Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Danielian leva ao Palácio Capanema o processo de criação dos grandes murais de Portinari

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Lenhadores (Pau-Brasil), 1938 – Candido Portinari, carvão sobre papel, 96,5×145 cm. Foto: Divulgação/Danielian.

Os estudos e pinturas que antecederam os monumentais painéis de Ciclos Econômicos Brasileiros, de Cândido Portinari, poderão ser vistos de perto no próprio Palácio Capanema, onde o conjunto está instalado. De 1º de outubro a 12 de novembro, a exposição “Portinari e o Brasil Moderno” apresenta nove trabalhos de grandes dimensões no Salão Portinari, revelando parte do processo de criação dos murais. A mostra é realizada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), com parceria da Danielian, Ethel e Ministério da Cultura.

Os trabalhos reunidos na exposição foram utilizados por Portinari e seus assistentes durante a execução dos murais e permitem acompanhar diferentes etapas da criação de um dos conjuntos mais emblemáticos da produção do artista. A experiência ganha uma dimensão particular por acontecer no próprio Palácio Capanema, considerado o primeiro projeto oficial de arquitetura moderna do Brasil. Construído entre 1938 e 1945, o edifício reuniu Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Portinari, aproximando arquitetura, artes visuais e a construção de uma nova imagem cultural para o país.

Índios com cesto, 1937 – Candido Portinari, carvão sobre papel, 97×76 cm.

No centro dessa relação estão os painéis de Ciclos Econômicos Brasileiros. A partir da trajetória da economia nacional, Portinari criou 12 pinturas que percorrem diferentes atividades e ciclos produtivos, da extração do pau-brasil à exploração da carnaúba. Ao apresentar nove trabalhos relacionados a esse processo, a mostra permite observar a dimensão monumental do projeto a partir de seus estudos e evidencia o papel do desenho na produção do artista.

Rafael Peixoto e Marcus Lontra assinam o texto de apresentação da mostra Portinari e o Brasil Moderno, segundo eles a exposição evidencia as relações entre o modernismo brasileiro, a produção artística e o contexto histórico em que o Palácio foi construído: “A partir da conceituação de Afonso Arinos de Mello Franco sobre a trajetória da economia brasileira, Portinari realizou 12 pinturas que traçam um panorama que vai da extração do pau-Brasil até o período de crescimento da exploração da carnaúba. Os nove desenhos que formam a exposição não só revelam a grande habilidade de Portinari como desenhista, mas também sua importância como figura central na assimilação do modernismo como utopia de um país.”

A exposição nasce no contexto da Conferência Estadual de Arquitetura e Urbanismo, promovida pelo CAU/RJ no Palácio Gustavo Capanema. Ao aproximar as discussões contemporâneas sobre arquitetura e urbanismo de um edifício em que arte e arquitetura foram concebidas como partes de um mesmo projeto, a iniciativa retoma a dimensão transformadora do modernismo e sua relação com a vida das pessoas. Essa perspectiva também está presente nos painéis de Ciclos Econômicos Brasileiros, nos quais Portinari coloca os trabalhadores no centro da narrativa sobre o desenvolvimento nacional. É justamente essa centralidade no humano que, segundo João Paulo Balsini, do CAU/RJ, estabelece uma conexão entre a obra do artista e o pensamento que orienta o projeto moderno: “Ao consagrar o homem como centro da obra, Portinari evoca o mesmo propósito que confere sentido ao espaço construído: as pessoas. A modernidade tangível se realiza na escala humana, a construção de um país se fundamenta na garantia do princípio da dignidade da pessoa humana e a cidade se concretiza no pleno direito dos cidadãos ao território. No encontro entre a poética do artista e a construção de mundo, reafirma-se o compromisso único: o de projetar a vida a partir de quem a vive.”

Pés, 1937 – Candido Portinari, carvão sobre papel, 55×86 cm.

Com a reabertura do Palácio Capanema ao público em 2025, após um minucioso processo de restauro, a exposição oferece a oportunidade de ver os trabalhos ligados ao processo de criação de Portinari dentro do próprio edifício que abriga seus murais.

Portinari e o Brasil Moderno | Os murais do Palácio Capanema

Texto de apresentação: Rafael Peixoto e Marcus Lontra

Local: Palácio Capanema – Salão Portinari

Endereço: Rua Evaristo da Veiga, 16 – Centro – Rio de Janeiro

Abertura: 1º de outubro às 20h

Período expositivo: 1 de outubro a 12 de novembro de 2026

Horários: terça a domingo, das 9h às 17h.

(Com Carolina Amoedo/Cor Comunicação)

MAM Educativo apresenta programação gratuita de outubro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Agenda traz visitas educativas ao 39º Panorama da Arte Brasileira, atividades na Marquise do Ibirapuera e encontros virtuais, além de ações da Semana das Culturas da Infância. Foto: Ariane Riato.

Em outubro, o MAM Educativo, do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), convida o público a participar de uma programação diversa e gratuita que reúne brincadeiras para crianças de todas as idades, além de formações voltadas a professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes, artistas e todas as pessoas interessadas na temática.

