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Teatro Bradesco revisita história da Bossa Nova em novo episódio do projeto “Entre Cenas”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Imagem: Divulgação.

Com o propósito de aproximar o público dos bastidores das grandes produções que compõem sua programação, o Teatro Bradesco apresenta mais um episódio do projeto “Entre Cenas”. Desta vez, a atração convida a audiência para uma imersão no universo de “Tom Jobim Musical”, espetáculo que retrata a trajetória de um dos maiores compositores da música brasileira. O conteúdo já está disponível nas redes sociais e no canal oficial do Teatro Bradesco no YouTube (link).

Conduzido por Lucas da Purificação, ator que interpreta Jair Rodrigues na montagem, o episódio leva os fãs de teatro musical a uma viagem pelos bastidores da superprodução, revelando os processos criativos e os desafios que acontecem longe dos holofotes. Ao percorrer diferentes áreas da produção, o especial mostra como cenografia, figurinos, caracterização, direção musical e operação de palco se unem para recriar momentos marcantes da trajetória de Antônio Carlos Jobim e da história da Bossa Nova.

Ao longo da jornada, Lucas conversa com profissionais que fazem a montagem acontecer dentro e fora dos palcos, como a diretora residente Daniela Stiburlov, a diretora de palco Camila Chiba, o chefe de camarim André Rocha, o maestro Rodrigo Bartsch e o chefe de perucaria Amandão. O conteúdo também traz encontros com os atores Elton Towersey, Leopoldo Pacheco e Rodrigo Salva, intérpretes de Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto, que compartilham histórias e bastidores sobre os artistas que ajudaram a projetar a música brasileira para o mundo.

Com texto de Nelson Motta e Pedro Brício e direção de João Fonseca, “Tom Jobim Musical” acompanha diferentes fases da vida de Antônio Carlos Jobim, desde sua juventude em Ipanema até o reconhecimento internacional. A montagem reúne um elenco de 19 atores e 9 músicos em cena e revisita clássicos como “Garota de Ipanema”, “Chega de Saudade”, “Águas de Março” e “Wave”, além de destacar personagens fundamentais para a consolidação do movimento que transformou a música brasileira em uma referência global.

Sobre “Entre Cenas”

Com uma abordagem descontraída e acessível, o “Entre Cenas” é um projeto do Bradesco em parceria com a Opus Entretenimento, oferecendo uma experiência digital com os bastidores dos espetáculos que compõem a programação da casa, explorando todo o universo teatral por meio de vídeos que prometem empolgar a audiência em qualquer lugar que esteja. O projeto já contou com a participação da atriz Dani Calabresa apresentando os bastidores do musical “O Jovem Frankenstein” e o maestro Luciano Camargo com o universo das óperas de “O Barbeiro de Sevilha”.

Para acompanhar todos os episódios e as novidades do “Entre Cenas”, basta acessar o site oficial (link) e seguir as redes sociais por meio dos perfis @teatrobradesco.

SERVIÇO:

Tom Jobim Musical

Local: Teatro Bradesco

Data: 12 a 28 de junho

Classificação: 10 anos. Menores de 18 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis e crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais não pagam.

Mais informações: @teatrobradesco.

(Com Adolfo Morais/Máquina Cohn&Wolfe)

Fazenda Sant’Anna Hotel and Wellness: quando o hotel vira o principal destino da viagem

Amparo, SP, por Kleber Patricio

Reinaugurado no fim de 2025 após mudança de gestão, empreendimento reposicionou proposta de hospedagem ao combinar preservação da história de uma antiga fazenda cafeeira com estrutura voltada ao bem-estar, ao contato com a natureza e ao lazer para diferentes perfis de viajantes. Fotos: Juan Gasparin/Divulgação.

A menos de duas horas da capital paulista, a Fazenda Sant’Anna Hotel and Wellness, em Amparo, passou a ocupar um novo espaço no turismo de proximidade. Reinaugurado no fim de 2025 após mudança de gestão, o empreendimento reposicionou sua proposta de hospedagem ao combinar a preservação da história de uma antiga fazenda cafeeira com uma estrutura voltada ao bem-estar, ao contato com a natureza e ao lazer para diferentes perfis de viajantes.

