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Exposição “Verdejando o Brasil” reúne arte têxtil e diferentes olhares sobre o país

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com curadoria de Estela Mota, mostra coletiva utiliza o verde como ponto de partida para representar natureza, cultura, cidades, música e símbolos brasileiros por meio do quilt. Fotos: Estela Mota.

O verde da Amazônia, das florestas e da natureza brasileira é o ponto de partida para a exposição de arte têxtil “Verdejando o Brasil”, que será apresentada durante a segunda edição da Criativa Campinas, de 4 a 7 de novembro, no Expo Dom Pedro, em Campinas. Com curadoria de Estela Mota, artista têxtil brasileira, reconhecida internacionalmente no segmento de Patchwork e Art Quilt, a mostra reúne trabalhos de artistas e artesãs que exploram diferentes técnicas de quilt para construir, de forma coletiva, diferentes retratos do Brasil.

A proposta parte de uma ideia simples: se o Brasil é reconhecido mundialmente por sua diversidade natural, o que aconteceria se essa identidade fosse traduzida em uma obra coletiva tendo o verde como elemento comum? Para criar essa representação, as participantes trabalham dentro de uma mesma paleta de cores, utilizando o verde como fio condutor para apresentar diferentes interpretações do país.

A exposição percorre temas como cidades, cultura, música, animais, plantas e ícones nacionais. Cada trabalho apresenta um olhar particular sobre esses elementos, ao mesmo tempo em que integra uma composição maior, construída a muitas mãos.

Mais do que reunir diferentes trabalhos em um mesmo espaço, “Verdejando o Brasil” propõe um exercício de criação coletiva, aproximando mestres e aprendizes e mostrando como uma mesma técnica pode ganhar diferentes formas e significados a partir do olhar de cada artista.

“O interessante de uma exposição como essa é justamente perceber como uma mesma proposta pode gerar interpretações tão diferentes. O trabalho coletivo mostra a força da arte têxtil e também cria uma oportunidade para o público conhecer técnicas, histórias e diferentes maneiras de representar o Brasil”, afirma Rita Mazzotti, diretora da WR São Paulo, responsável pela realização da Criativa Campinas.

A exposição integra a programação da Criativa Campinas 2026, feira de produtos e técnicas para artes e artesanato, que reunirá mais de 80 expositores em uma área de 6.000 m². Além das exposições, o evento contará com cursos gratuitos, demonstrações, produtos, materiais, ferramentas e novidades para diferentes segmentos das artes e do artesanato.

SERVIÇO:

Criativa Campinas 2026

Data: 4 a 7 de novembro de 2026

Local: Expo Dom Pedro

Endereço: Avenida Guilherme Campos, 500 – Bloco II – Jardim Santa Genebra, Campinas – SP, 13087-901

Horários: Das 11h às 18h

Ingressos:

Lote 01 – R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) – venda até 02/11/2026

Lote 02 – R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia) – venda de 03 a 07/11/2026

Durante o evento, os ingressos serão vendidos exclusivamente na bilheteria.

Restrições: Proibida a entrada de animais de estimação (Pets)

Outros detalhes: WR São Paulo.

(Com Estela Mota/Amazonas Comunicação)

Leci Brandão transforma 50 anos de samba, resistência e pioneirismo em celebração no Grammy Latino

Las Vegas, EUA, por Kleber Patricio

Primeira mulher a integrar a ala de compositores da Mangueira, sambista concorre a Melhor Álbum de Samba e Pagode com “50 Anos de Carreira (Ao Vivo)”. Fotos: Divulgação.

Aos 82 anos e celebrando cinco décadas de trajetória, Leci Brandão vive um novo capítulo de uma caminhada marcada pelo samba, pelo pioneirismo e pela resistência. O álbum “50 Anos de Carreira (Ao Vivo)” foi indicado ao Grammy Latino 2026 na categoria “Melhor Álbum de Samba e Pagode”. “Após todo esse tempo de caminhada, ver o nosso samba atravessar fronteiras é um presente que recebo com o coração cheio de gratidão”, celebra Leci.

Criado para marcar os 50 anos de trajetória da sambista, o álbum composto por 14 faixas percorre diferentes momentos de sua obra por meio de composições originais e novas interpretações de clássicos do gênero e da música popular. Xande de Pilares, Criolo e Pretinho da Serrinha estão entre os convidados, enquanto o repertório passa por canções de Jorge Aragão, Grupo Revelação, Elis Regina e Grupo Fundo de Quintal, além de sucessos eternizados na voz de Leci, como “Sonho Meu”, “Zé do Caroço” e “Deixa para Lá”.

