Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

MASP apresenta mostra de Santiago Yahuarcani sobre cosmologia uitoto e os impactos do ciclo da borracha

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Santiago Yahuarcani, El principio del conocimiento, 2019. Cortesia do artista e [Courtesy of the artist and] Crisis Galería, Lima e [and] Madri.

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand exibe, de 2 de abril a 2 de agosto, a primeira individual no Brasil de Santiago Yahuarcani (Pebas, Peru, 1960), artista que dá forma aos seres físicos e espirituais que compõem a identidade e a cultura do povo indígena Uitoto, localizado na região amazônica entre o sul da Colômbia e o norte do Peru. Yahuarcani entrelaça a cosmologia do seu povo com a denúncia da violência extrativista contra povos indígenas na Amazônia. Com curadoria de Amanda Carneiro, curadora, MASP, “Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento” abrange 35 obras que propõem uma imersão nos saberes, mitos e traumas uitotos.

A exposição é organizada em cinco núcleos: Pintura de sonsTempo do choro de sangueMundos espirituaisPlantas sagradas e Guardiões da Amazônia. A pintura El principio del conocimiento [O princípio do conhecimento] (2019), que inspira o título da mostra, traz, em seu centro, uma folha de coca, que também é corpo com mãos. De sua boca emerge uma folha de tabaco. Esse trabalho materializa o mito de criação em que a entidade Buinaima (Deus) concede sabedoria ao povo por meio de duas plantas sagradas, a coca e o tabaco, que são usadas em rituais espirituais e medicinais para a comunicação com o divino.

Santiago Yahuarcani, Dueño de kion, 2022. Cortesia do artista e [Courtesy of the artist and] Crisis Galería, Lima e [and] Madri.

Yahuarcani articula a riqueza da cosmologia uitoto com a memória ancestral profundamente marcada pela resistência e sobrevivência ao ciclo da borracha. Seu avô, Gregorio López, foi um dos sobreviventes do genocídio de Putumayo— ocorrido entre 1879 e 1912, quando a atuação de empresas extrativistas resultou no assassinato de cerca de 30 mil indígenas. “Yahuarcani usa a pintura como um meio de honrar sua ancestralidade e denunciar injustiças históricas. Mais do que habilidades práticas, ele herdou de seus antepassados e familiares um modo de ver o mundo — modo esse profundamente enraizado na preservação da memória indígena, na importância espiritual da natureza e no poder da contação de histórias”, afirma a curadora Amanda Carneiro.

Relatos da coerção, trabalho forçado e outras violências contra povos indígenas são o tema do segundo núcleo da exposição: Tempo do choro de sangue. A obra Lugar caliente [Lugar quente] (2023) expressa um desequilíbrio entre o espiritual e o humano. A pintura mostra figuras humanas de cabeça para baixo, pessoas sendo jogadas em uma fogueira e movimentos de perseguição. “O tempo da borracha foi o choro de sangue. É assim que nós, uitotos, chamamos esse período, porque foi muito cruel. Nós, descendentes, sentimos essa dor, pois foi a destruição da nossa cultura”, diz Yahuarcani.

Santiago Yahuarcani, Grito de 2020, 2020. Cortesia do artista e [Courtesy of the artist and] Crisis Galería, Lima e [and] Madri.

A parte interna das cascas de árvores amazônicas é manuseada e transformada por Santiago em uma tela natural, chamada llanchama. Esse uso reforça a relação direta do artista com a floresta, que não é considerada uma fonte de recursos ou paisagem, mas uma entidade viva, guardiã de conhecimento e história.

Para os uitotos, não há fronteira entre o material e o invisível, entre o presente e a ancestralidade. A floresta, os rios e os seres humanos, assim como as existências espirituais e físicas, coexistem e não se separam da vida cotidiana. Os humanos podem se tornar animais ou plantas, os rios escutam e a terra responde. Uma profusão de figuras, muitas vezes híbridas e míticas, manifesta, nos trabalhos de Yahuarcani, essa maneira de viver, como em Buinaiño — Dueña del mijano [Buinaiño – Dona do mijano] (2025). Presente no núcleo Mundos espirituais, a obra inédita aprofunda a compreensão sobre as entidades que regem a vida na Amazônia. Dueñas e dueños [donas e donos] são autoridades espirituais que governam territórios e espécies, regendo os pactos de equilíbrio entre humanos e não humanos. A pintura destaca Buinaiño, a guardiã do mijano — o cardume migratório vital para a subsistência das comunidades ribeirinhas.

