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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Megaiate de luxo Ferretti FY 1000 de 100 pés é lançado no Brasil

Itajaí, por Kleber Patricio

Ferretti Yachts 1000: luxo em alto mar. Fotos: Divulgação/Grupo OKEAN.

Itajaí foi palco de um espetáculo à altura dos grandes feitos: o dia 23 de maio de 2025 apresentou uma nova rota para o setor náutico brasileiro. Em uma noite que combinou sofisticação, emoção e o brilho da inovação, o Grupo OKEAN apresentou em um evento exclusivo a imponente FY 1000 — o primeiro megaiate de 100 pés da icônica Ferretti Yachts produzido no Brasil e, hoje, a maior embarcação em fibra de vidro fabricada em série no país.

No Estaleiro OKEAN, em Santa Catarina, cerca de 200 convidados — entre autoridades, empresários e apaixonados pelo universo náutico — foram conduzidos a uma experiência sensorial única em um cenário onde o mar e a engenharia se encontraram com a arte e a realização de um sonho. Conduzida pelo jornalista Elia Júnior, a apresentação contou com entusiasmo, leveza e muita emoção a trajetória de 10 anos da OKEAN, ressaltando a magnitude desse marco histórico para a indústria náutica brasileira.

Interior do deck principal.

Ao longo da noite, discursos repletos de gratidão, orgulho e visão de futuro subiram ao palco. Nércio Fernandes, sócio-investidor e fundador do Grupo OKEAN, Roberto Paião, CEO, Davide Breviglieri, Chairman, e Andrea Anastasio, diretor comercial da Ferretti Yachts Itália, compartilharam não apenas palavras, mas sentimentos — daqueles que desbravam horizontes, cruzam oceanos e constroem lendas no mar. “Este é um sonho que navega”, afirmou Roberto Paião. “A Ferretti Yachts 1000 não é apenas um avanço tecnológico para a náutica brasileira, é a prova viva de que sonhos ousados, quando guiados por propósito, planejamento e paixão, se tornam realidade”. Paião também fez questão de ressaltar a força da equipe OKEAN na conquista desse marco. “A união de todos os nossos colaboradores foi o motor que nos trouxe até aqui. Cada detalhe do FY 1000 carrega a dedicação, o talento e o orgulho de uma equipe que não mede esforços para entregar o extraordinário aos nossos clientes”, afirmou.

Marcas como Artefacto, Carine Sartore, Marche Objetos, Mistral Vinhos, Oriente-se Tapetes e Top Car contribuíram para criar um ambiente elegante e acolhedor, cuidadosamente planejado para receber os convidados. O encerramento da noite foi à altura do momento: um show intimista de Paulo Miklos, que preencheu o ambiente com música, nostalgia e poesia — embalando memórias e consagrando uma noite histórica.

Interior da suíte master.

O lançamento da FY 1000 consolida a posição do Brasil como polo estratégico global da marca Ferretti Yachts fora da Europa. Desde 2021, o estaleiro OKEAN é o único fora da Itália com autorização para produzir embarcações da grife italiana — uma conquista que reforça o protagonismo brasileiro no mercado internacional de megaiates de luxo.

FY 1000: uma declaração italiana do amor brasileiro para com o mar

Assinada pelo renomado arquiteto italiano Filippo Salvetti, a FY 1000 é muito mais que uma embarcação: é uma obra-prima flutuante. Com design refinado, interiores envidraçados que se abrem para o oceano, áreas amplas e mobília de marcas icônicas como Minotti, Bonaldo, Cattelan e Roda, ela representa uma nova era de conforto, estilo, sofisticação, aproveitamento de espaços e grandiosidade sobre as águas.

Seu projeto traz inovações exclusivas, como um flybridge de 55m² de área útil com acesso direto à proa — sem degraus — e um hardtop em lâminas de fibra de carbono com abertura elétrica. A popa surpreende com uma plataforma deslizante e submergível, além de um lounge com espreguiçadeiras e garagem para bote e jet ski. Mais um destaque na praça de popa é a completa integração com a plataforma que inclui uma elegante varanda para o mar com mesa para refeições.

