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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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MAM São Paulo e Pinacoteca do Ceará realizam exposição inédita em Fortaleza

Fortaleza, por Kleber Patricio

Fotos: Romulo Fialdini.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Pinacoteca do Ceará firmaram uma parceria a partir da doação de 87 obras da coleção do MAM para a instituição cearense. Parte do conjunto será apresentada na exposição inédita ‘MAM São Paulo na Pinacoteca do Ceará: figura e paisagem, palavra e imagem’, que inaugura em 7 de junho de 2025 na instituição cearense, em Fortaleza, e fica em cartaz até 21 de setembro.

A doação faz parte de um processo de revisão da coleção do MAM, que foi inventariada entre 2020 e 2022 e é composta por obras que participaram de diferentes edições do Clube de Colecionadores do museu e que estavam duplicadas no acervo. Entre as obras doadas estão a fotografia ‘Black and White’ (1991/2005), de Klaus Mitteldorf; a obra ‘Em forma de família’ (1995/2007), de Lenora de Barros; a fotografia sem título, da série ‘Brasília Teimosa’ (2006/10), de Bárbara Wagner; e a xilogravura ‘Noite e Dia’ (2009), de Ernesto Neto.

Aldo Bonadei, Paisagem de Itanhaém (1943). Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Para a presidente do MAM, Elizabeth Machado, a doação reforça o compromisso do museu com a circulação da arte e a valorização da diversidade cultural brasileira: “Ao lado da Pinacoteca do Ceará, ampliamos o acesso a um acervo que dialoga com diferentes tempos e linguagens da arte, em uma parceria que celebra o intercâmbio entre instituições e públicos de distintas regiões do país”. 

MAM na Pinacoteca do Ceará: figura e paisagem, palavra e imagem é a celebração de uma parceria entre duas instituições nacionais que tem como base uma relação de reflexão e comprometimento com a salvaguarda da arte brasileira. A partir de uma doação de obras de artistas contemporâneos de grande importância, festejamos a ampliação do acervo da Pinacoteca do Ceará com um diálogo e um intercâmbio que se estende também para as ações de formação, mediação e educação das duas instituições”, diz Rian Fontenele, diretor-geral da Pinacoteca do Ceará.

Com curadoria de Cauê Alves e Gabriela Gotoda, a exposição parte desta doação e reúne também outras 47 obras da coleção do MAM, vinculadas à arte moderna e contemporânea. “A parceria entre o MAM São Paulo e a Pinacoteca do Ceará, além de aumentar a visibilidade da coleção de ambos os museus, contribui para um intercâmbio cultural”, diz Cauê Alves. “Ao mesmo tempo em que a diversidade de questões artísticas abordadas pela mostra fomenta a reflexão sobre arte moderna e contemporânea, do ponto de vista da educação em museus, o encontro entre duas das mais importantes instituições voltadas para a arte do país será um ganho para os públicos do Ceará e de São Paulo”, completa.

Caetano de Almeida, As madames (1999). Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo.

As peças são organizadas em torno de dois eixos temáticos: as relações entre figura e paisagem e entre palavra e imagem. Entre os destaques do acervo do MAM que integram a mostra estão um desenho sem título (1917) de Anita Malfatti, uma série de monotipias de 1997 de Tunga, a pintura Nu (1940) de Iberê Camargo, a obra Bastidores (1997) de Rosana Paulino, a pintura Saudades de Luanda, da série Encontros Políticos (2022) de No Martins, e a pintura Pescadores (1939-40) de Alfredo Volpi.

“A relação entre figura e paisagem é abordada no primeiro núcleo da exposição, onde foram reunidos trabalhos que elaboram diferentes pontos de vista sobre uma questão cara à história da arte e às transformações promovidas desde as vanguardas modernistas”, explica Gabriela Gotoda. “Os vínculos entre palavra e imagem são análogos às relações entre figura e paisagem e entram em foco no núcleo final da exposição, onde trabalhos que contêm letras, palavras e textos colocam em perspectiva a apreensão da linguagem escrita no contexto de uma construção imagética.” 