Santiago Yahuarcani, Lugar caliente, 2023. Cortesia do artista e [Courtesy of the artist and] Crisis Galería, Lima e [and] Madri.

A exposição é organizada em parceria com The Whitworth (Inglaterra), onde esteve em cartaz de julho de 2025 a janeiro de 2026, e com o Museo Universitario del Chopo (México), que a receberá de outubro de 2026 a março de 2027.

Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Colectivo Acciones de Arte, Damián Ortega, Sol Calero, Carolina Caycedo, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.

SOBRE O ARTISTA

Pintor e escultor originário do povo indígena Uitoto, Santiago Yahuarcani (Pebas, Peru, 1960) trabalha, principalmente, com pigmentos naturais sobre llanchama. Constrói cenas povoadas por figuras híbridas que transitam em campos cromáticos vibrantes que sugerem contínua transformação. Com cores intensas, linhas sinuosas e inscrições em espanhol e em uitoto, cria uma linguagem visual própria, na qual texto, imagem e cosmologia se articulam para afirmar outras formas de narrar a história e o presente dos povos indígenas na Amazônia. Participou da 60ª Bienal de Veneza (2024), 14ª Bienal do Mercosul (2025) e 14ª Bienal de Gwangju (2023).

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

CATÁLOGO

Será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e textos sobre a exposição. O livro tem organização editorial de Amanda Carneiro, Darren Pih, diretor de exposições e acervo de Whitworth, e Miguel A. López, curador-chefe do Museo Universitario del Chopo. Conta com textos de Amanda Carneiro, Darren Pih, Miguel A. López e Pablo José Ramirez. A publicação também contempla uma entrevista com Santiago Yahuarcani feita por seu filho e artista Rember Yahuarcani.

LOJA MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais de Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento, que incluem cadernos, blocos, postais, ímãs e marca-páginas.

REALIZAÇÃO

Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e ProAC-ICMS. Tem patrocínio de City Brasil e apoio de Mattos Filho.

SERVIÇO:

Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento

Curadoria: Amanda Carneiro, curadora, MASP

2/4 — 2/8/2026

Edifício Pietro Maria Bardi, 6º e 5º andar

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h

(entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: MASP)

Entre a irreverência de Paulo Gustavo e o humor afiado de Fábio Porchat, “Minha Avó É Muito Louca” estreia no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Com direção de Pedro Vasconcelos, espetáculo está em cartaz no Teatro Cândido Mendes até final de abril. Foto: Divulgação.

O palco do Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, recebe “Minha Avó É Muito Louca”, monólogo escrito e interpretado por Dan Rocha, com direção geral de Pedro Vasconcelos, direção cênica de Catarina de Carvalho e direção criativa de Isabella Santoni. Em cartaz às quintas-feiras, às 20h, a comédia apresenta ao público Neide, uma senhora de 92 anos que transforma o teatro em sala de estar e a plateia em confidente, em um espetáculo de humor direto, afetivo e sem filtros.

Por trás do riso alto e das histórias familiares que contém doses de acidez, a montagem carrega também um gesto de memória e gratidão. Cinco anos após a morte de Paulo Gustavo, Dan assume em cena a influência decisiva do artista em sua formação. Fã declarado desde a adolescência, transforma o espetáculo em homenagem à liberdade criativa e à autenticidade que marcaram a trajetória do humorista e redefiniram a comédia popular brasileira. “Esta peça celebra o humor direto, popular e profundamente humano, uma marca registrada da geração de artistas que tiveram em Paulo Gustavo uma referência maior, e eu sou parte dela. Paulo foi uma bússola artística que me ensinou que ser intenso, afetado e exagerado não é defeito, é potência. Essa peça nasce da coragem de existir sem pedir desculpas”, conta Dan Rocha.

A personagem Neide, uma senhora de 92 anos que “não pede licença, não pede desculpa e muito menos baixa o volume”, conduz o monólogo entre memórias familiares, sexo na terceira idade, tecnologia, religião, velórios, golpes de telefone e a absoluta impaciência com o mundo moderno. Exagerada e profundamente reconhecível, ela é um retrato afetivo de muitas mulheres brasileiras.

A ideia do espetáculo surgiu de forma espontânea. Durante um encontro, Pedro Vasconcelos viu Dan imitar uma de suas avós e foi direto: “Isso é maravilhoso. Você precisa fazer uma peça sobre isso.” O que começou como uma brincadeira virou dramaturgia. “Eu resisti no começo. Era pessoal demais. Mas quando entendi que aquela avó era também um retrato da avó de todo mundo, eu mergulhei”, relembra o ator.

