Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Teatro do Sesi SP recebe espetáculo ‘Carlota – Focus Dança Piazzolla’

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Cristina Granato.

O espetáculo ‘Carlota – Focus Dança Piazzolla’, da premiada Focus Cia de Dança, depois de ser aclamado pela crítica e pelo público no Rio de Janeiro (RJ), estreia em São Paulo, no Teatro do SESI-SP, parte do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313), e faz uma curta temporada, gratuita, entre os dias 5 e 14 de julho de 2024, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto também foi contemplado no edital Sesi Viagem Teatral.

Coreógrafo e diretor, Alex Neoral toma como matriz 11 composições do bandoneonista e compositor argentino Astor Piazzolla para a criação do espetáculo, que celebra o corpo como obra de arte suprema. Por conceito, no conjunto de nove bailarinos, homens e mulheres são indistintos por figurinos. Funcionam como extensão uns dos outros, condutores da energia de movimentos arrojados e poéticos, sempre com excelência técnica, marca da Focus Cia de Dança. O tango, criado há quase 150 anos na Argentina, vai e vem em referências nos passos que exploram solos e aéreos, engates e até momentos de contornos acrobáticos entram em cena.

Foto: Elenize Dezgeniski.

A obra ‘Carlota – Focus Dança Piazzolla’ é dedicada às mestras que compõem os 30 anos de trajetória profissional de Alex Neoral – além de Carlota Portella, fundadora da Cia Vacilou, Dançou, também são celebradas Regina Sauer, da Cia Nós da Dança, Giselle Tapias e Deborah Colker.

Aos 24 anos, a premiada Focus Cia de Dança é expoente da renovação da dança contemporânea dentro e fora do Brasil. O resultado de tanto reconhecimento é alicerçado pelo elo entre Alex Neoral e Tati Garcias, diretora de produção e gestora da companhia.

Os elementos do tango também servem de livre inspiração para os movimentos da coreografia, considerada uma das mais vigorosas da história da Focus Cia de Dança, que tem patrocínio oficial da Petrobras há uma década. “Ao mesmo tempo em que faço alusão à minha trajetória formativa, sou extremamente sensível à obra de Astor Piazzolla, sempre quis criar uma obra para suas composições. Outro aspecto interessante é que venho de uma jornada de obras imagéticas, criando roteiros ou partindo de obras de compositores, escritores e pintores. Agora, volto a trabalhar o corpo como folha em branco para escrever gestos a partir da obra de Piazzolla”.

Foto: Elenize Dezgeniski.

No repertório da companhia, por exemplo, ‘Vinte’ é sobre Clarice Lispector, o infantil ‘Bichos Dançantes’ é uma fábula infantil que até se transformou em um livro escrito por Neoral, ‘As canções que você dançou pra mim’, é inspirada nas letras do ‘rei’ Roberto Carlos, e ‘Saudade de Mim’ a partir dos quadros de Candido Portinari e canções de Chico Buarque. “Trata-se de um exercício único compor uma coreografia a partir da canção instrumental, se fosse comparar como Still Reich, dedicado às composições de Steve Reich”, destaca o diretor e coreógrafo.

‘Carlota – Focus Dança Piazzolla’ apresentou algumas cenas, ainda sem forma final, no Festival Quartiers Danses, em Montreal, no Canadá, em 2022, arrebatando a plateia. “‘Carlota’ se apropria da melancolia e rigidez do tango em cada momento da coreografia. Fala muito de abandono, seja pela atmosfera do gênero, seja por momentos que vivenciei ao longo da minha vida profissional, que faz parte também da vida de todos nós”, reflete.

Músicas

Em cena, os bailarinos dançam ao som das obras do compositor argentino Astor Piazzolla. ‘Oblivion’ (1982) é uma das peças mais populares, no estilo milonga, para oboé e orquestra. ‘As Quatro Estações Portenhas’ (1965-1970) foram criadas para violino, guitarra elétrica, piano, baixo e bandoneón, divididas em ‘Verão Portenho’ (1964), ‘Outono Portenho’ (1969), ‘Primavera Portenha’ e ‘Inverno Portenho’ (1970).

Foto: Elenize Dezgeniski.