Nascida em Madureira e criada em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, Leci iniciou sua trajetória musical na década de 1970 e logo protagonizou um momento histórico. Em 1972, tornou-se a primeira mulher a integrar a ala de compositores da Estação Primeira de Mangueira, ocupando um espaço até então formado por homens. Apresentada pelo compositor Zé Branco, precisou mostrar uma composição para ser aprovada. Anos depois, a própria artista definiria sua experiência na Mangueira como uma “universidade” em sua vida.

O pioneirismo na escola antecipava uma atuação em que música e representatividade caminhariam lado a lado. Ao longo de cinco décadas, Leci construiu uma discografia de cerca de 26 álbuns, com uma produção profundamente ligada à cultura afro-brasileira, referências a elementos da Umbanda e do Candomblé e canções que abordam questões sociais e identitárias. Esse conjunto ajudou a consolidar seu nome entre as grandes referências do samba brasileiro.

Sua trajetória também ocupa um lugar importante na representação LGBTQIAPN+ na música brasileira. Ainda nos anos 1970, Leci já compunha canções voltadas à temática e falou publicamente sobre sua sexualidade em entrevista ao jornal Lampião da Esquina, publicação que se tornou referência para o movimento no período. Liberdade e diversidade, assim, também passaram a integrar os temas presentes em sua expressão artística. Mais de cinco décadas depois, “50 Anos de Carreira (Ao Vivo)” reúne diferentes capítulos dessa história. O álbum revisita um repertório que alcançou gerações e apresenta o retrato de uma artista que acompanhou importantes transformações do samba brasileiro.

Capa do álbum.

“50 Anos de Carreira (Ao Vivo)” foi distribuído mundialmente em todas as plataformas digitais via ONErpm. À frente do lançamento, Gil Sabino, Project Manager do BU de Samba/Pagode da ONErpm Brasil, destaca o significado de participar de um trabalho que celebra uma das grandes referências do gênero e que, para ele, também carrega uma conexão afetiva. “Minha relação com a Leci começou muito antes de imaginar que um dia eu teria o privilégio de lançar um álbum dela. Minha avó tinha os vinis da Leci, e foi ouvindo aqueles discos com ela, ainda pequeno, que a música dela fez parte da minha história. Anos depois, poder estar à frente do lançamento de ‘50 Anos de Carreira’ foi daqueles encontros que a vida proporciona e que a gente nunca esquece. Foi a chance de ajudar a celebrar um legado que, de alguma forma, também fez parte da minha infância.”

“Este projeto reafirma a relevância de Leci Brandão para a música brasileira e reconhece uma trajetória que fortalece o samba, valoriza a cultura negra e amplia o protagonismo das mulheres. Sua obra representa um patrimônio artístico e cultural que atravessa gerações, com uma identidade construída pela defesa da igualdade e pela conexão com as comunidades. Nosso trabalho na ONErpm é potencializar esse legado por meio de uma estratégia que une valorização de catálogo, desenvolvimento de novas audiências e oportunidades de mercado. Queremos ampliar a presença de sua música nas plataformas e contribuir para que sua voz e sua história continuem inspirando artistas e públicos”, complementa Silas Martins, A&R de samba e Pagode na ONErpm Brasil.

Agora, a indicação de “50 Anos de Carreira (Ao Vivo)” ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba e Pagode acrescenta um novo reconhecimento a essa história. Leci Brandão construiu uma produção artística que atravessa parte da própria história do samba brasileiro e que, aos 82 anos, continua alcançando novos espaços e públicos. A premiação acontece no dia 12 de novembro de 2026, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

(Com Thiessa Torres/ONErpm)

Brincando em Cena: concerto lúdico transforma a ópera no Theatro São Pedro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo é uma jornada pelo mundo da imaginação, onde música, teatro, ópera e improvisação se fundem para criar uma experiência encantadora com foco no público infanto-juvenil. Fotos: Bianca Tatamiya.

No mês das crianças, o Theatro São Pedro apresenta nova edição do concerto didático Brincando em Cena, que promete cativar tanto os jovens quanto os adultos. As apresentações serão realizadas nos dias 11, 12, 17 e 18 de outubro às 11h, com ambientes divertidos marcados por árias famosas de óperas cantadas em português, combinadas com jogos musicais e de cena. Os ingressos custam de R$ 6 (meia-entrada) a R$ 12 (inteira).

Durante o espetáculo, o público terá um papel ativo ao escolher, por meio de um jogo de aleatoriedade, quais obras serão executadas naquele dia. Em seguida, os cantores, também de forma aleatória, decidirão os cenários nos quais essas obras serão encenadas. Felipe Venâncio assina a direção cênica e Emiliano Patarra a direção musical, à frente da Orquestra do Theatro São Pedro.

