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Osesp e Maestro Thierry Fischer convidam chinês Wu Wei, expoente do instrumento sheng, nos concertos da semana

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Íris Zanetti.

O ano de 2024 marca as celebrações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, além dos 30 anos de atividades do Coro da Osesp e dos 25 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp, dos Coros e de seus Programas Educacionais, inaugurada em 1999 no edifício onde antes funcionava a Estrada de Ferro Sorocabana.

A segunda semana da Temporada acontece entre quinta-feira (14) e sábado (16), quando a Osesp e seu Diretor Musical e Regente Titular, Thierry Fischer, fazem as estreias latino-americanas de “Hymn for everyone”, de Jessie Montgomery, e de “Concerto para sheng – Šu”, de Unsuk Chin – esta, com o músico chinês Wu Wei como solista. A Segunda Sinfonia de Brahms completa o programa e o concerto de sexta-feira (15) será transmitido ao vivo no canal da Osesp no YouTube a partir das 20h30.

Foto: Íris Zanetti.

E a música feita nos dias de hoje também abre a agenda de concertos camerísticos no domingo (17), às 18h, com integrantes da Osesp tocando obras de Rafael Borges Amaral (com Wu Wei como convidado), Felipe Lara, Clarice Assad, Marcos Balter, David Lang, Steve Reich e Reinaldo Moya. O repertório contará também com o Quarteto de cordas em Sol Maior, de Haydn, e o Choros nº 2, de Villa-Lobos.

Sobre o programa

Nas palavras da compositora norte-americana Jessie Montgomery (1981-), “Hino para todos é baseada em um hino que escrevi na primavera de 2021, uma reflexão sobre os desafios pessoais e coletivos enfrentados naquele momento. Até então, estava relutante em compor peças que respondessem à pandemia e às reviravoltas sociopolíticas em curso e atravessava um bloqueio criativo intenso. Um dia, porém, depois de voltar de uma longa trilha, esse hino simplesmente me veio — um acontecimento raro. A melodia atravessa diferentes “coros” orquestrais enquanto o resto do grupo realiza o acompanhamento. É uma espécie de meditação para orquestra que, a cada repetição da melodia, explora diversas paletas de cores e timbres”.

O concerto para o instrumento sheng Šu, composto pela sul-coreana Unsuk Chin (1961-), é baseado numa estrutura formal e harmônica rígida: notas principais formam o alicerce harmônico da obra, atravessando um círculo ao longo dela de forma a se redefinir contínua e reciprocamente. Outros recursos na organização temporal são proporções numéricas, com o número sete atuando de maneira significativa. O seguinte motivo aparece com bastante frequência: um compasso é dividido em 4 + 3 unidades e espelhado num compasso correspondente. Até o momento, Chin havia evitado compor para instrumentos de culturas tradicionais não europeias: os perigos do exotismo musical lhe pareciam demasiadamente ameaçadores. Mudou de ideia apenas depois de ouvir o virtuose do sheng Wu Wei. Músico prolífico, à vontade em diversos estilos musicais, Wei contribui como ninguém para a popularização do sheng, órgão de boca chinês, fora de seu país de origem.

Wu Wei. Foto: Felix Broede.