Os artistas participantes da mostra são Aldo Bonadei, Alair Gomes, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Bárbara Wagner, Boris Kossoy, Brígida Baltar, Caetano de Almeida, Cao Guimarães, Carlos Vergara, Carmela Gross, Cinthia Marcelle, Clóvis Graciano, Davi de Jesus do Nascimento, Denis Moreira, Efrain Almeida, Elida Tessler, Emídio de Souza, Emiliano Di Cavalcanti, Ernesto Neto, Espaço Coringa, Fabricio Lopez, Farnese de Andrade, Fernando Lindote, Rebolo, Iberê Camargo, Iole de Freitas, Jac Leirner, Jonathas de Andrade, José Antonio da Silva, José Damasceno, José Pancetti, José Patrício, José Spaniol, Klaus Mitteldorf, Laura Vinci, Lenora de Barros, Letícia Ramos, Luiz Paulo Baravelli, Mabe Bethônico, Marcelo Cidade, Marcelo Moscheta, Marco Paulo Rolla, Marilá Dardot, Márcia Xavier, Matheus Rocha Pitta, Milton Marques, Mira Schendel, Mário Zanini, Nazareth Pacheco, Nelson Leirner, Nicolás Robbio, No Martins, Paulo Monteiro, Rafael Assef, Ricardo Basbaum, Rivane Neuenschwander, Roberto Bethônico, Rochelle Costi, Rodrigo Braga, Romy Pocztaruk, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Santídio Pereira, Sérgio Adriano H, Sérgio Milliet, Sidney Amaral, Tadáskía, Tatiana Blass, Tunga, Vera Chaves Barcellos, Vicente de Mello, Walter Carvalho, Xadalu Tupã Jekupé e Yuri Firmeza.

Jose Antonio da Silva, Procissão (1948). Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo.

A exposição ficará em cartaz na Pinacoteca do Ceará, museu público que integra a Rede de Equipamentos da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), até 21 de setembro de 2025. Fruto da parceria entre o MAM São Paulo e a Pinacoteca do Ceará, a mostra busca, além de ampliar a visibilidade das coleções de ambos os museus, incrementar a programação da instituição cearense e fomentar a reflexão sobre a arte moderna e contemporânea.

Serviço:

MAM São Paulo na Pinacoteca do Ceará: figura e paisagem, palavra e imagem

Período: de 7 de junho a 21 de setembro de 2025

Curadoria: Cauê Alves e Gabriela Gotoda

Realização: Museu de Arte Moderna de São Paulo e Pinacoteca do Ceará

Local: Pinacoteca do Ceará — Rua 24 de Maio, 34, Centro, Fortaleza — CE

Visitação gratuita: de quarta a domingo

Mais informações: mam.org.br | pinacotecadoceara.org.br.

(Com Evandro Pimentel e Raphaelle Batista)

Projeto Ópera Studio faz primeira montagem de ‘Pagliacci’ em Curitiba com a Orquestra Ladies Ensemble

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Marcelo Elias Fotografia.

No dia 6 de junho, o Auditório Regina Casillo será palco de uma estreia histórica para a cena lírica curitibana. A Orquestra Ladies Ensemble, primeira orquestra exclusivamente feminina do Brasil, apresenta a ópera ‘Pagliacci’, de Ruggero Leoncavallo, com direção geral de Fabíola Bach Akel, em seu novo projeto: o Ópera Studio. Esta será a primeira vez que o clássico italiano será encenado em Curitiba.

Marcando a abertura da temporada do Ópera Studio, Pagliacci leva ao público uma trama de paixão, ciúme e tragédia nos bastidores de uma trupe teatral. O drama do palhaço Canio, dilacerado pela dor real em meio à encenação cômica, é um dos momentos mais intensos da ópera verista. A montagem promete emocionar o público ao explorar os limites entre a ficção e a verdade.

Orquestra

Criada em 2009, a Orquestra Ladies Ensemble é um símbolo de protagonismo feminino na música clássica. Fundada pela violista Fabiola Bach Akel, o grupo reúne instrumentistas de diferentes gerações, estilos e trajetórias, e atua com a missão de democratizar o acesso à música de concerto, formar novas plateias e inspirar outras mulheres a trilharem seus próprios caminhos na arte.

Sediado no Centro Cultural Solar do Rosário, o Auditório Regina Casillo se tornou o espaço oficial da orquestra e um importante centro de efervescência musical na capital paranaense. O projeto Ópera Studio surge como mais uma iniciativa para ampliar o repertório da Ladies Ensemble, orquestra que tem sua casa no Auditório Regina Casillo, e lá vem inovando com formatos cênico-musicais.

Ópera

Os solistas de Pagliacci nesta estreia serão o tenor Daniel Saufer, como Beppe; o barítono Cláudio de Biaggi, como Silvio; o barítono Thiago Montero, como Tonio; a soprano Rosimari Oliveira, como Nedda, e o tenor Paulo Mandarino, como Canio.

