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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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No calçadão mais charmoso de Espírito Santo do Pinhal, Cia da Hebe estreia trilha sonora com histórias e músicas

Espírito Santo do Pinhal, por Kleber Patricio

Mônica Sucupira ocupa um dos banquinhos na calçada da Cia da Hebe. Foto: Divulgação.

Histórias únicas vividas por Hebe Sucupira durante sua infância e juventude, a partir da década de 1930, chegam agora aos visitantes da Cia da Hebe no formato de áudios que podem ser apreciados por quem passa pela calçada mais famosa de Espírito Santo do Pinhal. Diariamente, das 10 horas até a meia-noite, é possível escutar os áudios na calçada e até acessar a trilha sonora com músicas e minicontos por meio de um QR Code.

“A oralidade é uma das maneiras mais bonitas de se trabalhar as memórias de uma cidade e trouxemos isso para todos os que passam pela Cia da Hebe”, explica Mônica Sucupira, atriz, poeta e uma das fundadoras da associação de arte e cultura localizada no centro da cidade. Hebe publicou algumas das histórias em um perfil criado para ela no Facebook em 2011. Suas falas foram transcritas e os textos editados por ela mesma. São lembranças de pessoas com as quais conviveu e da cidade de Pinhal do século passado. Hebe tinha o cinema como paixão, o desejo não concretizado de ser atriz e o dom de escrever poesias, entre outros atributos. “Quando ela faleceu optamos por dar continuidade aos encontros com a arte que ela manteve ao longo da vida. Minha mãe conversava muito, contava histórias, convivia com pessoas por meio da arte. E a Cia é isso: um meio para fazer as pessoas conviverem por meio da arte”, explica Mônica.

Banquinhos foram colocados abaixo dos painéis fotográficos da mostra ‘Latências Ocupação Fotográfica Híbrida’ na fachada do casarão, localizado à Rua Capitão João Batista Mendes Silva, 175, em Espírito Santo do Pinhal, para quem quiser ouvir a narração dos minicontos e as músicas. Essa é mais uma oportunidade para visitar a mostra ‘Latências’, que ocupa a parte interna do casarão desde junho do ano passado com o trabalho dos sete artistas que compõem o Núcleo de Criação da Cia da Hebe. A mostra traz imagens que abordam, entre outros temas, família, sexualidade, afetos e sociedade machista.

O casarão, pertencente à família Sucupira Silva desde o ano de 1916, é ocupado desde 2016 pela Cia da Hebe, uma associação de arte e cultura sem fins lucrativos que colabora e proporciona à cidade um trabalho de formação e informação, por meio de exposições, atividades e eventos – tudo gratuito.

Serviço:

Áudios com narração de minicontos e músicas na calçada da Cia da Hebe e mostra ‘Latências Ocupação Fotográfica’

Quando: diariamente, a partir das 10h

Local: Rua Capitão João Batista Mendes Silva, 175, no centro de Espírito Santo do Pinhal

Entrada gratuita.

(Fonte: Carol Silveira Assessoria de Imprensa)

4º Festival Educa Claquete Ação celebra diversidade e criatividade do Cinema Brasileiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Curta BUG mostra um mundo desolado onde a humanidade foi extinta há muito tempo. Divulgação.

O Festival Educa Claquete Ação está de volta este ano com uma programação diversificada que promete encantar e inspirar os amantes do cinema. Em sua quarta edição, a mostra acontece de 1 a 31 de agosto de 2024 em sessões presenciais na região metropolitana de São Paulo. Serão exibidos 18 curtas-metragens, sendo dez filmes competitivos, um filme convidado e sete filmes realizados nas oficinas produzidas pelo Festival.

Selecionados entre 266 obras de todo o Brasil, 11 curtas-metragens de ficção, animação e documentário dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia disputam a mostra competitiva. Todas as produções abordam temáticas relacionadas à educação, cultura, esporte e meio ambiente, oferecendo um panorama diversificado e enriquecedor da produção cinematográfica contemporânea no país.

Caluim, do diretor Marcos Alexandre, aborda o racismo. Foto: divulgação.

