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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Pinacoteca de São Paulo inaugura mostra transdisciplinar de Regina Parra

São Paulo, por Kleber Patricio

“O chamado” [Calling], 2023, óleo sobre papel e alumínio.

A Pinacoteca de São Paulo inaugura a exposição “Pagã”, da artista Regina Parra, no 2º andar da Pinacoteca Estação. Em diálogo com diferentes campos criativos, a artista transforma o museu em espaço cênico para contar a história de uma mulher que abdica de uma vida socialmente confortável e inicia um ritual de descoberta e transformação de si e do seu corpo. Com curadoria de Ana Maria Maia, a mostra será aberta para o público no dia 1º de abril com apresentações performáticas.

Regina Parra (São Paulo, 1984) tem uma produção em pintura, audiovisual, instalações e performances. Nos últimos anos, sua pesquisa se deteve sobre questões ligadas às representações de mulheres como corpos dissidentes em sociedades patriarcais e falocêntricas. Em ‘Pagã’, projeto experimental desenvolvido para a Pinacoteca, a artista fala sobre o corpo feminino, seu prazer, liberdade e insubordinação. Em uma espécie de peça teatral dividida em nove cenas, Parra convida o público a percorrer uma travessia de referências em pinturas, performance, escultura, vídeos e neons para acompanhar a saga de Pagã.

“Esse trabalho confirma e potencializa o que Regina vem construindo nos últimos anos – uma pesquisa de cunho experimental que demarca uma reaproximação da artista com o teatro, sua formação de origem. Para refletir sobre o lugar da mulher em sociedades patriarcais, Regina constrói uma dramaturgia em que, como nas criações cênicas, diferentes experiências e saberes se cruzam e alcançam uma dimensão coletiva. Essa dimensão coletiva perpassa desde a produção até a recepção das obras”, conta Ana Maria Maia.

Pagã

Uma personagem que é o arquétipo de uma mulher, ou um espelho, de identidade individual, mas às vezes coletiva, ‘Pagã’ atende ao chamado e inicia um ritual de descoberta. Na primeira cena da mostra, sua história se cruza a da jovem retratada nos afrescos da Vila dos Mistérios, na cidade italiana de Pompéia, no século 2 a.C. No culto greco-romano, essa personagem ultrapassa o portal dos sátiros e entrega seu corpo a Dionísio, sendo então submetida a um ritual em que desce ao nível animal, deseducando-se do repertório adquirido. Assim como no mito, a mulher se entrega ao ritual, rompendo com o que lhe foi imposto, em uma experiência representada pelo quadro ‘Pagã’ (2023).

O percurso da Pagã se entrelaça então com outras sagas e tempos, em uma tentativa que para a artista perpassa o desejo de encontrar o tempo mítico no cotidiano. Na mostra, a jovem de Pompéia se confunde com G.H., personagem de Clarice Lispector do romance “A paixão segundo G.H.” (1964), que acessa um fluxo de consciência revelador sobre sua condição de gênero e classe social após se deparar com uma barata em seu apartamento. O estado agudo de crise da personagem dessa obra paradigmática da literatura brasileira do século XX reverbera em oralidades, danças e lamentos, igualmente afeitas a propagar emoções sem fazê-las caberem em palavras. Assim, algumas interpretações da mitologia grega também compõem a personagem, como Electra, Minotaura e a Cabra, citadas em performances e instalações audiovisuais.

Transitando por diferentes linguagens e referências em cada ato, a artista revela o desejo de que as mulheres se reconheçam no arquétipo de Pagã, que em nove cenas ocupa todo o espaço expositivo do 2º andar da Pinacoteca, em uma experiência de reconhecimento do seu corpo e de si. Os trabalhos de Parra se transformam em um vocabulário poético e político, em uma jornada que termina na reapropriação do próprio gozo, com a pintura O gosto do vivo (2023).

Serviço:

Regina Parra: Pagã – 1/4 a 13/8/2023

Pinacoteca Estação

Funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 18h – Gratuito

Performances: 1º de abril, às 12h e às 15h. Segunda data a ser definida.

