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Liniker lança vinil duplo de ‘CAJU’

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Caroline Lima.

A celebração da música da cantora e compositora Liniker ganha novos contornos com o lançamento de CAJU em vinil duplo, levando a intensidade de suas composições para o formato físico em grande estilo. O LP, de 180 g na cor marrom mesclado, envolve o ouvinte em uma experiência visual de 24 horas de sol que vai além do som. Com capa gatefold de luxo, poster 90 x 60 cm, encarte de 60 x 30 cm e dois envelopes com fotos, esta edição tem pré-venda exclusiva no site da Rocinante Três Selos (www.rocinantetresselos.com) e custará R$285,00. CAJU tem direção criativa assinada por Liniker e Poliana Feulo, fotografia por Caroline Lima e o projeto gráfico foi feito pela Puritana.Co.

A parceria entre Liniker e o selo independente Rocinante Três Selos já havia deixado sua marca com o sucesso da edição deluxe de Indigo Borboleta Anil, lançada em janeiro deste ano. Agora, CAJU, um dos álbuns mais marcantes do ano, ganha nova vida em vinil enquanto a artista se prepara para a turnê do disco, que começa em 8 de novembro, em São Paulo. A turnê ainda passará por cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador.

CAJU, título do segundo álbum-solo de Liniker, carrega o nome do alter ego que a artista paulista, aos 29 anos, apresenta ao público. A partir da perspectiva de CAJU, Liniker construiu um disco íntimo e potente, tecendo 14 faixas que transitam entre o pop, samba, jazz, house, pagode, arrocha, disco e reggae. CAJU emerge como uma obra que captura a essência da Liniker, com participações especiais de Lulu Santos, BaianaSystem, Anavitória, Pabllo Vittar, Priscila Senna e outros nomes de peso.

A produção musical, assinada por Liniker junto de Fejuca e Gustavo Ruiz, ressoa com a maturidade de uma artista que, após quase uma década de carreira, sente-se mais segura do que nunca em sua trajetória. “Eu fiz o álbum dos meus sonhos”, revela Liniker, que reflete sobre como Indigo Borboleta Anil (2021) a colocou de pé e agora, com CAJU, ela se prepara para correr. O disco é uma viagem emocional e sonora, com momentos de grandiosidade, como a faixa Veludo Marrom, que conta com a orquestra Brasil Jazz Sinfônica, e a envolvente Negona dos Olhos Terríveis, colaboração com o BaianaSystem. Entre relatos pessoais e experimentações sonoras, Liniker imprime sua assinatura artística em cada detalhe, desde a textura da gravação analógica até a riqueza dos arranjos que permeiam o álbum.

CAJU é mais do que um álbum. É um retrato do momento atual da Liniker, uma obra profundamente pessoal que reflete suas memórias e suas aspirações. Na versão em vinil, a música ganha forma física e convida o ouvinte a mergulhar ainda mais fundo na experiência sensorial que a artista propõe.

Tracklist – CAJU
Disco 1
1 – CAJU
2 – TUDO
3 – VELUDO MARROM
4 – AO TEU LADO ft. Amaro Freitas e ANAVITÓRIA
5 – ME AJUDE A SALVAR OS DOMINGOS
6 – NEGONA DOS OLHOS TERRÍVEIS ft. BaianaSystem

Disco 2
7 – MAYONGA
8 – PAPO DE EDREDOM ft. Melly
9 – POPSTAR
10 – FEBRE
11 – POTE DE OURO ft. Priscila Senna
12 – DEIXA ESTAR ft. Lulu Santos e Pabllo Vittar
13 – SO SPECIAL ft. Tropkillaz
14 – TAKE YOUR TIME E RELAXE

Sobre a Rocinante Três Selos
A paixão pelo vinil uniu, em novembro de 2023, três grandes nomes do mercado nacional em uma colaboração inédita: a fábrica Rocinante, localizada em Petrópolis, a Três Selos, renomada por sua seleção especial de lançamentos em vinil, e a Tropicália Discos, uma loja icônica do Rio de Janeiro com mais de 20 anos de expertise na divulgação da música brasileira.
Essas referências do setor se juntam para apresentar, com excelência, algumas das obras mais marcantes da música brasileira, incluindo artistas consagrados como Chico César, Gilberto Gil, Pabllo Vittar, Zeca Baleiro, Djavan, Hermeto Pascoal, Novelli, Tulipa Ruiz, Liniker, Céu e Baiana System. Com um projeto gráfico inovador e utilizando as melhores prensas de vinil do país, essa parceria promete elevar ainda mais a música brasileira, celebrando sua riqueza e diversidade em cada lançamento.