A estreia acontece no início de uma temporada promissora para a orquestra. Em março de 2025, a Ladies Ensemble se apresentou na Sala São Paulo, o mais prestigiado palco de música clássica do país — um reconhecimento da excelência artística e do impacto social do grupo.

Com o projeto Ópera Studio, a Ladies Ensemble dá mais um passo corajoso em direção à renovação do cenário operístico brasileiro, uma vez que também se firma como uma companhia de ópera. Uma estreia que não é apenas um espetáculo: é um manifesto por mais espaço, mais vozes e mais emoção.

O projeto Ópera Studio foi viabilizado pela Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, do Ministério da Cultura, e conta com patrocínio das empresas Alpha Química, Concresuper, Consórcio Servopa, Grupo Barigui, Festval e Uninter e tem apoio de Alcion Bubniak Marcas e Patentes, Auditório Regina Casillo,  Centro de Artes Projeto Broawdway, Cia da Roupa e Solar do Rosário. Direção Geral de Fabiola Bach Akel.

Serviço:

Ópera Pagliacci – Orquestra Ladies Ensemble

Data: Dias 6 e 7 de junho, às 20 horas, e dia 8 de junho, às 18h30

Local: Auditório Regina Casillo – Rua Lourenço Pinto, 500 (estacionamento gratuito)

Ingressos a R$ 30 e R$ 15 pelo Diskingresso.

(Com Emelin Leszc/Isabela França Comunicação)

Banda Carlos Gomes retorna aos palcos de Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Banda Carlos Gomes. Foto: Arquivo.

A Banda Carlos Gomes realiza, no próximo dia 4 de julho, às 20h, um concerto especial no Teatro Castro Mendes, que celebra os 130 anos de sua fundação. Os ingressos, que tem valor simbólico, já estão à venda pela plataforma Sympla.

Sob regência do maestro Wilson Dias e participação especial da soprano Marina Gabetta, o concerto reunirá mais de 40 músicos em um repertório que homenageia grandes nomes da música brasileira como: Pixinguinha, Guinga, Duda, Aldir Blanc e o próprio Carlos Gomes.

O Teatro Castro Mendes. Foto: Divulgação.

O evento marca o retorno da tradicional banda campineira, que ficou quase uma década sem atividades e retoma seu compromisso de levar música de qualidade para toda comunidade. Fundada em 1895 por imigrantes italianos, a Banda Carlos Gomes é um símbolo da história cultural da cidade e referência no cenário musical do interior paulista. “Essa retomada representa não apenas a preservação de um patrimônio histórico-musical de Campinas, mas também um novo ciclo de integração com o público e valorização das raízes culturais da cidade”, comenta Carlos Eduardo da Silva, presidente da Banda.

O concerto Banda Carlos Gomes – Um novo Ato tem classificação livre, acontece no dia 4/7, às 20h, no Teatro Castro Mendes, que fica na rua Conselheiro Gomide, Vila Industrial, Campinas (SP). Os ingressos custam R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) e já estão à venda na plataforma Sympla.

Repertório

Ouro Negro – Joaquim Antônio Naegele

Hino das Artes – Antônio Carlos Gomes

Conselhos – Antônio Carlos Gomes

Quem Sabe – Antônio Carlos Gomes

Carinhos – Pixinguinha e João se Barros

Suíte Pernambucana de Bolso – José Ursino da Silva (Duda)

Baião de Lacan – Guinga e Aldir Blanc

Guarany Overture – Antônio Carlos Gomes.

Serviço:

Concerto Banda Carlos Gomes – Um novo Ato

Data 4/7 | Horário 20h

Local Teatro Castro Mendes | Endereço: Rua Conselheiro Gomide, Vila Industrial, Campinas (SP) – mapa aqui

Classificação Livre

Ingresso R$5 (inteira) e R$2,50 (meia entrada) aqui

Informações (19) 99341-4163

Instagram @banda.cgomes.

(Com Samanta De Martino/Armazém da Notícia)

“Oposicantos”, no Theatro São Pedro, enuncia a dúvida como princípio fundamental da inteligência humana

São Paulo, por Kleber Patricio

Flo Menezes, compositor de Oposicantos. Foto: Helô Borges.