Catálogo disponível em lojas físicas e no site.

(Fonte: Pinacoteca de São Paulo)

Instituto Tomie Ohtake apresenta “Vânia Mignone – de tudo se faz canção”

São Paulo, por Kleber Patricio

Vânia Mignone, sem título, 2013, acrílica sobre MDF. Foto: ©edouard_fraipont.

Na esteira dos projetos que o Instituto Tomie Ohtake tem realizado nos últimos anos para abrir novas investigações acerca da representatividade e da importância de artistas mulheres, o espaço paulistano traz agora a exposição “De tudo se faz canção”, que, com curadoria de Priscyla Gomes, observa em retrospectiva a trajetória de Vânia Mignone.

Com um amplo panorama, a exposição, com mais de uma centena de obras, resgata os percursos da artista nos mais diversos formatos: desenhos, colagens, ilustrações para obras literárias, capas de discos, gravuras e pinturas. O conjunto reunido chama atenção pela vivacidade das cores e pela expressividade de figuras em grande dimensão, além da diversidade de suportes e técnicas que aparecerem conjugados, mostrando um vasto universo de experimentação em que referências da propaganda, do design, do cinema, das histórias em quadrinhos e da música convivem com trabalhos em escalas distintas. Segundo Priscyla Gomes, “As narrativas exploradas por Vânia destacam-se pelo modo como ela articula desde questões prosaicas até aspectos latentes da cultura e da política brasileiras”.

Vânia Mignone, sem título, 2009, acrílica sobre MDF. Foto: Everton Ballardin.

A mostra empresta seu título de um verso da música ‘Clube da Esquina nº 2’, de Milton Nascimento, Lô e Márcio Borges, composta para o álbum homônimo de 1972. A partir das conversas entre a curadora e a artista, a proposta foi resgatar a importância da MPB no processo criativo de Vânia. A artista paulista faz recorrente alusão ao seu anseio de fazer de sua pintura, canção, contagiando aquele que a observa. “Vânia construiu para si uma estrada, incorporando a música popular brasileira ao seu processo criativo cotidiano de ateliê”, destaca a curadora do Instituto Tomie Ohtake.

Gomes enfatiza a síntese sinérgica que constitui o repertório da artista, marcado por letreiros de outdoors e pela xilogravura. “Seu vasto léxico remete-se ainda à qualidade de incorporar elementos fundamentais dessas referências; dentre eles, a coesa relação entre imagem e palavra”.

O mural em grande escala e cores vibrantes dedicado ao recente episódio da tragédia humanitária ianomâmi, prossegue a curadora, não nos deixa esquecer que fazer canção é também refletir sobre o silêncio e suas consequências, sobre como narrar o desmedido e o intragável. “Em meio a tantos gases lacrimogênios, os trabalhos de distintas épocas dessa retrospectiva nos convidam a fabularmos, criando nossa própria canção, uma viagem de ventania pelas estradas por Vânia trilhadas até aqui”, completa.

Vânia Mignone, sem título, 2021, acrílica sobre MDF. Foto: Filipe Berndt.

Vânia Mignone | 1967, Campinas. Vive e trabalha em Campinas. É Bacharel em Publicidade e Propaganda pela PUC-Campinas e Bacharel em Educação Artística pela Unicamp. Entre suas exposições individuais destacam-se “Ecos”, Museu de Artes Visuais da Unicamp, Campinas [2019]; “Eu poderia ficar quieta mas não vou”, SESC Presidente Prudente [2017]; “Casa Daros”, Rio de Janeiro, e “Cenários”, Museu de Arte Contemporânea da USP, São Paulo [2014]. Participou de diversas exposições coletivas, como “Por um sopro de fúria e esperança”, Mube, São Paulo [2021]; “Crônicas Cariocas para Adiar o Fim do Mundo”, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro [2021]; “Língua Solta”, Museu da Língua Portuguesa, São Paulo [2021]; 1981/2021: “Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira”, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro [2021]; “Mulheres na Coleção do MAR”, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; “Mínimo, Múltiplo, Comum”, Pinacoteca, São Paulo; 33ª Bienal de São Paulo – “Afinidades Afetivas”, Fundação Bienal, São Paulo [2018].