Evento celebrou o lançamento com a presença de convidados ilustres e show de Paulo Miklos.

O interior da embarcação é todo contornado por janelas de vidro e se destaca por unir o conforto de uma casa sobre as águas com design contemporâneo e atemporal. O proprietário pode optar por dois estilos de layout: living integrado com cozinha americana, em conceito aberto ou, ao estilo europeu: cozinha fechada e separada do living. Tem cinco amplas suítes com acabamentos em madeira nobre, revestimentos de pedras e iluminação em LED que realça a beleza de cada detalhe, proporcionando extremo conforto durante a navegação. A suíte master, com 20 m², impressiona com seu closet espaçoso, janelas panorâmicas e banheiro com portas de vidro deslizantes.

O tanque de combustível tem capacidade para 9.000 litros e o de água, 1.320 litros, para maior conforto e segurança para grandes navegações com as pessoas que você ama. Com mais de 30 metros de comprimento e dois motores MTU 16V 2000 M96L, que atingem até 28 nós de velocidade, a FY 1000 não apenas navega — ela desliza, encanta, conquista.

Sobre a Ferretti Yachts   

A Ferretti Yachts, marca italiana fundada em 1968, além de ser considerada uma das maiores construtoras de embarcações de luxo do mundo, incorpora valores de bem-estar, qualidade de vida e paixão pelo mar. É reconhecida também pela inovação, conforto, requinte e tecnologias de seus iates e megaiates. Desde 2021, por meio do Grupo OKEAN, o Brasil é o único país no mundo licenciado para produzir barcos da Ferretti Yachts. Tanto na Itália, como no Brasil, são fabricados barcos de 50 a 100 pés. Fora da Itália, a comercialização é feita pelo dealer exclusivo YACHTMAX, que tem mais de 34 anos de experiência no setor náutico.

Sobre o Grupo OKEAN

Desde 2021, o Grupo OKEAN concentra fábrica própria em Itajaí (SC), com 26.000 m² de área própria e 15.000 m² de área coberta, e detém a licença de produção, única no mundo, dos iates da consagrada marca italiana Ferretti Yachts no Brasil, um dos principais fabricantes de iates de luxo do mundo com mais de 50 anos de história na náutica. O Grupo OKEAN nasceu por meio da marca de iates OKEAN Yachts, fundada em 2015. É responsável também pela gestão da YACHTMAX Brasil, revendedor exclusivo da Ferretti Yachts, Riva, Pershing e da OKEAN Yachts no Brasil. Em dezembro de 2022, trouxe o maior travel lift da América Latina, com capacidade de erguer barcos de até 220 toneladas, equivalente a 170 pés ou 50 metros de comprimento. No segundo semestre de 2023, anunciou a revenda exclusiva de modelos Riva e Pershing, da Ferretti Group, no Brasil. Esse ano, completa 10 anos com o lançamento da FY 1000 para o mercado brasileiro, a maior embarcação produzida em fibra de vidro em série no Brasil. Mais informações: OKEANYACHTS | YACHTMAX.

(Com Nilza Botteon/Agência NB)  

A educação dos sentidos: obra de Rubem Alves retorna às livrarias em nova edição

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

“E não é para isso que se educa? Para que nossos filhos saibam sorrir?” (Rubem Alves)

Parte de um imenso legado literário, a obra ‘A educação dos sentidos’, do escritor e psicanalista brasileiro Rubem Alves, ganha nova edição. Autor com mais de 400 mil exemplares vendidos, o livro retorna ao mercado com projeto gráfico repaginado e conteúdo revisto. Importante nome nas áreas de educação, teologia e psicanálise, o autor é um dos pensadores contemporâneos mais celebrados e já conquistou o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009 com a obra ‘Ostra feliz não faz pérola’.

