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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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A Pequena Companhia de Teatro celebra 20 anos de trajetória com espetáculos, oficina e exposição gratuitos

São Paulo, por Kleber Patricio

Espetáculo “Velhos caem do céu como canivetes”, que abre a Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro no CCBB SP. Foto: Ayrton Valle.

Entre os dias 26 de fevereiro e 20 de abril de 2026, a maranhense Pequena Companhia de Teatro ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo com quatro espetáculos, uma oficina e uma exposição, em comemoração aos seus 20 anos de trajetória. As apresentações dos dias 7 e 21 de março e 4 e 18 de abril contam com bate-papos após as sessões. Todas as atividades são gratuitas.

As peças têm dramaturgia de Marcelo Flecha e são livremente inspiradas em obras como “Carta ao Pai” (Franz Kafka), “Livro do desassossego” (Fernando Pessoa), “Un señor muy viejo con unas alas enormes” (Gabriel García Márquez) e “A outra morte” (Jorge Luís Borges), livros de escritores expoentes da literatura mundial.  

A Pequena Companhia de Teatro, criada em 2005 e composta pelos atores Cláudio Marconcine e Jorge Choairy, pelo encenador Marcelo Flecha e pela produtora Katia Lopes, é referência teatral maranhense das últimas décadas. Premiada, já conquistou quatro Prêmios FUNARTE de Teatro Myriam Muniz e participou dos principais projetos de circulação nacional – Palco Giratório, Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, SESC Amazônia das Artes, SESI Viagem Teatral e Ocupação dos Centros Culturais BNB.

Desassossego. Foto: Mar Pereira.

Foi selecionada para 70 festivais e mostras nacionais e já circulou por 72 cidades de 25 estados do país. “Sendo um grupo de teatro de pesquisa de ações continuadas, a circulação pelo Brasil é o nosso alicerce de sustentação, a teia que enlaça nossas ações com todas as regiões do país, e com todo o teatro de grupo feito por aqui”, explica Flecha.

O grupo desenvolveu quatro sistemas para criar suas montagens: “Quadro de Antagônicos”, instrumento de treinamento para o ator, de onde saem os personagens, fugindo de uma construção naturalista convencional; a “Transposição de Gêneros”, instrumento de confecção de dramaturgia; o “Teatro Polidramático”, conceito de concepção de cena; e “Artesania iluminocenográfica”, sobre iluminação.

“O nosso processo de criação sempre começa com um debate sobre o tema que a gente quer levar à cena. A partir daí, iniciamos uma pesquisa em textos dramatúrgicos e literários, o que chamamos de transposição de gênero, tema, inclusive, de oficinas que ministramos em várias cidades brasileiras”, conta o dramaturgo.

Espetáculos dentro da Ocupação

Ensaio sobre a memória. Foto: Ayrton Valle.

O espetáculo Velhos caem do céu como canivetes, contemplado com dois Prêmios Funarte de Teatro Myriam Muniz (2012/2013), abre a programação a partir de 26 de fevereiro, em cartaz até 9 de março. Inspirado na obra Un señor muy viejo con unas alas enormes, de Gabriel García Márquez, a narrativa da peça se desenvolve a partir de um ser alado, interpretado por Jorge Choairy, que cai no quintal de um ser humano, personagem de Cláudio Marconcine.

O humano é um catador de lixo que tenta sobreviver à miséria que assola sua família e, de repente, vê sua rotina mudar com a queda desse ser estranho em seu quintal. O espanto inicial dá lugar à necessidade de identificá-lo. Seria um anjo? Um frango? Um delírio provocado pela fome? É nessa teia que o espectador é convidado a se equilibrar, enquanto os dois seres se digladiam em um intenso confronto dialético. O exílio forçado de um, e a miséria do outro, pontuam a trama, que apresenta um cenário pós-apocalíptico permeado de desesperança. Um ser alado e um ser humano, no abismo de suas percepções, preconceitos, medos e dúvidas.