Ficha Técnica
RS – 064 Edição Rocinante Três Selos 2024

Coordenação Geral: João Noronha, Sylvio Fraga e Wladymir Jasinski
A&R: Márcio Rocha e Rafael Cortes
Coordenação Gráfica: Mateus Mondini
Coordenação Técnica: Pepê Monnerat
Coordenação de Prensagem: Vinicius Crivellaro
Licenciamento: Daniel Moura e Joe Lima
Design: Pedro Caldara
Masterização Vinil: Felipe Tichauer
Assessoria de Comunicação: Pantim Comunicação

CAJU
Realização: Breu Entertainment
Intérprete: Liniker
Produtores Musicais: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Produtores Musicais convidados: Iuri Rio Branco, Nave, BaianaSystem, Márcio Arantes e Tropkillaz
Produção Vocal: Paulo Zuckini
Preparação Vocal: Thays Vaiano
Desenho de Som: Joel Souza
Engenheiro de Mixagem: João Milliet
Engenheiro de Masterização: Felipe Tichauer e Mike Bozzi
Direção Criativa: Liniker e Poliana Feulo
Management: Priscila Melo e André Bourgeois
Produção Executiva: Juliana Arruda
Direção de Conteúdo e Comunicação: Gabiru Nogueira
Assistência de Produção Executiva: Leandro Lopes
Jurídico: Jaqueline Araújo
Financeiro: Elisa Brasil
Distribuição: Altafonte
Editora: Boa Music Rights

Booking: Guilherme Thiesen
Consultoria Estratégica Criativa: Arthur Almeida, Celso Bernini e Conde
Coordenadora de Conteúdo Digital: Mayara Lacerda
Social Media: Victoria Assis
Assessoria de Imprensa: Trovoa Comunicação
Motorista Liniker: Wesley Salles
Fotógrafa: Caroline Lima
Digitech: Adrian Ikematsu
Light Designer: Edson Luciano
Assistente de Foto: Marina Toledo
Digital Retouch: Nicolas Leite
Agente Fotógrafa: Renato Fontes
Equipamentos: Thinkers
Projeto Gráfico: Puritana.Co
Direção Gráfica: Gabe Lima
Design: Gabe Lima e Gustavo Vieira
Stylist: Carol Passos
Produção de Moda e Assistência de Styling: Roberta Freitas e Junior Mendes
Camareira: Nadia Martins

Beleza: Mika Safro
Assistente de Beleza: Carol Felício

Direção de Arte: Poliana Feulo
1º Assistente: Reisiane Amorim
2º Assistente: Giullia Feulo
Arte Gráfica: Douglas Cerdeira e Renato Freitas
Adereço: W. Feline e Chico da Prata
Contrarregra: Murilo Borges
Produção de Arte: Matheus Carvalho e Kaio Monteiro
Assistente de Produção de Arte: Bruno Fialho Carvalho
Assistente de Set (Arte): Edgar Arce Morel e André Santos Sucupira
Motorista: Rafael Duraes Ventura
Produção de Objetos: Patrícia Di Giorgio
Assistente de Produção de Objetos: Julia Parsequian
Assistente de Set (Objetos): Rafael Sipriano e Carlos Alberto Raimundo
Motorista (Doblo): Raphael de Mesquita Serpic
Motorista (Pickup): Aderval Mariano Silva

Diretora de Produção: Luh Moreira
Assistente de Direção: Amanda Barros
Produtoras: Mabi Braga e Maju Paulino
Assistentes de Set (Produção): Victor Hugo Barros, João Paulo dos Santos (JP), Wellington Santos Faria (Paje), Wagner Rodrigo Schmith (Wagninho), Maurício Cordeiro Dias
Higienização de set: Patrícia Cristina Leopoldina
Seguranças: Claudemir Almeida dos Santos, Javan Pereira de Lima Filho, Alessandro Franzese Rebello, Melson Santana dos Santos
Geradorista: Eduardo da Silva Gomes
Bombeira: Letícia Brandão Mateus
Assistentes de Catering: Jaqueline Carvalho da Cruz Almeida e Vitória Regia da Silva Nogueira
Motorista de Catering: Wagner da Silva Nogueira
Motoristas Van Passageiro: Marcelo Henrique da Costa, Euclides Avelino Pires, Marcos Velloso Prestes
Motorista Pickup Produção: Marcelo Freitas de Oliveira
Motorista Caminhonete: Paulo Rogerio de Souza Aguiar

1 – CAJU
Intérprete: Liniker
Composição e produção musical: Liniker, Fejuca, Gustavo Ruiz e Iuri Rio Branco
Bateria: Sergio Machado
Piano, sintetizadores, programações, bateria e percussão: Iuri Rio Branco
Guitarra, sintetizador e baixo: Felipe Pampuri
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Engenheiros de gravação: João Milliet, André Malaquias, Fejuca, Gustavo Ruiz, Dani Mariano e Iuri Rio Branco
Estúdios de gravação: Estúdio Brocal, Estúdio Kumbuka, Estúdio Mosh, The Hive, Soundz e Cada Instante O Estúdio
Roadies de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Assistência de mixagem: Eric Yoshino
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

