Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Em meio à escassez de bibliotecas, comunidades mantêm leitura viva em territórios da Amazônia

Amazônia, por Kleber Patricio

Mediação de Leitura em Menino Deus, Portel (PA). Foto: Divulgação Vaga Lume.

Abril reúne duas datas que convidam a olhar com mais atenção para o papel da leitura na formação de crianças e adolescentes: o Dia Nacional da Biblioteca, comemorado no dia 9, e o Dia do Livro Infantil, celebrado no dia 18. Em um país marcado por desigualdades de acesso ao livro e à leitura, as duas efemérides reforçam a importância de espaços onde os livros circulam, criam vínculos e ampliam horizontes.

Os dados mostram o tamanho do desafio: a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, indica que o percentual de leitores na região Norte caiu de 63% em 2019 para 48% em 2024, a maior queda entre todas as regiões do país. Também é ali que se registra a menor média anual de livros lidos: 3,38 por pessoa, abaixo da média nacional de 3,96.

O acesso às bibliotecas também é limitado, de acordo com a pesquisa. Apenas 8% dos frequentadores de bibliotecas do país estão no Norte, o menor percentual junto ao Centro-Oeste (7%), enquanto o Sudeste concentra 44%. Entre os estudantes da região, 13% dizem não encontrar os livros indicados pelos professores, sendo este o pior índice nacional.

O cenário de desigualdade no acesso à leitura na região Norte ajuda a explicar a importância de iniciativas comunitárias como a da Vaga Lume, organização que há mais de duas décadas atua nos nove estados da Amazônia Legal constituindo e fortalecendo bibliotecas comunitárias em comunidades ribeirinhas, rurais, indígenas e quilombolas, como centros de leitura, convivência e valorização da cultura local. “A região Norte é historicamente uma das mais desassistidas quando falamos de bibliotecas e equipamentos culturais. Por isso, fortalecer espaços de leitura nas comunidades é fundamental. Ao longo de 25 anos de atuação da Vaga Lume, temos visto uma transformação social acontecer: crianças que cresceram frequentando essas bibliotecas hoje estão chegando à universidade e se tornando novas lideranças em seus territórios”, diz Lia Jamra, diretora executiva da Vaga Lume.

Em contraste com o cenário nacional, os dados da pesquisa anual de avaliação das bibliotecas Vaga Lume trazem resultados animadores. Desde 2001, a organização atua na criação de bibliotecas comunitárias em diferentes territórios da Amazônia, acompanhando seu desenvolvimento ao longo do tempo e trabalhando para que esses espaços se fortaleçam e se tornem cada vez mais independentes, geridos pelas próprias comunidades. Como parte desse processo, os acervos são renovados anualmente, com curadoria especializada e envio anual de novos títulos.

Ao longo de quase 25 anos já foram distribuídos mais de 195 mil livros, além do envio de mais de 550 estantes e 1.300 esteiras que ajudam a estruturar e manter os espaços de leitura. A organização também investe na formação de quem mantém essas bibliotecas ativas no dia a dia: são mais de 6.500 mediadores de leitura formados na metodologia da Vaga Lume, e mais de 3.800 adolescentes participantes do Programa Rede, um intercâmbio cultural entre jovens da Amazônia e de São Paulo. Ao todo, mais de 111 mil crianças e adolescentes já foram impactados pelas atividades da organização, que conta 789 voluntários ativos.

Nesse contexto, surgem histórias que apontam outros caminhos possíveis, muitas vezes construídos dentro das próprias comunidades, a partir da circulação de livros e do engajamento de novos leitores. Um desses exemplos é o de Maria Madalena Silva Monteiro, de 18 anos, moradora do Ramal 3, em Cruzeiro do Sul (AC). Foi ali que a jovem encontrou uma forma simples de ampliar o acesso à leitura: levar os livros da biblioteca comunitária da Vaga Lume para outros espaços da comunidade, aproximando as histórias de quem nem sempre consegue chegar até o acervo.

