Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Lançamento da Editora Senac São Paulo leva para a casa dos leitores um compilado sobre a vida e obra de Claude Monet

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Expoente do impressionismo, Claude Monet, renomado pintor francês, é celebrado até os dias de hoje por suas obras primas, e para homenagear o artista e o seu legado no mundo da arte, a Editora Senac São Paulo lança o livro Monet, de Anne Sefrioui. Ao longo das mais de 100 páginas, o título faz jus ao pintor, pois é apresentado aos leitores como uma verdadeira obra de arte. Com capa em tecido reproduzindo o quadro ‘Caminhada pelo penhasco em Pourville’, a pintura permeia toda a lateral das páginas, já convidando as pessoas a adentrar ao universo do artista plástico.

O livro aborda diversas fases de Monet, de quando costumava pintar paisagens, litorais, flores e pessoas, trazendo de forma bastante didática e fluída histórias e curiosidades sobre cada gravura, contextualizando o leitor para cada momento da vida artística do pintor, abordando estudos e técnicas utilizadas por ele. Ao longo da obra é possível apreciar diversas telas de Monet e perceber o jogo de luz presentes nas pinturas e pontuados pelos traços rápidos do artista.

Seus trabalhos abriram portas para a arte abstrata e para os entusiastas das artes plásticas, o título é um presente para conferir de perto o trabalho delicado e único de Monet. Para uma análise e contemplação mais aprofundada, o livro traz ainda encartes que permitem ver, em tamanho maior, algumas de suas obras que estão entre as mais célebres da história da arte.

Assim como em Van Gogh, a publicação de Monet pela Editora Senac São Paulo explora as obras por meio de textos explicativos e reproduções de algumas de suas pinturas, proporcionando uma nova apreciação e oferecendo às pessoas a oportunidade de descobrir e/ou revisitar esse universo que as transportam para a época dos artistas.

Ficha Técnica

Monet

Autora: Anne Sefrioui

Páginas: 124

Preço: R$ 199

Onde comprar: Editora Senac São Paulo

(Com Maria Malozzi/InPress Porter Novelli)

Osesp recebe maestro Jac Van Steen e percussionista Colin Currie nos concertos desta semana

São Paulo, por Kleber Patricio

Ojesp. Foto: Divulgação.

A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025. Nesta semana, de quinta-feira (15/mai) a sábado (17/mai), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp apresenta um programa com duas obras de Piotr Ilyich Tchaikovsky: a Sinfonia nº 1 – Sonhos de inverno e a Abertura-fantasia de Romeu e Julieta, uma de suas obras mais conhecidas e queridas pelo público. Nome fundamental do Romantismo, o compositor russo terá todas as suas seis sinfonias executadas pela Orquestra até o final desta Temporada.

Completa o repertório a peça Switch, do norte-americano Andrew Norman, dedicada a Colin Currie. O premiado percussionista escocês será o solista da estreia latino-americana desta obra, e o maestro holandês Jac van Steen comandará as três apresentações. Vale lembrar que o concerto de sexta-feira (16/mai) faz parte da série Osesp duas e trinta, com início às 14h30, e terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube.

Academia de Música da Osesp. Foto: Laura Manfredini.

E no domingo (18/mai), às 18h, Currie dirige um programa especial voltado à música contemporânea, para o qual convida os alunos da Academia de Música da Osesp e a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Os ingressos estão disponíveis neste link.

Sobre o programa        

De grande colorido orquestral, a Sinfonia nº 1 começou a ser escrita logo que Tchaikovsky (1840–1893) se mudou para Moscou, aos 25 anos. Determinado a se afirmar como um compositor sério, ele aproveitou suas férias em uma casa de campo para trabalhar furiosamente na partitura. Com o subtítulo ‘Sonhos de inverno’, a sinfonia reflete o interesse do compositor tanto pelas planícies russas como pela Sinfonia italiana de Felix Mendelssohn, obra que também registra uma experiência romântica da paisagem.

Switch, do norte-americano Andrew Norman (1979-), é estruturada como uma espécie de jogo entre a orquestra e o percussionista. Com referências a filmes, programas de televisão e videogames, cada instrumento de percussão é um comando que controla outros instrumentos.

A Abertura-fantasia de Romeu e Julieta baseou-se na obra homônima de Shakespeare, evocando a tragédia a partir de três pontos transformados em temas musicais: Frei Lourenço, a rivalidade entre os Montéquio e os Capuleto e o amor entre os dois jovens.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Osesp. Foto: Íris Zanetti.

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Jac van Steen regente

Jac van Steen. Foto: Simon van Boxtel.

