Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Serra do Sudeste tem vindima estendida em 2026 por conta do clima

Encruzilhada do Sul, RS, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A safra de 2026 tem confirmado uma virada importante no mapa da vitivinicultura brasileira. Em um ano marcado por condições climáticas mais desafiadoras na Serra Gaúcha, a Serra do Sudeste, especialmente na região de Encruzilhada do Sul, se destacou com maior volume e qualidade de uvas por mais tempo, reforçando seu potencial como um dos principais terroirs do país para vinhos tintos.

Corriqueiramente, as uvas no sul do país são colhidas entre metade de janeiro e início de março, melhor época para que os frutos atinjam a maturidade fenólica mais aguardada, conferindo a dose de açúcar, coloração e taninos na medida certa para compor bons vinhos.

Na avaliação da vinícola Lidio Carraro, a vindima deste ano na região pode ser considerada uma das mais equilibradas dos últimos ciclos. “A vindima de 2026 está sendo espetacular para nós por conta do clima. A uva está amadurecendo por completo por conta de termos tido períodos de temperatura mais amena, principalmente à noite, e amplitudes térmicas maiores. Assim, elas amadurecem mais lentamente e de forma mais completa”, destaca Juliano Carraro, diretor-comercial da vinícola.

Neste momento, a colheita avança com variedades como Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Malbec e Cabernet Franc, enquanto outras parcelas seguem no campo e devem ser colhidas até o final do mês, respeitando o ponto ideal de maturação de cada variedade.

Além da maturação plena, a safra também chama atenção pela concentração das uvas. “Muitas delas apresentam altos índices de polifenóis e açúcares, o que está resultando em vinhos com grande equilíbrio entre potência, álcool e acidez, o conjunto essencial para vinhos de alta gama e com grande potencial de envelhecimento”, aponta Giovanni Carraro, enólogo e diretor técnico da vinícola.

As condições climáticas ao longo do ciclo foram determinantes para esse resultado. Chuvas no início favoreceram uma brotação uniforme e com bom vigor. O tempo estável durante a floração garantiu excelente formação de cachos, com bagas homogêneas. Já a estiagem combinada com grande amplitude térmica contribuiu para reduzir o vigor das plantas, resultando em bagas menores, mais concentradas e com elevada sanidade.

Mesmo com registros pontuais de granizo em algumas áreas do estado, os vinhedos da Lidio Carraro não foram impactados. Na Serra do Sudeste, o fenômeno ocorreu de forma isolada e, nas propriedades da vinícola, não houve incidência, em parte devido ao uso de sistemas de proteção.

O desempenho da Serra do Sudeste em 2026 reforça uma tendência observada nos últimos anos: a região tem se consolidado como alternativa consistente à Serra Gaúcha, especialmente para a produção de tintos estruturados. Com clima mais seco, maior amplitude térmica e ciclos mais previsíveis, Encruzilhada do Sul tem entregado regularidade e qualidade, atributos cada vez mais valorizados na construção de vinhos de identidade e longevidade.

(Fonte: Agência Harmoniza)

MIS inaugura exposição inédita sobre Janis Joplin

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Imagem 3D com perspectiva da exposição “Janis”. Crédito: Case Lúdico.

Fãs de Janis Joplin – um dos maiores ícones da história do rock – poderão conferir de perto uma exposição inédita sobre a lendária cantora norte-americana no Museu da Imagem e do Som. Em 16 de abril, o Museu da Imagem e do Som inaugura “Janis”, mostra que conta com um grande e variado acervo de itens originais, além de uma expografia sensorial que fará o público imergir na contracultura e espírito transgressor dos anos 60, sob a luz da vida e obra de Janis Joplin.  Os ingressos, nos valores de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), já podem ser adquiridos no site: megapass.com.br/mis.

