Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

A mente por trás do monstro: autora explora a psicologia de um serial killer em ‘O Ceifador de Anjos’

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Em ‘O Ceifador de Anjos: A coleção de fetos’, Juliete Vasconcelos conduz o leitor por um thriller psicológico intenso e perturbador, onde o foco não está na descoberta de um assassino, mas em compreender sua mente. Inspirada por séries como Dexter e You, a autora opta por revelar logo nas primeiras páginas que Vincent Hughes é um assassino em série — o que importa, aqui, é o ‘porquê’ e não o ‘quem’. A narrativa desafia julgamentos fáceis e propõe uma imersão desconfortável e fascinante na complexidade da psicopatia, da manipulação e das múltiplas faces da maldade.

Em vez de seguir a fórmula do suspense policial, a trilogia se dedica a acompanhar o Ceifador em três fases distintas: a glória invisível, os gatilhos da infância e o declínio inevitável. Na entrevista abaixo, a autora comenta o processo criativo da obra, fala sobre a construção do vilão e o compromisso de sua escrita com a complexidade humana.

1 – O Ceifador de Anjos: A coleção de fetos conta a história de Vincent Hughes, um homem aparentemente comum, mas que esconde ser um serial killer meticuloso e cruel. Como foi a construção psicológica do protagonista?

Juliete Vasconcelos: Acredito que por eu consumir conteúdos do gênero há tantos anos, a construção se deu de forma bastante natural. Conseguia ver no Ceifador traços muito similares aos vilões/anti-heróis dos livros e da TV. Inclusive, tive ótimos feedbacks no que se refere à construção psicológica do Ceifador vindos de psicólogos e psiquiatras. Soube por uma leitora, que também é psicóloga, que ela o indicou para o Conselho de Psicologia do qual fazia parte, sob a justificativa de que eu soube, enquanto autora, apresentar um psicopata ‘tal qual é de verdade’, o que me deixou muito feliz.

2 – O livro lida com temas como psicopatia, manipulação e assassinatos brutais. Como foi o processo de pesquisa e preparação emocional para escrever cenas tão intensas? 

J.V.: Como consumidora aficionada por conteúdos do gênero (livros, filmes, séries, documentários etc.), no que se refere à preparação emocional, não tive dificuldade para escrever a maior parte das cenas. Para mim, diferentemente do que ocorre quando leio outros gêneros, quando se trata de um thriller/criminal, consigo visualizar as cenas perfeitamente em minha mente, como se estivesse assistindo um filme.

3 – A escolha de revelar a identidade do assassino logo no início é incomum em thrillers. O que te motivou a subverter essa expectativa clássica do gênero? 

J.V.: Partindo da premissa de que produzimos aquilo que gostamos de consumir, sempre me senti mais instigada quando consigo (como leitora e telespectadora) mergulhar na mente do vilão/anti-herói, porque me permite despir-me de preconceitos e de fazer julgamentos, forçando-me a buscar as razões, obviamente não justificáveis, dos atos cometidos. Escancarar que a mente humana é complexa e que há variadas leituras e interpretações da realidade por ‘N’ motivos, assim como diversas reações a elas – das mais brandas às mais perversas –, é o compromisso que assumi com minha escrita.

4 – Quais foram as referências para a construção da narrativa?  

J.V.: Documentários que partem da vida do criminoso, seja ele um assassino psicopata ou um serial killer; livros e séries como Dexter (Jeff Lindsay), Perfume: a história de um assassino (Patrick Süskind), Bates Motel (Robert Bloch) e You (Caroline Kepnes), que assim como na trilogia O Ceifador de Anjos, acompanhamos o dia a dia do vilão/anti-herói, ficando as investigações sempre em segundo plano.

5 – O que os leitores podem esperar da trilogia O Ceifador de Anjos nos próximos volumes? 

