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Exposição Wildlife Photographer of the Year – Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano chega a São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

The Golden Horseshoe de Laurent Ballesta, (França) – Adult Grand Title Winner 2023, Wildlife Photographer of the Year.

Pela primeira vez, a América Latina abrigará a exposição das fotografias vencedoras do concurso Wildlife Photographer of the Year – Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano, promovido pelo Museu de História Natural de Londres (Natural History Museum). De 28 de maio a 25 de agosto, a mostra ocupará a Galeria Marta Traba do Memorial da América Latina, um dos principais centros culturais da cidade de São Paulo, graças ao esforço conjunto entre a Unesp – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, IQC – Instituto Questão de Ciência, FEU – Fundação Editora da Unesp e Memorial da América Latina, além do próprio Museu de História Natural.

Criado em 1965, o concurso é o mais prestigiado evento de fotografia global e expõe a obra de alguns dos melhores talentos fotográficos do mundo. As imagens da mostra capturam o fascinante comportamento animal, espécies espetaculares e a impressionante diversidade do mundo natural. Além de despertar a curiosidade sobre o planeta e destacar a fragilidade da vida selvagem, o concurso utiliza o poder emotivo da fotografia para inspirar as pessoas a pensarem de forma diferente sobre sua relação com a natureza e a se tornarem defensoras do planeta.

Life on the Edge de Amit Eshel, (Israel) – Category Winner, Animals in their Environment.

Nesta edição, a competição atraiu uma expressiva quantidade de 49.957 inscrições de fotógrafos de todas as idades e níveis de experiência de 95 países. Durante uma semana intensa no Museu de História Natural de Londres, as imagens inscritas foram avaliadas anonimamente em sua criatividade, originalidade e excelência técnica por um painel internacional de especialistas da área.

Diretor do Museu de História Natural, Doug Gurr explica o propósito do concurso: “Estamos enfrentando crises de biodiversidade e clima e a fotografia é um poderoso catalisador para a mudança. A exposição Wildlife Photographer of the Year revela algumas das imagens mais maravilhosas da natureza, oferecendo esperança e propondo ações ao alcance dos visitantes para ajudar a proteger o mundo natural”.

Os vencedores

A imagem vencedora do Grande Prêmio, intitulada ‘The Golden Horseshoe’, de Laurent Ballesta, mostra um caranguejo-ferradura acompanhado por um trio de dourados nas águas protegidas da ilha de Pangatalan, nas Filipinas. É a segunda vez em três anos que Ballesta leva o Grande Prêmio. Na fotografia, a carapaça dourada do artrópode, uma espécie antiga altamente ameaçada, deslizando pelas águas escuras parece uma nave extraterrestre, o que surpreendeu os jurados.

Hippo Nursery de Mike Korostelev, (Rússia) – Category Winner, Under Water.

Outros destaques das 19 categorias são as imagens ‘Life on the Edge’ (A Vida no Limite), de autoria de Amit Eshel, vencedora da categoria Animals in their Enviroment (Animais em seu Ambiente), que testemunha o confronto dramático no penhasco entre dois íbex-da-núbia, e ‘Hipo Nursery’ (Berçário de Hipopótomo), de Mike Korostelev, vencedora da categoria Under Water (Embaixo d´Água), que revela um hipopótamo e seus dois filhotes descansando nas águas cristalinas de um lago raso. Todos os vencedores podem ser conhecidos aqui.

Cursos de fotografia e visitas

Durante o período da exposição, o evento oferecerá atividades extras para os frequentadores que realizarem inscrição prévia. Serão oferecidos cursos de fotografia e visitas guiadas com professores de ciências naturais e cientistas. Os cursos estão previstos para ocorrer uma vez ao mês, enquanto as visitas guiadas serão oferecidas durante o período em que a exposição estiver ativa.

