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Instituto Anelo propõe trabalho de mobilização para fomento da cultura no Campo Grande

Campinas, por Kleber Patricio

Luccas Soares. Fotos: Jackie Goulart.

O Instituto Anelo inicia o ano de 2024 propondo um trabalho de mobilização comunitária e em rede para buscar recursos e parcerias a fim de viabilizar iniciativas e projetos de fomento à Cultura na região do Campo Grande. A proposta é justificada pelo alto volume de procura identificado pela entidade, que ofereceu 215 novas vagas para o ano de 2024, mas recebeu 1685 inscrições em 4 dias.

Em 2023, o Anelo atendeu mil alunos. Depois do processo de rematrícula, realizado ao fim do ano passado, o levantamento interno apontou a possibilidade de abertura de 215 novas vagas para 2024.

A alta no volume de procura é recorrente. Em 2023, a procura foi de 1510 inscritos para 380 novas vagas, somando o primeiro e o segundo semestre. Em 2022, foram 502 novas vagas para 1391 inscrições; já em 2021, 242 vagas, para 293 inscrições, registrando um aumento de 475% de 2021 a 2024.

De acordo com o fundador e coordenador geral do Instituto Anelo, Luccas Soares, a saída ideal para a questão do déficit de espaços para o exercício de atividades culturais na região do Campo Grande poderia ser iniciada com a instalação de novos projetos de fomento de música no distrito. “Para nós, seria uma honra receber aqui na região projetos como o Primeira Nota e o Projeto Guri. São duas grandes referências para nós em termos de ensino de música e fomento de cultura para populações vulneráveis”, aponta Soares. “Esse resultado (das inscrições) nos propõe desafios e amplia nossa responsabilidade, mas também sugere que existe uma grande demanda por acesso ao ensino de música em nossa cidade, em especial nos bairros da periferia”, pondera.

O coordenador acrescenta que novos locais de atividade seriam muito positivos para a comunidade do distrito, no qual a entidade identifica um déficit crescente de espaços para vivência cidadã por meio da cultura. “O que as pessoas querem quando se inscrevem no Anelo é uma coisa muito simples:  pertencer, sociabilizar, aprimorar e descobrir habilidades e talentos. Isto não deveria ser negado a ninguém; no entanto, entendemos que não damos conta de atender a todos e dizer não para as pessoas, principalmente as crianças que ficam de fora, é muito triste”, analisa.

Luccas afirma ainda que tem recebido convites e propostas para abrir novas unidades do Anelo em outros bairros e regiões da cidade de Campinas. O coordenador entende, no entanto, que grande parte do êxito da entidade em seu propósito é porque trata-se de um projeto que cresceu organicamente com o trabalho, empenho, cultura e perspectiva da comunidade local.

“Queremos inspirar outras pessoas em suas comunidades a colocarem seus sonhos no plano das realizações. Que estas comunidades encontrem seu jeito de fazer a diferença que transforma, seja na música, no teatro, no cinema, no esporte, no cuidado com o meio ambiente. A nossa intenção é ver florescer novos projetos, a partir de novos olhares; não queremos monopolizar a cultura ou as ações de cidadania no Campo Grande, queremos que estas iniciativas sejam diversas e de diferentes perspectivas”, reflete.

Histórias

Para Emilayne Mayara dos Santos, mãe de dois filhos com quatorze e nove anos, o ensino de música é essencial e necessário para o desenvolvimento das crianças. “Tentamos algumas vezes inscrição, mas sem sucesso. Depois de tentar algumas vezes, só meu filho de nove anos conseguiu. Minha filha de quatorze anos não conseguiu a vaga. Ela gostaria muito, pois vê na arte infinitas possibilidades; infelizmente a demanda é muito grande, então compreendemos”, aponta a mãe.

Para o aluno de violino Carlos Antônio da Silva, a espera para conseguir uma vaga no Anelo foi de quatro anos. “Esperei por quatro anos e hoje estou no Anelo já há dois anos. Esperar é muito decepcionante. Eu, que já tinha o meu violino em casa, ficava frustrado por não conseguir. Então eu acho que se tivesse mais lugares onde a gente pudesse estudar, principalmente aqui na região que a gente, além do Anelo, quase não tem nada de atividades culturais para fazer, seria melhor para todo mundo”, reflete o aluno.

