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Mais de 80% de têxteis descartados são incinerados, aterrados, ou vazam para o meio ambiente

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Andrej Lišakov/Unsplash.

A Fundação Ellen MacArthur acaba de lançar o relatório Transcendendo os Limites da Política de REP para Têxteis, que mostra como políticas de Responsabilidade Estendida do Produtor (REP) são necessárias para enfrentar a poluição por materiais têxteis, isto é, roupas, calçados e roupas de cama. Atualmente, mais de 80% desses materiais, quando são descartados, acabam incinerados, aterrados ou vão parar no meio ambiente independentemente de ainda estarem ou não em condições de uso. O dado indica a necessidade de implementar ações urgentes para mudar o atual sistema de produção têxtil para que este deixe de ser poluente e desperdiçador.

Os resíduos de produção têxtil têm se tornado um problema de poluição em todo o mundo e são uma consequência direta do nosso sistema econômico linear, que gera valor econômico a partir da produção, consumo e descarte de produtos. Roupas e calçados, em sua maioria, não são projetados para durar e nem para serem reciclados e retornarem ao mercado como novos produtos após o fim do seu ciclo de vida. Como agravante, a infraestrutura de coleta e reciclagem de resíduos têxteis ainda está subdesenvolvida, com taxas de coleta e triagem ficando em torno de 14% em média e atingindo, no máximo, 50%.

Para resolver esse cenário, é necessário tanto a ação voluntária das empresas para redesenhar os seus produtos e modelos de negócio de maneira a não gerar resíduos têxteis, como políticas públicas que acelerem a ampliação e a implementação de infraestrutura para coleta e triagem dos têxteis que são descartados. Neste contexto, a Responsabilidade Estendida do Produtor (REP) tem se mostrado uma abordagem de política ambiental eficiente para desenvolver as condições para que os produtos permaneçam na economia por mais tempo e não virem poluição ambiental.

Infográfico sobre economia circular para têxteis. Imagem: Divulgação/Fundação Ellen MacArthur.

Com a REP, a responsabilidade de um produtor por um produto é estendida ao estágio pós-consumo do seu ciclo de vida. Isso significa que as empresas que colocam produtos no mercado – incluindo os importadores – são responsáveis pelo seu gerenciamento após serem descartados pelos consumidores. Essa responsabilidade pode ser financeira, organizacional ou ambas. E as empresas podem cumprir com tal responsabilidade individualmente, implementando seus próprios sistemas de coleta, classificação, reuso e reciclagem, ou coletivamente, unindo esforços para estabelecer um sistema compartilhado. Em um esquema coletivo de REP, as empresas obrigadas delegam sua responsabilidade (total ou parcialmente) a uma entidade terceirizada e, mediante o pagamento de taxas, financiam essa organização para cobrir as despesas necessárias e alcançar os resultados exigidos pela política de REP.

De acordo com Pedro Prata, Oficial de Políticas para a América Latina na Fundação Ellen MacArthur, as políticas de REP são uma forma de criar as condições para estimular uma mudança necessária no mercado atual de produção têxtil. “Vivemos uma crise na produção têxtil, como roupas e calçados, com praticamente nenhuma preocupação com seus impactos ambientais e sociais. Ao mesmo tempo, existe uma tendência a olhar o consumidor como o único responsável pelas consequências do atual sistema linear de produção. Este relatório mostra que, para enfrentar o problema da poluição por têxteis, precisamos envolver todo o setor produtivo, inclusive de importação, para redefinir a maneira como se produz e como se responsabiliza por essa produção. Se determinado produto é mais danoso para o meio ambiente, precisa contribuir mais no sistema de responsabilidade estendida do produtor.”

Os esquemas de REP têm se mostrado um mecanismo eficiente para financiar o desenvolvimento da infraestrutura necessária para manter um produto em circulação na economia. Além disso, ao criar políticas REP para têxteis, os formuladores de políticas podem incluir aspectos que vão além da gestão de resíduos e resolvem o problema da poluição por descarte na fonte. Isto significa, por exemplo, estimular o design circular dos produtos e estender a utilização dos produtos têxteis.