Sobre o Wildlife Photographer of the Year

O concurso foi criado em 1965 pela revista BBC Wildlife, então chamada Animals. Em 1984, o Museu de História Natural se uniu à iniciativa, que, posteriormente, passou a ser de propriedade exclusiva da instituição. Atualmente voltada para fotógrafos de todas as idades e habilidades, a competição abre para inscrições todos os anos no mês de outubro.

Sobre o Museu de História Natural de Londres.

Uma das atrações mais visitadas do Reino Unido, o museu é uma fonte global de curiosidade, inspiração e alegria. A instituição tem como visão construir um futuro em que tanto as pessoas quanto o planeta prosperem e como objetivo ser um catalisador para a mudança. Saiba mais aqui.

Sobre a Unesp

A Unesp (Universidade Estadual Paulista ‘Júlio de Mesquita Filho’) é uma das maiores e mais importantes universidades brasileiras, com destacada atuação no ensino, na pesquisa e na extensão de serviços à comunidade. Criada em 1976 a partir da reunião de institutos isolados de ensino superior que existiam em várias regiões do estado de São Paulo, a Unesp tem 34 unidades em 24 cidades, sendo 22 no interior; uma na capital; e uma no litoral paulista. Saiba mais aqui.

Sobre o Instituto Questão de Ciência (IQC)

Fundado em 2018, o IQC acredita que ciência e tecnologia formam os alicerces da vida contemporânea e, por isso, questões de ciência têm papel crucial na alocação responsável de recursos públicos ou privados. Saiba mais aqui.

Sobre a FEU

Braço editorial da Universidade, a Fundação Editora da Unesp tem aproximadamente 3 mil títulos publicados, 4 milhões de livros vendidos e 30 milhões de downloads de obras de autores nacionais e internacionais, clássicos e contemporâneos, nas mais diversas áreas do conhecimento. Saiba mais aqui.

Sobre o Memorial da América Latina 

O Memorial da América Latina é uma fundação pública multidisciplinar que nasceu há 35 anos, com a missão de ser um cerne de integração social, cultural e política dos países de língua latina e caribenha. Concebido pelo antropólogo e educador, Darcy Ribeiro, dentre suas múltiplas missões, o Memorial é Cátedra da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e mantém em seu conselho curatorial as principais universidades paulistas, entre elas a Unesp. O conjunto arquitetônico, projetado por Oscar Niemeyer, ocupa 84.840 m2 ao lado do Terminal Barra Funda, em São Paulo. Ele é capaz de abrigar eventos de diversas expressões artísticas e culturais em suas praças, galerias e auditórios. Saiba mais aqui.

Serviço:

Exposição Wildlife Photographer of the Year – Fotógrafo do Ano da Vida Selvagem

Local: Memorial da América Latina – Av. Mário de Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo – SP

Período: de 28/5 a 25/8 – terça a domingo, das 10h às 17h

Classificação etária: Livre

Entrada: Franca

Acessibilidade: Local acessível via rampa e espaço interno plano.

(Fonte: Viveiros Comunicação)

Campinas recebe oficina gratuita de Prática de Preservação Audiovisual

Campinas, por Kleber Patricio

Como parte das atividades que antecedem a Semana Amilar Alves 2024, a CTAv (Câmara Temática do Audiovisual de Campinas) e o ICine (Fórum de Cinema do Interior Paulista) promovem uma Oficina de Preservação Audiovisual, gratuita, nos dias 15, 16 e 17 de maio (quarta, quinta e sexta), das 19h às 21h, no MIS-Campinas.

Os participantes terão acesso aos conceitos da preservação audiovisual, mas também poderão colocar em prática técnicas para a preservação de diversos formatos e suportes cinematográficos, da película, passando pelo papel e chegando ao digital. As inscrições são abertas a todos os públicos com ou sem experiência prévia e os participantes podem comparecer em um, dois ou três dias da Oficina, uma vez que os conteúdos e práticas serão diferentes a cada atividade.