Jac van Steen é regente honorário da Orquestra Ulster, na Irlanda, e regente convidado da Sinfônica de Praga. Foi diretor musical e regente titular do Balé Nacional dos Países Baixos, das Orquestras de Bochum e Nuremberg, da Orquestra Estatal de Weimar, da Ópera e da Filarmônica de Dortmund e do Musikkollegium Winterthur, além de ter sido principal regente convidado da Orquestra Nacional da BBC do País de Gales. Construiu vasto repertório operístico em importantes casas de ópera como Opera North, Volksoper de Viena, Ópera de Oslo e Royal Opera House em Londres. Além de seu trabalho como regente, o holandês é professor no Real Conservatório de Música de Haia. Também atuou como docente junto ao Royal Northern College of Music e à Chetham School of Music, ambos em Manchester, bem como, em Londres, à Royal Academy of Music e ao Royal College of Music, além da Universidade de Cambridge.

Colin Currie percussão

Colin Currie. Foto: James Glossop.

Um dos mais inovadores percussionistas da atualidade, Colin Currie é o solista de escolha de alguns dos principais compositores e regentes, apresentando-se com orquestras como a Filarmônica de Nova York, a Royal Concertgebouw, a Filarmônica da Rádio França, a Philharmonia Orchestra e a Filarmônica de Londres. Foi responsável pela estreia de obras de importantes compositores, como Steve Reich, Louis Andriessen, Anna Clyne, Brett Dean, Olga Neuwirth, Helen Grime e Andrew Norman. Recebeu, em 2015, o Instrumentalist Award da Royal Philharmonic Society. Na temporada 2024-2025, Currie se apresenta com a Hallé Orchestra e a Orquestra de Câmara Inglesa, a Filarmônica Real de Liverpool, a Sinfônica da BBC Escocesa e a própria Osesp. Além disso, estreia mundialmente obra de Dani Howard no Wigmore Hall. Currie é artista associado do Conservatório Real da Escócia, professor visitante da Royal Academy of Music de Londres e embaixador da Chamber Music Scotland. Líder do Colin Currie Group, desenvolve trabalho fonográfico por meio do selo Colin Currie Records em parceria com a LSO Live, selo da Sinfônica de Londres.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

JAC VAN STEEN regente

COLIN CURRIE percussão

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY | Sinfonia nº 1 em sol menor, Op. 13 – Sonhos de inverno
Andrew NORMAN | Switch [Estreia latino-americana]

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY | Romeu e Julieta – Abertura-fantasia

ACADEMIA DE MÚSICA DA OSESP

ORQUESTRA JOVEM DO ESTADO DE SÃO PAULO – OJESP

COLIN CURRIE regente e percussão

Anna MEREDITH | Nautilus

Louis ANDRIESSEN | Tapdance

Helen GRIME | Near midnight [Perto da meia-noite]

James MACMILLAN | The confession of Isobel Gowdie [A confissão de Isobel Gowdie]. 

Serviço:

15 de maio, quinta-feira, 20h00

16 de maio, sexta-feira, 14h30 [Osesp duas e trinta | Concerto Digital]

17 de maio, sábado, 16h30

18 de maio, domingo, 18h00 [Colin Currie, Academia da Osesp e Ojesp]

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): osesp.byinti.com

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Com direção de Rodrigo França e Tainara Cerqueira, espetáculo ‘OZ’ enaltece as múltiplas formas de amor

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena do espetáculo OZ. Foto: Tiago Silva.

 

 

 

 

 

Buscando novas maneiras de representar a negritude, que não passam pela violência e o sofrimento, a companhia Aquilombamento Ficha Preta estreia seu novo trabalho. ‘OZ’ faz sua temporada entre os dias 21 de maio e 26 de junho, às quartas e quintas, às 21h, no Sesc Vila Mariana. No dia 19 de junho, feriado de Corpus Christi, a sessão acontece às 18h.

Idealizada e escrita por Aline Mohamad, a peça é sobre um casal que decide não se curvar às regras de um amor socialmente instituído. Eles passam a questionar os limites impostos aos seus corpos e aprendem a construir uma família a partir das suas próprias crenças. “Quando iniciamos as pesquisas para ‘OZ’, eu tinha acabado de perder uma tia muito querida chamada Zeneb. Ela era surda e percebi que minha família sempre a colocou em uma redoma. Por isso, ela nunca pôde vivenciar sua sexualidade plenamente”, conta Aline.

Essa história foi o grande disparador dramatúrgico do espetáculo. “Embora não seja uma narrativa biográfica, muitas das experiências de Zeneb conduzem a obra. Ela nunca teve um amor romântico, mas dava alguns selinhos em amigos e gostava de assistir a filmes pornôs, por exemplo. E, como existem outros amores possíveis, quisemos falar sobre isso”, completa.

Sobre a encenação

Para o grupo, era importante desmistificar a ideia de que apenas certos corpos estão predestinados ao amor. Dessa forma, o casal do espetáculo é formado pelo ator, poeta e slamer surdo Edinho Santos e a atriz Letícia Calvosa. E a encenação é bilíngue, em português e Libras.