Neide nasce da fusão das duas avós de Dan com traços de sua mãe — gestos, frases, temperamentos e contradições que atravessam gerações. Além da homenagem a Paulo Gustavo, o espetáculo também carrega a influência de Fábio Porchat, outra referência da adolescência do ator. “Eu imitava os dois na escola. Foi ali que eu entendi que o humor podia ser meu lugar de pertencimento”, conta.

Minha Avó É Muito Louca é, acima de tudo, uma celebração da liberdade de ser quem se é, independentemente da idade. Entre confissões inesperadas e interações com a plateia, Neide prova que envelhecer não significa parar de viver — significa rir de tudo. Principalmente dos próprios problemas. “Se o público sair do teatro rindo alto e com vontade de abraçar suas avós — ou pedir desculpas por tê-las silenciado diversas vezes — eu já cumpri minha missão”, conclui Dan.

A produção também aposta em uma estratégia de formação de público com foco no encontro de gerações: quem adquirir um ingresso terá direito a outro, gratuitamente, para levar a avó. A iniciativa busca ampliar a presença da terceira idade na plateia e reforça a proposta afetiva da montagem, que coloca avós e netos lado a lado — dentro e fora de cena.

Serviço:

“Minha Avó É Muito Louca”

Datas: 26 de março a 30 de abril de 2026

Temporada: Quintas-feiras, às 20h

Local: Teatro Cândido Mendes – Ipanema

Ingressos: Disponível no site da Sympla [https://bileto.sympla.com.br/event/116738/d/367458] ou na bilheteria física do teatro

Horário de funcionamento da bilheteria: Quinta a domingo das 18h às 21h

Valor: R$ 70 (inteira) | R$ 35 (meia)

Ficha Técnica

Direção Geral: Pedro Vasconcelos

Direção Cênica: Catarina de Carvalho

Atuação e dramaturgia: Dan Rocha

Direção Criativa/Marketing: Isabella Santoni

Assessoria de Imprensa: MIS Comunicação

Produção de Conteúdo: Thales Côrtes

Maquiagem: Munna Alexandre

Produção: Beatriz Rangel

Som e luz: João Filipe Rocha

Fonoaudióloga: Luisa Catoira

(Com Fernanda Misailidis/Mis Comunicação)

Instituto Capobianco recebe o espetáculo “BadeRna – Um Sobrevoo”, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Sergio Silva.

Concebido e interpretado por Luaa Gabanini e dirigido por Roberta Estrela D’Alva, o espetáculo “BadeRna – Um sobrevoo”, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, estreia no dia 3 de abril, no Instituto Capobianco. A temporada, que integra a residência artística do grupo, conta com 12 apresentações e segue até 26 de abril.

Inspirada na vida e na militância da bailarina italiana Marietta Baderna (1828–1870), a peça parte de sua trajetória como inspiração para uma criação performática que dialoga com seu espírito transgressor. Ousada e inovadora, Marietta desafiou o conservadorismo do século XIX ao fundir o rigor do balé clássico à ginga do lundu — dança de matriz africana que, na época, era símbolo de resistência dos povos escravizados.

Perseguida pelo conservadorismo da época, Baderna deixou os palcos, e seus admiradores — os “baderneiros” — passaram a frequentar teatros gritando “Cadê a Baderna?”, causando alvoroço. Com o tempo, seu sobrenome, antes ligado à ideia de uma “dança divina”, passou a significar confusão, desordem ou bagunça, enquanto a história da artista acabou sendo parcialmente esquecida. A palavra baderna, exclusiva do português do Brasil, surgiu no fim do século XIX em referência à bailarina italiana.

Desde 2014, o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos tem explorado essa memória para estabelecer conexões com seu contexto histórico, quando BadeRna foi apresentada como um espetáculo performático. Agora, o grupo estreia uma nova versão, BadeRna – Um sobrevoo, atualizando a criação a partir das transformações do contexto histórico e político e também do próprio corpo que a encena e reinventado de forma decolonial essas relações, incorporando o espírito do verbo “badernar”: militar, confrontar, questionar.

“Comemorando 12 anos da montagem, a nova performance aborda não só o despejo de uma companhia de teatro, mas também a invisibilidade de corpos marginalizados e o desprezo pela história, representado na figura transgressora da bailarina Baderna”, afirma a diretora Roberta Estrela D’Alva. O espetáculo mistura poesia, dança, música e palavra, criando um território performático que propõe uma experiência cênica em que corpo e linguagem se encontram para tensionar o presente e imaginar outras formas de viver no presente.

