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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Orquestra Brasileira de Música Jamaicana apresenta ‘Maior’ no Sesc Bom Retiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Fábio Ponce.

O Sesc Bom Retiro recebe, em única apresentação, a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (OBMJ), domingo, dia 16 de junho, às 18h. A banda traz o show do seu álbum ‘Maior’, de outubro de 2023. Nele, o grupo se inspira na sonoridade dos povos originários da América Central e da América Latina. Trazendo referências do repertório caribenho e mexicano, reúne a música andina ao swing do Belém do Pará e o samba reggae da Bahia temperados pelo reggae e ska jamaicanos.

‘Maior’, o primeiro single homônimo do disco, composição de Felippe Pipeta e Sérgio Soffiatti, traz mensagem positiva com temas voltados a um mundo mais digno e justo. Na capa, um relógio do sol, criado pelo artista gráfico Maurício Zuffo Kuhlmann (ou MZK, quadrinista, ilustrador e DJ do underground paulistano e a cena dos clubes e festas independentes, em atuação desde a década de 90, tendo recebido em 1993 o troféu HQ Mix na categoria ‘desenhista revelação’) enaltece a arte e a ciência dos antigos, com reverência às civilizações que habitam as Américas desde tempos primordiais.

A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana é um grupo musical brasileiro de reggae fundado em 2008, idealizado pelo músico e produtor Sérgio Soffiatti e o trompetista Felippe Pipeta. Em suas apresentações, o grupo recria versões de grandes clássicos da música brasileira em ritmos jamaicanos das décadas de 50 e 60. Em seus álbuns, a banda traz releituras de clássicos da música brasileira, com versões de ‘O Guarani’, de Carlos Gomes, transformado em ska, ou ‘Águas de Março’, bossa nova de Tom Jobim vertida em early reggae. Canções autorais também compõe o repertório da banda, caso de ‘Ska Around the Nation’, um de seus maiores sucessos. Além de já ter dividido o palco com artistas como The Skatalites, Stanley Jordan, Céu e Paralamas do Sucesso, conta ainda com participações de peso em sua história, como André Abujamra, Bnegão, Samuel Rosa e Nando Reis, entre outros.

Serviço:

Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

Show Maior

Dia 16/6, domingo, 18h

Ingressos: R$15 (Credencial Plena), R$25 (Meia) e R$50 (Inteira)

Local: teatro (297 lugares)

Classificação indicativa: 10 anos

Venda de ingressos pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro ou nas bilheterias

Estacionamento do sesc Bom Retiro –  (vagas limitadas)

O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.

Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos à noite, por período – R$11 (Credencial Plena). R$21 (Outros).

Horários: terça a sexta: 9h às 20h; sábado: 10h às 20h; domingo: 10h às 18h.

IMPORTANTE: Em dias de evento no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

Transporte gratuito: O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.

No dia do show a van atende a partir das 17h30 até o término da apresentação. Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação.

Fique atento se for utilizar o Uber para vir ao Sesc Bom Retiro. É preciso escrever o endereço completo no destino – Alameda Nothmann, 185 –; caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.

SESC BOM RETIRO

Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo, SP.

Telefone: (11) 3332-3600

Siga o @sescbomretiro nas redes sociais: Facebook, Instagram e Youtube.

(Fonte: Sesc Com Retiro)

Zipper Galeria apresenta ‘O Ateliê Fotográfico de André Feliciano’

São Paulo, por Kleber Patricio

Flores para Vilem Flusser 3, André Feliciano (2024) – Platinum, sais de prata e tinta a óleo sobre tela – 120 x 150 cm. Fotos: Zipper Galeria.