Exposição “Vânia Mignone – De tudo se faz canção”

Abertura: 1º de abril, das 11h às 15h

Visitação: até 4 de junho de 2023

De terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros, São Paulo, SP

Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: (11) 2245-1900.

(Fonte: Pool de Comunicação)

Marcio Gobbi inaugura Escritório de Arte com mostra de arte e cultura popular

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de José Antonio da Silva.

O marchand Marcio Gobbi inaugura seu Escritório de Arte com a mostra coletiva “Pintura e Festividade Popular”, sob curadoria de Ademar Britto. A exposição apresenta pinturas de artistas brasileiros que registram comemorações e festas religiosas populares no país. A abertura da exposição acontece no dia 1º de abril, sábado, e o novo espaço está localizado em um imóvel restaurado do sec. XVIII no bairro da Bela Vista, região criativa da cidade com estúdios, ateliês, galerias e cooperativas de artistas e criativos.

“Pintura e Festividade Popular” destaca a Arte Popular, uma representação artística formada por manifestações do que cria e consome o povo. Sem educação formal em artes plásticas, os artistas desenvolvem técnicas e habilidades a partir de tradições locais, por vezes transmitidas através das gerações, com características marcantes de ingenuidade e espontaneidade.

Obra de Maria Auxiliadora .

Entre os trabalhos selecionados para a exposição, destacam-se “Festa”, de José Antonio da Silva, que retrata a intensidade e a energia de uma comemoração típica regional, e “Casamento na Roça”, de Maria Auxiliadora, que celebra as tradições populares brasileiras. A totalidade dos trabalhos escolhidos apresenta um amplo panorama de arte, feita por artistas brasileiros, percorrendo um período de oito décadas, de 1901 a 1988. Todos os autores possuem suas próprias características, respeitabilidade e valor na história da arte popular do Brasil.

“Pintura e Festividade Popular” é uma oportunidade para apreciar a habilidade e a criatividade de seletos artistas, bem como se conectar com as tradições e a cultura popular brasileira, bem como sua diversidade cultural, por meio da arte.

Serviço:

Exposição “Pintura e Festividade Popular”

Artistas: Agostinho Batista de Freitas, Maria Auxiliadora, Elisa Martins da Silveira, Iaponi Araujo, Sergio Vidal, Rafael Borges de Oliveira (Pintor Rafael), Licidio Lopes, José Antônio da Silva, Raquel Trindade, Luiz Soares, Emídio de Souza, Bajado e outros.

Curadoria: Ademar Britto

Abertura: 1º de abril – sábado – das 11 às 17hs

Período: de 3 de abril a 13 de maio de 2023

Local: Marcio Gobbi escritório de Arte

Endereço: Rua dos Ingleses, 165 – Bela Vista, São Paulo, SP

Telefone: (11) 99941-6481

Horário: de segunda a sexta-feira das 10 às 18h; sábado das 10 às 16h

E-mail: marciogobbi@gmail.com.br

Site: www.marciogobbi.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/marciogobbi

Número de obras: 15

Técnicas: pinturas

Dimensões: de 27 x 35 cm a 87 x 120 cm.

(Fonte: Balady Comunicação)

Programação de abril do SESC Campinas aprofunda as discussões sobre o fazer artístico e a relação com o público

Campinas, por Kleber Patricio

Tecnologias para Viver Juntos. Foto: Juliana Hilal.

A produção artística nacional propicia ao SESC Campinas a oportunidade de desenvolver projetos e propor atividades que se aprofundam nas discussões sobre os modos de fazer arte, para além do entretenimento. A proposta é aproximar o público do trabalho de criadores, pesquisadores e artistas contemporâneos e com o universo de cientistas e pesquisadores que fizeram história e transformaram a forma como vemos o mundo, como, por exemplo, o britânico Charles Darwin (1809–1882), objeto da exposição interativa “Darwin, o original”.