Os dois partilham seus afetos principalmente na cozinha, o coração da casa.  É lá onde o aroma do café passado no pano se mistura com o calor do forno, onde cada panela guarda um segredo e cada tempero carrega a marca de quem cuida e acolhe. “Para o povo preto, a cozinha não está atrelada apenas a um lugar de serviço, mas de confraternização e afeto. Por isso, valorizamos uma mesa farta, cheia de delícias para compartilhar”, comenta Tainara Cerqueira, que assina a direção ao lado de Rodrigo França.

E o cenário e o figurino evocam esse ambiente carinhoso, mas de maneira lúdica, com muita cor. “Queremos que esses elementos façam a plateia perceber um novo mundo de possibilidades de doçura dentro de casa. O trabalho é uma oportunidade de apresentar outros tipos de relações, que fogem à lógica patriarcal e se alinham mais a uma perspectiva decolonial. Eu venho de um lar em que as mulheres eram centrais, mesmo com um pai carinhoso e financeiramente presente”, defende França.

O público até vai poder desfrutar de um café com bolo de cenoura durante as apresentações. Isso porque os alimentos são capazes de evocar memórias afetivas e ancestrais.

OZ configura-se como um ritual de amor que transcende o tempo. Os espectadores acompanham a construção de cumplicidade entre um casal, a cada gesto cotidiano. A peça mostra como o lar pode ser um espaço de resistência, cuidado e beleza, mesmo com uma sociedade julgadora.

Sinopse | Em um mundo que tantas vezes determina quem merece amor, nasce a história de um casal que, desde cedo, aprende a reconhecer os limites impostos aos corpos e às formas de afeto. Entre lembranças de infância e silêncios herdados, eles descobrem que amar é também reconstruir memórias, redefinir o que é família e escolher, todos os dias, viver um amor que não se curva às normas. Um espetáculo sobre o amor. Clichê. Amor. Afeto. Sonhos. Queremos naturalizar essas palavras em nossos corpos, em nossa existência. Queremos um banco, uma escuta, um abraço. Você nos ouve?

Ficha Técnica

Idealização e Dramaturgia: Aline Mohamad

Direção: Rodrigo França e Tainara Cerqueira

Elenco: Edinho Santos e Letícia Calvosa

Intérpretes: Caroline Martins e Larissa Martins

Direção de movimento: Tainara Cerqueira

Dramaturgia Sonora e Trilha Original: Dani Nega

Direção de Imagens: Carol Godinho

Cenário e Figurinos: Rodrigo França

Iluminação: Pedro Carneiro

Programação visual: Raquel Alvarenga

Mídias Sociais: Júlia Tavares

Fotos: Tiago Silva

Visagismo: Diego Nardes

Produção Aquilomamento: Anne Mohamad | Ubukirê Produções

Produção:  Corpo Rastreado

Realização: Sesc SP, MS Arte e Cultura e Corpo Rastreado

Assessoria de imprensa: Canal Aberto.

Serviço:

OZ

Data: 21 de maio a 26 de junho, às quartas e quintas, às 21h. Feriado (19/6 – Corpus Christi), às 18h

Local: Sesc Vila Mariana – R. Pelotas, 141 – Vila Mariana – Espaço Corpo e Artes

Ingresso: R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada) e R$15 (Credencial Plena)

Acessibilidade: Todas as sessões com tradução em Libras. Sessões com audiodescrição: dias 11, 12, 18 e 19 de junho.

Sesc Vila Mariana | Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): terça a sexta, das 9h às 20h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h (obs.: atendimento mediante agendamento). Bilheteria: terça a sexta, das 9h às 20h30; sábado, das 10h às 18h e das 20h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 18h. Estacionamento: R$8,00 a primeira hora + R$3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$17 a primeira hora + R$4,00 a hora adicional (outros). 125 vagas. Paraciclo: gratuito (obs.: é necessário a utilização travas de seguranças). 16 vagas Informações: 5080-3000

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Blue Note Rio recebe o cantor internacional Tom Speight, Leoni, Rodrigo Suricato, Bebê Kramer e mais

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

O Blue Note Rio. Foto: Alex Woloch.

Dando início à programação da semana na quarta-feira às 20h, o acordeonista Bebê Kramer, considerado um dos mais completos da sua geração, se apresenta no palco do Blue Note Rio acompanhado do quarteto formado por Marco Lobo (percussão), Luis Barcelos (Bandolim), Guto Wirtti (baixo acústico) e Pedro Franco (Violão). Já parceiro de Guto Wirtti (baixo acústico) há alguns anos, Kramer resolveu juntar esses músicos para um projeto de música instrumental, que traz elementos da música do Sul, do choro e da música latino-americana. O resultado deste encontro veremos no palco do Blue Note. Em seguida, às 22h30, Mario Vitor faz tributo a Paul McCartney – Beatles & Wings. Internacionalmente conhecido como intérprete de Sir Paul McCartney, Mário Vitor junto com uma super banda trazem um show com os sucessos do Macca nos Beatles e nos Wings.