“Festivais e oficinas como do Educa Claquete Ação desempenham um papel crucial ao abrir portas para realizadores de todo o Brasil oferecendo uma plataforma para a exibição de suas obras, estimulando a criatividade e promovendo a valorização da diversidade cultural e a inclusão social pelo cinema”, afirma Alba do Vale Martins, coordenadora do projeto.

Temas contemporâneos

Os filmes selecionados na quarta edição do Festival oferecem uma rica variedade de temas que espelham a diversidade cultural, educacional, social e ambiental do Brasil. Entre os temas explorados estão o racismo, a biodiversidade, as ameaças enfrentadas pelas atividades humanas, a ditadura militar no Brasil, o ativismo indígena e ambiental e a infância, entre outros.

Documentário e exposição celebram legado de José Luis Zagati

Documentário convidado conta a história de Zagati, catador de sucatas que construiu um cinema para crianças carentes com material que encontrou no lixão. Foto: divulgação.

Na Abertura do Festival, será exibido o documentário Zagati (Edu Felistoque e Nereu Cerdeira-2001) que conta a inspiradora história de José Luis Zagati (6/10/50–26/10/2016), um catador de sucatas que montou na garagem de sua casa, em Taboão da Serra, um cinema com cadeiras, cartazes e filmes que encontrou no lixão. Zagati dedicou sua vida a proporcionar experiências cinematográficas únicas para crianças que não podiam pagar ingresso de cinema. O Mini Cine Tupy foi, por muitos anos, o único cinema na cidade da região metropolitana de São Paulo.

O público também poderá conferir uma exposição que reúne fotografias, objetos e testemunhos que capturam a essência de Zagati e seu impacto duradouro na comunidade.

Jovens cineastas

A abertura do 4º Festival de Cinema Educa Claquete Ação (ECA) apresenta ainda o making off dos curtas-metragens produzidos por 75 jovens entre 12 a 18 anos de Taboão da Serra e Embu das Artes durante os meses de maio e junho de 2024. Os sete filmes produzidos também serão exibidos durante o Festival.

Zinho, o filhote: animação de Ricardo Rodrigues conta uma história de amizade. Foto: Divulgação.

“O público poderá realizar uma imersão na sétima arte em sua forma mais autêntica e inspiradora, onde curtas-metragens produzidos nas oficinas destacam a união essencial entre cultura e educação”, salientou a curadora do Festival, Vitoria Soares.

Premiação | A escolha dos filmes vencedores na categoria competitiva do 4º Festival de Cinema Educa Claquete Ação (ECA) será realizada por um júri técnico composto por profissionais do audiovisual brasileiro com troféu para o melhor roteiro, ator, atriz e filme.

Serviço:

4º Festival de Cinema Educa Claquete Ação (ECA)

1 a 31 de agosto de 2024

Centro Municipal de Recreação e Cultura Carlos Drummond de Andrade – CEMUR

Endereço: Praça Nicola Vivilechio, 334 – Jardim Bom Tempo, Taboão da Serra – SP

Cerimônia de abertura: 1º de agosto de 2024, a partir das 18h

Exposição José Luis Zagati – Catador de Sonhos

Exposição audiovisual sobre os 100 anos da imigração japonesa em Taboão da Serra

Apresentação musical Projeto S/A

Mostra de Cinema – 2 e 3 de agosto de 2024, a partir das 15h

Centro Cultural Mestre Assis

Largo 21 de Abril, 29, Centro, Embu das Artes – SP

9 e 10 de agosto de 2024, a partir das 16h.

Estação Cidadania

Rua Ursa Maior, s/nº – Jd. do Colégio, Embu das Artes – SP

16 e 18 de agosto de 2024, a partir das 14h

Centro Cultural Parque Pirajuçara

Av. Aimara, 1 – Parque Pirajussara, Embu das Artes – SP

21 e 22 de agosto de 2024, a partir das 13h

CEU Campo Limpo

Av. Carlos Lacerda, 678 – Vila Pirajussara, São Paulo – SP

Encerramento do 4º Festival Educa Claquete Ação.