A iniciativa surgiu da percepção de que nem todas as crianças conseguiam frequentar a biblioteca com frequência. Ao colocar os livros em circulação, Maria Madalena passou a estimular encontros de leitura e a aproximar mais moradores das histórias, um movimento que também reflete algo observado pela organização ao longo dos anos: jovens que cresceram em contato com a leitura assumindo um papel ativo na promoção dela em seus territórios.

Na prática, os exemplares saiam da escola onde ficam os livros e circulavam por encontros, casas e atividades locais, ganhando, aos poucos, ares de biblioteca itinerante. Em regiões onde as distâncias são grandes e o acesso a equipamentos culturais é escasso, o gesto ajuda a manter os livros em movimento e próximos de novos leitores, fazendo com que a mediação de leitura chegue a mais lugares e alcance quem nem sempre consegue ir até a biblioteca. “Cresci frequentando uma biblioteca comunitária e sei o quanto os livros fazem diferença. Mas, como nem todas as crianças conseguiam ir até a biblioteca, comecei a levar os livros para perto delas, para que as histórias chegassem a mais gente na comunidade. Levar esses livros para outros espaços da comunidade foi uma forma de compartilhar isso com outras crianças, e aos poucos, a leitura foi fazendo parte do dia a dia da comunidade”, conta.

Outra história é a de Lanna Caroline, moradora da zona rural de Castanhal, hoje voluntária da Vaga Lume. A relação dela com a biblioteca começou muito cedo, já que a mãe participava das atividades da organização. Com o passar dos anos, o contato precoce com os livros, com a mediação de leitura e com jovens de outras comunidades ganhou novos significados, ampliado por atividades culturais e iniciativas para levar a biblioteca além do espaço da escola.

Hoje estudante de Letras, a jovem diz que a experiência influenciou diretamente sua escolha profissional e a forma como pensa o futuro. “Na infância, eu achava normal ter a biblioteca ali, ver os livros chegando e fazendo parte do nosso dia a dia. Quando entrei no programa de jovens, aos 12 anos, entendi o impacto disso. A Vaga Lume me ensinou a pensar no coletivo e no que a gente pode transformar na comunidade”, diz.

As histórias de Lanna e Maria Madalena ajudam a ilustrar um movimento que muitas vezes passa despercebido fora das grandes cidades: a construção de uma cultura de leitura em territórios onde o acesso ao livro ainda é limitado. Em um país onde 46% dos brasileiros dizem não ter biblioteca pública em seu bairro ou cidade, ainda conforme a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, cada biblioteca ativa, ainda mais quando é comunitária, ganha um peso ainda maior.

Lia Jamra, diretora executiva da Vaga Lume, explica que as bibliotecas comunitárias só se mantêm vivas graças ao engajamento da comunidade e voluntários que se mobilizam para cuidar desses espaços e mantê-los ativos e relevantes. “O resultado de todo esse trabalho são crianças leitoras, que desenvolvem o hábito de ler e encontram prazer nessa atividade. E isso tem relação direta com a existência de um espaço acolhedor, agradável, onde as crianças se sentem seguras, com pessoas que incentivam e tornam a leitura uma brincadeira no dia a dia”, afirma.

Mediação de Leitura em Menino Deus, Portel (PA). Foto: Kleber José Jr./Vaga Lume (divulgação).

A executiva destaca, também, que uma boa curadoria, marcada por bibliodiversidade, é fundamental para que o interesse das crianças pelos livros se desenvolva. “Entre estantes que as crianças alcançam, recheadas de livros diversos de capas, cores e tamanhos que chamam a atenção e passam de mão em mão e encontros de leitura, o impacto pode ir muito além do hábito de ler. Para muitos jovens, é ali que começam novos projetos de vida. E é também ali que as datas celebradas em abril ganham sentido concreto: não apenas como homenagem aos livros e às bibliotecas, mas como lembrança de que o acesso à leitura ainda precisa ser construído todos os dias”, finaliza.