Tributo a Elton John e Rodrigo Suricato

Na quinta-feira, Mark Lambert retorna ao palco do Blue Note Rio no dia 15/5 às 20h para, em grande estilo, fazer seu tributo a Elton John, o grande pianista e cantor inglês. No programa, sucessos como, ‘Goodbye Yellow Brick Road’, ‘Your Song’, ‘Satarday Night’s All Right For Fighting’, ‘Tiny Dancer’ e ‘Can You Feel The Love Tonight’. Às 22h30, o vencedor do Grammy latino e atual vocalista do Barão Vermelho Rodrigo Suricato vai apresentar um show feito exclusivamente para o Blue Note homenageando suas origens no blues e no rock em The Blues Rock Experience com um time de músicos de primeira com André Carvalho na Bateria, Cesar Lago no baixo e Marcio Loureiro no piano Rhodes e Hammond.

Bebê Kramer. Foto: Thais Bernardi.

Sexta-feira, em dois horários (20h e 22h30) Leoni celebra 40 anos de estrada num show repleto de sucessos, em que o cantor e compositor revisita canções que marcaram a sua trajetória. Num setlist quase didático, hits do Kid Abelha (‘Pintura íntima’, ‘Fixação’, ‘Como eu quero’, ‘Por que não eu?’, ‘Os outros’), dos Heróis da Resistência (‘Só pro meu prazer’, ‘Esse outro mundo’, ‘Dublê de corpo’) e de sua carreira solo (‘Garotos II’, ‘Temporada das flores’, ‘As cartas que eu não mando’) vão se sucedendo por quase duas horas de espetáculo.

Aproveitando o formato intimista da casa, nesta temporada especial no Blue Note Rio e Blue Note São Paulo, Leoni é acompanhado pelo filho Antonio Leoni (guitarra e vocais).

Atração internacional – Tom Speight

Sábado, dia 17, às 20h, o Blue Note RJ receberá o lançamento de Perfect Strangers, o mais recente álbum do internacional Tom Speight. A apresentação promete cativar o público com sua mistura única de folk-pop acústico, caracterizado por melodias marcantes e letras emocionantes. O tema do show gira em torno das nuances da conexão humana e da beleza encontrada nos momentos cotidianos, refletindo a essência do novo álbum.

Acompanhando Tom no palco estará a renomada vocalista Lydia Clowes, cujas colaborações incluem trabalhos com artistas como U2, Fred Again e Amber Run. O repertório contará com faixas de Perfect Strangers, destacando a harmonia e a narrativa emocional da dupla. Entre os destaques estão as evocativas Soak Up, Little Love e Perfect Strangers, um dueto sonhador que exemplifica a evolução artística de ambos. Os presentes podem esperar uma atmosfera íntima, com a renomada acústica do Blue Note aprimorando a jornada musical da noite.

Na sequência, às 22h30, um dos maiores nomes da música instrumental brasileira, Leo Gandelman, fará um show sofisticado e com sofisticação musical e performance impecável. Saxofonista, compositor, arranjador e produtor musical, Leo Gandelman é um dos principais responsáveis pela difusão do gênero para o grande público. Já se apresentou como solista nas principais orquestras do Brasil e do mundo, incluindo a Orquestra Sinfônica Brasileira, com destaque para concertos no Central Park e no Lincoln Center, em Nova Iorque. Com 21 discos e três DVDs lançados, foi eleito melhor instrumentista do Brasil por 15 anos consecutivos pelo Jornal do Brasil. Sua carreira internacional inclui temporadas de sucesso no Blue Note NY, o prestigiado Festival de Montreux e turnês por mais de 20 países.

Clube da Esquina

No Domingo Musical, a banda Trem Mineiro fará uma homenagem aos artistas do Clube da Esquina com músicas dos seus principais representantes, como Milton Nascimento, Lô Borges e Beto Guedes. Músicas que marcaram na memória de várias gerações, como Maria, Maria, Amor de Índio e Sol de Primavera serão executadas pelos músicos Lu Ventura (violão), Julio Zartos (guitarra), André Gonçalves (baixo), Cyro Telles (teclado) e André Obermuller. Uma experiência musical imperdível.

13/5/2025 – terça – 19h30

PIANO BAR – MARCOS NIMRICHTER – PART ESPECIAL: JEFFERSON LESCOWICH

14/5 – quarta – 20h

BEBÊ KRAMER & TRIO

14/5 – quarta – 22h30

PAUL MCCARTNEY POR MARIO VITOR E BANDA

15/5 – quinta – 18h

PIANO BAR – ADAURY – PART ESPECIAL: BERVAL MORAES (baixo)

15/5 – quinta – 20h30

TRIBUTO ELTON JOHN – MARK LAMBERT

15/5 – quinta – 22h30

RODRIGO SURICATO BLUES ROCK EXPERIENCE

16/5 – sexta – 20h e 22h30

LEONI – 40 ANOS NA ESTRADA

17/5 – sábado – 20h

TOM SPEIGHT

17/5 – sábado – 22h30

LEO GANDELMAN

18/5 – domingo – 19h

DOMINGOS MUSICAIS | BANDA TREM MINEIRO – HOMENAGEM AOS ARTISTAS DO CLUBE DA ESQUINA.