Parte do acervo do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas vai servir como material de trabalho. Prestes a completar 50 anos de atividade, em 2025, o Núcleo já tem mais de 300 filmes realizados, sendo, portanto, um importante e dos mais atuantes polos de produção no segmento no país e no mundo.

A Oficina de Preservação tem a mentoria da pesquisadora Rebeca Ribeiro e é uma contrapartida do edital ProAC SP, que contemplou projeto da revista ‘Tintura de Amora’ do ICine (Fórum de Cinema do Interior Paulista).

Bacharel em Cinema e Audiovisual pela Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), Rebeca Ribeiro está se especializando em preservação e restauração audiovisual na Sociedade pelo Patrimônio Audiovisual da Argentina.

As inscrições gratuitas para a Oficina de Preservação Audiovisual podem ser feitas pelo formulário disponível no Linktree da CTAv (https://linktr.ee/ctavcampinas).

Serviço:

Oficina de Preservação Audiovisual – Acervo do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas

Realização: ICine (Fórum de Cinema do Interior Paulista) e Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo

Apoio: CTAv (Câmara do Audiovisual de Campinas), Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas e MIS-Campinas

Datas:

15/5 (quarta): Introdução aos acervos audiovisuais, reconhecimento dos itens e catalogação

16/5 (quinta): Películas, magnéticos e brinquedos óticos

17/5 (sexta): Papéis e arquivos nato digitais

Horário: 19h às 21h

Local: MIS-Campinas – Rua Regente Feijó, 859 – Centro

CTAv no instagram: https://www.instagram.com/ctavcampinas/

Inscrições gratuitas: https://linktr.ee/ctavcampinas.

(Fonte: A2N Comunicação)

Klimt e Gaudí: exposição imersiva aclamada por mais de 5 milhões de pessoas no mundo chega ao Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Já estão à venda os ingressos para a primeira temporada brasileira da exposição imersiva Klimt e Gaudí, o Impossível Existe’. Serão 2.400 m² de arte e tecnologia na capital paulista dedicados a dois dos maiores artistas da história. O evento reúne duas aclamadas exposições da produtora francesa Culturespaces Studio – ‘Gustav Klimt, Gold in Motion’ (Gustav Klimt, Ouro em Movimento) e ‘Gaudí, Architect of the Imaginary’ (Gaudí, o Arquiteto do Imaginário) –, que já receberam mais de 5 milhões de pessoas em Paris, Bordeaux, Nova York, Amsterdam, Dortmund, Hamburgo e Seul.

‘Klimt e Gaudí, o Impossível Existe’ aterrissará em São Paulo, no Mooca Plaza Shopping, em 7 de junho. O espetáculo, que deverá percorrer cidades em todas as regiões do Brasil, é organizado no país pela Lightland Produções, mesma produtora da exposição imersiva ‘Van Gogh & Impressionistas’, que acumula 600 mil visitantes nas 13 grandes cidades por onde já passou.

O público brasileiro terá a oportunidade de presenciar exatamente os mesmos shows de superprojeções exibidos no grande Atelier des Lumières, em Paris, maior referência mundial na arte imersiva. Paredões gigantes de 7 metros de altura estruturam o mega atelier de projeções que possui 1.500 m², sem contar os ambientes cenográficos que o antecedem.

O espetáculo de movimento e luz levará os visitantes a uma viagem pelas pinturas brilhantes, sensuais e revolucionárias de Klimt e pelas fachadas onduladas, vidros e mosaicos coloridos e padrões orgânicos de Gaudí. “Fazemos uma curadoria cuidadosa de nossas exposições para oferecer aos visitantes uma nova perspectiva sobre os grandes mestres da História da Arte. Não se trata apenas de ver as obras completas do artista; trata-se de vê-los ganhar vida por meio da música, adicionando profundidade e emoção a uma experiência inesquecível”, diz Grégoire Monnier, diretor do Culturespaces Studio.