31 de agosto de 2024, a partir das 18h

Entrada franca

Livre

Facebook: https://www.facebook.com/FestivalECA

Site: https://festivaleca.com.br/mostra

Instagram: @festival.eca

Confira os filmes competitivos:

ZINHO, O FILHOTE 

Diretor: Ricardo Rodrigues | 14’43’’ | Animação|livre | 2002 | SP

Sinopse: Kéti, 5 anos, encontra um filhote chamado Zinho, que vive no quintal do vizinho escondido de todos. Amiga Lorran, 6 anos, que usa muletas para se locomover. Juntos enfrentam Gradel, 9 anos, um menino que quer afastar Zinho deles.

OURO VERDE

Diretor Thiago Mendes | 03’03’’ | Documentário | Livre | São Paulo – SP

Sinopse: A história destaca a beleza da biodiversidade na região costeira da Mata Atlântica, localizada no litoral sul do Brasil. Infelizmente, as atividades humanas ameaçam não apenas essa beleza natural, mas também a biodiversidade em todo o mundo.

TEREZA 

Diretor Bea Souza | 08’50’’ | Livre | Documentário | Livre | Rio de Janeiro – RJ

Sinopse: Tereza faz um olhar sobre a carreira, histórias pessoais e cinema de Tereza Trautman, diretora do primeiro longa de ficção do cinema brasileiro moderno, que foi censurado durante a ditadura militar do Brasil. A obra discute a importância da representatividade feminina e analisa como a ditadura militar afetou a vida e o cinema de Tereza.

CALUIM

Diretor: Marcos Alexandre | 10’37’’ | Ficção | Livre | Salvador – BA

Sinopse: Uma atriz negra recebe um tratamento bem peculiar em um set de filmagem composto por uma equipe branca.

PALAVRAS MÁGICAS

Diretor Carlon Hardt |2’51’’| Animação | Livre | 2023 | São Paulo- SP

Sinopse: Magical Words explora o poder das palavras e como elas podem evocar diferentes emoções. Ela encoraja os ouvintes a prestar atenção às palavras que usam e a ouvir seus corações quando estão sem palavras. A música também aborda a importância dos sotaques e como uma pequena mudança em uma palavra pode ter um grande impacto em seu significado. No geral, a música celebra a complexidade e a beleza da linguagem.

DE FRENTE PRO ESCURO  

Diretor Danilo Sacramento | 06’43’’ | Ficção | livre | SP

Sinopse: Um pai, em seu aniversário de 65 anos, tenta se reconectar com seus filhos.

O PIPA

Diretor: Isabela Alves | 08’00’’| ficção | Livre | São Paulo- SP

Sinopse: Bebel é uma menina que adora brincadeiras de criança, mas agora tem um novo desafio: colocar a pipa no céu. Com vocabulário pipeiro e trilha sonora com batidas de funk, o curta-metragem ‘O Pipa’ fala sobre o encantamento do brinquedo pela capota.

O DISCURSO DE TXAI SURUI

Direção Alunos da Oficina de Multimeios da Escola Parque

15-16 | 04’00”| Documentário | Livre | Rio Janeiro – RJ

Sinopse: O memorável e histórico discurso de Txai Suruí na abertura da COP-26: Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Glasgow, Escócia (2021). Txai Suruí é uma liderança ativista indígena brasileira da etnia Paiter-Suruí. Foi a única indígena da América Latina e a única brasileira a discursar na COP-26. Seu discurso foi feito diante de mais de 100 chefes de estado e ecoou pelo planeta. O filme foi exibido no ano seguinte, na COP 27, em Sharm el-Sheikh, Egito, em um painel do qual Txai Surui participava. Filme feito em stop motion e animação 2d pelos alunos do ensino médio da Escola Parque (Projeto Multimídia).

IROCÔ

Denis Leroy Faria |10’27” | Livre | Animação | 2024 |Belo Horizonte – MG

Sinopse: Conta a história de uma árvore sagrada, Iroco, e como ela atendia aos pedidos das mulheres de uma aldeia em troca de oferendas. Baseado na mitologia iorubá e na cultura afro-brasileira, o curta conta a história de Olorumbi, uma das mães que não conseguiram cumprir sua promessa e teve seu destino completamente transformado por Iroco.