Atividades paralelas 

Fotografia para divulgação do espetáculo Baderna. Na foto, a atriz Luaa Gabanini. Data: 10/03/2026. Local: São Paulo. Foto: Sérgio Silva.

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos realiza uma série de atividades paralelas, gratuitas e abertas ao público, durante o mês de abril no Instituto Capobianco. Entre elas, a Oficina Zona Autônoma da Palavra, com Roberta Estrela D’Alva, uma das fundadoras do Bartolomeu, a mostra de filmes com a sessão especial do documentário “Urgência nas Ruas”, de Luaa Gabanini, uma roda de conversa com a participação da Companhia do Latão, uma das mais tradicionais do Brasil, e uma edição do ZAP! Zona Autônoma da Palavra, o primeiro slam de poesia do país.

Sobre o Instituto Capobianco

Com 20 anos de história, o Instituto Capobianco ocupa um casarão histórico construído em 1928 na Rua Álvaro de Carvalho, no centro de São Paulo. Originalmente residência e oficina da família de Remo Capobianco, o edifício de estilo floreal foi restaurado em 2005 e atua como espaço cultural de referência.

O Instituto atua há mais de duas décadas desenvolvendo um trabalho contínuo de estímulo e fomento ao teatro e às artes. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como um espaço de criação, formação, experimentação e desenvolvimento de linguagens artísticas.

Durante dez meses de 2025, o Instituto acolheu a mundana companhia, uma das companhias mais relevantes do cenário teatral paulistano, com temporadas de três peças do repertório, a criação e a estreia de duas peças inéditas, totalizando em 120 dias de espetáculos em cartaz e reunindo 5,2 mil espectadores. Ao longo do ano, o Instituto também promoveu 6 palestras e debates, 5 exposições fotográficas, um ciclo de filmes inéditos e 4 cursos gratuitos, além de lançar um podcast sobre memória teatral, com 25 episódios.

Em 2026, as residências são renovadas com as ocupações do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, durante o primeiro semestre, e do Núcleo Olho (Janaina Leite), no segundo semestre. Ao longo do ano, ambas as companhias apresentam temporadas de dois espetáculos de seus repertórios e a criação de uma obra inédita cada, além de desenvolver uma programação formativa e de encontros com o público, com oficinas, debates, slam, mostra de filmes e outras atividades abertas ao público ampliando o diálogo com seus processos de pesquisa e criação.

Sobre o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos é formado por Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D’Alva e criou a linguagem teatro hip-hop. Em parceria com artistas de diversas áreas ao longo de seus 26 anos de existência criou espetáculos, intervenções urbanas, projetos audiovisuais e publicações. O coletivo tem como pesquisa de linguagem o diálogo entre a cultura hip-hop, que traz a contundência da autorrepresentação como discurso artístico, e o teatro épico, e seus recursos: o caráter narrativo, apoiado por uma dramaturgia que se configura depoimento do processo histórico; como instrumento que elucida uma concepção do mundo, e coloca o ator-narrador em face de si mesmo como objeto de pesquisa; como ser mutável; em processo, fruto do raciocínio, da reflexão. O Núcleo recebeu diversos prêmios e participou de renomados festivais brasileiros e internacionais. Pioneiro no poetry slam no Brasil, criou o ZAP! Zona Autônoma da Palavra, e ancorou por 10 anos os campeonatos paulistas (SLAM SP) e brasileiro (SLAM BR), além dos campeonatos internacionais Rio Poetry Slam da FLUP- Festa Literária das Periferias, Abya Yala Poetry Slam – Copa América da Poesia Falada e o WPSO- Campeonato Mundial de Poetry Slam.

FICHA TÉCNICA 

Concepção Geral: Luaa Gabanini

Direção: Roberta Estrela D’Alva

Atriz-dançarina: Luaa Gabanini

Poemas de Ação Dramática: Claudia Schapira e Luaa Gabanini

Direção Musical: Eugênio Lima

Percussão: Victória dos Santos e Dessa Ferreira

Figurino: Claudia Schapira

Costureira: Cleuza Amaro da Silva Barbosa

Operação de som: Rafa Penteado

Operação de Luz: Carol Autran e Andressa Pacheco

Desenho de Luz: Carol Autran

Consultoria de Ballet Clássico: Luiz Arrieta

Consultoria de Dança de Rua: Flip Couto

Consultoria de Danças Populares: Cristiano Meirelles

Consultoria de Sonorização: João de Souza Neto

Consultoria de Voz: Andrea Drigo

Produção Administrativa: Corpo Rastreado

Produção Executiva: Thais Cris

Coordenação das Redes Sociais: Jorge Ferreira

Fotos de Divulgação: Sérgio Silva.