Integrando a Semana das Culturas da Infância, de 5 a 12 de outubro, a agenda traz o encontro virtual Estado de ateliê como um modo de conhecer o mundo, com a artista e educadora Stela Barbieri (08/10), o show interativo Folia dos Bichos, com a Banda das Invenções (10/10), e as apresentações de ritmos e tradições populares da OCA – Escola Cultural de Carapicuiba (11/10).

Folia dos Bichos com Banda das Invenções. Foto: Sheila Signario..

A programação de outubro do MAM Educativo conta também com visitas mediadas à exposição 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito no primeiro (03/10) e último (24 e 25/10) finais de semana do mês, oficina de dança Ara Messan conduzida por Yeejide com atabaques ao vivo (17/10), batalha Breaking Ibira 2×2 (18/10) e o encontro Rockabilly para todos os corpos com o projeto Itinerock (31/10). Na agenda online, o MAM Escolas promove ainda o papo Infâncias criadoras: educar como direito, aprender na diferença (13 e 15/10) com a pesquisadora Letícia Carolina Nascimento, focado em diversidade e práticas pedagógicas inclusivas.

Confira abaixo a programação completa e como participar:

03/10 e 24/10 (sábados), às 15h

25/10 (domingo), às 11h

Visita ao 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito, com experiência poética

MAM na Marquise 

Local: MAM São Paulo

O MAM Educativo convida o público de todas as idades para participar de uma visita educativa na exposição 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito. Nas visitas mediadas, diferentes leituras de mundo são desencadeadas e permitem a construção de sentido sobre questões que uma obra de arte pode trazer. Os diálogos que acontecem entre visitantes e o educativo instigam um olhar sensível e crítico sobre contextos diversos.

Atividade presencial e gratuita, para crianças e seus acompanhantes de todas as idades. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo.

08/10 (terça), às 19h

Estado de ateliê como um modo de conhecer o mundo, com Stela Barbieri

MAM Escolas + Semana das Culturas das Infâncias

Local: Online

Conhecer o mundo é sustentar perguntas. O ateliê é um modo de investigar: um campo onde arte, natureza, ciências e educação se encontram. Sobre a mesa, materiais, ideias e perguntas mobilizam processos. Neste encontro, serão apresentados projetos de investigação em ateliês com crianças, onde educadores e crianças atuam como pesquisadores, transformando perguntas em projetos e pensamento vivo.

Stela Barbieri é artista, autora, educadora, consultora, contadora de histórias, compositora e curadora. Dirige o binåh Espaço de Arte, um lugar de educação e invenção – um lugar de encontros e experiências com e a partir da arte. Foi diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo; curadora educacional da Fundação Bienal de São Paulo; e assessora na área de arte e educação em várias escolas e museus pelo Brasil. Elaborou materiais educativos para diversas instituições culturais; é autora de livros de formação para professores e de 30 livros para o público infantojuvenil. Recentemente, lançou o disco Canoa com composições que produziu nos últimos 30 anos. Ao longo de sua trajetória como artista, vem pesquisando as materialidades e a relação entre fabulação e invenção junto a diversos públicos, propondo obras-oficinas. Realiza exposições, espetáculos, ministra cursos e dá assessorias para escolas e instituições culturais que entrelaçam arte, educação e literatura.res, transformando perguntas em projetos e pensamento vivo.

Atividade virtual e gratuita, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas, aberta ao público. Inscrições online no site oficial do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo. Em caso de dúvidas em relação à acesso ao link do encontro, entrar em contato via e-mail agenda@mam.org.br.

10/10 (sábado), às 15h

Folia dos Bichos com Banda das Invenções

MAM na Marquise + Semana das Culturas das Infâncias (Emenda Parlamentar)

Local: Marquise em frente ao MAM

Folia dos Bichos é um espetáculo musical dinâmico, que convida o público a se envolver em brincadeiras, cantorias e momentos de integração. A apresentação conta com músicos brincantes, que exploram a riqueza sonora de instrumentos como rabeca, caixa, triângulo, alfaia e vozes. Numa viagem repleta de cores vibrantes e com a musicalidade da cultura popular, a Banda das Invenções apresenta Folia dos Bichos, um show que convida os participantes à brincadeira, cantoria e integração. O espetáculo conta com músicos brincantes, com a instrumentação de rabeca, caixa, triângulo, alfaia e vozes. O repertório, composto por canções tradicionais populares e canções autorais da banda, traz consigo a sonoridade do samba de coco, dos cacuriás, cirandas e congadas, com a temática norteada pelo nome do espetáculo: A Folia dos Bichos convida o público a cantar e dançar junto.

Acessível em Libras | Atividade presencial e gratuita para crianças e seus acompanhantes de todas as idades. Para audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo.

11/10 (domingo), às 11h e às 15h

OCA Escola Cultural

MAM na Marquise + Semana das Culturas das Infâncias (Emenda Parlamentar)

Local: Marquise em frente ao MAM

A OCA – Escola cultural desenvolve atividades com jovens e crianças da Aldeia de Carapicuíba através de um repertório gestual, plástico, musical e literário da cultura brasileira, com objetivo de garantir às crianças e adolescentes da comunidade o direito ao desenvolvimento integral através da arte e da cultura brasileira como práticas que legitimem a consciência de si, do outro e da comunidade, valorizando a riqueza cultural desse lugar, habitado predominantemente por migrantes. Desde que foi criada, vem catalogando histórias, gestos e tradições da comunidade e possibilitando o reencontro com suas raízes culturais através da música, dança, brincadeiras, capoeira, artes plásticas, artes manuais e literatura, como meios de informação e formação de crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Acessível em Libras | Atividade presencial e gratuita para todos os públicos. Para audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo.