BLUE NOTE RIO

O Blue Note Rio ocupa um espaço com aproximadamente 700 m², sendo dividido em três ambientes: Varanda Blue, com capacidade para 110 lugares. A casa conta com um Piano Bar no primeiro andar, com capacidade para 140 pessoas. Nas terças e quintas acontece o Piano Bar Experience, com apresentação dos pianistas da casa e convidados especiais, anunciados a cada semana (couvert artístico: R$25). Aos sábados, a programação diurna conta com a Feijoada Raiz, com samba e buffet exclusivo, onde os clientes podem saborear um delicioso prato típico na área externa, no Calçadão, ainda mais perto do mar de Copacabana.

Aos domingos, a casa acaba de lançar o Cozido & Bossa Nova, que será oferecido das 12 às 17h. Um clássico também nas mesas brasileiras, o cozido à portuguesa é feito com carnes, legumes e embutidos. Original do Norte de Portugal, da cidade de Monção, o prato ganhou o tempero do Brasil. No Blue Note Rio, a iguaria é servida com peito de boi, costelinha suína, linguiça, carne seca e pé suíno. Os acompanhamentos são arroz, legumes variados e pirão de caldo de carne. A sugestão do chef é uma taça de vinho para completar. O prato individual é R$89 e a porção para duas pessoas é R$170. Bebidas são cobradas à parte.

E para dar um toque mais brasileiro e carioca à experiência, um trio de músicos comanda três sets do melhor da Bossa Nova. Clássicos inesquecíveis do gênero serão executados ao vivo. A entrada é gratuita. A franquia chegou ao Brasil por meio do empresário Luiz Calainho. No time de patrocinadores estão as cervejarias Heineken e Blue Moon, o Hotel Fairmont e a Sadia Speciale, além do patrocínio master da Porto Bank.

A MARCA BLUE NOTE

Inaugurado em 1981 em Nova York pelo proprietário e fundador Danny Bensusan, o Blue Note possui filiais no Havaí, Califórnia, Japão (Tóquio), Itália (Milão) e China (Pequim e Xangai). A noite de estreia, em 30 de setembro, contou com o Nat Adderley Quintet. Logo, o lugar se estabeleceu como a principal casa de shows da cidade, já tendo recebido nomes como Ray Charles, Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan, Carmen McRae, Lionel Hampton, Oscar Peterson, Chick Corea, Keith Jarrett e muitos outros.

BLUE NOTE RIO | Endereço: Av. Atlântica, 1910 – Rio de Janeiro – RJ

Ingressos aqui.

(Com Flavia Motta/Lupa Comunicação)

Recorte de artesãos paraibanos compõem ‘Qual o seu papel? Da fibra à forma: a arte que pulsa da Paraíba’ no Museu A CASA do Objeto Brasileiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Mestre Dadá Venceslau. Fotos: Alysson Souza.

O Museu A Casa do Objeto Brasileiro recebe, a partir do dia 24 de maio, sábado, a exposiçãoQual o seu papel? Da fibra à forma, a arte que pulsa da Paraíba’, um recorte da produção artesanal do estado da Paraíba. A mostra chega a São Paulo após ser apresentada no 39º Salão do Artesanato da Paraíba, em João Pessoa. Realizada pelo Museu A CASA, pelo PAP – Programa do Artesanato Paraibano, pela Secretaria de Estado de Turismo da Paraíba e pelo Governo do Estado da Paraíba, a exposição conta ainda com parceria institucional do Sebrae-PB e apoio institucional da São Braz. Qual o seu papel? reúne o trabalho de sete artesãos — Adriano Oliveira, Babá Santana, Carlos Apollo, Dadá Venceslau, Ednaldo Farias, Géo Oliveira e Socorro Souza —, que têm no papel sua principal matéria-prima de criação. A partir dele, dão forma a uma arte delicada, marcada por poesia, cores e personagens que habitam o imaginário popular e o universo lúdico da região.

No dia da abertura (24 de maio), haverá ainda uma apresentação musical às 15h30 com o cantor e instrumentista paraibano Jarbas Mariz interpretando músicas que resgatam autores de sua terra, desde Jackson do Pandeiro a Elba Ramalho e Chico César. Além disso, das 11h às 12h30 o Museu recebe a roda de conversa Papo de Casa, debate aberto que ocorre no último sábado de cada mês e que dessa vez marca a inauguração da mostra. Na ocasião, a jornalista Regina Galvão mediará o bate-papo com os artesãos paraibanos convidados.

