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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Entenda como a educação ambiental pode contribuir para a preservação dos oceanos

São Paulo, por Kleber Patricio

Ilha de lixo plástico. Foto: Divulgação/Prolata.

O dia 26 de setembro é dedicado internacionalmente ao Dia do Mar, que tem como principal objetivo alertar a população global sobre a importância dos oceanos e todo o seu ecossistema. Com a data, a Organização das Nações Unidas (ONU), responsável por sua criação, também busca promover a conscientização e mobilização de pessoas e empresas para a proteção dos oceanos dos resíduos gerados pela poluição humana. Isso porque estima-se que 80% dos plásticos presentes nos mares sejam originários da gestão incorreta do lixo urbano, das indústrias e dos comércios.

Deste volume de poluição marinha, grande parte são embalagens que, em sua maioria, são feitas de plástico, como sacolas, canudos e outras embalagens como as de alimentos. Por serem de difícil revalorização e custo de produção muito baixo – principalmente os plásticos flexíveis – esses materiais acabam não tendo destinação adequada e chegam aos oceanos, onde se acumulam ou acabam sendo ingeridos por animais marinhos e, consequentemente, pelo ser humano. “Em filmes e documentários, vemos imagens assustadoras das chamadas ‘ilhas de lixo’, que são compostas, de maneira geral, por plásticos. Se as embalagens metálicas fossem usadas em maior escala, por exemplo, o volume de resíduos dessas ‘ilhas’ provavelmente seria infinitamente menor, visto que os metais são altamente recicláveis e reciclados de fato. Logo, um maior uso desse material em embalagens de alimentos, por exemplo, pode ser uma das opções para a diminuição das ilhas de lixo e, consequentemente, da poluição marítima. Lembrando que 80% de todo o aço produzido no mundo ainda está em uso”, defende Thais Fagury, presidente-executiva da Prolata Reciclagem, associação sem fins lucrativos criada para o cumprimento das políticas de resíduos sólidos.

Por isso, parte da conscientização em relação à poluição marinha deve passar pela diminuição do consumo de materiais envasados em embalagens que não são facilmente recicláveis, como é o caso do plástico, ou que não são possíveis de serem reutilizadas ou revalorizadas, como é o caso dos flexíveis. “Uma forma de promover isso é por meio da educação ambiental. A partir do conhecimento passado nas escolas e para os jovens sobre a necessidade da reciclagem, de boas práticas e da logística reversa para resíduos, podemos fazer a diferença e começar a transformar o ambiente no qual estamos inseridos”, acrescenta Thais.

O Dia Mundial do Mar é uma data importante para reconhecer e apreciar a contribuição que a vida marinha tem para o ser humano, que vai desde a alimentação, com os peixes e algas, até o transporte e o turismo. Mas, acima disso, é um dia para que todos possamos cuidar melhor dos oceanos e garantir um ambiente marinho mais limpo e saudável.

Sobre a Prolata Reciclagem

Criada em 2012, a Prolata Reciclagem é uma associação sem fins lucrativos e uma iniciativa da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), com apoio da ABRAFATI (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas.

O Programa encontra-se ativo nas cinco regiões do Brasil e possui o objetivo de estimular a reciclagem de latas de aço no país, gerar estatísticas confiáveis a respeito, abrir um canal direto com os consumidores, fomentar centros de reciclagem e parcerias com cooperativas de catadores, assim como valorizar o preço da sucata de aço para embalagens. Além disso, também investe em plataformas de comunicação e na educação da sociedade sobre o tema.

Saiba mais sobre a Prolata acessando o site https://www.prolata.com.br/.

(Fonte: Press à Porter Gestão de Imagem)

Projeto Ponto Ideia oferece oficinas gratuitas e evento cultural em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Oficina de arte e autoconhecimento. Fotos: Catarina Glória.

O projeto Ponto Ideia volta a Campinas no mês de outubro contemplando 40 pessoas, a partir de 15 anos, com 2 oficinas gratuitas de contação de histórias e atuação e de musicalização para cena. Cada uma das oficinas oferecerá 20 vagas, sendo 60% delas voltadas para pessoas pretas, trans, indígenas e com deficiência, que receberão ajuda de custo para participarem das oficinas. As inscrições para as oficinas devem ser feitas por meio de formulários específicos para cada uma, disponíveis no perfil do Instagram @ideiacoletivacultura.