2 – TUDO
Intérprete: Liniker
Composição e produção musical: Liniker, Fejuca, Gustavo Ruiz e Nave
Sintetizadores: Herbert Medeiros
Violões e programações: Fejuca
Programações: Nave
Guitarra: Gustavo Ruiz
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Engenheiros de gravação: Nave, João Milliet, Fejuca, Gustavo Ruiz, Pedro Quiriku e Dani Mariano
Assistência de gravação: Lincoln Gustavo Lourenço
Estúdios de gravação: Estúdio Brocal, Estúdio Kumbuka, Estúdio Mosh, Estúdio Ma’Ninja, Cada Instante O Estúdio
Roadie(s) de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Estúdio de mixagem: Elephant Office
Assistência de mixagem: Eric Yoshino e Junior Rios
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

3 – VELUDO MARROM
Intérprete e composição: Liniker
Produção musical: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Bateria: Sergio Machado
Baixo: Ana Karina Sebastião
Rhodes: Herbert Medeiros
Guitarra: Mackson Kennedy
Cordas e Madeiras: Orquestra Brasil Jazz Sinfônica
Arranjo de Cordas e Madeiras: Tiago Costa
Produção vocal: Paulo Zuckini
Backing Vocal: Paulo Zuckini, Elines Gomes e Lucas Samuel
Engenheiros de gravação: João Milliet, Fejuca, Gustavo Ruiz, André Malaquias, Dani Mariano e Ricardo Câmera
Assistência de gravação: Lincoln Gustavo Lourenço
Estúdios de gravação: Estúdio Brocal, Estúdio Kumbuka, Estúdio Mosh, NaCena e Cada Instante O Estúdio
Roadie(s) de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Estúdio de mixagem: Elephant Office
Assistência de mixagem: Eric Yoshino e Junior Rios
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

4 – AO TEU LADO
Intérpretes: Liniker, Amaro Freitas e Anavitória
Composição: Liniker e Amaro Freitas
Produção musical: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Produção vocal: Paulo Zuckini
Bateria: Sergio Machado
Baixo: Ana Karina Sebastião
Guitarra: Mackson Kennedy
Rhodes: Herbert Medeiros
Piano: Amaro Freitas
Arranjo de Cordas e Madeiras: Henrique Albino
Cordas e Madeiras: Orquestra Brasil Jazz Sinfônica
Harpa: Jennifer Campbell
Engenheiros de gravação: João Milliet, Fejuca, Gustavo Ruiz, André Malaquias, Dani Mariano, Gabriel Milliet, Ricardo Camera e Adonias Junior
Estúdios de gravação: Estúdio Brocal, Estúdio Mosh, Cada Instante O Estúdio, NaCena e Estúdio Arsis
Roadie(s) de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Estúdio de mixagem: Elephant Office
Assistência de mixagem: Eric Yoshino e Junior Rios
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

5 – ME AJUDE A SALVAR OS DOMINGOS
Intérprete e composição: Liniker
Produção musical:Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Bateria: Thiago Silva
Baixo: Dudinha Oliveira
Rhodes: Marcelo Maita
Guitarra: Mackson Kennedy
Percussão: Kainã do Jejê
Cuica – percussão: Dennys Silva
Sintetizador: Herbert Medeiros
Guitarra: Gustavo Ruiz
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Sample voz: Camila de Alexandre
Engenheiros de gravação: João Milliet, Fejuca, Gustavo Ruiz, Dani Mariano e André Malaquias
Estúdios de gravação: Estúdio Brocal, Estúdio Mosh, Central e Cada Instante O Estúdio
Roadies de gravação: Carlos Weber, Rodrigo Fuzaro e Sandrox Duarte
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Estúdio de mixagem: Elephant Office
Assistência de mixagem: Eric Yoshino e Junior Rios
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

6 – NEGONA DOS OLHOS TERRÍVEIS
Intérpretes: Liniker e BaianaSystem
Composição: Liniker, Russo Passapusso, Beto Barreto, Fejuca e Gustavo Ruiz
Produção musical: Liniker, Fejuca, Gustavo Ruiz e Seko Bass
Bateria: Curumim
Atabaques, timbau, repique, surdo, caixa e efeitos: Icaro Sá
Baixo: Seko Bass
Baixo e guitarra: Fejuca
Guitarra e MPC: Gustavo Ruiz
Guitarra baiana: Beto Barreto
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Engenheiros de gravação: João Milliet, Fejuca, Gustavo Ruiz, Dani Mariano e Vitor Vaughan
Estúdios de gravação: Estúdio Brocal, Estudio Kumbuca, Cada Instante O Estúdio e Estúdio Ori
Roadies de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Assistência de mixagem: Eric Yoshin
Engenheiro de masterização: Mike Bozzi

7 – MAYONGA
Intérprete e composição: Liniker
Produção musical: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Bateria: Thiago Silva
Baixo: Dudinha Oliveira
Rhodes: Marcelo Maita
Guitarra: Mackson Kennedy
Sintetizadores e teclados: Herbert Medeiros
Violão: Fejuca
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Engenheiros de gravação: Gustavo Ruiz, Fejuca, João Milliet, Dani Mariano e André Malaquias
Assistência de gravação: Pedro Quiriku
Estúdios de gravação: Estúdio Mosh e Cada Instante O Estúdio
Roadies de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Estúdio de mixagem: Elephant Office
Assistência de mixagem: Eric Yoshino e Junior Rios
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