J.V.: Muito sangue, muitas descobertas e reviravoltas. A trilogia está dividida nas três fases da vida do Ceifador. Neste primeiro volume (A coleção de fetos), temos a melhor fase da sua vida: onde ele faz e acontece sem precisar lidar com as consequências, é feliz e invisível no que se refere ao radar dos detetives; no volume 2 (Antes da coleção), retornamos à sua infância e adolescência, além de parte da sua vida adulta, quando dá início à coleção, de forma que o leitor possa ‘compreender’ o que o levou a cometer tamanhas atrocidades e, por fim, no volume 3 (A última ceifa), deparamo-nos com a pior fase da vida do Ceifador, onde ele começa a arcar com as consequências de seus atos. Costumo brincar que no primeiro livro é fácil ‘amar’ e até ‘torcer’ pelo Ceifador, e que no segundo, o leitor é capaz de o entender e até ter alguma empatia pelo protagonista, enquanto, no livro três, quaisquer sentimentos são transformados em ódio.

Sobre a autora

Nascida em Itapeva, no interior de São Paulo, a escritora de suspenses, Juliete Vasconcelos, reside atualmente em Sorocaba. Pós-graduada em Criminologia, aborda em seus livros temas como psicopatia e outros transtornos. É autora de Quando os Pássaros Pousam, vencedor das premiações Book Brasil 2020 e Ecos da Literatura 2020, e de Segredos de origami guardados em porcelana, em coautoria de Drico Araújo, finalista do Prêmio Ecos da Literatura 2021.

Também participou da antologia Te odeio, mãe! Com todo meu amor com o conto Nossa mãe, Maria, no qual aborda abuso infantil e narcisismo materno, recebendo o Troféu Cecília Meireles ao ser eleita uma das mulheres notáveis da 23ª edição da premiação. Agora, presenteia os fãs com uma nova edição da trilogia O Ceifador de Anjos, que foi finalista do Prêmio Ecos da Literatura 2019. Redes sociais da autora: Instagram | Facebook | LinkedIn | Site.

(Com Victoria Gearini/LC Agência de Comunicação)

World Press Photo 2025 chega a CAIXA Cultural do Rio com exposição dos 42 projetos premiados

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Brasil é destaque na premiação do World Press Photo 2025 com fotógrafos premiados e imagens de destaque.

De 27 de maio a 20 de julho, a CAIXA Cultural do Rio de Janeiro recebe a exposição itinerante World Press Photo 2025, que apresenta os vencedores do 68º Concurso Anual. Este ano, a mostra traz 42 projetos vencedores que refletem os temas mais urgentes da atualidade: política, gênero, migração, conflitos armados e a crise climática, reunindo histórias captadas por fotógrafos de 31 países. Entre os premiados estão três profissionais brasileiros, Amanda Perobelli, André Coelho e Anselmo Cunha. O país também ganhou protagonismo na lente de outros profissionais internacionais, o mexicano Musuk Nolte com imagens da seca na Amazônia e Jerome Brouillet com a foto do atleta olímpico Gabriel Medina. Depois da Cidade Maravilhosa, a mostra segue para São Paulo, e depois Curitiba e Salvador recebem pela primeira vez a exposição.

Em 2025, as imagens documentam desde protestos e levantes em países como Quênia, Myanmar, Haiti, El Salvador e Geórgia, até retratos inesperados de figuras políticas nos Estados Unidos e na Alemanha. Também revelam histórias comoventes de jovens ao redor do mundo – como um homem trans de 21 anos nos Países Baixos, uma jovem ucraniana traumatizada pela guerra e uma criança palestina vivendo com amputações após bombardeios em Gaza, escolhida como a foto do ano.

Outro destaque desta edição é o impacto das mudanças climáticas em diferentes partes do mundo, com registros de desastres no Peru, Brasil e Filipinas. Há ainda um retrato potente da comunidade LGBTQIAPN+ celebrando o orgulho em um local secreto em Lagos, Nigéria, onde atos dessa natureza podem ser criminalizados. Destaque também para Tamale Safale, o primeiro atleta com deficiência a competir com atletas não deficientes em Uganda.

