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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Theatro Municipal estreia a ópera Nabucco, de Verdi, com direção de Christiane Jatahy

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Carole Paradi/Divulgação.

Com um enorme sucesso de público e crítica no Grand Théâtre de Genève, na Suíça, ‘Nabucco’ terá temporada no Brasil em apresentação no Theatro Municipal de São Paulo. A ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi, escrita em 1842, conta a história do rei Nabucodonosor II da Babilônia em uma narrativa com pano de fundo nacionalista e celebrada pelo coro ‘Va, Pensiero’, também conhecida como o Coro dos Escravos Hebreus, uma das grandes composições da história da música. As récitas contam com Roberto Minczuk na direção musical e Christiane Jatahy na direção cênica com participação do Coro Lírico Municipal e Orquestra Sinfônica Municipal.

Em seu elenco de solistas, nos dias 27/9, 29/9, 2/10 e 5/10, a ópera contará com Alberto Gazale como Nabucco, Marsha Thompson como Abigaille, Savio Sperandio como Zaccaria, Enrique Bravo como Ismaele e Luisa Francesconi como Fenena. Já nos dias 28/9, 1/10 e 4/10, Brian Major como Nabucco, Marigona Qerkezi como Abigaille, Matheus França como Zaccaria, Marcello Vannucci como Ismaele e Juliana Taino como Fenena. Em todas as datas, Lorena Pires como Anna, Rafael Thomas como Il Gran Sacerdote e Eduardo Goés como Abdallo. A ópera tem duração aproximada de 160 minutos (com intervalo) e ingresso de R$31 a R$200 (inteira).

Para Andrea Caruso Saturnino, superintendente geral do Complexo Theatro Municipal, o espetáculo é uma oportunidade para o público assistir um clássico remontado pelas mãos de uma grande artista contemporânea brasileira. “Estamos muito felizes em trazer a Christiane Jatahy para dirigir uma ópera pela primeira vez no Theatro Municipal, de modo especial por ser Nabucco, um clássico do repertório que toca em temas importantes de serem tratados, como a imigração e a opressão”, pontua.

O enredo da ópera segue a situação dos judeus exilados de sua terra natal pelo rei babilônico Nabucodonosor II. Com libreto de Temistocle Solera e baseada em passagens bíblicas do antigo testamento, Nabucco é uma trama complexa sobre as ocupações, guerras, violência política e poder. A obra foi criada durante a época da ocupação austríaca no norte da Itália e acabou sendo utilizada como hino não-oficial e símbolo cultural da luta de libertação nacional que desembocou no processo de unificação italiana.

Nabucco foi um sucesso imediato quando teve sua estreia no Teatro alla Scala, em Milão, o que estabeleceu a grandiosidade de Verdi como compositor em um momento conturbado tanto para o autor, quanto para seu país. Musicalmente, passeia entre ritmos energéticos e propulsivos, contrastados com momentos mais líricos em um fervor musical comovente. Vários trechos da ópera ganharam bastante autonomia, sendo o principal deles o Va, Pensiero, que coloca o coro como peça fundamental da dramaticidade da obra.
Do ponto de vista da direção cênica, em Nabucco Jatahy revigora a metáfora bíblica de Verdi ao apresentar as palavras daqueles que enfrentam tiranos e extremistas pelo mundo todo, ainda hoje. A autora é diretora de teatro e cineasta, formada em teatro, jornalismo e com pós-graduação em arte e filosofia, sendo premiada com o Leão de Ouro da Mostra de Teatro de Veneza em 2022. Seus trabalhos, desde 2003, dialogam com distintas áreas artísticas.

Sobre os temas abordados, Christiane Jatahy explica que não foi realizada qualquer alteração no texto, que por si só levanta questões inerentes à história e à liberdade humana em diversos períodos. “Não mudamos o libreto. Mas foi central para mim retratar a questão nos dias de hoje. Por isso, a montagem traz elementos como os figurantes que representam, junto com o coro, o povo exilado que será formado por pessoas refugiadas. Pessoas que fugiram das guerras de hoje e estão ali junto com o coro e os solistas para contar essa história”, explica a diretora cênica.

Entre os destaques da montagem, a relação entre teatro e cinema, típica do trabalho da diretora, será utilizada para contar a história em outros pontos de vista. “A utilização das câmeras em cena, e também da projeção, tem, para mim, uma função dramatúrgica. Elas não são só imagens para mostrar de perto o que está acontecendo, elas vão possibilitando outros pontos de vistas sobre o que não está tão visível”, finaliza.

Serviço:

Nabucco

Ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi, com libreto de Temistocle Solera. Antonino Fogliani, compositor do interlúdio final. Montagem original do Grand Théâtre de Genève.