A MENINA E O MAR   

Diretor Gabriel Mellin |15’00’’| Ficção |Livre | SP

Sinopse: O filme conta a história de duas crianças que possuem formas completamente diferentes de enxergar o mundo. E o mar, que abraça este encontro. Ele, com medo do que as águas podem trazer, e ela, que encontra poesia em cada grão de areia, aprendem juntos que para valorizar a vida, basta se entregar aos sentidos. É nessa conexão que nasce uma história de superação, lições e uma experiência transformadora.

BUG

Direção: Andrey Oliver; Enzo Bonini; Julia Marques; Marina Lobo; Pedro Mancini | 08’23’’ | Ficção Científica | Livre | SP

Sinopse: Em um mundo distópico desolado onde a humanidade foi extinta há muito tempo, um robô vasculha peças para reconstruir um companheiro enquanto cuida de um oásis precioso – uma estufa radiante que se destaca como um testamento frágil da beleza que outrora enfeitou a Terra. Em sua jornada, ele encontra um besouro, formando uma amizade valiosa. Juntos, eles embarcam em uma jornada cheia de descobertas, trazendo esperança e conexão em meio à desolação.

(Fonte: Midia Brazil Comunicação)

Conheça 9 destinos na Flórida para explorar o universo subaquático

Florida, por Kleber Patricio

Devil’s Den, em Williston, é uma nascente localizada dentro de uma caverna pré-histórica. Foto: Visit Florida.

Cada região ao longo da costa da Flórida tem uma beleza aquática única. Há uma infinidade de locais de mergulho e snorkel para desvendar mistérios, explorar naufrágios e experimentar a grandeza e a serenidade das águas. São passeios que incentivam não apenas a observação da beleza natural, mas também oferecem a oportunidade para os visitantes se conectarem e conhecerem o intrigante mundo subaquático. Seja para mergulhadores casuais ou experientes, a Flórida dispõe de alguns dos melhores locais de água doce e salgada para descobrir o universo que existe debaixo da água.

Florida Panhandle Shipwreck Trail, Florida Panhandle

Florida Panhandle, na região noroeste do estado, é um destino ideal para visitar durante o ano todo, com praias isoladas e restaurantes à beira-mar que servem deliciosos mariscos. Para os mergulhadores, o Florida Panhandle oferece uma rota com 20 naufrágios, começando com o Three Coal Barges, em Pensacola, perfeito para iniciantes e terminando com o Destin Liberty Ship, nos arredores de Destin, um recife artificial criado em 1977. Com várias cidades para explorar e mais de 12 locais de mergulho localizados ao longo da costa, a trilha do Florida Panhandle oferece aos visitates o melhor dos dois mundos, em terra e no mar.

Underwater Museum of Art, Santa Rosa Beach

Comece sua aventura no Underwater Museum of Art, um dos primeiros parques de esculturas subaquáticas na América do Norte. Localizado nas águas do Grayton Beach State Park e a menos de uma hora de Panama City, no noroeste da Flórida, esse museu combina arte e preservação do ecossistema marinho, proporcionando uma experiência única. Mergulhe entre esculturas submersas enquanto testemunha a vibrante vida marinha, incluindo golfinhos, garoupas e tartarugas marinhas.

Jacksonville, Duval County

Mergulhadores experientes descobriram que as águas de Jacksonville abrigam numerosos naufrágios que acolhem centenas de peixes, tornando a região uma cativante aventura de mergulho. Jacksonville esconde inúmeras belezas a serem descobertas, sendo o lar de mais de 100 recifes artificiais com diversas espécies marinhas, como garoupas e peixes-espada, que também podem ser avistados ao longo da costa.

Devil’s Den Prehistoric Spring, Williston

Inicialmente, a entrada para esta nascente subterrânea dentro de uma caverna pode passar despercebida, mas existe uma pequena escadaria que desce até um paraíso de águas azuis. A caverna pré-histórica tem um diâmetro de 36,5 metros à superfície e uma nascente com uma profundidade máxima de 16,5 metros, com acesso exclusivo para mergulhadores e praticantes de snorkel. Além da nascente, o local oferece área para camping e aluguel de cabanas.

