Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Tacacazeiras: profissionalização valoriza atividade ancestral

Pará, por Kleber Patricio

Foto: Ivonete Costa Pantoja/arquivo pessoal.

Tucupi, goma de mandioca, jambu e camarão seco. Cada receita com o seu toque, esses ingredientes regionais são a base de uma das comidas de rua mais icônicas do Pará: o tacacá. Em Belém, no dia 13 de setembro é comemorado o Dia da Tacacazeira, data instituída pela Lei Municipal nº 8.846/2011 para homenagear as mulheres que, há gerações, preparam o caldo, que ganhou fama nacional com a música da Joelma e que cada vez mais turistas querem provar. Desde o anúncio da sede da COP 30, o Pará se prepara para apresentar o tacacá também aos visitantes estrangeiros e a profissionalização desta atividade ancestral é uma das estratégias apoiadas pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Pará (Sebrae/PA).

Mais que uma iguaria gastronômica, o tacacá é fonte de renda para famílias inteiras, sob liderança de mulheres que passam suas receitas para suas filhas e netas. É o caso de Neide Juliana Freitas, 40, cujo negócio tem mais idade que ela. “Nossa venda, na avenida Nazaré, foi fundada pela matriarca, minha avó Leonice. Comecei a ajudá-la aos 12 anos e agora administro o Tacacá Paraense, que tem 60 anos de tradição. Levo esse legado com muito orgulho, porque o tacacá pra mim é mais que um prato, é nossa raiz”, conta a empreendedora, que tem buscado conhecimento para fortalecer o negócio. “Essa é uma forma de olhar profundamente para esse ofício que vem de berço, o que tem sido transformador”, comenta.

Outra tacacazeira, Ivanete Costa Pantoja, concilia a administração do Tacacá Raízes da Mandioca, fundado há 62 anos pelos seus pais com a presidência da Associação das Tacacazeiras e Comidas Típicas de Belém (Astacom). Com 33 tacacazeiras registradas, a associação foi criada para fortalecer a categoria e realiza, anualmente, o tradicional Festival das Tacacazeiras — a quinta edição aconteceu entre 13 e 15 de setembro no Boulevard da Gastronomia, em Belém. “As capacitações estão nos ajudando a valorizar esse nosso patrimônio”, afirma Ivanete, que acredita que as formações proporcionarão aos visitantes que virão para a COP 30 a melhor experiência possível. “A expectativa é grande sabendo que podemos ter mais renda e, ao mesmo tempo, contar um pouco da nossa história nas calçadas de Belém”, comenta.

O trabalho com as tacacazeiras está dentro do eixo de alimentos e bebidas, um dos focos de trabalho do Sebrae/PA na preparação para a COP 30. “Quem vier a Belém vai querer provar este e outros pratos representativos da nossa região”, explica o diretor-superintendente do Sebrae/PA, Rubens Magno. “A capacitação é um legado que fica para esses negócios, que, desde já, estão se tornando mais fortes e competitivos. Agora, em outubro, durante o Círio de Nazaré, as tacacazeiras poderão colocar vários desses conhecimentos em prática, aproveitando o fluxo de turistas do evento para potencializar suas vendas”, completa.

As oficinas sobre gestão financeira, precificação e atendimento, entre outros temas, são pensadas de acordo com as necessidades relatadas pelas próprias empreendedoras e já estão ajudando as tacacazeiras, que viram o movimento aumentar desde o anúncio da conferência. Só no primeiro semestre de 2024, o Pará recebeu mais de 12 mil turistas internacionais, segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) – mais que o dobro registrado no mesmo período de 2023.

A importância cultural das tacacazeiras já é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial em Belém e pode virar também Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que realiza, desde o início do ano, uma pesquisa para oficializar o registro do ofício.

Sobre a COP 30 | Promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Conferência das Partes (COP) é o maior e mais importante evento sobre clima e meio ambiente do mundo. A expectativa do Sebrae/PA é de que toda a mobilização gerada para a COP 30 em Belém deixe um legado importante para a capital paraense, consolidando-a como um novo polo turístico receptivo no Brasil.

Sobre o Sebrae | O Sebrae é uma entidade privada sem fins lucrativos. Em nível nacional, a instituição existe desde 1972; no Pará, foi criada dois anos depois, em 10 de maio de 1974. Atualmente, o Sebrae/PA está presente em todos os municípios paraenses por meio de 13 agências regionais sediadas em municípios polo e por meio de pontos de atendimento e das Salas do Empreendedor, em parceria com entidades de classe e prefeituras municipais, respectivamente.