A exposição apresenta uma seleção de mais de 300 itens, como figurinos, adereços, manuscritos e muitas outras peças originais, diretamente de Los Angeles/EUA. “Tivemos acesso à família de Janis e estamos trazendo ao MIS um grande acervo da cantora, nunca visto no Brasil”, afirma André Sturm, diretor geral do Museu da Imagem e do Som e curador da mostra. “E mais: para além dos objetos pessoais, nós fizemos um profundo levantamento fotográfico da vida e carreira de Janis para compor a exposição. Destaco as imagens do Monterrey Pop, um grande festival de música da década de 60, onde ela foi descoberta, ocorrido antes mesmo de Woodstock”.

Detalhe de colete da marca “Nudies’s Rodeo Tailors”, confeccionado especialmente para Janis Joplin em 1966. Crédito: Dick Cavett.

O público conta, ainda, com a já tradicional cenografia imersiva das exposições do MIS, com elementos visuais e audiovisuais pensados em levar o visitante a uma grande experiência sensorial na vida e obra da artista. Serão mais de dez salas expositivas, sendo um dos pontos altos a área dedicada ao amor da cantora ao Brasil – que mostrará os momentos marcantes em que Janis passou no Rio de Janeiro, durante o Carnaval de 1970.

Sobre Janis Joplin

Aquela voz – aguda, rouca, terrena, explosiva – permanece entre as mais distintas e eletrizantes da história da música. Ela reivindicou o blues, o soul, o gospel, o country e o rock com autoridade e entusiasmo inquestionáveis, transitando destemidamente entre jams psicodélicas de guitarra, raízes intimistas e tudo o que há entre esses dois extremos. Suas performances vulcânicas deixavam o público atônito e sem palavras, enquanto seu magnetismo sexual, sua postura experiente e seu estilo extravagante quebravam todos os estereótipos sobre artistas femininas – e, essencialmente, inventavam o paradigma da “mãe do rock”.

Nascida em Port Arthur, Texas, em 1943, Joplin foi influenciada por Leadbelly, Bessie Smith e Big Mama Thornton na adolescência, e a autenticidade dessas vozes impactou fortemente sua decisão de se tornar cantora. Autodenominada “desajustada” no ensino médio, ela sofreu praticamente ostracismo, mas se aventurou na música folk com os amigos e na pintura. Frequentou brevemente a faculdade em Beaumont e Austin, mas se sentiu mais atraída pelas lendas do blues e pela poesia beat do que pelos estudos; logo abandonou a faculdade e, em 1963, partiu para São Francisco, acabando por se estabelecer no notoriamente problemático bairro de Haight-Ashbury, marcado pelo uso de drogas. Lá, conheceu o guitarrista Jorma Kaukonen (que mais tarde integraria a lendária banda de rock de São Francisco, Jefferson Airplane) e os dois gravaram uma série de canções com a esposa dele, Margareta, que tocava na máquina de escrever. Essas faixas – incluindo clássicos do blues como “Trouble in Mind” e “Nobody Knows You When You’re Down and Out” – viriam à tona mais tarde no infame bootleg “Typewriter Tapes”.

Janis Joplin. Crédito: © Fantality Corp.

Ela retornou ao Texas para escapar dos excessos do bairro Haight-Ashbury, matriculando-se como estudante de sociologia na Universidade Lamar, adotando um penteado colmeia e levando uma vida geralmente “certinha”, apesar de ocasionais apresentações em Austin. Mas a Califórnia a atraiu de volta para seu abraço cintilante em 1966, quando ela se juntou à banda de rock psicodélico “Big Brother and the Holding Company”. Sua adoção de um estilo de vestimenta extravagante – com óculos de aros grossos, cabelo frisado e roupas chamativas que faziam alusão, ao estilo hippie, à era do burlesco – impulsionou ainda mais sua crescente reputação.

O inovador Festival Internacional de Pop de Monterey – realizado de 16 a 18 de junho de 1967 – transformou a carreira de Janis Joplin e lançou as bases para festivais como Woodstock. Janis chegou ao bucólico Parque de Exposições do Condado de Monterey como membro do Big Brother and the Holding Company, um grupo praticamente desconhecido fora de São Francisco. Ao final do fim de semana, ela era o centro das atenções da mídia mundial e passou a ser cortejada pelo presidente da Columbia Records, Clive Davis, e pelo empresário de Bob Dylan, Albert Grossman.

