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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Principal referência do Marketing, Philip Kotler realiza debate e lança livro na ESPM

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: PKotler.Org.

O marketing e o mundo estão em evolução constante. Com a revolução tecnológica e as novas formas de comercializar produtos e serviços, é preciso refletir sobre como acompanhar essas transformações e como atuar para que muitas das práticas atuais não desumanizem as relações entre empresas e consumidores. Atenta aos movimentos da área, a ESPM, escola referência em Marketing e Inovação voltada para negócios, promove no dia 3 de julho, a partir das 19h, o debate ‘Caminho para o futuro do Marketing’, com a participação de Philip Kotler (on-line e ao vivo), um dos maiores pensadores mundiais sobre o tema, Waldemar Pfoertsch (on-line e ao vivo), e Marcos Bedendo (ao vivo), professor de Branding da ESPM, no Teatro ESPM, na Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana, em São Paulo, em formato híbrido.

Durante o evento, também acontecerá o lançamento do livro ‘Marketing H2H: A Jornada do Marketing Human to Human’, uma coautoria de Philip Kotler, Waldemar Pfoertsch, Uwe Sponholz e Marcos Bedendo.

O debate propõe uma nova abordagem centrada no ser humano. Este movimento defende a construção de conexões genuínas, práticas éticas e a perenidade dos relacionamentos, essenciais para a relevância das empresas e para a saúde do planeta.

A participação de Philip Kotler no livro também destaca a importância e a credibilidade do assunto que será debatido. “Kotler trouxe o consumidor para o centro das estratégias de marketing e agora lidera o movimento de humanização das práticas, reafirmando seu compromisso com a evolução ética e sustentável da área”, ressalta Bedendo.

A obra chama a atenção para a necessidade de uma visão mais ampla e holística do marketing: mais estratégica e comunitária, focada na cocriação de valor, que pode evoluir com a tecnologia ao mesmo tempo que mantém o contato humano, sendo flexível sem perder o senso de direção. “A nova organização apresentada no Marketing H2H tem tamanha clareza na sua essência e papel na comunidade que pode se adaptar continuamente às necessidades do seu ecossistema, mantendo a coerência estratégica e de decisões. Essa é a nova forma de se fazer estratégia e a nova forma de se trabalhar o marketing”, destaca Kotler.

Sobre o livro

‘Marketing H2H: A Jornada do Marketing Human to Human’ não apenas provoca um novo modo de pensar, mas também de trazer caminhos de implementação. Ele se apoia em teorias e práticas testadas e comprovadas para indicar como gerenciar e criar novos processos de marketing. A obra é uma provocação, mas também um guia, um mapa de como transformar a sua empresa em uma organização humanizada. No centro do pensamento do Marketing H2H estão três teorias bem sucedidas individualmente: a lógica dominante de serviços, que indica que todo valor é cocriado entre a empresa, seus consumidores e outros stakeholders, transformando o consumidor num participante do processo de valor; a digitalização, que engloba o uso das novas tecnologias de conectividade e a IA para individualizar demandas, contatos e humanizar o atendimento; além do Design Thinking, com sua perspectiva de flexibilidade, inovações constantes e interação.

Com esse tripé de fundamentação, o livro explora todo um processo de visão e ação do marketing, que o transforma, novamente, em uma área mais estratégica do que operacional. Esses conceitos guiarão o debate na ESPM, “será um renascer para a área de marketing e para as empresas, que passam a se enxergar e agir de forma mais humana”, explica Bedendo.

Serviço:

Debate ‘Caminho para o futuro do Marketing’

Lançamento ‘Marketing H2H: A Jornada do Marketing Human to Human’

Data: 3/7, das 19h às 21h15

Local: Teatro ESPM

Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana – São Paulo, SP

Evento híbrido: presencial e on-line

Inscrições gratuitas pelo link: https://www.espm.br/evento/?eventoId=wX76otmLWnM

Vagas presenciais são limitadas

Programação

19h – Início do evento – apresentação

19h15 – Painel ‘Princípios do H2H’, com Waldemar Pfoertsch (on-line e ao vivo)

19h45 – Painel ‘H2H no Brasil’, com Marcos Bedendo (ao vivo)

20h – Painel ‘Marketing Humanista’, com Philip Kotler (on-line e ao vivo)

20h30 – Debate H2H com Waldemar Pfoertsch, Marcos Bedendo e Philip Kotler

21h – Comentários finais e encerramento

21h15 – Sessão de autógrafos.