(Fonte: Com Angélica Queiroz/AViV Comunicação)

Lulu Santos apresenta turnê ‘Barítono’ em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

Um dos maiores nomes do pop rock nacional, Lulu Santos estará no dia 5 de outubro apresentando sua turnê ‘Barítono’ no palco da Expo D. Pedro, em Campinas, cidade do interior do Estado de São Paulo. Os fãs do cantor poderão curtir de pertinho sucessos como ‘Toda forma de amor’, ‘Um certo alguém’, ‘Tempos modernos’ e ‘Como uma onda’, entre outros. Os portões abrem às 20h. A realização do show é da Oceania Eventos. Estão disponíveis para o público dois tipos de ingressos: Front Stage Open Bar e Pista Premium. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Icones https://www.icones.com.br/evento/378423-lulu-santos-turne-baritono, na Livraria Leitura do Parque Dom Pedro Shopping ou na bilheteria do local.

Lulu Santos vê a vida melhor no futuro desde 1982, quando lançou seu disco de estreia, ‘Tempos modernos’, após alguns anos gravando em empregos em gravadoras, revistas, tocando guitarra e cantando onde fosse possível (sim, o grupo Vímana, por exemplo) e sonhando com o destino de ser star. Já com 27 anos, conseguiu com o amigo Liminha (à época o baixista dos Mutantes e ainda não o principal produtor do rock brasileiro) uma vaguinha para gravar suas composições em um estúdio na Zona Norte carioca às margens da linha do trem nas sobras de horários de Gilberto Gil. A essa altura, Luiz Maurício Pragana dos Santos já tinha se apaixonado pelos Beatles, passando pelo rock progressivo e chegava ao poprocksambalanço que o tornaria a máquina de sucessos que é há cerca de 40 anos.

Se ‘Tempos modernos’ não foi um estouro, garantiu a Lulu a possibilidade de, como disse o gerente de marketing da gravadora WEA na época, Heleno de Oliveira, ‘ser artista’ e ter aquilo como opção profissional definitiva. Shows pelos subúrbios, Chacrinha, TV, rádio e muitos quilômetros percorridos o levaram a ‘O ritmo do momento’ (1983) e ‘Tudo azul’ (1984; sim, na época eram comum os discos anuais, principalmente para quem estava começando).

A trinca inicial – cujas histórias, contadas pelo próprio, estão na coleção de vídeos ‘Auto resenha’, disponível no YouTube) – deu a Lulu uma coleção já respeitável de sucessos, como ‘Tempos modernos’, ‘De repente, Califórnia’ (estourada inicialmente na versão de Ricardo Graça Melo, do filme ‘Menino do Rio’, de Antônio Calmon), ‘Adivinha o quê?’, ‘Como uma onda’, ‘Um certo alguém’, ‘Tudo azul’, ‘Certas coisas’, ‘Tão bem’… uma carteira de investimentos respeitável, cuja popularidade se aferiu no Rock in Rio de 1985, quando Lulu, aos 31 anos, se apresentou nas mesmas noites que nomes como Queen, Rod Stewart, Nina Hagen, Paralamas do Sucesso e Blitz, as de 13 e 18 de janeiro.

Ao iniciar a trilogia seguinte, com ‘Normal’ (1985), Lulu já estava em outro patamar, assim como o rock brasileiro, que explodia no pós-ditadura militar. Mais experiente no estúdio (além de ter um orçamento maior à disposição) e à vontade na guitarra, lançou ‘Lulu’ no ano seguinte e, no subsequente, ‘Toda forma de amor’, com um de seus maiores sucessos como faixa-título, além de ‘A cura’ e ‘Satisfação’. A década de 1980 chegou ao fim com o disco ao vivo ‘Amor à arte’ (gravado no Olympia, em São Paulo, em agosto de 1988 e lançado no ano seguinte) e com ‘Popsambalanço e outras levadas’ (também de 1989), um sopro de ar fresco em que ritmos dançantes, percussões e quadris tomam conta das composições, quase todas de Lulu sozinho (apenas duas têm o frequente parceiro Nelson Motta, e uma, ‘Samba dos animais’, é assinada pelo mestre Jorge Mautner).

‘Honolulu’ (1990) e ‘Mondo Cane’ (1992) fecham uma trinca de experimentação, mergulhos em sons diferentes e pérolas como ‘Papo cabeça’ e ‘Samba em Berlim’ (uma crônica da queda do muro na capital alemã), além de ‘Apenas mais uma de amor’ (que explodiria com força total no ‘Acústico MTV’, anos depois) e ‘E então? (Boa pergunta)’. O Brasil atravessava o governo Collor e o mar não estava para peixe.