Em A educação dos sentidos, Rubem Alves convoca leitores e leitoras a redescobrirem a educação como forma de arte, como um caminho sensível e poético para aprender a ver, ouvir, sentir e, acima de tudo, encantar-se com o mundo. Em cada crônica, o autor indica que ensinar não é apenas transmitir conhecimento, mas também abrir portas para o prazer da descoberta, tornando os sentidos instrumentos de amor e admiração pela vida.

Com delicadeza e perspicácia, Alves desafia os modelos rígidos de ensino e propõe um olhar mais livre e amplo, em que a educação não se limita a fórmulas e regras, mas se expande em imaginação, brincadeira e beleza. Inspirado nas próprias memórias, em reflexões filosóficas e referências literárias, o escritor transforma o aprendizado em uma experiência sensorial e afetiva. Ao longo das páginas, uma provocação permeia a narrativa: educar é formar especialistas ou ensinar a olhar? Entre ciência e poesia, lógica e sonho, é possível acompanhar uma visão inspiradora ser construída, na qual a busca pelo saber se confunde com o desejo de viver intensamente.

Atemporais, as obras de Rubens Alves provocam quem as leem a refletirem sobre a condição humana, o papel transformador de uma educação libertadora, o amor e, até mesmo, o conceito de Deus. Mesmo após 10 anos do próprio encantamento – como ele preferia chamar a morte –, os ensinamentos do escritor continuam inspirando. O legado literário de Rubem Alves conecta a essência da humanidade com a sabedoria que apenas os grandes mestres sabem oferecer.

Ficha Técnica

Título: A educação dos sentidos

Autor: Rubem Alves

ISBN: 978-85-422-3329-2

144 páginas

R$54,90

Editora Planeta | Selo Paidós.

Sobre o autor | Rubem Alves (1933–2014) foi um pedagogo, educador, poeta, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, escritor e psicanalista brasileiro. Querido e celebrado por seus escritos, deixou um imenso legado literário. Dentre suas obras, foram publicadas pelo selo Paidós, da Editora Planeta: Rubem Alves essencial – 300 pílulas de sabedoria, Ao professor, com carinho e Ostra feliz não faz pérola, esta última tendo conquistado o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009.

Sobre o Selo Paidós

Criado na Argentina em 1945, quando dois professores universitários decidiram publicar Carl Gustav Jung pela primeira vez no país, o selo Paidós passou a integrar o Grupo Planeta em 2003, chegando ao Brasil em 2020. Hoje conta com mais de 2 mil títulos lançados na Espanha e em países da América Latina. De origem grega, a palavra “paidós” significa “criança” e, assim como o espírito questionador dos pequenos, o selo tem como objetivo discutir e buscar perguntas certeiras para algumas das principais questões da humanidade com base em obras de psicologia, psicanálise, psiquiatria, neurociência e outras áreas de ciências humanas para o público geral. No Brasil, o selo conta com nomes como Christian Dunker, Contardo Calligaris, Ana Suy, Alexandre Coimbra Amaral, Geni Núñez, Alexandre Patricio, Rubem Alves, Irvin D. Yalom, Erich Fromm e Silvia Ons.

(Fonte: Editora Planeta)

Em junho, Theatro Municipal de São Paulo apresenta sequência de três concertos com a Orquestra Sinfônica Municipal

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Paulistano em concerto. Foto: Larissa Paz.

Em um mês repleto de programação para os amantes da música clássica, o Theatro Municipal apresenta três concertos que passeiam por um repertório de grandes nomes, como Benjamin Britten, Florence Price, Frédéric Chopin e Gustav Mahler. A começar, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Paulistano, sob regência de Roberto Minczuk, apresentam ‘War Requiem’, que conta com a participação do Coro Lírico Municipal e Coro Infanto-juvenil da Escola Municipal de Música de São Paulo. As apresentações acontecem nos dias 6, sexta-feira, às 20h, e 7, sábado, 17h, na Sala de Espetáculos.