Segundo o diretor cênico Felipe Venâncio, o projeto Brincando em Cena compreende uma ousada inovação no campo da ópera, em que a tradição se encontra com a aleatoriedade e a improvisação. “Buscamos transformar cada performance em uma experiência única, valorizando a interação lúdica entre os artistas e o público. A proposta desafia os limites convencionais da ópera ao inserir cenários improváveis e contextos inesperados, permitindo uma nova leitura das obras clássicas”, explica.

O elenco traz a soprano Raquel Paulin, a mezzo-soprano Juliana Taino, o tenor Geilson Santos e o barítono Julián Lisnichuk, com apresentação de Danuza Novaes. No repertório, obras operísticas que marcaram época, assinadas por Georges Bizet, Giacomo Puccini, Jacques Offenbach, Gioachino Rossini, Gaetano Donizetti, Mozart, entre outros.

SERVIÇO:

Concertos Didáticos Theatro São Pedro

Brincando em Cena 

Orquestra do Theatro São Pedro

Emiliano Patarra, direção musical

Felipe Venâncio, direção cênica

Kuka Batista, iluminação

Raquel Paulin, soprano

Juliana Taino, mezzo-soprano

Geilson Santos, tenor

Julián Lisnichuk, barítono

Danuza Novaes, apresentadora

GEORGES BIZET (1838-1875)

Carmen: Abertura

GIACOMO PUCCINI (1858-1924)

Gianni Schicchi: “O Mio Babbino Caro”

JACQUES OFFENBACH (1819-1880)

Les Contes d’Hoffmann: “Les oiseaux dans la charmille” (Ária da Boneca)

GIOACHINO ROSSINI (1792-1868)

Il Barbiere di Siviglia: ” Largo al factotum della città” – Cavatina de Figaro

GEORGES BIZET (1838-1875)

Carmen: “Habanera”

GAETANO DONIZETTI (1797-1848)

L’elisir d’amore: “Quanto è bella quanto è cara”

WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756-1791)

A Flauta Mágica: “Papageno! Papagena!”

LÉO DELIBES (1836-1891)

Lakmé: “Dôme épais le jasmin” – (Dueto das Flores)

GAETANO DONIZETTI (1797-1848)

L’elisir d’amore: “Voglio dire”

HENRIQUE ALVES DE MESQUITA (1830-1906)

A Noite no Castelo: “Vous que c’fripon d’amour engage” 
[Edição: Vitor Cassemiro Leite]

CARL MARIA VON WEBER (1786-1826)

Oberon: Ato II, N.10 “Quarteto”

Récitas: 11, 12, 17 e 18 de outubro, às 11h, Theatro São Pedro

Classificação etária: Livre

Ingressos: R$ 6 (meia-entrada) e R$ 12 (inteira) aqui.

Theatro São Pedro

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

MASP apresenta primeira exposição de Rosa Elena Curruchich no Brasil

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Rosa Elena Curruchich, Van a escoger capitana del nuevo año, c. 1980. Acervo MASP.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 30 de outubro de 2026 a 4 de abril de 2027, “Rosa Elena Curruchich: Crônicas de Comalapa”. Esta é a primeira exposição individual da artista do povo maia kaqchikel em um museu. A mostra reúne 78 pinturas produzidas entre as décadas de 1980 e 1990, nas quais Rosa Elena Curruchich registra cenas da vida cotidiana, cerimônias religiosas, festividades e os têxteis de sua comunidade em San Juan Comalapa, na Guatemala. Suas pinturas em miniatura convidam o público a dar um passo à frente para observar seu trabalho.

A origem do formato reduzido das pinturas de Curruchich remonta a uma questão prática e de gênero: na comunidade da artista, a pintura foi por muito tempo uma atividade restrita aos homens, e a venda dos trabalhos era em grande parte feita fora de sua cidade, em pontos turísticos. Assim, o pequeno formato foi a solução que encontrou para manter a discrição de sua prática e facilitar o transporte de suas obras. Curruchich as transportava embrulhadas em tecidos utilizados para carregar tortilhas quando saía para vender o alimento em outras cidades. A artista pintou durante um dos períodos mais duros da guerra civil guatemalteca (1960–1996), marcado, no início dos anos 1980, por um genocídio de Estado contra as populações indígenas da Guatemala que atingiu duramente Comalapa. Desafiar as convenções de gênero e chamar atenção pela qualidade de sua obra em um mercado competitivo do comércio de pinturas na região gerou ressentimento entre os pintores do município, cujas reações agressivas levaram Curruchich a deixar sua cidade natal, de modo que a artista produziu a maior parte de suas obras no exílio.