O ano de 1994 produziu outra dupla campeã: Lulu e o produtor Marcello Mansur, o Memê. A sensibilidade pop do compositor e as batidas disco-chiques do DJ levaram a ‘Assim caminha a Humanidade’, uma dançante arca do tesouro que vendeu como água ao reunir a faixa-título, ‘Tudo’, ‘Tuareg’, de Jorge Ben Jor, ‘Hey hey, my my’, de Neil Young e um Lulu Santos no auge da forma. Os ursinhos na capa do disco seguinte decretavam: ‘Eu e Memê, Memê e eu’, uma rave de dois parceiros no estúdio, levando a palavra ‘dançante’ a níveis jamais experimentados, com Tim Maia (‘Descobridor dos sete mares’, ‘Sossego’), Roberto & Erasmo (‘Se você pensa’), novas versões de hits do próprio Lulu (‘Casa’, ‘Tudo bem’) e outros petiscos. A festa não podia parar.

Por cima (mas bem lá no alto) da carne-seca rítmica e melódica, Lulu mergulhou nos ritmos eletrônicos e na magia do estúdio nos discos seguintes, ‘Anti ciclone tropical’ (1996, ainda mais pro pop), ‘Liga lá’ (1997) e ‘Calendário’ (1999), os dois últimos cheios de beats e experimentações como ‘Nau dos insensatos’ e ‘Hiperconectividade’, mas sem perder o feeling pop jamais. Os hits, inevitáveis, vieram, como ‘Sábado à noite’ (também gravada pelo Cidade Negra), além de versões para sons referenciais como ‘Fé cega, faca amolada’ (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), ‘Ando meio desligado’, dos Mutantes e o próprio passado, em ‘Voo de coração’, sucesso de Richie, velho companheiro no Vímana nos anos 1970.

É claro que no meio da rave do fim da década, Lulu encontrou um tempo (e uma desculpa) para montar um trio de rock, o Jacaré, com Dunga (baixo) e Marcelo Costa (bateria) e fazer shows em teatros em noites mágicas de covers mil e sucessos entortados (ou endireitados) pelo power trio.

Corta para os anos 2000. Hora de uma repassada na carreira, que veio com o ‘Acústico MTV’, enfileirando hits e inéditas, como ‘Made in Brasil’: ‘Uh, passou de 2000/ Ninguém faz igual a brasileiro o rock do Brasil’. O sucesso veio aos borbotões, com justiça finalmente sendo feita para ‘Apenas mais uma de amor’ e outras. Casa limpa, partiu novo milênio.

E partiu espaço sideral, no clipe de ‘Todo universo’, sucesso de ‘Programa’, disco cuja capa Lulu estampa exibindo orgulhosamente os cabelos grisalhos. Em gravidade zero num avião-laboratório da aeronáutica russa, em Moscou, ele canta, toca e dança enquanto, literalmente, flutua. Em 2003 veio o animadão ‘Bugalú’, com a sempre afiada produção de Memê e uma penca de sucessos: ‘Já é’, ‘Leite & mel’, ‘Jahu’ (sim, o disco tem ‘Já é’ e ‘Jahu’) e as recuperadas ‘Melô do amor’ e ‘Raiô’. ‘Letra e música’ (2005) volta a ter a guitarra como principal protagonista, em ‘Gambiarra’, no hilário ‘Bonobo blues’ e nas versões para o clássico oitentista ‘Popstar’, dos Miquinhos, e ‘Ele falava nisso todo dia’, de Gilberto Gil. ‘Longplay’ (2007) e ‘Singular’ (2009) encerram a primeira década do novo milênio com cinco discos de carreira, sem contar os projetos. Os anos 2010, aliás, começaram com Lulu por todos os lados: na TV, como técnico do ‘The Voice Brasil’, da Rede Globo, ao lado de parças como Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Iza. Lulu é o único técnico a estrelar as 11 temporadas do programa até 2022. Ele também singrou novos mares musicais: o disco ‘Lulu canta Roberto & Erasmo’ foi seu primeiro trabalho totalmente dedicado à obra de outros compositores, em versões para clássicos da música brasileira como ‘Festa de arromba’, ‘Emoções’ e ‘Se você pensa’. E surfando nessa mesma onda, o disco ‘Baby Baby!’ (2018) celebra o pop da amiga Rita Lee com novas roupagens de seu cancioneiro autoral, como ‘Caso sério’, ‘Ovelha negra’ e ‘Agora só falta você’. Finalizando a década com uma bela declaração de amor, o álbum ‘Pra Sempre’ (2019) é o retrato de seu melhor momento de vida com Clebson.

Adentrando-se num ano de pandemia, Lulu torna-se independente e lança dois singles pelo seu próprio selo Pacho Sonido. ‘Hit’ foi um reencontro em estúdio com o produtor Liminha e ‘Inocentes’, um convite à reflexão conjunta, com a doçura das harmonias vocais do grupo Melim. Em 2022, quando o mundo retornou às suas atividades normais, a turnê ‘Alô, Base’ percorreu as principais cidades do Brasil. Desde 2023 vem realizando shows com a turnê ‘Barítono’.