‘Years of Solitude’ foi gravada no álbum ‘Summit’ em 1974, resultado do encontro entre Piazzolla e o saxofonista Gerry Mulligan. ‘Fugata’ e ‘Soledad’ fazem parte do álbum ‘La Camorra: The Solitude Of Passionate’ (1988), gravado com o New Tango Quintet. ‘Patchouli’ e ‘Celos’ também estão na trilha desta obra da companhia.

Oficina | Além da apresentação artística, a Focus Cia de Dança oferecerá uma oficina gratuita de Dança Contemporânea no dia 6 de julho, sábado, voltada a estudantes e profissionais. As informações sobre a oficina, data de inscrição e resultado estarão nas redes sociais da Focus Cia de Dança. As vagas são limitadas e os selecionados receberão a confirmação por e-mail.

Sobre a companhia

Com 26 obras e 16 espetáculos em seu repertório, a Focus Cia de Dança se consagrou através da crítica especializada e sucesso de público. Apresentou-se em mais de 100 cidades brasileiras e levou sua arte para países como Colômbia, Bolívia, México, Costa Rica, Canadá, Estados Unidos, Itália, França, Alemanha, Portugal, Espanha e Panamá.

Foto: Elenize Dezgeniski.

Logo quando a pandemia aquiesceu, em 2021, estreou o espetáculo ‘Vinte’ e o seu primeiro infantil ‘Bichos Dançantes’. Em 2020, lançou ‘Corações em espera’, criação do grupo, que foi exibida ao vivo, através de streaming, pelo YouTube. A obra foi indicada ao prêmio APCA na categoria criação, ficando em cartaz por 17 semanas.

Em 2019, a Focus ganhou o 1º Prêmio Cesgranrio de Dança com a coreografia ‘Keta’, parte integrante do espetáculo ‘Still Reich’, e teve seu elenco indicado ao prêmio APCA durante a temporada na capital paulista; ainda no mesmo ano, recebeu a indicação de melhor coreografia para ‘Focus Dança Bach’, além de indicações ao 2º Prêmio Cesgranrio de Dança.

Em 2017 se apresentou no Rock In Rio, ao lado de Fernanda Abreu. Em 2016 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, maior condecoração da cultura brasileira.

Selecionada por meio do Programa Petrobras Cultural, ela foi agraciada com um patrocínio de três anos para impulsionar suas atividades, marcando o início de uma parceria duradoura que já completa uma década.

Mais de 1 milhão de espectadores já se encantaram com a poesia e a capacidade técnica lapidadas nas coreografias inovadoras de Alex Neoral traduzidas no corpo de baile da companhia que é formada por bailarinos de todo o país.

Ficha Técnica

Direção artística e coreografia: Alex Neoral

Direção de produção e gestão: Tatiana Garcias

Assistente de Direção e Ensaiadora: Luisa Vilar

Produção Executiva: Giselli Ribeiro e Náshara Silveira

Coordenação de Projeto: Taísa Diniz

Cenógrafa: Natália Lana

Figurinos: Maria Osório

Confecção de Figurinos: Jacira Garcias e Lucas Pereira

Iluminação: Anderson Ratto

Direção de Palco: Pedro Junior

Técnico de Palco: Paulo Barbeto

Programação Visual: Bárbara Lana

Fotos: Leo Aversa, Cristina Granato e Elenize Dezgeniski

Assessoria de Comunicação: Mônica Riani

Assessoria de Redes Sociais | Gestão de Tráfego: GuiiuG Comunicação

Dançado com: Bianca Lopes, Carolina de Sá, Cosme Gregory, Letícia Tavares, Lindemberg Mallí, Iure de Castro, Paloma Tauffer, Vanessa Fonseca e Wesley Tavares

Realização: Neoral Garcias Produções Artísticas.

Serviço:

Espetáculo ‘Carlota – Focus Dança Piazzolla’

Coreografia e direção artística: Alex Neoral

De 5 a 14 de julho de 2024 | quinta a sábado, às 20h; aos domingos, às 19h

Classificação: 12 anos | Duração: 65 minutos

Sessão com audiodescrição dia 13 de julho

Local: Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp

Endereço: Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Os ingressos, gratuitos, são liberados às segundas-feiras que antecedem o evento, a partir das 8h. Podem ser reservados no site www.sesisp.org.br/eventos

Oficina de Dança Contemporânea Gratuita

Local: SESI-SP – Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Data: 6 de julho de 2024.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Jovens da periferia têm dias de cineastas

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Objetiva Produções Cinematográficas.