Sobre a ESPM | A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus 12600 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação e mais de 1100 funcionários estão distribuídos em cinco campi – dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Porto Alegre e um em Florianópolis. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excelência e o foco no mercado são as bases da ESPM.

(Fonte: Nova PR)

Santa Bárbara d’Oeste, Iracemápolis e Indaiatuba recebem apresentações da Cia dos Tortos

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Ricardo Avellar.

No mês de junho de 2024, a Cia dos Tortos (@ciadostortos) inicia uma temporada de apresentações gratuitas e com tradução em Libras do espetáculo ‘Quem Não Tem Lona Pede Carona’, que é voltado para o público da terceira idade, mas propõe um encontro sensível entre diferentes gerações.

No dia 27 de junho de 2024 (quinta-feira), às 15h, o espetáculo será apresentado no Centro Dia do Idoso ‘Maria de Lourdes Alves da Silva – Dona Nena’, em Santa Bárbara d’Oeste (SP). No dia 28 de junho (sexta-feira), às 15h, o grupo se apresenta no Centro de Lazer do Trabalhador, em Iracemápolis (SP). E em 30 de junho (domingo), às 10h, a apresentação acontece na Praça D. Pedro II, no centro de Indaiatuba (SP). A temporada passará ainda pelas cidades de Santo André, Mauá, Presidente Prudente, Mirandópolis e São Bernardo do Campo, contratando profissionais de cada uma dessas regiões para executar diversas funções dentro do projeto, visando fortalecer o cenário cultural destes territórios.

‘Quem Não Tem Lona Pede Carona’ desafia o tempo para contar a história de dois experientes artistas de cabelos brancos, Sizu e Palhita, que viajam por suas memórias de vidas no circo convidando a plateia, principalmente pessoas idosas, para também reviver momentos afetivos com essa arte.

Rindo das confusões e palhaçadas, eles demonstram a importância do amor e do cuidado um com o outro, mas também a sintonia e a conexão criada no passado com aquelas pessoas que os assistiam.

A peça é inspirada em memórias de artistas que construíram suas trajetórias nos circos brasileiros, como Gachola, Bagunça, Reco-Reco e Marília de Dirceu, todos atualmente com mais de 60 anos, e no documentário ‘Circo Paraki’ (2011), com direção de Mariana Gabriel, Priscila Jácomo e Eduardo Rascov, que dá voz a figuras circenses pouco valorizadas ao longo das transformações do circo no Brasil.

“O que propomos é um olhar afetuoso para um grupo de pessoas que têm contribuições sociais e artísticas para todas as gerações, valorizando e exaltando o seu valor, contribuindo na construção de uma coletividade mais alegre, reflexiva e com mais equidade. Lembrando sempre às pessoas de que rir é um ato de união e resistência”, comenta o grupo de São Bernardo do Campo (SP), que é formado por Paloma Natácia e Pedro Fontana, dupla formada em Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina.

O projeto conta com a parceria de instituições que atuam com pessoas idosas em cidades descentralizadas da capital. Uma maneira encontrada pelo grupo para contribuir na formação de público para a arte circense e também fortalecer a relação que a pesquisa do espetáculo tem com o resgate da memória de diversas pessoas com mais de 60 anos.

Também serão realizados 5 encontros virtuais com tradução em Libras e participação de companhias parceiras refletindo sobre essa temática. O conteúdo será disponibilizado gratuitamente nas redes sociais.

As ações fazem parte do projeto ‘Circo Carona visita: fortalecendo vínculo’, contemplado pela Lei Paulo Gustavo, do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo Federal e Ministério da Cultura.

Informações: www.facebook.com/CiadosTortos e www.instagram.com/ciadostortos.