Em março, de 12 a 23, o público é convidado a assistir Pai & Filho, inspirado na obra Carta ao Pai, de Franz Kafka, e que, com linguagem crua e visceral, discute as relações de poder, originadas na estrutura familiar e disseminadas na constituição sociocultural contemporânea. Na peça, um homem aprisionado e oprimido pelo poder do pai, procura enfrentá-lo, mas seu discurso não consegue quebrar a hierarquia familiar, impedindo que um diálogo aberto se estabeleça. A encenação disponibiliza um espaço para a discussão sobre o conflito de gerações e a relação de dependência utilizada no seio familiar como instrumento de poder. No palco, Jorge Choairy dá vida ao Filho e Cláudio Marconcine ao Pai.

Em seguida, a Companhia apresenta Ensaio sobre a memória, de 26 de março a 6 de abril. Um escritor e sua assistente iniciam uma pesquisa, para a criação de um novo conto, sobre um senhor que se engajou contra um regime militar latino-americano e foi torturado. Por não resistir à tortura entregou seus pares, e passou a vida esperando uma segunda chance para remediar essa fraqueza. Nesse contexto, a peça mergulha em um labirinto de narrativas, com conflitos de versões, memórias ficcionais e suspeição histórica. O elenco é formado por Cláudio Marconcine (Escritor), Dênia Correia (Mulher), Lauande Aires (Pedro Damián) e Katia Lopes (Espectro). O espetáculo foi livremente inspirado no conto A outra morte, de Jorge Luís Borges.

Pai & Filho. Foto: Ayrton Valle.

O último espetáculo apresentado na temporada acontece entre 9 e 20 de abril: Desassossego, baseado no Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa. A obra é um convite para o espectador mergulhar em uma experiência cênica sensorial, emotiva, divertida e provocadora. Os atores Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo são personagens de si mesmos em uma comédia constrangedora para sorrisos amarelos, dirigida por Marcelo Flecha. Na busca pela cena perfeita, tentando construir um novo espetáculo, eles convidam a plateia a invadir um processo de montagem e ver, de maneira escancarada, todos os desassossegos, descompassos e descaminhos do mundo teatral, se deparando com a metáfora perfeita do que é a vida humana cotidiana, no seu aspecto mais puro.

Exposição e oficina

Desde o início da Ocupação, no dia 26 de fevereiro, os visitantes podem conhecer um pouco mais sobre a trajetória, pesquisa e desenvolvimento teatral desses 20 anos de trabalho do grupo, por meio da Pequena Mostra de Teatro, em cartaz no Foyer do Teatro do CCBB São Paulo. A exposição fica aberta até o final da temporada, no dia 20 de abril.

Álbuns de fotos, diários, iluminações, ilustrações, catálogos, partes de cenografias, figurinos de espetáculos e minibiblioteca compõem o espaço, ajudando a contar a história da Companhia, que desenvolveu tecnologias para reduzir os impactos ambientais, otimizar os recursos financeiros, construir uma pesquisa de linguagem focada na dramaturgia do ator e sustentar seu compromisso político de operar o teatro como um potente instrumento de reflexão para além do entretenimento.

Nos dias 7 e 21 de março, e 4 de abril, iluminadores, cenógrafos, alunos de teatro, artistas de teatro, encenadores e pesquisadores com interesse em dramaturgia da luz a partir de iluminações não convencionais são convidados a participar da oficina Artesania iluminocenográfica: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência, com duração total de 9 horas.

São 30 vagas e as inscrições são feitas via formulário (https://forms.gle/CU8n36BbqScsoJ837).  A oficina faz parte do resultado e compartilhamento da pesquisa realizada pelo iluminador Marcelo Flecha durante as últimas duas décadas como uma ação política, na busca por democratizar um pensamento sobre a iluminação cênica para além de espaços que abriguem equipamentos de luz convencionais, e como esse pensar pode operar produtivamente uma instrumentalização da luz no teatro.

Os encontros propõem o estudo de elementos iluminocenográficos a partir de resíduos descartáveis, fontes luminosas do cotidiano e equipamentos de luz obsoletos, provocando no participante a construção de um pensar político, estético e narrativo a partir da luz.