8 – PAPO DE EDREDOM
Intérpretes e composição: Liniker e Melly
Produção musical: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Produção vocal: Paulo Zuckini
Bateria: Sergio Machado
Baixo: Ana Karina Sebastião
Guitarra: Mackson Kennedy
Sintetizadores e Rhodes: Herbert Medeiros
Engenheiros de gravação: Gustavo Ruiz, Fejuca, João Milliet, André Malaquias e Dani Mariano
Estúdios de gravação: Estúdio Mosh, Estúdio Kumbuca, Estúdio Brocal e Cada Instante O Estúdio
Roadies de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Estúdio de mixagem: Elephant Office
Assistência de mixagem: Eric Yoshino e Junior Rios
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

9 – POPSTAR
Intérprete e composição: Liniker
Produção musical: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Bateria: Sergio Machado
Baixo: Ana Karina Sebastião
Rhodes: Herbert Medeiros
Guitarra: Mackson Kennedy
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Engenheiros de gravação: Gustavo Ruiz, Fejuca, João Milliet, André Malaquias e Dani Mariano
Estúdios de gravação: Estúdio Mosh, Estúdio Kumbuka e Cada Instante O Estúdio
Roadies de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Estúdio de mixagem: Elephant Office
Assistência de mixagem: Eric Yoshino e Junior Rios
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

10 – FEBRE
Intérprete e composição: Liniker
Produção musical: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Produção vocal: Paulo Zuckini
Baixo: Ana Karina Sebastião
Bateria: Sergio Machado
Rhodes e sintetizadores: Herbert Medeiros
Violão e cavaquinho: Fejuca
Percussão: Dennys Silva
Metais e arranjos de metais: Will Bone
Backing Vocal: Flávia Mello, Lino G, Gustavo da Silva e Daniele Couto
Engenheiros de gravação: João Milliet, André Malaquias, Gustavo Ruiz, Fejuca e Dani Mariano
Estúdios de gravação: Estúdio Mosh, Estúdio Kumbuka, Cada Instante O Estúdio e  Estúdio Central
Roadies de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

11 – POTE DE OURO
Intérpretes: Liniker e Priscila Senna
Composição: Liniker e Marcio Arantes
Produção musical: Liniker, Fejuca, Gustavo Ruiz e Marcio Arantes
Violão e guitarra: Chibatinha
Sax alto: Walkir Sax
Teclados: Herbert Medeiros
Programação, guitarras, teclados, baixo elétrico, baixo acústico, violão de 7 cordas, piano e glockenspiel: Marcio Arantes
Congas e bacurinhas: Icaro Sá
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Engenheiros de gravação: Marcio Arantes e Dani Mariano
Estúdios de gravação: Estúdio Audiorama, Cada Instante O Estudio, Estúdio Kumbuca e Estúdio Seven Life
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

12 – DEIXA ESTAR
Intérpretes: Linker, Lulu Santos e Pabllo Vittar
Composição: Liniker
Produção musical: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Bateria: Sergio Machado
Baixo: Ana Karina Sebastião
Guitarra: Mackson Kennedy
Rhodes e sintetizadores: Herbert Medeiros
Guitarra e guitarra cítara: Lulu Santos
Percussão: Dennys Silva
Cordas e madeiras: Orquestra Brasil Jazz Sinfônica
Arranjo Cordas e Madeiras: Tiago Costa
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Engenheiros de gravação: João Milliet, Fejuca, Gustavo Ruiz, Dalton Luiz Vicente, Dani Mariano e Ricardo Camera
Assistência de gravação: Pedro Quiriku
Estúdios de gravação: Estúdio Mosh, Na Cena, Estúdio Kumbuca e Cada Instante O Estúdio
Roadies de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Estúdio de mixagem: Elephant Office
Assistência de mixagem: Eric Yoshino e Junior Rios
Engenheiro de masterização: Felipe Tichauer

13 – SO SPECIAL
Intérpretes: Liniker e Tropkillaz
Composição: Liniker, Zegon, Laudz, Fejuca e Gustavo Ruiz
Produção musical: Liniker, Fejuca, Gustavo Ruiz, Tropkillaz e Apu
Metais: Will Bone
Arranjo, teclado, bateria, bateria eletrônica e baixo: Zegon
Arranjo, teclado, bateria eletrônica e baixo: Laudz e Apu
Produção vocal e backing vocal: Paulo Zuckini
Engenheiros de gravação: João Milliet, Fejuca, Gustavo Ruiz e Dani Mariano
Estúdios de gravação: Cada Instante O Estúdio e SPA Music
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet e Rafael Fadul
Assistência de mixagem: Eric Yoshino
Engenheiro de masterização: Mike Bozzi

14 – TAKE YOUR TIME E RELAXE
Intérprete e composição: Liniker
Produção musical: Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz
Baixo: Ana Karina Sebastião
Rhodes: Herbert Medeiros
Guitarra: Mackson Kennedy
Engenheiros de gravação: João Milliet, Fejuca, Gustavo Ruiz e Dani Mariano
Estúdios de gravação: Estúdio Mosh e Cada Instante O Estúdio
Roadies de gravação: Carlos Weber e Rodrigo Fuzaro
Desenho de som: Joel Souza
Engenheiro de mixagem: João Milliet
Assistência de mixagem: Eric Yoshino
Engenheiro de masterização: Mike Bozzi.

