Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Fotógrafo e ambientalista Mário Barila apresenta obras socioambientais na 10ª Mostra Fotografia Arte Plural

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Pescador no litoral fluminense. Fotos: Mario Barila.

O fotógrafo e ambientalista Mário Barila está na 10ª edição da mostra coletiva Fotografia Arte Plural, que acontece até 20 de abril na Icon Artes Galeria, instalada na antiga fábrica de chocolates Bhering, na cidade do Rio de Janeiro. Em sua segunda participação na exposição, Barila apresenta fotos em preto e branco que convidam a contemplar as belezas do litoral fluminense e revelam o cotidiano do pescador jogando a rede no mar do Paraty no fim da tarde.

Neste ano, três fotos de Mário Barila foram selecionadas para exposição pelas curadoras Angela Magalhães e Nadja Peregrino, que juntas já assinaram exposições de fotografias conceituadas no Brasil; entre elas, Semanas Nacionais de Fotografia da Fundarte e, no exterior, em países como China, Rússia, Bélgica, Argentina e Equador.

Organizada por Paulo Salgado, diretor artístico da Icon Artes Galeria, a 10ª edição da Fotografia Arte Plural reunirá imagens de 15 fotógrafos com o objetivo de oferecer espaço de exibição para aqueles que querem divulgar seus trabalhos fotográficos na cena artística contemporânea. “Nos tempos atuais, os espaços de exibição de arte são ainda exíguos para aqueles que querem divulgar os seus trabalhos na cena artística contemporânea. Conscientes deste fato, disponibilizamos o espaço para novos olhares participarem da décima edição da mostra Fotografia Arte Plural na galeria, localizada na Fábrica Bhering, que se transformou num dos polos artísticos mais culturais atualmente da cidade”, declara Paulo.

Para Barila, a mostra coletiva representa uma oportunidade para chamar a atenção do público sobre a necessidade de preservar o meio ambiente e garantir a sobrevivência dos habitantes locais e do planeta, bem como divulgar sua obra fotográfica aos visitantes, colecionadores, arquitetos e designer de interiores interessados em adquirir obras pautadas na sustentabilidade para seus projetos e acervo pessoal.

A renda obtida com a venda das fotos de Barila durante a exposição será destinada às ações do Projeto Água Vida, iniciativa que usa a arte da fotografia em prol das causas sociais e ambientais. De acordo com o fotógrafo e ambientalista, os recursos obtidos com comercialização de suas fotos já financiaram mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica – especialmente a Taiuva, considerada extinta na região – destinadas à recuperação de áreas degradadas dos Morros de Pão de Açúcar, Urca e do Parque Natural Municipal Paisagem Carioca, que abrange os morros do Leme, Urubu, Babilônia e São João.

Serviço:

10ª Mostra Fotografia Arte Plural

Data: de 2 de março a 20 de abril

Local: Icon Artes Galeria (térreo da antiga Fábrica Bhering)

Endereço: Rua Orestes, 28 – Santo Cristo – Rio de Janeiro (RJ)

Horário de visitação: de quinta a sábado, das 15h às 19h, exceto feriados

Estacionamento: R$20,00 diária

Entrada franca

Acesso para pessoas com deficiência

Mais informações: @iconartesgaleria.

Sobre Projeto Água Vida

Criada em 2014 pelo fotógrafo e ambientalista Mário Barila, a iniciativa tem como objetivo desenvolver e realizar ações em prol da preservação e educação ambiental, além de resgate de cidadania, destacando a importância vital da água para a vida do planeta. As ações são financiadas com a venda de suas fotos e doações de parceiros.

Ao longo dos 10 anos, o Projeto Água Vida apoia causas relevantes promovidas por ONGs, instituições e entidades conceituadas, como o reflorestamento das áreas desmatadas Mariana e Brumadinho (MG), região amazônica do Pará, Fernando de Noronha (PE), Ilha do Mel e Niterói (RJ) e, mais recentemente, na Área de Proteção Ambiental do Sauim-de-Coleira, em Manaus (AM).

Economista de profissão, Barila começou a se dedicar à fotografia, sua paixão desde adolescência. Ao se aposentar, especializou-se na arte da fotografia com o renomado fotógrafo Araquém Alcântara.

Sensibilizado com pessoas em situação de extrema pobreza e as questões ambientais encontradas em suas viagens pelo Brasil e exterior, Barila resolveu usar a arte da fotografia para apoiar as causas socioambientais. Por meio de sua câmera, ele registra fotos da natureza ameaçada pelo homem, espécies em extinção e a realidade das comunidades locais, assim como a luta pela preservação da vida e do planeta.