Ficha técnica: Direção: Pedro Fontana. Roteiro: Cia dos Tortos. Produção: Tortos Produções. Atuação: Paloma Natácia, Pedro Fontana. Composição sonora: Anthony Brito. Inspiração musical: “Circo de Asas” – Letra e composição de Junio Santos. Figurino: Laura Alves (Clã das Cores). Cenografia: Clã das Cores e Cia dos Tortos. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Fotografia: Ricardo Avellar. Coordenação executiva: Karina Nadaletto. Coordenação Administrativa: Andrea Mauriz. Produção executiva: Fernanda Pedreira e Paloma Natácia (BemDitas Produções). Designer Gráfico: Francis Lima. Gestão de mídias digitais: Silmara Mateus. Parcerias produção local: Bruno Peruzzi, Suelen Zacharias, Udachi Candeiras, Karen Nashiro, Fernanda Pedreira, Mari Palhares, Katia Maffi, Etiene Amaro (Tica). Parcerias do som: Thiago Neves, Dani Maimoni, Suelen Zacharias, Renan Tiberio, Fernanda Pedreira. Audiodescrição do espetáculo: Braço da Vitrola Projetos de Voz.

Serviço:

Temporada ‘Quem Não Tem Lona Pede Carona’, com Cia dos Tortos

Sinopse: Os experientes artistas Palhita e Sizu, já de cabelos brancos, revivem memórias de quando a Família Tortonni montou seu circo cheio de atrações fantásticas. Após um triste acontecimento, todo mundo foi embora e essa dupla precisou se desdobrar para que a magia do picadeiro não se apagasse. Números de acrobacia, equilíbrio, contorcionismo, adestramento de animais, disparo de canhão, são realizados por esse par cheio de graça. Hoje tem espetáculo? Tem sim, senhoras e senhores! Duração: 55 minutos. Classificação Livre – Grátis

Quando: 27 de junho de 2024 (quinta-feira) – Horário: 15h – Onde: Centro Dia do Idoso ‘Maria de Lourdes Alves da Silva – Dona Nena’ – Endereço: Rua Tunísia, 105, Jardim Cândido Bertine – Santa Bárbara d’Oeste/SP.

Quando: 28 de junho de 2024 (sexta-feira) – Horário: 15h – Onde: Centro de Lazer do Trabalhador – Salão menor – Endereço: Rua José Emídio, 62/98 – Parque Dr. Dimas Cera Ometto, Iracemápolis/SP.

Quando: 30 de junho de 2024 (domingo) – Horário: 10h – Onde: Praça D. Pedro II – Centro, Indaiatuba/SP.

Próximas apresentações:

Quando: 2 de julho de 2024 (terça-feira) – Horário: 15h – Onde: Nosso Lar – Endereço: Rua Francisco Ferreira, 49, Jardim Guilhermina, Santo André, SP

Quando: 14 de julho de 2024 (domingo) – Horário: 15h – Onde: Espaço Cultural Circo Lunar – Endereço: R. Otávio Polidoro, 11 A – Vila Assis Brasil, Mauá – SP

Quando: 25 de julho de 2024 (quinta-feira) – Horário: 9h30 – Onde: Centro de Referência da Feliz Idade – Endereço:  R. Ribeiro de Barros, 1347 – Vila Dubus, Presidente Prudente – SP

Quando: 26 de julho de 2024 (sexta-feira) – Horário: 19h30 – Onde: Praça Manoel Alves de Athaíde [em frente a Igreja Matriz] – Endereço: R. das Nações Unidas, 42 – Jardim Miguita, Mirandópolis – SP

Quando: 31 de julho de 2024 (quarta-feira) – Horário: 14h30 – Onde: EMEB Neusa Basseto – Escola bilíngue de Libras – Endereço: R. Eng. Isaac Garcêz, 90 – Rudge Ramos, São Bernardo do Campo - SP.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Luciana Gandelini)

Getúlio Abelha apresenta show ‘Forró das Antigas’ no Sesc Pinheiros e traz releituras de grandes nomes do forró

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Luan Martins.

Getúlio Abelha faz show do projeto ‘Forró das Antigas’ em única apresentação no dia 5 de julho no Sesc Pinheiros. O multiartista revisita músicas tradicionais do forró nordestino e combina referências eletrônicas. No palco, Getúlio reúne um mix de sonoridades presentes em bases tecnológicas, além da sanfona e percussão.