(Com Carol Pascoal Trovoa Comunicação)

Ruído Vermelho: novo espetáculo da E² Cia de Teatro e Dança propõe jogo cênico para refletir sobre a precariedade contemporânea

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Hernandes de Oliveira.

Com 27 anos de trajetória, a E² Cia de Teatro e Dança traz à cena seu novo trabalho, Ruído Vermelho, com direção de Eliana de Santana, que reflete sobre a destruição e a precariedade presentes no mundo contemporâneo e seu impacto no corpo que dança. A temporada de estreia acontece no Kasulo Espaço de Arte entre os dias 28 de outubro e 3 de dezembro, às segundas e terças, às 20h.

“Em nossa trajetória, as criações cênicas sempre nasceram a partir de temas específicos, com referência na literatura, na música ou nas artes visuais, mas agora resolvemos trilhar o caminho inverso; desta vez, os assuntos discutidos em Ruído Vermelho foram se delineando ao longo do processo num exercício muito rico de troca com doze artistas vindos de várias regiões da cidade de São Paulo”, conta a diretora Eliana de Santana.

O início do processo se deu a partir da Oficina EspaçoCorpoLuz entre os dias 6 de maio e 25 de junho com 35 inscritos, dos quais foram selecionados os 12 dançarinos que participam agora do espetáculo. Ministrada por Eliana de Santana e Hernandes de Oliveira, esta oficina de caráter formativo – e também de troca – introduziu práticas de trabalho corporal e de criação cênica a partir do estudo de material criativo utilizado pela companhia ao longo de sua trajetória.

A iniciativa integra o projeto EspaçoCorpoLuz, contemplado pela 35ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura.

Ruído Vermelho
Ruído Vermelho é um trabalho cênico que deseja a força do silêncio. Em tempos de colapso climático, desigualdade social e verborragia cibernética, trata de corpos atravessados pela precariedade da vida contemporânea e se utiliza desta mesma condição como força poética e expressiva, num fazer artístico que se revela como sintoma e consequência de estar no mundo. Segundo Eliana, uma das inquietações motivadoras que surgiram no processo de criação de Ruído Vermelho foi: “Como dançar agora em cima dos escombros?”.

Dessa pergunta nasce também a concepção de espaço cênico proposta por Hernandes, linhas desenhadas sobre o palco sugerem ritmos, mas abrem fendas, possível metáfora para a brutal realidade que enfrentamos hoje.

A escolha dos figurinos feita por Eliana reforça o pensamento presente nas outras materialidades do espetáculo, em que o vermelho remete a várias interpretações, calor, fúria, poder e outras possíveis leituras.

O elenco é formado por Cabocla, Carol Ÿuri, Cecília Valadares, Eri Sá, Gustavo Braunstein, Katia Rozato, Laura Fortes, Lilian Wiziack, Mariana Taques, Matheus Miller, Nina Giovelli e Olívia Niculitcheff.

Sinopse
Após 27 anos de pesquisa com temas relacionados ao sujeito anônimo e referências na literatura e nas artes visuais, a E² Cia de Teatro e Dança apresenta seu novo trabalho cênico: Ruído Vermelho, que reúne 12 intérpretes paulistanos, vindos de vários locais da cidade, trazendo em seus corpos diferentes técnicas e pensamentos de dança.

Ao contrário do que foi feito em pesquisas anteriores, Ruído Vermelho não tem como referência uma obra específica, mas partiu de provocações que resultaram num jogo cênico em que os intérpretes colaboram para uma construção poética que é também uma pergunta para esses nossos tempos ocos: Como dançar agora em cima dos escombros?

Ficha Técnica
Direção: Eliana de Santana
Direção cênica: Eliana de Santana e Hernandes de Oliveira
Iluminação e espaço cênico: Hernandes de Oliveira
Elenco: Cabocla, Carol Ÿuri, Cecília Valadares, Eri Sá, Gustavo Braunstein, Katia Rozato, Laura Fortes, Lilian Wiziack, Mariana Taques, Matheus Miller, Nina Giovelli, Olívia Niculitcheff
Seleção musical: E² Cia de Teatro e Dança
Figurinos: Eliana de Santana
Fotos: Hernandes de Oliveira e NOME Filmes – Pri Magalhães
Vídeo: NOME Filmes – Pri Magalhães
Comunicação e mídias sociais: Portal MUD
Curadoria, pesquisa de acervo, produção de conteúdo e textos: Portal MUD
Produção: Corpo Rastreado – Letícia Alves
Assessoria de imprensa: Canal Aberto
Realização: Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Serviço:
Ruído Vermelho
Data: 28 de outubro a 3 de dezembro de 2024
Segundas e terças, às 20h
Local: Kasulo Espaço de Arte (Rua Sousa Lima, 300, sobreloja – Barra Funda, São Paulo, SP)
Ingressos: Grátis – retirar via Sympla
Capacidade: 40 lugares
Duração: 40 minutos
Classificação: 14 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

‘O Admirável Sertão de Zé Ramalho’ estreia no Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Priscila Prade.

