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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Conservatório de Tatuí abre inscrições para 3° Concurso Estudantil de Dramaturgia

Tatuí, por Kleber Patricio

Espetáculo “De tudo fica o agora” – Grupo Jovem de Teatro do Conservatório de Tatuí. Foto: divulgação.

O Conservatório de Tatuí anuncia que estão abertas as inscrições para o 3º Concurso Estudantil de Dramaturgia. Estudantes interessados(as) têm até 29 de fevereiro para se inscreverem, exclusivamente, pelo formulário disponibilizado no site do Conservatório de Tatuí, juntamente com o edital.

Em uma iniciativa da Área de Artes Cênicas, na terceira edição do concurso serão contemplados cinco projetos, reservando no mínimo três premiações para estudantes residentes em cidades do interior e litoral do Estado de São Paulo no intuito de fomentar e visibilizar a produção dramatúrgica dessas localidades. De acordo com o edital, para participar do concurso, é necessário ser estudante vinculado(a) ao ensino fundamental, médio, técnico, graduação ou escolas e cursos livres do estado de São Paulo.

O edital contempla a inscrição de textos, desde formas tradicionais até propostas inovadoras, incluindo rascunhos, híbridos, reescrituras, textos performativos e experimentações que dialoguem com outras linguagens artísticas. De acordo com o gerente artístico-pedagógico de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí, Antonio Salvador, o concurso, mais do que uma competição, é um convite à expressão artística em suas diversas formas. “A singularidade desta iniciativa reside na sua flexibilidade. Não se trata apenas de premiar textos finalizados, mas de abrir as portas para obras em gestação, sejam elas ideias ainda não exploradas ou textos que aguardam conclusão; ou seja, é um estímulo valioso para o surgimento e aprimoramento de narrativa, que busca impulsionar a criatividade dos estudantes de todo o estado de São Paulo. Um prêmio que vai além do reconhecimento, sendo um verdadeiro incentivo à expressão artística em todas as suas fases”, destaca Antonio.

A seleção das dramaturgias será realizada por uma comissão formada por docentes da Área de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí e por pessoas convidadas com experiência em Artes da Cena. Os critérios classificatórios levarão em conta a qualidade poética dos textos apresentados, bem como a criatividade, o potencial de inovação formal e a consistência estética dos projetos. A divulgação dos textos selecionados será feita até o final do primeiro semestre de 2024 pelo site do Conservatório de Tatuí.

Para a premiação, serão escolhidos cinco textos (completos ou em esboço) e, como prêmio, cada proponente receberá o equivalente a R$3.000,00. Além disso, todos os textos selecionados serão parcial ou integralmente publicados em uma edição extra da Buli – Revista de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí, um periódico online previsto para ser lançado no segundo semestre de 2024.

Dúvidas e solicitações relacionadas ao edital e ao concurso devem ser encaminhadas exclusivamente aos curadores do certame – Antonio Salvador e Tadeu Renato – pelo e-mail concursoestudantildedramaturgia@conservatoriodetatui.org.܂br.

Primeira edição | O Concurso Estudantil de Dramaturgia – que teve sua primeira edição em 2022 – surgiu com a vocação de fomentar a escrita para a cena feita por estudantes de todo o estado de São Paulo com foco, principalmente, nos municípios do interior paulista. Na primeira edição, foram recebidas 73 inscrições, com textos dos mais variados formatos: projetos, peças em processo e dramaturgias prontas. Também foi grande a diversidade de participantes, com idades entre 16 e 63 anos.

Serviço:

3º Concurso Estudantil de Dramaturgia do Conservatório de Tatuí

Inscrições gratuitas pelo formulário

Prazo: até 29 de fevereiro de 2024

Confira o edital.

(Fonte: Máquina Cohn&Wolfe)

Gato idoso e interativo ao mesmo tempo: é possível?

Campinas, por Kleber Patricio

Felino em atendimento no Hospital Veterinário Taquaral. Fotos: Matheus Campos.

Os gatinhos idosos perdem agilidade e reflexo, não é mesmo? Mas será mesmo que o tutor tem que se conformar e apenas guardar na lembrança essas características tão peculiares de quando seu felino era mais jovem? É normal ou eles sentem dor e por isso preferem se aquietar? Saiba que um quadro comum entre felinos idosos que desencadeia esse comportamento é a osteoartrite, uma condição degenerativa que pode trazer desconforto e impactar a qualidade de vida dos animais de estimação.