Os solistas elencados para o concerto são: Natalya Romaniw, soprano que recentemente obteve destaque internacional com um papel no Royal Opera House; Joshua Stewart, tenor norte-americano que foi aclamado por papéis de Street e Elijah na ópera X: The Life and Times of Malcolm X na Seattle Opera, e Homero Velho, barítono conhecido por diversos papéis dentro e fora do país, como Fígaro, em The Ghosts of Versailles (Corigliano), Don Giovanni (Mozart), O Caixeiro da Taverna (G. Bernstein) e outros.

O repertório terá Requiem de Guerra, op. 66, de Benjamin Britten. Concluído em janeiro de 1962, a obra foi escrita para a consagração da nova catedral de Coventry, no condado inglês de Warwickshire, construída após a estrutura original do século XIV ter sido destruída em um bombardeio da Segunda Guerra Mundial. Esta é uma peça de larga escala que incorpora as crenças pacifistas e humanitárias de Britten. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é livre e a duração é de 80 minutos, sem intervalo.

O segundo concerto da sequência será da Orquestra Sinfônica Municipal, desta vez, sob regência de Mélanie Léonard, maestra canadense e diretora musical da Symphony New Brunswick, e com a participação da pianista Ingrid Uemura, vencedora do Concurso Internacional Chopin, realizado em Varsóvia. Intitulado de Entre-Eras: Price e Chopin, a apresentação celebra os compositores nos dias 13, sexta-feira, às 20h e 14, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos.

O repertório terá Starburst, de Jessie Montgomery, Concerto para piano nº 2, de Frédéric Chopin, e Sinfonia nº 1, de Florence Price. Além de uma das composições da juventude do renomado Chopin, também contará com Florence Price, a primeira compositora negra norte-americana a ter uma sinfonia estreada por uma grande orquestra. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é livre e duração de 110 minutos, com intervalo.

Por fim, nos dias 20, sexta-feira, às 20h, e 21, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Paulistano, sob regência de Roberto Minczuk, apresentam Mahler: Ode à Natureza, com a participação do Coro Infanto-juvenil da Escola Municipal de Música de São Paulo, do Coro Jovem da Escola Municipal de Música de São Paulo e da mezzo-soprano, Carolina Faria.

O repertório terá a Sinfonia nº 3, de Gustav Mahler. De um autor pouco conhecido em sua época para um dos compositores mais executados na atualidade: em 25 anos de uma produtividade surpreendente, Gustav Mahler criou todo um universo de emoções na música. Em suas 45 canções e 10 sinfonias, mergulha nas profundezas da alma humana. Suas obras orquestrais são hoje presença obrigatória nas salas de concerto de todo o mundo. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é livre, a duração é de 100 minutos, sem intervalo.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de Imprensa do Theatro Municipal)

Os impasses das migrações contemporâneas na peça ‘eXílio’, do Coletivo Comum

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Fernando Reis.

Para o Coletivo Comum, os deslocamentos forçados de pessoas por conta de guerras, violações de direitos humanos, condições climáticas e perseguições de qualquer tipo são um dos principais temas da atualidade, envolvendo questões individuais e coletivas, políticas e subjetivas. O grupo decidiu, então, fazer desses deslocamentos o seu material de pesquisa para construir o espetáculo ‘eXílio’, que fica em temporada no Teatro Paulo Eiró entre 30 de maio a 15 de junho de 2025, com sessões de quinta a sábado, às 20h30, e, aos domingos, às 18h. Na sequência, a peça segue para o Galpão do Folias, entre 19 e 30 de junho, com apresentações de quinta a sábado, às 20h30, domingos, às 18h e, segunda-feira (30/06), às 20h30.

Mantendo a tradição de fazer teatro documental, o Coletivo Comum estruturou 30 cenas para dar conta da multiplicidade de abordagens referentes ao tema do exílio. São quadros independentes, nos quais o elenco formado por Fernanda Azevedo, Maria Carolina Dressler, Ícaro Rodrigues, Renata Soul e Roberto Moura narra diferentes dimensões que envolvem migração, refúgio e exílio.