Getúlio interpreta canções de artistas e bandas que são suas referências como: Luiz Gonzaga (1912–1989), Calcinha Preta, Mastruz com Leite, Cavaleiros do Forró e Limão com Mel, dando ao show uma proposta conceitual abrangente que, para além das canções, incluem cena, iluminação e figurinos.

O projeto é dividido em três atos: o primeiro, ‘Sertão’, traz clássicos do mestre Luiz Gonzaga, com instrumentos acústicos como sanfona, zabumba e triângulo. Já no segundo, o artista revisita os clássicos do forró eletrificado das bandas românticas dos anos 1990 e 2000, como Calcinha Preta, Limão com Mel e Mastruz com Leite. O último traz um repertório moderno e eletrônico, com músicas mais divertidas.

Após o lançamento do disco autoral ‘Marmota’, que obteve projeção nacional com uma produção que transita entre o forró tradicional e o eletrônico, o artista dá vida ao projeto ‘Forró das Antigas’.

Sobre Getúlio Abelha

Natural de Teresina – PI, cantor, compositor e performer, Getúlio Abelha iniciou sua carreira artística em 2017, quando ganhou notoriedade por seu estilo autêntico e performático que mistura música, teatro, e elementos da cultura popular nordestina.

Em 2018 ganhou destaque após o lançamento da canção ‘Laricado’, que virou sucesso nas redes sociais e ajudou consolidar sua imagem como um artista ousado e inovador. Conhecido por suas letras provocativas e um estilo visual marcante, Getúlio começou se apresentar em diversos eventos e festivais do Brasil. Seu trabalho é marcado pela combinação de gêneros musicais, que incluem forró, brega, funk e a música eletrônica, além de abordar temas como diversidade, sexualidade e liberdade de expressão, tornando-o uma figura importante na cena artística LGBTQIA+ brasileira.

Ficha Técnica

Getúlio Abelha – voz

Victória dos Santos – percussão

DJ Plínio – bases / violão / guitarra

Cosme Vieira – Acordeão.

Serviço:

Getúlio Abelha – Forró das antigas

Dia: 5 de julho, sexta, às 21h

Duração: 60 minutos

Local: Teatro Paulo Autran

Classificação: 12 anos

Ingressos: R$50 (inteira); R$25 (meia) e R$15 (credencial plena)

Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: terça a sexta, das 7h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros)

MASP apresenta Catherine Opie, artista de vanguarda em questões de gênero

São Paulo, por Kleber Patricio

Catherine Opie, Idexa, 1993. Cortesia da artista e Regen Projects, Los Angeles; Lehmann Maupin, Nova York, Hong Kong, Londres e Seul; Thomas Dane Gallery, Londres e Nápoles.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 5 de julho a 27 de outubro de 2024, a exposição ‘Catherine Opie: o gênero do retrato’, com obras de um dos principais nomes da fotografia internacional contemporânea. Catherine Opie (Sandusky, Ohio, EUA, 1961) foi uma das precursoras na discussão sobre questões de gênero entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990. Sua produção dialoga com a tradição do retrato – um dos mais tradicionais gêneros da pintura ocidental – de modo a dar legitimidade a novos corpos, subjetividades e experiências que emergem na sociedade contemporânea. Em suas fotografias, Opie retrata diversas expressões e subjetividades de indivíduos e coletivos que se identificam com gêneros e orientações sexuais diversas, especialmente pessoas queer.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP, a mostra é a primeira da artista no Brasil e reúne 63 fotografias de suas séries mais emblemáticas, desenvolvidas ao longo de mais de três décadas. Os retratos de Opie figuram ao lado de 21 importantes pinturas da coleção do MASP; entre elas, de Pierre-Auguste Renoir, Hans Holbein, Anthony van Dyck e Van Gogh. As obras são apresentadas em diálogo com o objetivo de acentuar os diálogos, tensões e reformulações aos quais o trabalho de Opie se propõe, além de desdobrar a predileção pela arte figurativa – marca da coleção do museu.