13/10 (terça), às 10h

15/10 (quinta), às 16h

Infâncias criadoras: educar como direito, aprender na diferença, com Letícia Carolina Nascimento

MAM Escolas  

Local: Online

O encontro convida a pensar a infância como um espaço de criação, diversidade e produção de saberes, a partir de reflexões sobre gênero e diferentes formas de aprender. Com o objetivo de contribuir para a construção de práticas pedagógicas acolhedoras, inclusivas e sensíveis às múltiplas formas de ser e existir das infâncias. O encontro conduzido por Letícia Carolina Nascimento reúne experiências e reflexões que conectam educação e justiça social.

Letícia Carolina Nascimento é mulher travesti, negra, gorda e piauiense. Filha de Xangô e Oya. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). É professora do curso de Pedagogia na UFPI e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFDPAr. Autora do livro Transfeminismo e Leca. É ativista social atuando junto à coordenação executiva nacional do FONATRANS. Pesquisadora filiada ao NEPEGECI/UFPI e à ABPN. Atualmente é 2ª Vice-presidenta do ANDES-SN. Gosta de poesia e de dançar, ama o mar, mas não sabe nadar.

Atividade virtual e gratuita, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas, aberta ao público. Inscrições online no site oficial do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo. Em caso de dúvidas em relação à acesso ao link do encontro, entrar em contato via e-mail agenda@mam.org.br.

17/10 (sábado), às 15h

Ara Messan – Oficina de dança com Yeejide

MAM na Marquise (Emenda Parlamentar)

Local: Marquise em frente ao MAM ou Ateliê

O corpo como espaço sagrado e templo da criação. Nesta oficina serão propostos nove exercícios de dança que exploram movimentações da dança contemporânea e das danças tradicionais dos terreiros, além do som do atabaque, tocado ao vivo, que permeia todo o encontro, como possibilitadores da imersão corporal que autorreferenciem e contribuam para os processos de criação e mitologias pessoais.

Yeejide, dançarina e artista visual, pesquisa cultura popular e tradições afro-diaspóricas. Acredita que as tradições de terreiro, memórias, imaginário popular e a conexão com a natureza são estímulos de conexão do pensamento e consciência da relação do corpo com os espaços em que habita.

Músicos:

André Moraes, maranhense residente no bairro do Ipiranga/Heliópolis há 24 anos, é ogã na umbanda e atualmente estuda os toques do candomblé ketu.

Eduardo Duetho, Ogã e Opa Otun no Ilê Àse Bomin, de Nação Ketu, atua há doze anos como produtor cultural, especializado em projetos culturais, gestão de eventos e produção musical. Apaixonado pela valorização da cultura e pelo impacto social por meio da arte e da educação.

Acessível em Libras | Atividade presencial e gratuita para crianças e seus acompanhantes de todas as idades. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo.

18/10 (domingo), às 12h

Breaking Ibira: 2×2

MAM na Marquise (Emenda Parlamentar)

Local: Marquise em frente ao MAM

Breaking Ibira é um evento criado por b.boys e b.girls (nomenclatura atribuída a dançarinos de breaking) que tem por objetivo reunir b.boys e b.girls para celebrar a cultura hip hop, encontrar desafios através da dança e expressar sua criatividade e habilidade em suas sessions (sequência organizada de passos de breaking). Desde 2014, em parceria com o MAM São Paulo, tem atraído pessoas de diversas regiões de São Paulo e um público significativo tanto de praticantes de breaking quanto de admiradores da cultura.

Acessível em Libras | Atividade presencial e gratuita para todos os públicos. Para audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo.

31/10 (sábado) às 15h

Local: Marquise em frente ao MAM

MAM na Marquise (Emenda Parlamentar)

Rockabilly para todos os corpos com Itinerock
Neste evento, será realizada uma oficina de dança rockabilly, um dos subgêneros do rock, focado em músicas dos anos 1950 e 1960. Através da condução e prática livre os participantes serão convidados a experimentarem esse estilo dança e musical independente do seu grau de contato com o estilo.
O Itinerock é um projeto sociocultural sem fins lucrativos, que foi concebido em outubro de 2021 para reunir amigos para expandir a cultura rockabilly, que é o rock dançante dos anos 1950 e 1960 (assim denominado em São Paulo). O Projeto consiste em uma intervenção artística livre, itinerante, mensal e gratuita em parques, praças e instituições culturais da cidade de São Paulo e região celebrando a diversidade de corpos possíveis dentro desse estilo. Além da prática da dança, é oferecida uma oficina gratuita de rockabilly básico aos frequentadores. O objetivo geral do Itinerock é fomentar a dança em espaços públicos da cidade de São Paulo e região, utilizando-a como ferramenta de transformação dos sujeitos e realidades nas quais o projeto está inserido.