Sobre a Vaga Lume

Criada em 2001, a Vaga Lume está presente em 23 municípios da Amazônia Legal com 102 bibliotecas comunitárias em funcionamento. Desde sua fundação, já doou 195 mil livros e formou mais de 6 mil mediadores de leitura, voluntários que leem para as crianças, trabalho esse que já impactou a vida de 111 mil crianças e jovens. O seu propósito é empoderar crianças e jovens de comunidades rurais da Amazônia por meio da leitura e da gestão de bibliotecas comunitárias, promovendo intercâmbios culturais com a leitura, a escrita e a oralidade para ajudar a formar pessoas mais engajadas na transformação de suas realidades.

Em 2024, a Associação Vaga Lume recebeu, pela terceira vez, o Selo de Direitos Humanos e Diversidade da Prefeitura de São Paulo. Em 2023, foi eleita pela terceira vez, sendo duas consecutivas, como a Melhor ONG de Educação do Brasil pelo Prêmio Melhores ONGs do Instituto Doar. No mesmo ano foi contemplada pelo novo prêmio United Earth Amazônia, na categoria ESG, da sigla em inglês Environmental, Social, and Corporate Governance (Ambiental, Social e Governança) e, também, foi uma das organizações selecionadas em todo o mundo para receber uma doação da filantropa MacKenzie Scott. Em 2022 foi vencedora do Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura. Conheça o mini documentário Vaga Lume no YouTube e acesse o site da associação.

(Com Nayanne Moura/2PRÓ Comunicação)

Hospital aposta na arte para humanizar ambientes e cria galeria em suas instalações

Curitiba, por Kleber Patricio

Projeto Alegria transforma espaços hospitalares em experiências culturais, conectando pacientes, profissionais e artistas brasileiros. Fotos: Divulgação.

Referência no tratamento oncológico no país, o Hospital Erasto Gaertner dá um novo passo na humanização de seus espaços ao receber o projeto Alegria – Arte nos Hospitais. A iniciativa, idealizada pela Guanabara Produções Culturais com apoio da produtora Montenegro, propõe transformar áreas da instituição em uma verdadeira galeria de arte, levando exposições e atividades culturais ao cotidiano de pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.

Fundado em 1952, o hospital realiza centenas de milhares de atendimentos por ano e se destaca não apenas pela excelência assistencial, mas também pela atuação em ensino, pesquisa e desenvolvimento de novas terapias contra o câncer. Agora, amplia esse olhar ao incorporar a arte como elemento de acolhimento e bem-estar dentro de sua estrutura.

Com o tema “Alegria”, o projeto reunirá obras de diferentes linguagens artísticas, como fotografia, cerâmica, ilustração, grafite, pintura, design gráfico e produções multimídia. As exposições serão distribuídas em áreas estratégicas do hospital, criando um percurso sensorial que dialoga diretamente com a rotina hospitalar e promove momentos de pausa, reflexão e conexão.

Segundo Carolina Montenegro, idealizadora do Alegria – Arte nos Hospitais, a proposta nasce da compreensão de que a arte pode desempenhar um papel importante na ressignificação desses espaços. “Hospitais são lugares de cuidado e esperança, mas também podem ser ambientes de sensibilidade e expressão. O projeto busca oferecer respiros no dia a dia e contribuir para uma experiência mais humana dentro dessas instituições”, destaca.

Além das exposições, a programação inclui oficinas de artes com pacientes e integrantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer, sessões de contação de histórias voltadas ao público infantil e intervenções musicais nos corredores do hospital. Como desdobramento, será lançado um livro que contará a trajetória do Erasto Gaertner sob um olhar mais humanizado, reunindo registros do projeto e reflexões sobre o papel da arte em contextos de cuidado e recuperação.

A expectativa é impactar cerca de 20 mil pessoas ao longo de seis meses, promovendo encontros entre cultura, saúde e bem-estar. As primeiras atividades começam ainda neste semestre, enquanto a inauguração oficial da galeria está prevista para o início de 2027. “A arte não substitui o tratamento médico, mas pode transformar a forma como esse processo é vivido. Ela contribui para tornar o ambiente mais acolhedor e sensível”, afirma Carolina. Após o período expositivo, as obras passarão a integrar o acervo permanente do hospital, consolidando a presença da arte como parte do cotidiano da instituição.