Proposta | A coordenação e diretoria do Anelo está aberta para discussões, havendo interesse e disposição de outras organizações, empresas e esferas do poder público, a fim de reunir-se em prol de uma construção coletiva que atenda estas demandas.

Música que Transforma | O Instituto Anelo é uma associação civil sem fins lucrativos que desde 2000 oferece aulas gratuitas de música no Jardim Florence, bairro do distrito do Campo Grande, localizado na região noroeste da cidade de Campinas, interior de São Paulo. Ao longo dessas mais de duas décadas, o Instituto Anelo já beneficiou mais de 10 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos.

(Fonte: Instituto Anelo)

Exposição “Do Acadêmico ao Contemporâneo” estará aberta para visitação no feriado do aniversário de SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Alfredo Volpi – “Mastros e bandeiras”.

Uma seleção de obras de artistas que passam por diversos movimentos da arte brasileira marca a mostra “Do Acadêmico ao Contemporâneo”, em exibição na galeria de arte da Blombô. Partindo do movimento acadêmico – com artistas como Eliseu Visconti –, passando pelo moderno – com Antônio Gomide, Alfredo Volpi, Iberê Camargo e Di Cavalcanti –, pelo abstracionismo geométrico – Judith Lauand e Luiz Sacilotto –, abstracionismo informal – Manabu Mabe, Danilo di Prete – até a produção contemporânea – com nomes como Vik Muniz, Nelson Leirner, Solange Pessoa e Anna Maria Maiolino. Após a mostra, as obras serão leiloadas em pregão online no dia 30 de janeiro no site da Blombô. Até o leilão, as obras seguem em exibição gratuita na galeria, localizada no Jardim Europa, em São Paulo.

A estrela da mostra é uma tela de Alfredo Volpi que terá lance inicial no leilão de R$900 mil. Com 67 x 135,5 centímetros e datada de 1970, “Mastros e bandeiras” é uma das obras que figuram entre os trabalhos mais emblemáticos do artista, já que suas formas geométricas bem definidas trouxeram reconhecimento ao ítalo-brasileiro como um dos mais importantes no cenário das artes no Brasil. Outro grande artista, Amilcar de Castro (1920–2002), tem três trabalhos em exibição, sendo uma pintura e duas esculturas. Conhecido pela geometria empregada em obras esculturais feitas em sua maioria com aço, o artista, natural de Paraisópolis, Minas Gerais, é parte fundamental da arte contemporânea brasileira.

Eliseu Visconti – 1898.

Raridade no mercado, a tela de Eliseu Visconti (1866–1944) é uma obra-prima do artista – considerado um mestre da arte impressionista no Brasil – que data de 1898. Trata-se de um óleo sobre tela poucas vezes visto pelo grande público, sendo exibido em 1994, durante a exposição em memória ao cinquentenário de falecimento do artista no Museu Nacional de Belas Artes. Também foi exposta em outras ocasiões: em 2011/2012, na mostra “Eliseu Visconti – A Modernidade Antecipada”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu Nacional de Belas Artes. Para o leilão, o lance inicial desta obra parte de R$40 mil.

Há, ainda, uma grande seleção de arte popular brasileira que apresenta trinta obras da ceramista Noemisa Batista, cinco esculturas de Artur Pereira, quadros de José Antonio da Silva, obras de Mirian, de Agostinho Batista de Freitas e tantos outros. No segmento contemporâneo, se destacam duas obras em tela de Solange Pessoa, artista que vem ganhando cada vez mais projeção internacional. Soma-se à seleção contemporânea uma pintura de Anna Maria Maiolino, artista ítalo-brasileira laureada com o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra na próxima Bienal de Veneza, que terá cerimônia de premiação no dia 20 de abril, durante a inauguração da mostra. O núcleo contemporâneo conta ainda com obras de Vik Muniz e Nelson Leirner.

Serviço:

Exposição ‘Do Acadêmico ao Contemporâneo’

Galeria Blombô – Av. Cidade Jardim, 86 – Jd. Europa – São Paulo – SP

Período expositivo: de 22 a 30 de janeiro

Horário: de segunda a sexta-feira das 10h às 18h | sábado das 10h às 16h | fecha no domingo

Leilão

Dia 30 de janeiro – terça-feira

Horário: a partir das 20h – online

Para participar do leilão, basta fazer o cadastro no site.