A Dra. Daniela Formaggio, veterinária especialista em felinos do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas, diz que a osteoartrite está presente em cerca de 90% dos gatos a partir dos 12 anos de idade. Ela causa dor e afeta as articulações. “Tutores estão identificando cada vez mais essa doença, que antes ficava ofuscada pelo padrão felino de dormir mais. Mas o tutor hoje é mais informado, pesquisa sobre as mudanças de comportamento do seu animal e não aceita a falta de interação como sendo normal”.

Dra. Daniela Formaggio, veterinária especialista em felinos do Hospital Veterinário Taquaral.

A veterinária explica que a osteoartrite é uma degeneração lenta, contínua e progressiva. Além da idade, o componente genético também interfere. As raças maine coon, abissínio e gatos maiores têm tendência a desenvolvê-la.

A doença pode ser agravada quando há o sobrepeso. A veterinária lembra que o esforço repetitivo, diabetes e distúrbios hormonais são fatores que favorecem o desenvolvimento da artrose e devem ser controlados para evitar que o quadro piore. Daniela dá exemplos de observações que a família deve fazer: O gato diminuiu as atividades na casa? Reluta em subir nos móveis? Tem tomado menos banho? Está mais irritado? O xixi e o cocô estão sendo feitos para fora da caixa de areia? Reluta em pular ou subir escadas? Se levanta com dificuldade após períodos de descanso?

Fisioterapia em gato. Tem como?

Dra. Daniela ressalta que além de medicamentos para alívio da dor, hidratação adequada, suplementos nutricionais e ajustes na dieta, a fisioterapia veterinária também desempenha um papel crucial no manejo dessa condição.

A Dra. Beatriz Fava, fisiatra do Hospital Veterinário Taquaral, enfatiza a importância da fisioterapia na abordagem da osteoartrite felina: “A fisioterapia veterinária pode ser altamente benéfica para os gatos com osteoartrite. Por meio de exercícios terapêuticos, massagens e programações com técnicas indolores adaptadas às necessidades específicas de cada animal, podemos ajudar a melhorar a mobilidade, reduzir a dor e fortalecer as articulações dos felinos afetados”, esclarece.

Gata em atendimento no Hospital Veterinário Taquaral.

Beatriz frisa que a fisioterapia é o recurso ideal para o animal idoso não perder massa muscular e, consequentemente, a qualidade de vida e o controle da dor crônica. Ela salienta que o HVT oferece ambiente para o gato se sentir à vontade. “A sala estará com Feliway, sem cães por perto, há a utilização de aparelhos que não causam sensibilidade, exames e procedimentos feitos dentro da caixa de transporte, oferecimento de petiscos, Choru, entre outras abordagens”.

O tempo para a reabilitação é longo. As médicas veterinárias garantem que, à medida que a medicação e a fisioterapia vão fazendo efeito, o gato vai se acostumando e fica com postura mais tranquila. “Quando conseguimos minimizar o sofrimento do animal é muito gratificante. O tratamento traz benefícios para a família toda. O animal é restabelecido e a família, antes desgastada, ganha em alegria e confiança”, ressalta Daniela. No HVT, a equipe de profissionais conversa entre si sobre os pacientes visando individualizar a terapia e orientar toda a família – é o chamado tratamento multimodal.

Casa adaptada

Depois dos tratamentos que tiram a dor aguda do animal, a família é orientada pelos especialistas do HVT a adaptar a casa em busca de facilitar a vida do bichano. Alguns exemplos:

– Colocar “escadas” ou acessórios que deem acesso aos lugares altos e preferidos do animal, como camas e mesas. Lembrando que “a descida dói mais que a subida”, destaca Daniela.

– Priorizar bandeja sanitária que tenha uma parte mais baixa para o animal entrar e ele não ter o esforço de subir ou transpor.

– Desenvolver cardápio com especialista para nutrição e manutenção do peso.

– Evitar mudar a disposição dos móveis na casa para não desorientar o animal.

Saiba mais sobre o tema no podcast do Hospital Veterinário Taquaral no YouTube.

Serviço:

Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP

YouTube | Instagram| Facebook | Site

Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas (SP)

Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana

Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500.

(Fonte: AMZ Assessoria de Imprensa)

Mostra imersiva de Mundano traz reflexão sobre resíduos gerados em todo o mundo

São Paulo, por Kleber Patricio

Mundano na praia: instalação da exposição “Resíduos Mundanos” e obra “Óleo sobre tartaruga”. Fotos: Henrique Madeira.