Nesse cardápio variado, a programação do período de 31/3 a 6/4, abre espaço para atividades em múltiplas linguagens nas áreas de tecnologia, música, dança, cinema, artes cênicas e literatura, além da programação fixa voltada para crianças, jovens, adultos e idosos.

Moda de Rock Brasil. Foto: Rita Perran.

Com sua política de promover o conhecimento como forma de melhorar a qualidade de vida nos territórios, o SESC Campinas recebe a roda de conversa “Tecnologias para Viver Junto” (31/3, sexta, das 19h às 21h na Área de Convivência. Grátis. 16 anos. Atividade aberta, sem retirada de ingressos). Neste encontro haverá a apresentação do projeto “Quebrada Agroecológica”, que levou minicisternas sustentáveis à ocupação Maria da Penha, em Guarulhos, Grande São Paulo, de modo a garantir água para mais de duas mil famílias. A solução foi uma alternativa encontrada pela comunidade para, a partir da coleta de água da chuva, enfrentar a escassez hídrica na região. A iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), desenvolvida pelo grupo Quebrada Ecológica, se destacou durante a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP 27), realizada no Brasil em novembro de 2022. Na ocasião, o empreendimento foi o vencedor do prêmio ImaGen Ventures de inovação.

Rock ao som de viola caipira? À primeira vista pode parecer uma mistura estranha, mas é exatamente esta a proposta do “Moda de Rock Brasil” (1/4, sábado, às 16h, na Área de Convivência. Grátis. Livre. Atividade aberta, sem retirada de ingressos). O projeto, da dupla de violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder, nasceu quase como uma brincadeira. Em 2007, os dois violeiros, também professores, resolveram mostrar o potencial do instrumento para seus alunos e ao mesmo tempo reviver a trilha sonora roqueira de suas adolescências. A proposta de adaptar versões instrumentais de clássicos do rock para a viola caipira teve boa repercussão. Assim, em 2022, a dupla lançou o seu quarto álbum “Moda de Rock Brasil”, dedicado exclusivamente ao rock nacional com arranjos de viola caipira para músicas de bandas como Mutantes, Raul Seixas, Novos Baianos, Joelho de Porco, Ira!, Plebe Rude, Dorsal Atlântica, Cólera e Camisa de Vênus.

A programação voltada ao público infanto-juvenil apresenta o espetáculo “Do Que São Feitas as Estrelas?” (2/4, domingo, às 16h, no Teatro. Ingressos: R$8, R$12,50, R$25. Melhor aproveitado por crianças a partir de 6 anos, acompanhadas por uma pessoa responsável adulta). A peça conta a história real da astrônoma inglesa Cecilia Payne-Gaposchkin (1900–1979), cientista que descobriu a composição das estrelas e enfrentou diversos desafios na comunidade científica e acadêmica para seguir o seu sonho e se tornar cientista, numa época em que as mulheres não podiam nem obter um diploma. Na montagem, a vida de Cecília Payne se transforma em uma aventura intergaláctica onde a guerreira Ceci, uma menina encafifada com o universo dos porquês, enfrenta intrigas e batalhas, trapaças e chantagens, tempestades e brigas com seres intergalácticos para se tornar uma exploradora cósmica. A narrativa, que acompanha o crescimento de Ceci até se tornar uma das astrônomas mais importantes da História, enfrenta com poesia a ideia antiga de que “tem coisa que não é para menina”, e incentiva garotas (e também garotos) a serem o que quiserem e seguirem seus sonhos. A dramaturgia é de Sofia Fransolin, concepção de Luiza Moreira Salles, direção de Kiko Marques, com Carolina Fabri, Diego Chilio e Luiza Moreira Salles no elenco.

Do que são feitas as estrelas. Foto: Aflorar Cultura.

O Carnaval acabou, mas o gosto pela folia segue no ritmo da maior festa popular do Brasil, com a “Batucada” (2/4, domingo, das 10h às 12h, no Espaço Arena. Grátis. 10 anos. Inscrições limitadas no local a partir dos 30 minutos que antecedem a atividade), oficina prática de percussão carnavalesca com a bateria do Bloco do Cupinzeiro. A atividade encerra o ciclo de quatro oficinas, iniciado dia 12/3. Serão apresentados os instrumentos básicos de uma bateria de escola de samba: surdo, tamborim, caixa, agogô, ganzá e repinique. Os participantes terão ainda contato com diferentes ritmos, como o samba-enredo, o ijexá e o samba-reggae.