Rosa Elena Curruchich, La procesión de la resurrección, c. 1980. Acervo MASP.

Curruchich é neta de Andrés Curruchich, considerado o fundador da tradição de pintura de cavalete entre os kaqchikel nos anos 1930. Considerada a primeira pintora mulher dessa tradição, destacou-se pelo modo como trabalhou o registro da vida cotidiana e das cerimônias de seu povo, com especial atenção aos têxteis e huipiles (vestuário feminino tradicional mesoamericano). Sua obra, que integrou a 60ª Bienal de Veneza em 2024, vem sendo revisitada nos últimos anos.

Com curadoria de Guilherme Giufrida e Yudi Rafael, curadores assistentes, MASP, a mostra é organizada em oito núcleos temáticos: Vidas rurais, Autorretratos, Cotidiano, Religiosidades, Têxteis, Festas, Procissões e Finais de ciclo.

“Cada obra de Rosa Elena Curruchich traz, na parte debaixo da tela, um pequeno texto de sua própria autoria, geralmente descritivo, que dá título à pintura e onde ela também assina. Há uma relação entre essa prática e os antigos livros maias, que registravam o calendário da lavoura, práticas tradicionais e histórias ancestrais: o texto é tão importante quanto a imagem”, afirma Guilherme Giufrida.

Rosa Elena Curruchich, Las Patojitas las tres en su cumpliaño hace una ceremonia de ellas, c. 1980. Acervo MASP.

As pinturas da artista eram concebidas em telas maiores, nas quais reunia diversas cenas e festividades da comunidade, e depois eram recortadas pela própria artista e emolduradas individualmente com a ajuda de sua irmã, Pilar Curruchich. Suas molduras irregulares, feitas de madeiras encontradas na região, não apenas protegem as obras, mas também se tornam parte de sua composição.

Os trabalhos de Curruchich registram festividades organizadas pelas confrarias indígenas de Comalapa, expressão de um catolicismo marcado pelo sincretismo com práticas maias pré-colombianas, ao lado de cenas cotidianas como o comércio, o trabalho no campo e a vida familiar. Muitas obras dão destaque aos têxteis tradicionais, sobretudo os huipiles, cuja paleta de cores influenciou diretamente as cores escolhidas pela artista em suas telas.

“Entre cenas cotidianas e cerimoniais, as pinturas de Rosa Elena narram as práticas que estruturavam os ciclos da vida individual e coletiva da sua comunidade. Seu trabalho atravessou um período de crise política aguda na Guatemala, marcado pela violência sistemática contra os povos indígenas durante a Guerra Civil, reafirmando a vitalidade da tradição pictórica kaqchikel de Comalapa enquanto uma forma de transmissão e reelaboração da memória”, afirma Yudi Rafael.

Foto da artista.

Rosa Elena Curruchich: Crônicas de Comalapa integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Damián Ortega, Santiago Yahuarcani, Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Colectivo Acciones de Arte, Sol Calero, Carolina Caycedo, Pablo Delano, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.

Sobre a artista

Rosa Elena Curruchich (San Juan Comalapa, Guatemala, 1958–2005) foi uma pintora autodidata de origem maya kaqchikel. Neta do pintor Andrés Curruchich, que deu início à tradição de pintura de cavalete entre os kaqchikel de Comalapa nos anos 1930, realizou sua primeira exposição individual em 1979. É considerada a pioneira entre as mulheres pintoras dessa tradição dedicada a registrar o cotidiano e as cerimônias de seu povo. Sua obra integrou a 60ª Bienal de Veneza (2024).

Acessibilidade

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

Catálogo

Será publicado um catálogo bilíngue, em português e inglês, reunindo imagens e textos sobre a obra da artista. O livro tem organização editorial de Adriano Pedrosa, Guilherme Giufrida e Yudi Rafael, e conta com textos inéditos de Miguel A. Lopez, Pablo Ramírez, Rosa Chávez, Sofia Gotti e dos curadores Rafael e Giufrida.

Loja MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais de Rosa Elena Curruchich: Crônicas de Comalapa, que incluem bolsas, postais e ímãs.

Realização

Rosa Elena Curruchich: Crônicas de Comalapa é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e PROAC ICMS. O ano de Histórias Latino-americanas no MASP conta com patrocínio do Nubank.

SERVIÇO:

Rosa Elena Curruchich: Crônicas de Comalapa

Curadoria: Guilherme Giufrida e Yudi Rafael, curadores assistentes, MASP

30/10/2026 — 4/4/2027

Edifício Lina Bo Bardi, 1º e 2º subsolo

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos produtos selecionados da loja do MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de Imprensa MASP)