Acessível em Libras | Atividade presencial e gratuita para todos os públicos. Para audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo.

SERVIÇO:

Outubro com o MAM Educativo

Período: 3 a 31 de outubro de 2026

Confira a agenda na íntegra também em Link

Mais informações:

MAM São Paulo

instagram.com/mamsaopaulo/ 

facebook.com/mamsaopaulo/

youtube.com/@mamsaopaulo/.

(Com Evandro Pimentel/MAM SP)

Na semana da criança, Theatro Municipal de São Paulo leva lenda do folclore brasileiro ao palco

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo “Lendas Brasileiras”, dirigido e coreografado por Luiz Fernando Bongiovanni, reúne Balé da Cidade e Orquestra Experimental de Repertório em uma experiência para toda a família, com dança, teatro, música ao vivo, bonecos e cinco histórias do imaginário popular brasileiro. Imagem: Divulgação.

Que criança nunca ouviu falar da Mula sem Cabeça, do Curupira ou do Boto Cor-de-Rosa? Na semana do Dia das Crianças, o Theatro Municipal de São Paulo convida o público infantil e suas famílias a embarcar em uma viagem pelo imaginário popular brasileiro com “Lendas Brasileiras”. Em uma montagem colorida, lúdica e repleta de personagens fantásticos, o espetáculo resgata cinco narrativas do folclore brasileiro e transforma o palco em um universo de histórias, música e fantasia, abordando temas contemporâneos como cuidado com a natureza, convivência, diversidade e afetividade.

Com roteiro, coreografia e direção geral de Luiz Fernando Bongiovanni e regência de Wagner Polistchuk e Leonardo Labrada, o trabalho reúne dança, teatro, música ao vivo e contação de histórias, apresentando cinco narrativas da cultura popular brasileira para as novas gerações. As apresentações acontecem na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal nos dias 11 e 12 de outubro, às 11h e às 15h, com classificação livre e duração aproximada de 50 minutos, sem intervalo.

Idealizado por Luiz Fernando Bongiovanni, Lendas Brasileiras é fruto da colaboração entre diferentes artistas. Edson Bueno assina a direção teatral e o texto; Alexandre Guerra é responsável pela composição musical original; e Ricardo Garanhani responde pela direção de arte, cenografia, bonecos e figurinos. A Orquestra Experimental de Repertório será regida por Wagner Polistchuk e Leonardo Labrada.

Para Luiz Fernando Bongiovanni e Edson Bueno, as lendas também constituem formas de compreender o mundo e a relação das pessoas com as histórias que produzem e transmitem. “As lendas nos conduzem a mundos imaginários que criamos para conhecer melhor o mundo e também a nós mesmos. Afinal, somos seres que inventam histórias, sonham e se divertem com suas próprias criações”, afirmam.

O espetáculo estreou originalmente no Centro Cultural Teatro Guaíra e integrou a programação de 2022, ano marcado pelas celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil e do Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Agora, a montagem chega ao Theatro Municipal de São Paulo em uma oportunidade de apresentar às novas gerações, especialmente ao público infantil, um dos mais importantes palcos do país e seus corpos artísticos.

Com figurinos fantásticos, cores vibrantes, bonecos e personagens que fazem parte do imaginário de diferentes gerações, a encenação apresenta um universo estimulante e cheio de cores, por onde guiados pelo Senhor das Lendas, mestre de cerimônias, os personagens do imaginário popular ganham vida em figurinos cativantes e contam cinco lendas que envolvem relações com a natureza, o medo, o desejo e a imaginação.

A Mula sem Cabeça surge a partir de uma das figuras mais conhecidas do folclore brasileiro. Em seguida, a história de Jaci e da indiazinha Nayá apresenta uma narrativa ligada à Lua e à origem da Vitória-Régia. O Caipora aparece como protetor das florestas e dos animais, enquanto o Boto Cor-de-Rosa remete ao universo dos rios e das comunidades ribeirinhas. Por fim, o Boitatá encerra o percurso como uma figura associada à proteção dos campos e das florestas.

Lendas Brasileiras é um encontro lúdico entre dança contemporânea, música orquestrada ao vivo, teatro, bonecos, contação de histórias, artes visuais e o imaginário folclórico brasileiro. Ao reunir diferentes linguagens artísticas em apenas 50 minutos, o espetáculo oferece uma porta de entrada para o universo da dança, música de concerto e do teatro, aproximando crianças e famílias aos dos Corpos Artísticos do Theatro Municipal de São Paulo.

SERVIÇO:

Lendas Brasileiras

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO

ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO

Datas e horários

11 de outubro, domingo, às 11h

11 de outubro, domingo, às 15h

12 de outubro, segunda-feira, às 11h

12 de outubro, segunda-feira, às 15h

Roteiro, coreografia e direção geral

Luiz Fernando Bongiovanni

Direção teatral e texto

Edson Bueno

Regência

Wagner Polistchuk e Leonardo Labrada

Direção de arte, cenografia, bonecos e figurinos

Ricardo Garanhani

Composição musical original

Alexandre Guerra

Ingressos de R$ 13,00 a R$ 100,00 (inteira)

Duração aproximada de 50 minutos, sem intervalo

Classificação: livre para todos os públicos – sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária.