Cerca de 75 jovens e adolescentes de Taboão da Serra e Embu entre 12 a 18 anos participam até o dia 7 de julho das oficinas de cinema promovidas pela Objetiva Produções Cinematográficas. Os curtas-metragens produzidos por esses jovens serão exibidos no 4º Festival de Cinema Educa Claquete Ação (ECA), que acontece de 1º a 31 de agosto de 2024, em plataforma online e sessões presenciais.

Nas oficinas presenciais, os participantes têm acesso aos principais aspectos do fazer cinematográfico com aulas de roteiro, direção, produção, direção de fotografia e edição de imagens. A oficina tem carga horária de 36h, com aulas duas vezes por semana, com duração de duas horas e meia.

Além de aulas teóricas, os alunos também vão a campo para as gravações dos curtas-metragens utilizando vários equipamentos profissionais que são utilizados na realização de um filme, como câmeras, microfones, claquete e até um drone.

“Orientados por profissionais com experiência no áudio visual, os alunos estão produzindo sete curtas-metragens com temas diversos. Muitos temas fazem parte da realidade destes adolescentes e jovens como o bullying, a questão racial, de gênero, o autismo, a música, entre outros”, explica Kaiane do Vale Martins, produtora e curadora do projeto.

A aluna Gyovanna Nunes, 18 anos, é uma das roteiristas e personagem de um curta-metragem que conta a história de uma violonista autista. Professora de violino, Gyovanna relata que o curso vem contribuindo muito para sua vida. “Cursos como estes são muito caros, é uma oportunidade única poder participar de um curso gratuito com esta qualidade, aprendi sobre luz, composição de cena, posicionamento de câmera. É uma alegria e um orgulho saber que o público e outros profissionais da área, vão poder apreciar nossos curtas-metragens. Eu espero que esse filme impacte a vida de alguém e conscientize sobre o tema”, falou a jovem.

Tapete vermelho

Os sete curtas-metragens produzidos por esses jovens serão exibidos durante o 4º Festival de Cinema Educa Claquete Ação (ECA) que acontece de 1º a 31 de agosto de 2024 em plataforma online e sessões presenciais. A cerimônia de abertura acontecerá no principal teatro de Taboão da Serra, o Centro Municipal de Recreação e Cultura (Cemur) no dia 1º de agosto, das 18h às 21h, na Praça Nícola Vivilechio, 334 – Jardim Bom Tempo, Taboão da Serra – SP.

Live com especialistas

Quer saber mais sobre cinema? No próximo dia 13 de julho, das 15h às 16h, o 4º Festival de Cinema Educa Claquete Ação (ECA) realiza uma live com o tema Cinema na Sala de Aula, que será transmitida pelo Canal de YouTube e redes sociais do Festival Educa Claquete Ação.

O debate traz profissionais da área cinematográfica e educadores para explorar a influência do audiovisual na sociedade contemporânea e seu papel como forma de expressão e ferramenta de aprendizagem lúdica nas escolas. Participam o diretor Tico Barreto, premiado em várias produções, entre elas como melhor diretor do curta ‘Nove’, Festival Internacional Take Único (2019); a produtora e documentarista Cida Reis, que possui mais de 20 anos de experiência na área e a cineasta Carissa Vieira, que estimula uma abordagem antirracista na sétima arte.

Sobre o Festival ECA | O 4º Festival de Cinema Educa Claquete Ação (ECA) acontecerá de 1º a 31 de agosto de 2024, em plataforma online e sessões presenciais. Serão exibidos 18 curtas-metragens, sendo dez filmes competitivos, um filme convidado, e sete filmes realizados nas oficinas produzidas pelo Festival. O filme convidado contará a história de José Luis Zagati, um catador de sucatas que montou na garagem de sua casa, em Taboão da Serra, um cinema com cadeiras, cartazes e filmes que encontrou no lixão. O Mini Cine Tupy foi, por muitos anos, o único cinema na cidade. (ZAGATI, Edu Felistoque e Nereu Cerdeira – 2001).