Fernanda Jannuzzelli e Daniel Miranda serão os arte-educadores responsáveis pela oficina de contação de histórias e atuação. Os participantes farão a leitura das histórias criadas na oficina de escrita criativa durante a primeira etapa do projeto. Eles passarão por dinâmicas de grupo, jogos teatrais, experimentações cênicas corporais, de voz, e com adereços cênicos. A oficina é voltada para artistas, amadores e pessoas interessadas em geral. Para a oficina de musicalização para cena, os arte-educadores responsáveis serão Clara Rodriguez e Leandro Serizo. Nesta oficina, os participantes farão exercícios de voz, percussão corporal, criação de trilha sonora para apresentação cênica, criadas na oficina de contação de histórias. Ela é voltada para artistas, amadores e pessoas interessadas em geral.

Oficina de arte e autoconhecimento.

As oficinas serão realizadas em dois dias e os participantes terão mais dois dias para os ensaios. As apresentações serão realizadas durante o evento de encerramento na Casa de Cultura Fazenda Roseira. Será gratuito e aberto ao público, também terá a distribuição dos livros escritos pelos participantes das oficinas da primeira etapa do projeto, bem como a distribuição dos certificados de participação.

Criação e experimentação definem a jornada dos participantes do Ponto Ideia, que tem duração de um ano, é dividido em três etapas e contempla diversas áreas da cultura, como contação de histórias, musicalização, fotografia, figurino e dança. A terceira etapa trará oficinas de fotografia, figurino e dança, além do evento de encerramento com exposição. Kora Prince reforça que todas as atividades serão apresentadas aos participantes, de modo a que eles possam mergulhar em cada uma delas. “Esse é o princípio da criação e da experimentação, que nós estamos querendo destacar neste projeto, fazendo com que eles possam se apropriar daquelas vivências”, finaliza Kora.

O projeto Ponto Ideia é realizado pelo Instituto Ideia Coletiva via Lei Paulo Gustavo (LPG), da Secretaria da Cultura, Indústria e Economia Criativas do Estado de São Paulo. As oficinas contam com apoio da Casa de Cultura Fazenda Roseira, Fábrica de Histórias e Inclusa Soluções em Acessibilidade.

Oficina de musicalização para cena.

Sobre o Instituto Ideia Coletiva | O Instituto Ideia Coletiva é um ponto de cultura, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e possui reconhecimento do Ministério da Justiça e demais órgãos públicos, para atuar na formação e difusão cultural, através de diversas linguagens artísticas, idealizando e executando projetos em todo território nacional.

PROGRAMAÇÃO

Oficina de contação de histórias e atuação

Data: 9 e 16/10 | Horário: das 13 às 17 horas

Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira – Rua Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda – Campinas/SP

Inscrições: https://forms.gle/HKp7ofVcL3sEqVvj8

Ensaios: 23 e 24/10, das 13 às 17 horas.

Oficina de musicalização para cena

Data: 10 e 17/10

Horário: das 13 às 17 horas

Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira – Rua Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda – Campinas/SP

Inscrições: https://forms.gle/UKBrGujQoHUk5Tcd6

Ensaios: 23 e 24/10, das 13 às 17 horas.

Evento de encerramento

Data: 24/10

Horário: das 19 às 21 horas

Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira – Rua Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda – Campinas/SP

Apresentação dos participantes das oficinas começará às 19 horas.

(Fonte: Com Carolina Cerqueira/Fábrica de Histórias)

‘Maria Callas’, de Pablo Larraín, abre 48ª Mostra Internacional de Cinema na Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: Cena do filme/Reprodução/Divulgação.

O longa-metragem ‘Maria Callas’, de Pablo Larraín, indicado ao Leão de Ouro do Festival de Veneza, vai abrir a 48ª edição da Mostra Internacional de Cinema. A cerimônia de abertura acontece na quarta-feira, 16 de outubro, às 20h, na Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, nº 16 – Campos Elísios), com apresentação de Renata de Almeida e Serginho Groisman. O evento vai contar com a presença de profissionais do setor audiovisual, autoridades e patrocinadores.

Maria Callas faz um relato fictício dos últimos dias de vida de Maria Callas, uma das mais celebradas cantoras de ópera da história. Angelina Jolie interpreta a soprano greco-americana neste longa que mostra sua última semana na Paris dos anos 1970 e perpassa memórias, retratando seus amigos, seus amores e sua voz. O longa é o terceiro de Larraín que faz um retrato de um ícone feminino do século 20, seguindo ‘Jackie’ (2016) e ‘Spencer’ (2021). O cineasta chileno também dirigiu ‘No’, que abriu a 36ª Mostra em 2012.