A artista explora o gênero clássico do retrato assumindo algumas de suas características – fundo neutro, os gestos com as mãos, as expressões e os enquadramentos – e adiciona novos elementos, como a diversidade de gênero, as práticas sexuais, os corpos distintos e os relacionamentos familiares homossexuais. “É fundamental que todos os seres humanos sejam legitimados; isso é necessário para a inclusão de todas as pessoas, para a humanidade. Ao utilizar a estética tradicional do retrato, conforme a minha visão sobre a retratística, busco manter o espectador envolvido na obra durante a observação. Além disso, é uma forma de redefinir o corpo queer dentro de uma formalidade conhecida e não tratar apenas de uma fotografia documental”, comenta Catherine Opie.

OBRAS E REFERÊNCIAS  

A fotógrafa tem como uma de suas principais referências o pintor Hans Holbein (1497–1534), inspirando-se nos elementos formais que compõem os retratos do pintor alemão, como o uso da cor chapada ao fundo, especialmente o azul. Suas produções também se assemelham por se tratar de conjuntos de retratos que carregam um sentido de comunidade. Em Holbein, tal recorrência reafirma a ascendência ou a aliança familiar. Já em Opie, as conexões se sustentam por amizade, identificação e proteção, como em uma galeria de retratos de uma espécie de nobreza queer. Na exposição, a fotografia JD da série ‘Girlfriends’ (Color, 2008) da artista, é apresentada ao lado da pintura ‘O poeta Henry Howard, conde de Surrey’ (Circa 1542), de Holbein, o que dá destaque às suas semelhanças e particularidades. “Trata-se da apropriação da tradição e de marcadores associados às elites para dar a mesma condição de visibilidade a gêneros que muitas vezes não fizeram parte do universo de possibilidades da representação”, reflete Giufrida.

‘Being and Having’ [Ser e ter] (1991) foi a primeira série de retratos de Opie apresentada em uma exposição individual. A série é composta por 13 fotografias que retratam performances de figuras masculinizadas por seus atributos, como bigodes ou bonés, denominadas drag kings. Ao invés do nome oficial da pessoa retratada, Opie opta pelo nome fictício, de identificação coletiva e afetivo dentro do grupo de amigas de que faz parte. O título é uma paródia das teorias de Jacques Lacan (1901–1981) sobre o lugar do falo na construção da sexualidade.

Essa série inaugurou no trabalho de Opie um conjunto de retratos em estúdio que se estende até hoje, sendo que alguns deles possuem referências internas, como a cor de fundo vermelha, as roupas, a pose e o banco que se repetem propositalmente em ‘Pig Pen’ (1993) e ‘Elliot Page’ (2022), por exemplo. A fotografia do ator, produtor e diretor canadense Elliot Page, conhecido por produções de sucesso como o filme ‘Juno’, ilustra a capa de sua biografia ‘Pageboy’, que conta a história do seu processo de transição de gênero.

SOBRE CATHERINE OPIE

Catherine Opie nasceu em Sandusky, em Ohio em 1961. Atualmente, vive e trabalha em Los Angeles, onde foi também professora no departamento de Artes da Universidade da Califórnia (UCLA). Desde o fim dos anos 1980, realizou diversas exposições individuais em instituições de reconhecimento internacional, como Guggenheim Museum (Nova York), Los Angeles County Museum of Art (Los Angeles), Regen Projects (Los Angeles), Thomas Dane Gallery (Londres) e Institute of Contemporary Art (Boston e Canadá). Seu trabalho integra o acervo de instituições internacionais como Guggenheim Museum, Institute of Contemporary Art, J. Paul Getty Museum, Museum of Contemporary Art, Museum of Fine Arts, National Portrait Gallery, Tate e Whitney Museum.

‘Catherine Opie: o gênero do retrato’ integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da diversidade LGBTQIA+. Este ano, a programação também inclui mostras de Gran Fury, Francis Bacon, Mário de Andrade, MASP Renner, Lia D Castro, Leonilson, Serigrafistas Queer e a grande coletiva Histórias da diversidade LGBTQIA+.

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seus acompanhantes. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas; textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil, com narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os espaços e as obras. Os conteúdos podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessados e ficam disponíveis no site e canal do YouTube do museu.

CATÁLOGO

Na ocasião da mostra, serão publicados dois catálogos, em inglês e português, compostos por imagens e ensaios comissionados de autores fundamentais para o estudo da obra de Catherine Opie. A publicação é organizada por Adriano Pedrosa e Guilherme Giufrida e inclui textos de Ashton Cooper, David Joselit, Guilherme Giufrida, Jack Halberstam e Vi Grunvald. Com design do Estúdio Permitido, a publicação tem edição em capa dura.