Johannes Brahms (1833–1897) estava então na cidade de Pörtschach, Áustria, à beira de um lago tranquilo, num ambiente repleto de natureza e paz, quando compôs sua Sinfonia nº 2, frequentemente caracterizada como serena e ensolarada. O próprio artista, que descrevera a sua primeira sinfonia como desprovida de charme, se referia à segunda, jocosamente, como um “novo monstro encantador”. E certamente ela tem grandes momentos de plenitude. Mas como em toda a música de Brahms, existe sempre uma sombra que paira sobre a felicidade, uma ameaça velada à espreita. Esse traço, tão característico da própria personalidade do compositor, um melancólico convicto, ao invés de toldar o clima alegre reinante, lhe dá ainda mais realce: é como se a música nos instasse a aproveitar a vida ao máximo, exatamente por sabermos que ela é finita e frequentemente breve.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp é um dos grupos sinfônicos mais expressivos da América Latina. Com 13 turnês internacionais e quatro turnês nacionais realizadas, mais de uma centena de álbuns gravados e uma média de 120 apresentações por temporada, a Osesp vem alterando a paisagem musical do país e pavimentando uma sólida trajetória dentro e fora do Brasil, obtendo o reconhecimento de revistas especializadas como Gramophone e Diapason e relevantes prêmios, como o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Clássica de 2007. A Orquestra se destacou ao participar de três dos mais importantes festivais de verão europeus, em 2016, ao se tornar a primeira orquestra profissional latino-americana a se apresentar em turnê pela China, em 2019, e ao estrear em 2022, no Carnegie Hall, em Nova York, apresentando um concerto na série oficial de assinatura da casa e o elogiado espetáculo ‘Floresta Villa-Lobos’. Desde 2020, Thierry Fischer ocupa os cargos de Diretor Musical e Regente Titular, antes ocupados por Marin Alsop (2012-19), Yan Pascal Tortelier (2010-11), John Neschling (1997-2009), Eleazar de Carvalho (1973-96), Bruno Roccella (1963-67) e Souza Lima (1953). Mais que uma orquestra, a Osesp é também uma iniciativa cultural original e tentacular que abrange diversos corpos artísticos e projetos sociais e de formação, como os Coros Sinfônico, Juvenil e Infantil, a Academia de Música, o Selo Digital, a Editora da Osesp e o Descubra a Orquestra. Fundada oficialmente em 1954, a Orquestra passou por radical reestruturação entre 1997 e 1999 e, desde 2005, é gerida pela Fundação Osesp.

Thierry Fischer

A Sala São Paulo. Foto: Mariana Garcia.

Desde 2020, Thierry Fischer é diretor musical da Osesp, cargo que também assumiu em setembro de 2022 na Orquestra Sinfônica de Castilla y León, na Espanha. De 2009 a junho de 2023, atuou como diretor artístico da Sinfônica de Utah, da qual se tornou diretor artístico emérito. Foi principal regente convidado da Filarmônica de Seul [2017-20] e regente titular (agora convidado honorário) da Filarmônica de Nagoya [2008-11]. Já regeu orquestras como a Royal Philharmonic, a Filarmônica de Londres, as Sinfônicas da BBC, de Boston e Cincinnatti e a Orchestre de la Suisse Romande. Também esteve à frente de grupos como a Orquestra de Câmara da Europa, a London Sinfonietta e o Ensemble Intercontemporain. Thierry Fischer iniciou a carreira como Primeira Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Gravou com a Sinfônica de Utah, pelo selo Hyperion, Des Canyons aux Étoiles [Dos Cânions às Estrelas], de Olivier Messiaen, selecionado pelo prêmio Gramophone 2023, na categoria orquestral. Na Temporada 2024, embarca junto à Osesp para uma turnê internacional em comemoração aos 70 anos da Orquestra.

Wu Wei

O Coro da Osesp, além de sua versátil e sólida atuação sinfônica e de seu repertório histórica e estilisticamente abrangente, enfatiza em seu trabalho a interpretação, o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. Destacam-se em sua ampla discografia os álbuns Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para Coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral Transcriptions (Naxos, 2019). Em sua primeira turnê internacional, em 2006, apresentou-se para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, na entrega do 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, quando participou de um filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e outros artistas e grupos de sete países. Junto à Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, se apresentando na série oficial de assinatura da casa e integrando o elogiado espetáculo Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 como Coro Sinfônico do Estado de São Paulo, por Aylton Escobar, foi integrado à Osesp em 2000, passando a se chamar Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Entre 1995 e 2015, teve Naomi Munakata como coordenadora e regente, funções que, entre 2017 e 2019, foram desempenhadas por Valentina Peleggi, que contou com a colaboração de William Coelho como maestro preparador, posição que ele ainda ocupa.