Para o brasileiro Raphael Dias e Silva, curador e gerente da exposição, a organização sempre tem a intenção e a ambição de trazer as maiores temáticas das notícias do mundo. Em 2025, o crescente aumento dos fluxos migratórios e os efeitos muito reais da mudança climática, que está criando eventos extremos no mundo inteiro, são destaques com a seca na Amazônia mais uma vez sendo retratada, assim como as enchentes do Rio Grande do Sul. “Uma nota especial nessa edição é o trabalho do brasileiro André Coelho, que retrata torcedores do Botafogo. O projeto vai além do que a gente espera da fotografia esportiva. Uma imagem que mostra como o esporte tem o poder de criar comunidade, o poder de criar esperança e felicidade, sentimentos tão necessários no mundo atual”, explica ele.

Brasil

Três fotógrafos brasileiros estão entre os premiados da América do Sul no World Press Photo 2025. Na categoria Individual da América do Sul, Anselmo Cunha foi reconhecido pela imagem Aeronave em Pista Inundada, registrada durante a enchente histórica que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024. Com o mesmo tema, Amanda Perobelli venceu na categoria Reportagem com a série As Piores Enchentes do Brasil, que retrata os impactos das chuvas na cidade de Canoas, uma das mais afetadas pelo desastre climático. Também na categoria Individual o fotógrafo André Coelho foi premiado com a imagem Torcida do Botafogo: Orgulho e Glória, que mostra a comemoração dos torcedores do clube carioca após a conquista inédita da Copa Libertadores da CONMEBOL, em novembro de 2024.

O Brasil também se destacou em outros dois projetos internacionais. O mexicano Musuk Nolte retratou os efeitos socioambientais da redução do nível dos rios na região norte do país. A série Seca no Rio Amazonas foi uma das vencedoras na categoria Reportagem da América do Sul. Já o fotógrafo francês Jerome Brouillet, da AFP, venceu na categoria Individual da região Ásia-Pacífico e Oceania, com a imagem de grande repercussão que mostra o surfista brasileiro Gabriel Medina emergindo triunfante de uma onda em Teahupo’o, no Taiti, quando garantiu a medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris

O fotógrafo Lalo de Almeida, vencedor na categoria Individual da América do Sul na edição de 2024, foi escolhido para presidir o júri na América do Sul. “Ter a experiência de estar do outro lado do balcão é uma honra. É uma grande responsabilidade, pois todas as histórias são importantes e todas as fotografias selecionadas eram impressionantes. Há muitos fotógrafos trabalhando em histórias profundas e foi incrível ver a forma como a América do Sul produz boas histórias”, afirma Lalo, que também integrou o júri global.

Campanha Feminicídio Zero

Durante o período de exibição no Brasil, a World Press Photo 2025 adere à campanha Feminicídio Zero para ampliar o debate sobre violência de gênero e os desafios enfrentados por mulheres em diferentes contextos ao redor do mundo.

As histórias retratadas em diversas imagens vencedoras da mostra nesta edição, tais como Corpos Femininos Como Campos de Batalha (Cinzia Canneri), Maria (Maria Abranches), Jaide (Santiago Mesa), Terra Sem Mulheres (Kiana Hayeri) e Crise no Haiti (Clarens Siffroy) evidenciam como o corpo e a vida das mulheres continuam sendo alvos de opressão, controle e violência. Ao conectar essas narrativas visuais com os objetivos da campanha, a mostra convida o público a refletir sobre os direitos das mulheres, a urgência do enfrentamento ao feminicídio e o papel da arte na promoção da conscientização social.

Concurso

Desde 1955, o Concurso Anual World Press Photo reconhece e celebra o melhor do fotojornalismo e da fotografia documental produzidos ao longo do último ano. A edição de 2025 adota uma estrutura regional, com seis regiões globais: África, América do Norte e Central, América do Sul, Ásia Ocidental, Central e Sul Asiático, Ásia-Pacífico e Oceania e Europa.

Em 2021, o concurso World Press Photo passou a adotar um modelo regional de premiação, o que o tornou mais representativo globalmente. Em 2025, a novidade é a mudança de um para três vencedores nas categorias Fotografia Individual e Reportagem em cada região do mundo, além de um vencedor por região na categoria Projeto de Longo Prazo. A exposição será apresentada em mais de 60 cidades, incluindo a estreia mundial em Amsterdã, seguida de Londres, Roma, Berlim, Viena, Budapeste, Cidade do México, Montreal, Jacarta e Sydney.