Sobre a Fundação Ellen MacArthur

A Fundação Ellen MacArthur é uma organização internacional sem fins lucrativos que desenvolve e promove a ideia de uma economia circular para enfrentar alguns dos principais desafios da atualidade, como as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, desperdício e poluição. Trabalhamos com líderes dos setores público e privado, assim como acadêmicos, para construir conhecimento, explorar oportunidades colaborativas e projetar e desenvolver iniciativas e soluções para uma economia circular. Progressivamente mais baseada em energia renovável, uma economia circular é movida pelas ideias de eliminação de desperdício, reutilização de materiais e produtos e regeneração da natureza para criar resiliência e prosperidade para os negócios, o meio ambiente e a sociedade. Para mais informações: www.ellenmacarthurfoundation.org | @circulareconomy.

(Fonte: Sherlock Communications)

Cine Infância: projeto de cineclube infantil itinerante promove oficina gratuita para professores

Campinas, por Kleber Patricio

Fernanda Viana, idealizadora do Cine Infância, em sessão em escola pública de Paulínia (maio-2024). Fotos: Danilo Dias de Freitas.

O Cine Infância é um projeto cineclubista dedicado ao público infantil que surgiu em Campinas por iniciativa da produtora e cineasta Fernanda Teodoro Viana. Com o patrocínio do Governo do Estado de São Paulo, do Governo Federal, do Ministério da Cultura e da Lei Paulo Gustavo, o Cine Infância está realizando este ano uma ampla circulação por escolas públicas da região de Campinas. Cada sessão envolve a exibição de um curta-metragem brasileiro, seguida de uma roda de conversa planejada especialmente para o público infanto-juvenil, com atividades artístico-culturais que estimulem o pensamento crítico sobre as temáticas levantadas pelos filmes e a interação entre as crianças de forma lúdica e descontraída.

O projeto vai contemplar, até o fim do ano, sessões em escolas públicas de Campinas, Valinhos, Vinhedo, Sumaré, Hortolândia, Paulínia, Indaiatuba e Monte Mor, incluindo também a realização de duas oficinas formativas. A primeira delas é voltada para professoras e professores da educação básica e acontece no dia 7 de agosto (4ªf), no Cefortepe, equipamento público destinado à formação dos profissionais da educação que fica no bairro do Cambuí, em Campinas, com apoio institucional da Coordenadoria Setorial de Formação e Programa Cinema e Educação.

A participação na oficina é gratuita, mas com inscrição prévia, pois as vagas são limitadas. O formulário de inscrição está disponível nos canais do Cine Infância nas redes sociais. Com carga horária de 4 horas, das 14h às 18h, a ação ganhou o título de ‘Filmar uma carta: uma oficina para inspirar olhares e gestos com a câmera’ e terá como facilitadoras Fernanda Viana e Karine Joulie, bacharel em Cinema, Mestre e Doutora em Educação.

Emei Carolina Rother Ferraz/Paulínia.

“Esse estilo cinematográfico do ‘filme-carta’ tem muitas possibilidades de formato e estética, mas, no fundo, é um contar sobre si na busca pelo contato com o outro. Ele é o nosso fio condutor para propor exercícios práticos que estimulem a produção autoral e reflexiva dos participantes”, comenta Karine Joulie. Sua pesquisa e produção acadêmica é justamente voltada para o encontro entre cinema e educação. Ela é membro do Núcleo Infância, Comunicação, Cultura e Arte (NICA/UFSC) e do grupo Cinema para Aprender e Desaprender (Cinead/UFRJ).

O conteúdo programático da oficina envolve, além dos exercícios práticos, fundamentos de roteiro, elementos básicos da linguagem cinematográfica, produção de gestos com a câmera (que pode ser a do celular, acessível a todos), e princípios da edição. “Apoiadas nas discussões contemporâneas sobre Educação Digital, pretendemos dialogar com esses professores sobre o uso do audiovisual em diferentes contextos educativos na Educação Básica, de modo que eles se apropriem individualmente dessa linguagem, numa perspectiva crítica, que possa ser adaptada à realidade onde eles atuam”, comenta Karine.