Com 10 milhões de discos vendidos, os tempos modernos acompanham sua magnitude, totalizando mais de um bilhão de streams nas plataformas digitais de música e milhões de seguidores nas suas redes sociais.

Serviço:

Show Lulu Santos

Data: 5 de outubro | Horário de abertura: 20h

Local: Expo D. Pedro – Avenida Guilherme Campos, 500 – Jardim Santa Genebra – Campinas/SP

Mais informações: https://www.icones.com.br/evento/378423-lulu-santos-turne-baritono.

(Fonte: Com Diego Vivan/Estrategic Assessoria e Comunicação)

Espetáculo imersivo e itinerante ‘Traição’ será encenado no Hotel San Raphael

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Hernani Rocha.

O Núcleo Teatro de Imersão, em parceria com a Cia Boa Vista de Teatro, lança uma experiência teatral única com a adaptação imersiva e itinerante de ‘Traição’, obra-prima do dramaturgo britânico Harold Pinter. O espetáculo será apresentado no icônico Hotel San Raphael, localizado no Largo do Arouche, em São Paulo.

Nesta montagem, dirigida por Adriana Câmara, o público é levado a circular entre cinco quartos do hotel, em três andares diferentes e desvendará, cena após cena, os mistérios de um triângulo amoroso intrincado. Em cada ambiente, o público estará cercado pela cena, imerso no cenário e seus aromas, posicionado entre os personagens.

A trama foi especialmente adaptada para que os personagens realmente residam no apart-hotel, que abriga as complexas relações entre os três amigos. Trata-se de um espetáculo site-specific, em que a ambientação no próprio local da encenação intensifica a experiência imersiva.

Com sua atmosfera vintage, o Hotel San Raphael oferece o cenário perfeito para a encenação de ‘Traição’, ao transportar o público para os elegantes e misteriosos anos 60. Além disso, todo o cenário e o figurino, concebidos por Ana Lys, foram cuidadosamente escolhidos para refletir o período de 1959 a 1968.

A narrativa, fragmentada e não linear, contada de trás para a frente, segue as pistas deixadas pelos personagens envolvidos na traição, desafiando os espectadores a investigarem, ao longo do tempo, essa história repleta de enganos e segredos, em que todos os personagens traem uns aos outros e são traídos uns pelos outros. A interação com o ambiente e os personagens cria uma experiência envolvente, graças à qual cada espectador poderá vivenciar a trama sob diferentes perspectivas sensoriais.

No elenco, estão Glau Gurgel, interpretando o amante Jeremias, Marcelo Schmidt, como o marido Roberto, e Adriana Câmara, como a esposa Érica.

O espetáculo ‘Traição’ estreia em outubro e será apresentado durante todo o mês (exceto no dia 26/10), com sessões às sextas-feiras às 20h e, aos sábados e domingos, em dois horários: 15h e 19h. Serão recebidos apenas 15 espectadores por sessão, proporcionando uma imersão profunda na narrativa e no ambiente cuidadosamente recriado dos anos 1960.

FICHA TÉCNICA

Personagem/Elenco:

Érica: Adriana Câmara

Jeremias: Glau Gurgel

Roberto: Marcelo Schmidt

Texto original: Harold Pinter

Adaptação do texto: Adriana Câmara e Amanda Policarpo

Direção e produção: Adriana Câmara

Cenário e figurino,visagismo e direção de backstage: Ana Lys

Programação visual e assistência de cenografia: Hernani Rocha

Contrarregras: Gizelle Menon e Letícia Alves

Fotos de divulgação: Hernani Rocha

Realização: Núcleo Teatro de Imersão e Cia Boa Vista de Teatro

Produção: Menina dos Olhos do Brasil.

Sobre o Núcleo Teatro de Imersão

O Núcleo Teatro de Imersão é um grupo teatral de São Paulo, SP que realiza espetáculos de teatro imersivo em locais alternativos específicos para a trama a ser contada. A companhia propõe novas relações entre ator e espectador, ao inserir o público no espaço da representação, em meio à cena representada, e ao fazê-lo circular pelo espaço ficcional, sem separação entre palco e plateia e cercado pelos personagens, pelo cenário, pelas sonoridades e aromas da cena. Priorizando boas histórias, com enredos bem construídos, cativantes e sensíveis, o objetivo do Núcleo Teatro de Imersão é fazer com que o espectador se envolva com os personagens e se emocione com as ações, fatos e conflitos apresentados como se estivesse testemunhando eventos reais e não uma encenação. O grupo foi fundado em 2014 e desde sua estreia, em 2017, esteve em cartaz todos os anos, tendo realizado temporadas de três espetáculos imersivos: Tio Ivan (adaptação para O Tio Vania, de Anton Tchekhov), em cartaz em 2017, 2018 e 2019 e ganhador do Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo de Grupo pelo júri popular; As Palavras da Nossa Casa (livremente inspirado em textos de Ingmar Bergman), em cartaz em 2020, 2021 e 2022; e Personagens em Busca de um Autor (adaptação para Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello), em cartaz em 2023 e 2024.

