
A Filarmônica de Berlim em sua sede na capital alemã. Foto: Stephan Rabold.
São Paulo viverá um dos acontecimentos mais marcantes de sua história musical, com impacto direto na ampliação do tratamento do câncer infanto-juvenil. Pela primeira vez em sua trajetória, a Filarmônica de Berlim, considerada por crítica e público a mais influente orquestra sinfônica do planeta, tocará na Sala São Paulo em um evento com a renda destinada ao tratamento de crianças e adolescentes com câncer.
Mais do que receber uma das maiores orquestras do mundo, o projeto transforma um acontecimento cultural de escala internacional em mobilização em prol das centenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade atendidos pela TUCCA em parceria com o Santa Marcelina Saúde. Juntas, as entidades oferecem tratamento com índices de cura comparáveis aos principais centros de referência do mundo. “Trazer a Filarmônica de Berlim ao Brasil com esse propósito é transformar excelência artística em impacto direto na vida das crianças que atendemos. Cada concerto representa acesso a tratamento completo, com tecnologia, equipe especializada e cuidado integral. É a prova de que cultura e saúde podem caminhar juntas de maneira efetiva e, ainda, oferecer a melhor chance de cura para nossas crianças”, afirma o oncologista pediátrico Dr. Sidnei Epelman, presidente da TUCCA.
Serão duas noites de gala, nos dias 18 e 19 de outubro de 2026, em apresentações pela série Música pela Cura, promovida pela TUCCA com a renda destinada ao tratamento das crianças e adolescentes; e, em parceria com a Fundação Osesp, com a realização de ações educacionais por meio da Academia de Música da Osesp. “Receber a Filarmônica de Berlim na Sala São Paulo, agora em parceria com a TUCCA, é motivo de grande orgulho para nós. Trata-se de um projeto que une excelência artística, relevância internacional e compromisso social, valores que há mais de duas décadas estão no centro da atuação da Fundação Osesp”, afirma Marcelo Lopes, presidente e CEO da Fundação Osesp.
Sobre os concertos
“A presença da Filarmônica de Berlim neste projeto é simbólica em muitos níveis. Estamos falando de uma das maiores orquestras do mundo, com um programa de enorme força expressiva, em um contexto em que a música ultrapassa o palco e se conecta diretamente a uma causa urgente. É um encontro entre excelência artística e propósito e que marcará tanto a cena cultural da cidade como a vida das crianças atendidas pela TUCCA”, destaca Bela Pulfer, diretora artística do Música Pela Cura da TUCCA.
A última passagem da orquestra pelo país aconteceu em maio de 2000. Quase três décadas depois, o retorno da lendária formação alemã marca um momento histórico para a vida musical brasileira e para o público da capital paulista.
Fundada em 1882, a Filarmônica de Berlim construiu ao longo de seus 144 anos de existência um legado artístico que a tornou referência mundial em música sinfônica. Sob a liderança de regentes lendários como Wilhelm Furtwängler, Herbert von Karajan, Claudio Abbado e Simon Rattle, a orquestra consolidou um som característico — poderoso, refinado e expressivo — e passou a exercer forte influência sobre a música clássica no mundo.
Formada por cerca de 130 músicos, a Filarmônica realiza aproximadamente 250 concertos por ano, em Berlim e em turnês internacionais. Entre suas singularidades está o fato de que os próprios integrantes da orquestra participam das decisões artísticas do grupo e chegam inclusive a eleger o regente titular por votação secreta, uma tradição rara entre grandes instituições musicais.
Desde 2019, a orquestra é liderada pelo maestro Kirill Petrenko, um dos regentes mais respeitados de sua geração, conhecido por interpretações de grande intensidade e precisão musical. Antes de assumir o posto em Berlim, Petrenko foi diretor musical da Bavarian State Opera, onde construiu uma carreira amplamente celebrada.
Dois programas na Sala São Paulo
Para sua passagem por São Paulo, a Filarmônica de Berlim apresentará dois programas distintos com regência de seu maestro-titular, Kirill Petrenko.
18 de outubro de 2026
Brahms – Concerto para piano nº 1
R. Strauss – Assim falou Zaratustra
19 de outubro de 2026
Mendelssohn – Abertura As Hébridas
Elgar – Variações Enigma
Tchaikovsky – Sinfonia nº 4
Na primeira data, a orquestra terá como solista o pianista Daniil Trifonov, um dos artistas mais celebrados de sua geração. O músico ganhou projeção internacional ao vencer o International Tchaikovsky Competition, aos 20 anos, e desde então se apresenta com as principais orquestras e maestros do circuito internacional, inclusive a Osesp, com quem tocou e gravou um disco recentemente.
São Paulo e TUCCA no circuito internacional da música clássica
Receber a Filarmônica de Berlim reforça o papel da cidade de São Paulo como um dos principais pólos culturais do hemisfério sul e da Associação TUCCA como uma das principais organizações promotoras de eventos filantrópicos do país.
Inaugurada em 1999, a Sala São Paulo é considerada o principal palco da música sinfônica na América Latina e referência internacional em qualidade acústica. Sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, o espaço recebe cerca de 200 concertos por ano, atraindo mais de 200 mil espectadores.
