Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Gustavo Gumiero lança audiobook “Gritos da Guerra”, que relembra dois anos do conflito Rússia – Ucrânia

Campinas, por Kleber Patricio

Gustavo Gumiero. Fotos: Divulgação.

O sociólogo e escritor Gustavo Gumiero lança, em março, no Mês Internacional da Mulher, o audiobook “Gritos da Guerra – O conflito Rússia-Ucrânia na voz das mulheres que sofrem”, registro da obra homônima, lançada em fevereiro de 2023, que aborda a guerra Rússia-Ucrânia sob o olhar feminino. A obra está disponível na plataforma Spotify, soma 3 horas e 13 minutos de gravação e contou com a participação de cantoras e colaboradoras do Instituto Anelo, que realizaram os registros dos depoimentos, dando voz aos relatos das mulheres que testemunharam o primeiro ano de conflito.

O projeto do audiobook nasceu de um convite de Luccas Soares, coordenador geral do Instituto Anelo, que sugeriu ao autor o registro em áudio da obra e ofereceu o estúdio da entidade para realizar as gravações. “Conheci o Instituto Anelo há cerca de dez anos, quando estavam arrecadando fundos para viajarem para a Itália visando participar de um Festival de Música. Desde então, a admiração pelo projeto e a amizade com o Luccas só cresceram. Quando eu lancei o livro Gritos da Guerra, o Luccas me convidou para gravá-lo em áudio, estreando o estúdio da Anelo. É uma grande satisfação ter meu livro gravado com vozes das participantes do projeto, pois dá um peso ainda maior para o sofrimento das mulheres neste perverso conflito”, aponta o escritor.

O livro

No início de 2022, o sociólogo Gustavo Gumiero preparava-se para visitar Moscou quando eclodiu a Guerra na Ucrânia. O caminho natural seria adiar a viagem, mas Gustavo foi contra o senso comum e decidiu converter-se de um simples turista a um observador da História. Começava a nascer ali a obra “Gritos da Guerra – O conflito Rússia-Ucrânia na voz das mulheres que sofrem”.

Neste livro, o autor dá voz a “pessoas comuns”, que não estão no front de batalha, que não pegaram em armas e que são sempre as mais atingidas por uma guerra. Gumiero coletou o depoimento de seis mulheres que tiveram suas vidas completamente mudadas assim que as tropas russas invadiram a Ucrânia. Essa visão feminina do conflito tem uma explicação. Para o sociólogo, as mulheres, mesmo estando entre as maiores vítimas de qualquer conflito armado, possuem uma força e uma resiliência surpreendentes. A elas também não escapam detalhes que podem parecer fugazes aos olhos dos homens, mas que conseguem compor um retrato mais fiel de uma guerra.

“Como a guerra afetou a vida das mulheres foi o que procurei documentar nestas páginas. O conflito marcou e marcará definitivamente a vida daquela gente. Como elas reagiram, o que sentiram e sentem. Reuni seis histórias que, apesar de diferentes entre si, mostram como a guerra é perversa. Como me disse uma das mulheres com quem conversei: em uma guerra são as pessoas comuns que mais sofrem.”

O autor | Gustavo Gumiero é mestre e doutor em Sociologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ele é autor de “Pandemia no Brasil. Fatos, falhas e… atos”, lançado em 2022 também pela Editora Mostarda, em que faz uma radiografia sobre como o Brasil lidou com a Covid-19. Gustavo é autor de mais quatro obras e tem ainda centenas de artigos publicados em jornais do Brasil. Natural de Valinhos (SP), o autor divide seu tempo entre o Brasil e a Itália e, com o olhar apurado de sociólogo, está sempre atento a novos temas que mereçam uma análise mais profunda.

Serviço:

Gritos da Guerra – O conflito Rússia-Ucrânia na voz das mulheres que sofrem

Audiobook disponível no Spotify – Link: bit.ly/gritosdaguerra.

(Fonte: Instituto Anelo)

Consumo de peixe cru na região amazônica é provável causa de forma rara e grave de meningite

Amazônia, por Kleber Patricio

Peixe típico da região amazônica, tucunaré consumido cru provocou infecção pelo parasita Gnathostoma. Foto: Arquivo pesquisadores.