Alexander Springs Recreation Area, Altoona

Foto: Julie Fletcher.

A uma hora de carro de Ocala (cidade que, por sua vez, fica a uma hora ao norte de Orlando), a piscina natural de Alexander Springs é a única área na Floresta Nacional de Ocala onde é permitido mergulhar. Com águas cristalinas a 22 ºC o ano todo, essa nascente é perfeita para famílias aproveitarem um mergulho tranquilo e relaxante. Para além do mergulho, a área de recreação de Alexander Springs oferece espaços à sombra para piquenique, trilhas para caminhadas e observação da fauna local.

Crystal River, Citrus County

Conhecida como a Capital Mundial do Peixe-Boi, a região de Crystal River oferece várias opções para conhecer esses gigantes amigáveis. Acostumados com as águas quentes das nascentes locais, os mamíferos costumam lotar as nascentes de Citrus County de novembro a março, tornando possível ver dezenas de peixes-boi tanto acima quanto abaixo da superfície. Nestas nascentes, só é permitido o snorkeling, mas é um passeio inesquecível para os amantes da natureza.

Lake Denton e Lake Tulane, Highlands County

Localizados perto de Avon Park, a 90 minutos de Orlando, Lake Denton e Lake Tulane são pontos de treino ideais para mergulhadores iniciantes. Com águas que variam entre 18 ºC e 32 ºC e visibilidade perfeita, esses lagos oferecem encontros fascinantes com diversas espécies animais. Os apaixonados por história ficarão entusiasmados em mergulhar em Lake Tulane, já que é o lago documentado mais antigo da América do Norte, com existência estimada em mais de 50 mil anos.

Egmont Key State Park, St. Pete/Clearwater

Numa ilha ao sul de St. Pete fica o Egmont Key State Park. Acessível apenas por barco, este parque estadual isolado é conhecido por ser um refúgio de vida selvagem e por seus pontos históricos. Com águas cristalinas e areia branca, a ilha tornou-se um verdadeiro paraíso para os praticantes de snorkel. É possível estar perto de golfinhos, peixes-boi e de uma pequena população de tartarugas marinhas que se reúnem durante a época de reprodução, de março a outubro.

John Pennekamp Coral Reef State Park, Key Largo

Foto: Marc Serota/Unsplah.

A apenas 90 minutos de Miami, o John Pennekamp Coral Reef State Park é um destino incrível com o seu recife de coral natural e a famosa escultura ‘Cristo do Abismo’, uma réplica de 2,5 metros de altura doada ao parque em 1966. Cobrindo quase 140 quilômetros quadrados, é o primeiro parque submarino dos Estados Unidos. O parque oferece diariamente passeios de barco com fundo de vidro, snorkeling e mergulho para que os visitantes possam explorar as maravilhas subaquáticas com facilidade.

Os visitantes são incentivados a sempre verificar os sites das atrações para obter as atualizações mais recentes, pois alguns detalhes estão sujeitos a alterações. Para mais informações relacionadas ao turismo na Flórida, acesse o site Visit Florida em português.

Sobre o Visit Florida

Visit Florida é o órgão oficial de marketing de turismo do Estado do Sol e de planejamento de viagens para visitantes de todo o mundo. Como a indústria número 1 da Flórida, o turismo foi responsável por receber mais de 140.6 milhões de visitantes em 2023, o maior número de visitantes da história do Estado. O Visit Florida promove o turismo por meio de vendas, publicidade, promoções, relações públicas e serviços ao visitante, e trabalha com parceiros da indústria de viagens em todo o estado. Para saber mais sobre o Visit Florida, siga @FloridaTourism no LinkedIn ou acesse o site corporativo. Para inspiração sobre o Estado do Sol, siga @visitflorida no Facebook e Instagram ou visite o site oficial.

(Fonte: Aviareps)

Decisão da justiça de Mato Grosso em anular criação de parque pode agravar crise climática, alerta carta na ‘Science’

Mato Grosso, por Kleber Patricio

Parque Estadual Cristalino II, no sul da Amazônia, está sob ameaça de extinção por decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Foto: SOS Cristalino.