Vinicius Pagin, diretor-geral da Diamond Films Brasil, distribuidora do filme no país, comenta: “O terceiro ano consecutivo com um filme de abertura na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo reforça o compromisso da Diamond Films de trazer histórias relevantes e universais para o público brasileiro. ‘Maria’ celebra uma das vozes mais icônicas de todos os tempos, com Angelina Jolie no papel principal e direção de Pablo Larraín. É uma honra abrir a Mostra com essa produção. Seguimos comprometidos em oferecer ao público brasileiro grandes e premiados filmes do cinema independente.”

Além de ser exibido na abertura, Maria Callas também será apresentado durante o evento, que acontece entre 17 e 30 de outubro.

PATROCINADORES DA 48ª MOSTRA

Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da Petrobras, patrocínio do Itaú, a parceria do Sesc e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo e da Lei Paulo Gustavo, o apoio da Spcine e do Projeto Paradiso, da colaboração do Telecine, da Ancine, do Instituto Galo da Manhã e da Netflix, a promoção da Globofilmes, do Canal Brasil, da Folha de S.Paulo, da TV Cultura, do Arte 1, da Rádio Band News e da Revista Piauí, o apoio técnico da Velox, Conjunto Nacional, Quanta e Cinemateca Brasileira, o transporte oficial do Metrô e da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de São Paulo e hotéis oficiais Meliá Paulista e Mercure Hotels.

(Fonte: Trombone Comunicação)

Galerias Luisa Strina e Galatea anunciam colaboração inédita com exposições simultâneas de Cildo Meireles

São Paulo, por Kleber Patricio

Cildo Meireles (Luisa Strina) Tenda de Chão [Ground Tent], da série [from the series] Camuflagem, 1987 – 2023.

Após um hiato de cinco anos sem uma exposição robusta de Cildo Meireles no Brasil, as galerias Luisa Strina e Galatea unem forças para inaugurar, de maneira coordenada, duas mostras individuais do artista em São Paulo. A partir do dia 3 de outubro, a Luisa Strina, galeria que representa o artista, apresenta ‘Uma e algumas cadeiras/Camuflagens’, com obras inéditas de Cildo no país, enquanto a Galatea exibe uma seleção de desenhos em ‘Cildo Meireles: desenhos, 1964-1977’. Juntas, as mostras oferecem uma visão ampla e complementar do trabalho de Cildo Meireles, para quem o desenho muitas vezes é a gênese da sua prática no campo tridimensional. Esta primeira colaboração entre as galerias vizinhas — localizadas frente a frente na Rua Padre João Manuel — sela uma parceria que fortalece o cenário artístico local.
Luisa Strina reúne trabalhos de Cildo Meireles originalmente idealizados nas décadas de 1980-90. Cildo Meireles realizou sua primeira exposição na galeria Luisa Strina em 1981, onde apresentou sua última individual de obras inéditas, Pling Pling, em 2014.  A nova mostra acontece dez anos depois, no ano de celebração do aniversário de 50 anos da galeria.

Exibida pela primeira vez na Galeria Lelong, em Nova York, em 2023-4, a instalação Uma e Sete Cadeiras (1997-2023) faz referência à obra One and Three Chairs (1965), do artista Joseph Kosuth, considerada uma das obras seminais da arte conceitual. A instalação começa com a estrutura de uma cadeira simples de madeira; esse objeto é replicado e modificado em outras seis variações de uma cadeira construídas com materiais diversos: vidro, serragem e cinza, entre outros. Uma sétima variação, posicionada ao lado do conjunto central, consiste de uma torre de lâminas de acrílico em cujo interior distinguimos a forma imaterial de uma cadeira, destacando a ideia de vazio.

Cildo Meireles 1948, Sem título, da série Brasília [Untitled, from the series Brasília], 1977.

O vazio é um elemento constantemente abordado pelo artista em sua prática, como acontece na obra Esfera Invisível (1996) e na instalação Desaparecimentos (1982). Segundo Meireles, “me interessa essa coisa evanescente, ou seja, uma espécie de dissolução do objeto. Existe o desejo de jogar com a visão, uma espécie de invisibilidade da invisibilidade. São trabalhos que possuem uma autonomia quase de objeto semântico. É como a Esfera Invisível, que trata de uma existência constituída de inexistências”.