Serviço:

“BadeRna – Um sobrevoo”, com Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

Estreia em 03 de abril | Temporada até 26 de abril

Local: Instituto Capobianco

Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP,

Telefone: (11) 3237-1187.

Sexta e sábado, 20h; domingo, 18h.

Ingressos:R$30 inteira | R$15 meia

Ingressos online:  www.institutocapobianco.art.br

Bilheteria – Horário de funcionamento: 1 hora antes da apresentação

Classificação Indicativa: 12 anos

Duração: 60 minutos

Faixa etária: 14 anos

Instagram: @institutocapobianco

Site: www.institutocapobianco.art.br.

(Com Karina Mancini/Atti Comunicação)

Música e viagem em alta: festivais internacionais impulsionam turismo e reforçam a importância da conectividade no exterior

Mundo, por Kleber Patricio

Compra de eSIMs internacionais cresce entre brasileiros, com Estados Unidos, Chile e Argentina entre os destinos mais buscados. Foto: FreePik.

O segundo trimestre do ano, que coincide com a primavera no hemisfério norte, vem se consolidando como um dos períodos mais estratégicos para viagens internacionais entre brasileiros, impulsionado por grandes eventos globais e escapadas de curta e média duração.

Segundo a Airalo, maior fornecedora de eSIMs para viajantes no mundo, em 2025, foi o período com maior crescimento na compra de eSIMs internacionais por brasileiros, com alta de 16,77% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os destinos mais procurados estão Estados Unidos, Chile, Argentina, Itália, Portugal, França, Espanha e Japão.

Em paralelo, o calendário global de festivais musicais impulsiona uma nova dinâmica de turismo, com roteiros multicidades, viagens em grupo e maior circulação entre destinos. Nesse cenário, a conectividade se torna um elemento essencial da experiência, permitindo acesso a mapas, ingressos digitais, transporte, pagamentos e comunicação em tempo real, sem depender de redes instáveis ou custos elevados de roaming. “Viajar para um festival hoje é organizar uma experiência completa: roteiro, transporte, hospedagem e encontros com amigos. Ter internet desde o momento em que você desembarca traz liberdade e tranquilidade. O eSIM permite que o viajante chegue conectado, evite depender de Wi-Fi público e tenha controle sobre seus gastos”, afirma Carlos Torres, Diretor de Growth Marketing da Airalo.

Além das atrações culturais e turísticas, esses destinos recebem alguns dos principais festivais musicais do calendário global, funcionando como catalisadores de viagens ao combinar música, turismo e experiências culturais. Confira alguns dos eventos para incluir no roteiro em 2026:

Coachella | Califórnia/Estados Unidos – abril

Realizado no deserto da Califórnia, também nos Estados Unidos, o Coachella é conhecido por reunir artistas de diferentes gêneros e influenciar tendências globais de música, cultura e moda.

Printemps de Bourges/França – abril

Um dos festivais mais tradicionais da primavera europeia, o Printemps de Bourges reúne artistas consagrados e novos talentos da música internacional. A França registrou crescimento de 17,55% no número de viajantes brasileiros em comparação ao período anterior (Nov 2023 – Out 2024).

Greenroom Festival | Yokohama/Japão – maio

Realizado em Yokohama, o Greenroom Festival combina música, arte e cultura em um ambiente ao ar livre próximo ao litoral. Muitos viajantes aproveitam o evento para estender o roteiro por outras cidades japonesas. Dados da Airalo mostram que o Japão registrou crescimento de 49,64% entre viajantes brasileiros.

Seoul Jazz Festival | Coreia do Sul – maio

Realizado em Seul, o Seoul Jazz Festival reúne artistas internacionais e nomes relevantes do jazz contemporâneo, em uma cidade que combina tradição e tecnologia. A Coreia do Sul também se destacou entre os destinos analisados, com um dos maiores crescimentos, registrando alta de 226,65% nas compras de eSIM por usuários brasileiros em comparação ao ano anterior, de acordo com os dados da Airalo.