(Fonte: Ju Vilela Press)

Galatea inaugura unidade em Salvador com exposição coletiva “Cais”

Salvador, por Kleber Patricio

Jayme Fygura, sem título (2023).

Antônia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo inauguram, em 31 de janeiro, uma nova unidade da Galatea na cidade de Salvador, em busca de ampliar o seu público e conexões para além do eixo Rio-São Paulo. O segundo empreendimento dos sócios fundadores abre as portas menos de dois anos depois da fundação da galeria na Rua Oscar Freire, na capital paulista, em junho de 2022.

O endereço escolhido na capital baiana é o Centro Histórico de Salvador – mais precisamente, no Edifício Bráulio Xavier, na Rua Chile, primeiro logradouro do Brasil, entre a Praça Castro Alves e o Elevador Lacerda. Marco da cidade, o edifício modernista abriga em sua lateral o mural intitulado “A colonização do Brasil”, feito pelo artista Carybé em 1962 e hoje tombado pelo Iphan.

Elisa Martins da Silveira, 1912-2001, “Festa Junina”, 1967.

A Galatea Salvador iniciará as atividades com a exposição coletiva “Cais”, elaborada a partir de uma cuidadosa curadoria do sócio Tomás Toledo e Alana Silveira. Com vasta e notável trajetória na cena cultural, depois de já ter atuado em funções como diretora artística, produtora executiva, coordenadora de produção, gestora de acervos e curadora, Alana assume a direção da unidade na capital baiana.

“Cais” será uma experiência única que conectará gerações da arte brasileira ao reunir cerca de 60 nascidos e radicados de diversas áreas do Nordeste misturando e friccionando nomes históricos e contemporâneos de formação tradicional e autodidata. A primeira exposição do espaço soteropolitano está lastreada na produção de quatro artistas nordestinos representados pela galeria: Aislan Pankararu, Chico da Silva, José Adário e Miguel dos Santos. A partir de elementos e temas-chave da obra destes nomes, serão derivados os conteúdos de quatro núcleos que constituem a mostra: Fantasias de fauna e flora, Geometrias afro-indígenas e brasileiras, Máscaras expandidas e Representações da religiosidade e cultura afro-indígena e brasileira, divididos entre pinturas, esculturas e fotografias. Estão presentes na exposição nomes consagrados como Abraham Palatnik, Ayrson Heráclito, Cícero Dias, Emanoel Araújo, Francisco Brennand, Mestre Dicinho, Mestre Didi, Rubem Valentim e Tunga.

A expografia da mostra e o projeto de arquitetura do espaço de 400 metros quadrados são assinados pelo Estúdio Anagrama, que pensa arquiteturas, mobiliários e objetos de design a partir do reuso. Entre as iniciativas de destaque do estúdio, está o projeto do Casarão 28, reforma de um edifício do século XVIII localizado no Centro Histórico de Salvador, Bahia. A obra reaproveitou restos de mais de 15 reformas e demolições realizadas na região metropolitana da cidade.

Efervescência soteropolitana

Antônio Maia, 1928- 2008, “Mãe – Filho”, 1977.

A chegada da Galatea se alinha a um momento em que o centro histórico de Salvador recebe diversas iniciativas de restauração dos seus edifícios emblemáticos e de recuperação da sua vida turística e cultural. A própria Rua Chile e seus entornos acolhem importantes projetos de restauração e renovação, como o antigo Hotel Palace, hoje Fera Palace; o antigo prédio do jornal A Tarde, hoje Hotel Fasano; o Palacete Tira-Chapéu, em processo de restauração para se tornar um centro gastronômico; a transformação, em curso, do Palácio Rio Branco no Hotel Rosewood, e o projeto do Casarão 28, reforma de um edifício do século XVIII na região.

Novas iniciativas e projetos culturais compõem o cenário efervescente atual da capital baiana. Recentemente, em novembro, ocorreu a reabertura do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab); em setembro, a criação do Museu de Arte Contemporânea (MAC) e, em julho, a associação cultural paulista Pivô se instalou no Boulevard Suíço. As novidades vão continuar em 2024, quando a galeria carioca Nonada também promete chegar a Salvador. A cidade se consolida ainda na rota de importantes exposições em itinerância pelo Brasil, a exemplo de “Um defeito de cor”, realizada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), e “Brasil Futuro: as formas da democracia”, no Solar do Ferrão.