Os interessados em conhecer mais sobre as atividades do Projeto Água Vida e contribuir com as ações de Mário Barila podem acessar o blog do fotógrafo em https://mariobarila.com.br/ ou a página no Instagram @barila.

(Fonte: Lilás Comunicação)

James Lisboa Escritório de Arte realiza leilão de obras do acervo de Hebe Camargo

São Paulo, por Kleber Patricio

Gregório Gruber – Vale do Anhangabaú – 170 x 330 cm – óleo sobre tela – 2005. Reprodução fotográfica por Luan Torres. A obra faz parte da coleção pessoal afetiva da apresentadora.

O acervo de obras de arte de uma das personagens mais emblemáticas da TV brasileira, Hebe Camargo, será leiloado pelo James Lisboa Escritório de Arte no dia 4 de março. Artista à frente de seu tempo, a apresentadora e também cantora que foi convidada por Assis Chateaubriand para a primeira transmissão ao vivo da televisão no Brasil em 1950; faleceu em 2012, mas nunca deixou de ser um ícone das artes no Brasil. Desde seu falecimento, é a primeira vez que parte de seu valioso acervo vem a público e, mais que isso, poderá ser adquirido por colecionadores de artes e admiradores da estrela da TV.

Entre as obras que compõem exposição e leilão “Acervo Hebe Camargo”, destaque para telas que retratam cenas bastante conhecidas e pontos turísticos de São Paulo e cuja maioria foi lhe dada de presente por amigos ou pelos próprios artistas. Gregório Gruber, Carlos Araújo e Alfredo Ceschiatti são alguns dos artistas que figuram no acervo. Há ainda que citar nomes como Aldemir Martins, Angelo Taccari, Sergio Matta, Chico Anysio, Mario Gruber, Clóvis Graciano, Marysia Portinari, Carlos Araújo, Orlando Teruz, Marcelo Grassmann, Dario Mecatti, Juarez Machado, Salvador Dali, Darcy Penteado e Carlos Bracher, entre outros.

Para o leiloeiro, esse leilão transcendem o valor econômico. “Eu enxergo uma ótima chance não pelo valor econômico e importância das obras que estão no pregão, mas pela oportunidade de as pessoas adquirirem algo que tem origem de uma grande personagem, não só da televisão, mas da cultura e de todos os brasileiros. Para as pessoas que viram ela crescer nos anos 1960, 1970 e, principalmente, mais no final do século XX como a maior apresentadora brasileira, é o momento de comprar o que era da sua coleção, do seu afeto, do seu dia a dia e levar para casa como uma lembrança muito rara e importante”, finaliza James Lisboa.

Leilão “Acervo Hebe Camargo”

James Lisboa – Leiloeiro Oficial

4 de março de 2024 – 20h

Exclusivamente online transmitido no site ou aplicativo.

(Fonte: Ju Vilela Press)

Escola de Música do Parque Ibirapuera abre inscrições para cursos de musicalização para crianças e canto em grupo para adultos

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/Urbia Parques.

A Escola de Música do Parque Ibirapuera, administrada pela Urbia, está com inscrição abertas para os cursos livres semestrais de musicalização ‘Barulho não, Música!’, voltado para crianças e de canto em grupo ‘De tudo se faz Canção’, para adultos. As vagas são limitadas e os primeiros inscritos recebem o desconto especial de 10% sobre o valor total em cada um dos cursos.

O objetivo dos cursos é proporcionar uma introdução significativa ao mundo da música, por meio de instrumentos musicais ou canto, além de momentos de apreciação musical, explorações da linguagem, instrumentos e técnicas formais. Conheça os detalhes:

Musicalização Infantil – ‘Barulho não, Música!’

O curso de musicalização ‘Barulho, não! Música!’, voltado a crianças entre sete e dez anos, terá início no dia 1° de março e, as aulas, ministradas sempre às sextas-feiras na sede da Escola de Música do Parque Ibirapuera. Serão duas turmas com 20 vagas cada divididas nos períodos da manhã, das 9h às 11h e tarde, das 14h30 às 16h30. As inscrições seguem até as vagas serem preenchidas. Os interessados devem acessar o UrbiaPass para fazer a inscrição e obter mais informações.

O aprendizado será guiado pelo saxofonista e professor, Danilo Rocha. Ele é formado pela Escola de Música do Parque Ibirapuera e pela EMESP Tom Jobim (Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim). Atua como músico e professor em diversas escolas e projetos na cidade de São Paulo, além de ser integrante dos grupos Quarteto Saxofonando, Sexteto Ubuntu, Banda Aldeia e Banda Nova Malandragem.