Uma declaração de amor à fotografia – é com esse sentimento que André Feliciano criou um método único, envolvendo diversas técnicas seculares de diferentes momentos da história fotográfica, para recriar cenas do cotidiano, apresentadas em exposição na Zipper Galeria, em cartaz até 27 de julho. A mostra ‘O Ateliê Fotográfico de André Feliciano’ é um convite para adentrar à intimidade criativa do artista: seu ateliê é transportado para o espaço da galeria. É como se o visitante passeasse pelo universo de Feliciano, onde cada objeto, cada móvel, cada rolo de filme, juntos, contam a história de um apaixonado pela fotografia.

André apresenta, em mais de 20 obras inéditas, resultados de dois anos de pesquisa, que retratam a criação de um cotidiano fotográfico lúdico. Em cada uma delas, ressuscita a história da fotografia desde a impressão salgada do século 19 – que é a primeira técnica de positivo e negativo da história –, o banho de platinum, o filme analógico em chapa de negativo e a impressão digital. Além disso, resgata uma tradição antiga da fotografia pintada com aplicação de tinta óleo sobre as fotos analógicas em preto e branco.

O diferencial de Feliciano não reside apenas na técnica exímia que emprega, combinando antigas práticas com tecnologias contemporâneas, mas também na singularidade de sua abordagem. Em um campo onde poucos ousam aventurar-se, ele se destaca como um visionário que desbrava territórios inexplorados, ao criar flores, comidas e objetos como declarações de amor à fotografia. “Cada imagem é resultado de um processo demorado, uma ligação afetuosa entre o presente e o passado, de uma forma que arte e vida se entrelaçam. Essa exposição é um retrato da minha relação de envolvimento com esse universo. É uma troca. Eu fotografo o mundo, e o mundo me fotografa de volta”, declara o artista.

Sobre André Feliciano

Flores para Vilem Flusser 4, André Feliciano (2024) – Platinum, sais de prata e tinta a óleo sobre tela – 120 x 150 cm.

Pessoa cultivada é aquela que se interessa por arte. E a arte? Pode ser cultivada? É certo que a arte aparece frequentemente nos terrenos baldios; como erva-daninha, vai crescendo nas frestas entre os outros campos do conhecimento. Mas a semente precisa ser espalhada, colocada para voar, até germinar em terreno novo, para que todos percebam.

Não basta só o especialista, jardineiro-de-arte, saber que em um terreno há sementes dormindo: é preciso ver os brotos. Quando eles surgirem, estaremos no Florescimento, vislumbra André Feliciano. “Da mesma forma que uma plantação de tomates é cultivada, a natureza da arte está sendo cultivada. Se na plantação de tomate todo o processo da preparação do terreno à frutificação demora 3 meses, na arte, pode demorar uns 3 séculos. Hoje, a semente da natureza da arte já foi plantada, mas ainda não brotou”. Não se sabe qual será o fruto, nem quando virá.

Quando chegar o Florescimento, que na teoria de André Feliciano é uma espécie de enxerto entre Primavera e Renascimento – uma reconexão com a natureza, uma mistura do tempo da natureza e do tempo da história da arte –, a arte não será alguma coisa inteligível só para os cultivados e cultivadores: será algo vivo e fará parte da vida de todos. O termo mal ajambrado ‘arte contemporânea’ dará lugar então a um nome mais específico, e ‘arte florescentista’ é uma sugestão.

André Feliciano trabalha como jardineiro-de-arte e cultiva coletivamente o Florescimento da arte. Mas também trabalha como artista e cria um imaginário próprio. Cria flores em forma de câmeras, disseminadas pela própria fotografia. Essa flor-câmera, como toda obra de arte, não é simplesmente olhada, mas também nos olha e nos registra. Nos reconectamos com a natureza através dela. Nas palavras do artista, “geralmente a fotografia está relacionada à morte (Roland Barthes), pois é uma imagem que define um momento que não vai mais voltar, é uma imagem que mostra um momento que ‘morreu’. Assim, cultivo uma vida para fotografia criando relações de outra ordem com a fotografia… como a ideia de que a flor pode nos fotografar sem necessariamente gerar uma imagem, mas sim uma relação fotográfica mais viva e poética.”