Durante todo o mês de abril, o projeto “Na Estante” (até 30/4, de terça a sexta, das 8h às 21h30, sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 18h, na Biblioteca. Grátis. 12 anos. Atividade aberta, sem retirada de ingressos), continua sob a curadoria da escritora paulistana Aline Bei. Jovem, irreverente, dona de um estilo literário único, ela surgiu como um dos nomes mais promissores da literatura contemporânea do país. Formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia Helena, Aline publicou em 2017 o seu primeiro romance, “O Peso do Pássaro Morto”. A obra, lançada pela Editora Nós, chamou a atenção da crítica especializada e conquistou os leitores. Com o livro, a escritora venceu o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria de autor estreante com menos de 40 anos. O projeto de literatura consiste numa estante temática dedicada a promoção de livros sobre temas diversos.

Prossegue esta semana outro projeto de literatura para crianças, a “Mediação de Leitura com Coletivo Cafuzas” (1/4, sábado, das 14h às 16h, na Biblioteca. Grátis. Livre. Atividade aberta, sem retirada de ingressos). Fundado em 2014, o coletivo Cafuzas tem o foco de suas pesquisas nas narrativas orais e escritas ligadas às culturas indígenas, africanas e afro-brasileiras, por conta da riqueza e da profundidade encontradas nestes universos culturais e, também, com o intuito de contribuir para o fortalecimento dessas culturas no que diz respeito à nossa própria formação cultural, à nossa história e à nossa ancestralidade. As crianças devem estar acompanhadas de uma pessoa responsável adulta.

Cena do filme “Yaaba”.

Em abril, a programação de cinema e vídeo apresenta uma seleção de filmes que contam histórias ligadas ao continente africano e buscam a subverter a maneira como enxergamos a produção cinematográfica daquele continente. A mostra “Cinema de África” abre com o longa “Yaaba” (4/4, terça, às 19h, no Teatro, grátis, classificação 14 anos. Retirada de ingressos limitados na Loja Sesc, no dia da atividade, a partir das 18h). Trata-se de uma coprodução de Burkina Faso, Suíça, França, Alemanha (1989), com direção de Idrissa Ouédraogo. Na trama, em uma pequena aldeia em Burkina Faso, Bila, um menino de 10 anos, faz amizade com uma idosa chamada Sana, a quem todos chamam de “Bruxa” e que é ritualmente culpada por qualquer desastre que aconteça na comunidade. Mas o garoto a chama de “Yaaba”, que significa “avó”, um termo carinhoso que Sana nunca tinha ouvido. Quando Nopoko, prima do garoto, fica doente, Bila recorre a Sana para que ela faça um remédio para salvar a menina. O filme foi vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Cannes em 1989. Versão restaurada.

No campo da dança, o SESC Campinas desenvolve projetos que propõem uma reflexão sobre a relação entre a criação artística em dança, o ensino, a pesquisa e o aprendizado voltados a esta linguagem artística. Esta semana, o “Histórias do Corpo”, que consiste em dez conversas/entrevistas com artistas e pesquisadores das artes do corpo atuantes em diferentes regiões do país, veiculados na plataforma SESC Digital, lança o “Série #2 – Episódio 4 – Tiago Cadete (a partir do dia 5/4, quarta, às 19h30. Atividade on-line. Grátis. 14 anos). No quarto episódio do podcast, Ivana Menna Barreto conversa com o artista visual, da dança e da performance Tiago Cadete sobre suas viagens entre Portugal e Brasil, dos deslocamentos de tempo e espaço em sua obra “Entrevistas”, que trata da experiência da migração, e de sua pesquisa sobre as pinturas do Brasil-Colônia que alimentaram o trabalho “Alla Prima”. Ivana é criadora, professora, pesquisadora em dança e performance. Tiago Cadete é natural de Portugal e vive entre Portugal e Brasil. Seus trabalhos e colaborações foram apresentados em vários países do mundo. Além dos citados, criou os espetáculos “Brasa” (2021), “Atlântico” (2020), “Fiume” (2020), “Cicerone” (2020), “Golden” (2014), “Highlight” (2011), entre outras colaborações. Para ouvir, acesse o site do SESC Digital no link https://sesc.digital/colecao/historias-do-corpo.

