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Escola Livre de Música da Unicamp abre inscrições para cursos de música

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Ton Torres/Ciddic/Unicamp.

A Escola Livre de Música da Unicamp (ELM) está com inscrições abertas para o processo seletivo dos cursos de música para o ano de 2024. São oferecidos cursos em 12 instrumentos, reintroduzindo disciplinas como clarinete, percussão, violino, violão e canto. Além disso, a Escola disponibiliza cinco grupos musicais estáveis, incluindo a Banda Sinfônica da Unicamp, Big Band ELM, Orquestra de Saxofones, Grupo de Trompetes e Coral de Trombones, bem como disciplinas teóricas como Teoria Musical, História da Música e Rítmica.

O supervisor da ELM, Fernando Hehl, destaca o avanço na grade disciplinar para 2024, colocando que a Escola dará um grande salto em sua grade disciplinar. “Agregamos mais profissionais ao nosso corpo docente, propiciando a oferta de disciplinas que há tempos estavam fora de nosso currículo, como clarinete, percussão, violino e violão. Assim, aumentamos nossa responsabilidade pedagógica de proporcionar uma experiência única no aprendizado da música para todo cidadão da sociedade em geral”, comenta o supervisor.

As inscrições estão abertas de 1º a 23 de fevereiro de 2024, mediante preenchimento do formulário disponível no Edital de ingresso 2024. O cronograma inclui a análise dos vídeos enviados para disciplinas práticas de 26 de fevereiro a 1º de março, a divulgação da lista de aprovados em 4 de março, a matrícula de 4 a 8 de março e o início das aulas em 11 de março.

A ELM convida interessados a aprender, estudar, aperfeiçoar, interagir e praticar música, oferecendo uma ampla variedade de cursos e disciplinas para alunos de todas as idades e níveis de habilidade.

Serviço:

Período de inscrições: 1º a 23 de fevereiro de 2024

Edital 2024

Formulário de inscrição

Mais informações pelo (19) 3521-7673 ou elmciddic@gmail.com.

(Fonte: Ciddic/Unicamp)

Exposição “Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação” chega ao Museu Goeldi

Belém, por Kleber Patricio

Mostra Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação. Fotos: Ciete Silverio.

Belém (PA) será a primeira cidade brasileira a receber a itinerância de Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação, exposição sobre línguas indígenas do Brasil realizada pelo Museu da Língua Portuguesa com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. A mostra ficará em cartaz no Centro de Exposições Eduardo Galvão no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi de 7 de fevereiro a 28 de julho de 2024 com uma série de novidades em relação à versão original, realizada na sede do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. A curadoria é da artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano e a cocuradoria é da antropóloga Majoí Gongora.

Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação propõe um mergulho na história, memória e realidade atual das línguas dos povos indígenas do Brasil por meio de objetos etnográficos, arqueológicos, instalações audiovisuais e obras de arte. A exposição busca mostrar outros pontos de vista sobre os territórios materiais e imateriais, histórias, memórias e identidades desses povos, trazendo à tona suas trajetórias de luta e resistência, assim como os cantos e encantos de suas culturas. O Museu Goeldi não apenas sediará a exposição, como é correalizador, tendo contribuído com acervo linguístico desde a realização da mostra em São Paulo.

Uma das novidades da itinerância em Belém são os objetos das coleções de arqueologia e etnografia salvaguardadas pelo Museu Emílio Goeldi, que concentra acervos de referência sobre a Amazônia de importância mundial. Entre as peças incorporadas à exposição, estão vários botoques – tipo de adorno usado para alargar o lábio inferior – e tembetás – peças de quartzo colocadas sob os lábios. Ambos são objetos que evidenciam habilidades valorizadas entre muitos povos: a oratória e a escuta. Também foi incluído na exposição um raro banco esculpido em quartzo que, na cosmovisão tukano, está diretamente associado à avó do universo, Yepário.

Há um século e meio o Museu Paraense Emílio Goeldi desenvolve trabalhos de pesquisa, divulgação e preservação dos modos de fazer dos povos indígenas e, dentre os mais recentes, inclui o projeto Replicando o Passado, em parceria com ceramistas de Icoaraci, distrito de Belém (PA). Produto deste projeto, também será exibida na exposição a réplica de uma urna funerária marajoara elaborada originalmente por indígenas que habitaram a região amazônica desde aproximadamente o ano 500.