Artistas participantes da coletiva “Cais”: Abraham Palatnik (1928, Natal, RN – 2020, Rio de Janeiro, RJ), Adenor Gondim (1950, Rui Barbosa, BA), Adriano Machado (1986, Feira de Santana, BA), Agnaldo Manuel dos Santos (1926, Ilha de Itaparica, BA – 1962, Salvador, BA), Aislan Pankararu (1990, Petrolândia, PE), Ana Fraga (1974, São Félix, BA), Antônio Bandeira (1922, Fortaleza, CE, BR – 1967, Paris, FR), Antônio Maia (1928, Carmópolis, SE – 2008, Rio de Janeiro, RJ), Ariano Suassuna (1927, João Pessoa, PB – 2014, Recife, PE), Armando Sá (1918, Salvador, BA – 2005, Salvador, BA), Aurelino dos Santos (1942, Salvador, BA), Ayrson Heráclito (1968, Macaúbas, BA), Bauer Sá (1950, Salvador, BA), Bruno Novelli (1980, Fortaleza, CE), Chico da Silva (Francisco Domingos da Silva) (1910, Alto Tejo, AC – 1985, Fortaleza, CE), Cícero Dias (1907, Escada, PE, BA – 2003, Paris, FR), Davi Rodrigues (1968, Cachoeira, BA), Dinho Araujo (1985, Pinheiro, MA), Edsoleda Santos (1965, Salvador, BA), Elias Santos (1964, Aracaju, SE), Elisa Martins da Silveira (1912, Teresina, PI – 2001, Rio de Janeiro, RJ), Emanoel Araújo (1940, Santo Amaro, BA – 2022, São Paulo, SP), Francisco Brennand (1927, Recife, PE – 2019, Recife, PE), Galeno (1957, Parnaíba, PI), Genaro de Carvalho (1926, Salvador, BA – 1971, Salvador, BA), Gerson Souza (1926, Recife, PE – 2008, Rio de Janeiro, RJ), Gilberto Filho (1953, Cachoeira, BA), Grauben do Monte Lima (1889, Iguatu, CE – 1972, Rio de Janeiro, RJ), Heloísa Juaçaba (1926, Guaramiranga, CE), Isabela Seifarth (1989, Salvador, BA), Jayme Fygura (1951, Cruz das Almas, BA – 2023, Salvador, BA), João Alves (1906, Ipirá, BA – c. 1970, Salvador, BA), José Adário (1947, Salvador, BA), José Bezerra (1952, Buique, PE), J. Cunha (1948, Salvador, BA), José de Freitas (1935, Vitória de Santo Antão, PE – 1989, Rio de Janeiro, RJ), José Ignácio (1911, Arauá, SE – 2007, Aracaju, SE), José Tarcísio Ramos (1941, Fortaleza, CE), Lázaro Roberto (1958, Salvador, BA) Lucas Cordeiro (1994, Itapetinga, BA) Luciano Figueiredo (1948, Fortaleza, CE), Manuel Messias dos Santos (1945, Aracajú, Sergipe – 2001, Rio de Janeiro, RJ), Marepe (1970, Santo Antônio de Jesus, BA), Mario Cravo Neto (1947, Salvador, BA – 2009, Salvador, BA), Marlene de Almeida (1942, Bananeiras, PB), Martinho Patrício (1964, João Pessoa, PB), Mestre Dicinho (Adilson Carvalho – 1945, Jequié, BA), Mestre Didi (1917, Salvador, BA – 2013, Salvador, BA), Mestre Zimar (1959, Matinha, MA), Miguel dos Santos (1944, Caruaru, PE), Montez Magno (1934, Timbaúba, PE – 2023, Recife, PE), Nilda Neves (1961, Botuporã, BA), Rebeca Carapiá (1988, Salvador, BA), Rubem Ludolf (1932, Maceió, AL – 2010, Rio de Janeiro, RJ), Rubem Valentim (1922, Salvador, BA – 1991, São Paulo, SP), Thiago Costa (1992, Bananeiras, PB), Tiago Sant’Ana (1990, Santo Antônio de Jesus, BA) e Tunga (1952, Palmares, PE – 2016, Rio de Janeiro, RJ).

Sobre a Galatea

Luciano Figueiredo, 1948, “Teia branca”, 2018.

A Galatea é uma galeria que surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin esteve à frente por quase uma década como sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita é marchand e colecionador, especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis, e Tomás Toledo é curador e contribuiu ativamente para a histórica renovação institucional do MASP, de onde saiu em 2022 como curador-chefe.