Anunciado como “três dias de paz e música”, o Woodstock de 1969 foi o ponto culminante das mudanças culturais que ocorreram ao longo da década. Tudo, desde música, literatura e moda até as atitudes em relação ao sexo e às drogas, foi afetado pela convulsão social – enquanto a guerra no Vietnã continuava, quase meio milhão de pessoas compareceram para demonstrar que a paz e o amor eram possíveis.

Saiba mais em: https://janisjoplin.com/biography/.

Serviço:

Exposição “Janis”

Data: a partir de 16 de abril de 2026

Local: MIS – Avenida Europa, 158 – Jd. Europa – São Paulo

Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h.

Ingressos: terças-feiras: gratuito; de quarta a domingo: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) | megapass.com.br/mis

Classificação: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e MIS, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac.

O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.

(Fonte: Museu da Imagem e do Som)

Agenda 2026 de Fernando de Noronha reúne cultura, esporte e celebrações ao longo do ano

Fernando de Noronha, PE, por Kleber Patricio

Foto por luislucena em FreeImages.

Fernando de Noronha já está preparado para um 2026 movimentado. A Superintendência de Turismo, Cultura e Esportes do arquipélago acaba de divulgar o calendário oficial de eventos, reforçando o destino como uma opção completa para quem busca experiências ao longo de todo o ano, muito além das paisagens paradisíacas que consagraram a ilha internacionalmente.

A programação reúne uma combinação de eventos esportivos, culturais, gastronômicos e celebrações tradicionais, distribuídos ao longo dos meses e pensados para diferentes perfis de visitantes. Entre os destaques, a tradicional Paixão de Cristo, em abril, que movimenta a comunidade local e visitantes.

Ao longo do ano, a agenda inclui festivais culturais como a Semana dos Museus, em maio, e o Literarte, em junho, além de eventos esportivos que já fazem parte do calendário da ilha, como corridas, competições de futevôlei e encontros voltados ao bem-estar e à natureza. Em setembro, o destino ganha ainda mais visibilidade com o Noronha Weekend e eventos como o Above Noronha, voltado ao paraquedismo.

No segundo semestre, datas comemorativas e experiências temáticas reforçam o charme da ilha, como o aniversário de Fernando de Noronha em agosto, o festival Love Noronha, entre outubro e novembro, e a programação de fim de ano, que inclui o tradicional Réveillon da ilha e o concorrido Réveillon Zé Maria.

Para o superintendente de Turismo, Cultura e Esportes de Fernando de Noronha, Paulo Henrique Guerra, o calendário é uma ferramenta estratégica para o destino. “A construção de um calendário estruturado permite organizar melhor o fluxo turístico ao longo do ano, valorizar a cultura local e ampliar as oportunidades econômicas para a ilha. Nosso objetivo é mostrar que Noronha pode ser visitada em diferentes épocas, sempre com experiências relevantes para o visitante”, frisa.

Além da programação de eventos, a Superintendência vem intensificando sua atuação na promoção do destino em feiras de turismo nacionais e internacionais, com foco na ampliação da presença de visitantes estrangeiros. Segundo dados do setor, a participação internacional no fluxo turístico da ilha cresceu de 4% para 9% em 2025, e a meta é alcançar 20% neste ano de 2026. Essa estratégia é conduzida em parceria com órgãos e entidades do setor, fortalecendo o posicionamento de Fernando de Noronha no mercado global e ampliando a diversificação da demanda turística.

Além de diversificar a oferta turística, a programação também contribui para a redução da sazonalidade e o fortalecimento da economia local, envolvendo diferentes setores da cadeia produtiva. Para Hayrton Almeida, presidente do Fernando de Noronha Convention & Visitors Bureau (Visite Noronha), o calendário amplia o posicionamento do destino. “Quando o visitante encontra uma agenda de eventos bem distribuída ao longo do ano, ele passa a enxergar Noronha não só como um destino de contemplação, mas também de experiências. Isso aumenta o tempo de permanência, estimula o retorno e fortalece toda a cadeia do turismo”, destaca.