Sobre a Cia Boa Vista de Teatro | A Cia Boa Vista de Teatro começou a interessar-se por teatro imersivo em 2017, com o espetáculo Uma Peça Por Outra, de Jean Tardieu, que realizou mais de cem apresentações. Em 2018, o grupo estreou o espetáculo Hotel Tennessee, dramaturgia própria baseada em dezenas de personagens de Tennessee Williams, que circulou por diversos ambientes de uma mansão 1911 nos Campos Elísios. O espetáculo realizou mil apresentações. Em 2023, a companhia esteve em cartaz com os espetáculos Devaneios de uma noite de verão e Delírios de uma noite te verão, adaptações para obras de Shakespeare, em cartaz no jardim do mesmo casarão.

Sobre o Hotel San Raphael | Inaugurado em 1949, o Hotel San Raphael é um marco da arquitetura paulistana localizado no coração do Largo do Arouche. O edifício, em estilo neoclássico, já foi palco de eventos sociais e culturais de grande relevância ao longo das décadas, abrigando desde políticos até esportistas e artistas renomados, como o cantor Billy Paul, o pugilista Muhammad Ali e o primeiro campeão brasileiro de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi.

Serviço:

Espetáculo Traição – Núcleo Teatro de Imersão e Cia Boa Vista de Teatro

Local: Hotel San Raphael – Largo do Arouche, São Paulo, SP

Datas: 5 a 27 de outubro de 2024 (exceto dia 26/10, em que não haverá sessão)

Horários: sextas às 20h; sábados e domingos às 15h e 19h

Duração: 120 minutos

Classificação: 14 anos

Ingressos: R$80,00 (inteira), R$40,00 (meia)

Vendas: https://www.nucleoteatrodeimersao.com.br/

Redes Sociais: @nucleoteatrodeimersao

Sinopse | No coração de São Paulo, nos anos 60, um triângulo amoroso se desenrola nos quartos de um apart-hotel. Nesta montagem imersiva e itinerante, o público é convidado a seguir os passos dos personagens, circulando de quarto em quarto e revelando, pouco a pouco, a teia de traições e segredos que envolvem suas vidas.

(Fonte: Núcleo Teatro de Imersão)

Galeria de Arte André apresenta exposição sobre surrealismo com obras originais de Salvador Dalí

São Paulo, por Kleber Patricio

Salvador Dalí – A Persistência da Memória – 41 x 20,8 x1 0,2, 1981. Foto: Alan Teixeira.

No ano em que se completam 100 anos do Manifesto Surrealista, a Galeria de Arte André abriu, no dia 28 de setembro, sábado, a exposição Surrealismo, 100 – A mão, o olhar e a ideia em movimento’. Com curadoria de Mario Gioia, apresenta cerca 50 obras de arte, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, além de 50 itens, entre fotografias e documentação, como livros e catálogos de artistas surrealistas brasileiros e estrangeiros.

Entre os destaques, estão obras originais de Salvador Dalí, um dos mais representativos artistas do surrealismo. São cinco litografias do artista espanhol, dentre elas, La Divina Commedia: Inferno, da década de 1960, além da escultura Persistência da Memória, de 1981, representando uma de suas obras mais icônicas, com seus famosos relógios ‘derretendo’.

Além dele, há uma obra original de Joan Miró, pintor e escultor espanhol, também representante do surrealismo, com Mujer ante el sol, feita nos anos 1950. Considerado um dos precursores do surrealismo, o italiano Giorgio de Chirico também integra a exposição com a obra Il Trovatore con la luna, uma das mais importantes dele, dos anos 1970.

Além dos grandes nomes, a exposição lança, segundo o curador Mario Gioia, “um olhar mais aprofundado sobre a própria história da galeria, já que, em mais de seis décadas de atividade, exibiu, trabalhou e mantém produções de artistas ligados à correnteMuitos artistas que tiveram exposições individuais na galeria no final dos anos 1970 e início dos 1990 não foram prestigiados na história da arte brasileira. Agora estamos vivendo uma retomada do surrealismo, em função deste centenário, e vivendo um novo ciclo dedicado a ele”, afirma o curador.

Artistas que tiveram individuais na história da galeria, como o pintor argentino Eduardo Torassa (1987), Roni Brandão (1983) e Philip Hallawell (1976), poderão ser vistos agora. De Hallawell, a André foi precursora em lançar um convite-catálogo com reproduções de trabalhos da exposição e textos críticos, uma novidade naqueles tempos e prática que se tornaria usual anos depois.