Canto em grupo para adultos – ‘De tudo se faz Canção’

O curso de canto em grupo ‘De tudo se faz Canção’ segue para a sua segunda edição e é voltado a pessoas a partir de 18 anos. As aulas terão início no dia 4 de março e serão ministradas sempre às segundas-feiras, das 19h30 às 21h30, na sede da Escola de Música do Parque Ibirapuera. No total são 45 vagas e as inscrições seguem até completar a capacidade máxima. Os interessados devem acessar o UrbiaPass para fazer a inscrição e obter mais informações.

O regente Daniel Reginato, reconhecido por seu talento como educador, artista e pesquisador musical será um dos professores do curso. Com vasta experiência em diversos contextos educacionais, Reginato terá como um de seus pontos principais os elementos da linguagem musical. Ele é mestre em Educação pela PUC São Paulo (Pontifícia Universidade Católica) e é bacharel em Música pela USP (Universidade de São Paulo).

Ensaios e apresentações | Ambos os cursos contemplam ensaios e apresentações em um dos palcos mais famosos de São Paulo, o icônico Auditório Ibirapuera, com plateia para até 800 pessoas. As aulas acontecerão no Auditório, obra arquitetônica de Oscar Niemeyer (Avenida Pedro Álvares Cabral – Parque Ibirapuera – entrada Portão 2).

Por dentro da Escola de Música do Parque Ibirapuera | A Escola de Música do Parque Ibirapuera é um importante centro de educação musical localizado em São Paulo. Oferece uma variedade de cursos e atividades para crianças, jovens e adultos, proporcionando uma formação musical de qualidade e estimulando a expressão artística. Com uma equipe de professores qualificada e uma estrutura de ponta, a escola é reconhecida por sua excelência no ensino da música brasileira. O espaço oferece uma excelente estrutura com salas de aula e estúdios projetados para proporcionar conforto acústico e estimular a criatividade musical. O ambiente é amplo e foi cuidadosamente planejado para garantir a melhor experiência de aprendizado aos alunos.

Sobre a Urbia | Criada em 2019, pela Construcap, a Urbia Gestão de Parques nasce para valorizar, cuidar e preservar o patrimônio histórico e ambiental, enquanto oferece lazer qualificado, entretenimento e cultura a todos os usuários. A dedicação da empresa se concentra em criar, a cada dia, um mundo melhor com mais diversidade, inclusão e cidadania. Ao todo, são quatro concessões especializadas na gestão de parques públicos da capital paulista e da região sul do país. A primeira é a Urbia Gestão de Parques de São Paulo é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para cuidar da gestão dos seis parques paulistanos (Ibirapuera, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Eucaliptos e Lajeado), apoiada no desenvolvimento sustentável, com o objetivo de conectar pessoas por meio do lazer, entretenimento e cultura, e proporcionar momentos de imersão e harmonia com a natureza. Além destes, a Urbia também é responsável pela gestão dos Horto Florestal – Parque Alberto Löfgren e da Floresta Cantareira – Parque Estadual da Cantareira, ambos localizados na Zona Norte de São Paulo/SP; das áreas de visitação Cânion Fortaleza, Cânion Itaimbezinho e Rio do Boi dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, situados em Cambará do Sul/RS e Praia Grande/SC; e das Cataratas do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu/ PR, com os mesmos propósitos e modelo de gestão.

Para mais informações, acesse: Site | Instagram | Facebook | Linkedin.

(Fonte: Urbia Parques)

Uma das menores espécies de gênero de morcego é descoberta por cientistas brasileiros e mexicanos

México, por Kleber Patricio

Morcego descrito em artigo é um dos menores frugívoros já descobertos no mundo: pesa 8 gramas e mede 50 milímetros. Foto: Giovani Hernández Canchola/Arquivo pesquisadores.

Uma das menores espécies de morcegos que comem frutas acaba de ser descoberta pela ciência. Batizada de Vampyressa villai, a espécie, encontrada no sudoeste do México, foi descrita por pesquisadores brasileiros das universidades federais de Viçosa (UFV) e da Paraíba (UFPB), com colaboração de cientistas da Universidad Nacional Autónoma de México (Unam), em artigo publicado na revista científica “Journal of Mammalogy” na quinta (29).