Como artista, Feliciano cria no campo da fotografia e sua filosofia. Também convida vaga-lumes para revelarem imagens, faz esculturas e outros modos para celebrar a vida fotográfica. Como jardineiro-de-arte, por sua vez, cultiva a transição entre a arte contemporânea e o que vem depois. Cultiva flores coletivas do amanhã. Cultiva o Florescimento da arte.

Sobre a Zipper Galeria

Flores para Vilem Flusser 5, André Feliciano (2024) – Platinum, sais de prata e tinta a óleo sobre tela – 120 x 150 cm.

Localizada no bairro Jardins em São Paulo, à Rua Estados Unidos 1494, a Zipper Galeria é mais do que uma galeria de arte – é um espaço dinâmico que se reinventa continuamente para acolher a multiplicidade de discursos da arte contemporânea. Desde sua inauguração em 2010, a galeria tem sido uma referência para artistas emergentes e uma plataforma inclusiva para nomes estabelecidos.

A arquitetura acolhedora da Zipper Galeria, que foge do tradicional cubo branco, com inspirações do brutalismo, é assinada por Marcelo Rosenbaum. O espaço abraça a interseção entre arte e tecnologia, reunindo diversas formas de expressão artística, desde a pintura e escultura até a fotografia, vídeo, desenho e instalação.

A Zipper Galeria iniciou sua trajetória com foco nos talentos emergentes da cena artística, sendo reconhecida como uma galeria que respira a ‘linguagem jovem de São Paulo’. Ao longo dos anos, no entanto, a galeria expandiu suas representações, incorporando artistas representativos das décadas de 1980 e 1990, além de testemunhar o amadurecimento das produções dos artistas que acompanhou desde o início.

A palavra que melhor define a Zipper Galeria é ‘pluralidade’. A galeria se tornou um ponto de convergência para a diversidade de estilos do cenário artístico brasileiro. Essa abertura à pluralidade é evidenciada em projetos como o Zip’Up, lançado em 2011, que ocupa o segundo andar da galeria, e o Salão dos Artistas Sem Galeria, realizado anualmente desde 2012, ambos dedicados a impulsionar artistas ainda não inseridos no circuito comercial de São Paulo. Além disso, a Zipper Galeria marca sua presença no cenário urbano com o projeto Poesia de Fachada, que transforma a fachada da galeria em uma tela para poemas visuais.

A visão e paixão por arte de Fabio Cimino deram origem à Zipper Galeria e, desde 2012, seu filho, Lucas Cimino, junto com o sócio Osmar Santos, a partir de 2017, tem liderado a galeria, trazendo a combinação de experiência e inovação para consolidar o compromisso da Zipper Galeria com a arte contemporânea.

Em constante evolução, a Zipper Galeria continua a ocupar um espaço essencial no panorama cultural brasileiro, impulsionando iniciativas pautadas por criatividade artística e tecnológica.

https://www.zippergaleria.com.br/

https://www.instagram.com/zippergaleria/.

Serviço:

O Ateliê Fotográfico de André Feliciano

Período expositivo: até 27 de julho | de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábado, das 11h às 17h

Endereço: Rua Estados Unidos, 1494 – Jardim América, São Paulo – SP

Entrada gratuita.

(Fonte: A4&Holofote Comunicação)

Leo Quintella lança single com Michael Sullivan

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Acervo pessoal.

“Acordei hoje com uma mensagem de bom dia, um áudio de uma música com um arranjo absurdo. Leo Quintella! Minha primeira parceria com esse cara que tem um talento absurdo. Voltei no tempo”, conta Michael Sullivan sobre quando ouviu sua composição em parceria com Leo Quintella finalizada. “Os metais, a levada da base, mixagem, masterização, uma perfeição. Fiquei emocionado e queria que todos ouvissem, curtissem isso, porque é um ‘hitaço’. Estou muito feliz! No Leo eu me vi no futuro”, completa.