Primavera Sound | Barcelona/ Espanha – junho

O Primavera Sound, realizado em Barcelona, é conhecido pela curadoria musical diversa e pelo ambiente urbano vibrante. O evento costuma atrair turistas que aproveitam a viagem para explorar outras cidades europeias. A Espanha manteve trajetória de alta e registrou crescimento de 26,36% nas compras de eSIM por brasileiros na primavera de 2025, ante igual período de 2024, segundo a Airalo.

Como evitar roaming durante festivais em 3 passos

Para quem viaja a festivais internacionais, a conectividade deixou de ser apenas conveniência e passou a ser parte essencial da logística da viagem — desde navegação por mapas e uso de transporte até acessos digitais, pagamentos e coordenação de encontros ao longo dos eventos.

Para garantir uma experiência mais fluida, a Airalo recomenda:

– Instalar o eSIM antes da viagem, com uma conexão Wi-Fi estável;

– Verificar se o aparelho é compatível com a tecnologia eSIM e está desbloqueado;

– Escolher um plano por país, regional (como Europa) ou global, de acordo com o roteiro.

A Airalo oferece cobertura em mais de 200 destinos, com planos pré-pagos e preços transparentes, o que ajuda a evitar surpresas na conta de telefonia e reduz a dependência de redes Wi-Fi públicas.

Com o crescimento das viagens internacionais impulsionadas por eventos, os festivais se consolidam como um dos principais motores do turismo global. Mais do que acompanhar grandes artistas, essas experiências combinam música, descoberta cultural e conexões pessoais — e planejar a conectividade é parte fundamental para aproveitar cada momento com segurança e flexibilidade.

(Com Luisa Pupo/Another Comunicação)

Espetáculo inspirado em Ailton Krenak chega à CAIXA Cultural São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Dalton Valério.

“Somos mesmo uma humanidade?” Essa é a pergunta que ecoa no palco de “Ideias para adiar o fim do mundo”, espetáculo protagonizado por Yumo Apurinã com direção de João Bernardo Caldeira, que chega à CAIXA Cultural São Paulo para temporada gratuita de 9 a 12 de abril, sempre às 19h. A apresentação integra a programação do Abril Indígena, mês dedicado à luta e à visibilidade dos povos originários no Brasil, e contará ainda com bate-papo com o público, oficina de atuação e sessão em Libras.

Inspirado no best-seller de Ailton Krenak, o espetáculo leva ao teatro reflexões sobre as ficções que sustentam as ideias de humanidade e de Brasil. Após temporadas no Rio de Janeiro, a montagem inicia sua circulação nacional por São Paulo.

Em cena, Yumo Apurinã interpreta a si mesmo: um homem do povo Apurinã que, evangelizado na infância, tenta reconstruir sua relação com a ancestralidade, soterrada pelas estruturas contemporâneas de dominação. Morador do Sudeste, Yumo enfrenta em sua vida cotidiana estereótipos persistentes: “Você é índio de verdade? Come carne de macaco? Por que não está na sua aldeia?”. Em cena, esse corpo racializado pela sociedade, que lhe imputa a pecha de “índio”, atravessa estereótipos, enquadramentos e racismos vivenciados inclusive em sua carreira.

“Sou constantemente colocado à prova. Meu corpo não corresponde ao ‘índio’ do imaginário da cidade, mas também não caibo em outras classificações. Ainda assim, sei quem sou: um Pupỹkary Apurinã. O pertencimento é o que me orienta. Sei de onde vim, onde estou e penso meu futuro a partir disso”, afirma Yumo.

A partir das trajetórias de Ailton Krenak e Yumo Apurinã, a peça explicita a violência fundadora do Estado brasileiro: a distinção entre corpos considerados civilizados e aqueles historicamente destinados ao apagamento, à expropriação e à morte.

Até a Constituição de 1988, os povos indígenas eram tutelados pelo Estado e considerados “relativamente incapazes”. A obra recupera esse processo histórico e evoca o gesto de Ailton Krenak na Assembleia Constituinte de 1987, quando pintou o rosto de preto em protesto contra o retrocesso nos direitos indígenas.

Em um planeta marcado por forças como tiro, boi, cimento e cruz, o espetáculo evidencia como processos de extermínio, etnocídio e devastação ambiental seguem em curso, atravessados pelas forças coloniais que moldaram o país.

“A crise ambiental é também uma crise de imaginação. O teatro pode nomear e preencher ideias que vão se esvaziando, como ‘crise climática’ e ‘colonização’, até perdermos a relação com essas catástrofes. Não existe floresta sem os povos que nela habitam. Reflorestar o imaginário é ampliar horizontes, mas também uma forma de reparação”, explica o diretor e dramaturgo João Bernardo Caldeira.