Considerado um dos principais santuários ecológicos da Amazônia, o Parque Estadual Cristalino II, no norte de Mato Grosso, corre risco de desaparecer caso o governo estadual não entre com recurso contra a decisão recente do Tribunal de Justiça do estado (TJMT) de anular a criação do parque. Em carta publicada na revista ‘Science’ nesta quinta (25), especialistas alertam que essa decisão abre um precedente perigoso para a anulação de outros parques estaduais e pode agravar ainda mais a crise climática.

Segundo o texto, assinado por pesquisadores do Instituto Centro de Vida (ICV), do Observatório Socioambiental de Mato Grosso, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o estado de Mato Grosso está sob forte ameaça por ações do agronegócio que priorizam o lucro em detrimento da proteção ambiental.

A ação de anulação do Parque Estadual Cristalino II tramita na justiça estadual desde 2011 e é movida por uma empresa privada que contesta o processo formal de consulta pública para criação da unidade, alegando ter propriedades na região. O caso foi julgado a favor da empresa em abril de 2023. Para a Advocacia-Geral da União (AGU), a empresa detém títulos fraudulentos, supostamente emitidos pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), órgão fundiário estadual.

O Parque Estadual Cristalino II foi criado pelo governo local em 30 de maio de 2001. A área, localizada a cerca de 800 quilômetros da capital Cuiabá, possui 118 mil hectares e é rica em fauna e flora típicas da região, abrigando árvores amazônicas e espécies de animais ameaçadas de extinção, como o macaco-aranha. Segundo a carta, o parque também desempenha um papel crucial na contenção do desmatamento no sudeste da Amazônia.

Mato Grosso lidera o desmatamento entre os estados da Amazônia Legal em 2024, de acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O estado também detém recordes na produção do agronegócio nacional, sendo responsável, somente neste ano, por 18,9% das exportações do setor, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Diante desses dados, entidades alertam para a necessidade urgente de medidas de proteção ambiental para a região.

Para um dos autores do artigo, Philip Fearnside, do INPA, a decisão de anular a criação do parque estadual beneficia uma empresa acusada de grilagem, considerada um dos principais vetores do desmatamento. “Decisões monocráticas, proferidas por um único juiz, podem desencadear outras similares, ameaçando não apenas o bioma amazônico em Mato Grosso, mas também outros, como o Cerrado, que é altamente cobiçado pelo agronegócio e possui relativamente pouca área protegida em unidades de conservação”.

De acordo com Marcondes Coelho, analista socioambiental do Instituto Centro de Vida (ICV) e autor principal do artigo, a decisão do TJMT é contrária a outras jurisprudências na justiça brasileira. “A suposta falta de consulta, que neste caso é contestada, não justifica a extinção de parques. Ainda mais em um processo com evidências sobre a legalidade de sua criação e as suspeitas de fraudes da parte autora que contesta a existência da área protegida”, complementa. O analista também lembra que essa decisão pode se tornar uma ameaça ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o SNUC, criado pela Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000.

O pesquisador da USP e UFAM Lucas Ferrante, também coautor do estudo, ressalta que a Amazônia está próxima do seu ponto de não retorno, em relação ao desmatamento tolerado. “Se cruzarmos essa linha, as consequências para o Brasil serão severas”. Ele cita como exemplos o avanço da crise climática, o colapso da agricultura e do abastecimento humano e a emergência de um ciclo de novas pandemias.

A carta ressalta a necessidade urgente de uma ação para barrar essa decisão. Os especialistas sugerem ao governo local e Ministério Público Estadual apelar ao Superior Tribunal de Justiça ou até mesmo ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com o Ministério Público Estadual, o TJMT determinou que o processo seja enviado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de 2º Grau para tentativa de conciliação entre as partes.

(Fonte: Agência Bori)

A impercepção da botânica na educação ambiental da educação básica

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

* Por Ana Beatriz Prudente Alckmin — Hoje, fala-se muito sobre sustentabilidade e a incorporação do ESG nas instituições. Como ambientalista e pedagoga, percebo que o nosso diálogo tem avançado com os adultos. Apesar de a maioria chegar à fase adulta sem qualquer letramento sobre a questão ambiental e sobre a crise climática, eles são obrigados a se apropriar do tema rapidamente por motivos profissionais e/ou acadêmicos. Mas o que aconteceu na infância dessas pessoas que fez com que esse tema não fosse bem trabalhado?