SERVIÇO:

Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro

De 26 de fevereiro a 20 de abril de 2026

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112, Centro Histórico de São Paulo, SP

Retirada de ingressos: Grátis na bilheteria do CCBB SP e pelo bb.com.br/cultura (1h antes do espetáculo)

No Teatro

Velhos caem do céu como canivetes, livremente inspirado no conto Um señor muy viejo com unas alas enormes, de Gabriel García Márquez

Data: 26/2 a 9/3/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado e domingo, às 18h

Bate-papo após sessão: 7/3 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 1/3 | domingo

Classificação etária: 14 anos | Gênero: Drama | Duração: 60 minutos

Ficha técnica:

Elenco: Jorge Choairy (Ser Alado) e Cláudio Marconcine (Ser Humano)

Dramaturgia e encenação: Marcelo Flecha

Iluminação, cenografia e figurinos: Marcelo Flecha

Trilha sonora: Jorge Choairy e Marcelo Flecha

Operador de luz e som: Marcelo Flecha

Fotos divulgação: Ayrton Valle

Produção: Katia Lopes

Realização: Pequena Companhia de Teatro 

Pai & Filho, livremente inspirado na obra Carta ao Pai, de Franz Kafka

Data: 12 a 23/3/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado e domingo, às 18h

Bate-papo após sessão: 21/03 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 15/03 | domingo

Classificação etária: 14 anos | Gênero: Drama | Duração: 60 minutos

Ficha técnica:

Elenco: Jorge Choairy (Filho) e Cláudio Marconcine (Pai)

Dramaturgia e encenação: Marcelo Flecha

Iluminação, cenografia e figurinos: Marcelo Flecha

Trilha sonora: Marcelo Flecha

Operador de luz e som: Marcelo Flecha

Fotos divulgação: Ayrton Valle

Produção: Katia Lopes

Realização: Pequena Companhia de Teatro

Ensaio sobre a memória, livremente inspirado no conto A outra morte de Jorge Luís Borges

Data: 26/3 a 6/4/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado, domingo e feriado, às 18h

Bate-papo após sessão: 4/4 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 29/3 | domingo

Classificação etária: 14 anos | Duração: 60 minutos | Gênero: Drama

Ficha técnica:

Elenco: Cláudio Marconcine (Escritor), Dênia Correia (Mulher), Lauande Aires (Pedro Damián) e Katia Lopes (Espectro)

Dramaturgia e encenação: Marcelo Flecha

Iluminação, cenografia e figurinos: Marcelo Flecha

Trilha sonora: Lauande Aires

Operador de luz: Marcelo Flecha

Operador de som: Katia Lopes

Fotos divulgação: Ayrton Valle

Produção: Katia Lopes

Realização: Pequena Companhia de Teatro

Desassossego, livremente inspirado no Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

Data: 9 a 20/4/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado e domingo, às 18h

Classificação etária: 14 anos | Duração: 60 minutos | Gênero: Comédia constrangedora para sorrisos amarelos

Bate-papo após sessão: 18/4 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 12/04 | domingo

Ficha técnica:

Elenco: Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo

Dramaturgia: Marcelo Flecha e Cia. A Máscara de Teatro

Encenação: Marcelo Flecha

Cenografia, iluminação, figurinos e trilha sonora: Marcelo Flecha e Cia. A Máscara de Teatro

Operador de luz e som: Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo

Produção: Luciana Duarte e Katia Lopes

Realização: Cia. A Máscara de Teatro e Pequena Companhia de Teatro

Oficina Artesania iluminocenográfica: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência, com Marcelo Flecha

Dias: 7 e 21/3 | 4/4/26

Horário: Das 14 às 17h

Público: iluminadores, cenógrafos, alunos de teatro, artistas de teatro, encenadores e pesquisadores com interesse em dramaturgia da luz a partir de iluminações não convencionais.

Carga horária: 9h | Classificação etária: 18 anos

Vagas: 30 vagas

Inscrições gratuitas: inscrições pelo formulário: https://forms.gle/CU8n36BbqScsoJ837

No Foyer do Teatro

Exposição Pequena Mostra de Teatro

Data: 26/2 a 20/4

Dias: Todos os dias, exceto às terças-feiras

Horário: 9h às 20h

Classificação etária: Livre

Entrada: Gratuita

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

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E-mail: ccbbsp@bb.com.br

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

MASP apresenta primeira retrospectiva de Sandra Gamarra Heshiki

São Paulo, por Kleber Patricio

Sandra Gamarra (Lima, Peru, 1972) – El que no tiene de inga tiene de mandinga I [Quem não tem inga tem mandinga I] [Those Who Don’t Have Inga Have Mandinga I], 2007 – Óleo sobre tela [Oil on canvas], 162 × 195 cm – MAR – Museu de Arte do Rio, Secretaria Municipal de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, Fundo Galeria Leme. Foto [Photo] Thales Leite.