Confira abaixo o calendário completo de eventos:

Abril

Copa Noronha de Futevôlei

Paixão de Cristo

Maio

A Fantástica Ilha da Alegria

Festival Viva Mainha

Semana dos Museus

Junho

Literarte

São João da Ilha

Arraiá das Madeiras

São Pedro

Julho

Participação na Fenearte (com artesãos de Noronha)

Agosto

Corrida René Jerônimo

Aniversário de Fernando de Noronha

Corrida “Correndo com ED”

Dia de Nossa Senhora dos Remédios

Setembro

Noronha Weekend

Above Noronha (paraquedismo)

Corrida Mountain Do

Desfile Cívico

Abertura do Verão

CFUT Noronha

Refeno

Primavera dos Museus

Outubro

Dia das Crianças

Love Noronha

Novembro

Dia da Consciência Negra

Dezembro

Corrida 21K Noronha

Ciclo Natalino

Réveillon Zé Maria

Réveillon da Ilha.

Sobre o Visite Noronha | O Fernando de Noronha Convention & Visitors Bureau (Visite Noronha) é uma iniciativa oficial de promoção turística de Fernando de Noronha. Atuando como um hub estratégico de comunicação, o projeto tem como missão divulgar os atrativos naturais, culturais e experiências únicas da ilha, além de fortalecer a imagem do destino junto ao trade nacional e internacional. Com foco em sustentabilidade, qualidade de serviços e hospitalidade, o Visite Noronha trabalha em parceria com empresas e lideranças locais para posicionar a ilha como referência em turismo responsável e desejável o ano todo.

(Com Yasmim Dicastro/Press Manager)

No mês do Choro, ‘Para Sempre Ernesto Nazareth’ é o destaque no Centro da Música Carioca Artur da Távola

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Moises Santos, Yuka Shimizu e Georgia Szpílman. Fotos: Sergio Roberto.

O projeto Clássicos Domingos apresenta no dia 12 de abril, às 11h, um concerto que é, ao mesmo tempo, homenagem, mergulho histórico e celebração da música brasileira: “Para Sempre Ernesto Nazareth”. No palco, um trio de excelência conduz o público por essa travessia sensível pela obra de Ernesto Nazareth: a cantora e atriz Georgia Szpílman, responsável pela voz e pelo texto, a pianista Yuka Shimizu e o clarinetista Moises Santos, no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca.

Mais do que interpretar, o espetáculo propõe narrar a trajetória de um dos compositores fundamentais para a construção da identidade musical do Brasil. Entre palavras e melodias, o público é convidado a conhecer a história daquele menino nascido em 20 de março de 1863, vindo de uma família modesta, marcado pela disciplina do pai e pela sensibilidade musical da mãe — influências que moldariam o artista que ajudou a definir o que hoje reconhecemos como música brasileira.

A força do concerto também está nas histórias que atravessam gerações e fronteiras. É o caso de Yuka Shimizu, que teve seu primeiro encontro com a obra de Nazareth ainda aos 12 anos, no Japão, ao ouvir “Odeon”. Encantada, decidiu aprofundar seus estudos e escreveu uma carta para a consagrada pianista Clara Sverner, pedindo orientação — mesmo sem falar português. O gesto, movido pela paixão, transformou seu destino: há 28 anos no Brasil, Yuka tornou-se uma importante difusora da música brasileira no exterior, levando Nazareth e outros grandes compositores, como Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, a palcos internacionais, especialmente no Japão.

Para Sempre Ernesto Nazareth é, portanto, mais do que um concerto – é um encontro entre culturas, tempos e afetos; um espetáculo que reafirma a permanência e a atualidade da obra de Nazareth, revelando sua força poética e sua contribuição essencial para a música do país.

Uma experiência imperdível para quem deseja ouvir, sentir e compreender em profundidade a alma da música brasileira.