Ano novo com velhos hábitos – “Resíduos Mundanos”, mostra imersiva de Mundano em cartaz na Galeria Parede Viva, em São Paulo, traz uma reflexão sobre os resíduos gerados em todo o mundo, no ano que o réveillon bate recorde no Rio de Janeiro e deixa 969 toneladas de lixo nas ruas e praias, segundo a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

Com mais de 90 obras feitas a partir de resíduos do consumo humano, Mundano experimenta diferentes maneiras de (re)uso, como nas releituras de obras coletadas por catadores, e utilização de tintas produzidas com a lama de Brumadinho, o óleo derramado no nordeste do país e cinzas das florestas. “O artista utiliza resíduos que não podem ser reciclados ou que a reciclagem acaba gerando maiores prejuízos ambientais, como contaminação de água potável, emissão de gases poluentes e gasto de energia”, afirma Maria Luiza Meneses, curadora da exposição.

Mundano, que descobriu o poder do artivismo há 17 anos fazendo o que chamava até então de “graffiti paporreto”, em uma luta constante para fazer um impacto positivo no mundo, esteve em Dubai para a COP28, onde participou do encontro global do programa Vozes pela Ação Climática (VAC), da WWF, espalhou suas Transparências Urbanas, marchou com ativistas de todo mundo em protesto pelo cessar fogo em Gaza e pela justiça climática, entregou o Prêmio Megafone Ativismo para a ministra do Meio-Ambiente Marina Silva e falou sobre o poder do artivismo como uma ferramenta essencial para garantir a justiça climática. De volta ao Brasil, embarcou para Xapuri, no Acre, onde recebeu uma homenagem do Comitê Chico Mendes, e, de lá, foi direto para Brasília para participar da Expocatadores, o maior encontro de catadoras e catadores da América Latina. “Por muito tempo achei que eu estava defendendo a natureza, até que entendi que nunca defendi a natureza, afinal, eu sou a própria natureza e estava me defendendo dessa ganância humana que é sem dúvida uma autodestruição”, finaliza o artivista.

Serviço:

Exposição Resíduos Mundanos, de Mundano

Quartas, quintas, sextas e últimos sábados de cada mês, das 14h às 18h

Agendamento de grupos pelo e-mail paredeviva@gmail.com

Galeria Parede Viva

Rua Gustav Willi Borghoff, 378 – 2º andar (acesso por escadas) – Barra Funda – São Paulo (SP)

Acessibilidade: a exposição conta com áudio descrição e legendas das obras em Braile. O acesso à galeria é apenas por escadas. No térreo, o banheiro é acessível e uma extensão de Resíduos Mundanos.

Apoios: Resíduos Mundanos conta com o apoio dos catadores da Cooperativa Viva Bem, do Projeto Siri (na impressão/processamento de isopor e placas de plástico pad e pp), Sea Shepherd (Campanha Ondas Limpas, para erradicação do lixo marinho e pela proteção e conservação dos nossos oceanos do Oiapoque ao Chuí), Poiato Recicla (no tratamento das bitucas para a produção de papel e pigmento), We Sampa e do projeto Bem-te-vi Diversidade junto do Instituto Água e Saneamento – IAS.

Links:

Instagram: mundano_sp | paredeviva | pimpmycarroça | catakiapp | megafoneativismo

Biografia e Portfólio

Processo de fabricação de tintas

Releitura da histórica foto de Leo Malafaia e da pintura A ponte Japonesa, de Claude Monet

Retrato do brigadista voluntário @viniciuscurvade na Releitura do Lavrador de Café, do mestre Candido Portinari.

(Fonte: Vicente Negrão Assessoria de Imprensa)

Coletivo Cê assume coordenação da Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí em 2024

Tatuí, por Kleber Patricio

Espetáculo “1989”, de Coletivo Cê, apresentado no 28º Fetesp (2023). Foto: João Maria da Silva Júnior/Arquivo Conservatório de Tatuí.

O Conservatório de Tatuí inova mais uma vez ao designar, no ano de 2024, a coordenação da prestigiada Cia. de Teatro ao Coletivo Cê, formado por ex-estudantes de Artes Cênicas do Conservatório e que hoje é reconhecido por suas criações, pesquisa e trajetória cênica exemplares. Esta decisão histórica representa a primeira vez que a liderança da companhia é confiada a um grupo de profissionais e não somente a uma única pessoa, modelo que era tradicionalmente praticado.

Até o ano 2022, a responsabilidade pela coordenação da Cia. de Teatro recaía sobre um professor e/ou artista funcionário do Conservatório de Tatuí. No ano seguinte, em 2023, a tarefa foi assumida por uma atriz e diretora convidada, Miriam Rinaldi, também em um ato inaugural, sendo a primeira mulher a coordenar um Grupo Artístico da instituição, fundada há 69 anos. Para dar continuidade à proposta de, a cada ano, receber um(a) artista convidado(a) residente, agora o Coletivo Cê, composto por ex-estudantes do Conservatório de Tatuí, traz uma abordagem colaborativa e diversificada para liderar a Companhia.