Pesquisadores registraram, pela primeira vez no Brasil, um caso de meningite eosinofílica causada por parasita do gênero Gnathostoma, que ataca o sistema nervoso central do corpo humano. O episódio está associado à ingestão de peixe cru da espécie tucunaré e foi descrito por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e outras instituições em artigo científico publicado na segunda (4) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical”.

A ingestão de larvas de Gnathostoma encontradas em peixe cru é a segunda causa mais frequente de meningite eosinofílica no mundo. No Brasil, até então, os relatos de infecção pelo parasita incluíam apenas lesões na pele. Carlos Graeff-Teixeira, da UFES e autor do estudo, destaca a importância desse registro: “É a primeira vez que se encontra um caso de meningite eosinofílica provocada por Gnathostoma. Esse parasita até agora tinha provocado apenas lesões cutâneas”.

O caso ocorreu na Amazônia em agosto de 2017 e envolveu um jovem que viajou em grupo para uma pescaria na região onde fica localizado o rio Juruena, na divisa dos estados do Amazonas e do Mato Grosso. Alguns turistas relataram episódios de diarreia aguda após a captura e consumo da espécie tucunaré em formato de sashimi.

Apesar de não ter apresentado esse sintoma, o jovem relatou fadiga, palpitações, falta de ar e fortes dores de cabeça. O paciente foi submetido a exames de sangue e coleta de líquido cefalorraquidiano. Esse fluido biológico está presente no sistema nervoso central e nas meninges, transporta nutrientes filtrados do sangue e elimina impurezas e substâncias tóxicas produzidas pelas células do cérebro e da medula espinhal. O exame apontou 63% de eosinófilos no sangue, glóbulos brancos comuns em resposta a infecções por parasitas ou alergias.

Os exames iniciais foram inconclusivos, mas a suspeita da infecção surgiu após uma análise do histórico de viagem e do relato de outro turista que estava na mesma região que teve uma lesão na pele abdominal conhecida como uma forma de bicho geográfico, possivelmente causada pelo mesmo parasita. As amostras foram analisadas em maio de 2018. Um teste sorológico diagnóstico cedido pela Universidade Khon Kaen, na Tailândia confirmou a presença de anticorpos anti-gnathostoma, o que significa que o indivíduo teve contato com o parasita.

O estudo serve de orientação à população em geral, especialmente à comunidade médica e de pescadores no Brasil, para o perigo de se consumir peixe cru, principalmente, de espécies silvestres. “O ideal é levar ao fogo e apreciar o peixe assado, cozido, grelhado”, recomenda Graeff. O pesquisador explica ainda que, embora o maior número de relatos de infecção parasitária no Brasil envolva o tucunaré, ainda é preciso aguardar as conclusões de novos estudos sobre outras espécies envolvidas na transmissão deste parasita.

(Fonte: Agência Bori)

A importância da limpeza de caixas d’água no combate à dengue

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Imagem: DCS/Saae.

Em meio à crescente preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Indaiatuba ressalta a importância da adoção de medidas preventivas pela população. Uma das principais recomendações é a realização regular da limpeza da caixa d’água, indicada a cada seis meses.

A limpeza periódica da caixa d’água é essencial para evitar a reprodução do vetor dessas doenças, sendo uma medida eficaz na redução do risco de infestação pelo mosquito. Além disso, é enfatizada a necessidade de manter a caixa d’água sempre devidamente tampada, utilizando tela milimétrica como forma de impedir o acesso do Aedes aegypti.

Para orientações detalhadas sobre como realizar a limpeza da caixa d’água, os interessados podem acessar o link https://saae.sp.gov.br/limpeza-da-caixa-de-agua2/. Outras dicas importantes sobre o mosquito da dengue podem ser verificadas no site da Prefeitura de Indaiatuba: https://www.indaiatuba.sp.gov.br/saude/vigilancia-em-saude/vigilancia-epidemiologica/dengue/.