PROGRAMAS

WU WEI, O GÊNIO DO SHENG

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

THIERRY FISCHER REGENTE

WU WEI SHENG

JESSIE MONTGOMERY Hymn for everyone [Hino para todos] [ESTREIA LATINO-AMERICANA]

UNSUK CHIN Concerto para sheng – Šu [ESTREIA LATINO-AMERICANA]

JOHANNES BRAHMS Sinfonia nº 2 em Ré Maior, Op. 73

GRUPOS DE CÂMARA DA OSESP E A MÚSICA DO NOSSO TEMPO

WU WEI SHENG

RAFAEL BORGES AMARAL VIOLÃO

GHEORGHE VOICU VIOLINO

CRISTIAN SANDU VIOLINO

DAVID MARQUES VIOLA

DOUGLAS KIER VIOLONCELO

JOSEPH HAYDN Quarteto de cordas em Sol maior, Op. 77, nº 1, Hob.III:81

RAFAEL BORGES AMARAL Quarteto de cordas e sheng [ENCOMENDA, ESTREIA MUNDIAL]

SORAYA LANDIM VIOLINO

ADRIANA HOLTZ VIOLONCELO

CLAUDIA NASCIMENTO FLAUTA

GIULIANO ROSAS CLARINETE

FERNANDO TOMIMURA PIANO

RICARDO BOLOGNA PERCUSSÃO

RUBÉN ZÚÑIGA PERCUSSÃO

MARCOS BALTER Ligare

CLARICE ASSAD Emotiva

STEVE REICH Marimba phase [Fase de marimba]

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 2

DAVID LANG Stuttered chant [Canto gago]

REINALDO MOYA Polythene sonata product [Produto-sonata de polietileno].

Serviço:

14 de março, quinta-feira, às 20h30

15 de março, sexta-feira, às 20h30 (Concerto Digital)

16 de março, sábado, às 16h30

17 de março, domingo, às 18h [Grupos de câmara]

Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16

Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares

Recomendação etária: 7 anos

Ingressos: Entre R$39,60 e R$271,00 [Osesp] e entre R$39,60 e R$132,00 [Grupos de câmara] (valores inteiros)

Bilheteria (INTI): neste link

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h

Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners

Estacionamento: R$28,00 (noturno e sábado à tarde) e R$16,00 (sábado e domingo de manhã) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

(Fonte: Fundação Osesp)

Anavitória e Nando Reis apresentam “Turnê dos Namorados” em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Anavitória. Fotos: Divulgação.

Seis anos depois do grande sucesso da primeira turnê que realizaram juntos, Anavitória e Nando Reis retornam aos palcos com a turnê especial dos namorados – três vozes que se unem e se entrelaçam para cantar o amor no mês que celebra uma data muito especial. A cidade de Campinas, interior do Estado de São Paulo, terá o privilégio de receber o primeiro show da turnê, dia 2 de junho. A apresentação vai acontecer no Royal Palm Hall. Os portões abrem às 18h. A realização é da Oceania Eventos.

Estarão disponíveis para o público três tipos de ingressos: Cadeira Mesa Ouro, Cadeira Mesa Prata e Cadeira Mesa Bronze. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Alpha Tickets, na Livraria Leitura do Parque Dom Pedro Shopping ou na bilheteria do local. A censura é de 16 anos.

Turnê dos Namorados

Nando Reis.

De um lado, a doçura e leveza de Ana Caetano e Vitória Falcão, o duo Anavitória, que conquistou o mundo com um talento único e diferenciado. Do outro, a elegância e experiência de Nando Reis, que há mais de 40 anos é referência e parte importante da história da música brasileira. Serão apenas 12 apresentações pelo país: a “Turnê dos Namorados – Palavras iguais dizendo coisas tão diferentes” passará por várias cidades do Brasil com muito romantismo e sucessos que transcendem gerações.