Projeto Falas Compartilhadas. Foto: Dalton Yatabe.

A séria “Falas Compartilhadas”, que propõe reflexões a respeito do processo de envelhecimento, inicia, esta semana, o ciclo de palestras “Formas de Empreender e Autorrespeito na Longevidade” (dias 6, 13, 20 e 27/4, quintas, das 14h às 16h, no Mezanino do Galpão. Grátis. A partir de 60 anos. Inscrições limitadas no local, em cada dia, a partir dos 30 minutos que antecedem a atividade). A proposta dos encontros é promover a reflexão e fornecer informações e orientações sobre empreendedorismo na terceira idade, considerando que as pessoas envelhecem de forma diferente e muitas continuam a vida laborativa após a aposentadoria, buscando outras realizações e novas experiências. Com Roney Zaidan, professor universitário, consultor, publicitário e mentor em ESG, Ecoinovação e Governança; com mediação da gerontóloga Marta Fontenele.

A programação musical traz, ainda, o show “Malandragem – Lilian Jardim homenageia Cássia Eller” (6/4, quinta, às 20h, na Área de Convivência. Grátis. Livre. Atividade aberta, sem retirada de ingressos). Reconhecida pela potência vocal e pelo carisma, a cantora Lilian Jardim apresenta um show em homenagem a uma das maiores intérpretes da música brasileira: Cássia Eller. Acompanhada por uma banda talentosa, formada por Lilian Jardim (voz, violão, percussão e gaita), Paulo Russi (piano), Anderson Senapeschi (baixo) e Pedro Cirilo (bateria), Lilian traz uma noite vibrante, relendo sucessos da artista, que nos deixou há 21 anos, como “Malandragem”, “Segundo Sol”, “Vá Morar Com o Diabo”, “ECT”, “All Star” e outras.

E segue em cartaz a exposição “Darwin, o original” (até 13/8, de terça a sexta, das 9h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, no Galpão Multiuso. Livre. Atividade aberta, sem retirada de ingressos). Na mostra, o público é guiado por uma jornada multidisciplinar e interativa a bordo de uma gama de recursos gráficos pelo universo e descobertas do cientista, geólogo, naturalista, biólogo e humanista Charles Darwin, que revolucionou o mundo científico com suas teorias sobre a origem e evolução das espécies. Na mostra em Campinas, as eras geológicas do Brasil são apresentadas por meio de fósseis, da formação dos minerais e da arqueologia indígena. Em Campinas, também, foram incluídas peças de museus locais, como besouros do acervo do Museu de História Natural e peças arqueológicas do acervo do Museu da Cidade (MuCi). Darwin, o original é uma viagem ao passado, ao presente e ao futuro. Agendamento de visitação de grupos escolares e instituições pelo link https://bit.ly/exposicaodarwin), ou pelo telefone (19) 3737-1608.

“Darwin, O Original”. Foto: Natt Fejfar.

Dentro das ações relativas à exposição “Darwin, o original”, a unidade oferece a oficina “Desvendando Darwin” (dias 2, 9, 16, 23, 30/4, 7, 14, 21 e 28/5, domingos, das 16h30 às 17h30; 1º/5, segunda, das 16h30 às 17h30, na Sala de Atividades 4. Grátis. A partir de 7 anos, acompanhadas de uma pessoa responsável adulta. Inscrições limitadas no local a partir dos 30 minutos que antecedem a atividade). São oficinas criativas com o uso de diversos suportes e materiais para crianças e adultos, em que serão desvendadas as várias facetas de Charles Darwin. Com educadores da exposição “Darwin, o Original”.