O superintendente do Saae, Engenheiro Pedro Claudio Salla, destaca a relevância da conscientização e colaboração de toda a população nesse esforço de prevenção contra as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. “Ações simples no dia a dia podem fazer a diferença na redução dos casos dessas doenças”, ressalta Salla. Para o superintendente da autarquia, chamar a atenção da população para a limpeza as caixas d’água e cisternas de prédios visa promover a conscientização e incentivar a adoção de medidas preventivas para proteger a saúde pública e combater a proliferação do Aedes aegypti no município.

(Fonte: Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Indaiatuba)

Paula Lima apresenta “Eu, Paula Lima – O Baile” no Bourbon Street dia 7 de março

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Diego Mello.

Paula Lima apresenta seu concerto “Eu, Paula Lima – O Baile” no próximo dia 7 de março, às 21h30, no Bourbon Street. Trata-se de um show para dançar sob a égide do melhor da soul music, do samba rock e de outros ritmos sacudidos que colocaram Paula Lima entre os principais nomes do País. Desde seu primeiro álbum, a intérprete – que já agitava as pistas em carreira solo ou nas suas incursões com bandas como Zomba, Unidade Pop e Funk Como Le Gusta, além das colaborações com Thaíde e DJ Hum – convoca o público numa das faixas mais famosas: “Quero ver você no Baile”. Alguns anos, muitos álbuns, turnês internacionais e premiações depois, a cantora, que está na estrada com seu show autobiográfico (Eu, Paula Lima) e um tributo à Rita Lee (Soul Lee), desenhou um concerto especial para o mês das mulheres.

“É uma grande festa, uma versão ainda mais dançante do nosso espetáculo, que traz uma série de odes ao empoderamento feminino. E é uma alegria ainda maior que esse nosso encontro aconteça no Bourbon Street, onde me apresento desde o início da minha trajetória – ou seja, me sinto em casa recebendo os amigos para cantar e dançar comigo”, diz. Além de sucessos autorais como “Guarda-Chuva”, “Clareou” e a nova “Aqui só dá você”, salpicados por clássicos que vão de Hyldon a Tim Maia, de Jorge Ben Jor ao parceiro de muitas jams Seu Jorge, Paula enaltece a força da mulher brasileira em números que passam pela própria Rita Lee, Elza Soares, Alcione e até clássicos da disco, como “Got be Real”, de Cheryl Lynn.

Encapsulando sua voz de trovão, a sonoridade, que promete não deixar ninguém parado, passa pelos parceiros de palco Henry Marcelino (bateria), Felipe Pizzu (baixo), Deusnir (teclado), Jorginho Neto (trombone), Guto Bocão (percussão), Bruno Nunes (guitarra e direção musical) e as backing vocals Thaís e Josi. Paula Lima quer ver você no baile.

Serviço:

Eu, Paula Lima – O Baile no Bourbon Street

Data: 7 de março | Horário: 21h30

Local: Bourbon Street – R. dos Chanés, 127 – Moema São Paulo (SP)

Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/91152/d/240654/s/1640188.

(Fonte: Tempero Cultural Assessoria de Imprensa)

Sesc Pinheiros celebra mulheres em sua resiliência e complexidade

São Paulo, por Kleber Patricio

Rochele Beatriz mostra pontos básicos de bordado na oficina Bordado e ancestralidade. Foto: Divulgação.

Durante o mês de março, o Sesc Pinheiros apresenta programação em homenagem às mulheres, além das atividades usuais que contemplam diversos públicos. Pode-se esperar atrações com cinema, cursos, oficinas, literatura e artes cênicas.

No dia 6, às 15h, a multi-instrumentista Michelle Abu ministra Masterclass de ritmos. Na aula, cada participante poderá reconhecer a própria relação com a música, além de explorar a percussão corporal. Às 20h, após a atividade, a artista apresentará repertório que utiliza o universo feminino e contexto social brasileiro como fontes de inspiração.

Para os amantes das artes manuais, no dia 7 ocorre a primeira aula do curso de costura Bordado e ancestralidade. A atividade introduz a técnica por meio da criação de uma bandeira de pontos básicos. Em seguida, os participantes podem aprender um método de pintura de agulha como forma de olhar a própria ancestralidade.

Ainda nas artes manuais, a oficina Ponto é Linha&Palavra tem participação aberta do público, também no mesmo dia. Cada inscrito poderá mergulhar na singularidade de seus processos criativos a partir de exercícios de escrita, leitura, desenho e bordado.