A Vampyressa villai tem pelagem amarela, pesa cerca de oito gramas e é do tamanho de um beija-flor, com 50 milímetros. Ela é parecida com as espécies brasileiras Vampyressa pusilla e Vampyressa thyone, suas parentes próximas, e habita florestas tropicais dos estados mexicanos de Oaxaca, Guerrero e, possivelmente, Veracruz. O animal faz parte do gênero Vampyressa, que se distribui do sudoeste do México até países da América do Sul, incluindo a Bolívia, a Argentina e o Brasil.

Essa ampla distribuição geográfica, inclusive, prejudicou o estudo de morcegos do gênero, pois era difícil montar uma estratégia de coleta de animais em diferentes territórios, segundo pontua o estudo. Para descrever a nova espécie, a equipe de pesquisadores visitou 15 museus ao redor do mundo em busca dos poucos indivíduos de morcegos coletados – entre eles, o Museu Americano de História Natural, em Nova York, o Museu de História Natural, em Londres, a coleção nacional de mamíferos da Universidade Autônoma do México e, no Brasil, o Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A espécie Vampyressa villai havia sido identificada, inicialmente, como Vampyressa thyone, uma espécie de morcego descoberta em 1909 — e os primeiros espécimes da espécie nova foram registrados em 1965. Dados de DNA e análises de características do crânio e da pelagem de 261 morcegos adultos do gênero Vampyressa permitiram diferenciar o villai de outras espécies e questionar essa classificação anterior.

O pesquisador da UFV Guilherme Garbino, coautor do estudo, explica que a descoberta de uma nova espécie de mamífero é surpreendente. “Como os mamíferos são o grupo de vertebrados mais conhecido, espera-se um número relativamente menor de espécies novas se comparado, por exemplo, a peixes e anfíbios”.

O fato de ser um morcego do grupo de espécies Vampyressa também surpreendeu os pesquisadores, já que as últimas espécies haviam sido descobertas em 1909 pelo britânico Oldfield Thomas (a espécie Vampyressa thyone) e, antes disso, em 1843 pelo alemão Johann Andreas Wagner (a espécie Vampyressa pusilla). “Em 2014 e 2021 houve novas espécies de Vampyressa, mas eram de outro grupo, de montanhas”, comenta Garbino. Com essa nova descoberta, agora o Vampyressa tem seis espécies conhecidas pela ciência.

A região em que a Vampyressa villai ocorre é bastante restrita: uma faixa no oeste do México que virou destino turístico nos últimos anos, como é o caso da cidade de Acapulco. Por isso, Garbino ressalta a necessidade de estratégias de conservação na região. “Apesar de ser bem menor do que o Brasil, o México é um dos países com mais mamíferos no mundo, o que o consolida como hotspot da biodiversidade”, destaca o pesquisador.

Agora, os estudiosos querem investigar se existem outras espécies de morcegos “escondidas” em espécies já descritas e, também, explorar a presença do gênero Vampyressa em áreas do Brasil, coletando dados destes animais.

(Fonte: Agência Bori)

Associação Vaga Lume celebra 22 anos de fomento à leitura como ferramenta de cidadania e fortalecimento dos povos da floresta

Amazônia, por Kleber Patricio

Sylvia, Laís e Fofa. Fotos: Divulgação/Vaga Lume.

Belezas são coisas acesas por dentro. Há 22 anos, a Associação Vaga Lume faz da leitura um instrumento para empoderar corações de crianças na Amazônia, território continental na qual a ONG atua. Essa trajetória começou em uma data simbólica: 8 de março de 2002, Dia Internacional da Mulher, movida pelo sonho de três jovens amigas, que juntas iniciaram uma expedição pelo Norte do país. De lá para cá, mais de 80 bibliotecas comunitárias foram semeadas em comunidades ribeirinhas, beiradeiras, rurais, quilombolas e indígenas em 22 municípios, em um trabalho coletivo que faz da instituição uma das mais premiadas do Brasil. E há tanto pela frente.

Em 2024, mais de 14 mil livros serão distribuídos para os espaços de leitura implantados e apoiados pelo projeto, que trabalha para o fortalecimento da cidadania por meio do incentivo à leitura na Amazônia Legal, que possui apenas 13% das bibliotecas públicas brasileiras. Gigante, a região cobre 58,9% do Brasil e é o lar de 28,1 milhões de brasileiros. Dentro desse território, fundamental para a vida, está a maior floresta tropical do mundo e, também, a maior provedora de água doce do planeta. Ao mesmo tempo, concentra grandes desafios. Os dez municípios com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) estão na região Norte e 20% de sua população é analfabeta funcional.