A mostra itinerante Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação conta com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e é correalizada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O projeto tem cooperação da Unesco no contexto da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032) e parceria do Instituto Socioambiental, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e Museu do Índio da Funai. A realização é do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Mais sobre a exposição 

“Língua é pensamento, língua é espírito, língua é uma forma de ver o mundo e apreciar a vida”. É assim que a curadora Daiara Tukano descreve o ponto de partida de Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação. A imersão começa no próprio nome da mostra, que vem da língua Guarani Mbya: nhe’ẽ significa espírito, sopro, vida, palavra, fala e porã quer dizer belo, bom. Juntos, os dois vocábulos significam “belas palavras”, “boas palavras” – ou seja, palavras sagradas que dão vida à experiência humana na terra.

Contando com a participação de cerca de 50 profissionais indígenas, a exposição tem cocuradoria da antropóloga Majoí Gongora; consultoria especial de Luciana Storto, linguista especialista no estudo de línguas indígenas; em diálogo com a curadora especial do Museu da Língua Portuguesa, Isa Grinspum Ferraz.

A exposição tem uma lógica circular guiada por um rio de palavras grafadas em diversas línguas indígenas que atravessa todo o espaço expositivo, conectando as salas em um ciclo contínuo. No início da exposição, o visitante se depara com uma floresta de línguas indígenas representando a grande diversidade existente hoje no Brasil. Nessa floresta, o público poderá conhecer a sonoridade de várias delas.

A sala ao lado, “Língua é Memória”, traz à tona históricos de contato, violência e conflito decorrentes da invasão dos territórios indígenas desde o século 16 até a contemporaneidade, problematizando o processo colonial que se autodeclara “civilizatório”. Neste ambiente, outras histórias serão contadas por meio de objetos arqueológicos, obras de artistas indígenas, registros documentais, recursos audiovisuais, multimídia e mapas criados especialmente para a exposição com dados sobre a distribuição da população e das línguas indígenas pelo território brasileiro.

As transformações das línguas indígenas são tratadas em conteúdos que exploram a resiliência, a riqueza e a multiplicidade das formas de expressão dos povos indígenas. “Colocamos em debate o fato de que somos descritos como povos ágrafos, sem escrita, mas nossas pinturas também são escritas – só que não alfabéticas”, explica Daiara Tukano.

Na terceira sala, o público conhecerá a pluralidade das ações e criações indígenas contemporâneas, distribuídas em nichos temáticos, a partir de seu protagonismo em diferentes espaços da sociedade, a exemplo de sua atuação no ensino, na pesquisa e nas linguagens artísticas. No espaço é possível ainda assistir a cenas da Marcha dos Povos Indígenas, sob direção do cineasta Kamikia Kisédjê.

Ao acompanhar o percurso do rio, os visitantes alcançam um quarto ambiente, noturno, uma atmosfera onírica introspectiva que permite o contato com a força presente nos cantos de mestres e mestras das belas palavras. O rio que percorria o chão da exposição, agora sobe a parede como uma grande cobra até se transformar em nuvens de palavras – preparando a chuva que voltará a correr sobre o próprio rio, dando continuidade ao ciclo.

Sobre o Museu da Língua Portuguesa

Localizado na Estação da Luz, no centro de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.

O Museu da Língua Portuguesa é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Esporte e Educação é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.

Sobre o Museu Goeldi 

Centro pioneiro nos estudos científicos dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimento, organização e manutenção de acervos de referência mundial relacionados à região. Estimula a apreciação, apropriação e uso do conhecimento científico sobre a região pela população.

Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Museu Goeldi é um dos mais antigos, maiores e populares museus brasileiros. Foi fundado em 1866 na cidade de Belém, onde está localizado seu Parque Zoobotânico e o Campus de Pesquisa. Mantém ainda no Arquipélago do Marajó (PA) a Estação Científica Ferreira Penna, um laboratório avançado para o estudo do funcionamento da Floresta Amazônica.