As inscrições são julgadas e premiadas de acordo com a região onde as fotografias e histórias foram produzidas — e não pela nacionalidade do fotógrafo. Cada região contempla três categorias baseadas em formato: Individual (Singles), Reportagem (Stories) e Projetos de Longo Prazo (Long-Term Projects).

Em 2025, o concurso, que acontece em meio às comemorações de 70 anos da Fundação World Press Photo, realizadora da premiação, ampliou o número de fotógrafos e projetos premiados – de 33, em 2024, para 42. Foram recebidas 59.320 inscrições, enviadas por 3.778 fotógrafos, de 141 países. As inscrições sempre são avaliadas de forma anônima. A primeira etapa da seleção foi realizada por júris regionais, que fizeram a pré-seleção dos trabalhos. Em seguida, os vencedores foram definidos por um júri global independente, composto pelos presidentes dos júris regionais e o presidente global.

A exposição no Brasil é patrocinada pela CAIXA e pelo Governo Federal, e tem o apoio do Jornal O Globo. A organização sem fins lucrativos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) é correalizadora da programação paralela da World Press Photo.

Serviço:

Exposição: World Press Photo 2025

Local: CAIXA Cultural RJ – Unidade Passeio

Período: 27 de maio a 20 de julho de 2025

Endereço: R. do Passeio, 38 – Centro, Rio de Janeiro – Próximo à estação Cinelândia do Metrô

Horário de visitação: Terça a sábado: das 10h às 20h / Domingos e feriados: das 11h às 18h.

Entrada gratuita

Classificação etária: 12 anos

Mais informações: https://www.caixacultural.gov.br/Paginas/default.aspx /  @caixalculturalrj / tel: (21) 3083-2595

Importante: A exposição terá visitas mediadas com Libras e todas as imagens contarão com audiodescrição.

Para acessar a história de todas as fotos vencedoras em 2025 – clique aqui

Para acessar as fotografias da exposição – clique aqui.

(Com Ana Paula Nunes/Atomicalab)

Capital Inicial apresenta show Acústico 25 anos no Qualistage no dia 31 de maio

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Capital Inicial. Fotos: Fernando Schlaepfer.

A turnê do Acústico 25 Anos do Capital Inicial está esgotando casas de shows pelo Brasil. Agora, o Rio de Janeiro se prepara para receber uma das maiores bandas de rock do país. No dia 31 de maio, o Qualistage, na Barra da Tijuca, levará o público à loucura com o show em comemoração do emblemático álbum. A turnê passará por mais de 25 cidades, reproduzindo na íntegra, e na ordem original, as músicas do famoso disco.

Por trás do acústico – Em 2025, o Capital comemora os 25 anos da gravação do seu álbum mais conhecido, influente e aclamado: o Capital Inicial Acústico MTV. A banda havia se reunido um pouco antes, em 1998, cinco anos após a saída de Dinho Ouro Preto. A retomada da banda tinha pretensões bastante modestas – a ideia era fazer apenas alguns shows para celebrar a sua história e o legado do rock de Brasília.

No entanto, poucos meses após os primeiros shows, chega um convite da nascente Abril Music para gravar um disco de inéditas. O álbum, depois chamado de ‘Atrás dos Olhos’, foi gravado em Nashville com o produtor David Z, o mesmo de Prince e Billy Idol, em agosto de 1998 e marca a retomada fonográfica e o ressurgimento do Capital Inicial.

Pouco depois, chega o segundo convite, também inesperado, para gravar o Acústico MTV. A banda se dá conta da visibilidade e dos desafios do projeto e passa quase dois meses ensaiando de manhã e à tarde no Teatro Mars. Para a produção musical, é convidado Marcelo Sussekind, um velho amigo e produtor de álbuns anteriores do Capital. Para acompanhá-los na gravação, do começo ao fim, é convidado outro grande amigo, o Kiko Zambianchi e, para uma participação especial, dessa vez uma amiga de escola do Dinho, a Zélia Duncan. Nesse time ainda são chamados mais dois músicos, o Denny Conceição na percussão e o Aislan Gomes nos teclados.