Com mais de 40 anos dedicados à música, composição e poesia, Zé Ramalho, um dos maiores ícones da música brasileira é homenageado no espetáculo O Admirável Sertão de Zé Ramalho. Após uma turnê de sucesso que começou no Rio de Janeiro e passou por cidades do Norte e Nordeste, a montagem estreia em São Paulo, no Sesc 24 de Maio, de 7 de novembro e segue temporada até 8 de dezembro.

Realizada pelo Sesc, Ministério da Cultura e Governo Federal, com patrocínio da Rede, via Lei de Incentivo à Cultura, a peça explora o cancioneiro de Zé Ramalho, sua literatura e os cenários marcantes de sua trajetória de maneira inovadora e não biográfica. Sob a dramaturgia de Pedro Kosovski e a direção de Marco André Nunes, os elementos da obra ganham vida no palco. Nesse formato, Zé, o personagem, se manifesta apenas nos números musicais, resultando em uma experiência inédita.

O elenco, liderado por Adriana Lessa, além de Ceiça Moreno, Cesar Werneck, Duda Barata, Marcello Melo, Muato, Nizaj, Ricca Barros e Diego Zangado, guiam o público por uma apresentação com múltiplas perspectivas e histórias interligadas. São cinco módulos temáticos: Brejo da Cruz, sobre as origens de Zé; Campina Grande, onde surgiu seu interesse pela música; João Pessoa, fase lisérgica que marca o início das composições; Rio de Janeiro, que retrata sua batalha por um lugar ao sol; e Popstar, destacando sua consagração com sucessos como Admirável Gado Novo, Garoto de Aluguel, Pedra do Ingá e Chão de Giz.

O espetáculo celebra um grande brasileiro que levou a força artística do Nordeste para o mundo.

Sobre o Zé | Paraibano de Brejo da Cruz, Zé Ramalho se embrenhou na fonte da literatura de Cordel, do blues, do rock e do melhor do violão nordestino. Conhecido também por sua contemporaneidade, produzindo poesia dentro da tradição musical nordestina. Suas composições são tão abrangentes quanto o seu legado de influência sobre músicos e poetas.

Apelidado de Bob Dylan do sertão, o poeta, cantor, instrumentista e compositor Zé Ramalho foi influenciado pela Jovem Guarda. Misturou o estilo de Roberto e Erasmo Carlos com a musicalidade do sertão, tendo como referência Pink Floyd, Beatles, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga.

Serviço:

O Admirável Sertão de Zé Ramalho 

Datas: 7/11 a 8/12 de 2024, de quinta a sábado, às 20h; domingos e feriados, às 18h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – a 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio, por meio do aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 5/11 e nas bilheterias das unidades Sesc SP a partir de 6/11, às 17h – R$70 (inteira), R$35 (meia) e R$21 (Credencial Plena Sesc)

Duração do espetáculo: 110 min

Acessibilidade: O espetáculo conta com tradução em Libras e audiodescrição via QR Code em todas as sessões

Serviço de Van: A unidade oferece transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

Ficha técnica

Elenco: Adriana Lessa, Ceiça Moreno, Cesar Werneck, Duda Barata, Marcello Melo, Muato, Nizaj, Ricca Barros e Diego Zangado

Texto: Pedro Kosovski

Direção: Marco André Nunes

Idealização e produção artística: Eduardo Barata

Direção musical: Plínio Profeta e Muato

Direção de movimento: Caroline Monlleo

Cenário: Marco André Nunes e Uirá Clemente

Figurinos: Wanderley Gomes

Iluminação: Dani Sanchez

Desenho de som: Júnior Brasil

Visagismo: Fernando Ocazione

Assistente de direção: Diego Ávila

Operação de luz: Lica Barros

Operação de som: LABSOM – Julia Mauro e Pedro Henrique

Microfonista: Douglas Fernandes

Direção de palco: Tom Pires

Camareira: Roberta Viana

Maquiador: Maurício dos Anjos

Assessoria de imprensa SP: Canal Aberto – Márcia Marques

Assessoria de imprensa RJ: Barata Comunicação e Dobbs Scarpa

Programação visual: Luciano Cian

Fotos: Priscila Prade

Captação de apoio: Marcela Castilho

Direção de produção: Elaine Moreira

Produção executiva: Tom Pires

Produção: Barata Produções

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo (SP) – a 350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)

LESMA: La Extraordinária Semana de Mostras Animadas acontece de 6 a 8 de novembro na Unicamp

Campinas, por Kleber Patricio

Arte de ser Julgada – Amanda Guilherme. Fotos: Divulgação.