Para os jovens, o SESC programou, também, a oficina “Introdução à Marcenaria – Construção de um Banco Prensado” (dias 6, 13, 20, 27 e 4/5, quintas, das 9h às 12h, no Espaço de Tecnologias e Artes. Grátis. 16 anos. Inscrição única no link https://centralrelacionamento.sescsp.org.br/?path=lista-atividades) ou no App Credencial SESC SP a partir das 14h do dia 1/4. Durante essa oficina serão fabricados bancos prensados em madeira laminada natural. A peça foi concebida para reaproveitar sobras de outros trabalhos. Esse projeto transita por técnicas básicas e intermediárias de marcenaria, como corte, colagem, parafusamento e marchetaria. No trabalho, serão utilizadas máquinas elétricas (lixas, serra tico-tico, parafusadeira e tupia) e ferramentas manuais. Com o Manufaturando, fábrica de ideias.

Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, entre em contato com a Central de Atendimento do SESC Campinas pelo telefone (19) 3737-1500. A programação completa, com as atividades regulares e outras oficinas e cursos pode ser acessada no link https://linktr.ee/sesccampinas.

Informações para o público: Central de Atendimento – (19) 3737-1500

Canais SESC Campinas:

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Site: sescsp.org.br/campinas

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(Fonte: SESC Campinas)

ONG brasileira leva projeto social para Portugal

Braga, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A ONG brasileira Agência do Bem iniciou as atividades do polo da Escola de Música e Cidadania na cidade de Braga, em Portugal. O projeto promove o ensino musical para crianças e jovens de uma comunidade cigana e incentiva a formação cidadã por meio de atividades interdisciplinares e temas pedagógicos, como direitos humanos e sustentabilidade. Localizado no Bairro Nogueira da Silva, o Polo Picoto oferece aulas gratuitas de guitarra clássica, cajón e canto coral para alunos de 7 a 24 anos.

“Em Portugal, temos o desafio de atender um bairro social que abriga uma comunidade formada integralmente por ciganos, que, infelizmente, ainda são marginalizados no país. Utilizar a música como ferramenta para derrubar essas barreiras sociais só nos motiva a seguir com esse projeto, que já transformou a vida de centenas de alunos brasileiros”, afirma Alan Maia, fundador da Agência do Bem.

O processo de exportação da metodologia começou em 2022, após a seleção do projeto pelo programa “Viva o Bairro”, que foi realizado pela Bragahabit, Câmara de Braga e Human Power Hub. A iniciativa tinha como objetivo intervir junto às comunidades locais para identificar as necessidades em territórios prioritários. Com os recursos da premiação, a Agência do Bem conseguiu implementar o primeiro polo da Escola de Música e Cidadania na Europa.

O projeto tem o certificado de Tecnologia Social, que comprova que a metodologia e a dinâmica das aulas podem ser replicadas em diferentes territórios e, ainda assim, atingir resultados semelhantes. “Este movimento consiste na internacionalização de uma metodologia testada, aprovada e premiada no Brasil há quase duas décadas. É o primeiro projeto social de educação musical brasileiro a ser exportado e isso é motivo de muito orgulho para nós”, comenta Maia.

No Brasil, a Escola de Música e Cidadania conta com 27 polos, localizados em seis estados e atende atualmente mais de 2.000 alunos. No contexto de impacto social, uma pesquisa mostra que, quando comparada aos índices nacionais, a chance de uma gravidez na adolescência reduz em 53 vezes e a repetência escolar é nove vezes menor entre os beneficiados pelo projeto, além de terem índice zero no envolvimento com atos infracionais.

Sobre a Agência do Bem | A Agência do Bem é uma organização da sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, que tem como missão promover o desenvolvimento humano visando à cidadania plena da população de baixa renda por meio da educação de forma transparente e sustentável. Iniciou suas atividades em 2005 na Comunidade de Vargem Grande, no Rio de Janeiro, e atualmente possui 27 polos comunitários de atuações na região metropolitana do Rio de Janeiro e em outros cinco estados do Brasil, além de apoiar iniciativas de 90 parceiros da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e de São Paulo.

(Fonte: Aliá RP)