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 6 de março a 7 de junho, a primeira exposição panorâmica de Sandra Gamarra Heshiki (Lima, Peru, 1972). A mostra “Sandra Gamarra Heshiki: réplica” reúne mais de 70 obras, entre pinturas, esculturas, instalações e vídeo, propondo uma retrospectiva dos últimos 25 anos de uma produção que ressignifica obras de arte e objetos para contestar o sistema artístico e a herança colonial que permeia os museus. A curadoria é de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Florencia Portocarrero, curadora independente; Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP; e Sharon Lerner, diretora artística do MALI — Museo de Arte de Lima, instituição parceira na organização e que exibirá a mostra, em versão adaptada, após sua apresentação no MASP. Em suas obras, a artista questiona o papel dos espaços culturais e como suas práticas impactam a produção artística. Essa crítica institucional motivou a criação, em 2002, do museu fictício LiMac — Museo de Arte Contemporáneo de Lima. Esse museu imaginário, que existe como arquivo em um website, respondia tanto à ausência de um museu de arte contemporânea em Lima na época quanto ao modo como muitas instituições ainda contam a história a partir de um ponto de vista de matriz europeia.

Sandra Gamarra (Lima, Peru, 1972) Producto: cholo [Produto: Cholo] [Product: cholo], da série Producción/Reproducción  [Produção/Reprodução] [from the series Production/Reproduction], 2020-21 Óleo sobre tela [Oil on canvas], 96 × 100 cm Museo de Arte de Lima, doação [gift] LiMac – Museo de Arte Contemporáneo de Lima. Foto [Photo] Juan Pablo Murrugarra.

“Se o museu é um lugar a partir do qual a história é ditada, por que não criar um museu que, sob o mesmo manto de autoridade e permanência institucional, conte uma história diferente? Um museu que possa olhar para si mesmo, questionar-se, complexificar suas próprias narrativas e contar mais do que histórias de progressão linear”, afirma Gamarra.

Para evidenciar como a história da arte é construída por meio de recortes, exclusões e hierarquias, a cronologia clássica é intencionalmente plagiada nessa exposição. “Em Réplica, Gamarra reflete, literalmente, o espaço, sobretudo a cronologia dos museus enciclopédicos, a matriz linear da história tão criticada por Lina Bo Bardi, mas que de algum modo é hegemônica no modelo de organização dos museus, tanto nas metrópoles como em suas ex-colônias. Assim, a artista produz aqui sua réplica de uma exposição de parte de seu acervo-obra, convertendo-o em um museu com seus fragmentos e aglutinando marcadores destrinchados por toda a sua carreira”, afirma Giufrida. Assim, em Réplica, as obras de Gamarra são apresentadas nos núcleos: “pré‑colonial”, “colonial”, “pós‑independência”, “moderno” e “contemporâneo”, além de uma sala dedicada ao LiMac.

A produção de réplicas para ressignificar cânones da arte, subverter discursos colonizadores e resistir a estruturas excludentes é central na obra de Gamarra. Em Recurso VII (2019), a artista parte das paisagens aparentemente pacíficas de Pernambuco pintadas por Frans Post (Haarlem, Países Baixos, 1612–1680) durante missões europeias no Brasil. Na versão da artista, esses cenários são recriados com óxido de ferro, matéria-prima usada por povos originários nas Américas em pinturas rupestres e cerâmicas. Além de reverenciar essas culturas ancestrais, o material vermelho escorre pela tela remetendo ao sangue e à violência da colonização. A pintura também tem uma faixa branca, elemento usado pela artista para diferenciar suas réplicas das obras originais.

Sandra Gamarra (Lima, Peru, 1972) – Imágenes sueltas en la Historia Occidental III (Retratos) [Imagens soltas na História Ocidental III] [Loose Images in Western History III (Portraits)], 2017 – Óleo sobre papel [Oil on paper], 140 × 161 cm – Coleção [Collection of] Luis Oganes, Lima. Foto [Photo] Oak Taylor-Smith.