Captação de recursos

Aprovado na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o projeto permite que empresas tributadas pelo lucro real destinem até 4% do imposto devido ao patrocínio, enquanto pessoas físicas podem contribuir com até 6%. Para Carolina Montenegro, o apoio é essencial para garantir a continuidade e expansão da iniciativa. “Quando uma empresa investe em um projeto como esse, está contribuindo diretamente para o acesso à cultura e para a geração de impacto social. É uma forma concreta de participar da construção de ambientes mais humanos”, ressalta. Os patrocinadores contam com contrapartidas como visibilidade de marca, ações de relacionamento e participação nas atividades culturais.

O Projeto Alegria – Arte nos Hospitais é realizado pela Guanabara Produções Culturais, com apoio da Montenegro Produções Culturais, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio master de empresas como BRfertil, Madero, Pontual, CPA Terminal Paranaguá, Peróxidos do Brasil, ON PETRO, Incoeste, Fertipar Sudeste, Fertipar Bandeirantes, Fertilizantes Piratini e Trans-Pizzatto.

(Com Sandra Solda/P+G Comunicação)

Inédita no Brasil, peça “A Linha Solar”, de Ivan Viripaev, estreia no CCBB SP

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com direção de Marcelo Lazzaratto e atuação de Carol Gonzalez e Chico Carvalho, espetáculo aborda a dificuldade de comunicação na sociedade contemporânea. Fotos: Bob Sousa.

Durante a madrugada, Barbara e Werner discutem. Permanecer juntos ou se separar parece impossível para eles. Com esse argumento, a comédia “A Linha Solar”, do autor russo Ivan Viripaev, coloca em cena um casal em uma briga metafísica, engraçada, cruel e cósmica. Idealizada pela atriz e produtora Carol Gonzalez, a montagem tem direção de Marcelo Lazzaratto e a própria atriz em cena ao lado de Chico Carvalho, marcando a primeira encenação do texto no Brasil. A estreia acontece no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, no dia 24 de abril, com temporada até 17 de maio de 2026.

“No primeiro momento, o espetáculo parece apostar em uma estética e em uma linguagem realista. No entanto, quanto mais a peça progride, percebemos que Viripaev flerta com o teatro do absurdo e o surrealismo. Durante a conversa, esses dois adultos explicitam tanto a violência quanto a irracionalidade cotidiana. Enquanto isso, o relógio de cena marca sempre 5h da manhã”, afirma Carol.

Como é próprio desse autor, o texto, apesar de denso, utiliza muito humor e provocação. Em cena, o trabalho retrata o individualismo e, ao mesmo tempo, a luta pelo amor, em que duas pessoas tentam desesperadamente se comunicar. De acordo com Gonzalez, é quase uma “sessão de terapia sobre o tema ser feliz com sua mulher, seu marido, seu parceiro e com o mundo”.

Entrar em contato com essa dramaturgia foi uma agradável surpresa para o diretor. “Fiquei encantado com o fato de Viripaev traduzir tão bem, em palavras, situações tão comuns para os casais. Observamos as pessoas se digladiando nesses momentos, experimentando um sofrimento absoluto enquanto estão no meio da tempestade. O autor faz um verdadeiro mergulho na complexidade humana”, diz Lazzarotto.

Publicada em 2018, a peça destaca-se por dar voz a questões existenciais, mas também como explica o autor, “mostra problemas de comunicação usando o exemplo de uma família. No entanto, não é uma peça sobre uma família, e sim sobre o que está acontecendo no mundo. Todos os problemas que vemos hoje — guerras, conflitos, incompreensões, crises políticas — são falhas nos sistemas de comunicação. Então, a comunicação é o tema central para mim”. E insiste: “A peça é feita para ser engraçada — e se não for, então algo deu errado”. Para o diretor, apesar da densidade, ela também traz levezas, uma peça cheia de contradições como é comum na falta de comunicação.