A gastronomia do estado também entra em cena na festividade sob o comando do chef Carlos Ribeiro, que preparará o cuscuz paraibano, elaborado com a tradicional marca São Braz, além de servir drinques com cachaça. No domingo, 25 de maio, a Oficina Criativa de Papietagem (técnica artesanal que utiliza papel – normalmente jornal ou revista – para criar objetos e esculturas), comandada pelos mestres Dadá Venceslau e Geo Oliveira. A oficina é gratuita, sujeita a lotação e é voltada para pessoas acima de 20 anos. No domingo, ela ocorre das 10h às 13h. Também haverá uma edição da oficina na quinta-feira que antecede a abertura da mostra, dia 22 de maio, das 14h às 17h.

Sobre a exposição

As peças exibidas foram criadas sob a orientação do designer Sérgio Mattos, que estimulou a experimentação sem abrir mão da identidade autoral de cada artista. As obras são fruto de um domínio apurado das técnicas de papel machê e papietagem, práticas artesanais de origem milenar. Enquanto o papel machê — de origens na China antiga e difundido pela Europa — molda uma mistura de polpa de papel e adesivos naturais, resultando em estruturas sólidas e duráveis, a papietagem diferencia-se por aplicar camadas inteiras de papel embebido em cola sobre moldes, criando superfícies ricas em textura e volumetria. “Em Qual o seu papel?, a arte feita à mão transforma materiais considerados de descarte em gestos de permanência e reinvenção. O Museu A Casa do Objeto Brasileiro, em parceria com o Governo do Estado da Paraíba e o Sebrae-PB, convida o público paulistano a descobrir como o olhar atento e a criatividade coletiva podem revelar beleza onde menos se espera — e como o fazer artesanal segue sendo um elo vital entre passado, presente e futuro”, diz Mariana Lorenzi, diretora artística do Museu A Casa do Objeto Brasileiro

A inovação se revela também no uso de matérias-primas improváveis e sustentáveis: além de materiais descartados como papelão, caixas de medicamentos e rolos de papel higiênico, os artesãos empregam fibras e resíduos orgânicos tais como banana, cana-de-açúcar, casca de cebola, carnaúba, espada-de-São-Jorge e capim-elefante para criar papiros artesanais que incorporam texturas e tonalidades únicas às obras. Essa prática não apenas ressignifica o ‘lixo’, como também contribui para o debate urgente sobre práticas sustentáveis capazes de reverter os ciclos de descarte que marcam o nosso tempo.

As narrativas que atravessam as peças remetem ao dia a dia do povo sertanejo, às festas populares e às tradições de resistência cultural: das bases cilíndricas e coloridas desenhadas por Sérgio Mattos para a cenografia, surgem papangus, maracatus, brincantes, palhaços, animais fantásticos, maletas e bonecos que espelham a riqueza simbólica da região nordestina. Cada objeto, ao mesmo tempo que celebra a inventividade popular, convida à reflexão sobre memória, identidade e sustentabilidade.

Sobre os artistas:

Adriano Oliveira: formas e cores do Nordeste

Desde a adolescência, quando teve seu primeiro contato com o artesanato, Adriano Oliveira, natural de João Pessoa, encantou-se com a arte de transformar materiais. Hoje aos 42 anos, ele lembra com carinho do aprendizado ao lado do mestre Babá Santana, que o inspirou a trilhar esse caminho. Em seu pequeno ateliê, no bairro de Mangabeira, ele desenha e molda figuras de animais, especialmente os domésticos. Explora também cores e texturas combinando cabaça e jornal em peças únicas: mulheres nordestinas, cães, gatos, bailarinas e máscaras de carnaval. Obras essas que carregam alegria para a vida de seus clientes. “O artesanato vai além da criação, é a oportunidade de fazer, refazer e reciclar”, afirma. “Tenho a missão de mostrar um pouco da arte paraibana, da arte nordestina.”

Babá Santana: a poesia do circo em papel machê

Manuel Iremar Santana, mais conhecido como Babá Santana, apelido dado pela irmã, nasceu em 1958 no município de Santa Luzia, no semiárido paraibano. Em 1972, mudou-se para a capital, onde sua trajetória artística começou a tomar forma. Autodidata, explorou diversas áreas da decoração e cenografia, criando desde ambientes infantis, estandes de exposições e cenários teatrais. Em 2002, Babá encontrou sua real vocação: a confecção de bonecos de papel machê. Desenvolveu uma técnica única, utilizando cabaças como base para criar palhaços, bailarinas, trapezistas e equilibristas — figuras que traduzem o encanto e a poesia do circo, sua paixão desde a infância. Ele também produz bonecas, figuras humanas e arte sacra, sempre de um colorido vibrante. Seu trabalho já foi exposto em São Paulo, Recife, Minas Gerais e Bahia, além de ter atravessado fronteiras, sendo exibido nos Estados Unidos e na França.