Salvador Dalí – xilogravura – 33 x 26 cm – déc. 60. Foto: Alan Teixeira.

Pode ser vista também, na exposição, uma série inédita do artista nipo-brasileiro Michinori Inagaki (1943–2022), com um conjunto de telas que ‘passeiam’ pelo fantástico, tema não muito utilizado pelo artista, que já teve obras expostas em três edições da Bienal de São Paulo.

Outros trabalhos pouco vistos de artistas que tiveram participação importante na galeria entre os anos 1970 e 1990 e bastante incensados no circuito internacional, como o pintor brasileiro Octávio Araújo (1926–2015) e o pintor italiano Vito Campanella (1932–2014), podem ser vistos na exposição.

Também serão mostradas peças pertencentes a colecionadores e instituições, assinadas por nomes de peso como Marcello Grassmann (1925–2013) e Fernando Odriozola (1921–1986). 

Mulheres e o surrealismo

Artistas mulheres também são destaque na exposição. Nomes expressivos como a escultora gaúcha Sonia Ebling, cujo trabalho escultórico durante o período em que morou em Paris trouxe bastante arrojamento à sua obra, e a paulista Sonia Menna Barreto também estão presentes na exposição, representando artistas de longa data do acervo da Galeria André. Dentre as contemporâneas, destaca-se Diana Motta, com a obra Vaca Vermelha.

Sobre a Galeria de Arte André

Com 65 anos de atuação no circuito das artes, a Galeria de Arte André foi fundada em 1959 pelo romeno André Blau. É considerada a maior galeria de arte da América Latina, tendo se tornado uma referência no mercado de arte brasileira. Atualmente dirigida por Juliana Blau, a casa ajudou a forjar o mercado de arte no Brasil e passou por diversos endereços até se consolidar na Rua Estados Unidos, entre a Avenida Rebouças e a Alameda Gabriel Monteiro da Silva.

Conhecida pelo seu acervo de esculturas e obras de artistas como Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Bruno Giorgi, Carlos Araujo, Carlos Scliar, Cícero Dias, Clóvis Graciano, Di Cavalcanti, Frans Krajcberg, Guignard, Hector Carybé, Orlando Teruz, Roberto Burle Marx, Sonia Ebling e Tomie Ohtake, entre muitos outros, a casa oferece ao público exposições periódicas e projetos educacionais e culturais.

Joan Miró – 31,7 x 23,8 – litogravura -Séc. 20. Foto: Alan Teixeira.

Oferece um calendário de exposições ao longo do ano, tendo diversos projetos curatoriais com artistas da casa e que fizeram parte da história e de seu acervo. Além disso, tem o projeto Multimuros, atualmente com uma obra de arte pública na fachada da galeria, localizada na Avenida Rebouças, assinada pela artista indígena Tamikuã Tixihi. Ainda em 2024, a galeria prepara uma exposição sobre o surrealismo a ser aberta em setembro.

A galeria também dispõe de uma loja virtual com obras de arte a preços acessíveis no link www.galeriandre.com.br/loja-virtual. Também mantém um blog com notícias e análises do mundo da arte em www.galeriandre.com.br/blog.

Sobre o curador Mario Gioia

(São Paulo, 1974)

Curador independente e crítico de arte, é graduado pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Foi crítico convidado de 2013 a 2015 do Programa de Exposições do CCSP (Centro Cultural São Paulo) e fez, na mesma instituição, parte do grupo de críticos do Programa de Fotografia 2012. Em 2015, no CCSP, fez a curadoria de Ter Lugar para Ser, coletiva com 12 artistas sobre as relações entre arquitetura e artes visuais. Em 2011, passou a integrar o grupo de críticos do Paço das Artes, instituição na qual fez o acompanhamento crítico de Exercícios Cosmopolíticos (2023), de Gustavo Torrezan, Luz Vermelha (2015), de Fabio Flaks, Black Market (2012), de Paulo Almeida, e A Riscar (2011), de Daniela Seixas, além de Ateliê Fidalga no Paço das Artes (2010). Em 2019, iniciou o projeto Perímetros no Adelina Instituto, em SP, dedicado a artistas ainda sem mostras individuais na cidade, que contou com cinco exposições solo de artistas de BA, DF, RS e interior de SP.

