é uma empresa de ecoturismo náutico especializada na observação de baleias, golfinhos, aves e pesca. Outro correalizador é o Projeto Baleias na Serra, projeto de pesquisa e conservação executado pelo Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia – PCTSul e pelo Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação da Universidade Estadual de Santa Cruz – LEAC/UESC.

Sobre o Jardim Atlântico Beach Resort

Construído em 1986, o Jardim Atlântico Beach Resort está sob o comando da família Machado desde 2005, quando foi ampliado e passou por um amplo processo de modernização.

Localizado a apenas dois quilômetros do aeroporto Jorge Amado e seis quilômetros do centro de Ilhéus, o resort está implantado em uma área de 34 mil metros quadrados e soma 129 apartamentos. Sua infraestrutura conta com dois restaurantes; piscinas adulto e infantil, mais um conjunto de piscinas circulares com sistema de hidromassagem climatizada, sauna a vapor, academia, quadras de tênis, vôlei de praia e beach tênis, campo de futebol, kids club, salão de jogos, sala de massagem, salão de beleza e loja de artesanato e utilidades, além de ampla área verde.

(Com Luciana Gonçalves Frei/ComunicaHub)

Clássico de Edith Wharton ganha edição de luxo no Brasil com tradução de Nara Vidal

Ribeirão Preto, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Após o lançamento de ‘Freshwater’, de Virginia Woolf, a Degustadora Editora apresenta o segundo título do Selo Inglesa: ‘Xingu e outros contos’, da norte-americana Edith Wharton (1862–1937), primeira mulher a receber o Prêmio Pulitzer de Ficção. Com edição de luxo em capa dura e guarda personalizada, o livro já está em pré-venda e traz como diferencial a participação em um encontro on-line com a curadora e tradutora Nara Vidal e integrantes da equipe editorial.

Com humor refinado e crítica social afiada, os seis contos do livro apresentam ao leitor brasileiro uma autora pouco difundida, mas de escrita sofisticada e surpreendente. Entre os destaques estão ‘Xingu’ – que dá nome à edição – e ‘O Pelicano’, sátiras da falsa erudição e do esnobismo da elite norte-americana do início do século 20.

“Traduzir Edith Wharton tem sido um desafio e um prazer imensos. Sua escrita é sedutora, elaborada e exige da tradução uma entrega obsessiva pela palavra certa, pela ironia preservada, pelo ritmo do texto original. É um trabalho que envolve paixão e precisão”, comenta Nara. Xingu e outros contos é uma seleção feita com amor e com um cuidado imenso com o leitor brasileiro, que merece conhecer mais profundamente essa autora extraordinária”, completa a curadora e tradutora da obra. O lançamento traz ainda textos críticos assinados por Nara Vidal e pela professora e crítica literária Ligia Gonçalves Diniz.

A editora da Degustadora, Melissa Velludo, comemora o novo volume do Selo Inglesa. “Pouco traduzida no Brasil, Wharton ganha agora uma edição primorosa e acessível. Seu olhar crítico sobre as convenções sociais e sua habilidade de transitar do humor à melancolia fazem dela uma autora indispensável – sobretudo para quem se interessa pelas questões de gênero e pelas transformações sociais do século passado”, afirma.

Além do projeto gráfico refinado, o livro traz brindes na pré-venda, como ecobags, cadernetas e cartão postal exclusivo. Os leitores que adquirirem a obra antecipadamente pelo Catarse também ganham acesso a um bate-papo especial com a equipe responsável pela edição, em uma oportunidade de mergulhar ainda mais no universo de Edith Wharton e da tradução literária. A pré-venda de Xingu e outros contos é feita pelo link https://www.catarse.me/xingueoutroscontos.

Sobre o Selo Inglesa

O Selo Inglesa, criado pela Degustadora Editora, tem como proposta publicar autoras de língua inglesa em domínio público, com curadoria e tradução cuidadosas. A proposta é valorizar obras pouco conhecidas do grande público e resgatar autoras fundamentais com novos olhares. Entre os próximos lançamentos previstos pela editora estão um livro de cartas de Mary Wollstonecraft e a obra Matilda, de Mary Shelley, em edição especial de luxo.

Sobre a autora

Fotos: Divulgação.

Edith Wharton foi escritora, ensaísta e crítica literária. Além de receber o Prêmio Pulitzer de Ficção, em 1921, também foi agraciada com o título de doutora honoris causa pela Universidade de Yale. Autora de romances, contos, poesia e livros de não-ficção, Wharton se destacou por retratar com acidez e precisão os costumes da elite norte-americana de sua época.

Sobre a tradutora

Nara Vidal é escritora, professora, curadora do Selo Inglesa e tradutora de autoras como Virginia Woolf, Katherine Mansfield e Selby Wynn Schwartz. Formada em Letras pela UFRJ, é mestre em Artes pela London Metropolitan University e desenvolve um trabalho de resgate e valorização de autoras clássicas da literatura em língua inglesa.

(Com Angelo Davanço)

Exposição ‘Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos’ celebra trajetória multifacetada de um dos grandes nomes da arte paranaense no MAC

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Zig Koch.

A exposição ‘Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos’ abriu nesta quinta-feira, dia 29 de maio, às 18h30, na Sala 9 do Museu de Arte Contemporânea (MAC), dentro do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Com curadoria de Arthur L. do Carmo, a mostra celebra as oito décadas de vida e mais de cinco de produção de um dos artistas mais originais do Paraná, reunindo mais de 170 obras – muitas delas inéditas ao público. A exposição propõe um sobrevoo sensível e abrangente pela obra de Rogério Dias, destacando suas múltiplas fases e suportes.