“A Amazônia é uma região com desafios gigantes, alvo de muitas tensões sociais e ambientais, e que atrai grupos que a veem como campo de exploração e não propõem soluções. Nessa mesma região, há pessoas com potencial de transformação, de absorver as oportunidades, de criar e reinventar as coisas. É um paradoxo? É, mas eu continuo apostando. Acredito que as pessoas da região são as únicas que vão conseguir realmente equacionar essa solução para todos nós”, diz Sylvia Guimarães, cofundadora e presidente da Vaga Lume.

Em mais de duas décadas de trabalho, a ONG já distribuiu 163 mil livros, implantou 95 bibliotecas e formou mais de 5 mil mediadores de leitura, voluntários que leem para as comunidades – trabalho esse que já impactou a vida de 109 mil crianças e jovens. O seu propósito é incentivar, por meio da leitura, a formação de pessoas mais engajadas na transformação de suas realidades.

Para este ano, além de milhares de livros distribuídos, uma série de outras iniciativas está prevista, como a abertura de quatro bibliotecas; a doação de mais de 20 estantes, mobílias e esteiras para os espaços de leitura; a realização de cursos de formação presenciais para novas bibliotecas comunitárias e oficinas de produção de livros artesanais; e a promoção de intercâmbios com outo escolas e organizações sociais de São Paulo e oito comunidades com bibliotecas da Vaga Lume. O trabalho coletivo irá impactar cerca de 14 mil crianças e adolescentes.

Sonhadoras

Mulheres movidas a sonhos. Onde eles as podem levar? No desejo de conhecer o Brasil para além das cidades, as amigas Sylvia Guimarães, Laís Fleury e Maria Teresa “Fofa” Meinberg saíram de São Paulo rumo à maior região do Brasil, a Amazônia. Jovens educadoras, elas tinham o propósito de aprender e compartilhar e foi aí que tiveram a ideia de levar livros e formar mediadores de leitura pelos lugares onde passassem. Então, em 2001, partiram para implementar um projeto piloto em municípios do Pará. A ação foi tão bem aceita pelas comunidades que, em 2002, elas fizeram uma viagem de nove meses por todos os estados da Amazônia Legal brasileira, levando livros e formações por 53 comunidades rurais.

Quando voltaram para São Paulo, onde ficava a pequena sala que haviam alugado para ser o escritório do projeto, elas encontraram muitas cartas pedindo para que voltassem, pois havia muitas outras comunidades querendo bibliotecas e pessoas querendo formações. Assim nasceu a Vaga Lume. “A ONG começou como um sonho, como uma aposta na promoção da leitura como essa estratégia de transformação social. A educação é um investimento de longo prazo. É muito gratificante ver que a gente plantou sementes; as comunidades cuidaram, regaram e hoje a gente tem árvores que dão frutos, que são os mediadores de leitura, que antes eram crianças das bibliotecas, cresceram com esses espaços de leitura e hoje estão à frente dos trabalhos das bibliotecas e também ocupando outros espaços, indo para o ensino superior e atuando na vida acadêmica”, diz Sylvia Guimarães uma das fundadoras e presidente da Vaga Lume.

Sobre a Vaga Lume

Criada há 22 anos, a Vaga Lume está presente em 22 municípios da Amazônia Legal com 95 bibliotecas comunitárias. Desde 2001 já doou 163 mil livros e formou mais de 5 mil mediadores de leitura e voluntários que leem para as crianças, trabalho esse que já impactou a vida de 109 mil crianças e jovens. O seu propósito é empoderar crianças e jovens de comunidades rurais da Amazônia por meio da leitura e da gestão de bibliotecas comunitárias, promovendo intercâmbios culturais com a leitura, a escrita e a oralidade para ajudar a formar pessoas mais engajadas na transformação de suas realidades.

Em 2023, a Associação Vaga Lume foi eleita pela terceira vez, sendo duas consecutivas, a Melhor ONG de Educação do Brasil pelo Prêmio Melhores ONGs do Instituto Doar. No mesmo ano, foi contemplada pelo novo prêmio United Earth Amazônia, na categoria ESG, da sigla em inglês Environmental, Social, and Corporate Governance (Ambiental, Social e Governança) e, também, foi uma das organizações selecionadas em todo o mundo para receber uma doação da filantropa MacKenzie Scott. Em 2022 foi vencedora do Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura. Conheça o mini documentário Vaga Lume no YouTube e acesse o site da associação.

(Fonte: 2PRÓ Comunicação)