De acordo com o gerente artístico-pedagógico de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí, Antonio Salvador, este novo modelo de coordenação promete trazer uma perspectiva fresca e inovadora aproveitando a experiência e o conhecimento acumulado pelo Coletivo Cê ao longo de sua carreira. “A diversidade de habilidades e perspectivas provenientes de diferentes formações desses e dessas artistas dentro e fora do Conservatório promete enriquecer ainda mais a produção teatral da instituição. O Conservatório de Tatuí é conhecido por sua tradição na formação de talentos nas artes e a escolha do Coletivo Cê para liderar a Cia. de Teatro reforça o nosso compromisso em impulsionar a inovação, a atualização constante e a excelência artística”, contou.

O gerente também afirma que a possibilidade de convidar para esta função uma referência artística de peso originária do próprio interior do Estado reduz a concepção de que as grandes referências estão na Capital. “Neste caso, o Coletivo Cê tem sua sede em Votorantim, município vizinho de Tatuí. Esta também é a missão da Buli, nossa revista de artes cênicas, e do nosso Concurso Estudantil de Dramaturgia, que buscam destacar e estabelecer pontes entre as produções dos interiores do país e outros lugares – ambos em sua 3ª edição neste ano”, destaca.

O convite para a coordenação da Companhia surgiu após a notável participação do Coletivo Cê em duas ações da Área de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí: uma matéria realizada na primeira edição da Buli – Revista de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí, em 2022, e sua presença como convidados no 28º Fetesp – Festival Estudantil de Teatro do Estado de São Paulo com seu brilhante e premiado espetáculo 1989. Além disso, os laços previamente estabelecidos no Conservatório de Tatuí, onde os membros do grupo estudaram, contribuíram para essa oportunidade. Julio Cesar Mello, um dos integrantes do Coletivo, destaca a satisfação em retornar ao Conservatório: “É muito especial, para nós, voltar a esta instituição pela qual temos tanto carinho e apreço. Teremos a oportunidade de reencontrar antigos parceiros, alguns agora atuando como professores, e ex-alunos do Coletivo Cê, que antes participavam de cursos profissionalizantes de teatro ensinados por nós e hoje são alunos do Conservatório”, afirma.

Nessa nova jornada, o Coletivo Cê tem como objetivo não apenas manter a qualidade das produções teatrais, mas também explorar novas abordagens e estilos, proporcionando uma experiência enriquecedora para o público e os artistas envolvidos. “Este desafio será único, motivador e instigante. A oportunidade de instruir estudantes que querem se profissionalizar, nos possibilita a desempenhar um papel de relevância no cenário artístico local e nacional, colaborando ativamente para o crescimento e desenvolvimento das artes cênicas”, conclui Julio.

Inscrições abertas

O Conservatório de Tatuí está com inscrições abertas para o Processo Seletivo de Bolsistas para a Cia. de Teatro. Estudantes interessados(as) em integrar a Companhia na temporada 2024 podem inscrever-se até o dia 26 de janeiro por meio do formulário disponível no site do Conservatório de Tatuí. As vagas são para Bolsas Performance em Artes Cênicas destinadas a atrizes/atores, músicos e musicistas estudantes regularmente matriculados(as) na instituição, ou que tenham formação e experiência artística e técnica compatível com o grupo. Atualmente, o Conservatório de Tatuí conta com 10 Grupos Artísticos de Bolsistas, visando aprimorar a formação técnica e artística de estudantes em música e artes cênicas. Em 2024, as bolsas terão vigência de 4 de março a 20 de dezembro, oferecendo valores anuais de R$7 mil para grupos com seis horas semanais de ensaio e R$10 mil para grupos com nove horas semanais de ensaio. O processo seletivo inclui vagas para ampla concorrência e vagas exclusivas para estudantes de escolas públicas, pessoas pretas, pardas ou indígenas, trans/travestis e pessoas com deficiência. Para conferir os detalhes, acesse o edital.