Entre os dias 6 e 8 de novembro, o Laboratório de Imagem e Som do Instituto de Artes da Unicamp (LIS-Unicamp) receberá a 6ª edição da LESMA – La Extraordinária Semana de Mostras Animadas. O evento é um projeto na área de animação organizado por alunos e ex-alunos dos cursos de Artes Visuais e Midialogia e pós-graduação do Instituto de Artes da Unicamp. A programação inclui oficinas, mesas de conversa, masterclasses e exibições com presença de diversos convidados, pesquisadores, artistas e profissionais da animação de Campinas, São Paulo e do Brasil. As mostras são gratuitas e ocorrerão diariamente às 19h, no auditório do LIS: a Mostra Nyama de Animação Negra será no dia 6, a Mostra de Animação Indígena no dia 7 e a Mostra de Animações do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas fecha a programação no dia 8.

A Mostra Nyama de Animação Negra, realizada em colaboração com o grupo Nyama, contará com obras de seus integrantes, todos profissionais negros da animação. As produções apresentarão diferentes estilos e técnicas (3D, stop-motion, 2D) e trarão narrativas ligadas à cultura afro-brasileira e regional com animações provenientes de estados como RJ, SP e PE. A mostra contará com a presença de Adriano Cipriano, cofundador do Nyama, que é animador, curador, pesquisador, roteirista e sócio fundador do Estúdio Roncó.

Mãtãnãg, A Encantada.

Por sua vez, a Mostra de Animação Indígena exibirá animações realizadas por estudantes indígenas da Unicamp, além de produções feitas em oficinas promovidas pelo Núcleo de Cinema de Animação de Campinas em parceria com comunidades indígenas. Também serão apresentadas duas animações relacionadas à etnia Maxakali. “Teremos nesse dia a participação de Charles Bicalho, professor da UEMG de Belo Horizonte e representante da Pajé Filmes, que desenvolve um trabalho com a comunidade Maxakali e está produzindo uma nova animação”, comenta João Pedro Felipe Silva, um dos organizadores desta sexta edição do evento ao lado de Mairon Elme, bacharel em Midialogia e estudante do curso de Mestrado em Multimeios na Unicamp. “Eu já havia participado como espectador e ajudado na organização da LESMA IV, em 2019, e a ideia de retomar o evento presencialmente este ano foi muito bem aceita pelos integrantes de edições anteriores”, relembra João Pedro, desenhista, animador e artista visual, licenciado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde é estudante do curso de Mestrado em Multimeios.

A última edição da LESMA na Unicamp foi em 2019 e, em junho de 2021, o festival aconteceu em itinerância, dentro da programação do Santos Film Fest. Um dos idealizadores das primeiras edições, Samu Mariani, volta agora como convidado da mesa sobre animação e tecnologia. Formado em Midialogia pela Unicamp e mestrando na ECA-USP, ele atua como animador, editor e montador. A programação completa dos três dias do evento pode ser consultada no Instagram @lesma.unicamp. Todas as atividades têm entrada gratuita. Somente a Lesmalab, que contará com a presença de Camila Kater, também uma das idealizadoras da LESMA e a Oficina de pós-produção com Eliana Ribeiro, precisam de inscrição prévia.

Serviço:

6ª LESMA – La Extraordinária Semana de Mostras Animadas

Data: de 6 a 8 de novembro

Local: LIS-Unicamp

Endereço: Avenida Érico Veríssimo, 500 – Cidade Universitária. O acesso ao LIS é pelo jardim do Centro de Convenções da Unicamp (prédio do Ginásio de Esportes)

Programação completa em: @lesma.unicamp (Instagram).

(Com Andrea Alves/A2N Comunicação)

Conclusão de Tratado Global da ONU contra poluição plástica ainda este ano é urgente – entenda o que está em jogo

São Paulo, por Kleber Patricio

Desde novembro de 2022, Estados-membros da ONU têm debatido um Tratado Global juridicamente vinculativo sobre poluição plástica – um marco crucial que tem o potencial de definir a trajetória desta crise ambiental para as próximas gerações e de ser um momento histórico, como o maior acordo verde do mundo desde o Acordo de Paris.

Todo ano são despejadas nos oceanos mais de 10 milhões de toneladas de plástico, de acordo com estudo do WWF – o equivalente a mais de 300 quilos do resíduo por segundo. Caso nenhuma ação seja tomada agora, até 2050 os oceanos podem ter mais plástico que peixes. A urgência de agir para enfrentar a poluição plástica e de os governos alcançarem um consenso e firmarem o Tratado de Plásticos no início de dezembro foram ressaltadas publicamente em projeções feitas em Brasília, no Congresso Nacional, na Biblioteca Nacional e no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves.

Até o momento, as ações e compromissos firmados por empresas voluntariamente têm se mostrado ineficazes para enfrentar a poluição plástica, alcançando apenas uma fatia do mercado. Para de fato freá-la, são necessárias regras globais juridicamente vinculantes – isto é, obrigatórias para todos os signatários – para desencadear uma mudança sistêmica em relação ao plástico.