Sobre o Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale acredita que a cultura transforma vidas. Por isso, patrocina e fomenta projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 800 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org.

Serviço: 

Exposição itinerante Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação – Belém (PA) 

Museu Paraense Emílio Goeldi – Centro de Exposições Eduardo Galvão

Av. Magalhães Barata, 376 – São Braz – Belém (PA)

De 7 de fevereiro a 28 de julho de 2024 – de quarta a domingo, inclusive feriados

Até maio – das 9h às 14h, com bilheteria até 13h | Depois de junho – 9h às 16h, com bilheteria até 15h

R$3,00 (inteira) e R$1,50 (meia) e gratuidades garantidas por Lei.

(Fonte: IDBrasil Organização Social de Cultura)

Curso gratuito oferecido pelo Grupo Primavera atinge 70% de aprovação em vestibulinhos de colégios técnicos

Campinas, por Kleber Patricio

Alunos do Pacto do Grupo Primavera. Fotos: divulgação.

A rotina era puxada: pela manhã e até a hora do almoço, Ingrid Letícia Alves de Paulo, de 14 anos, frequentava a escola, durante toda a tarde estudava em casa, no Bairro Matão e, às 17h, seguia até o Pacto (Preparando Adolescentes para o Colégio Técnico), curso oferecido pelo Grupo Primavera, no Jardim São Marcos. No período de um ano e meio do curso, Ingrid recebeu a ajuda e a atenção dos professores do Pacto não apenas nas matérias que tinha mais dificuldade, mas em todas as necessárias para garantir sua formação e aprovação nos vestibulinhos de cinco colégios técnicos da região.

A dedicação aos estudos a colocou entre os aprovados na ETEC Sumaré (Administração), Cotuca (Enfermagem), ETEC Hortolândia (Nutrição), Escola Franceschini (Administração) e Etecap (Biotecnologia). E, entre tantas escolas, Ingrid optou por realizar um sonho: cursar Biotecnologia na Etecap, de olho no futuro vestibular para ingressar na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). “O Pacto me deu um impulso, motivou meu interesse pelo conteúdo e os professores ajudaram a fixar o conhecimento para que eu fizesse as provas”, afirma.

Ingrid Letícia Alves de Paulo, aprovada em cinco colégios técnicos.

Entre alunos veteranos e novatos, o Pacto registrou, este ano, 70% de aprovações. João Pedro Gonçalves é um dos novatos que conseguiram aprovação na Etecap (Química), Instituto Federal (Eletrônica) e Escola Franceschini (Administração). Aos 15 anos, ele explica que o curso Pacto exigiu mais responsabilidade com os estudos. “Eu sabia que frequentar o Pacto seria importante para melhorar meus estudos. Fui muito bem acolhido por todos, fiz amigos e saí do Primavera com uma sensação boa ao terminar o curso”, diz o estudante, que optou pela Etecap.

“Um dos pilares do Pacto é ‘aprender a aprender’. Nosso diferencial é oferecer aos jovens a oportunidade de estudar com metodologia e uma rotina intensa de aprendizado”, diz Ruth Maria de Oliveira, gestora executiva do Grupo Primavera. Disciplina e foco são fundamentais no período de um ano e meio de curso e os alunos se comprometem a frequentar as aulas e cumprir com as tarefas em busca da aprovação nos exames. “Com o empenho deles e dos nossos professores, chegamos aos melhores resultados nos vestibulinhos dos colégios técnicos”, afirma.

Para Maria Eduarda Olivetti, aprovada na ETEC Sumaré (Meio Ambiente), Franceschini (Administração) e Cotuca (Alimentos) – além de estar na lista de espera da Etecap (Meio Ambiente) e ETEC Hortolândia (Nutrição) – a dedicação foi essencial. “O vestibulinho nos dá acesso a cursos e colégios nos quais todo mundo deseja entrar.  A atenção nas aulas do Pacto foi crucial, a rotina cansa, mas tudo valeu a pena”, diz a futura aluna do Cotuca. “Me apaixonei pela escola depois que participei do Cotuca – Colégio Aberto e o curso de Alimentos é o que eu sempre desejei”, garante. Ter calma, paciência e resiliência, estudar, tirar dúvidas sempre com os professores e estar atentos ao conteúdo são as dicas das duas estudantes. “A rotina não é fácil, é cansativa, mas vale a pena no final”, diz Maria Eduarda.