O cantor de 28 anos, que traz um novo projeto com estética dos anos 80, misturando boogies e baladas, acaba de lançar o single ‘Loucamente Apaixonado’. Produzida por Pupillo e composta em parceria com Michael Sullivan, a música marca o início da série de singles que irão compor seu novo disco, ‘The Singles’, com direção artística de Marcus Preto. O álbum será composto por 8 singles que serão lançados separadamente em 12 meses e que ao final será disponibilizado em vinil. “Esse é o trabalho que melhor representa a minha nova fase. É a lapidação da minha estética que vem sendo construída desde 2016”, declara o artista.

(Fonte: Lupa Comunicação)

Destino no Paraná tem fontes de águas que emergem a 42 ºC

Iretama, por Kleber Patricio

Com mais de 3,4 milhões de metros quadrados em meio à natureza, Jurema Águas Quentes fica no oeste do Paraná. Foto: Divulgação.

O inverno ainda não começou, mas as temperaturas no Paraná já caíram. O frio não impede os turistas de buscarem opções de férias no estado, que também incluem piscinas. Isso porque um dos destinos da região tem fontes de água que emergem a 42 ºC. “Nossas águas naturalmente quentes são nosso maior diferencial para o inverno, dentre as 19 piscinas – tanto aquelas ao ar livre como as cobertas espantam o frio e são opção de turismo mesmo nos dias mais frios”, conta Diego Garcia, diretor de Vendas e Marketing de Jurema Águas Quentes, complexo de resorts que fica em Iretama, no oeste do Paraná, considerado o maior destino de águas termais do sul do Brasil.

O potencial turístico do destino nasceu em 1968, quando uma mina de água termal foi descoberta emergindo do Rio Formoso. Constituído pelo Aquífero Guarani, um dos maiores mananciais de água doce do mundo, o local conta com fontes de água que emergem a 42 ºC aquecidas por fissuras em rochas vulcânicas. “São dois poços que bombeiam a água para a superfície, que abastecem 19 piscinas, chuveiros e torneiras dos banheiros dos resorts. O hóspede tem a oportunidade de aproveitar a água termal em vários momentos do dia”, conta Garcia.

Bem-estar e relaxamento

Jurema Águas Quentes, em Iretama (PR), tem fontes de águas termais que emergem a 42 ºC.

A água termal também proporciona sensação de bem-estar e relaxamento, experiência também encontrada no SPA Jurema. Em um ambiente requintado e acolhedor, o espaço oferece 40 procedimentos faciais e corporais com massagens relaxantes, como Massagem com Turmalinas Aquecidas, Spa do Casal, Vinhoterapia, Banho de Espuma e Banho da Cleópatra.

Outra atração do complexo muito apreciada nos dias mais frios é o Empório do Chá, onde são cultivadas mais de 50 opções de ervas. No local, é possível apreciar as diversas opções de chá e contemplar o pôr do sol.

Atividade em meio à natureza

Com mais de 3,4 milhões de metros quadrados em meio à natureza, o destino é um convite também para atividades ao ar livre. Para os mais aventureiros, atividades como arborismo, tirolesa e paredão de escalada fazem parte das atrações de lazer.

O turista ainda pode percorrer todo complexo hoteleiro – que conta com dois resorts, o Jardins de Jurema Convention & Termas Resort e o Lagos de Jurema Termas Resort – de bicicleta, patinete, moto e carros elétricos. Há ainda opções de passeios a cavalo e charrete e caminhadas de 30 minutos até o mirante que proporcionam a contemplação à natureza ao longo do trajeto e finalizam com uma vista completa do destino.

Uma das atrações imperdíveis é a Revoada das Garças. Ao fim do dia, centenas delas realizam um espetáculo natural pousando nas árvores de um dos lagos do resort.

Programação especial

Empório do Chá do resort reúne mais de 50 opções de ervas.