Sobre o complexo Theatro Municipal de São Paulo

O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras).

Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo.

Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área.

Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e ICON AWARDS é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

Quem apoia institucionalmente nossos projetos, via Lei de Incentivo à Cultura: Bradesco, CAIXA Vida e Previdência, Elevadores Atlas Schindler, Mobilize, igc Partners, Scotiabank, CAIXA Seguridade. Pessoas físicas também fortalecem nossas atividades através de doações incentivadas.

Sobre o Instituto Baccarelli

O Baccarelli é uma das principais organizações sociais sem fins lucrativos do Brasil, promovendo educação, cultura e inclusão social há 30 anos. Com sede em Heliópolis,atende gratuitamente cerca de 1.650 alunos por ano, utilizando a música como ferramenta de transformação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, além de distribuir 3,5 toneladas de alimentos por mês. A instituição também é responsável pela gestão do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, incluindo a Praça das Artes, o Theatro, a Central Técnica e, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, administra 12 unidades dos CEUs e as atividades do Programa Escola Aberta em 10 EMEFs, ampliando o acesso à cultura e ao ensino em 23 territórios periféricos da cidade.

A educação musical de excelência é o principal pilar do Baccarelli, oferecendo desenvolvimento pessoal e reais oportunidades de profissionalização. Entre os destaques da organização estão a construção do Teatro Baccarelli, a primeira sala de concertos em território de favela no mundo, a Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob direção artística do renomado maestro Ira Levin, e o Coral Jovem Heliópolis, todos reconhecidos nacional e internacionalmente.

Para mais informações, acesse: baccarelli.org.br

Instagram: Link

Instagram Teatro: Link.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa Theatro Municipal)

Mostra “Bonecos Sem Fronteiras” chega a São Paulo com espetáculos da Caravan Maschera e grupos convidados

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Distopias. Foto: Divulgação.

Bonecos, máscaras, objetos e materiais ganham diferentes funções na cena na programação da mostra “Bonecos Sem Fronteiras”, que chega a São Paulo em outubro. Idealizada pela Caravan Maschera Bonecos, de Atibaia, a mostra reúne espetáculos que usam o teatro de animação para abordar temas como espera, memória, crise ambiental, literatura, morte, imaginação e relações de poder. As apresentações acontecem no Teatro Arthur Azevedo, de 7 a 11 de outubro, e no Espaço Sobrevento, de 22 a 24 de outubro. No dia 24, o Espaço Sobrevento também recebe a oficina “Introdução ao Teatro de Objetos”, ministrada por Sandra Vargas, do Grupo Sobrevento, que apresenta princípios básicos dessa linguagem e propõe exercícios de criação a partir de materiais cotidianos. A mostra inclui ainda ações fechadas em uma instituição para pessoas idosas e em uma escola.

A Caravan Maschera é o principal núcleo da programação, com cinco trabalhos de seu repertório: “Hoje, Godot não vem!”, “Monsanto Mon Amour”, “Vidas Secas”, “Pulchinella (ma non troppo)” e “Tiringuito, Luisa e a Morte”. Criada em 2010 e sediada em Atibaia, a companhia desenvolve pesquisa em teatro de bonecos e formas animadas. A mostra é resultado desse percurso e vem circulando por cidades paulistas com espetáculos e ações formativas.

No Teatro Arthur Azevedo

Poema. Foto: Divulgação.

No Teatro Arthur Azevedo, a programação reúne espetáculos para diferentes públicos. Entre as apresentações voltadas ao público adulto estão “Poema”, da Mevitevendo, “Monsanto Mon Amour” e “Vidas Secas”, da Caravan Maschera, e “Distopias”, do Teatro Didático da Unesp e do Teatro Brancaleone. Já a programação da tarde inclui trabalhos dirigidos ao público infantil e familiar.

A programação começa em 7 de outubro, quarta-feira, às 14h30, com “Quanta Coisa o Lixo É”, da Cia. UsFulano, grupo que trabalha com teatro e educação. Dois coletores transformam materiais descartados em bonecos, brinquedos e elementos de cena. Às 20h, a Mevitevendo, companhia dedicada ao teatro de animação, apresenta “Poema”, espetáculo adulto que constrói um universo visual com bonecos, máscaras e figuras que transitam entre o real e o imaginário.

No dia 8, quinta-feira, às 14h30, a Caravan Maschera apresenta “Hoje, Godot não vem!”, espetáculo voltado ao público infantil que parte de uma situação clássica do teatro do absurdo: dois personagens, uma longa espera e a incerteza sobre a chegada daquele que é aguardado. A encenação combina bonecos, stop motion, música e projeções. Ainda no dia 8, às 20h, é a vez de “Monsanto Mon Amour”, espetáculo adulto em que Nadinho, artista e ativista ambiental, revisita memórias da infância no interior de Minas Gerais. A encenação combina depoimento pessoal, memória e ficção para abordar temas como contaminação por agrotóxicos, intolerância religiosa e ativismo ambiental, com quatro bonecos manipulados por diferentes técnicas.

Hoje Godot não vem! Foto: Flavia Hiroki.