Em 2016, a mostra Topofilias, com sua curadoria, no Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre, foi contemplada com o 10º Prêmio Açorianos, categoria desenho. Na feira ArtLima 2017 (Peru), assinou a curadoria da seção especial CAP Brasil, intitulada Sul-Sur, e fez o texto crítico de Territórios forjados (Sketch Galería, 2016), em Bogotá (Colômbia). Em 2018, assinou a seção curatorial dedicada ao Brasil na feira Pinta (Miami, EUA) e a curadoria de Esquinas que me atravessam, de Rodrigo Sassi (CCBB-SP). Já fez a curadoria de mostras em cidades como Brasília (Decifrações, Espaço Ecco, 2014), Porto Alegre (Fulgor na Noite, Galeria Mamute, 2022), Rio de Janeiro (Histórias Naturais, Caixa Cultural, 2014) e Salvador (Fragmentos de um discurso pictórico, Roberto Alban Galeria, 2017), entre outras.  É colaborador de periódicos de artes como Arte al Día. Na Galeria de Arte André, fez as curadorias de Sonia Ebling – Matéria em metamorfose (2023), Abstração em Fricção (2022), Carlos Scliar – Monográficas 1 (2020), André, 60 – Da Academia ao virtual (2019), Entre Artes e Ofícios, Centros e Arrabaldes (2019) e Cotidiano (2012), além do texto crítico de Brecheret, 1922-2022 – Nos Passos da Modernidade (2022).

Serviço:

Abertura da exposição Surrealismo, 100 – A mão, o olhar e a ideia em movimento

Dia 28 de setembro, sábado, das 11h às 15h – até 26 de outubro

Curadoria de Mario Gioia

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 19h; sábados das 10h às 14h

Galeria de Arte André

Rua Estados Unidos, 2.280 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP

(11) 3081-9697 / 3081-3972 / 3063-0427

www.galeriaandre.com.br.

(Fonte: Com Cris Landi/Buriti Comunicação)

Ópera ‘Cinderela’ estreia no Dia das Crianças no Theatro São Pedro

São Paulo, por Kleber Patricio

O Príncipe (tenor Mar Oliveira) e Cinderela (soprano Marly Montoni). Foto: Heloísa Bortz.

Um dos contos de fadas mais conhecidos do planeta será apresentado em formato de ópera no Theatro São Pedro. Com récitas nos dias 12, 13, 19 e 20 de outubro, Cinderela, de Pauline Viardot (1821–1910), traz a adaptação de uma história que atravessa culturas e segue como fonte de inspiração universal para todas as gerações.

Com uma hora e quinze minutos de duração e dividida em três atos, a ópera tem libreto da própria compositora e será realizada em português, com versão de André Dos Santos, orquestração de Juliana Ripke e um elenco de sete cantores. A montagem conta com a direção musical de Fabrícia Medeiros e concepção cênica de Julianna Santos, que destaca o caráter atemporal do clássico. “É um tipo de literatura que pode ser infinitamente atualizado e o mais interessante é essa mobilidade que os contos de fadas trazem. Por isso, eles ainda são tão próximos da gente, tão vivos. A Cinderela tem seus desejos e vontades e a gente talvez se identifique com os desejos mais íntimos da personagem. É muito interessante quando ela e o príncipe se identificam com os mesmos desejos, o mesmo senso de ter liberdade para ser o que você quer, agir como você quer agir, escolher o que você quer escolher. E o mais bonito é ver essa beleza que existe, essa beleza na simplicidade”, avalia Julianna Santos.

Representatividade e processo criativo

Além de apresentar um enredo que oferece encantamento, entretenimento e identificação emocional para as pessoas ao longo do tempo, a montagem promovida pela Santa Marcelina Cultura tem um compromisso com a representatividade, conectando fantasia e realidade em um espetáculo protagonizado por pessoas negras: na ópera, a soprano Marly Montoni será Cinderela e os tenores Jean William e Mar Oliveira viverão o Conde e o Príncipe, respectivamente. “É muito especial ter esse protagonismo; isso faz toda a diferença e gera uma representatividade incrível para crianças e jovens pretos. É claro que a história ainda bebe na cultura ocidental de ser, mas já é um bom começo. E quem sabe um dia estaremos a contar, em ópera, histórias de príncipes e rainhas africanos?”, ressalta Oliveira.

No papel de Cinderela, Marly Montoni salienta a preferência por construir a personagem através do domínio da música, no processo de preparação para uma ópera. “Sempre busco encontrar alguma similaridade com minha personalidade para que a personagem possa ser mais real possível. Sobra a montagem, sinto que há o compromisso com a representatividade, já que os personagens principais são afro-brasileiros. Será muito gratificante ver as meninas afrodescendentes podendo sonhar em ser princesas”, observa Montoni.

Adaptação de Pauline Viardot 

Ópera Cinderela no Theatro São Pedro em 2023.