Carlos Apollo: a arte que transforma

Com 58 anos de idade e 38 anos dedicados ao artesanato, Carlos Antônio Apolônio da Silva, mais conhecido como Carlos Apollo, encontrou na arte com papel sua verdadeira vocação. Nascido em Esperança, no agreste paraibano, ele cresceu em meio à vida simples do campo, filho de agricultores. Seu primeiro contato com o artesanato aconteceu em São Paulo, quando começou a trabalhar com adereços e cenografia para teatro. Autodidata, ele diz ter aprendido o ofício com a própria imaginação, sem esquecer das pessoas que, ao longo do caminho, lhe deram dicas valiosas. “Transformo materiais em obras de decoração e utilidade, gerando renda com consciência ecológica.”

Dadá Venceslau: a magia do teatro, do lixo ao luxo

A trajetória artística de Dadá Venceslau, 63 anos, começou em Patos, onde nasceu. “Comecei a trabalhar com pedras, fazendo bonecos e palhaços, tudo o que eu faço hoje, só que com papel, papelão e muito material reciclado”, conta. Na década de 1980, passou a apresentar seus trabalhos em feiras de artesanato. Mas foi no Rio de Janeiro que ele mergulhou no universo circense, teatral e das artes plásticas, experiências que marcaram sua formação. Em 1985, de volta à Paraíba, fundou a Supimpa Produções Artísticas, dando origem à trupe Agitada Gang, um grupo de atores e palhaços que há mais de 30 anos encanta plateias. Além da atuação no cenário cultural, Dadá dedica-se a projetos sociais. Como arte-educador, integra a ONG Folia Cidadã, realizando um importante trabalho no Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos da Prefeitura de João Pessoa. “Minha missão é ressignificar. Eu recolho o lixo e o transformo em arte – o que chamo de o luxo do lixo.”

Ednaldo Farias: a reciclagem como missão

Transformar o que iria para o lixo em algo novo e belo, contribuindo para um mundo melhor – essa é a missão que Ednaldo Farias Ferreira escolheu para si. Aos 42 anos, natural de Alagoa Grande, no agreste paraibano, Ednaldo cresceu em uma família de agricultores e encontrou no artesanato, em 2011, a oportunidade de mudar sua história. O olhar atento para o trabalho de grandes mestres foi o que o impulsionou a desenvolver sua própria arte, tornando o artesanato sua companhia inseparável. “Tenho procurado me qualificar e melhorar a cada dia, para alcançar o realismo em cada escultura e, assim, encantar ainda mais o público. Sou apaixonado pelo que faço”. Com mais de dez anos de dedicação diária, Ednaldo segue firme em sua jornada, provando que a arte pode dar novo destino a materiais descartados — e também transformar a vida de quem a cria.

Geo Oliveira: alma festiva e nordestina

Com talento e criatividade, Geo Oliveira transforma simples folhas de papel em personagens do maracatu, dos folguedos e das histórias do Sertão, dando forma e cor à cultura popular e às memórias de sua infância. Natural de São Mamede, ele desde pequeno aprendeu a enxergar a cultura popular do seu entorno. O olhar curioso e atento logo se tornou fonte de inspiração. Antes de se dedicar ao papel, passou pelo bordado e pela arte naif, até encontrar a verdadeira paixão: dar vida a personagens do imaginário nordestino. “Eu não sei fazer outra coisa senão esses personagens dos folguedos. Hoje, uso o papel para trazê-los ao mundo, porque, para mim, eles são universais”, diz o artesão, que também é psicólogo.

Socorro Souza: entre o cuidado e a arte

Nascida em João Pessoa, Socorro Souza descobriu desde cedo as múltiplas possibilidades do artesanato. Vinda de uma família humilde, ainda menina percebeu que o fazer artesanal poderia ser uma forma de superar as dificuldades financeiras que enfrentava. Mas sua relação com o artesanato foi além da necessidade. O amor pela arte se enraizou, e nem mesmo a conquista de um diploma em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba a afastou desse ofício. Os conselhos dos pais, comerciantes, para que apostasse na educação deram frutos, mas o artesanato permaneceu como parte essencial de sua vida. “Meu compromisso é buscar a maior perfeição possível em cada peça que faço. Sempre me coloco no lugar do cliente e me esforço para que ele volte. Sei que, ao confeccionar meus personagens com dedicação, também estou contribuindo para um mundo melhor”, avalia.