Em diálogo com a instalação, Cildo apresenta duas pinturas da série Épuras, conceito derivado da geometria descritiva para designar a representação planificada de objetos tridimensionais. Nessas obras, o artista combina representações do objeto cadeira em diferentes perspectivas, sendo uma delas um políptico de quatro partes, e a outra um tríptico que replica a estrutura tridimensional das reconhecidas obras de sua série Cantos.

Na sala 2 da galeria, o grupo de obras apresentadas em Camuflagem também lida com questões relativas ao objeto e à representação. Nesses trabalhos, a pintura é feita diretamente sobre objetos como guarda-sóis, cadeiras de praia e tendas. Algumas dessas pinturas-objeto são dedicadas a importantes artistas da história: uma cadeira de praia listrada homenageia Jasper Johns; o guarda-chuva monocromático negro, Malevich; e o banquinho de pescador, Volpi.

Sobre a série de pinturas inéditas que será exibida na mostra, o artista comenta: Camuflagem é um projeto anterior à instalação Uma e Sete Cadeiras e está sendo realizado trinta e seis anos depois. São basicamente pinturas sobre chassis diversos, que remetem a uma funcionalidade. Pintura camuflada em bancos, cadeiras, guarda-chuvas, objetos comuns de uso diário. Sempre utilizando um objeto que seja constituído de um tecido e uma estrutura.”

A cadeira reaparece na série Camuflagem, dessa vez acompanhada por um banco, um guarda-sol, um guarda-chuva, uma maca e tendas. “Essa parte da exposição, que chamo de Camuflagem, teria outro nome: Pintura de Chão. Pois todas as obras estão pousadas nele.”

Cildo Meireles 1948, Sem título [Untitled], 1973, Assinado no verso [Signed on the reverse]. Ficha Técnica: Guache sobre cartão [Gouache on card], 48 x 64 cm [18 7/8 x 25 1/4 in],(CM-0140). Crédito: Ding Musa.

A Galatea traz uma seleção de desenhos produzidos desde 1964, quando o artista tinha apenas 17 anos, até 1977. A mostra coloca em destaque o Meireles desenhista, faceta menos explorada em comparação a outras vertentes do seu trabalho. Por outro lado, é essa a sua prática mais constante e longeva. Em entrevista ao curador Hans Ulrich Obrist no número que lhe é inteiramente dedicado da revista francesa Cahiers d’Art, o artista afirma: “Parei de desenhar por cinco anos, de julho de 1968 a junho de 1973. Quando voltei, me senti um idiota por ter parado, porque os desenhos são como pontes entre o pensamento e o papel.”

A seleção realizada pela galeria reúne obras tanto dotadas de aspectos figurativos quanto de experimentações abstratas com campos de cor, formas orgânicas, rabiscos e círculos criados a partir das digitais do próprio artista. No âmbito da figuração, as cenas de interiores domésticos e suas linhas, seus mobiliários e personagens evocam temas recorrentes na produção de Meireles, como o espaço, a escala e o objeto; o projeto e a arquitetura; e a crítica à ditadura militar. O diálogo com importantes obras tridimensionais, como as da série Cantos (1967-1968/2008), também é evidente em vários desses desenhos.

O texto crítico de ambas as exposições é assinado pelo curador Diego Matos, um dos editores convidados para o número da Cahiers d’Art dedicado a Cildo Meireles, publicado em 2022; além de co-curador da mostra Entrevendo, individual de Meireles realizada em 2019 no Sesc Pompeia.

Sobre as exposições apresentadas pela Luisa Strina e a Galatea, Matos comenta: “A exposição ‘Uma e algumas cadeiras/Camuflagem’ traz um conjunto de trabalhos inéditos no Brasil que sublinham um dos caminhos bifurcados da já incontornável trajetória de Cildo Meireles: a subversão dos objetos mais ordinários de nossa vida cotidiana, submetendo-os à reestruturação de seus signos, tanto em termos linguísticos como do próprio uso. Ao mesmo tempo, o artista também atualiza uma das primeiras discussões adquiridas pelo debate contemporâneo da arte: o conceito, a ideia e a materialidade do readymade. Ao mesmo tempo, trazer ao público uma seleção generosa de desenhos de Cildo Meireles é tornar visível e acessível a prática mais onipresente na trajetória de mais de 60 anos do artista. Prática, aliás, indissociável de sua produção objetual e instalativa. Feitos em um quarto de hotel, na calada da noite; na calmaria caseira da manhã; ou em ateliê, num momento intervalar de trabalho — seus desenhos nos contam muito de um repertório poético e conceitual que ele encadeou desde o início da sua produção.”