“Optamos por deixar o ‘X’ em caixa alta no nome do espetáculo para reforçar o tema da encruzilhada, do conflito e das oposições”, afirma o diretor Fernando Kinas, acrescentando a relevância dos debates diante dos conflitos na Palestina e na Ucrânia, e da posse de Trump nos Estados Unidos. Assim, a obra eXílio é mais um capítulo na ampla investigação do grupo sobre os desafios civilizacionais contemporâneos.

Ao se debruçar sobre a temática das migrações, a companhia decidiu ampliar a discussão, incluindo exílios dentro do próprio país, descrito pelo crítico literário Antonio Candido como o sentimento que algumas pessoas têm de não se sentirem representadas pelo seu país ou regime político, como no caso das ditaduras militares. Outro tema abordado é o exílio interno, já destacado por Ovídio no primeiro século da era cristã. “Estamos discutindo também o sentimento de não pertencimento a uma comunidade, mesmo dentro da sua própria cidade ou país. Há pessoas que se sentem exiladas de seu próprio corpo. Neste sentido, procuramos fazer uma discussão ampla, incluindo questões que envolvem, por exemplo, a população LGBTQIAP+, que sofre todo o tipo de preconceito e violências”, completa Kinas.

Sobre a encenação

Para a construção da dramaturgia, foram utilizados muitos materiais, como o livro Conversas de Refugiados, escrito por Bertolt Brecht durante seu exílio na Finlândia e nos Estados Unidos nos anos 1940 por conta do nazismo. O livro foi traduzido e comentado por Tercio Redondo, professor da USP que participa como consultor do projeto. Também são utilizadas notícias veiculadas na imprensa, cartas de migrantes, documentos de órgãos oficiais, entre outros materiais.

De acordo com o ACNUR (Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), atualmente, mais de 110 milhões de pessoas estão vivendo, de forma não voluntária, fora dos seus locais de origem. Nesse contexto, elas estão sujeitas a violências anti-imigração, como estupro, discriminação e humilhação.

E, em meio a tantas informações, o grupo se inspirou em algumas personagens reais para criar as cenas, como o imigrante congolês Moïse Kabagambe, espancado e morto do Rio de Janeiro após cobrar duas diárias de trabalho atrasadas; a militante brasileira Dorinha, exilada durante a ditadura militar no Brasil que acabou tirando sua própria vida no exílio; e o crítico literário palestino Edward Said, que aborda o conceito de orientalismo como criação do ocidente.

O trabalho busca o compartilhamento entre atores, atrizes e público. Por isso, o coletivo apostou em um dispositivo cênico circular, apoiado pelo uso de barreiras, evocando campos de refugiados e de deportação. “Estamos chamando nosso espaço cênico de campo, já que essa expressão está intimamente ligada ao refúgio. Campo de averiguação, de concentração, de triagem… No nosso caso, é também um campo de batalha, em que a memória e a resistência também estão presentes. E, de certa forma, quando o elenco está mais perto do público, ele está exilado da cena”, conta Beatriz Calló, que assina a assistência de direção e colaborou no roteiro ao lado de Fernando e do grupo.

A trilha sonora ganhou muita importância na encenação. Tanto que duas pessoas da área musical fazem parte do elenco, Renata Soul e Roberto Moura, este último também assina a direção vocal. Além das canções executadas pelo elenco, uma cuidadosa trilha sonora evoca os temas da migração.

Sinopse | Atualmente, mais de 110 milhões de pessoas no mundo, segundo dados oficiais, foram obrigadas a se deslocar por causa de guerras, violações de direitos humanos, condições climáticas e perseguições de todo tipo (políticas, religiosas, étnicas, por orientação sexual). Elas estão sujeitas a violências anti-imigração, como estupro, discriminação, humilhação. Muitas perderam suas vidas. A experiência do exílio também pode ser vivida dentro do próprio país, como no caso das ditaduras e nos processos de desumanização. eXílio é um trabalho teatral, proposto pelo Coletivo Comum, que parte desta atualidade brutal, mas também da perspectiva de que as fronteiras são criações históricas e que, portanto, podem ser alteradas e suprimidas.