Esse recurso também está presente em Duplo (2023), realizada na semana final da montagem de Histórias indígenas, da qual Gamarra foi uma das curadoras, no núcleo “Pachakuti: o mundo de cabeça para baixo”. Ao saber que a obra Habitante de las cordilleras del Perú [Habitante das cordilheiras do Peru] (1855), de Francisco Laso (Tacna, Peru, 1823 – San Mateo, Peru, 1869) não viria para a exposição por problemas burocráticos em seu país, a artista produziu sua própria réplica para preencher essa ausência. A obra, porém, não é uma cópia idêntica. Além da faixa branca, Gamarra apresenta a figura de Laso invertida, de cabeça para baixo. Essa alteração é um exemplo direto de seu projeto de “inverter o museu” e se conecta ao conceito de Pachakuti, termo de origem andina que pode ser traduzido como “o mundo de cabeça para baixo”, referindo-se a transformações radicais na ordem existente.

Sandra Gamarra Heshiki: réplica integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Carolina Caycedo, Claudia Alarcón e Silät, Colectivo Acciones de Arte, Damián Ortega, Jesús Soto, La Chola Poblete, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Santiago Yahuarcani e Sol Calero.

Sobre a artista

Sandra Gamarra (Lima, Peru, 1972) – Doble [Duplo] [Double], 2023 – Óleo sobre tela [Oil on canvas], 90 × 60 cm – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Doação da artista no contexto da exposição Histórias indígenas [Gift of the artist in the context of the exhibition Indigenous Histories], 2023 – MASP.11506. Foto [Photo] Eduardo Ortega.

Sandra Gamarra Heshiki (Lima, Peru, 1972; vive e trabalha em Madri, Espanha) é descendente de famílias com raízes andinas, afro-peruanas e japonesas. Formou-se em pintura pela Pontificia Universidad Católica del Perú e, desde o final dos anos 1990, desenvolve uma prática que articula, principalmente, pintura, crítica institucional e pensamento decolonial. É a primeira artista não nascida na Espanha a representar o país na Bienal de Veneza, na 60ª edição do evento, em 2024, quando apresentou o projeto Pinacoteca Migrante. Além do MASP, sua obra também integra coleções como MoMA (Nova York), Tate Modern (Londres), Museo Reina Sofía (Madri), MALI (Lima), entre outros.

Acessibilidade

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

Catálogo

Será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e textos sobre a exposição. O livro tem organização editorial de Adriano Pedrosa e Guilherme Giufrida e conta com ensaios de Giufrida, além dos autores convidados Agustín Pérez Rubio, Florencia Portocarrero, Luis Eduardo Wuffarden, Sharon Lerner e Ximena Briceño.

Loja MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais de Sandra Gamarra Heshiki: réplica, que incluem postais, ímãs e marca-páginas.

Realização

Sandra Gamarra Heshiki: réplica é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do PROAC-ICMS. Tem apoio cultural do Consulado Geral do Peru em São Paulo.

SERVIÇO:

Sandra Gamarra Heshiki: réplica

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Florencia Portocarrero, curadora convidada, MALI; Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP; e Sharon Lerner, diretora, MALI

6/3 — 7/6/2026

Edifício Lina Bo Bardi, 1º andar

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h

(entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada).

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)

MAC USP realiza Mesas de Conversa dentro da exposição em cartaz “José Antônio da Silva: Pintar o Brasil” sobre vida e obra do artista

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Karina Mignoni.

A partir de fevereiro, sempre às 11h, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) convida o público a participar de Mesas de Conversa sobre a exposição José Antônio da Silva: Pintar o Brasil, em cartaz até o dia 15 de março de 2026. O primeiro bate-papo é no dia 21 de fevereiro com a artista Lais Myrrha, os curadores Paulo Pasta e Theo Monteiro, e Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da Livraria Martins Fontes, que debatem sobre a atualidade da obra de Silva. A mediação é da curadora do museu e especialista no trabalho do artista, Fernanda Pitta.

Os próximos encontros acontecem em março. No dia 7, a conversa é com Sébastien Gokalp, diretor do Museu de Grenoble (FR), a galerista Vilma Eid e o colecionador Orandi Momesso sobre o colecionismo, a circulação e a recepção crítica da obra do artista. Emilio Kalil, diretor da Fundação Iberê Camargo e Comissário Geral da Temporada Brasil-França 2025, é quem faz a mediação. Já no dia 14 haverá a exibição do filme “Este é o Silva”, de Carlos Augusto Calil, seguida de conversa com ele, que também foi responsável pela curadoria da mostra homônima apresentada em 1983, na antiga sede do MAC USP. A mediação é de Fernanda Pitta.