Ficha Técnica – Museu A CASA do Objeto Brasileiro

Diretora Presidente | Renata Mellão

Diretoras | Sonia Kiss e Maria Eudóxia Mellão Figueiredo Atkins

Direção Executiva | Eduardo Augusto Sena

Direção Artística | Mariana Lorenzi

Administrativo-Financeiro | Tatiana Sousa

Comunicação | Halinni Garcia Lopes

Desenvolvimento Institucional | Carolina Rocha

Gestão Loja | Patrícia Kede Godoy

Gestão Predial | Janice Monteiro

Loja | Lívia Andrello

Mediação e Educativo | Camilla Pires

Produção | Renata Zanetti Sant’Anna

Serviços Gerais | Maria José Miguel Pereira

Zeladoria | Alfredo Matias

Ficha Técnica da exposição

Governo do Estado da Paraíba

Governador: João Azevedo Lins Filho

Vice Governador: Lucas Ribeiro Novais de Araújo

Secretária de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico Setde: Rosália Borges Lucas

Presidente de Honra do Programa do Artesanato Paraibano PAP: Ana Maria Sales Lins

Gestora do Programa do Artesanato Paraibano PAP: Marielza Rodriguez Targino de Araújo

Diretor do Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa: Fábio de Morais Silva

Coordenadora de Capacitação do Programa do Artesanato Paraibano PAP: Yara de Alencar Cunha Filha

Sebrae PB

Presidentes do Conselho Deliberativo Estadual: Mario Antônio Pereira Borba

Diretor Superintendente: Luiz Alberto Gonçalves Amorim

Diretor Técnico: Lucélio Cartaxo Pires de Sá

Diretor Administrativo: João Monteiro da Franca Neto

Gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas: Luciano Holanda

Gestor de Artesanato:  Jucieux Palmeira

Curadoria da Exposição: Sérgio Matos.

Sobre o Museu A CASA do Objeto Brasileiro

O Museu A CASA do Objeto Brasileiro é um espaço de referência na valorização do saber artesanal, atuando desde 1997 para proteger, difundir e atualizar suas tradições. Criado pela economista Renata Mellão, o museu fomenta a produção artesanal por meio de exposições, projetos, programação cultural e parcerias institucionais. Seu acervo inclui peças de Mestres Artesãos como Espedito Seleiro e de comunidades como os Baniwa e os ceramistas do Xingu.

Mais do que preservar, o museu atua ativamente na valorização do fazer manual como ferramenta de desenvolvimento social e econômico. Suas iniciativas incentivam a autonomia dos artesãos e artesãs, garantindo o reconhecimento de seus saberes e respeitando a identidade cultural de cada comunidade. Por meio de programas educativos, capacitações e pesquisas, o museu estabelece pontes entre tradição e inovação, fortalecendo a produção artesanal em diferentes territórios.

Ao longo de sua trajetória, o Museu A CASA consolidou-se como um importante polo de pesquisa e reflexão sobre o artesanato brasileiro. Suas exposições revelam a diversidade das práticas artesanais no país, abrangendo técnicas como a cerâmica indígena, as rendas, os trançados e a marcenaria. Além disso, promove iniciativas que aproximam artesãos, designers, pesquisadores e o público interessado na cultura material brasileira.

Desde 2008, o Museu A CASA realiza o Prêmio Objeto Brasileiro, um dos principais reconhecimentos do setor, voltado para a produção artesanal contemporânea. Com nove edições realizadas, o prêmio já recebeu quase duas mil inscrições, destacando a inovação e a excelência do fazer artesanal no Brasil.

Com um olhar atento à tradição e ao futuro do artesanato, o Museu A CASA segue impulsionando novas narrativas e promovendo o encontro entre diferentes gerações de criadores, pesquisadores e apreciadores do objeto brasileiro.

Sobre a Loja do Museu A CASA

A Loja do Museu A CASA é uma extensão do trabalho do Museu A CASA do Objeto Brasileiro, oferecendo ao público a oportunidade de adquirir peças criadas por artesãos e comunidades de diversas regiões do país. Seu acervo é cuidadosamente selecionado para destacar a riqueza do artesanato brasileiro, valorizando materiais, técnicas e expressões culturais únicas.

Cada peça disponível na Loja do Museu A CASA carrega a história e a identidade de seus criadores, conectando tradição e contemporaneidade. O espaço busca promover a sustentabilidade da produção artesanal, garantindo que os artesãos sejam remunerados de forma justa e que seus saberes sejam preservados.

Além de objetos de decoração e utilitários, a loja apresenta uma curadoria especial de peças autorais, muitas delas fruto de parcerias entre designers e mestres artesãos. Dessa forma, a Loja do Museu A CASA se torna um ponto de encontro entre diferentes públicos, incentivando o consumo consciente e a valorização do fazer manual brasileiro.

Serviço:

Qual o Seu Papel? Da fibra à forma: a arte que pulsa da Paraíba

Local: Museu A CASA do Objeto Brasileiro (Av. Pedroso de Morais, 1216 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05420-001)

Abertura: 24 de maio de 2025, sábado, das 10h às 18h

Período expositivo: de 25 de maio a 3 de agosto

Horário: de quarta a domingo, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Mais informações:

Tel: +55 (11) 3814-9711 | E-mail| Site | Instagram.

(Com Diogo Locci/Agência Taga)