Ficha Técnica

Roteiro: Fernando Kinas, com a colaboração de Beatriz Calló e elenco

Direção: Fernando Kinas

Elenco: Fernanda Azevedo, Maria Carolina Dressler, Renata Soul, Ícaro Rodrigues e Roberto Moura

Assistência direção: Beatriz Calló

Cenografia: Julio Dojcsar

Iluminação e operação de luz: Dedê Ferreira

Figurino: Beatriz Calló, com a participação do Coletivo Comum e pessoas em condição de migração e refúgio

Treinamento e direção vocais: Roberto Moura

Pesquisa musical e trilha: Fernando Kinas, com a colaboração de Eduardo Contrera

Assessoria dramatúrgica: Tercio Redondo (Bertolt Brecht e o exílio)

Interlocução crítica: Clóvis Inocêncio (Berna), Beatriz Whitaker, Leneide Duarte-Plon, Dominique Durand e Cimade (Paris), Organon Art Cie (Marseille), Jean-Michel Dolivo (Lausanne), Rabii Houmazen (Marrocos e São Paulo), Museu da Imigração do Estado de São Paulo, Arro (Afeganistão e São Paulo), Padre Assis (Cabo Verde e São Paulo)

Desenho e operação de som: Lienio Medeiros

Programação visual: Casa 36|Camila Lisboa

Fotografia: Fernando Reis

Serralheiro: Fernando Lemos (Zito)

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto | Márcia Marques, Daniele Valério e Carol Zeferino

Produção: Patricia Borin

Realização: Coletivo Comum.

Serviço:

eXílio

Duração: aproximadamente 140 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Teatro Paulo Eiró

Temporada: 30 de maio a 15 de junho de 2025, de quinta a sábado, às 20h30, e, aos domingos, às 18h.

Endereço: Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro, São Paulo – SP

Ingresso: gratuito

Sessão com intérprete de libras: 13 de junho

Galpão do Folias

Temporada: 19 a 30 de junho de 2025, de quinta a sábado, às 20h30, domingos, às 18h, e, segunda-feira (30/06), às 20h30

Endereço: R. Ana Cintra, 213 – Campos Elíseos, São Paulo – SP

Ingresso: gratuito

Sessão com intérprete de libras: 27 de junho

Reservas: circulacaoexilio@gmail.com / Instagram: @coletivocomum

Redes sociais e site: www.coletivocomum.com.br | Instagram @coletivocomum.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

MASP amplia horário de visitação às terças, sextas e sábados

São Paulo, por Kleber Patricio

Claude Monet, Casa de jardineiro em Antibes [Maison de jardinier à Antibes], 1888. Cortesia do Cleveland Museum of Art, Ohio, Estados Unidos.

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP ampliou o horário de funcionamento para receber os visitantes da exposição ‘A Ecologia de Monet’. Às terças-feiras — dia de entrada gratuita —, sextas e sábados, o público poderá visitar o museu até às 22h, com última entrada até às 21h. O Sextou no MASP, que já oferecia entrada gratuita a partir das 18h às sextas-feiras, também terá seu horário ampliado, sendo válido até às 22h.

Desde a estreia da exposição A Ecologia de Monet, em 15/5, até o último domingo, 25/5, o MASP recebeu 37.470 visitantes. É um aumento de cerca de 60% em relação ao público dos 10 primeiros dias da exposição recordista até o momento, ‘Tarsila Popular’, em 2019. Desde a abertura de Monet, a média de visitação diária do museu mais do que dobrou.

Serviço:

A Ecologia de Monet

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Fernando Oliva, curador, MASP, com assistência de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

16/5 —24/8/25

1° andar, Edifício Lina Bo Bardi

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 22h (entrada até as 21h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 22h (entrada gratuita das 18h às 21h); sábado das 10h às 22h (entrada até as 21h); domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada).

(Fonte: Assessoria de Imprensa MASP)