João Pedro Gonçalves fará Química na Etecap.

O processo seletivo para ingresso no Pacto – que completa 22 anos em 2024 – ocorre no mês de maio de cada ano. Podem participar alunos de 8º e 9º anos, do período da manhã, das escolas públicas da região dos Amarais. Os alunos são selecionados por meio de prova, análise do boletim escolar e análise da situação socioeconômica do aluno.

Sobre o Grupo Primavera

Em 43 anos de existência, o Grupo Primavera atingiu a marca de mais de 13 mil atendidos por meio de seus programas de educação complementar, cultural e profissional, com o objetivo de reduzir os riscos sociais aos quais estão expostos, capacitando-os e trabalhando para torná-los cidadãos ativos na sociedade. Oferece aos atendidos conteúdos pedagógicos inovadores e princípios relevantes como pontualidade, respeito, participação, colaboração, organização, disciplina, iniciativa e empreendedorismo.

A instituição, fundada em 1981, recebe crianças, adolescentes e jovens de 6 a 18 anos do entorno do Jardim São Marcos. O ingresso no Primavera segue critérios como perfil socioeconômico vulnerável e a necessidade dos atendidos estarem matriculados na rede pública de ensino.

(Fonte: Carol Silveira Assessoria de Comunicação)

Sesc Belenzinho recebe banda Luísa e os Alquimistas

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

O Sesc Belenzinho recebe a banda Luísa e os Alquimistas no dia 9 de fevereiro, sexta, na Comedoria. A banda potiguar apresenta as músicas do álbum “Elixir”, que reúne 10 faixas com inspirações em sonoridades latino-americanas e dançantes. Trazendo uma riqueza de estilos e mantendo a originalidade, Elixir também chega com composições sagazes que se alternam entre as línguas do português, inglês, francês e espanhol, além do sânscrito, presente na última faixa do disco, “Mantra”. Essas narrativas se somam aos beats dançantes e envolventes criados pelos Alquimistas.

Elixir é fruto de uma pesquisa conceitual sobre a alquimia e a magia antiga em busca da vida eterna e longevidade. E, como fio condutor desse disco, os alquimistas trazem a arte como uma ferramenta de cura por meio do poder da música. Para Luísa Nascim, Front Woman e compositora do projeto, “existe uma vontade muito grande da nossa parte de trazer uma mensagem e atmosfera de esperança, prosperidade, sabedoria, força, satisfação, superação, amor. Coisas que consideramos importantes para os tempos sombrios que temos vivido”, contou.

A alquimia inconfundível do grupo também traz à tona uma mescla de estilos e gêneros musicais que passeiam pelo pop, brega, forró, piseiro, reggaeton e reggae, além de uma vasta presença das variadas nuances da música eletrônica e jamaicana e de timbragens vintage.

Luísa e os alquimistas

Dia 9 de fevereiro de 2024 – sexta, 20h30

Local: Comedoria (500 lugares)

Valores: R$50 (inteira); R$25 (Meia entrada), R$15 (Credencial Sesc)

Ingressos à venda no portal Sesc e nas bilheterias das unidades Sesc

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Sesc Belenzinho  

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

Estacionamento:

De terça a sábado, das 9h às 21h – domingos e feriados, das 9h às 18h

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$5,50 a primeira hora e R$2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$12,00 a primeira hora e R$3,00 por hora adicional.

Transporte Público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m).

(Fonte: Assessoria de Imprensa Sesc Belenzinho)

Narrativa clássica ganha contornos feministas no espetáculo “Memórias do Mar Aberto: Medeia conta sua história”

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Ronaldo Gutierrez.

Em 1997, a dramaturga Consuelo de Castro (1946–2016) publicou sua versão de Medeia com a ideia de desconstruir sua imagem – na mitologia grega é a mulher que mata os filhos para se vingar da traição de seu marido, Jasão. A montagem de “Memórias do Mar Aberto: Medeia conta sua história”, idealizada por Roberta Collet, que também está no papel principal, e dirigida Reginaldo Nascimento, estreia dia 17 de fevereiro e segue em cartaz até dia 24 de março, aos sábados, às 20h, e, aos domingos, às 19h, no Teatro Paiol Cultural (R. Amaral Gurgel, 164 – Vila Buarque).