Uma segunda ação formativa será voltada para estudantes. ‘As muitas formas de brincar com um filme’ é uma oficina que busca promover a aproximação crítica e reflexiva entre as crianças e a linguagem audiovisual fundamentada no cinema, propondo jogos e experimentações a partir de um filme brasileiro voltado ao público infanto-juvenil, que servirá de inspiração e estímulo para a participação ativa de apropriação e recriação de imagens e sons pelos participantes.  Para Karine, “essa riqueza que o cinema proporciona pode ser uma ferramenta importante na educação das crianças, no seu aspecto mais instrumental e ilustrativo de conteúdos, mas especialmente na atividade focada na reflexão espontânea sobre as imagens”.

Esta oficina vai acontecer em uma das escolas visitadas pelo projeto, a Escola Estadual Professor Fábio Faria de Syllos, em Campinas, exclusivamente para alunos da escola, na faixa etária dos 10 anos de idade. Além de Fernanda Viana e Karine Joulie, será ministrada também por Pâmela Raizia, arte-educadora, artista, poetisa, mestra em Artes da Cena e pedagoga.

Saiba mais sobre o Cine Infância:

O Cine Infância é um projeto realizado com o patrocínio Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, o Governo Federal, o Ministério da Cultura e a Lei Paulo Gustavo e com apoio da Metrô Filmes, que desde 2017 produz filmes de ficção e documentários com foco em temáticas sociais e políticas.

Com curadoria e criação da produtora e cineasta Fernanda Teodoro Viana, o Cine Infância apresenta obras cinematográficas que abordam diferentes questões sociais, culturais, regionais, históricas, políticas e etnográficas. Todos os filmes integram o catálogo da tradicional Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e foram selecionados priorizando, além das temáticas, recursos de acessibilidade, como audiodescrição e Libras.

Com formação acadêmica em Letras – Inglês/Literaturas pela UERJ e Cinema (UFSC), Fernanda é pós-graduada em Literatura Inglesa e Americana e em Direito do Entretenimento. Membro da Câmara Temática do Audiovisual de Campinas, que produz a Mostra Amilar Alves em Campinas desde 2018, e do ICINE (Fórum do Cinema do Interior Paulista). Lançou em 2022 o documentário de curta-metragem “Haitianas”, vencedor do Prêmio Estímulo à Produção de Curtas, no qual atuou no roteiro, direção e produção. Com o Cine Infância, circulou por várias escolas de Campinas em 2023, tendo a contribuição da pedagoga, arte-educadora, poetisa e mestra em Artes da Cena, Pâmela Raiza na escolha e aplicação das atividades artísticas desenvolvidas nas rodas de conversas do projeto, contemplado pelo FICC, LPG Municipal e Estadual. Para acompanhar a agenda e as novidades do Cine Infância, o canal do Instagram é @cineinfancia.

Serviço:

Ministério da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas apresentam:

Ação formativa do Projeto Cine Infância para Professores:

Tema: Filmar uma carta – uma oficina para inspirar olhares e gestos com a câmera

Público-alvo: professoras e professores da educação básica

Data: 7/8 – 4a feira

Horário: das 14h às 18h00

Local: Cefortepe (R. Dr. Emílio Ribas, 880 – Cambuí, Campinas – SP)

Entrada gratuita, com inscrição prévia. Vagas limitadas.

Mais informações: @cineinfancia ou cineinfancia2024@gmail.com.

Inscrições pelo formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfmqSzbdeLC98_KICnZVLziic23w3fnnRcJV2PpRyCDoZrciQ/viewform.

(Fonte: A2N Comunicação)

Teatro Vivo recebe dois novos espetáculos em agosto

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Nana Moraes.