Serviço:

Catherine Opie: o gênero do retrato

Curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP

2º subsolo

Visitação: 5/7/2024 – 27/10/2024

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis e primeira quinta-feira do mês grátis; terças, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$70 (entrada); R$35 (meia-entrada)

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: MASP – Muaseu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)

Exposição World Press Photo 2024 volta ao Brasil com fotos premiadas e edições no Rio de Janeiro e São Paulo

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Seca na Amazônia, foto premiada na categoria Individual da América do Sul World Press Photo 2024. Foto: Lalo de Almeida.

De 3 de julho a 25 de agosto, a Caixa Cultural do Rio de Janeiro recebe a exposição itinerante World Press Photo 2024, que reúne 129 fotografias vencedoras do 67º concurso anual. A mostra, que volta ao Brasil após um breve intervalo, apresenta uma seleção do melhor da fotojornalismo e fotografia documental do mundo. As obras são um convite para que o visitante saia do ciclo de notícias e tenha um olhar mais profundo para histórias proeminentes e negligenciadas. As guerras em Gaza e na Ucrânia, migração, família, demência e meio ambiente estão entre os temas destacados na edição do prêmio em 2024. Este ano, o júri tomou a decisão excepcional de incluir duas menções especiais na seleção. Quatro fotógrafos brasileiros estão entre os expositores.

Ao todo, a World Press Photo 2024 será exibida em mais de 60 cidades em todo o mundo. A mostra já passou por Amsterdã, Londres, Sydney e Cidade do México, além do Rio de Janeiro e de São Paulo, Berlim, Roma e Hong Kong, entre outras cidades, ainda receberão a exibição.

Para o brasileiro Raphael Dias e Silva, curador e gerente da exposição, a organização sempre tem a intenção e a ambição de estar no máximo de lugares pelo mundo. “É uma grande honra estar de novo no Rio de Janeiro e em São Paulo, justamente no ano que o Brasil tem pela primeira vez quatro ganhadores, mostrando que a qualidade do fotojornalismo brasileiro tem reconhecimento internacional. Com o apoio da Caixa Cultural, conseguimos trazer o país de volta para o circuito.”

À Deriva – Ensaio foi premiado na categoria formato. Foto: Felipe Dana e Renata Brito.

As fotografias que fazem parte do acervo da exposição foram selecionadas entre 61.062 inscrições de 3.851 fotógrafos de 130 países. São 24 projetos vencedores e seis menções honrosas, num total de 33 fotógrafos de 25 países: Argentina, Austrália, Azerbaijão, Brasil, Canadá, China, República Democrática do Congo, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Irã, Japão, Myanmar, Palestina, Peru, Filipinas, África do Sul, Espanha, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Venezuela.

E, para representar melhor uma pluralidade de perspectivas e vozes globais, a World Press Photo introduziu em 2021 uma nova estratégia de premiação regional, dividindo os trabalhos pelos continentes onde foram criados. Este ano, o concurso premiou quatro categorias: Individual: fotografias individuais; Reportagem: 4-10 fotografias; Projetos de Longo Prazo: 24–30 fotografias e Formato Aberto: projetos baseados em fotos que utilizam uma variedade de mídias e técnicas de narrativa. “O visitante tem a oportunidade de dar um passeio pelo mundo inteiro com as fotos premiadas pela Fundação World Press Photo”, explica Raphael.

Entre os destaques da World Press Photo 2024, está a foto do ano ‘Uma Mulher Palestina Abraça o Corpo de Sua Sobrinha’, do palestino Mohammed Salem, da Agência Reuters, que representa a perda de uma criança, a luta do povo palestino e as 33.000 pessoas mortas na Palestina, além de  simbolizar o custo do conflito e fazer uma declaração sobre a futilidade de todas as guerras. Na reportagem do ano do World Press Photo, a série Valim-babena, da sul-africana Lee-Ann Olwage para GEO, a fotógrafa aborda a demência, um problema de saúde universal, através da lente da família e do cuidado. A seleção de imagens feita pela fotógrafa lembra aos espectadores o amor e a proximidade necessários em tempos de guerra e agressão em todo o mundo.