“Sempre quis montar Medeia e convidei o diretor Reginaldo para embarcar nessa ideia comigo. Mas ele preferia atualizar o original, para se conectar com questões do nosso tempo. Assim, durante nossa pesquisa, encontramos a dramaturgia da Consuelo, que se casava perfeitamente com o que queríamos”, conta Roberta.

O texto de Consuelo mostra Medeia por outros ângulos: na trama, ela tem ideais políticos e chefia a expedição dos Argonautas no lugar de Jasão. De acordo com o mito, a missão desses navegantes era ir à Cólquida buscar o Velocino de Ouro, um presente dos deuses cujo poder era atrair prosperidade. Medeia lutava para garantir a paz entre os povos do Ocidente e do Oriente. Por esse motivo, foi traída não só pelo amor de Jasão a uma outra mulher, mas por uma aliança política dele com o rei Creonte.

Para abordar todas essas dimensões no espetáculo, a encenação coloca o poder feminino a partir dos atos finais de vida, mortes e renascimentos que atravessam o caminho de Medeia. Ela representa a luta de tantas outras pela paz ao longo da história.

A traição aparece em cada desejo inescrupuloso dos homens que a cercam no desenvolvimento da tragédia. “Ela é deslegitimada pelos deuses, pelos oráculos e pelo próprio Jasão. Em sua visão, todos esses agentes matam as pessoas que a ajudam e roubam seu direito de ser rainha”, comenta o diretor Reginaldo Nascimento.

Sobre a encenação

Medeia conta sua história de uma maneira diferente. Por isso, de acordo com o diretor Reginaldo Nascimento, a concepção do espetáculo se pauta em uma encenação limpa. “Nosso foco está na força das palavras e na potência das interpretações. Dessa maneira, o cenário é minimalista e a trilha sonora serve apenas para ambientar o espectador”, comenta.

Na proposta cênica, todos os personagens já estão mortos – exceto Medeia, pois ela se tornou um símbolo. “Como minha ideia é que ela esteja expurgando os pecados, a narrativa acontece em retrospecto, como um filme. Ou seja, o palácio já foi queimado e os filhos já estão mortos. Assim, quero que os atores e atrizes estejam chamuscados pela poeira do fogo e do tempo – e o figurinista Chriz Aizner vai viabilizar isso”, detalha o diretor.

Em relação à sonoplastia, Reginaldo Nascimento pensou em utilizar apenas músicas instrumentais. Haverá também a projeção de um mar, com o barulho constante de água, raios e trovões, dando o clima de uma tragédia grega.

Os intérpretes são Roberta Collet, Felipe Oliveira, Haroldo Bianchi, Joca Sanches e Rodrigo Ladeira. A peça foi montada com recursos próprios, sem o apoio de leis de incentivo. “Para nós, é uma alegria montar esse texto no Teatro Paiol Cultural, que abriu as portas em 1969, justamente com um texto de Consuelo de Castro”, afirma Nascimento.

Sinopse | Versão livre do mito de Medeia. No texto da dramaturga brasileira Consuelo de Castro, a personagem-título toma o lugar de Jasão e chefia a expedição dos Argonautas, não por amor a ele, mas pelo ideal de paz entre os povos do Ocidente e do Oriente. Na peça, ela é traída não só pelo amor de Jasão a uma outra mulher, mas por uma aliança política dele com o rei Creonte.