No dia 9, às 14h30, tem a segunda sessão de “Hoje, Godot não vem!”. Às 20h, a Caravan Maschera apresenta “Vidas Secas”, espetáculo adulto inspirado na obra de Graciliano Ramos e construído com bonecos, máscaras, luz e movimento. A montagem traduz para a cena estados de escassez, silêncio e deslocamento e aborda questões relacionadas à sobrevivência, à desigualdade e à migração.

As apresentações da Caravan Maschera nos dias 8 e 9 contam com acessibilidade em Libras.

No dia 10, sábado, às 16h, “Pulchinella (ma non troppo)”, da Caravan, recupera a tradição italiana da Commedia dell’arte e do teatro popular de bonecos, com música ao vivo e interação com o público. Às 20h, o Teatro Didático da UNESP, grupo ligado à pesquisa e formação teatral, e o Teatro Brancaleone, dedicado à criação cênica e às formas animadas, apresentam “Distopias”, espetáculo adulto que combina máscaras, marionetes, materiais e atores para construir um mundo submetido a condições de vida opressivas.

Monsanto Mon Amour. Foto: João Maria.

No encerramento no Arthur Azevedo, em 11 de outubro, domingo, às 16h, o grupo Boas Histórias, que trabalha com adaptações literárias para o público infantil e familiar, apresenta “Dom Quixote, o Cavaleiro Sonhador”. Às 19h, a Caravan retorna com “Vidas Secas”.

Apresentações fechadas para idosos e estudantes

A programação também chega a outros espaços. Em 16 de outubro, às 10h, “Tiringuito, Luisa e a Morte”, da Caravan Maschera, será apresentado no Centro Dia para Idosos Adoniran Barbosa. Inspirado no teatro de mamulengos nordestino e na tarantella italiana, o espetáculo acompanha o encontro de Tiringuito com a Morte. No dia 26, às 10h, o Trip Teatro, companhia catarinense dedicada ao teatro de animação, apresenta “Kasperl e a Cerveja do Papa” na EMEF Anália Franco Bastos. Ambas as sessões são fechadas para seus respectivos públicos.

No Espaço Sobrevento

No Espaço Sobrevento, no Belenzinho, a programação começa em 22 de outubro, às 20h30, com “O Princípio do Espanto”, do Morpheus Teatro. Criado, dirigido e interpretado por João da Silva Araujo, o espetáculo coloca em relação um homem e um boneco para investigar quem controla quem. O Morpheus desenvolve pesquisa continuada em teatro de animação, mímica e máscaras.

No dia 23, às 20h30, a Caravan Maschera apresenta novamente “Pulchinella (ma non troppo)”. A mostra termina no dia 24, das 14h às 17h, com a oficina “Introdução ao Teatro de Objetos”, ministrada por Sandra Vargas, do Grupo Sobrevento. A atividade investiga como objetos cotidianos podem adquirir funções cênicas por meio de improvisações, metáforas e associações de ideias.

Ao reunir companhias com pesquisas distintas, a Mostra Bonecos Sem Fronteiras coloca em evidência uma característica do teatro de animação: a possibilidade de fazer um objeto, um boneco ou uma máscara assumir o centro da cena e, a partir daí, tratar de questões que vão da infância e da imaginação à crise ambiental, à literatura e às relações de poder.

Quanta Coisa o Lixo É

Dia 07/10, quarta, às 14h30

Cia Usfulano (Arujá – SP) – Classificação: Livre – Duração: 40 min

Dois amigos que trabalham como coletores de lixo descobrem, entre os materiais descartados, possibilidades de criação. Objetos que seriam jogados fora se transformam em bonecos, brinquedos e elementos de cena. A montagem combina brincadeira e teatro de animação para abordar o reaproveitamento de materiais, o consumo responsável e a preservação do meio ambiente.

Poema

Dia 07/10, quarta, às 20h

Mevitevendo (Mairiporã – SP) – Classificação: Livre – Duração: 55 min

Dois personagens apresentam um universo de bonecos, máscaras e figuras animadas que aparecem, se misturam e se transformam. Sem uma narrativa convencional, o espetáculo constrói uma viagem visual entre realidade e imaginação, explorando as possibilidades do teatro de animação e a relação entre o cotidiano e o fantástico.

Hoje, Godot não vem!

Dias 08/10, quinta e 09/10, sexta, às 14h30

Caravan Maschera (Atibaia – SP) – Classificação: 8 anos – Duração: 60 min

O espetáculo acompanha duas crianças que aguardam a chegada de alguém — ou talvez de alguma coisa — em um lugar indeterminado, onde o tempo, a imaginação e a expectativa transformam a espera em jogo. Bonecos, animação em stop motion, música autoral e projeções compõem a encenação, que aborda temas como infância, crescimento, diversidade, aceitação e pertencimento.

Monsanto Mon Amour

Dia 08/10, quinta, às 20h

Caravan Maschera (Atibaia – SP) – Classificação: 16 anos – Duração: 60 min

O personagem Nadinho revisita memórias de sua infância no interior de Minas Gerais, marcada pela expansão do agronegócio, pelo fundamentalismo religioso e pela ruptura de saberes ancestrais. A partir dessa memória pessoal, o espetáculo articula crise ambiental, ativismo e responsabilidade diante das transformações provocadas pela ação humana sobre o território.