Repertório

Você bem sabe – Ernesto Nazareth

O feitiço não mata – letra de Ary Kerner

Tudo sobe – letra e música de Ernesto Nazareth

Brejeiro – Ernesto Nazareth

Confidências – Ernesto Nazareth

Sertaneja – letra de Catullo da Paixão Cearense

A Florista – letra de Francisco Telles

Apanheite Cavaquinho – Ernesto Nazareth

Beija Flor – letra e música Ernesto Nazareth

Odeon – Ernesto Nazareth

Êxtase – letra e música de Ernesto Nazareth

Gaúcho – Ernesto Nazareth

Escorregando – Ernesto Nazareth

Sobre Georgia Szpílman (Voz)

A soprano Georgia Szpílman destaca-se pela versatilidade. Iniciou sua carreira cantando em musicais como West Side Story, Revivendo Glenn Miller, Sapateando Duke Ellington e, mais recentemente, Sinatra Olhos Azuis. Possui vasta experiência camerística e dedica-se principalmente ao canto lírico, tendo estudado com o Prof. Richard Reiß, na Freiburg Musikhochschule (Alemanha). Atualmente, especializa-se na técnica russa “Tecling” com a Profa. Elena Konstantinovna. Tem atuado como solista em grandes produções, em especial, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tais como As Bodas de Fígaro (Condessa), Turandot (Liú), Il Triptico, Electra, Fosca (papel título), O Condor (Odaléia), Viúva Alegre (Valentina), Cavaleria Rusticana (Lola), Norma (Clotilde), Carmen (Mercedes) e La Traviata (Flora), entre outras. Realizou concerto em homenagem a Carlos Gomes com a Orquestra Sinfônica de Aracaju sob a regência do maestro Ian Bressan. Atuou como solista com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência do maestro norte-americano Jack Wall. Participou, como solista convidada, do centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a obra Poema de Itabira, musicada por Villa-Lobos, sob a regência do maestro Sílvio Barbato. Na área de música contemporânea, tem trabalhado com a compositora Joci de Oliveira, com a qual participou do Primeiro Festival Internacional de Mulheres Compositoras, na cidade de São Paulo. Apresentou-se na 1ª Audição de Composições Brasileiras e esteve nos espetáculos da série Palavras Brasileiras – Momentos da História do Brasil em Música. Em Israel, participou do Festival de Verão de Jerusalém, cantando árias e canções de Carlos Gomes. Na Alemanha, apresentou-se com árias de Wagner, Lieds e canções de Villa-Lobos.

Sobre Yuka Shimizu (Piano)

Nasceu na província de Saitama, Japão. Em 1995, ingressou na Faculdade de Música Kunitachi, em Tóquio, sob a orientação da professora Keiko Kubota. Sua paixão pela música brasileira trouxe-a ao Brasil, em 1997, para pesquisar a vida e a obra do compositor Ernesto Nazareth. Ampliou seus estudos de música brasileira, formando-se no Conservatório Brasileiro de Música em 2001. Estudou com os professores Clara Sverner, Maria Teresa Soares e Mordehay Simoni. Em Tóquio, tocou no Teatro Myonichikan, Musicasa e em Nagoya, apresentou-se na Sala Plaza Music. Tirou o primeiro lugar no Concurso de Talentos de Piano em Brasília e o terceiro lugar no Concurso de Piano para Repertório Brasileiro, em São Paulo. Melhor intérprete de música brasileira e Bach no XI Concurso Nacional de Piano de Minas Gerais, realizado na cidade de Belo Horizonte e segundo lugar no Concurso Nacional de Piano Artelivre, em São Paulo. Recebeu Moção de Congratulações por sua atuação como intérprete de Música Brasileira na Câmara Municipal de Rio de Janeiro.