Num misto de sucessos que passeiam por “De janeiro a janeiro”, “Ai, amor”, “Pra você guardei o amor”, “Trevo”, “Relicário” e muito mais, o show terá aproximadamente 90 minutos de duração e um infinito de emoções compartilhadas entre artistas e público.

A “Turnê dos Namorados – Palavras iguais dizendo coisas tão diferentes” é mais um projeto que enaltece e evidencia um dos sentimentos mais nobres da existência do ser: o amor.

Serviço:

Show Anavitória e Nando Reis

Data: 2 de junho – Horário de abertura: 18h

Local: Royal Palm Hall – Rua Monsenhor Luís Fernandes de Abreu, 311 – Jardim do Lago Continuação – Campinas/SP

Mais informações.

(Fonte: Estrategic Assessoria e Comunicação)

Aria Social volta aos palcos com espetáculo “Capiba, pelas ruas eu vou”

Recife, por Kleber Patricio

Espetáculo “Capiba, pelas ruas eu vou”. Fotos: Alícia Cohim.

O espetáculo “Capiba, pelas ruas eu vou”, do projeto Aria Social, volta aos palcos recifenses neste mês de março. Visto por mais de 10 mil espectadores desde 2022, o musical, que conta a história do compositor pernambucano Lourenço da Fonseca Barbosa (1933–1997), abre a temporada de 2024 no Teatro RioMar no dia 14 e segue com apresentações no Teatro de Santa Isabel de 20 a 24 de março. Em abril, estará em cartaz no Teatro do Parque. Até julho, o público poderá escolher entre 14 sessões já confirmadas nesses três teatros recifenses.

Em cena, 45 bailarinos-cantores do Aria Social e 19 músicos apresentam a história de Capiba num espetáculo vibrante e envolvente que une música, dança, canto, teatro, fotografia e cinema. “Capiba é o maior compositor de frevos pernambucanos, mas sua obra vai muito além desse ritmo, com valsas, choros, maracatus, sambas, marchas e música erudita, chegando a mais de 200 composições; entre elas, a ópera ‘Missa armorial’, uma obra-prima. É isso que mostramos no espetáculo: a multiplicidade e a riqueza do legado de Capiba”, lembra a bailarina Cecília Brennand, presidente do Aria Social e diretora-geral do musical. A direção musical e a regência do espetáculo são da maestrina Rosemary Oliveira, vice-presidente do Aria Social, e a concepção, direção artística e coreografia são de Ana Emília Freire.

Concebido a muitas mãos com o objetivo de valorizar a rica e plural cultura pernambucana, “Capiba, pelas ruas eu vou” estreou em 13 de outubro de 2022 e marcou os 30 anos do Aria Social. O projeto atende mais de 400 crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social transformando vidas por meio da arte, com aulas de dança e música no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, zona sul da Região Metropolitana do Recife.

Durante cerca de uma hora, o musical apresenta a trajetória do menino nascido em Surubim, no Agreste pernambucano, em 28 de outubro de 1904, filho de um mestre de banda, que antes de aprender a ler já lia partituras. Morou na Paraíba e veio para o Recife aos 26 anos, tendo se tornado funcionário do Banco do Brasil. Cursou a Faculdade de Direito do Recife, mas nunca exerceu a profissão. Sua primeira composição foi “Valsa verde”, em 1931.

Os frevos dos anos 30, as valsas apaixonadas, os sambas, maracatus, ciranda, marchas e ópera são alinhavados em exibições de dança, teatro e música ao vivo – incluindo uma orquestra de câmara – entrelaçadas por projeções de cinema e fotografias que fazem o público imergir no espetáculo. Seguindo o princípio do Aria Social, de educação pela arte, parte das sessões marcadas são exclusivas para escolas públicas.