O Theatro São Pedro apresenta nos dias 3, 4, 5 e 6 de julho “Oposicantos”, do compositor brasileiro Flo Menezes, sob a direção musical de Eduardo Leandro e a direção cênica de Alexandre Dal Farra.

Embora faça parte da temporada lírica do Theatro, a obra não se trata de uma ópera tradicional, mas de uma ação musical multimídia em um ato constituído por 13 situações para vozes solistas, coro, 2 pianos, vasta percussão, orquestra e eletrônica. “Situações”, para Menezes, seriam segmentos formais de diversas obras assentadas sobre a ação cênica. “A ópera parafraseia o Lied (canção) como gênero e tem como cerne semântico fundamental a oposição binária entre noções, ideias e atitudes propostas pela trama poética, em estratificações e rebatimentos múltiplos. Oposicantos é uma ode à dialética. Alfa e ômega se veem contrapostos ao mesmo tempo que conjugados em um mesmo contexto, permanentemente”, diz o professor do Instituto de Artes da Unesp, fundador e diretor do Studio PANaroma de Música Eletroacústica.

Em Oposicantos, inexiste qualquer libreto linear. Os textos, em 8 línguas – alemão, espanhol, chinês, francês, inglês, italiano, latim e português –, provêm de épocas distintas e são apresentados em parcial sincronicidade, fazendo formulações poéticas contrastantes coabitarem o mesmo espaço-tempo: oposição de cantos (também no sentido dos Cantos de Dante Alighieri ou de Ezra Pound); mas também oposição de cantos do espaço. “À exceção das esferas ética e política, nas quais certos posicionamentos e atitudes revelam-se, por vezes, como irreconciliáveis, quase tudo que se vê por um ângulo ganha sentido mesmo se visto pelo ângulo oposto. Trata-se, aqui, de enunciar a dúvida como princípio fundamental da inteligência humana”, destaca Menezes.

Se em Ritos de Perpassagem – ópera de Flo Menezes apresentada no Theatro São Pedro em 2019 – a base se assentava no pitagorismo, Oposicantos tem no estoicismo seu esteio semântico: transcriações (textos poeticamente reformulados pelo compositor) dos fragmentos de Crisipo de Solos, principal estoico e único “personagem” da ópera, emergem em meio à profusão de textos que ora se contradizem, ora simplesmente divergem e trazem à luz visões distintas sobre uma mesma coisa.

Desafios cênicos e musicais

Cantor Gustavo Lassen será Crisipo. Foto: Íris Zanetti.

Para o diretor cênico Alexandre Dal Farra, Oposicantos é sobretudo uma obra de música especulativa, no sentido de ser uma composição musical que procura outras possibilidades sonoras, outras perspectivas musicais que não são aquelas que tradicionalmente estamos acostumados a ouvir. “Trata-se, portanto, de um espetáculo disruptivo na sua própria base, sua estrutura, que renega os caminhos tradicionais da música com que temos contato diariamente, sempre baseada numa narrativa sensorial previsível, um caminho repetido que sempre já sabemos onde vai dar, sem que sequer nos demos conta disso. Como proposta radical de especulação musical, exploração de outras sensibilidades, a obra musical é de complexidade extrema – não só pela música em si, mas também pela densidade das referências textuais”, afirma Dal Farra, salientando a importância da concepção visual de Raimo Benedetti para o espetáculo, no sentido de carregar o público visualmente por essa viagem de complexidades. “Embora haja muita sobreposição e muitas referências, não se trata de caos. Um princípio ordena a obra como um todo, e como que se transmuta em diversas formas: o princípio da oposição, como sugere o título. O conceito central, me parece, é o de que as oposições, aqui, não se excluem, não existem em uma relação de disputa, de embate (ou de conflito, como se diz no universo do drama), que precisa ter um embate e um desfecho, em que um dos lados vence. Aqui, a oposição não se resolve, sequer chega a haver conflito – mas há tensão, ou, ainda, tensões”, diz.