Desde 1998 realiza recitais nos principais teatros da cidade do Rio de Janeiro. Em 2006 gravou o CD Embalada pela Brisa do Rio, com músicas de Ernesto Nazareth. Vem divulgando a música de Ernesto Nazareth, tanto no Brasil, como no Japão, tendo sido homenageada pelo biógrafo de Ernesto Nazareth, Luiz Antonio de Almeida, pelo fato de ter vindo ao Brasil para se especializar na obra do grande mestre. Foi orientada pelo pianista Aloysio de Alencar Pinto, ainda vivo e que durante anos ouviu Ernesto em pessoa. Também recebeu orientação de Maria Josephina Mignone, que conheceu os mistérios de se interpretar fielmente Nazareth com seu esposo Francisco Mignone. Anualmente retorna ao Japão, onde realiza recitais para divulgar a música Brasileira.

Sobre Moisés Santos (Clarinete)

Moises Santos é primeiro clarinetista da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Estado do Rio de Janeiro e da Orquestra Filarmônica do RJ. Participou como músico extra de diversas orquestras, dentre as quais destacam-se a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Sinfônica de Manaus, Orquestra Sinfônica Pró- Música e Orquestra Sinfônica Nacional. Bacharel em clarineta, recebeu Moção Honrosa da Câmara Municipal do Rio de Janeiro por suas atividades musicais.

Em sua trajetória, atuou nas salas de concertos do Rio de Janeiro e em outros estados, como: Sexta Noturna, Teatro Municipal de Ouro Preto/MG. Quarteto de Clarinetas Quarta Justa – Teatro UFF/ RJ; Camerata Amadeus em Porto Alegre/RS e Campos de Jordão/SP. Participou como solista na Réplica do Balé Lar Loubovich em que executou o Concerto em Lá de W. A. Mozart K622 acompanhado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou da temporada oficial da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ executando o Concertino de Mignone e o XVII Concerto na Temporada Oficial da UFR Jazz Ensemble, executando Prelude, Fugue e Riffs de Leonardo Bernstein.

Serviço:

Para Sempre Ernesto Nazareth, com Georgia Szpílman, Yuka Shimizu e Moises Santos

Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola

Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca

Data: 12 de abril (domingo)

Horário: 11h

Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia-entrada) na plataforma Sympla

Classificação: Livre.

(Com Cláudia Tisato/Matéria-Prima Comunicação e Arte)

‘Teatro na Mário’ retorna com adaptação do clássico “Memórias do subsolo”, escrito por Dostoiévski

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Vanderlei Bernardino em adaptação de “Memórias do subsolo”. Foto: Jamil Kubruk.

O Teatro na Mário retorna em abril com uma adaptação de “Memórias do subsolo”, uma obra clássica do autor russo Fiódor Dostoiévski, no auditório Rubens Borda de Moraes, na Biblioteca Mário de Andrade. O monólogo será apresentado nos dias 6, 13 e 27, às 19h e no dia 22, às 21h.

No monólogo, um homem revisita suas próprias memórias e expõe contradições, ressentimentos e pensamentos que evitou encarar ao longo da vida, como “coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio”. Ao compartilhar essas memórias, ele revela acontecimentos biográficos marcantes, que o tornaram um homem ressentido, narcisista e introspecto.

No livro, a história se passa no século 19, em São Petersburgo, na Rússia, mas nesta adaptação o cenário é a São Paulo contemporânea, no século 21, o que aproxima o público de um dos textos mais marcantes da literatura moderna.

Logo após a apresentação, no dia 22, Alvaro Machado e Johana Albuquerque se juntam para uma mesa de debates com o público e no dia 27, a conversa será com Alvaro Machado e Vanderlei Bernardino.

A atuação é de Vanderlei Bernardino, a direção de Johana Albuquerque e a adaptação de Diego Moschkovich e Vladimir Bocharov. O espetáculo é oferecido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Serviço:

Atração: Teatro na Mário apresenta “Memórias do subsolo”

Quando: 6, 13 e 27 de abril, às 19h e 22, às 21h

Onde: Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94, República – SP

Quanto: Entrada gratuita | ingressos distribuídos 1 hora antes, na recepção.

(Com Camila Quaresma/SMC)