Para Yumo Apurinã, o espetáculo surge a partir de uma escuta coletiva: “Se eu busco adiar o meu próprio fim todos os dias, minha primeira tarefa é estar presente. Quando escuto Krenak, sei que estou ouvindo muitas outras vozes de sábios e parentes. Quando estou em cena, minha mãe, meu pai e meus antepassados estão ali. Nunca estamos sozinhos.”

A peça circulará ainda por outras unidades da CAIXA Cultural em Curitiba, Belém e Brasília. No Rio, se apresentará no Circo Crescer e Viver, nos dias 24, 25 e 26 de abril.

Histórico do Espetáculo

O espetáculo estreou com temporadas de ingressos esgotados no Rio de Janeiro, nos teatros Futuros e Municipal Sérgio Porto. Integrou ainda o 14º Festival Interculturalidades, em Niterói, e o 3º Festival Amir Haddad. A convite das ONGs La Clima e File Foundation, foi selecionado para integrar a programação da COP 30, em Belém do Pará, no âmbito do ‘Dia da Justiça Climática’, ampliando sua circulação para o circuito internacional de debates sobre crise do clima, territórios e direitos dos povos originários.

Sinopse

Num planeta em crise, devastado por tiro, boi, cimento e cruz, um indígena nascido na Aldeia Mawanaty, na Amazônia, investiga as raízes de seu povo sabotadas pela colonização. Pela primeira vez no teatro, “Ideias para adiar o fim do mundo” percorre o pensamento do líder indígena Ailton Krenak para abordar as ficções que sustentam as ideias de humanidade e de Brasil.

Yumo Apurinã

Yumo Apurinã nasceu em Cacoal, interior de Rondônia, onde o povo Apurinã, original do Amazonas, firmou-se na Aldeia Mawanaty, do povo Cinta Larga, no município de Pimenta Bueno. Começou a fazer teatro no ensino médio, em Espigão D’Oeste, quando atuou e escreveu a peça “Myrunguêre e Nara”, premiada no Festival Estudantil Rondoniense de Artes e apresentada em Porto Velho. Aos 19 anos, foi para o Rio de Janeiro sob o sonho de dedicar-se à carreira de ator. Nos últimos anos, formou-se como ator pela Casa das Artes de Laranjeiras e foi indicado duas vezes, em 2022 e 2023, ao Prêmio APTR de Ator Jovem Talento pelas peças “Por Detrás de O Balcão” e “O Balcão” (ambas sob direção de Renato Carrera). Atuou ainda em “Karaiba” (2023), uma adaptação da obra de Daniel Munduruku, que circulou por todo país. Em 2023, atuou em “Vôo Livre”, da Companhia Brasileira de Teatro, direção de Márcio Abreu, e em “Guasu”, dirigida por Vilma Melo. Escreveu e atuou nos solos “Os Meus Olhos” (2021) e “Tibira e a Mãe” (2020), com o qual ganhou o prêmio de melhor ator do FestiCAL Online. Entre seus últimos trabalhos estão ainda “Ricos de Amor 2” (2023), de Bruno Garotti; “O Turista Aprendiz” (2022), de Murilo Salles, além dos espetáculos “Krum” (2021) e “Tybyra, Uma Tragédia Yndygena Brasileira” (2021).

João Bernardo Caldeira 

Doutor em Artes Cênicas pela ECA-USP, desenvolveu a pesquisa “Derrocada do sujeito universal e reflorestamento de existências: teatros de falas”, que investiga a cena contemporânea a partir da emergência de corpos dissidentes. Pós-graduado em Gestão e Políticas Culturais pelo Itaú Cultural e pela Universidade de Girona, é mestre em Artes da Cena e graduado em Comunicação e Direção Teatral pela UFRJ. É autor, diretor, professor, produtor e pesquisador teatral, além de jornalista cultural. Idealizou e produziu a peça “Para Meu Amigo Branco”, em 2023/24, com direção de Rodrigo França e inspirada no livro de Manoel Soares. Dirigiu, produziu e escreveu espetáculos como “Eu Quem Eu Somos”, “Avenida Central” e “Atafona O Fim”. Produziu e escreveu o espetáculo “Funk Brasil – 40 Anos de Baile”, entre outros. Desde 2008, é colaborador de cultura do jornal Valor Econômico.