Localizada a cerca de 125 quilômetros de São Paulo, a propriedade está inserida em uma área de aproximadamente 1,6 milhão de metros quadrados. O acesso inclui pouco menos de dois quilômetros de estrada de terra, trecho que antecede a chegada ao hotel e marca a transição entre o ambiente urbano e a paisagem rural da região do Circuito das Águas Paulista.

Embora a reinauguração tenha ocorrido recentemente, a história da fazenda remonta ao século 19, quando a propriedade se destacou na produção de café. Parte desse patrimônio permanece preservada na arquitetura, nos ambientes internos e em elementos originais, como mobiliário restaurado, ladrilhos hidráulicos e construções históricas, que ajudam a contar a trajetória do imóvel ao longo das décadas.

A proposta da nova fase é transformar a hospedagem em uma experiência em que o próprio hotel se torna o destino. O conceito reúne natureza, descanso e atividades distribuídas pela propriedade, reduzindo a necessidade de deslocamentos para atrações externas durante a estadia.

Da fazenda de café ao hotel de wellness

A estrutura conta com 42 acomodações distribuídas entre três áreas distintas: Sede Histórica, Recanto Capela e Refúgio Jaboticabeira. Os quartos preservam referências da arquitetura original da fazenda e acomodam desde casais até famílias de quatro pessoas no mesmo quarto.

O projeto também manteve áreas verdes e uma zona de manejo sustentável onde são cultivados mogno-africano e eucalipto. Ao longo da propriedade existem trilhas, lagos, mirantes e uma cachoeira acessível por caminhada, além de espaços destinados à observação da paisagem e ao contato com a natureza.

Entre as atividades disponíveis estão caminhadas, passeios de bicicleta, pesca esportiva, academia, piscinas, sauna, quadras esportivas e espaços de recreação infantil. A programação inclui ainda monitoria para crianças, permitindo que famílias encontrem opções de lazer para diferentes faixas etárias durante a hospedagem.

Esse reposicionamento ampliou o público do empreendimento, que passou a receber não apenas casais em busca de descanso, mas também famílias interessadas em experiências ao ar livre sem renunciar à infraestrutura de um hotel.

Terapias integrativas em área de 3 mil m²

Um dos principais investimentos da nova fase da Fazenda Sant’Anna Hotel and Wellness é o Quintaessência Spa, instalado em uma área de 3 mil metros quadrados dedicada ao bem-estar. O espaço reúne salas para tratamentos, duchas terapêuticas, áreas de relaxamento e o chamado Lago das Sensações, concebido para estimular diferentes percepções durante a experiência dos hóspedes.

O Lago das Sensações integra elementos naturais à proposta do spa. O ambiente abriga carpas e espécies aromáticas distribuídas em seu entorno, enquanto um percurso permite que os visitantes caminhem pelo perímetro orgânico com os pés em contato direto com a água, em uma experiência voltada à estimulação sensorial.

A programação reúne terapias alternativas e biofísicas coordenadas por Sueli Michelini, profissional com formação em estética, cosmetologia e biofísica aplicada à saúde, e pelo terapeuta naturista Cesar Boubeé, que atua com tecnologias biofísicas e harmonização energética. Os atendimentos seguem uma abordagem integrativa, combinando práticas tradicionais e recursos contemporâneos, com foco no bem-estar físico, emocional e energético.

Além das massagens e dos tratamentos corporais, o Quintaessência Spa oferece duchas terapêuticas, hidromassagens, escalda-pés e protocolos desenvolvidos a partir dessa abordagem multidisciplinar, ampliando a proposta de wellness que orienta o reposicionamento do hotel desde sua reinauguração.

História preservada e natureza como cenário

A história da Fazenda Sant’Anna começou no início do século 20. Em 1913, os primeiros proprietários implantaram um cafezal com cerca de 11 mil pés distribuídos em nove alqueires, além de pequenas produções agropecuárias, entre elas a criação de gado leiteiro. A atividade cafeeira marcou os primeiros anos da propriedade e ajudou a consolidar a fazenda na região de Amparo.