A implementação da educação ambiental nas escolas tem sido um desafio muito grande porque há um desinteresse dos estudantes em relação ao tema. Observe que, entre os influencers famosos voltados para os jovens, crianças e adolescentes brasileiros, quase nenhum tem a pauta ambiental como prioridade. Por outro lado, há um problema na formação dos professores, o que faz com que muitos profissionais da educação tenham dificuldades de abordar as questões da crise climática em sala de aula. Ao mesmo tempo, esse jovem brasileiro consome conteúdos relacionados com as questões ambientais nas mídias tradicionais, como, por exemplo, telejornais. Então, ele tem algum contato com o tema, mas ainda sem grandes afinidades.

É importante esclarecer que esse é um cenário genuinamente brasileiro, porque, em outros países do mundo, adolescentes e jovens lideram as pautas climáticas, como, por exemplo, Suécia, Finlândia, África do Sul e outros. Todavia, dentro do ambiente escolar brasileiro, esse contato ainda deixa muito a desejar. O sistema educacional já está acostumado com as disciplinas de geografia e biologia, que vão tratar de fauna e flora, além de outras questões. Mas raramente observamos nos projetos pedagógicos o diálogo efetivo entre o ensino de biologia e geografia com as pautas ambientais. Esse elo ainda não está fortalecido como deveria.

E, curiosamente, quando a sociedade trata das questões ambientais no âmbito educacional, esse elo não é feito. Há uma impercepção da biologia e geografia ao tratar da educação ambiental, em especial a impercepção da botânica. E essa impercepção transborda a sala de aula; ela também chega na relação da academia com a imprensa. Se você ligar em qualquer canal de notícias no Brasil, terão muitas notícias que envolvem pautas ambientais: os incêndios no Pantanal, as enchentes no Rio Grande do Sul, as alterações constantes de temperatura por todo o país. Mas quase nenhuma visibilidade é dada para as pesquisas que vêm sendo feitas nas universidades públicas nas áreas de ciências biológicas e geografia. Então, mesmo quando há um tema que está intrinsecamente ligado a uma área que produz muitas pesquisas na academia, essas pesquisas tendem a não ter a visibilidade que deveriam. E isso é um problema histórico da relação das universidades tradicionais com a imprensa.

Muitas vezes, os pesquisadores tratam essa relação com a imprensa com certa desconfiança. E aqueles que ousam levar o conteúdo acadêmico para as mídias, que levam as suas pesquisas para os veículos de imprensa, que se dispõem a fazer esse movimento, muitas vezes são vistos com desconfiança pelos seus pares. Então, precisamos, em algum momento, debater essa relação entre pesquisadores e imprensa para que haja uma maior visibilidade das pesquisas nas mídias populares como televisão e rádio, principalmente porque o cenário de urgência climática pede essa relação.

Se eu, como pedagoga, e outros colegas estamos percebendo que há dificuldades na implementação da educação ambiental na educação básica e que isso, de alguma forma, está conectado com a impercepção da geografia e da biologia dentro da educação ambiental, em especial a impercepção da botânica, então essa discussão precisa começar pela impercepção da botânica. Porque há uma cegueira ao tratarmos da crise ambiental da botânica, uma vez que a botânica compõe a disciplina de biologia na educação dos adolescentes brasileiros. Onde mora a raiz dessa impercepção botânica?

Apesar do interesse prático das pessoas em cuidar de plantas e hortas, o desinteresse pela disciplina de botânica pode ser atribuído a vários fatores. O mesmo acontece com a citologia (ramo da biologia que estuda a célula e suas funções). Primeiro, esses campos são muitas vezes vistos como excessivamente acadêmicos, com terminologias e imagens que não fazem parte do cotidiano das pessoas, o que resulta em uma falta de motivação para o estudo. Quando os professores introduzem essas matérias com uma abordagem complexa desde o início, a dificuldade aumenta, afastando ainda mais os alunos.