A versão de Cinderela que vai ao palco do Theatro São Pedro foi composta pela francesa Pauline Viardot e estreou em Paris em 1904, permanecendo relativamente fiel ao conto de fadas de Charles Perrault, que inspirou a obra. Nascida em uma família em que tudo girava em torno da música, Pauline começou a compor ainda menina e teve aulas de canto com os pais, harmonia e contraponto com Anton Reicha; porém, seu principal interesse era o piano – inclusive foi aluna de Franz Liszt, que declarou, a respeito de Viardot, que “o mundo finalmente tinha encontrado uma mulher compositora de gênio”.

No entanto, após o falecimento da irmã – Maria Malibran (1808-1836), grande diva da ópera no século XIX – Pauline optou por mudar de rumo e se profissionalizou como cantora. Seus maiores sucessos foram em papéis dramáticos, como Fidès em Le prophète, de Meyerbeer (que foi escrito para ela), e Rachel em La Juive, de Halévy. Além disso, Viardot interpretou o papel-título da ópera Orfeu e Eurídice, de Gluck, e cantou por diversas temporadas na ópera de São Petersburgo, na Rússia.

Paralelamente à sua carreira musical, Pauline se casou com Louis Viardot e estabeleceu um círculo social que incluía importantes figuras culturais da época, como Frédéric Chopin, George Sand, Hector Berlioz, Clara Schumann, Ivan Turgenev e Johannes Brahms, entre outras personalidades artísticas que lhe dedicaram obras musicais e literárias.

Mar Oliveira (Príncipe), Marly Montoni (Cinderela) e Jean William (Conde) serão protagonistas na ópera. Foto: Divulgação.

Além de dezenas de canções, obras de câmara para violino e piano e arranjos vocais para peças instrumentais de Chopin, Brahms, Haydn e Schubert, Viardot compôs cinco óperas de salão – sendo Cinderela a última dessas operetas. Com danças e canções alegres, a obra está repleta de valsas, mazurcas e polcas. E como uma ópera cômica, mistura canto e diálogos falados, sem fugir das típicas rimas fáceis e irônicas, quase sempre destacadas ritmicamente.

Apresentação no Dia das Crianças  

Dedicada ao público infantojuvenil, a montagem de Cinderela traz uma história de conto de fadas clássica que é amada por crianças e adultos. Além de envolver elementos de magia, romance e transformação, especialmente cativantes ao público jovem, a ópera será apresentada em português, tornando o espetáculo ainda mais acessível para estimular a imaginação das crianças e promover a apreciação das artes cênicas e da ópera. Inclusive para celebrar o Dia das Crianças, a récita de estreia será apresentada em 12 de outubro, em uma experiência cultural marcante e enriquecedora para toda as famílias.

Cinderela, no Theatro São Pedro, inclui Giorgia Massetani na cenografia; Fábio Retti na iluminação; Fábio Namatame no figurino e Tiça Camargo no visagismo. Integram o elenco Johnny França (Barão de Pictordu), Fernanda Nagashima (Amelinde), Daiane Scales (Maguelone) e Maria Sole Gallevi (Fada)

BILHETERIA   

Os ingressos custam de R$40 (meia-entrada) a R$120 (inteira) e podem ser adquiridos aqui

Transmissão ao vivo

A récita de 19 de outubro, sábado, às 17h, será transmitida ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube do Theatro São Pedro

TEMPORADA LÍRICA | ORQUESTRA DO THEATRO SÃO PEDRO

CINDERELA

PAULINE VIARDOT (1821–1910)

[ópera em três atos, com libreto original da compositora, versão brasileira de André Dos Santos e orquestração de Juliana Ripke]

ORQUESTRA DO THEATRO SÃO PEDRO 

Fabrícia Medeiros, direção musical

Julianna Santos, direção cênica

Giorgia Massetani, cenografia

Fábio Retti, iluminação

Fábio Namatame, figurino

Tiça Camargo, visagismo

Fábio Bezuti, preparador vocal e dicção

ELENCO

Marly Montoni, soprano (Cinderela)

Mar Oliveira, tenor (O Príncipe)

Jean William, tenor (O Conde)

Johnny França, barítono (Barão de Pictordu)

Fernanda Nagashima, mezzo-soprano (Amelinde)

Tati Reis, soprano (Maguelone)

Maria Sole Gallevi, soprano (A Fada)

Ensaio geral aberto: 9 de outubro, quarta-feira, 19h, Theatro São Pedro

Récitas: 12, 13, 19 e 20 de outubro | sábados, às 11h; domingos, às 17h

Local: Theatro São Pedro (R. Barra Funda, 171 – São Paulo/SP)

Ingressos aqui

Plateia: R$120/R$60 (meia)

1º Balcão: R$100/R$50 (meia)

2º Balcão: R$80/R$40 (meia)

Duração: 75 minutos (sem intervalo)

Classificação etária: Livre

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país. Agora o Theatro São Pedro inicia uma nova fase, respeitando sua própria história e atento aos novos desafios da arte, da cultura e da sociedade.

(Fonte: Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)