Sobre a encenação

A encenação aposta na força do texto e na condução dos atores. Em cena, Carol Gonzalez e Chico Carvalho sustentam o embate do casal a partir de um espaço reduzido: a cenógrafa Simone Mina cria uma ambientação com duas cadeiras móveis e projeções, evocando um tabuleiro de jogo. Nesse desenho, a luz — assinada pelo próprio Marcelo Lazzaratto — ganha protagonismo ao traduzir os estados emocionais dos personagens, acompanhando as mudanças de humor e intensidade da relação.

O título, A Linha Solar, faz referência à distância que se estabelece entre Barbara e Werner. Ao longo da peça, ela insiste no desejo de que os dois “estejam do mesmo lado”, enquanto ele aponta a dificuldade dela em ceder. A imagem do sol, que à primeira vista remete à luz, ao calor e à ideia de felicidade, revela também outro aspecto: as sombras que cada um carrega e que vêm à tona durante o confronto. Assim, mesmo com referências à chegada da primavera, a sensação é de que a relação não se renova — ao contrário, se torna cada vez mais tensa.

Ações formativas

O projeto também se desdobra em um conjunto de ações formativas realizadas no CCBB SP, voltadas a interessados em geral, com atenção especial a coletivos e grupos de teatro da periferia de São Paulo e região. A programação articula três encontros: no dia 13 de março, foi realizada uma leitura da peça seguida de conversa com convidados; no dia 25 de abril, o público poderá acompanhar um ensaio aberto do espetáculo, também seguido de bate-papo e, nos dias 6, 13 e 14 de maio, acontece uma oficina de produção teatral dedicada ao compartilhamento de estratégias para viabilização de projetos culturais, abordando desde a elaboração de propostas e construção de cronogramas e orçamentos até caminhos práticos para acesso a editais e mecanismos de fomento, como o ProAC e a Lei Rouanet, com o objetivo de fortalecer a autonomia dos grupos participantes.

Sobre Ivan Viripaev

Nascido em 1974 na Rússia, Ivan Viripaev é roteirista, diretor de cinema, ator e diretor de arte. Suas peças já foram traduzidas e montadas em diversos países, como Coreia do Sul, Estados Unidos, França e outras nações europeias. No Brasil, seu espetáculo Oxigênio foi dirigido por Márcio Abreu em 2010.

Atualmente, Viripaev é diretor artístico e produtor geral da Fundação Teal House Integral Development Foundation, em Varsóvia, Polônia. Em 2019, ele foi considerado um dos dramaturgos mais influentes e importantes do mundo, sendo citado pelo New York Times como “o dramaturgo mais promissor da Europa”. É um dos autores contemporâneos mais conhecidos e mais frequentemente encenados no mundo atualmente.

O autor também é conhecido por sua posição intransigente de não colaboração com o Estado russo, formulada após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que ele criticou com veemência. Em maio de 2022, o artista renunciou à sua cidadania russa e recebeu a cidadania polonesa.

Sinopse | Às cinco da manhã, numa cozinha, o casal Barbara e Werner está à beira da separação, da exaustão, da incompreensão de tudo. Impossível separar-se, impossível permanecer juntos. Apesar das feridas, do cansaço e do desgosto, eles tentam e agarram-se ao desejo de se explicarem até ao fim. Viripaev nos apresenta uma magnífica parábola sobre o amor.

FICHA TÉCNICA

Texto: Ivan Viripaev

Direção Geral: Marcelo Lazzaratto

Elenco: Carol Gonzalez e Chico Carvalho

Tradução: Elena Vássina e Aimar Labaki

Iluminação: Marcelo Lazzaratto

Direção de Arte: Simone Mina

Trilha Sonora Original e Sonoplastia: Eddu Ferreira

Assistência de Direção: Marina Vieira

Assistência de Figurino e Arte: Graziella Cavalcanti

Assistência de Cenografia: Vinicius Cardoso

Fotografia: Bob Sousa

Identidade Visual: Kleber Góes

Mídias Digitais: CANNAL Mídias Digitais

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes

Equipe de produção: Laís Machado e Pedro de Freitas

Produção Executiva: Périplo

Idealização e Direção de Produção: Carol Gonzalez

Realização: Sangiorgi e Gonzalez Produções

Projeto contemplado no edital Fomento CULTsp – PNAB nº 22/2024 – Produção e temporada de espetáculo de teatro inédito da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

SERVIÇO:

Espetáculo A Linha Solar

Data: de 24/04/2026 a 17/05/2026 – de quinta a segunda

Quintas, sextas e segundas, às 19h e sábados, domingos e feriado, às 18h.