O espetáculo também terá apresentações agendadas em São Paulo no mês de julho. “Capiba, pelas ruas eu vou” tem figurino de Beth Gaudêncio; direção audiovisual e videografia de Max Levoy; design de luz e operação de Cleison Ramos; design de som e operação de Isabel Brito; e projeção de Gabriel Furtado. Os ingressos custam a partir de R$25,00.

TEMPORADA 2024

Teatro RioMar – 14/3/2024 – 20h

Teatro de Santa Isabel

21/3/2024 – 16h (escola) e 19h30

22/3/2024 – 19h30

23/3/2024 – 19h

24/3/2024 – 17h

Teatro do Parque

20/4/2024 – 19h

21/4/2024 – 17h

Teatro RioMar – 6/6/2024 – 20h

Teatro de Santa Isabel

13/6/2024 – 19h30

14/6/2024 – 19h30

15/6/2024 – 19h

16/6/2024 – 17h

Teatro RioMar – 4/7/2024 – 20h

Para comprar os ingressos para o RioMar, acesse este link

Para comprar ingressos para os teatros de Santa Isabel e do Parque, acesse este link.

Sobre o Aria

O Aria Espaço de Dança e Arte foi criado em 1991 pela bailarina Cecília Brennand com o objetivo de abrigar e integrar todas as artes e contribuir para sua democratização cultural. Em 2004, foi transformado em Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), tipo de instituição sem fins lucrativos, e passou a se chamar Aria Social. Com ênfase na formação completa de bailarinos-cantores, na introdução ao universo musical e ao empreendedorismo, o Aria Social produziu 16 espetáculos e já garantiu a 10 mil crianças, jovens e seus familiares acesso a oportunidades com grande potencial de transformar suas vidas.

O projeto tem como missão promover a transformação humana por meio da arte-educação, oferecendo a formação e profissionalização na música e na dança a 588 crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Além de apoiar as famílias desses alunos, oferecendo capacitação em técnicas de artesanato e fomentando o empreendedorismo social a 140 mães artesãs por meio do projeto Casa de Maria, fundado em 2017.

(Fonte: Coreto Comunicação e Conteúdo)

Alok volta a Sorocaba com show que promove experiência multissensorial

Sorocaba, por Kleber Patricio

Apresentação autoral já passou pela Europa e Estados Unidos, misturando elementos cênicos e telões de alto resolução. Fotos: Divulgação.

Considerado o artista brasileiro mais ouvido no Spotify mundial, atingindo mais de 22,4 milhões de ouvintes mensais em 2023, Alok volta a Sorocaba no próximo dia 23 de março com o seu show ‘Alok Infinite Experience’ e promete surpreender o público com uma experiência multissensorial. O espetáculo, que já passou por Nova Iorque e Londres, é totalmente autoral e mistura elementos cênicos e telões gigantescos e de alta resolução, promovendo uma experiência única para o público.

Inovação é uma marca nos shows do artista, que sempre busca trazer ao público novas sensações durante as apresentações. Alok já quebrou o recorde de número de lasers utilizados em um único show no país e trouxe para uma live, em 2020, a mesma tecnologia 4D interativa do filme Star Wars. O público que marcar presença no evento vai poder conferir de perto um setlist preparado pelo próprio artista, com sucessos como ‘Hear Me Now’, ‘Deep Down’, ‘2 Much 2 Handle’, ‘Headligth’ e ‘Let’s Get Fkd Up’, entre outras.

O show ‘Alok Infinite Experience’ faz parte das comemorações de dois anos da Uzna. A casa, considerada a maior arena coberta do país, já trouxe para a cidade shows de renome nacional e internacional, colocando Sorocaba em destaque no cenário musical. Ao longo de mais de 730 dias, a Uzna já promoveu apresentações de mais de uma centena dos maiores artistas, recebendo mais de 200 mil pessoas de várias regiões do estado. Além disso, a casa proporciona mais de 700 vagas de trabalho, diretas e indiretas, que, somadas à movimentação hoteleira e do setor de serviços impactados pela presença do público, movimentam a economia sorocabana.