Horas, dias e semanas se arrastam enquanto todos ensaiam ininterruptamente. Enquanto isso, algumas perguntas surgem: que canções incluir?  Qual o critério a ser usado na seleção do repertório? Qual a sonoridade a ser buscada?  Que cara dar ao projeto? Chega-se ao consenso de que o som deveria ser cru e simples, quase elementar. Algo que remetesse às origens da banda. Na escolha do repertório é feito algo similar, as músicas mais conhecidas e mais emblemáticas dos discos anteriores são escolhidas. Porém, toma-se também a decisão de incluir canções mais recentes e duas inéditas, ‘Natasha’ e ‘Tudo Que Vai’. É feita ainda uma versão de ‘Primeiros Erros’ do Kiko Zambianchi.

O registro dessa noite singular, literalmente única – pois tudo foi gravado em uma única noite –, é bastante próximo do desejo de todos os envolvidos. O espírito e a essência da banda estavam presentes, mas com o pé no freio. Tudo muito calmo, como se estivessem tocando na sua sala ou em volta de uma fogueira a céu aberto.

Registro feito, gravação terminada, alívio generalizado e pronto: agora era só lançar. O começo desse processo foi como tudo que envolveu a banda desde a sua reunião – modestamente. Mas o que se seguiu não poderia ser mais diferente. O álbum se viu gradualmente abraçado por mais e mais gente. Aos poucos as vendas ficam cada vez maiores. Os shows começam a ficar cada vez mais lotados. A agenda já não cabe no calendário. Até que, no Rock in Rio de 2001, a performance do Capital e a reação do público lançam a banda a uma dimensão até então inédita. O disco, cujas vendas já iam bem, explodem. Os shows passam a ser em ginásios e estádios.

Um ano inteiro após seu lançamento, o Capital se vê entre os maiores nomes da música brasileira. Passa a ver a sonoridade do disco copiada. E não só no rock, em outros gêneros também, como na música sertaneja. A partir daí, o disco rapidamente alcança um milhão de discos vendidos. Ele é pirateado de norte a sul e mesmo assim as vendas não param. Recebe todos os prêmios que havia no país. A banda não consegue mais chegar aos seus próprios shows. O Capital passa a ser acompanhado por uma escolta para abrir o caminho. Há gritaria na porta dos hotéis.

E as vendas continuam. Até hoje não se sabe qual é o número final das vendas. Em parte, porque nunca parou de vender. Até hoje algumas canções do disco estão entre as mais ouvidas do Capital nas plataformas de streaming.

O Capital Inicial quis aproveitar esse bom momento para lançar discos novos e escrever mais capítulos de sua história. Assim foi feito – eles lançaram um disco a cada dois anos até a pandemia. A banda quer continuar a olhar para o futuro, mas uma data como essa e um disco como este merece e vai ser celebrado. A banda vai fazer mais de 25 shows com quase a mesma formação da gravação original. Vai também lançar um EP de músicas inéditas para acompanhar a turnê. Os shows terão produção musical de Marcelo Sussekind, cenografia do Zé Carratu, Studio Curva e MangoLab e design de luzes de Césio Lima. Vai ser uma comemoração à altura de sua dimensão. O Capital Inicial espera ver vocês para reviver toda a emoção desse disco em alguma dessas datas.

TURNÊ

Maio: 10/5 – Recife / PE – 17/5 – Belém / PA – 23/5 – Aracaju / SE – 24/5 – Salvador / BA – 31/5 – Qualistage no Rio de Janeiro / RJ

Junho: 7/6 – São José (Florianópolis) / SC – 14/6 – Curitiba / PR – 21/06 – Campo Grande / MS – 27/6 – Maringá / PR – 28/6 – Londrina / PR

Julho: 4/7 – Juiz de Fora / MG – 5/7 – Piracicaba / SP – 12/7 – Belo Horizonte (Festival Prime Rock) / MG – 18/7 – Jundiaí / SP – 19/7 – Divinópolis / MG – 25/7 – Goiânia / GO

Agosto: 2/8 – Jaguariúna / SP

Setembro: 27/9 – Patos de Minas / MG

Outubro: 3/10 – Lauro de Freitas / BA – 25/10 – Vitória / ES – 31/10 – Rio Verde / GO

Novembro: 1/11 – São Paulo / SP – 15/11 – São Paulo / SP – 29/11 – Toledo / PR

Informações e ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/capital-inicial/.