Vidas Secas

Dia 09/10, sexta, às 20h e dia 11/10, domingo, às 19h

Caravan Maschera (Atibaia – SP) – Classificação: 14 anos – Duração: 65 min

Inspirado na obra de Graciliano Ramos, o espetáculo não busca reproduzir a narrativa do romance, mas traduzir para a cena seus estados de escassez, silêncio e deslocamento. Bonecos, matéria, luz e movimento constroem a trajetória de uma família de retirantes e abordam questões relacionadas à sobrevivência, à desigualdade e à migração.

Pulchinella (ma non troppo)

Dia 10/10, sábado, às 16h

Caravan Maschera (Atibaia – SP) – Classificação: Livre – Duração: 55 min

O espetáculo recupera a tradição italiana da Commedia dell’arte e do teatro popular de bonecos a partir da figura de Pulchinella. A encenação combina manipulação de bonecos, linguagem corporal, vozes alteradas e música ao vivo, com canções do sul da Itália e interação direta com o público, recriando a atmosfera das ruas napolitanas.

Distopias

Dia 10/10, sábado, às 20h

Teatro Didático Unesp e Brancaleone (São Paulo – SP) – Classificação: 10 anos – Duração: 90 min

Sem um enredo linear, o espetáculo é estruturado em quadros que formam um ciclo de acontecimentos. Máscaras, marionetes, papel, tecido, madeira e atores constroem um mundo marcado por condições de vida opressivas. A montagem questiona as relações entre humanos e formas inanimadas e investiga a possibilidade de imaginar outros mundos em meio a cenários distópicos.

Dom Quixote, o Cavaleiro Sonhador

Dia 11/10, domingo, às 16h

Boas Histórias (Atibaia – SP) – Classificação: Livre – Duração: 60 min

Um velho sonhador decide se tornar um grande cavaleiro e, usando a antiga armadura de seu bisavô, parte em busca do amor e da justiça. Ao lado de seu fiel escudeiro, Sancho Pança, Dom Quixote transforma a realidade a partir de sua imaginação. O espetáculo é inspirado no clássico de Miguel de Cervantes.

Programação Espaço Sobrevento – Bresser

O Princípio do Espanto

Dia 22/10, quinta, às 20h30

Grupo Morpheus Teatro – Classificação: 14 anos – Duração: 45 min

Um boneco acredita controlar os objetos e a vida à sua volta, sem perceber que seus movimentos são conduzidos por um homem. O manipulador, por sua vez, também desconhece o que existe além de sua própria ação. Sem palavras, o espetáculo estabelece uma relação entre criador e criatura e investiga as noções de controle, dependência e autonomia.

Pulchinella (ma non troppo)

Dia 23/10, sexta, às 20h30

Caravan Maschera (Atibaia – SP) – Classificação: Livre – Duração: 55 min

O espetáculo recupera a tradição italiana da Commedia dell’arte e do teatro popular de bonecos a partir da figura de Pulchinella. A encenação combina manipulação de bonecos, linguagem corporal, vozes alteradas e música ao vivo, com canções do sul da Itália e interação direta com o público, recriando a atmosfera das ruas napolitanas.

Oficina Introdução ao Teatro de Objetos

Dia 24/10, sábado, das 14h às 17h

Ministrada por Sandra Vargas, do Grupo Sobrevento, a oficina apresenta princípios básicos do teatro de objetos e investiga como materiais cotidianos podem assumir funções cênicas sem perder suas características. Por meio de improvisações, metáforas e associações de ideias, os participantes experimentam possibilidades de criação e desenvolvem exercícios voltados à construção de uma dramaturgia própria.

SERVIÇO:

Mostra Bonecos Sem Fronteiras

A programação aberta inclui espetáculos da Mevitevendo, Cia UsFulano, Caravan Maschera, Morpheus Teatro, Teatro Didático da UNESP e Teatro Brancaleone e Boas Histórias.

Teatro Arthur Azevedo – Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo – SP
7 a 11 de outubro de 2026

Espaço Sobrevento – Rua Coronel Albino Bairão, 42, Belenzinho, São Paulo/SP.
22 a 24 de outubro de 2026

Ingressos gratuitos

Atividades fechadas

16 de outubro, às 10h — Centro Dia para Idosos Adoniran Barbosa

26 de outubro, às 10h — EMEF Anália Franco Bastos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Cerâmica japonesa ganha exposição na Japan House São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Obra Shizuku Zen/2000 (uma gota zen 2000), de Masamichi Yoshikawa. Fotos: ©Takashi Hatakeyama.

Muito antes da cerâmica japonesa se tornar reconhecida mundialmente, os primeiros habitantes do arquipélago já moldavam pratos, vasos, recipientes e demais utensílios com as mãos e levavam para queima em grandes fogueiras a céu aberto. Consideradas algumas das peças em cerâmica mais antigas do mundo, confeccionadas durante o período Jōmon, entre cerca de 14000 a.C. e século III a.C., essas primeiras técnicas deram origem a uma longa história de tradição no Japão. É a partir dessa trajetória milenar que a Japan House São Paulo (JHSP) apresenta a exposição inédita “Cerâmica em curso” com entrada gratuita até 30 de maio de 2027.