Parte destes números expressivos que a Uzna atingiu nestes dois anos se deve ao layout da casa. O espaço possui um palco 3D, com tecnologias que intensificam a experiência audiovisual. Outros destaques são o lounge para descanso, área gastronômica e a visibilidade do palco, permitindo ao público assistir os artistas em todos os cantos da casa.

O show ‘Alok Infinite Experience’ será no próximo dia 23 de março, a partir das 20h. Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos aqui.

Serviço:

‘Alok Infinite Experience’ no aniversário da Uzna

Data: 23 de março

Horário: a partir das 20h

Local: Rodovia Senador José Ermírio de Moraes, km 5 – Sorocaba/SP

Ingressos online: site oficial

Informações: (15) 99666-9999.

(Fonte: Maktub Consultoria)

Protagonismo de mulheres na Amazônia ganha destaque em projetos de empreendedorismo, esportes e educação

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: Lucas Ramos.

Para melhorar a qualidade de vida das populações da Amazônia é necessário empoderar meninas e mulheres indígenas e ribeirinhas, para que possam desenvolver seus potenciais e ter seus direitos garantidos. Com foco nisso, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) promove uma série de iniciativas para fortalecer o protagonismo feminino na Amazônia por meio de diversos projetos nas áreas de educação, esporte, cidadania, empreendedorismo e geração de renda.

Os impactos dessas ações incluem mais de 5,9 mil meninas e mulheres ribeirinhas do Amazonas beneficiadas com ações socioeducativas, aporte financeiro de R$1,2 milhão para cinco organizações indígenas lideradas por mulheres e o incentivo à formação de atletas, entre outras iniciativas.

Parentas que Fazem

Foto: Lucas Ramos.

O projeto “Parentas que Fazem” tem o objetivo de fortalecer organizações de mulheres indígenas empreendedoras do Amazonas por meio de qualificação profissional e apoio financeiro. A chamada selecionou cinco coletivos femininos indígenas formais e informais que vão receber, cada um, financiamento de R$250 mil, além de iniciação empreendedora, assessoria técnica e formação em gestão. Até março de 2024, foram realizadas quatro oficinas de elaboração de projetos e formações especializadas para as organizações selecionadas.

Outro eixo do projeto é um mapeamento das organizações indígenas femininas dos nove estados da Amazônia Brasileira. O levantamento identificou, até novembro de 2023, 118 organizações de 172 povos indígenas, mapeadas em 49 municípios. As atividades desenvolvidas por essas mulheres envolvem artesanato, atividades agrícolas, manejo, artesanato, culinária, apicultura, embalagens biodegradáveis, moda indígena, costura e artes.

De acordo com a supervisora do Subprograma Indígena da FAS, Rosa dos Anjos, as atividades do projeto “Parentas que Fazem” buscam fomentar o empoderamento de mulheres indígenas amazônidas, que geram renda em suas comunidades por meio de seus conhecimentos tradicionais.

Foto: Lucas Ramos.

“A busca pelo empoderamento das mulheres indígenas vem de décadas e é um aprendizado a cada dia. Essa oportunidade que a FAS está proporcionando por meio do projeto nos empodera a alcançar outras parentas, nos fortalece dentro e fora de nossas aldeias e comunidades. Somos resistentes, resilientes, reflorestamos mentes e corações”, afirma Rosa.

O “Parentas que Fazem” é uma iniciativa da FAS com apoio do Google.org, instituição filantrópica do Google, e parceria com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Makira-E’ta – Rede de Mulheres Indígenas do Amazonas.

Arquearia indígena

A atleta indígena Graziela Yaci Santos sabe bem como o apoio e o incentivo corretos podem levar as mulheres ao lugar mais alto do pódio. Por meio do projeto Arquearia Indígena da FAS, a jovem conheceu o Tiro com Arco como esporte em 2014 e desde então vem colecionando vitórias. Graziela participou dos Jogos Sul-Americanos de 2018, na Bolívia, onde foi medalhista de ouro duas vezes, e do Grand Prix do México, onde conquistou uma medalha de prata. Em 2019, a atleta da etnia Karapanã entrou para a história como a primeira indígena a representar o Brasil no Tiro com Arco em um Pan- Americano.