Ailton Krenak 

Ailton Krenak é um líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro da etnia indígena Krenaque. Nasceu em 1953 no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce. É imortal da Academia Brasileira de Letras e da Academia Mineira de Letras. Natural de Itabirinha, em Minas Gerais, escreveu livros como “Ideias para adiar o fim do mundo”, “A vida não é útil” e “Futuro ancestral”. Conquistou grande destaque por sua atuação em prol dos direitos indígenas. Na década de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente ao movimento indígena. Em 1985, fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura Indígena, visando promover a cultura indígena. Na Assembleia Constituinte, em 1987, que elaborou a Constituição Brasileira de 1988, Ailton protagonizou uma das cenas mais marcantes da mesma: em discurso na tribuna, vestido com um terno branco, pintou o rosto com tinta preta para protestar contra o retrocesso na luta pelos direitos indígenas. Em 1988, participou da fundação da União dos Povos Indígenas, organização de representação dos interesses indígenas no cenário nacional. Em 1989, participou da Aliança dos Povos da Floresta, movimento que busca o estabelecimento de subsistência econômica através de reservas naturais na Amazônia.

Programação formativa

Oficina de atuação “Teatro, identidade e imaginação: outras formas de ser e estar em cena”

Ministrada por Yumo Apurinã e João Bernardo Caldeira, a oficina compartilha práticas de atuação desenvolvidas durante o processo de criação do espetáculo “Ideias para adiar o fim do mundo”. A partir de exercícios de corpo, imaginação e composição cênica, os participantes investigam modos de construir presença em cena, articulando memória, identidade e narrativa pessoal.

A atividade é gratuita e aberta ao público, voltada a artistas, estudantes de teatro e interessados em artes cênicas em geral, a partir de 16 anos.

Datas: 11 e 12 de abril (sábado e domingo)

Horário: das 14h às 17h

Local: Auditório da CAIXA Cultural São Paulo

Vagas: até 25 participantes

Classificação indicativa: 16 anos

Certificação: haverá emissão de certificados

Bate-papo com os criadores do espetáculo

Após a sessão do dia 10 de abril (sexta-feira), o público poderá participar de um bate-papo com o ator Yumo Apurinã e o diretor João Bernardo Caldeira.

Data: 10 de abril (sexta-feira)

Duração: 30 minutos.

SERVIÇO:

TEATRO

Ideias para adiar o fim do mundo

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP (próxima à estação Sé do Metrô).

Temporada: De 9 a 12 de abril de 2026.

Dias e Horários: Quinta a domingo, às 19h

Sessão com acessibilidade Libras – sexta, dia 10/04

Entrada Franca: Os ingressos serão distribuídos 1h antes da sessão, limitados a um ingresso por pessoa.

Duração: 75 minutos.

Classificação indicativa: 12 anos

Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil.

Oficina de atuação “Teatro, identidade e imaginação: outras formas de ser e estar em cena”

Ministrada por Yumo Apurinã e João Bernardo Caldeira

Datas: Dias 11 e 12 de abril (sábado e domingo) – Início às 14h / Término às 17h

Duração: 3 horas/dia

Vagas: 25 participantes

Classificação indicativa: 16 anos

Público-alvo: atores, atrizes, estudantes de artes cênicas e interessados(as) em geral.

Inscrições gratuitas pelo link https://forms.gle/nFfQWj5SSNzNaPSW7.

Ficha técnica

Atuação, texto e cenário: Yumo Apurinã

Direção, texto, cenário, idealização e direção de produção:

João Bernardo Caldeira

Voz em off: Ailton Krenak

Direção assistente: Carol Ozório

Preparação corporal: Giovanna Aguirre

Figurinos: Wangleys Manaó

Iluminação: Djalma Amaral

Trilha sonora original: Felipe Storino

Bases e paisagens sonoras: Xipu Puri, Felipe Storino, Juão Nÿn, Kae Guajajara e Kandu Puri

Projeções mapeadas: Renato Krueger

Consultoria iconográfica: Juão Nÿn

Colaboração artística: Cesar Augusto

Visagismo: Sandro Akroá

Cenotécnico: Humberto Silva Jr.

Fotografia: Dalton Valério e Clarissa Ribeiro

Identidade visual: Leticia Andrade

Assessoria de imprensa: Marina Franco – Expressiva Comunicação

Residência artística: Aldeia Marakanã

Produção executiva: Ludimila Dangelis

Produção local: Iza Marie Miceli

Assistência de produção local: Natasha Di Santiago e Gabriel Barbosa

Realização: São Bernardo

Patrocínio: Caixa Cultural.

(Com Marina Franco/Expressiva Comunicação)