José Antônio da Silva: Pintar o Brasil

O público encontra no espaço expositivo um recorte que destaca a produção de pinturas e desenhos de Silva – deixando de lado sua criação como poeta, compositor e cantor – organizada por temas frequentes em suas obras, seja em determinadas fases ou durante longos períodos de sua trajetória: a vida caipira, cenas religiosas, paisagens, naturezas-mortas e autorretratos.

No MAC USP, a exposição tem um total de 142 obras, sendo 23 acréscimos provenientes do rico acervo da instituição, o maior do artista no Brasil, formado com doações dos primeiros colecionadores de Silva, entre os quais estão Ciccillo Matarazzo e Theon Spanudis. São 15 pinturas, que, em sua maioria, retratam a vida campestre. Também foram adicionadas telas na seção dos retratos e de objetos inanimados.

Além das pinturas, a versão paulista da mostra ganha um novo núcleo de obras dedicado aos trabalhos sobre papel do artista. Nele, está o primeiro livro de José Antônio da Silva, Romance da minha vida, composto por 76 desenhos, que será exibido de maneira inédita, na íntegra, além de outros desenhos avulsos, feitos nas décadas de 1940 e 1950, principalmente de cenas rurais.

A mostra é realizada com patrocínio da Petrobras e do Banco do Brasil, e apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Sobre o artista

Nascido no interior paulista, no sítio Monte Alegre, pertencente ao município de Sales de Oliveira, José Antônio da Silva veio de família humilde e alfabetização precária. Autodidata, começou a pintar em 1940. Suas primeiras obras foram no cenário agrícola, onde convivia com a família. Ele reproduziu com maestria as culturas de algodão, as queimadas, a casa de pau-a-pique, a boiada, e o lazer na roça.

Em 1948, teve sua primeira exposição individual realizada por Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e João Cruz Costa, na Galeria Domus. O sucesso foi grande e todas as obras foram vendidas. Somente Pietro Maria Bardi, fundador e diretor do MASP, adquiriu 10 quadros. Desde então, o artista passou a ser reconhecido como um dos maiores pintores primitivos, designação que ele mesmo usava, aceitando-se, um pouco, como o artista que o meio queria ver.

Ele participou da primeira edição da Bienal de São Paulo em 1951, bem como em 1953, 1955, 1961, 1963, 1965 e 1989. Seu trabalho também representou a participação oficial do Brasil na Bienal de Veneza em 1952 e 1966. Nos EUA, expôs no Carnegie Institute, Pittsburgh, em 1955, e, 12 anos depois, na exposição “Pintores e Escultores Populares do Brasil”, em Washington, D.C. De um dia para o outro, Silva tornou-se uma sensação midiática, que escreveu livros, poesias, músicas e uma peça de teatro.

SERVIÇO:

Mesas de Conversa | José Antônio da Silva: Pintar o Brasil

Às 11h:

21 de fevereiro

Com Lais Myrrha, Paulo Pasta, Theo Monteiro e Alexandre Martins Fontes

Mediação de Fernanda Pitta

7 de março

Conversa com Sébastien Gokalp, Vilma Eid e Orandi Momesso

Mediação de Emilio Kalil

14 de março

Exibição do filme Este é o Silva

Conversa com Carlos Augusto Calil após exibição

Mediação de Fernanda Pitta

Período expositivo: até 15/3/2026

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo, das 10h às 21h

Museu de Arte Contemporânea de São Paulo – MAC USP

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301

Entrada gratuita.

(Com Bernadete Druzian/A4&Holofote Comunicação)

Pobre Juan Campinas promove Noite de Tango

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O restaurante Pobre Juan Campinas promove no dia 28 de fevereiro, sábado, a partir das 20h, mais uma edição da sua tradicional Noite de Tango, evento gastronômico e cultural que une a tradição das casas de carne argentinas à paixão pela música e dança típicas do país vizinho.