Foto: Emile Gomes.

“A FAS tem sido indispensável para tudo isso acontecer. Foi através do projeto Arquearia Indígena que conheci o tiro com arco e me identifiquei com o esporte, tudo idealizado e apoiado pela Fundação, então eu tenho muita gratidão por tudo que fizeram e estão fazendo”, conta a atleta.

Graziela entende a importância de sua representatividade enquanto mulher e indígena para inspirar outras meninas e mulheres. “É importante para inspirar as pessoas, para terem coragem e comprometimento com seus sonhos e objetivos, sempre buscarem melhorar e aprender, que é possível sim realizar nossos objetivos; não é fácil, mas se trabalharem e acreditarem, vão conseguir. Meu desejo é que todas as mulheres se empoderem de coragem, que busquem melhorar suas vidas; tudo é possível, só precisamos buscar e fazer acontecer. Nós mulheres somos fortes, sem distinção”, afirma.

Educação

O projeto Desenvolvimento Integral de Crianças e Adolescentes Ribeirinhas da Amazônia (Dicara) é outro componente importante no trabalho realizado pela FAS para fortalecer a rede de proteção da juventude da floresta, incluindo meninas e adolescentes. Por meio de ações socioeducativas nas áreas de educação, cidadania, lazer e esporte, além de capacitações, oficinas e orientações de enfrentamento a desafios da juventude, o Dicara já atendeu mais de 5,9 mil meninas e mulheres em comunidades ribeirinhas e bairros periféricos do Amazonas.

O desporto é uma das práticas incentivadas pelo Dicara, que promove as “Olimpíadas da Juventude da Floresta”, eventos socioeducativos que combinam lazer, cultura e esporte por meio da disputa de diversas modalidades desportivas. As meninas e adolescentes são participantes entusiasmadas da competição, que inclui o futebol feminino, uma das categorias mais disputadas do evento. Nesse espaço, o talento dessas jovens atletas pode ser visto e desenvolvido, contribuindo para florescer e concretizar sonhos na Amazônia.

Rede de Mulheres

Foto: Emile Gomes.

Em 2023, a FAS realizou o Seminário Mulheres da Floresta, evento que teve como objetivo potencializar o protagonismo feminino das populações de Unidades de Conservação (UCs), Terras Indígenas (TIs) e Comunidades Remanescentes Quilombolas (CRQs) da Amazônia e fortalecê-las nas tomadas de decisões em seus territórios.

O evento resultou em um manifesto que abordou os seguintes temas prioritários: Mudanças Climáticas, Segurança, Educação, Saúde, Desenvolvimento Econômico, Empoderamento e Infraestrutura Comunitária, entregue para representantes políticos do Amazonas e do país.

Além disso, foi criada a Rede de Mulheres das Águas e das Florestas (REMAF), rede colaborativa entre mulheres ativistas da sociobiodiversidade que potencializa o protagonismo feminino de populações tradicionais ribeirinhas, indígenas e quilombolas; na defesa de seus direitos públicos à saúde, educação, segurança pública, geração de renda e empreendedorismo e na busca por soluções ao enfrentamento das mudanças climáticas.

A rede é apoiada pela BrasilFoundation, Green Economy Coalition e Oak Foundation e hoje conta com a secretaria executiva de Marysol Goes, responsável pelo HUB de Bioeconomia Amazônica, rede coordenada pela FAS em parceria com a Green Economy Coalition que articula e conecta mais de 160 lideranças e organizações que promovem uma bioeconomia amazônica inclusiva.

Sobre a FAS | A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 16 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 40% no desmatamento em áreas atendidas.

(Fonte: Up Comunicação Inteligente)