Com tecnologia de última geração, que inclui superprojetores de alta perfomance, processamento de dados instalado em megacomputadores e transmissão 100% em cabos de fibra ótica, as enormes telas – inclusive o piso do espaço por inteiro – serão tomadas pela arte dos dois célebres artistas modernistas. A exposição imersiva apresenta releituras emocionantes com o uso de técnicas e ferramentas avançadas de videografismo que ampliam, movimentam e aplicam efeitos incríveis sobre as obras.

Essa tendência mundial no segmento de entretenimento tem sido responsável por levar dezenas de milhões de pessoas a complexos de arte digital nas principais metrópoles do mundo. Na Europa, América do Norte, Ásia e, mais recentemente, na América Latina, multiplicam-se os novos espaços dedicados aos espetáculos imersivos baseados em superprojeções e outras tecnologias. “Há claramente um crescimento no interesse das pessoas para apreciar e contemplar coisas já conhecidas, agora sob novas formas e linguagens. Por um lado, o público obviamente continua a querer o contato com a arte de mestres consagrados, mas, por outro, demonstra um desejo crescente de sentir isso tudo de um modo diferente, a partir da aplicação de novas tecnologias, com lente de aumento, efeitos, movimentos e música envolvente”, diz Davi Telles, diretor executivo da Lightland Produções.

Os ingressos já estão disponíveis para venda online no site da Ingresso.com e, presencialmente, no quiosque do Mooca Plaza Shopping, a partir de 17 de maio.

Para atender a uma preferência do público brasileiro, ‘Klimt e Gaudí, o Impossível Existe’ estreia no país incluindo no projeto diversos ambientes que compõem uma ampla área denominada pelos organizadores como pré-show, com ambientes que vão desde um foyer gaudiniano, inspirado nas curvas orgânicas, mosaicos coloridos e simulação da célebre incidência de luz solar nos vitrais da Sagrada Família, até instalações artísticas e espaços instagramáveis marcados pelo dourado notável da Art Nouveau sedutora de Klimt. O visitante terá a sensação de embarcar numa pequena viagem a Viena e Barcelona – cidades e palcos dos artistas homenageados. “O Brasil vai receber um espetáculo imersivo que entrará para a história. Juntamos no mesmo evento, em um enorme atelier de projeções 3D de alta definição, duas exibições aclamadas em algumas das mais importantes metrópoles do mundo e agregamos a isto um pré-show com ambientes cenográficos incríveis. O resultado será algo jamais visto”, explica Telles.

Produção:

Klimt e Gaudi O Impossível Existe

Produção do evento: Lightland Produções

Produção das exibições: Culturespaces Studio®

Crédito das exposições:

Gustav Klimt, Gold in Motion

Produção: Culturespaces Studio® | Direção de Criação: Gianfranco Iannuzzi | Created

by Gianfranco Iannuzzi, Renato Gatto et Massimiliano Siccardi | Design Gráfico e de

Animação: Cutback | Trilha sonora: Luca Longobardi

Gaudi, Architect of the Imaginary

Produção: Culturespaces Studio® | Direção e Design: Cutback.

Serviço:

Klimt e Gaudí: Exposição imersiva aclamada por mais de 5 milhões de pessoas no mundo faz lançamento nacional e estreia em São Paulo

Data: a partir de 7 de junho, em curta temporada

Dias de funcionamento: diariamente, exceto às terças-feiras

Horário: segunda a sábado: das 10h às 22h (último horário de entrada às 21h)

Domingos e feriados: das 12h às 22h (último horário de entrada às 21h)

Local: Estacionamento do Mooca Plaza Shopping (R. Cap. Pacheco e Chaves, 313 – Vila Prudente)

Quanto custa:

Segunda a sexta – Diurno: R$80 inteira / R$40 meia-entrada

Segunda a sexta – Noturno: R$95 inteira / R$47,50 meia-entrada

Final de semana e feriados: R$120 inteira / R$60 meia-entrada

Meia-entrada: para segmentos previstos em lei, mediante apresentação de comprovação na entrada: estudantes; jovens com idade entre 15 e 29 anos que possuam Carteira de Identidade Jovem; professores das redes pública e privada; pessoa com deficiência e seu acompanhante, se necessário; pessoa com 60 anos ou mais; doadores de sangue e medula e outras hipóteses previstas em legislação local. Gratuito para crianças até 4 anos. Pacote para grupos escolares: consulte preços especiais.

Site de compras: klimtegaudi.com.br.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Mooca Plaza)

Desvendando o universo dos charutos: um glossário para iniciantes

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Carolina Macedo.

O vasto universo dos apreciadores de charutos – mergulhar nesse mundo pode ser tão emocionante quanto desafiador. Com uma infinidade de termos específicos e nuances únicas, compreender a linguagem e os elementos essenciais é fundamental para apreciar essa arte milenar. Carolina Macedo, cigar sommelière e sócia da Bulldog Tabacaria, sediada em Curitiba (PR), organizou um guia para ajudar aficionados e novatos a desvendar os segredos do mundo dos charutos oferecendo um glossário detalhado para os iniciantes.

Capa e tripa: Os pilares fundamentais

O charuto, como obra-prima do tabaco, é composto por três elementos principais: a capa, a tripa e o capote. A capa, ou invólucro, é a camada externa visível do charuto, enquanto a tripa representa o recheio interno, composto por folhas de tabaco cuidadosamente selecionadas. Por sua vez, o capote atua como uma camada intermediária, envolvendo e sustentando a tripa.

Vitolas, anilhas e formatos: A arte da apresentação

Cada charuto é singular em seu formato e tamanho, conhecidos como vitola ou bitola. Desde robustos e toros até coronas elegantes, a diversidade de vitolas oferece uma variedade de experiências sensoriais.

O torcedor, habilidoso artesão por trás da produção, molda não apenas o charuto, mas também sua personalidade e caráter. A anilha é uma faixa de papel ou tecido ao redor da capa, muitas vezes com o nome da marca. Ela serve para você apoiar os dedos enquanto degusta, mas pode retirar e continuar a queima até o fim

Blend e origens: O segredo do sabor

Blend é o nome dado a combinação de diferentes tabacos; é o que confere ao charuto sua identidade distinta. Podem ser folhas de origens/países diferentes, com maturações diferentes. Cada uma delas apresenta uma característica de queima, sabor e aromas. Juntas, elas formam o blend do charuto.

De cubanos equilibrados e aromáticos a dominicanos intensos e saborosos, cada região produtora possui sua própria assinatura de sabor. Nicarágua, Cuba e República Dominicana são apenas algumas das origens prestigiadas que moldam o perfil de sabor dos charutos.

Preservação e ritual: O cuidado necessário

Manter a integridade e frescor dos charutos é essencial para uma experiência verdadeiramente gratificante. Os umidores, recipientes projetados para controlar a umidade e temperatura, são indispensáveis para preservar a qualidade dos charutos ao longo do tempo.

Cigar sommelière simplifica termos essenciais para apreciadores. Foto: Valterci Santos.

Além disso, rituais como cortar e acender o charuto requerem técnica e precisão para maximizar o prazer do momento. Os maçaricos com gás butano não alteram os sabores e aromas do charuto. Esta característica os torna ideais, mas mesmo assim é sempre usado somente o calor da chama para acender. “Compreender o charuto exige também uma compreensão da história, do seu propósito e até das excentricidades de cada produto, é muito bom aprender e se sentir fazendo parte deste universo”, destaca ela.

A Bulldog Tabacaria fica localizada à Rua General Aristides Athayde Jr., 254, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Mais informações são fornecidas pelo telefone (41) 3029-1299 e o WhatsApp (41) 98736-3251.