Idealizada pela Singular Cultural, a mostra foi construída a partir de um importante esforço coletivo: obras pertencentes ao acervo do próprio MAC dialogam com peças vindas de importantes galerias de arte de Curitiba, colecionadores particulares e do próprio artista, que generosamente cedeu trabalhos e registros que ampliam a leitura de sua trajetória. A montagem aposta em uma abordagem não linear, permitindo que os diferentes momentos de sua produção se entrelacem por meio de temas recorrentes como a cor, a paisagem, a natureza, a memória e a liberdade.

Foto: Selma Albano.

Rogério Dias é conhecido por sua inventividade formal e coerência poética. Desde os anos 1970, desenvolveu uma linguagem visual marcada pela exuberância cromática, pela valorização de materiais cotidianos e por uma postura artística independente, sempre à margem de modismos e fórmulas fáceis. Sua obra inclui pinturas, aquarelas, colagens, esculturas, objetos e estudos, como os que antecederam o Painel Iguaçu – grande mural ladrilhado localizado no Centro Cívico de Curitiba, uma de suas obras públicas mais conhecidas.

Releitura da natureza

Um dos eixos estruturantes de sua poética é a releitura da paisagem. Influenciado por Cândido Portinari e pelo expressionismo abstrato de Mark Rothko, Rogério trata a paisagem como campo de cor e emoção. Em suas telas, horizontes pictóricos se desdobram em faixas cromáticas e transições sutis, evocando atmosferas de contemplação, ao invés de representações literais da natureza.

Outro momento decisivo de sua trajetória ocorreu no fim dos anos 1970, quando, inspirado por tecidos de chita vendidos na loja de sua irmã, Rogério passou a incorporar padronagens florais e populares em colagens e pinturas. Essa experimentação deu origem a uma pattern art de forte caráter tropicalista, exaltando cores vibrantes e texturas visuais locais. Críticas como Adalice Araújo reconheceram, ainda nos anos 1980, o valor histórico e estético dessa produção, que se destaca por sua originalidade e pelo diálogo com o imaginário brasileiro.

Outro Rogério

A exposição também destaca sua produção em escultura e objetos tridimensionais, criados a partir do reaproveitamento de materiais encontrados: galhos, troncos, sementes, sucatas e madeiras recolhidas em praias são combinados de maneira lúdica e simbólica, resultando em peças híbridas, que evocam seres mitológicos, máscaras populares ou pássaros prestes a alçar voo. Essa dimensão sensorial da obra de Rogério aproxima-se do universo artesanal e de uma espiritualidade vinculada à natureza e é pouco conhecida.

Cena cultural

Além de seu percurso nas artes plásticas, Rogério Dias esteve inserido no efervescente cenário cultural underground de Curitiba nos anos 1980. Antes de se dedicar integralmente às artes visuais, trabalhou como designer gráfico e diretor de arte, integrando uma geração de criadores que transitava entre a publicidade, a poesia e as artes visuais. Foi nesse contexto que criou o projeto Caixa de Bicho – happening coletivo e performático que reuniu artistas, poetas e publicitários. Essa vivência urbana e experimental se reflete em sua obra, que sempre manteve o espírito livre e aberto à experimentação.

Foto: Selma Albano.

O poeta Paulo Leminski, amigo próximo de Rogério, traduziu com lirismo essa sintonia do artista com o mundo sensível. Em texto escrito em 1985, Leminski recordou a fascinação de Rogério pelos passarinhos e sua capacidade quase mágica de escutar aquilo que os outros não ouviam: “De manhã era aquele escândalo, aquela passarinhada toda cantando cada um o hino do seu time, ninguém se entendendo. Mas o Rogério entendia. Ele ficava horas olhando pros passarinhos, praqueles olhos espantados que todo passarinho tem, olho de aviador na tempestade.”

Com uma carreira marcada por independência, originalidade e compromisso poético, Rogério Dias influenciou diferentes gerações de artistas paranaenses. Como observa o artista e professor Geraldo Leão, que conviveu com Dias desde a juventude, ele é “um artista nato, pouco inclinado à aceitação de facilidades econômicas ou artísticas”. Essa integridade se reflete no conjunto da mostra, que valoriza sua liberdade criativa e a potência visual de sua obra.

A curadoria de Arthur L. do Carmo propõe uma leitura interpretativa da obra do artista a partir de quatro vetores principais: materialidade e reaproveitamento, dimensão pictórica e pattern tropicalista, figura humana e metáforas da liberdade, e diálogos com outras linguagens. Esses eixos revelam como a produção de Rogério Dias é profundamente enraizada na experiência sensível do mundo, combinando artesania, emoção e imaginação em cada gesto artístico.

A exposição Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos é uma realização da Singular Cultural, com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Conta com incentivo do Centro Universitário Internacional Uninter e do Consórcio Servopa e apoio do Jokers Pub. Qualquer outra iniciativa comercial ou ação comemorativa paralela à exposição não conta com a participação do artista ou seus representantes.

Serviço:

Abertura: 29 de maio, às 18h30

Local: MAC Paraná – Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba (entrada na abertura da mostra pela rampa circular do estacionamento do MON)

Período: 30 de maio a 27 de julho de 2025

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30)

Entrada gratuita: quartas-feiras.

(Com Emelin Leszc/Isabela França Comunicação)