Uma Mulher Palestina Abraça o Corpo de Sua Sobrinha, foto do ano World Press Photo 2024. Foto: Mohammed Salem.

O projeto vencedor da categoria de longo prazo, ‘Os Dois Muros’, do venezuelano Alejandro Cegarra, do The New York Times/Bloomberg, traz imagens que são, ao mesmo tempo, implacáveis e respeitosas e transmitem as emoções íntimas presentes em diversas jornadas de migração em todo o planeta. E o prêmio de formato aberto ‘A Guerra é Pessoal’, da fotógrafa ucraniana Julia Kochetova, traz imagens emotivas sobre a contínua invasão russa da Ucrânia. A obra traz um fio de simbolismo visual, forte uso de sequências de cores e colaborações com um ilustrador e DJ ucranianos. O uso envolvente de áudio e ilustração – especialmente no diário poético e nas gravações de áudio – se destacou, conferindo uma qualidade cinematográfica ao trabalho.

Do Brasil

Quatro brasileiros que se destacaram no concurso estarão expondo na World Press Photo 2024. Com ‘Seca na Amazônia’, premiado na categoria Individual da América do Sul, Lalo de Almeida retrata a realidade de Porto Praia, lar dos povos indígenas Ticuna, Kokama e Mayoruna, que não tem acesso rodoviário e normalmente só é alcançável por via fluvial. A seca fez com que os moradores tivessem que caminhar quilômetros ao longo do leito seco do rio para chegar às suas casas. Esta fotografia captura a gravidade da crise ambiental global e da seca na Amazônia.

Agraciada com uma menção honrosa por ‘Insurreição’, Gabriela Biló, fotógrafa radicada em Brasília, lança luz sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 no contexto mais amplo da dinâmica política do Brasil. Ao documentar o ataque às instituições democráticas e aos jornalistas, sua foto destaca a importância de defender os valores democráticos e a liberdade de imprensa no Brasil e no mundo.

‘Insurreição’, foto agraciada com uma Menção Honrosa World Press Photo 2024. Foto: Gabriela Biló.

Os brasileiros Felipe Dana e Renata Brito foram premiados na categoria formato com ‘À Deriva’. No ensaio, eles contam a história de um barco vindo da Mauritânia cheio de homens mortos, que foi encontrado na costa da ilha caribenha de Tobago. Quem eram esses homens e por que estavam do outro lado do Oceano Atlântico? Os jornalistas procuraram respostas, descobrindo uma história sobre migrantes da África Ocidental que buscam oportunidades na Europa por meio de uma rota atlântica cada vez mais popular, mas traiçoeira.

Concurso

Desde 1955, o Concurso Anual World Press Photo celebra os exemplos mais cativantes, informativos e inspiradores do fotojornalismo e da narrativa visual de todo o mundo. Esta exposição destaca os talentosos vencedores do World Press Photo 2024, reconhecidos por um júri independente e avaliados de acordo com quatro categorias: Individual: fotografias individuais; Reportagem: 4-10 fotografias; Projetos de Longo Prazo: 24–30 fotografias; e Formato Aberto: projetos baseados em fotos que utilizam uma variedade de mídias e técnicas de narrativa.

Para saber mais sobre a história do concurso, clique aqui. Para acessar a história de todas as fotos vencedoras em 2024, clique aqui.

Serviço:

Exposição World Press Photo Exhibition 2024

Rio de Janeiro

Local: Caixa Cultural

Período: de 3 de julho a 25 de agosto

Endereço:  R. do Passeio, 38 – Centro, Rio de Janeiro

Horários:

Visitação: terça a sábado, das 10h às 20h / domingos e feriados, das 11h às 18h.

Bilheteria: terça a sábado, das 13h às 19h e domingos e feriados das 13h às 18h.

São Paulo

Local: Caixa Cultural

Período: de 15 de setembro a 10 de novembro

Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo – SP

Horários:

Visitação: terça a sábado, das 10h às 18h, domingo 9h às 17h.

Bilheteria: terça a sábado, das 10h às 18h, domingo 9h às 17h.

(Fonte: AtomicaLab)