FICHA TÉCNICA: Capital Inicial Acústico 25 anos

Capital Inicial – Com Dinho Ouro Preto – Flávio Lemos – Fê Lemos -Yves Passarell – Músicos de apoio: Fabiano Carelli (Guitarrista) – Nei Medeiros (Tecladista)

Músicos Convidados: Kiko Zambianchi (Violão e Backing Vocal)

Denny Conceição (Percussão)

Produção musical: Marcelo Sussekind

Realização: Bonus Track

Assessoria de Imprensa Capital Inicial: Ágata Cunha

Apresentação: 31 de maio – sábado – única apresentação

Qualistage

Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ

Show: às 22h

Abertura dos portões: 20h

A partir de R$ 90,00

Classificação etária: 18 anos – Menores de 18 anos, apenas acompanhados dos responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial.

Vendas on-line: https://www.eventim.com.br/event/capital-inicial-acustico-25-anos-qualistage-19422821/?esid=3768277&promo_id=128245 ou na Bilheteria Oficial – Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, RJ – De segunda a sábado das 11h às 20h / domingo e feriados das 13h às 20h

Em dias de shows, o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.

Capacidade da casa: 9 mil em pé / 3.500 sentados

Acessibilidade.

(Com Rozangela Silva/BT Assessoria de Comunicação)

Brasil Jazz Sinfônica apresenta repertório brasileiro no Teatro Cultura Artística

São Paulo, por Kleber Patricio

No dia 13 de junho (sexta-feira), a Brasil Jazz Sinfônica se apresenta no Teatro Cultura Artística, às 20h, com repertório que reúne diversas obras da música brasileira. O concerto acontece em formação camerística com cordas, cozinha (baixo, guitarra, piano e bateria) e percussão, sob a regência de João Maurício Galindo e apresentação dos solistas Renato Borghetti e Daniel Sá.

Os músicos convidados são referências do sul do Brasil: Borghetti, destaque na parte instrumental gaúcha e reconhecido pelo pioneirismo ao popularizar a gaita-ponto; Daniel Sá é violinista, arranjador, diretor musical e seu parceiro de palco há muitos anos.

A apresentação une a linguagem orquestral e os ritmos do sul, celebrando a identidade e riqueza cultural brasileira.

Repertório:

Conversa de Botequim & Com Que Roupa? – Noel Rosa (arranjo de Tiago Costa);

Noite Cariocas – Jacó do Bandolim (arranjo de Newton Carneiro);

Água de Beber – Tom Jobim (arranjo de Tiago Costa);

Aquele Abraço – Gilberto Gil (arranjo de Paulo Malheiros);

Sete Anéis – Egberto Gismonti (arranjo de Cíntia Zanco);

Barra do Ribeiro – Guinha Ramires (arranjo de Rafael Piccolloto);

Merceditas – Ramón Sixto Rios (arranjo de Douglas Fonseca);

Passo Fundo – Daniel Sá (arranjo de Cíntia Zanco);

Taquito Militar – Mariano Mores (arranjo de Daniel Sá);

Sétima do Pontal – Renato Borghetti e Veco Marques (arranjo de Ricardo Mazini Bordini com adaptação de Kleberson Buzo);

Pout-Pourri de Rancheiras – Geraldo Flach, Alegre Corrêa e Rafael Koeller (arranjo de Rodrigo Morte);

Milonga para as Missões – Gilberto Monteiro (arranjo de Rodrigo Morte);

Kilometro 11 – Mario Del Tránsito Cocomarolla e Constante Aguer (arranjo de Fernando Corrêa).