Há também uma base neurofisiológica para essa falta de interesse. Estudos indicam que menos de 1% das informações processadas pelo cérebro humano estão relacionadas a estímulos que não envolvem movimento ou perigo imediato. Plantas, presentes constantemente no nosso dia a dia, geralmente não se movem, não captam nossa atenção da mesma forma que animais, por exemplo. Esse fenômeno, conhecido como ‘cegueira botânica’, pode explicar por que muitas pessoas não se interessam por aprender sobre plantas, mesmo que estas estejam constantemente presentes em suas vidas.

Além disso, o ciclo de ensino contribui para a perpetuação desse desinteresse. Professores que aprenderam botânica de maneira desmotivadora tendem a transmitir esse desinteresse para seus alunos. No entanto, é essencial reconhecer a importância das plantas para o equilíbrio ecológico, para a alimentação e para o desenvolvimento de medicamentos. Métodos de ensino mais práticos e estimulantes, como atividades de campo e laboratoriais, podem ajudar a quebrar esse ciclo e aumentar o interesse pela botânica, destacando sua relevância prática e científica.

A botânica desempenha um papel muito importante na compreensão do meio ambiente e no desenvolvimento de soluções para problemas contemporâneos. Plantas são essenciais para a produção de alimentos, remédios e para a manutenção dos ecossistemas. A falta de conhecimento sobre as espécies vegetais e seus processos biológicos, como a polinização e a dispersão de sementes, pode levar a consequências negativas para a biodiversidade e para a saúde humana. Por isso, é fundamental promover um ensino de botânica que seja mais conectado com a vida cotidiana e que ressalte sua importância para a sociedade.

Além das discussões teóricas, temos exemplos práticos que ilustram a importância da botânica no cotidiano e na educação. Por exemplo, é essencial reconhecer plantas venenosas, entender a montagem de um jardim ou uma horta vertical e saber plantar corretamente alimentos como cenouras. É importante reconhecer a importância das plantas na produção de vacinas e medicamentos para doenças como câncer, epilepsia e depressão. Essas aplicações práticas mostram como o conhecimento botânico é fundamental para a saúde e bem-estar humanos, pois, ao abordar a botânica de maneira mais prática e contextualizada, indo diretamente a campo e também tendo mais atividades laboratoriais, podemos aumentar a compreensão e a valorização das plantas, assegurando que futuras gerações reconheçam e preservem a biodiversidade vegetal essencial para a nossa sobrevivência e bem-estar.

Ana Beatriz Prudente Alckmin.

Estive na II Jornada Rio/São Paulo de Botânica. Na ocasião, dividi com os meus pares um pouco sobre uma pesquisa que estou desenvolvendo, ainda em fase inicial, sobre inteligência artificial no ensino de botânica. Apresentei meu pôster para ser confrontada pelos meus pares. E foi uma experiência maravilhosa de troca com estudiosos das mais diversas áreas que fazem a interface com a botânica ou que são propriamente botânicos. Na ocasião, tive a oportunidade de interpelar alguns dos meus colegas sobre a percepção da botânica na educação e na sociedade. Conversei com Douglas Santos, doutorando do Instituto de Pesquisas Ambientais da USP, que trabalha com taxonomia de briófitas. Sobre o tema, disse Douglas: “Eu acho que sim, está em ascensão, está crescendo bastante, mas ainda outras áreas acabam se sobrepondo, até por causa dos animais, todo esse contato que a gente tem com os pets desde pequenos. As plantas-meio que ficam em segundo plano. Mas eu acho que tudo isso que está acontecendo, as mudanças climáticas que a gente vê no nosso cotidiano, estão trazendo as pessoas para se importarem um pouquinho mais e as plantas são fundamentais para isso, né? Então eu acho que popularizar a botânica desde cedo ajuda a gente a ter uma educação ambiental mais completa, né?”.

* Ana Beatriz Prudente Alckmin é ambientalista, entusiasta do empreendedorismo feminino e pedagoga pela USP, pesquisadora no Instituto de Biociências da USP no grupo de pesquisa BOTED.

(Fonte: Rural Press)