Sobre o artista

Cildo Meireles Épura – Cadeira 2 [Épura – Chair 2], 2023.

Cildo Meireles tem um papel crucial na esfera da arte conceitual do país. Sua prática multifacetada explora as possibilidades da participação do público, destacando-se por elaborar as primeiras experimentações instalativas no campo da arte brasileira.

Em 1963, estudou com o artista peruano Félix Barrenechea em Brasília e morou em Nova Iorque entre os anos 1971 e 1973. É representado pela Luisa Strina desde 1981, onde vem realizando exposições individuais que marcam importantes inflexões de sua prática artística.

Sua obra foi exposta no mundo todo, incluindo as Bienais de Veneza, São Paulo, Istambul, Lyon, Festival Internacional de Arte de Lofoten, Documenta, em Kassel, Alemanha. Em 2023, Meireles foi contemplado com o Prêmio Roswitha Haftmann, o mais conceituado da Europa, sendo o primeiro latino-americano a recebê-lo em 22 anos. Dentre os demais prêmios nacionais e internacionais com os quais foi contemplado ao longo de sua carreira, estão Prêmio Faz Diferença, O Globo (2019); Prêmio ABCA (2015); Velázquez Prize for Visual Arts, Madrid, Espanha (2008); Prêmio APCA (2007); Honorary Doctorate of Fine Arts, San Francisco, EUA (2005) e Officier de L’Ordre des Arts et des Lettres, Paris, França (2005), entre outros.

Realizou exposições individuais em importantes instituições nacionais e internacionais. Dentre as coleções públicas que possuem seu trabalho, estão Museum of Modern Art – MoMA, Nova York, EUA; Tate, Londres, Reino Unido; Stedelijk Museum voor Actuele Kunst, Gent, Bélgica; Instituto Inhotim, Brumadinho, MG; MAC – Niterói; 21st Century Museum of Contemporary Art, Kanazawa, Japão; Fundação Serralves, Porto, Portugal; MACBA, Barcelona, Espanha; Centre Georges Pompidou, Paris, França; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha; Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, Portugal; Museum für Moderne Kunst, Frankfurt, Alemanha; Los Angeles County Museum of Art – LACMA, EUA; Art Institute of Chicago, Chicago, EUA; New Museum, Nova York, EUA; MASP, São Paulo; MAM-SP, São Paulo; MAM-Rio, Rio de Janeiro; Pinacoteca de São Paulo.

Sobre a Luisa Strina

Fundada em 1974, a Luisa Strina, que comemora 50 anos de sua fundação no próximo 17 de dezembro, ajudou a promover as carreiras de uma geração de novos artistas conceituais do Brasil, incluindo Antonio Dias, Cildo Meireles, Tunga e Waltercio Caldas. Em 1992, a galeria foi a primeira da América Latina a participar da feira Art Basel.Luisa Strina começou a trabalhar com artistas brasileiros emergentes, como Alexandre da Cunha, Fernanda Gomes e Marepe. Ao longo dos anos 2000, o grupo foi ampliado para incorporar nomes latino-americanos — Jorge Macchi, Juan Araujo e Pedro Reyes — e artistas mulheres já estabelecidas, como Laura Lima, Leonor Antunes e Renata Lucas. Na última década, a consolidou a sua trajetória com a representação de nomes influentes incluindo Alfredo Jaar e Anna Maria Maiolino, assim como artistas mais jovens, como Bruno Baptistelli e Panmela Castro.

Sobre a Galatea

Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manoel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.

A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador-chefe.

Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.

Serviço:
Cildo Meireles: uma e algumas cadeiras/Camuflagens
Local: Galeria Luisa Strina

Abertura:  3 de outubro, quinta, das 19h às 21h

Endereço: Rua Padre João Manuel, 755 – Cerqueira César, São Paulo – SP

Período expositivo: 3 de outubro a 30 de novembro

Horários: segunda-feira à sexta-feira, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 17h
Mais informações: www.luisastrina.com.br

Instagram: @galerialuisastrina 

Cildo Meireles: desenhos, 1964-1977

Local: Galatea

Endereço: Rua Padre João Manuel, 808 – Jardins, São Paulo – SP

Abertura: 3 de outubro | 18h às 21h

Período expositivo: 3 de outubro a 1 de novembro

Horários: segunda à quinta das 10h às 19h | Sexta das 10h às 18h | Sábado das 11h às 17h

Mais informações: https://www.galatea.art/
Instagram: @galatea.art_.

(Fonte: Com Edgard França/A4&Holofote Comunicação)