Serviço:

Orquestra Brasil Jazz Sinfônica e Renato Borghetti

Regência: João Maurício Galindo

Data: 13 de junho

Horário: às 20h

Duração: 70 minutos

Local: Teatro Cultura Artística

Endereço: Rua Nestor Pestana, 196 – Consolação – São Paulo, SP

Ingressos: R$ 210,00 (inteira) e R$ 105,00 (meia)

Vendas: plataforma INTI.

(Com Bianca Gravalos/TV Cultura)

A Gentil Carioca SP recebe exposição ‘Miguel Afa: Um céu para caber’

São Paulo, por Kleber Patricio

Miguel Afa – Um céu para caber, 2025 – óleo sobre tela [oil on canvas] – 180 x 200 x 3 cm [70 7/8 x 78 3/4 x 1 1/8 in] – 12,8 kg. Fotos: Cortesia Miguel Afa e A Gentil Carioca.

A Gentil Carioca apresenta ‘Um céu para caber’, primeira exposição individual de Miguel Afa em São Paulo. O texto que acompanha a mostra é assinado por Lorraine Mendes — crítica, curadora e pesquisadora que já acompanhou a trajetória do artista na exposição coletiva ‘Dos Brasis’ (Sesc Belenzinho, 2024), marco de sua estreia na cidade. Nesta nova exposição, Afa exibe um conjunto inédito de pinturas que exploram os limites e as expansões do afeto como experiência estética e política. O céu, aqui, surge como metáfora de amplitude e possibilidade: lugar de acolhimento, respiro e entrega.

Miguel Afa (n. 1987, Rio de Janeiro, Brasil) iniciou sua trajetória artística em 2001 por meio do graffiti, nas ruas do Complexo do Alemão, onde nasceu e cresceu. Mais tarde, formou-se pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Sua obra propõe uma reconfiguração poética da imagem do corpo periférico, contrapondo os estigmas da marginalização com cenas que evocam afeto, cuidado e resistência. Por meio de uma paleta cromática enigmática — que não ameniza, mas adensa a narrativa — Afa constrói cenas que, ao mesmo tempo, revelam o visível e o invisibilizado. Em sua pintura, cor é discurso. Esmaecer não é apenas gesto técnico, mas ato de lembrança e posicionamento.

Miguel Afa Caranguejo, 2025 – óleo sobre tela [oil on canvas] – 180 x 200 x 3 cm [70 7/8 x 78 3/4 x 1 1/8 in] – 12,5 kg.

Com uma trajetória em ascensão, o artista realiza em 2025 a exposição individual ‘O vento continua, todavia’, no Paço Imperial (RJ) e já integrou mostras coletivas como ‘Dos Brasis’ (Sesc Belenzinho/SP e Sesc Quitandinha/RJ), ‘O que te faz olhar para o céu?’ (Centro Cultural Correios, RJ) e, em 2024, apresentou a individual ‘Entra Pra Dentro’ n’A Gentil Carioca (RJ). Suas obras integram importantes coleções, como a Jorge M. Pérez Collection.

Em Um céu para caber, cada pintura é entregue como quem oferece uma dedicatória — à pintura, à vida, e às histórias que nela fazem figura. “Miguel Afa nos apresenta um conjunto de obras que versam sobre os limites daquilo que podemos chamar de amor. Se todos e cada um temos direito ao afeto, ao contato e às nuances de sentimentos que desabrocham ao se relacionar, o céu representa algo infinito, ilimitado, fecundo de possibilidades”, explica Lorraine Mendes.

A exposição continua no andar superior da galeria com uma seleção de obras inéditas que abordam temas ligados à intimidade e ao erotismo a partir de uma perspectiva sensível e crítica. Em função do conteúdo, essa parte da mostra terá classificação indicativa de 18 anos, respeitando as orientações para visitação de públicos diversos.

Serviço:

Miguel Afa: Um céu para caber

Abertura: 31 maio, sáb, 14h-19h | até 23 ago 2025

A Gentil Carioca São Paulo

Travessa Dona Paula, 108 – Higienópolis, São Paulo (SP)

Seg a sex, 10h-19h; sáb, 11h-17h.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)