Em 1957, sob uma nova administração, a sede da fazenda passou por importantes reformas e processos de modernização. Onze anos depois, em 1968, a propriedade mudou novamente de donos, passando por adaptações estruturais e pela reorganização de seus ambientes internos. Foi exatamente nesse período que a fazenda começou a receber visitantes em busca de lazer, antecipando a vocação turística que seria consolidada nos anos seguintes.

A transformação definitiva ocorreu em 1985, quando a propriedade foi convertida em hotel. Para atender ao novo uso, a sede histórica passou por uma ampla reformulação. Antigos quartos deram lugar a apartamentos, novos banheiros foram construídos, paredes foram removidas para ampliar os ambientes e espaços antes destinados à cozinha, copa, cocheiras e garagem ganharam novas funções voltadas à hospedagem. A piscina também foi remodelada e continua sendo abastecida por água de uma nascente existente na propriedade.

Dois anos depois, em 1987, foi construída a capela que atualmente recebe celebrações como casamentos e batizados. Ao longo das sucessivas transformações, elementos da antiga fazenda foram preservados, entre eles os ladrilhos hidráulicos do casarão, o mobiliário de época, objetos decorativos e uma pequena capela de construção anterior, onde permanece a imagem de Nossa Senhora do Amparo.

Desde a reinauguração, no final de 2025, o empreendimento passou a ser administrado pelo mesmo grupo responsável pelo Grand Resort Serra Negra, mantendo a proposta de preservar o patrimônio histórico enquanto amplia a oferta de experiências voltadas ao bem-estar e ao turismo de natureza. Para mais informações, acesse santannafazenda.com.br.

(Com Eliria Buso/Assimptur)

Los Ferrer – Fernando Ferrer & Filhos apresentam “Memórias Cubanas” no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Entre canções e relatos, espetáculo percorre lembranças, afetos e paisagens sonoras da cultura cubana. Foto: Rubens Macedo.

No dia 17 de julho, às 21h, o Teatro do Sesc Belenzinho recebe o espetáculo Memórias Cubanas”, do trio Los Ferrer. Formado pelo músico Fernando Ferrer e seus filhos, Hanser Ferrer e Fernando Ferrer Jr., o grupo reúne três gerações de artistas em uma apresentação inédita que atravessa histórias familiares, tradições musicais e lembranças da cultura cubana.

Memórias Cubanas é um encontro entre diferentes vivências construídas ao longo de uma trajetória dedicada à música. Em cena, pai e filhos compartilham influências, experiências e referências que moldaram suas identidades artísticas, revelando como um mesmo legado pode ser reinterpretado por distintas gerações.

O repertório foi concebido a partir de momentos marcantes vividos pela família em Cuba e costurado por relatos breves que ajudam a contextualizar as canções e suas origens. Entre músicas e narrativas, o público é convidado a percorrer paisagens afetivas.

O espetáculo reforça a música como elo entre gerações. Com interpretações que unem canto, dança e execução instrumental, Los Ferrer traduzem a vitalidade da música cubana em uma apresentação marcada pela celebração de suas raízes culturais.

Ficha Técnica

LOS FERRER

Fernando Ferrer (Cuba) – voz

Hanser Ferrer (Cuba) – voz, piano, arranjos, direção musical

Fernando Ferrer Jr (Cuba) – voz, sax

Músicos

Gustavo Martinez (Colômbia) – contrabaixo

Ed Woiski (Brasil) – tres e guitarra

Rodrigo Bueno (Brasil) – bateria e timbal

Alexis de Armas (Cuba) – bongô, campana e coros

Franklin Santos (Brasil) – congas

Liena Centeno (Cuba) – trombone e coros

Julito Yalle (Peru) – trombone e coros

Totty Bone (Brasil) – trombone.

SERVIÇO:

Show Los Ferrer – Fernando Ferrer & Filhos “Memórias Cubanas”

Sexta, 17/07, às 21h

Valores: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Plena – Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Teatro (374 lugares). Classificação: 12 anos. Duração:  90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Com Andressa Santiago/Sesc Belenzinho)

“7 Gatinhos”, leitura do clássico de Nelson Rodrigues do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona e Viradas da Encruza, anuncia novas datas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Criação dirigida por Joana Medeiros apresenta uma revanche do feminino sem idealizar nenhum personagem, com uma presença expressiva de artistas trans em diferentes áreas da criação. Fotos: Pedro Martins.