Dois novos espetáculos chegam ao palco do Teatro Vivo no mês de agosto com nomes de peso em seus elencos, como Herson Capri, Caio Blat e Rosana Stavis. A primeira estreia, no dia 3 de agosto, foi do espetáculo ‘Memórias do Vinho (Per Bacco)’, texto de Jandira Martini com a colaboração de Maurício Guilherme. A história, que tem o universo dos vinhos como plano de fundo, traz Herson Capri e Caio Blat como pai e filho que se reencontram depois de muitos anos afastados. As apresentações acontecem sextas e aos sábados às 20h, e, aos domingos às 18h.

Já em 8 de agosto, a atriz Rosana Stavis sobe ao palco do Teatro Vivo com a reestreia de ‘A Aforista’, peça escrita e dirigida pelo dramaturgo Marcos Damaceno produzida pela Cia.Stavis-Damaceno de Curitiba. O enredo tragicômico explora as complexidades das escolhas humanas, decisões tomadas e os caminhos seguidos. A atriz conduz a história acompanhada pelos pianistas Sergio Justen e Fabio Cardoso, com trilha sonora original composta por Gilson Fukushima. ‘A Aforista’ será encenada todas as terças, quartas e quintas, às 20h.

Serviço:

Teatro Vivo – Avenida Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi, São Paulo

Estacionamento no local: R$30

Funcionamento: 2h antes da sessão até 30 minutos após o término da apresentação

Bilheteria (sem taxa de conveniência): aberta 2 horas antes das sessões.

Totem Sympla: de segunda a sexta, em horário comercial

Memórias do Vinho (Per Bacco)

Temporada: 3 de agosto a 15 de setembro de 2024 – sextas e aos sábados, às 20h e, aos domingos, às 18h

Classificação: 12 anos

Duração: 70 minutos

Ingressos: R$150 (inteira), R$75 (meia-entrada)* e R$40 (preço popular)**

Venda online em https://bileto.sympla.com.br/event/95023.

A Aforista

Temporada: De 8 de agosto a 12 de setembro | terças, quartas e quintas, às 20h

Classificação: 14 anos

Duração: 75 minutos

Ingressos: R$100 e R$40**

Venda online: https://bileto.sympla.com.br/event/95024/d/261371/s/1784070

* O comprovante de meia-entrada deverá ser apresentado na entrada do espetáculo.

**O ingresso na categoria Preço Popular é válido para todos os clientes e segue o plano de democratização da Lei Rouanet, havendo uma cota deste valor promocional.

(Fonte: Agência FR)

Temporada das cerejeiras encanta turistas em diversas regiões do país

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Mel/Unsplash.

A florada das cerejeiras é um espetáculo natural que encanta turistas durante o inverno, transformando paisagens em belos quadros de tons rosados. As regiões Sul e Sudeste concentram os destinos preferidos pelas árvores tradicionais da cultura japonesa florescerem. Segundo a tradição oriental, se uma pétala cai em cima de alguém, é sinal de boa sorte.

As cidades de São Paulo, Campos do Jordão e Aparecida, no estado de São Paulo, são alguns dos principais destinos para apreciar essa beleza sazonal. Em São Paulo, o Parque do Carmo se destaca como um dos melhores lugares para ver a florada da árvore ornamental, atraindo milhares de visitantes durante o Festival das Cerejeiras, que celebra a cultura japonesa com música, dança e gastronomia.

Campos do Jordão, com seu clima mais frio, também oferece um cenário pitoresco, especialmente nos parques Amantikir e Horto Florestal, tornando-se um ponto de visita obrigatório durante o inverno.

Já no sul do Brasil, a cidade de Curitiba, no Paraná, é outro destino imperdível. O Jardim Botânico de Curitiba é famoso por suas estufas e jardins temáticos, mas é durante a florada das cerejeiras que o local se torna ainda mais especial.

Já no Espírito Santo, a cidade de Domingos Martins, conhecida por seu Festival da Imigração Alemã, também possui belas árvores. A região, com as suas influências europeias, oferece um cenário encantador com as flores cor-de-rosa pontuando a paisagem verde das montanhas. Durante a florada, a região se transforma em um destino romântico, ideal para quem deseja desfrutar da natureza e da tranquilidade do interior capixaba.

(Fonte: Ministério do Turismo – Governo Federal)