Na visão do diretor musical Eduardo Leandro, que estará à frente da Orquestra do Theatro São Pedro, Oposicantos é uma obra que desafia definições de gênero, pois utiliza elementos operativos, mas também de canção ou Lieder, desafia noções de instrumentação (orquestra-música de câmera-solo), da função da voz (poesia-narração), de espaço virtual (camadas-pêndulos imaginários) e real (disposição dos cantores e instrumentistas por volta da plateia), além do uso de sons desencarnados (eletrônicos) e também produzidos por um piano físico, mas sem pianista presente. “Ela utiliza instrumentos quase motivos, como o tam-tam de Stockhausen (um gongo enorme colocado no centro do palco), os sixxens (instrumentos de percussão de metal idealizadora por Iannis Xenakis). A plateia em um ponto da obra também vira músico participante, e os músicos, muitas vezes sentados na plateia, viram espectadores. O compositor por vezes é executante, operando dispositivos eletrônicos, e o regente vira compositor participante quando gerencia partes orquestrais em que os músicos reagem a gestos não predeterminados, criando um discurso sonoro exploratório e livre”, explica Leandro, que completa: “O que é inspirador no projeto do Theatro São Pedro é que essa equipe criativa, depois de montar tantos projetos de compositores vivos e ativos, tem a experiência necessária para encarar algo como Oposicantos. Poderíamos dizer que é uma orquestra fluente nessa linguagem da ópera contemporânea, coisa que até alguns anos atrás não existia no país. O fato de existir uma companhia no Brasil que tem a coragem de montar obras inéditas que demandam recursos, tanto humanos como materiais dessa amplitude, é encorajador.”

Serviço:

Oposicantos  

Orquestra do Theatro São Pedro

Coro Contemporâneo de Campinas

Equipe criativa

Eduardo Leandro, direção musical

Alexandre Dal Farra, direção cênica

Maíra Ferreira, regente coral

Raimo Benedetti, concepção visual e vídeo

Mirella Brandi, iluminação

Awa Guimarães, figurino

Paulo Itaboraí, realizador de informática musical

Vinicius Baldaia, assistente de realização de informática musical

Ronaldo Zero, direção de palco e assistente de direção

Paulo Galvão, assistente de regência

Elenco

Gustavo Lassen (baixo), Crisipo/ Chrysippus

Katia Guedes, soprano

Luisa Francesconi, mezzo-soprano

Aníbal Mancini, tenor

Isaque Oliveira, barítono

FLO MENEZES (1962 -)

Oposicantos – 90’

Ensaio geral aberto e gratuito: 1 de julho, 19h

Récitas: 3, 4, 5 e 6 de julho

Quinta, sexta e sábado às 20h; domingo às 17h, Theatro São Pedro

Classificação etária: 14 anos

Ingressos: Plateia: R$ 124/ R$ 62 (meia)

1º Balcão: R$ 102/ R$ 51 (meia)

2º Balcão: R$ 82 / R$ 41 (meia)

Link

Theatro São Pedro

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Danilo Gonzaga apresenta “Tango-Canção” com participação de Paola Albano no Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Daniel Kersys.

No dia 3 de julho, quinta-feira, às 20h, o Sesc 24 de Maio recebe o cantor e compositor Danilo Gonzaga com o show “Tango-Canção”, que conta com a participação da cantora Paola Albano. A apresentação propõe uma viagem musical pelas origens do tango, explorando sua era gardeliana, temas românticos e canções suburbanas que marcaram o gênero.

No palco do teatro, o concerto ganha vida na voz e no violão de Danilo Gonzaga, acompanhado pelo pianista Marcelo Ahumada, que imprime ao repertório um arranjo com sotaque tangueiro e rio-platense. A presença de Paola Albano acrescenta novas camadas interpretativas, ampliando a experiência estética do espetáculo.

Sobre o artista

Foto: Diogenes Miranda.

Danilo Gonzaga iniciou sua trajetória profissional na música em 2009, ao formar o Trio José com o músico e parceiro Victor Mendes. O grupo lançou o álbum Puisia (2015), inspirado nos versos do poeta mineiro Juca da Angélica e apresentado no programa Sr. Brasil, da TV Cultura.

Radicado em São Paulo há mais de 15 anos, Danilo desenvolve trabalhos ao lado do poeta e letrista Paulo Nunes e colabora com diferentes compositores. Em 2018 lançou seu primeiro disco solo, Alta Velocidade Parada. Seu trabalho mais recente é 3 Tangos e um Chamamé (2023), em parceria com o violonista e maestro argentino Osvaldo Burucuá.

Ouça:  Apple Music / YouTube Music / Amazon Music  | Veja: You Tube.

Serviço:

Danilo Gonzaga – Tango-Canção – Participação especial de Paola Albano

Data: 3/7, quinta, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: Livre

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 24/6 e nas bilheterias das unidades Sesc SP a partir de 25/6 – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc).

Duração do show: 80 min

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

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sescsp.org.br/24demaio

Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino /Sesc 24 de Maio)