A temporada de “7 Gatinhos” é estendida e fica em cartaz até agosto no Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo, SP). As sessões acontecem até 16 de agosto de 2026, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h. O trabalho, que vem registrando temporadas lotadas desde 2024, é uma criação do grupo Viradas da Encruza y Teatro Oficina Uzyna Uzona — formado por artistas que chegaram na 5ª Dentição da Universidade Antropofaga, artistas que já trabalhavam no Teatro Oficina e artistas convidados. As sessões contam com a presença da multiartista Jup do Bairro, cantora y compositora personagem do cortiço, que traz durante a peça canções como “Lave a sua Boca”, “Mulher do Fim do Mundo” e uma versão reinventada da canção de Erasmo Carlos “Sete Gatinhos”.

Com direção de Joana Medeiros, a peça é um clássico de Nelson Rodrigues. A trama retrata a decadência da família Noronha no subúrbio carioca. Isso porque, para manter a “pureza” e o futuro da virgem Silene, suas quatro irmãs se prostituem sem saber que o pai sabe de tudo, mas finge não se importar, desde que se mantenham as aparências.

Para a montagem do Viradas Encruza, a única mudança do texto diz respeito ao cenário. A ação sai do Grajaú (RJ) e é transportada para um cortiço do Bixiga (SP). E, como é típico do autor, essa simples história doméstica se torna um retrato da sociedade brasileira. “Honramos tanto o texto original que até colocamos ‘O Ponto’ em cena, lendo algumas rubricas ou uma deixa do texto quando precisamos”, diz Joana.

Para a diretora, 7 Gatinhos é tão atual que quase não cabe usar essa palavra para descrevê-la. “A peça é eterna. A dramaturgia é uma revanche do feminino, mas não espere por personagens bonzinhos. Na verdade, ninguém tem escrúpulos. O que vemos são essas mulheres se prostituindo, mas sendo donas dos próprios narizes. Ao final, acontece um extermínio do patriarcado”, comenta Medeiros.

Conforme o grupo mergulhava no processo criativo, novas questões foram trazidas, principalmente discussões a respeito de gênero e racialidade. “Amadurecemos muito essas ideias, até por conta da diversidade da equipe, formada por pessoas negras e transgêneros. Ao mesmo tempo, foi importante reforçar nossa presença no bairro e a força da arte”, acrescenta.

Por esse motivo, Joana se aproximou da Bateria Mirim do Vai-Vai. Os músicos fazem a abertura do espetáculo, recebendo o público desde a fila na rua Jaceguay até entrar no teatro, onde o Vai-Vai toca em cortejo pela pista da rua Lina Bo Bardi. De acordo com a diretora, é uma maneira de seguir o legado de José Celso Martinez Corrêa: o de transar linguagens e buscar novas formas de ocupar a cena.

O elenco é formado por Ana Clara Cantanhede, Bianca Terraza, Gii Lisboa, Henrique Maria, Joana Medeiros, Larissa Silva, Marina Wisnik, Raphael Calheiros, Victor Rosa, Viviane Ganga e Zizi Yndio do Brasil. Há também a presença da banda, formada por Adriano Salhab, André Santana, Fefê Camilo, Lufe Bollini e Victor Rosa.

Um novo olhar para o patriarcado

Nelson Rodrigues, em seus escritos, toma como eixo central a família enquanto instituição patriarcal secular, marcada por hipocrisia e segredos inconfessáveis. Sua dramaturgia coloca o público diante do seu próprio horror, o acúmulo de mentiras transborda, revelando e desencadeando nas situações mais absurdas.

Para o grupo, 7 Gatinhos grita “nós todos somos escravos uns dos outros!! Nós todos somos abusivos uns com os outros!!”. Nesse contexto, até a religião tem seu papel de disfarce na máscara das aparências. Outro aspecto importante da obra é o sentido de classe, ou seja, Nelson traz a tona como a realidade financeira e social de uma família do subúrbio ou de um cortiço, influência nas relações, uma lógica capitalista em que os de “menor valor” são destinados à própria destruição e degradação.