Sobre o Coletivo | O Coletivo Cê é um grupo de artistas profissionais que possui uma trajetória de 14 anos. Ao longo desse período, o coletivo criou espetáculos e filmes autorais, que foram contemplados por editais públicos e premiados em festivais. Além disso, realizam também cursos de formação teatral, saraus, cineclubes e outras atividades em parceria com entidades públicas e privadas. O nome “Cê” reflete a transformação da língua portuguesa em sua utilização oral. A partir da expressão “vossa mercê” que evoluiu para “vosmecê” e posteriormente se tornou “você”, o termo simplificado “cê” surgiu. Essa palavra é amplamente utilizada, especialmente no interior de São Paulo, onde o coletivo fincou sua morada. Essa simples palavra carrega consigo a força de seu significado, relacionado à intimidade e verdade com o espaço e com o outro. O Coletivo Cê busca confrontar suas próprias urgências e revelar as lacunas existentes em sua relação com a história pessoal e coletiva. É por meio desse confronto que seu trabalho ganha forma e se desenvolve, buscando uma nova temporalidade e descobrindo maneiras de ser e existir no mundo por meio da arte. Por meio dessa abordagem, o coletivo encontra um espaço para florescer, cultivando um diálogo íntimo e verdadeiro com o público e com sua própria identidade artística.

(Fonte: Máquina Cohn&Wolfe)

Oficina Cultural Oswald de Andrade celebra aniversário de São Paulo com a exposição “Ocupação Hulda Bittencourt – Uma História com a Dança”

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens de divulgação – arquivo pessoal.

A Oficina Cultural Oswald de Andrade recebe em poucos dias a exposição “Ocupação Hulda Bittencourt – Uma História com a Dança” em celebração ao aniversário de São Paulo. A exposição é uma homenagem à saudosa bailarina Hulda Bittencourt, nascida em Santa Cruz do Rio Pardo, que dedicou sua vida à dança e à cidade de São Paulo, que a acolheu calorosamente.

A mostra, que acontece no histórico espaço da Oficina Cultural Oswald de Andrade, é composta por preciosos arquivos do acervo pessoal da família da fundadora da renomada escola e companhia Cisne Negro Cia de Dança. Os visitantes terão a oportunidade de explorar uma coleção única, incluindo fotografias raras e vídeos de entrevistas com a própria dama da dança brasileira.

Os curadores da exposição são Dany Bittencourt, filha de Hulda Bittencourt e atual diretora artística da Cisne Negro Cia de Dança, e o produtor cultural Marco Prado. Juntos, eles guiam os visitantes por uma jornada através da vida e legado desta figura marcante da dança brasileira. A exposição também promete marcar o início de celebrações dos 47 anos da Cisne Negro Cia de Dança, trajetória que, assim como a da fundadora, se mescla de amor e serviço ao cenário artístico. Hulda Bittencourt fez história no Brasil e no exterior, recebendo em 2019 o título de “Fellowship of The Royal Academy of Dance”, umas das mais importantes honrarias concedidas pela instituição britânica a pessoas que trabalharam em prol do desenvolvimento da dança por meio do método da Royal Academy of Dance. No Brasil, Hulda Bittencourt recebeu, durante o governo de José Serra como governador, a medalha de Honra ao Mérito de Personalidade Artística.

Encontro entre Dança e Literatura

Dany Bittencourt compartilha sua emoção sobre a exposição destacando o significado especial de ocorrer na Oficina Cultural Oswald de Andrade. “A exposição possui um grande significado, pois acontece em um espaço público que é considerado a casa de  Oswald de Andrade, personalidade tão importante para a literatura brasileira, e agora o sentimento é de que Oswald está recebendo nossa querida Hulda em sua casa”. Recentemente, Hulda Bittencourt foi a homenageada no Festival de Dança de Joinville com uma linda exposição que serviu de inspiração para a “Ocupação Hulda Bittencourt”. “A Hulda Bittencourt era uma pessoa vibrante, com muito amor pela Cisne Negro e a dança em geral. Ter a oportunidade de espalhar esse legado na cidade que ela adotou como lar é extremamente gratificante”, acrescenta Marco Prado.

A exposição estará aberta ao público a partir do dia 25 de janeiro até 2 de março, com entrada gratuita. Além da exposição, os visitantes também poderão participar de atividades especiais de acordo com a agenda a ser divulgada nos próximos dias.

Sobre a Cisne Negro Cia de Dança | Fundada por Hulda Bittencourt, que atuou como  diretora artística por 44 anos (in memoriam), e atualmente sob a direção artística de Dany Bittencourt, é considerada uma das melhores companhias contemporâneas do país, sucesso de crítica e mídia, com 46 anos de existência olhando para o futuro e sempre pronta para levar a sua inovadora dança aos quatro cantos do planeta, acreditando que a cultura é uma ferramenta de transformação social, alimento de esperança e sonhos de muitas pessoas.

(Fonte: Luar Conteúdo)