Sessões com intérpretes de Libras e ações de inclusão: dias 3 e 10 de maio, às 18h

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Ingressos: R$30,00 (inteira) | R$15,00 (meia entrada), disponíveis bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h.

Telefone: (11) 4297-0600

Capacidade: 120 lugares | Duração: 70 minutos | Classificação: 16 anos

Atividades formativas

Público: interessados em geral e vagas para coletivos e grupos de teatro da periferia de São Paulo e região.

– Leitura e conversa – dia 13/03 | 19h às 21h30 – CCBB – Auditório – Leitura da peça seguida de um bate-papo com os convidados.

– Ensaio Aberto e conversa – dia 25/04 | 15:00 – CCBB – Teatro – Ensaio aberto do espetáculo, seguido novamente de um bate-papo.

– Oficina de Produção Teatral | dias 06 e 13/05 das 15h às 18h e 14/05 das 15h às 17h – CCBB – Auditório

Informações CCBB SP:

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura

E-mail: ccbbsp@bb.com.br.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Prefeitura de Indaiatuba firma contrato para manejo de capivaras e prevenção da febre maculosa

Indaiatuba, SP, por Kleber Patricio

Foto: Pixabay.

A Prefeitura de Indaiatuba deu mais um passo importante no cuidado com a saúde pública e o meio ambiente. Na manhã do último dia 8/4, o prefeito Dr. Custódio Tavares assinou o contrato para o programa de levantamento populacional e manejo reprodutivo de capivaras que será implantado no município.

A iniciativa tem como objetivo atuar de forma preventiva, técnica e responsável, reduzindo os riscos de transmissão da febre maculosa sem comprometer o equilíbrio ambiental e o bem-estar dos animais. O programa integra ações das secretarias de Saúde e de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, seguindo as diretrizes da Resolução Conjunta SEMIL/SES nº 01/2023.

O prefeito destacou que o projeto reforça o compromisso da administração municipal com a proteção da população, dos animais e do meio ambiente. “O programa reforça o trabalho sério de proteção global que desenvolvemos no município, o qual torna segura e equilibrada a convivência entre os animais e população no meio ambiente, promovendo manejo responsável e alinhado às diretrizes de saúde pública”, esclareceu Dr. Custódio Tavares.

O secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente reforçou que as capivaras não devem ser vistas como ameaça. “É fundamental reforçar que a capivara não é vilã e não deve ser temida ou maltratada. Trata-se de um animal silvestre nativo, protegido por legislação ambiental, que desempenha papel importante no equilíbrio dos ecossistemas”, explicou José Carlos Selone.

Assinatura do contrato marca início de programa de manejo e prevenção da febre maculosa. Foto: Divulgação/PMI.

A secretária adjunta da Saúde informou que Indaiatuba é considerada área endêmica para Febre Maculosa Brasileira, assim como grande parte do Estado de São Paulo. “Mais do que uma medida pontual, o programa representa um compromisso permanente do município com a saúde pública, a responsabilidade ambiental e o cuidado com a vida”, destacou Silene Carvalini.

A responsável técnica da empresa explicou que a translocação de capivaras não é recomendada e é proibida no Estado de São Paulo. “A prática, além de não apresentar eficácia no controle da doença, ainda pode contribuir para a disseminação de carrapatos infectados para novas áreas. Nesse sentido, o controle de natalidade tem sido amplamente reconhecido na literatura científica como a estratégia mais eficaz para reduzir o risco de transmissão da Febre Maculosa, ao diminuir a renovação populacional e, consequentemente, a circulação do agente no ambiente”, orientou a veterinária Fernanda Passos Nunes.

Também participaram do ato representantes técnicos envolvidos no projeto, incluindo especialistas das áreas ambiental e veterinária que atuarão na execução das ações no município.