Serviço:

4º Festival de Cinema Educa Claquete Ação (ECA)

1º a 31 de agosto de 2024 em plataforma online e sessões presenciais nas cidades de Taboão da Serra e Embu das Artes

Facebook: https://www.facebook.com/FestivalECA

Site: https://festivaleca.com.br/

Instagram: @festival.eca.

(Fonte: Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Festival do Pinhão leva gastronomia e cultura no coração do Paraná

São José dos Pinhais, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A apenas alguns minutos de Curitiba, São José dos Pinhais recebe entre 1º de junho e 31 e julho a 4ª edição do Festival do Pinhão. Organizado pela Acamp (Associação dos Produtores Rurais, Artesãos e Empreendedores do Turismo Rural da Campina do Taquaral e Região) em parceria com a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo da cidade, o evento já se consolidou como um dos principais da época de inverno no Sul do país.

A festa conta com a participação de 17 estabelecimentos que fazem parte da Rota das Colônias, além de convidados do Caminho do Vinho e dos Caminhos da Colônia Murici. Todos os participantes foram desafiados a criar produtos e experiências ligadas ao pinhão com o objetivo de valorizar a gastronomia paranaense.

Culinária diversificada

Neste ano, o destaque está na variedade: é possível provar desde o sorvete de pinhão da Piccola’z Sorvetes até a pizza de pinhão da Queijaria Sapori Italiani e a lasanha de pinhão da Cantina Zanchetta.

Restaurantes como o Gralha Azul, localizado na Vinícola Araucária e sob o comando do chef Junio Cezar da Silva, encantam com preparos complexos e cheios de sabor. O menu especial inclui medalhão de mignon com redução de vinho e amoras negras acompanhado de risoto de pinhão e alho-poró, e um estrogonofe de pinhão à moda do chef, com pinhões frescos flambados na manteiga, toque de vinho branco, brunoise de tomates, nata e mostarda.

Vale lembrar que o pinhão, semente da araucária, é um dos alimentos mais emblemáticos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, únicos estados onde a árvore é encontrada naturalmente. Além de ser versátil, ele é uma verdadeira iguaria regional, presente em diversos pratos tradicionais da culinária sulista e faz parte do patrimônio natural e cultural da região.

Onde se hospedar

O evento, que dura dois meses inteiros, também movimenta a indústria hoteleira. No coração da Rota das Colônias, o Hotel Boutique Vinícola Araucária by Slaviero Hotéis é a melhor opção para quem busca aproveitar a programação completa. Inaugurado em fevereiro, o hotel é composto por 13 chalés modernos assinados pelo renomado arquiteto Jayme Bernardo. Com comodidades como lareira elétrica, Alexa, garrafa de vinho selecionada (375ml) e banheira de hidromassagem no apartamento, a hospedagem oferece ainda café da manhã e uma visita guiada à vinícola com degustação de vinhos da casa.

O Festival do Pinhão promove o turismo rural, histórico e cultural do estado, destacando as rotas coloniais de São José dos Pinhais, que juntas incluem cerca de 500 negócios entre restaurantes, cafés, adegas, cervejarias e parques. Durante junho e julho, os visitantes terão a oportunidade de explorar a história da região, participar de atividades recreativas e adquirir produtos artesanais diretamente dos produtores locais.

(Fonte: Mapa 360)

Casarão histórico apresenta arte contemporânea em Espírito Santo do Pinhal

Espírito Santo do Pinhal, por Kleber Patricio

Visita à Cia da Hebe, em Espírito Santo do Pinhal, é opção para férias de julho. Foto:
Divulgação.

Fazer e ter arte contemporânea numa cidade com 39 mil habitantes no interior de São Paulo é desafiador e ousado. Mas a prova de que isso é possível e que o público admira e respeita essa iniciativa é a ‘Latências Ocupação Fotográfica Híbrida’, uma ocupação visual com fotografias, instalações, colagens, vídeos, palavras-imagens, intervenções urbanas, clipes e lambe-lambes criados por sete artistas que integram o Núcleo de Criação da Cia da Hebe, em Espírito Santo do Pinhal (SP), que pode ser visitada durante as férias de julho.