Tendo a arte brasileira moderna e contemporânea como foco principal, a Galatea trabalha e comercializa tanto nomes já consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Tal amplitude temporal reflete e articula os pilares conceituais do programa da galeria: ser um ponto de fomento e convergência entre culturas, temporalidades, estilos e gêneros distintos, gerando uma rica fricção entre o antigo e o novo, o canônico e o não-canônico, o erudito e o informal.

Além dessas conexões propostas, a galeria também aposta na relação entre artistas, colecionadores, instituições e galeristas. De um lado, o cuidado no processo de pesquisa, o respeito ao tempo criativo e o incentivo do desenvolvimento profissional do artista com acompanhamento curatorial; do outro, a escuta e a transparência constante nas relações comerciais. Ao estreitar laços, com um olhar sensível ao que é importante para cada um, a Galatea enaltece as relações que se criam em torno da arte — porque acredita que fazer isso também é enaltecer a arte em si.

Antônio Bandeira, 1922-1967, “Campos Queimados”, 1964.

Nesse sentido, partindo da ideia de relação é que surge o nome da galeria, tomado emprestado do mito grego de Pigmaleão e Galatea. Este mito narra a história do artista Pigmaleão, que ao esculpir em marfim Galatea, uma figura feminina, apaixona-se por sua própria obra e passa a adorá-la. A deusa Afrodite, comovida por tal devoção, transforma a estátua em uma mulher de carne e osso para que criador e criatura possam, enfim, viver uma relação verdadeira.

Serviço:

Exposição coletiva “Cais”

Local: Galatea Salvador

Endereço: Rua Chile, 22 – Edifício Bráulio Xavier

Abertura: 31 de janeiro de 2024, das 16h às 21h

Período expositivo: 31 de janeiro a 16 de março

Entrada gratuita

https://galatea.art/.

(Fonte: A4&Holofote Comunicação)

Oficinas de música encerram inscrição neste domingo em Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Daniel Pieri.

As oficinas de música promovidas pela Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba (Emosi) dentro do Emosi de Portas Abertas ainda tem vagas disponíveis para esta edição – que acontece de 29 a 31/1. Vale lembrar que durante os três dias de oficinas serão realizadas aulas teóricas e práticas de musicalização, iniciação musical, violino, viola sinfônica, violoncelo, contrabaixo acústico e sopros (flauta transversal, clarinete e saxofone). A participação é gratuita.

As aulas acontecerão em três locais: Centro Cultural Wanderley Peres, Estação Musical e Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano) e as inscrições já estão abertas e podem ser realizadas gratuitamente até este domingo, 28, neste link. Com duração média de duas horas, os encontros serão guiados por professores que já atuam no ensino da Emosi. A direção artística é do maestro Paulo de Paula e a coordenação pedagógica, de Marcel Murari.

Esta é uma iniciativa da Amoji (Associação Mantenedora da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba), por meio da Emosi, e com apoio da Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, que tem como principal objetivo fomentar a cultura por meio da música, oferecendo aos participantes uma imersão educativa enriquecedora.

O Centro Cultural Wanderley Peres fica na Rua Padre Bento Pacheco, 802 – Centro; a Estação Musical está situada à Rua Convenção, 1 – Jardim Pompeia e o Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano) fica na Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 5924 – Jardim Morada do Sol, todos em Indaiatuba (SP). Mais informações pelo e-mail secretaria.osindaiatuba@gmail.com ou pelo WhatsApp (19) 97151-1150.

CRONOGRAMA

29/1 | 16h

Iniciação Musical (8 anos)

Local: Piano Morada do Sol

Instrumentos:

Violino (9 a 18 anos)

Viola Sinfônica (9 a 18 anos)

Violoncelo (9 a 18 anos)

Local: Centro Cultural Wanderley Peres

Instrumento:

Contrabaixo Acústico (12 a 21 anos)

Local: Estação Musical

30/1 | 16h

Flauta transversal, clarinete e saxofone (9 a 18 anos)

Local: Estação Musical

31/1 | 16h

Violino (9 a 18 anos)

Local: Centro Cultural Wanderley Peres.