(Fonte: Agência Souk)

Baleias e pinguins faziam parte da cultura de povos ancestrais do litoral Sul, revela pesquisa em sambaquis

Brasil, por Kleber Patricio

Comuns no litoral Sul do Brasil, sambaquis são construções humanas formadas de conchas marinhas, carvão, sedimentos e restos de animais. Foto: Augusto Mendes/Arquivo pesquisadores.

Baleias, pinguins e leões-marinhos estão entre os principais animais caçados pelos povos que habitaram o litoral sul do Brasil entre 4,2 mil e mil anos atrás. É o que revela pesquisa inédita da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) que analisou vestígios de animais em sambaquis nos litorais do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O consumo de peixes e de moluscos pelas populações ancestrais já era bem documentado pela ciência, e a nova pesquisa ajuda a revelar a diversidade da dieta e da cultura desses grupos humanos. Os resultados estão publicados em artigo científico da edição desta segunda (13) da revista “Anais da Academia Brasileira de Ciências”.

Sambaquis são construções humanas formadas de conchas marinhas, carvão, sedimentos e restos de animais. Comuns na costa Sul e Sudeste do Brasil, consistem no acúmulo de matéria orgânica em montes com alguns metros de altura. De origem tupi, o nome dessa estrutura vem da união das palavras tamba (concha) e ki (monte).

O objetivo da pesquisa foi investigar se os pescadores-coletores-caçadores caçavam animais vertebrados de quatro patas, como mamíferos, anfíbios, répteis e aves, durante o Holoceno – época geológica iniciada há cerca de 12 mil anos. O estudo analisou cerca de 4 mil vestígios dos chamados tetrápodes localizados em dez sítios zooarqueológicos e armazenados em museus de arqueologia da região.

Deste total, foram identificados 46 táxons, que são unidades de agrupamento biológico, sendo a maioria de animais marinhos, principalmente cetáceos e baleias. As espécies com maior presença foram os pinguins-de-Magalhães e as baleias-francas-austrais. Embora em menor quantidade, foram encontrados também tetrápodes terrestres, como a anta sul-americana.

Os sambaquis eram compostos por animais de diferentes ambientes, como praias, mangues, pântanos e florestas. A variedade de vestígios demonstra ainda métodos oportunistas e estratégicos de caça e pesca, especialmente no caso de animais como os pinguins-de-Magalhães, originários da Patagônia, sul da Argentina, e que só aparecem na costa brasileira em alguns meses do ano, durante a migração de inverno, entre os meses de março e setembro.

Segundo o pesquisador da Ufes Augusto Mendes, autor do artigo, saber sobre os hábitos culturais dos povos que ocuparam o território brasileiro permite entender a biodiversidade da época. “Os vestígios de animais no sambaqui são resultados das práticas simbólicas e cotidianas dos sambaquieiros, como dieta e rituais funerários”, diz o pesquisador. Além do uso na alimentação, os animais caçados podiam ser matéria-prima na confecção de artefatos e ornamentos a partir dos ossos, por exemplo.

O autor explica também que esta é uma oportunidade de estudar os sambaquis e de conhecer a história dos povos originários. “Isso nos ajuda a compreender melhor a história do Brasil e colocá-la num ponto de partida bem antes de 1500”, avalia.

Mendes destaca ainda que os dados sobre a interação dos humanos com esses animais são úteis para estratégias de conservação das espécies. Conhecer os padrões de ocupação dessas regiões ao longo do tempo e o impacto do comportamento humano sobre as espécies estudadas pode contribuir para proteger indivíduos que hoje estão em risco. Novos trabalhos podem contribuir com a ampliação da identificação de mamíferos, aves e anfíbios caçados pelas populações pré-colombianas a partir desta pesquisa, acredita o autor.

(Fonte: Agência Bori)