A mostra gratuita vem recebendo visitantes locais e de diversas cidades desde sua abertura, há um ano. Os trabalhos expostos são fortes, densos, com temáticas atuais como o preconceito racial, o preconceito contra a mulher, contra o homem gay, as memórias auditivas, os indígenas. Resultante de um processo de investigações artísticas pessoais, ‘Latências’ estabelece um diálogo com os visitantes, permitindo que possam se ver em cada obra. Quem vê os trabalhos não apenas admira, mas tem ativada a sensibilidade, se relaciona com eles por meio de um pensamento crítico e emocional.

Não se trata de uma exposição com cavalete, trilho de iluminação, pinturas bucólicas que se espera em uma cidade do interior. Os temas tocam, provocam, assustam, comovem. Os artistas tiveram a liberdade e a honestidade de sair de modismos, de conceitos estudados, daquilo que se denomina contemporâneo. A coordenação da mostra é de Tika Tiritilli, fotógrafa, artista visual e ativista, João Barim, fotógrafo e design, e Mônica Sucupira, atriz, diretora, poeta e roteirista.

Espaço de arte e cultura

Quase toda cidade pequena tem uma igreja, praça, jardim, uma biblioteca, botecos…, mas nem toda cidade do interior tem um espaço de arte no formato da Cia da Hebe, que apresenta com ‘Latências’ um trabalho profundo e intenso fora do eixo da capital. A Cia da Hebe ocupa um casarão bonito com 121 anos no centro de Espírito Santo do Pinhal, oferecendo, em sua programação, oficinas, encontros e conversas, sempre acompanhados de café e bolo. Trata-se de uma associação de arte e cultura sem fins lucrativos que realiza um trabalho totalmente gratuito de formação, informação, criação e convivência por meio da arte.

O trabalho da Cia é diferente, ousado, capaz de surpreender e encantar quem visita o local. “Nunca pensei encontrar um espaço assim em uma cidade pequena”, “é lindo, me emocionei, não imaginava existir algo assim aqui” ou “os temas são muito contemporâneos, me surpreendi” são as frases mais comuns ditas por quem conhece a Cia.

A mostra ‘Latências Ocupação Fotográfica Híbrida’ conta com QR Code integrado que possibilita melhor experiência de seus visitantes e acessibilidade às pessoas com deficiência visual. Com entrada gratuita, a Cia da Hebe está localizada na Rua Capitão João Batista Mendes Silva, 175, no centro de Espírito Santo do Pinhal.

Núcleo de Criação da Cia da Hebe, responsável pela ocupação ‘Latências’: Glauber Carrião, Helô Mattiazzi, Roberta Sucupira, Rita Maia, Tika Tiritilli, João Barim e Mônica Sucupira. Colaboradores: Tamara Barim e Leandro Pereira.

(Fonte: Carol Silveira Comunicação)

Instituto Agronômico de Campinas comemora 137 anos com casa cheia

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/website IAC.

No dia 27 de junho de 2024, o Instituto Agronômico (IAC-Apta) completou 137 anos. A cerimônia de comemoração contou com grande público interno e externo. O diretor-geral do IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell, enfatizou que “celebrar é iluminar os resultados alcançados ao longo dos anos”. Ele mencionou que, quando o IAC foi criado, a população brasileira representava apenas 6,7% da população atual e à época prevalecia a agricultura de quintal. Landell também destacou a complexidade de desenvolver pesquisas agrícolas e mencionou que, ao longo dos 137 anos, o IAC criou 1150 cultivares. “A população reconhece o valor do IAC, como vimos com a votação do G1, que nos elegeu como a 1º maravilha de Campinas”, completa.

O secretário executivo de Estado de Agricultura e Abastecimento, Edson Alves Fernandes, ressaltou a importância de a Secretaria e o Governo cuidarem de novos concursos para pesquisadores e servidores de apoio e também do orçamento para que todo o trabalho realizado pelo IAC tenha continuidade. “O IAC só chegou até aqui graças aos seus antecessores, homens e mulheres que edificam a história do Instituto”.

O subsecretário de Agricultura, Orlando Melo de Castro, parabenizou a equipe que manteve e mantém o IAC até os dias atuais, ressaltando que é o trabalho de todos que faz a grandeza do Instituto.