Nesse sentido, o tratado tem o objetivo de propor uma perspectiva abrangente, abordando o ciclo de vida completo do plástico, desde o design dos plásticos, até a produção e o pós uso. Com olhar estabelecido para uma economia circular, até 2040 será possível reduzir em 80% o volume anual de poluição plástica que chega aos oceanos, cortar 25% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao plástico, gerar uma economia de 200 bilhões de dólares por ano e criar um saldo líquido de 700 mil novos postos de trabalho, segundo a Fundação Ellen MacArthur.

Essa abordagem não apenas é a mais eficaz para combater a poluição plástica, mas também oferece os melhores resultados econômicos, de emprego e climáticos. Por isso, é urgente a finalização do Tratado Global contra poluição plástica ainda este ano.

As primeiras sessões de negociação e o que esperar da INC-5

Pela primeira vez, em março de 2022, a UNEA (Assembleia da ONU para o Meio Ambiente) adotou um mandato de negociação para um novo acordo ambiental multilateral juridicamente vinculativo. Depois de oito meses, em novembro de 2022, a primeira sessão de negociações (INC-1) foi realizada, estabelecendo a organização das negociações e objetivos gerais do acordo. A partir de então, foi possível observar o avanço das discussões e o desenvolvimento do texto do Tratado, principalmente em relação a disposições sobre design de produtos, reutilização e sistemas de refil.

Alguns pontos, no entanto, ainda estão pendentes para serem acordados na INC-5, prevista para ser a última sessão de negociações. São eles:

– Diretrizes para harmonização de design de produtos plásticos, para que evitem o uso de plástico virgem e de polímeros plásticos primários;

– Mobilização de recursos financeiros para a implementação do Tratado;

– Critérios para identificação de produtos plásticos problemáticos e produtos químicos nocivos;

– Responsabilidade estendida do produtor.

De acordo com Luisa Santiago, diretora executiva para a América Latina da Fundação Ellen MacArthur, “o Brasil vem liderando discussões fundamentais no Tratado, como financiamento adequado para países em desenvolvimento, a transferência de tecnologia e medidas de transição justa, especialmente para catadores de materiais recicláveis. Como referência na agenda ambiental global, há espaço para aprofundar questões importantes como harmonização do design de produtos plásticos, para que nunca se tornem poluição, e a eliminação gradual de plásticos comprovadamente problemáticos e desnecessários. É muito importante que o Brasil sustente essa posição ambiciosa de enfrentamento à poluição plástica para poder influenciar positivamente outros países. Temos uma oportunidade única de desencadear uma mudança sistêmica ao definir regras globais.”

Fazendo com que o tratado global sobre plásticos funcione para MPMEs

Um tratado global juridicamente vinculativo significará novas regras e necessidade de adaptação a uma nova – e necessária – realidade. Ao mesmo tempo, é fundamental garantir que o Tratado gere benefícios globais e promova uma transição justa, especialmente para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) que fazem parte da cadeia do plástico.

Responsáveis por 70% das oportunidades de emprego em todo o mundo, as MPMEs desempenham um papel crucial nas economias nacionais. Um novo estudo da Fundação Ellen MacArthur, que investigou as vantagens dos modelos de negócio alinhados à economia circular, mostrou que as MPMEs que já estão envolvidas em soluções circulares reconhecem que as regras globais podem fortalecer seus modelos de negócios e melhorar o acesso ao capital. Dentre as empresas ouvidas, 63% encaram o Tratado Global de forma positiva, enquanto 37% se mostraram neutras e nenhuma apresentou opinião negativa.

“Para o Tratado cumprir com a sua função, é importante que ele considere todos os atores do sistema, incluindo as micro e pequenas empresas que lidam com produtos plásticos e os catadores de materiais recicláveis, que já exercem um papel fundamental na reinserção do plástico na cadeia produtiva. O que vemos é que uma economia circular para os plásticos é positiva para todos. Enquanto os modelos de negócio circulares fazem as empresas se destacarem no mercado, a proposta de circular os produtos e materiais em seu mais alto valor, como em sistemas de reutilização, favorece os catadores, que podem ser inseridos em cadeias que remuneram melhor e com melhores condições de trabalho”, avalia Santiago.

Sobre a Fundação Ellen MacArthur

A Fundação Ellen MacArthur é uma organização internacional sem fins lucrativos que desenvolve e promove a ideia de uma economia circular para enfrentar alguns dos principais desafios da atualidade, como as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, desperdício e poluição. Trabalhamos com líderes dos setores público e privado, assim como acadêmicos, para construir conhecimento, explorar oportunidades colaborativas e projetar e desenvolver iniciativas e soluções para uma economia circular. Progressivamente mais baseada em energia renovável, uma economia circular é impulsionada pelo design para eliminar resíduos, fazer circular produtos e materiais em seu valor mais alto e regenerar a natureza, para criar resiliência e prosperidade para as empresas, o ambiente e as pessoas.

(Com Isabela Guaraldi/Sherlock Communications)