Como o programa será executado

Considerando as características ambientais de Indaiatuba, como a ampla malha hídrica e a presença de corredores ecológicos urbanos, foi estruturado um plano técnico e sustentável para o manejo da fauna. O município foi dividido em sete áreas estratégicas onde serão realizados levantamento populacional das capivaras, monitoramento e pesquisas acarológicas, avaliação sorológica dos animais e manejo reprodutivo por meio de procedimentos como vasectomia e laqueadura.

As pesquisas acarológicas já estão em andamento. As demais etapas terão início após autorização da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, com base em recomendação técnica da Secretaria Estadual de Saúde.

O mapeamento das áreas contempla a Área 1, que abrange a região do SENAI e Vale das Laranjeiras até o Mosteiro de Itaici; a Área 2, que inclui o Mosteiro de Itaici, Vila Kostka e Ponto Verde; a Área 3, composta pelos bairros Jardim Piemonte, London Park e Jardim dos Lagos; a Área 4, que engloba o Parque das Frutas e o Jardim Regente; a Área 5, que compreende o Jardim Bela Vista, Parque Indaiá e o início do Parque Ecológico; a Área 6, que abrange a região da Prefeitura, o Parque da Criança, o bairro Tancredo Neves e áreas adjacentes; e a Área 7, que inclui a região do Buru, Jardim das Monções, entorno do Shanadu e áreas de floresta.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Escola MASP oferece cursos de pintura a óleo e conservação de obras de arte

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Pierre-Auguste Renoir, Rosa e azul – As meninas Cahen d’Anvers, 1881.

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand oferece, entre abril e maio, dois cursos que exploram diferentes dimensões do universo artístico: a prática da pintura a óleo e os fundamentos da conservação de acervos. Com propostas complementares, as formações da Escola MASP oferecem ao público a oportunidade de aprofundar conhecimentos tanto na criação quanto no cuidado com obras de arte.

O curso Introdução à pintura a óleo apresenta aos participantes uma introdução a uma das linguagens mais importantes da História da Arte. Voltado a iniciantes ou pessoas com pouca experiência, o curso será realizado em cinco encontros, combinando teoria e prática. As aulas partem da análise de obras do acervo do MASP e conduzem os alunos desde a preparação da tela até a execução de pinturas. Já o curso Conservação Preventiva na Prática aborda um campo essencial para a preservação do patrimônio artístico. As aulas terão foco nos princípios da conservação preventiva, suas metodologias e aplicações em acervos de diferentes naturezas e dimensões, sejam públicos ou privados.

Todos os cursos disponibilizam bolsas de estudo e descontos para professores da educação infantil, ensino fundamental, médio e técnico da rede pública, mediante processo seletivo após a inscrição, além de 15% de desconto no programa AMIGO MASP. Ao final de todos os cursos, os certificados são emitidos para os alunos que completarem 80% de presença. As aulas online são ministradas por meio de uma plataforma de ensino ao vivo e o link é compartilhado com os participantes após a inscrição. Os cursos online são gravados e cada aula fica disponível durante trinta dias após a realização da mesma.

Confira a programação:

Introdução à pintura a óleo

Com João Guilherme Parisi

16, 23 e 30 de abril; 07 e 14 de maio | Quintas, das 19h às 21h

Presencial (5 aulas)

O curso introduz, ao longo de seus cinco encontros, a técnica da pintura a óleo direta através de conhecimentos teóricos e práticos. Voltado para aqueles que tiveram pouco contato com o material, as aulas serão conduzidas a partir do estudo de obras do acervo do MASP.

Público geral 5x R$ 190,00

Amigo MASP 5x R$ 161,50

Saiba mais e inscreva-se aqui

Conservação Preventiva na Prática

Com Luiza Kumagai

05, 12, 19 e 26 de maio | Terças, 19h às 21h

Online (4 aulas)

O curso tem como objetivo apresentar o campo da conservação de acervos, sua importância e metodologias de aplicações no cotidiano de acervos públicos, privados, e de outras dimensões.

Público geral 5x R$ 95,00

Amigo MASP 5x R$ 80,75

Saiba mais e inscreva-se aqui

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)