A união de todos esses elementos permite um olhar para o patriarcado de maneira mais atual e estética, dando espaço para vozes historicamente silenciadas e, consequentemente, possibilitando a elaboração de traumas individuais e coletivos.

A musicalidade da peça, vai do rock (instaurado já nos instrumentos da banda – guitarra, bateria e percussão) passando pelo funk, estão presentes muitas outras referências de músicas brasileiras, como Elza Soares e Erasmo Carlos. As trilhas sonoras composta por diversos tipos de sonoridades, músicas, efeitos especiais, desde músicas instrumentais como “New York Herald Tribune” de Martial Solal para o filme “Acossado” de Godard, o grupo também se inspirou em David Bowie, Laurie Anderson etc. Outros sons muitos presentes são os naturais do próprio teatro, como o do teto se abrindo e a descida de plataformas. “O espetáculo é muito circense, trabalha com içamentos e, a todo o momento, parece que os atuantes estão se colocando em risco”, afirma Joana.

A pesquisa de vídeo da peça também passou por muitas referências como Almodóvar, Tarantino, Neville de Almeida, Kurosawa, Wong Kar-Wai, Coppola, isso serviu tanto para a criação de imagens de divulgação (vídeos e cartazes), como também para pensar vídeos pré-gravados que estão em cena compondo nas telas de projeção, quanto em pensar os enquadramentos e tipos de cenas que as duas câmeras ao vivo (Lufe Bollini e Luz Barbosa) captam e são cortados ao vivo (Diego Arvate).

Sobre o Viradas da Encruza

O grupo nasce em 2024 do encontro entre artistas da companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona, que se aproximaram durante o processo de Mutação de Apoteose, dirigida por Camila Mota. Da afinidade artística surgiu o desejo de constituir um núcleo próprio de criação, estruturado a partir de leituras e experimentações práticas.

Ao eleger 7 Gatinhos, de Nelson Rodrigues, como peça-motor, o grupo passou a investigar o texto por meio da “Carpintaria do Ator”, metodologia trazida por Joana Medeiros a partir do trabalho do diretor francês Luc Charpantier. Nesse processo, consolidou-se também o nome do coletivo: Viradas da Encruza.

Sob direção de Joana Medeiros, o grupo apresentou, em 25 de dezembro de 2024, uma performance do terceiro ato da obra, com casa lotada em pleno Natal — experiência que funcionou como embrião para a montagem integral. A estreia da versão completa ocorreu em 10 de junho de 2025, inicialmente em sessões às terças e quartas, depois passando às segundas e terças.

Viradas da Encruza segue aprofundando sua pesquisa na fronteira entre performance e teatro, tensionando e ao mesmo tempo devorando o próprio Oficina como espaço vivo de formação e experimentação artística.

Sinopse

Dona Aracy, a Gorda, e Seu Noronha, contínuo da Câmara dos Deputados, vivem num cortiço do Bixiga com suas cinco filhas. Entre silêncios, tapas, gritos e pequenas barganhas, o pai fecha os olhos para os rumos que cada uma toma, contanto que a engrenagem da casa continue girando.

Mas é a virgem Silene — guardada em um colégio interno como promessa de pureza e futuro — que desmancha o equilíbrio frágil da família. Seu retorno inesperado desencadeia tensões que transbordam os limites da casa, trazendo à tona todo mal cheiro e podridão que se escondiam nas frestas do cortiço.

O público está envolvido pelos habitantes desse cortiço, são testemunhas e cúmplices dos crimes, numa proximidade promíscua, ou no mínimo duvidosa.

No coração do Bixiga, uma família apodrece em um retrato fiel de uma sociedade inteira.