No campo das artes cênicas, o espetáculo Ávida – Alguns instantes com a mulher mais velha do mundo inicia temporada no Sesc Pinheiros. A programação retrata inquietações nebulosas de uma mulher com medo de esquecer e de ser esquecida, tensões como etarismo, finitude e memória veem à tona e provocam o público descortinando aspectos do envelhecer.

O dia das mulheres coincide com o Ciclo de encontros 60 anos de 64 com curadoria de Renan Quinalha. No segundo encontro, dia 8, será exibido o filme Torre das Donzelas e, em seguida, haverá um bate-papo literário. As duas linguagens são utilizadas como ponto de partida na abordagem dos eventos sob o recorte de gênero.

No final do mês, dia 21, o Cineclube Tela Verde exibirá os filmes Aurora – A rua que queria ser um rio e Mulheres na Conservação. “Aurora” retrata o que uma rua falaria, se pudesse. A personagem é uma triste e solitária rua de uma grande cidade. Em um dia de chuva forte, ela relembra sua trajetória e sonha com o futuro e se pergunta: é possível uma rua morrer? Este curta de animação antecede a exibição do documentário Mulheres na Conservação. O documentário apresenta a rotina de sete ambientalistas brasileiras, revelando os desafios e complexidades enfrentados por essas figuras na luta pela preservação ambiental. Após a exibição, haverá um bate-papo sobre o filme entre a diretora do documentário, Paulina Chamorro, e as pesquisadoras e ativistas climáticas Márcia Chame e Amanda Costa.

Serviço:

Música

Masterclass de ritmos

Dia: 6 de março • quarta-feira, 15h | Duração: 120 minutos

Local: Auditório (100 lugares) Classificação: 15 anos

Ingressos: Grátis (com entrega de senhas com 30 minutos de antecedência)

Michelle Abu

Dia: 6 de março • quarta-feira, 20h | Duração: 60 minutos

Local: Auditório (100 lugares) Classificação: 15 anos

Ingressos: R$40 (inteira); R$20 (meia) e R$12 (credencial plena)

Artes Manuais

Ponto é Linha&Palavra: oficina de desenho, escrita e bordado

Dia: 7 de março • quinta-feira, 14h | Duração: 3 horas

Local: Sala de oficinas (2º andar)

Classificação: 15 anos

Ingressos: Grátis

Ateliê de costura: bordado e ancestralidade

Dia: 7 de março • quinta-feira, 19h | Duração: 3 horas

Local: Sala de oficinas (2º andar)

Classificação: 15 anos

Ingressos: Grátis

Teatro

Ávida – Alguns instantes com a mulher mais velha do mundo

Dias: 7 a 30 de março • quinta-feira, sexta-feira e sábado, 20h | Duração: 60 minutos

Local: Auditório (100 lugares) Classificação: 14 anos

Ingressos: Ingressos: R$40 (inteira); R$20 (meia) e R$12 (credencial plena)

Cinema

Torre das donzelas

Dia: 8 de março • sexta-feira, 17h | Duração: 120 minutos

Local: Auditório (100 lugares)

Ingressos: Grátis (entrega de senhas com 30 minutos de antecedência)

Mulheres na ditadura

Dia: 8 de março • sexta-feira, 19h | Duração: 100 minutos

Local: Auditório (100 lugares) Classificação: 16 anos

Ingressos: Grátis (entrega de senhas com 30 minutos de antecedência)

Aurora – A rua que queria ser um rio

Dia: 21 de março • quinta-feira, 19h | Duração: 10 minutos

Local: Praça (100 lugares) Classificação: Livre Ingressos: Grátis

Mulheres na conservação

Dia: 21 de março • quinta-feira, 19h10 | Duração: 110 minutos

Local: Praça (100 lugares) Classificação: Livre Ingressos: Grátis.

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros – São Paulo (SP)

Estacionamento com manobrista: terça a sexta, das 7h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h

Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$12 (credencial plena) e R$18 (credencial MIS, credencial atividades e não credenciados ao Sesc).

(Fonte: Sesc SP)