Durante o inverno, a equipe de recreação do destino organiza atividades especiais para todas as idades. A programação conta com arraiás, comidas típicas, torneios esportivos, festival de fondue e luau com fogueira e marshmallow.

Para o período, Jurema Águas Quentes está com promoção de até 25% de desconto em pacotes que incluem três diárias, quatro refeições e duas crianças até 14 anos na mesma acomodação com dois adultos. Mais informações pelo site de Jurema Águas Quentes.

Como chegar | Jurema Águas Quentes possui fácil acesso para quem vem do Sul ou do Sudeste brasileiro. De carro, o destino está a apenas 2 horas de Maringá, pouco mais de 3h de Londrina, 4h30 de Foz do Iguaçu e 5h30 para quem sai de Curitiba. Se o trajeto for de avião, saindo da capital do estado, por exemplo, existem dois voos diários diretos operados pela Azul Linhas Aéreas para Maringá com duração de 1h15. Já de São Paulo (SP) levam 3 horas. Saindo do Aeroporto de Congonhas, por exemplo, até Maringá, a viagem dura cerca de 1h. De lá, a viagem até o complexo leva cerca de 2 horas de carro ou transfer.

Serviço:

Jurema Águas Quentes

Endereço: BR-487, s/nº – Águas de Jurema, Iretama – PR (próximo a Campo Mourão)

Telefone e WhatsApp: 0800 443131

Site: juremaaguasquentes.com.br

Sobre o Jurema Águas Quentes | O complexo hoteleiro Jurema Águas Quentes reúne dois resorts – Lagos de Jurema Termas Resort e Jardins de Jurema Convention & Termas Resort – e está localizado em Iretama, no Paraná. Um oásis da natureza construído em meio a 3,4 milhões de metros quadrados, os resorts somam 336 apartamentos e oferecem infraestrutura e atrações que buscam promover de forma integrada a diversão em família, além de terem espaços direcionados ao lazer, esportes, entretenimento e relaxamento.

(Fonte: Mapa 360)

Investimentos em atividades que impactam a natureza e empobrecem o solo chegam a US$7 trilhões

São Paulo, por Kleber Patricio

Multi, o mascote do Movimento Circular. Imagens: Divulgação.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) revela que US$7 trilhões são investidos anualmente em atividades que trazem impacto negativo à natureza, como o contínuo subsídio aos combustíveis fósseis e práticas agrícolas insustentáveis que podem levar ao empobrecimento do solo. De acordo com a agência da ONU para o Meio Ambiente no relatório ‘Estado das Finanças para a Natureza’ (2023), esse montante representa 7% do PIB mundial que engloba subsídios governamentais e investimentos privados em atividades agressivas à natureza. Em contrapartida, o financiamento do setor público e privado para soluções baseadas na natureza é de US$200 bilhões por ano. “Os investimentos anuais negativos para a natureza são mais de 30 vezes superiores aos para soluções baseadas na natureza, que colaboram para a manutenção do funcionamento dos ecossistemas e estabilidade climática. Para termos alguma chance de atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), esses números devem ser revertidos”, alerta Inger Andersen, diretora-executiva do PNUMA.

A meta da ONU é reverter a degradação de 40% dos solos mundiais até 2030. Para cumprir esta e outras metas, incluindo equilíbrio do clima, conservação da biodiversidade e restauração de ecossistemas, o investimento em soluções baseadas na natureza precisa ser triplicado até 2030 e quadruplicar até 2050, conforme relatório da PNUMA.

Para o coordenador pedagógico do Movimento Circular, Edson Grandisoli, a recuperação dos solos é uma demanda urgente. “Pensar em soluções que simplesmente reduzam os impactos negativos não é mais aceitável. É preciso criar caminhos e tecnologias que garantam a regeneração daquilo que já foi perdido, seguindo um dos preceitos mais importantes da Economia Circular”, reforça.