A autora | Dramaturga, roteirista e publicitária. Nasceu em Araguari, MG, em 1946 e faleceu em São Paulo (SP), em 2016. Estudou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Participou ativamente do movimento estudantil dos anos 60. Escreveu seu primeiro texto em 1968, “À Prova de Fogo”, proibida pela censura e premiada em 1974 pelo Serviço Nacional de Teatro. A peça estreou em 1993, com direção de Aimar Labaki. Em 1969, escreveu seu segundo texto, “À Flor da Pele”, o primeiro a ser montado, que recebeu o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos Teatrais (APCT). Na década de 70, escreveu “Caminho de Volta”, dirigida por Fernando Peixoto, em 1974, que recebeu os prêmios Molière e APTC. Em 1975, escreveu “A Cidade Impossível de Pedro Santana”, ganhadora do Concurso de Dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro, e “O Grande Amor de Nossas Vidas”, montada por Gianni Rato, em São Paulo, em 1979 e, no Rio de Janeiro, em 1980. Na década de 80, escreveu as peças “Louco Circo do Desejo”; “Stript-Tease”; “Marcha à Ré”; “Mel de Pedra” e “Uma Caixa de Outras Coisas”. Escreveu também as peças “Memórias do Mar Aberto”, “Medeia conta sua história”; “Making Off” e “Only You”, entre outras.

O diretor | Ator e diretor teatral, Mestre em Artes Cênicas na Unesp-SP. Criou o Teatro Kaus Cia. Experimental junto com a atriz e jornalista Amalia Pereira, em 1998. Desde 1993 se dedica especificamente à direção teatral e à pesquisa do teatro de grupo, tendo assinado a direção dos espetáculos “Havia um país aqui antes do Carnaval”, de Rudinei Borges; “Chuva de Anjos”, de Santiago Serrano; “Contrarrevolução”, de Esteve Soler; “Hysterica Passio” e “O Casal Palavrakis”, ambas de Angélica Liddell; “O Grande Cerimonial”, de Fernando Arrabal; “Infiéis”, de Marco Antonio de la Parra; “A Revolta”, de Santiago Serrano; “El Chingo”, de Edílio Peña; “Vereda da Salvação”, de Jorge Andrade; “Homens de Papel” e “Oração para um pé de chinelo”, ambas de Plínio Marcos, entre outras. Organizou e editou três publicações sobre dramaturgia de língua hispânica: o livro “Cadernos do Kaus – O Teatro na América Latina” (Programa de Fomento ao Teatro/2007); a revista “Hysterica Passio” (Prêmio Zé Renato de Teatro/2016); e o livro “Cadernos do Kaus – Teatro Kaus, Da América Latina à Espanha, 10 anos de dramaturgia hispânica” (Programa de Fomento ao Teatro/2018). Em parceria com o Instituto Cervantes, realizou a mesa de debates “Um Certo Arrabal”, evento que trouxe a São Paulo o dramaturgo Fernando Arrabal (agosto de 2009). Fora do Teatro Kaus dirigiu os espetáculos “A Palavra Progresso na Boca de Minha Mãe Soava Terrivelmente Falsa”, de Matéi Visniec; “Marat – Sade (A Perseguição e Assassinato de Jean-Paul Marat)”, de Peter Weiss; “Pigmaleoa”, de Millôr Fernandes; “Cala a Boca Já Morreu”, de Luís Alberto de Abreu, e “A Boa”, de Aimar Labaki.

Ficha técnica

Autora: Consuelo de Castro

Direção: Reginaldo Nascimento

Diretora assistente: Amália Pereira

Elenco: Roberta Collet, Felipe Oliveira, Haroldo Bianchi, Joca Sanches e Rodrigo

Ladeira

Desenho de Espaço Cênico e Sonoplastia: Reginaldo Nascimento

Cenário e figurinos: Chris Aizner

Lighting Design: Wagner Pinto

Costureira: Judite Gerônimo de Lima

Assessoria de imprensa: Canal Aberto

Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez

Produção executiva: Amália Pereira

Direção de produção: Reginaldo Nascimento

Designer: Patricia Collet.

Serviço:

Memórias do Mar Aberto: Medeia conta sua história

De 17 de fevereiro a 24 de março, aos sábados, às 20h, e, aos domingos, às 19h

Local: Teatro Paiol Cultural – R. Amaral Gurgel, 164 – Vila Buarque (estações de metrô: Santa Cecília e República. Estacionamentos conveniados: Rua Marquês de Itu, 401 e 436). Telefone: (11) 2364-5671. Bilheteria: de quinta a domingo, das 14h às 20h.

Ingressos: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)

Classificação: 14 anos | Duração: 90min.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)