Com curadoria da diretora cultural da JHSP, Natasha Barzaghi Geenen e Carolina De Angelis, supervisora cultural da instituição, a mostra parte dessa trajetória milenar e percorre a evolução da cerâmica a partir dos seis fornos antigos do Japão – Bizen, Echizen, Seto, Shigaraki, Tamba e Tokoname – polos ceramistas tradicionais, cujo conjunto é chamado como Rokkoyō. Reconhecido desde 2017 como parte da Japan Heritage pela Agência de Assuntos Culturais, sua produção data do século XII e se mantém contínua até os dias atuais.

O percurso da mostra inicia-se com peças históricas dos períodos Jōmon e Muromachi (c. 1336-c. 1573), apresentando formas e técnicas, bem como os dois tipos de construção de fornos ligados às seis regiões produtoras, o anagama, caracterizado por uma única câmara de queima escavada em terreno inclinado, e o noborigama, também construído em encostas, composto por sucessivas câmaras dispostas em degraus, que permitem a produção de peças em grande quantidade. Além disso, a exposição conta com amostras das argilas de diferentes centros produtores e suas características minerais, apresentando como diferentes materiais resultam em diferentes cores, brilho e texturas. É abordado também o processo de esmalte natural, presente em muitos centros produtores, explorando as expressões únicas da cerâmica japonesa.

Para apresentar as características de cada um dos seis fornos antigos, serão exibidos objetos utilitários, em conjunto com peças artísticas contemporâneas. Essa reunião permite observar as técnicas e o senso estético que foram transmitidos ao longo do tempo, além das características próprias de cada região. Para Natasha, “a cerâmica é uma expressão muito importante da cultura japonesa, não apenas pela sua longa trajetória histórica, mas também pela maneira como reúne conhecimento, tradição, território e formas de compreender a relação com a matéria. Por isso, criar uma exposição sobre esse tema Japan House São Paulo foi uma escolha que exigiu muita pesquisa e cuidado. Levamos em consideração também que a exposição seria vista por curiosos e por especialistas, uma vez que temos importantes polos de produção ceramista próprios no Brasil, muitos deles com forte ligação com o Japão, inclusive. A exposição pretende apresentar ao público brasileiro um recorte focado nas especificidades dos seis fornos antigos que resistiram ao tempo e permitem novas leituras e conexões”. 

Obra Shizuku Zen/2000 (uma gota zen 2000), de Masamichi Yoshikawa.

Dentre as obras, destaque para “Shizuku Zen/2000” (Uma gota zen 2000), de aproximadamente 200 quilos, criada pelo artista Masamichi Yoshikawa, natural de Tokoname, cuja produção amplia a escala e possibilidades de uso dos objetos cerâmicos. Além dele, estão artistas como Taiga Mori (Bizen), Toyokazu Yoshida (Echizen), Tomoya Sakai (Seto), Yuji Ueda (Shigaraki) e Masahiko Ichino (Tamba). Por meio dessas obras, criadas a partir da relação dos artistas com a argila local e o fogo, é possível observar as características próprias dos materiais de cada região, bem como as diferentes expressões resultantes da queima.

Entre os destaques das peças utilitárias estão a tigela de arroz feita com o tradicional padrão mugiwarade, de Yusuke Mizuno (Seto); e o recipiente para água com borda em formato de flecha yahazu, criado por Naokata Ueda VI (Yame). Entre as demais peças, estão a tigela em espiral de Kazuya Ishida (Bizen), a tigela redonda com esmalte cinza e padrões lineares, de Kenji Kasatsuji (Echizen), o copo de saquê guinomi, de Shusaku Ichino (Tamba), e o recipiente cilíndrico com acabamento em esmalte gosu e argila preta, de Takumi Sugie (Tokoname). O desenvolvimento da pesquisa da exposição contou com o apoio fundamental da Associação dos seis fornos antigos e de associações locais de cada uma das regiões. A expografia de “Cerâmica em Curso” conta com patrocínio da empresa Taipal Brasil.

Para ampliar o acesso do público, a exposição oferece recursos acessíveis como Libras, materiais táteis, recursos em braile e piso tátil, presente em toda a instituição. Os textos da exposição estarão disponíveis em português, inglês, espanhol e japonês por meio de QR Codes no espaço.

SERVIÇO:

Exposição “Cerâmica em curso”

Período: 06 de outubro de 2026 a 30 de maio de 2027

Local: Japan House São Paulo, segundo andar – Av. Paulista, 52 – São Paulo/SP

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

Entrada gratuita.

Mais informações em www.japanhousesp.com.br.

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP)

A Japan House é uma iniciativa internacional com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki. Desde 2017, a instituição promoveu mais de 55 exposições e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de 5 milhões de visitantes. A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina. A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações.

Confira as mídias sociais da Japan House São Paulo:

Site: https://www.japanhousesp.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/japanhousesp

YouTube: https://www.youtube.com/japanhousesp 

Facebook: https://www.facebook.com/japanhousesp 

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/japanhousesp.

(Com Bruna Janz/Suporte Comunicação)