Trazendo o charme e a intensidade do tango argentino, a programação contará com apresentações ao vivo dos casais de dançarinos André Magro e Andressa Moraes e Débora Reato e Reginaldo Coelho, com trilha sonora a cargo do trio de músicos Marcelo Ahumada (bandoneon), Samuka Cartes (piano) e Luis Lanzani (violão).

Croquetas de ossobuco, uma das entradas mais requisitadas na casa.

Inspirado nas típicas casas argentinas, o restaurante Pobre Juan é uma das mais renomadas casas de parrilla do país, reconhecido por seus cortes especialmente selecionados, excelência na carta de vinhos e seu ofurô de cervejas. 

Na ocasião, a casa estará operando com o menu aberto e será cobrado um couvert artístico de R$ 29,00 por pessoa. Recomenda-se fazer reserva antecipada pelo telefone/WhatsApp (19) 3199-0265.

Serviço:

Noite de Tango no Pobre Juan Campinas

Data: 28 de fevereiro, sábado, a partir das 20h

Couvert artístico: R$ 29,00 por pessoa

Endereço: Segundo piso do Galleria Shopping (Rod. D. Pedro I, km 131,5, Jardim Nilópolis, Campinas)

Telefone/whatsapp para reservas: (19) 3199-0265

Site e Instagram: www.pobrejuan.com.br; @restaurantepobrejuan.

(Com Antonio Fraga/Macchina Comunicação)

Exposição “Ruy Ohtake – Percursos do habitar” inaugura nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake

São Paulo, por Kleber Patricio

Mostra marca a abertura da Casa-ateliê Tomie Ohtake como espaço integrado à programação do Instituto Tomie Ohtake, dedicado à arquitetura, ao design e às artes em geral – Residência Tomie Ohtake. Foto: Nelson Kon.

O Instituto Tomie Ohtake apresenta a partir de 7 de março “Ruy Ohtake – Percursos do habitar”, exposição que inaugura a nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da artista, no Campo Belo, em São Paulo. Com curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele, a mostra reúne seis projetos residenciais do arquiteto Ruy Ohtake, realizados entre as décadas de 1960 e 2010, explorando a casa como espaço central de sociabilidade, memória e construção da vida cotidiana.

A exposição apresenta cinco residências unifamiliares projetadas por Ruy Ohtake entre as décadas de 1960 e 2000 – a Casa-ateliê Tomie Ohtake (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Residência Nadir Zacarias (1970), a Residência Domingos Brás (1989) e a Residência Zuleika Halpern (2004) – além do Condomínio Residencial Heliópolis (2008/2009), conhecido como “Redondinhos”.

Residência Tomie Ohtake. Foto: Cristiano Mascaro.

A curadoria enfatiza a reorganização das hierarquias do morar proposta por Ruy Ohtake. O arquiteto desenvolveu o conceito de casa-praça, concebendo a moradia como um lugar de convivência ampliada. Nesse pensamento, como afirmam as curadoras, “as residências se configuram como lugares voltados ao encontro: as áreas comuns são ampliadas e valorizadas, enquanto os ambientes íntimos são reduzidos à sua dimensão essencial. A luz desempenha o papel de regente da organização espacial: ora pontual, ora difusa, ela se articula a jardins internos e recuos, orientando o percurso doméstico e tensionando os limites entre interior e exterior”.

Ohtake desenvolveu uma arquitetura comprometida com o coletivo e com a mediação sensível entre o indivíduo e a cidade. Na exposição, esses projetos habitacionais evidenciam como, em diferentes contextos urbanos, escalas e momentos históricos, o arquiteto construía uma reflexão crítica sobre o modo de viver contemporâneo, transformando cada proposta em uma investigação concreta sobre as formas de habitar. Maquetes de todas as casas e do conjunto habitacional, fotografias históricas das construções e registros recentes, além de desenhos técnicos e croquis, compõem o percurso expositivo, permitindo acompanhar tanto os processos de concepção quanto as transformações desses espaços ao longo do tempo.

Residência Tomie Ohtake. Foto: Cristiano Mascaro.

Um conjunto de vídeos com depoimentos dos moradores aprofunda a dimensão vivencial da mostra, reunindo relatos sobre o cotidiano, os usos dos espaços e as formas de convivência possibilitadas por essas arquiteturas. As narrativas revelam como as casas projetadas por Ruy Ohtake se converteram em ambientes de sociabilidade, memória e pertencimento, evidenciando a permanência e a vitalidade de seus conceitos ao longo das décadas.