Para o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril, a importância e o sucesso do agronegócio em São Paulo se devem, em grande parte, ao trabalho do IAC. Nabil ressaltou a necessidade de olhar para o futuro e a importância das parcerias e do trabalho em rede.

Dentre os presentes, o prefeito de Campinas, Dário Saad, destacou a relevância do Instituto. “Reconheço a importância do IAC no desenvolvimento da agricultura brasileira e da cidade de Campinas. O Instituto traçou a vocação desta cidade como polo de ciência e tecnologia”.

Prêmio IAC

Parte das comemorações do aniversário do Instituto, a entrega do Prêmio IAC é uma festa para os agraciados, familiares e amigos. Na categoria interna, Servidor de Apoio Administrativo, o prêmio foi concedido a Reginaldo de Lima, que reconheceu os funcionários como peças fundamentais para o IAC. “Cada um de nós é uma peça importante na engrenagem desta Instituição para que ela funcione no seu propósito”.

Aildson Pereira Duarte foi o ganhador do Prêmio IAC 2024 na categoria interna Pesquisador científico. Ele expressou seu encanto pelo IAC e a importância dos estágios. Duarte destacou a difusão das tecnologias e o reconhecimento de todos que dedicam suas vidas ao Instituto. Ele também abordou os desafios administrativos, destacando a necessidade de não deixar de lado o que nos aflige, mesmo em tempos de celebração.

Na categoria externa, Personalidade de ensino, o Prêmio IAC 2024 foi entregue ao reitor da PUC Campinas, professor Germano Rigacci Júnior, que destacou os 137 anos de trajetória de tecnologia e inovação do IAC. Ele mencionou a parceria da PUC Campinas com o IAC no curso de Agronomia e a importância de cultivar tanto a terra quanto o ensino, destacando que, embora gerações passem, a terra permanece. “Parabéns pela trajetória de conhecimento, tecnologia e inovação voltadas para a agricultura que fizeram a diferença no Brasil, na América Latina e no mundo, onde há pegadas do IAC”.

O Prêmio IAC 2024, na categoria externa Destaque Especial, foi entregue à Prefeitura de Louveira. O prefeito Estanislau Steck mencionou que este reconhecimento é motivo de grande orgulho e enfatizou a necessidade de mais verbas para a pesquisa, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas na produção de uvas.

Honra ao Mérito

A Medalha Franz Wilhelm Dafert foi concedida à pesquisadora da área de café, Massako Toma Braghini, que expressou seu amor pelo trabalho no IAC, onde está desde 1979, e a necessidade de mais apoio devido ao vasto conhecimento acumulado na Instituição. “Amo tanto o que faço, que sinto prazer no meu trabalho”. Mako, como é conhecida, também recebeu homenagem da empresa Daterra, parceira do IAC nas pesquisas com café. Ela também agradeceu pela parceria com as fazendas São Paulo e Tozan.

Sandra Schiavetto, também homenageada com a medalha, falou sobre a honra de estar no IAC e a importância de deixar um legado como mulher, que “já nasce uma semente”. Para ela, sua vida não teria propósito se não fosse para servir ao capital humano. “Eu me intitulo melhorista do ser humano”, fazendo uma analogia com o melhoramento genético de plantas, carro-chefe do IAC.

A Impulsa Comunicação, agência 360º, responsável pela campanha de aniversário do IAC, também foi reconhecida com a medalha pelos serviços prestados ao longo de vários anos. Mateus Domiciano, um dos sócios-fundadores, destacou que a história da Impulsa está entrelaçada com a do IAC. “O Instituto abriu a porteira do agro para nós; hoje, 80% dos nossos clientes são do agronegócio e isso foi possível pela semente que plantamos aqui ao ter o IAC como cliente”.

A medalha de Honra ao Mérito Franz Wilhelm Dafert foi criada em 2009 pelo Instituto para homenagear personalidades e instituições por seus valores pessoais e serviços relevantes prestados à agricultura brasileira. A cerimônia foi um momento de celebração, reflexão e reconhecimento, destacando o impacto significativo do IAC ao longo dos seus 137 anos de existência.

(Fonte: CDI Comunicação)