FICHA TÉCNICA

Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Viradas da Encruza

Dramaturgia: Nelson Rodrigues

Direção: Joana Medeiros

Assessoria de direção: Ana Clara Cantanhede y Victor Rosa

Atuação: Ana Clara Cantanhede, Bianca Terraza, Gii Lisboa, Henrique Maria, Joana Medeiros, Larissa Silva, Marina Wisnik, Raphael Calheiros, Victor Rosa, Viviane Clara Gangá, Zizi Yndio do Brasil

Cantora do cortiço: Jup do Bairro

O Ponto: Artur Medeiros

Banda: Adriano Salhab, André Santana, Fefê Camilo, Victor Rosa

Direção Musical: Adriano Salhab y Viradas da Encruza

Sonoplastia: Adriano Salhab y Nine

Desenho e operação de som: Nine

Técnico de som: DJ Clevinho y Julia Ávila

Bateria Mirim do Vai-Vai

Diretor Musical do Vai-Vai: Danilo Alves

Direção de Cena: Gii Lisboa, Larissa Silva

Direção de Arte y Cenografia: Alex de Tata y Viradas da Encruza

Direção de Luz: Angel Taize

Operação de foco móvel: Adler Cristian, Afonso Costa, Felipe Soares, Victória Pedrosa

Direção de Comunicação: Zizi Yndio do Brasil

Assessoria de Comunicação: Ana Clara Cantanhede

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Fotografia: Pedro Martins

Desenho e Operação de vídeo: Diego Arvate

Câmera ao vivo: Aleph Antialeph, Lufe Bollini, Luz Barbosa

Camareira: Sellma Paiva

Contrarregras: Artur Medeiros, Rafael Castilho, Yan

Produção: Sônia Esper y Raphael Calheiros

Produção de Campo: João Estevão

Assessoria de produção: Victor Rosa, Zizi Yndio do Brasil

Produção Executiva e Administração Teat(r)o Oficina: Anderson Puchetti

Bilheteria: Artur Medeiros, João Estevão, Rafael Castilho, Sônia Esper

Figurino: Arianne Vitale y Casa de Acervo Oficina

Assessoria de Figurino: Mandy Justo

Objetos de cena: Arianne Vitale y Casa de Acervo Oficina

Maquiagem: Erica Gabriela y Zizi Yndio do Brasil

Bombeira: Amanda Aguiar

Conselheira-poeta: Camila Mota

Conselheiros Poetas Cósmicos: Catherine Hirsch, Denise Assunção,Vera Valdez, Zé Celso Martinez Corrêa y Zuria

Apoio de Monique Gardenberg.

FICHA TÉCNICA DA CASA DE ACERVO OFICINA

Gestão: A Arte da Direção de Cena

Consultoria de Preservação y Restauro do Acervo: Claudia Nunes

Diretor Executivo da Cia: Anderson Puchetti

Camareira Guardiã dos Figurinos: Cida Melo

Alessandra Cavaco, Elisete Jeremias, Bianca Terraza, Gii Lisboa, Fernanda

Pappalardo, Isabela Porto, Mabel Ikeda Alves, Larissa Silva, Thamires Marquês,

Victor Rosa, Zizi Yndio do Brasil.

Apoios

Beale Bebidas, Casa de Acervo. Oficina, Centro de Memória do Circo, Cordeiro Lima, Dueto Produções, Mercadinho Monteiro, Mercado Condemerc, Piolin, Oplay Mercado, Sacolão Bela Vista, Start Clean Fa beleza, Fabio Araujo e Kazuo Ota.

Agradecimentos

Aboud, Alex de Tata, Cafira Zoé, Camila Mota, Cesalpina, Cris Cordeiro, Cristiano Vieira de Lisboa, Dan Salas, Diego Monte, Fernanda Araújo, Giovanna Barros, Igor Marotti, Joel Carlos, Juraci Vieira, Lidia Lisboa, Marília Piraju, Marli dos Santos Lima, Monique Gardenberg, Vera Valdez, Verônica Tamaoki, Paloma Silva, Roseli Aparecida Ferreira de Oliveira, Saphirah, Vick Nefertiti e Walter Mancini.

SERVIÇO:

7 Gatinhos
Duração: 150 minutos | Classificação: 16 anos

Temporada estendida:

Data: 20 de junho a 16 de agosto de 2026

Sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h*

Local: Teatro Oficina – Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo, SP

* Nas sextas dias 17, 24 e 31/7 não haverá sessões.

Ingressos vendidos pela Sympla, por lotes:

R$ 100 | R$ 50

ENXOVAL DE SILENE (ingresso de apoio ao espetáculo) – R$ 150

Ingressos disponíveis enquanto durarem os estoques.