Serviço:

Emosi de Portas Abertas

Inscrições gratuitas até 28/1 clicando aqui

Endereços:

Centro Cultural Wanderley Peres: Rua Padre Bento Pacheco, 802, Centro, Indaiatuba, SP – mapa aqui

Estação Musical: Rua Convenção, 1 – Jardim Pompéia, Indaiatuba, SP – mapa aqui

Centro Cultural ‘Hermenegildo Pinto’ (Piano): Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 5924 – Jardim Morada do Sol – mapa aqui

Informações e-mail secretaria.osindaiatuba@gmail.com | WhatsApp (19) 97151-1150

(Fonte: Armazém da Notícia)

Cinco destinos na América Latina para conhecer em 2024

América Latina, por Kleber Patricio

Os Lençóis Maranhenses. Foto: divulgação.

A Decolar, empresa de viagens líder na América Latina, recomenda cinco destinos na América Latina e seus principais atrativos para conhecer em 2024. Entre as alternativas indicadas pela companhia, estão destinos que oferecem escapadas urbanas, rotas históricas, maravilhas naturais, praias deslumbrantes e muito mais.

“Aumentou em 15% a busca por passagens aéreas por clientes de toda América Latina para as férias de janeiro de 2024, em relação ao mesmo período de 2023. A região permite aos viajantes viver experiências culturais, esportivas e gastronômicas”, diz Daniela Araujo, diretora de Produtos Não Aéreos da Decolar. Confira as recomendações:

Lençóis Maranhenses – Brasil

Localizados na região Norte do litoral do estado do Maranhão, os Lençóis Maranhenses são uma vasta área desértica de dunas de areia branca entremeadas por lagoas sazonais de água da chuva e abrange diversos municípios da região. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses ocupa uma área de 155 mil hectares e pode ser acessado pelas cidades vizinhas de Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão. É possível realizar passeios como o Circuito da Lagoa Azul ou da Lagoa Bonita, e visitar a Lagoa das Emendadas e o Canto de Atins. Os turistas ainda podem aproveitar as praias de Caburé e Atins.

Deserto do Atacama – Chile

Considerado o lugar mais seco do mundo, San Pedro de Atacama oferece paisagens naturais cinematográficas. Aproveite a grande biodiversidade da Cordilheira do Sal, tire fotos dos flamingos que vivem no Salar, desfrute de uma taça de vinho no Vale da Lua, observe as belas tonalidades do Vale do Arco-Íris e descubra as Lagoas Escondidas de Baltinache. Para os mais aventureiros, também é possível praticar sandboard no Vale de Marte ou mountain bike pela Garganta do Diabo. Sem dúvida, um lugar que parece de outro planeta.

Lima – Peru

Um dos destinos gastronômicos mais famosos do mundo, com vários restaurantes premiados. Também se destaca pela sua história pré-colombiana, que pode ser vislumbrada em locais como o Museu Larco. Para voltar no tempo é obrigatório chegar aos centros arqueológicos Huaca Pucllana e à Cidade Sagrada de Caral. Se você é apaixonado pelo mar, as praias de Punta Negra e Malecón de Miraflores esperam por você. Vale também visitar a Reserva Paisagística Nor Yauyos-Cochas.

Península de Yucatán – México

Praias encantadoras, ruínas maias, variedade de cenotes e gastronomia requintada fazem deste local uma joia turística por excelência, oferecendo atrações repletas de história, cultura e diversão. Descubra os segredos da civilização maia em Chichén Itzá e Tulum, pratique snorkel entre os corais da Isla Mujeres, desfrute de um paraíso tropical na Isla Holbox ou mergulhe nas águas cristalinas do Cenote Sagrado. Não se esqueça de saborear uma margarita assistindo ao pôr-do-sol e provar as clássicas marquesitas, sobremesa tradicional da região.

Zonas Úmidas do Iberá – Argentina

Localizada na província de Corrientes, é considerada a segunda maior zona úmida do mundo e uma das mais importantes reservas de água doce do planeta. Nos 700 mil hectares do Parque Nacional vivem espécies nativas como jacarés, cervos-do-pantanal, capivaras, macacos carayás e veados dos pampas. É também um paraíso para quem gosta de fazer observação de aves: ali podem ser encontradas inúmeras espécies, inclusive algumas em vias de extinção, como o tordo-amarelo. Possui oito portais para fazer caminhadas, ciclismo e viagens veiculares. Nos seus arredores também se pode desfrutar da culinária local, andar a cavalo e fazer passeios de caiaque ou canoa.

(Fonte: Agência FR)