O Condomínio Residencial Heliópolis explicita como esses princípios atravessam também a produção habitacional de maior escala do arquiteto. Ruy Ohtake teve participação decisiva na defesa de espaços públicos de qualidade como instrumento de inclusão social, entendendo a arquitetura como ferramenta concreta de transformação urbana. Essa atuação se expressou de forma exemplar em Heliópolis, onde trabalhou em parceria com lideranças comunitárias na implementação de equipamentos públicos, como o CEU Heliópolis e os “Redondinhos”. Presentes na exposição, os depoimentos em vídeo dessas lideranças da comunidade ampliam essa perspectiva, situando o habitar como experiência coletiva e urbana.

Conjunto Residencial de Heliópolis. Foto: Cristiano Mascaro.

Ao reunir projetos distintos, a exposição revela a persistência de um pensamento arquitetônico orientado pelo compartilhamento, pela alternância entre luz e penumbra, abertura e opacidade, e pela articulação indissociável entre o privado e o coletivo.

A Casa-ateliê Tomie Ohtake: nova fase

O Instituto Tomie Ohtake inaugura uma nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da artista Tomie Ohtake, que passa a integrar sua programação cultural como espaço dedicado à arte, à arquitetura e ao design. A curadoria da programação da Casa-ateliê será conduzida por Sabrina Fontenele, arquiteta e integrante da equipe curatorial do Instituto. Além das exposições, estão previstas ações de programação pública, com atividades voltadas ao diálogo com diferentes públicos. A abertura desse ciclo acontece justamente com a exposição Ruy Ohtake – Percursos do habitar.

Residência Nadir Zacarias. Foto: José Moscardi.

Projetada por Ruy Ohtake e construída em etapas, a Casa-ateliê foi, por mais de quatro décadas, moradia, local de trabalho e ponto de encontro de Tomie Ohtake. Reconhecida como patrimônio da cidade de São Paulo e premiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em 1971, sua arquitetura privilegiou, desde a origem, os espaços coletivos, com salas amplas concebidas como uma “praça coberta”.

Mais do que o reconhecimento patrimonial, o Instituto Tomie Ohtake compreende que a Casa-ateliê tem sua preservação vinculada à ocupação contínua e qualificada. Trata-se de uma arquitetura desenhada para articular contemplação e vitalidade criativa, apta a acolher exposições, concertos musicais, visitas, conversas, oficinas e pesquisas, especialmente aquelas de caráter diverso e transdisciplinar, reafirmando-se como lugar de memória ativa, invenção artística e convivência cultural.

Serviço:

Ruy Ohtake – Percursos do habitar

Local: Casa-ateliê Tomie Ohtake

Rua Antônio de Macedo Soares, 1800 – Campo Belo – São Paulo – SP

Horário de funcionamento: quinta a domingo, das 10h às 17h

Período: 7 de março a 31 de maio de 2026

Curadoria: Catalina Bergues e Sabrina Fontenele

Realização: Instituto Tomie Ohtake

Ingresso: R$ 50,00

Meia-entrada: estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e professores (mediante apresentação de comprovante no ato da compra e na entrada da Casa-ateliê); clientes Nubank (mediante apresentação do cartão).

Gratuidade: Amigos Tomie (mediante apresentação de carteirinha e documento com foto); clientes Nubank Ultravioleta (mediante apresentação do cartão); pessoas com deficiência (com direito a um acompanhante); crianças com idade igual ou inferior a 10 anos (mediante apresentação de documento de identidade) e portadores de cartão ICOM. As gratuidades e cortesias devem ser solicitadas na plataforma de ingressos.

+ Imagens aqui: https://drive.google.com/drive/folders/19XpTlt-GHaGnyIv3FcO2AENFd5BcXqHn?usp=drive_link.

Instituto Tomie Ohtake

Avenida Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros – São Paulo – SP

Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela

Telefone: (11) 2245-1900

Site: institutotomieohtake.org.br

Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake

Instagram: @institutotomieohtake

Youtube: https://www.youtube.com/@tomieohtake

Loja: www.lojatomie.org.br.

(Com Martim Pelisson/Instituto Tomie Ohtake)