Siga as redes sociais do Teatro Oficina em:

https://www.facebook.com/uzynauzona

https://www.instagram.com/oficinauzynauzona/

https://www.youtube.com/@uzonauzyna.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Donna cria experiência exclusiva que une alta gastronomia e universo do bourbon

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Em uma sala privativa, chef André Mifano apresenta menu autoral seguido de degustação guiada de rótulos super premium. Foto: Divulgação.

O Donna, restaurante comandado pelo chef André Mifano, aposta em uma nova experiência que conecta alta gastronomia e o universo dos destilados super premium. Em parceria com a Woodford Reserve, a casa oferece um menu exclusivo em sua sala privativa, unindo clássicos da cozinha italiana reinterpretados pelo chef a uma imersão no universo do bourbon.

Localizado no segundo andar e completamente isolado do salão principal, o espaço acomoda entre oito e catorze pessoas e foi pensado para pequenas celebrações, encontros corporativos ou ocasiões especiais. A experiência começa antes mesmo de os convidados se sentarem à mesa: para chegar até a sala é preciso atravessar a cozinha do restaurante, acompanhando de perto os bastidores e a dinâmica da casa. “Na verdade, eu criei esse produto porque gosto da ideia de unir duas coisas que amo: comida boa e bourbons. O Donna tem essa sala privativa que eu sempre quis ter nos meus restaurantes justamente para poder fazer algo fora do tradicional”, explica Mifano.

A experiência começa com drinks clássicos que ajudam a contar a história dos primeiros coquetéis da América, como Sazerac Rye e Old Fashioned, ambos tradicionalmente ligados à cultura do whisky. Em seguida, os convidados percorrem um menu autoral criado especialmente para a ocasião, com pratos que equilibram técnica, intensidade e sofisticação.

O menu inclui pedidas como o pão de queijo frito recheado com Canastra cremoso; raviolo de camarão com manteiga de camarão e ikura; chorizo de Angus com risoto de cogumelos; e torta caprese com zabaione e toffee de laranja.

Após o jantar, a experiência entra em sua segunda etapa: uma degustação guiada de bourbons super premium, acompanhada por uma contextualização sobre o destilado e suas particularidades. “A experiência é realmente diferente. Não é exatamente uma harmonização, porque bourbon não é uma bebida gastronômica. Primeiro servimos o jantar e, numa segunda etapa, fazemos a degustação dos bourbons com uma pequena aula para contextualizar. E esse serviço é super customizável”, afirma o chef.

No Donna, a degustação reúne rótulos como Woodford Reserve Kentucky Straight Bourbon, Woodford Reserve Kentucky Straight Malt Whiskey e os exclusivos no Brasil Jack Daniel’s Bonded, Jack Daniel’s Bonded Rye e Jack Daniel’s Triple Mash. Para uma experiência ainda mais exclusiva, há também a possibilidade de degustar o raro Maker’s Mark Cellar Aged 2024.

Símbolo da tradição americana na produção de destilados, o bourbon é um tipo de whiskey elaborado com, no mínimo, 51% de milho em sua composição e envelhecido em barris novos de carvalho americano tostado. Esse processo confere à bebida notas marcantes de baunilha, caramelo, especiarias e madeira, responsáveis por sua complexidade aromática e perfil encorpado.

A experiência sai a R$970 por pessoa, com água, refrigerante e café inclusos. Para apreciadores que desejam tornar a jornada ainda mais exclusiva, há a possibilidade de degustar a rara expressão Maker’s Mark Cellar Aged 2024, mediante acréscimo de R$170 por pessoa. As reservas são confirmadas com o pagamento antecipado de 50% do valor total, realizado com pelo menos 72 horas de antecedência.

DONNA | Rua Peixoto Gomide, 1815 – Jardim Paulista, São Paulo/SP | Fone: (11) 97593-9047 | Horário de funcionamento: segunda a quinta das 19h às 22h45, sexta das 19h às 23h, sábado das 13h às 15h30 e das 19h30 às 22h45 | @restaurantedonna_.

(Com Ligia Prestes Fernandes/Comida Midia