Músicos brasileiros na orquestra
Embora seja uma instituição profundamente ligada à tradição musical alemã, a Filarmônica de Berlim reúne artistas de diversas nacionalidades. Entre eles está o violinista brasileiro Luiz Filipe Coelho, exemplo da presença cada vez mais relevante de músicos brasileiros no cenário internacional da música clássica.
Música pela Cura
Fundada em 1998, a Associação TUCCA para Crianças e Adolescentes com Câncer atua para ampliar as taxas de cura e melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens em tratamento oncológico em situação de vulnerabilidade social.
Criado em 2000, o projeto Música pela Cura foi idealizado para garantir a sustentabilidade do tratamento integral e multidisciplinar oferecido às crianças e adolescentes atendidos pela instituição, em parceria com o Santa Marcelina Saúde.
BIOGRAFIAS
Filarmônica de Berlim
Com mais de um século de história, a Filarmônica de Berlim possui uma das discografias mais extensas e premiadas da música clássica. Suas gravações receberam diversos reconhecimentos internacionais, incluindo Grammy Awards, Gramophone Awards e Echo Klassik, além de distinções da crítica especializada em todo o mundo. Ao longo das últimas décadas, registrou obras fundamentais do repertório sinfônico para gravadoras como Deutsche Grammophon e EMI. A orquestra também é pioneira na difusão digital da música clássica com a plataforma Digital Concert Hall, que transmite seus concertos para público em todo o mundo.
Kirill Petrenko
Regente titular da Filarmônica de Berlim desde 2019, Kirill Petrenko é amplamente reconhecido pela crítica internacional por suas interpretações intensas. Sua carreira ganhou destaque em importantes teatros de ópera europeus, especialmente na Bavarian State Opera, onde foi diretor musical entre 2013 e 2020. Petrenko recebeu diversos prêmios da crítica alemã e europeia por gravações operísticas e sinfônicas, e é frequentemente convidado para reger algumas das principais orquestras do mundo. Sob sua liderança, a Filarmônica de Berlim segue ampliando sua presença internacional em turnês e gravações.
Daniil Trifonov
Considerado um dos pianistas mais virtuosos de sua geração, Daniil Trifonov ganhou reconhecimento internacional ao vencer o International Tchaikovsky Competition em 2011. Desde então, tornou-se presença frequente nas principais salas de concerto do mundo, colaborando com orquestras como a Filarmônica de Berlim, Filarmônica de Nova York e Orquestra de Paris. Suas gravações para o selo Deutsche Grammophon receberam importantes distinções da crítica, incluindo Gramophone Awards e indicações ao Grammy. Além da carreira como intérprete, também atua como compositor.
SERVIÇO:
Filarmônica de Berlim
Kirill Petrenko, regente
Daniil Trifonov, piano
18 de outubro de 2026 – 18h – Sala São Paulo
19 de outubro de 2026 – 20h30 – Sala São Paulo
Duração: cerca de 100 minutos
Praça Júlio Prestes, 16 – Luz
Ingressos:
As vendas serão realizadas em lotes, a partir de abril, primeiramente para assinantes, doadores e patrocinadores de ambas as instituições, TUCCA e Fundação Osesp. Em maio, iniciam-se as vendas avulsas, já sendo possível se cadastrar na lista de espera através dos nossos canais de venda (11 94722-5643 – Whatsapp | vendas@tucca.org.br).
Tucca em números
– 25 anos de parceria com o Santa Marcelina Saúde no tratamento do câncer infantojuvenil;
– Mais de 400 crianças e adolescentes tratados por ano em parceria com o Santa Marcelina Saúde;
– 6.000 crianças e adolescentes atendidos em parceria com o Santa Marcelina Saúde, com taxas de cura comparáveis às de centros de referência especializados no mundo;
– 2013: primeiro hospice pediátrico do Brasil;
– 2018: primeiro Laboratório de Patologia Molecular dedicado a crianças e adolescentes vulneráveis;
– Santa Marcelina Saúde | TUCCA: único centro especializado brasileiro e latino-americano no SNF Global Program | MSK Kids.
O que é a TUCCA
A TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, fundada em 1998 pelo oncologista pediátrico Sidnei Epelman e pela psicanalista Claudia Epelman (in memoriam), oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de aumentar as taxas de cura do câncer infanto-juvenil.
Em parceria com o Santa Marcelina Saúde, mantém o primeiro e único serviço de oncologia pediátrica da Zona Leste e oferece, gratuitamente, um tratamento integral baseado no diagnóstico rápido e preciso, terapias de ponta, equipe qualificada e medicamentos de alto custo.
O tratamento inclui o cuidado social e emocional a partir de uma equipe multidisciplinar que acompanha os pacientes e suas famílias durante todo o percurso. Um olhar humanizado que amplia resultados. A assistência oferecida pela TUCCA é integralmente mantida por doações, patrocínios e pela arrecadação por meio de concertos, leilões, jantares e bazares beneficentes.
Os programas da TUCCA em parceria com o Santa Marcelina Saúde já beneficiaram quase 6.000 pacientes, alcançando índices de cura comparáveis aos centros de referência no tratamento do câncer infantojuvenil do Brasil, Europa e Estados Unidos.
A Sala São Paulo e a Osesp são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura, desde 2005.
(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)