A aplicação de práticas ligadas a uma economia circular é uma forma eficiente e sustentável de mudar os ciclos de produção, consumo e descarte agressivos à natureza. “Uma das principais visões da Economia Circular é garantir que diferentes processos realizados no ciclo técnico não prejudiquem os que acontecem no ciclo biológico. Dentro desse cenário ousado, mas necessário, os processos de restauração com base na circularidade podem acelerar a recuperação de diferentes ambientes e seus respectivos serviços ecossistêmicos, fundamentais para todas as formas de vida e processos humanos.”

A Economia Circular é um modelo de desenvolvimento econômico associado a um melhor uso de recursos naturais por meio da redução de desperdício, prolongamento da vida útil dos produtos e regeneração dos sistemas naturais.

Soluções agroflorestais

Entre as soluções para recuperação da qualidade da terra, Edson cita que a produção agroflorestal (uso e ocupação combinada do solo entre árvores nativas e culturas agrícolas ou forrageiras) é uma forma circular de produzir, reforça Edson. “Ela dialoga diretamente com a Economia Circular, garantindo a manutenção dos ciclos naturais, além de ser uma prática bem acessível a diferentes produtores de diferentes escalas.”

Outras soluções mencionadas pelo especialista incluem a adubação verde e compostagem comunitária, que envolvem uso de material orgânico para recuperar a fertilidade do solo; a rotação de culturas e a biorremediação – uso de microrganismos ou plantas para limpar ou descontaminar áreas ambientais afetadas por poluentes. “Todas essas atividades podem impulsionar a economia local e criar empregos”, reforça.

Fato é que o modelo de economia linear, onde se produz a partir da extração crescente e alto desperdício de recursos, empobrece o solo e é um fator direto de alterações climáticas. Edson vê uma mudança de mentalidade rumo à circularidade. “O conhecimento, interesse e o número de ações ligadas à construção de sociedades mais circulares têm aumentado por parte de diferentes sujeitos sociais. Questões sociais e ambientais dialogam com a circularidade, que oferece caminhos para um desenvolvimento mais sustentável.”

O especialista se mostra otimista com o futuro. “Temos que celebrar. Apesar dos desafios, mais e mais pessoas estão se informando e conhecendo as questões relativas à dimensão socioambiental. Como fruto desse aumento de consciência, as ações se multiplicam em diferentes esferas. As mudanças são lentas, mas devem ser permanentes. Importante não desanimar e manter a coerência entre pensamento e ação.”

Edson Grandisoli, embaixador e coordernador pedagógico do Movimento Circular.

Sobre Edson Grandisoli | Embaixador e coordenador pedagógico do Movimento Circular, Mestre em Ecologia, Doutor em Educação e Sustentabilidade pela Universidade de São Paulo (USP), Pós-Doutor pelo Programa Cidades Globais (IEA-USP) e especialista em Economia Circular pela UNSCC da ONU. É também coidealizador do Movimento Escolas pelo Clima, pesquisador na área de Educação e editor adjunto da Revista Ambiente & Sociedade.

Sobre o Movimento Circular | Criado em 2020, o Movimento Circular é um ecossistema colaborativo que se empenha em incentivar a transição da economia linear para a circular. A ideia de que todo recurso pode ser reaproveitado e transformado é o mote da Economia Circular, conceito-base do movimento. O Movimento Circular é uma iniciativa aberta que promove espaços colaborativos com o objetivo de informar as pessoas e instituições de que um futuro sem lixo é possível a partir da educação e cultura, da adoção de novos comportamentos, da inclusão e do desenvolvimento de novos processos, produtos e atitudes. O trabalho conta com a parceria pioneira da Dow, empresa de produtos químicos, plásticos e agropecuários, com sede em Michigan, Estados Unidos. O Movimento Circular contabiliza hoje 5 milhões de pessoas impactadas por suas ativações e conteúdos.

Site: https://movimentocircular.io/

Instagram: @_movimentocircular

LinkedIn: company/movimento-circular/.

(Fonte: Betini Comunicação)