27/9/2024 • 20h
28/9/2024 • 17h
29/9/2024 • 17h
1/10/2024 • 20h
2/10/2024 • 20h
4/10/2024 • 20h
5/10/2024 • 17h

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

CORO LÍRICO MUNICIPAL 

Roberto Minczuk, direção musical

Christiane Jatahy, direção cênica

Érica Hindrikson, regência do Coro Lírico Municipal

Antonino Fogliani, compositor do interlúdio final

Thomas Walgrave, Marcelo Lipiani e Christiane Jatahy, cenografia

An D’Huys, figurinos

Thomas Walgrave, iluminação

Batman Zavareze, vídeo

Paulo Camacho, direção de fotografia

Júlio Parente, desenvolvimento do sistema de vídeo

Pedro Vituri, designer de som

Marcelo Buscaino, assistente de direção

Henrique Mariano, coordenador de produção audiovisual

Dias 27, 29, 2 e 5

Alberto Gazale, Nabucco

Marsha Thompson, Abigaille

Savio Sperandio, Zaccaria

Enrique Bravo, Ismaele

Luisa Francesconi, Fenena

Dias 28, 1 e 4

Brian Major, Nabucco

Marigona Qerkezi, Abigaille

Matheus França, Zaccaria

Marcello Vannucci, Ismaele

Juliana Taino, Fenena

Todas as datas

Lorena Pires, Anna

Rafael Thomas, Il Gran Sacerdote

Eduardo Goés, Abdallo

Duração aproximada 160 minutos (com intervalo)

Classificação indicativa livre para todos os públicos

Ingresso de R$31 a R$200 (inteira).

(Fonte: Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa do TMSP)

Brasília celebra a arte postal com primeira bienal internacional e lançamento de selo exclusivo

Brasília, por Kleber Patricio

O RELAC – Comitê Regional de Latino América e El Caribe da Associação Internacional de Artes Plásticas (AIAP) apresenta a realização da Primeira Bienal Internacional de Arte Postal que teve início no dia 25 de setembro no Museu dos Correios, em Brasília, seguindo para o México, com exibição na Quinta Estação dos Correios, Museu do Palácio Postal. Este evento se destaca não apenas por sua proposta artística, mas também por sua importância simbólica, comemorando 190 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e o México.

A Bienal será realizada simultaneamente sendo que na quarta-feira, 25 de setembro, a exposição foi inaugurada com uma palestra do curador Prof. Dr. Oscar D’Ambrosio e o lançamento de um selo postal comemorativo. Esta cerimônia marcou o início de um projeto de longo prazo que visa ampliar o alcance do Arte Postal na América Latina e além, proporcionando uma plataforma para artistas de diferentes nacionalidades e experiências.

Evento se destaca não apenas por sua proposta artística, mas também por sua importância simbólica, comemorando 190 anos das relações diplomáticas entre Brasil e México.

Os participantes da Bienal incluem artistas dos Comitês Nacionais de vários países da América Latina, como Bolívia, Colômbia, Chile, Costa Rica e Venezuela, entre outros. Também serão destacados artistas convidados da Argentina, Cuba e Ilha de Guadalupe, além de representantes dos Comitês Executivos Mundiais da Coreia, Polônia, Sérvia, Suécia, Reino Unido, Letônia, Alemanha, Japão e Estados Unidos. Essa rica diversidade promete gerar um intercâmbio cultural vibrante, permitindo que diferentes visões artísticas se encontrem e dialoguem.

A Arte Postal, uma forma de expressão artística que utiliza correspondência e objetos enviados pelo correio como meio de troca, é uma ferramenta poderosa para a democratização da arte. Essa Bienal é uma oportunidade única para artistas e espectadores se conectarem, refletindo sobre temas contemporâneos e a importância da troca cultural. À medida que o mundo se torna cada vez mais globalizado, iniciativas como a Primeira Bienal Internacional de Arte Postal reafirmam o papel da arte como um elo entre nações e culturas, promovendo diálogos significativos e uma compreensão mais profunda das diversas realidades que compõem nossa sociedade.

Serviço:

Primeira Bienal Internacional de Arte Postal

Local: Museu dos Correios – Brasília

Endereço: Setor Comercial Sul Q. 4 Edifício Apollo SCS – Asa Sul, Brasília – DF

Período de exposição: 25/9 a 4/11/2024

Curadoria: Prof. Dr. Oscar D´Ambrosio

Facilitadora: Stella Lopes – Pátio Galeria de Arte – Brasília

Produção Executiva: Cia Arte Cultura

Assessoria Técnica: Bossy Entretenimentos.

(Fonte: Com Gisele Lahoz)

Cia. Perversos Polimorfos apresenta espetáculo ‘Comunidade’ no palco do teatro do Sesc Ipiranga

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Fábio Furtado/Pedro Balmant.

Entre os dias 27 e 29/9, sexta e sábado 20h, e domingo 18h, o Sesc Ipiranga será palco do espetáculo de dança ‘Comunidade’, que integra uma série de ações culturais que celebram os 15 anos da Companhia Perversos Polimorfos, destacada pela transdisciplinaridade na dança, incluindo prêmios como o Programa Municipal de Fomento à Dança e o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, além de parcerias com importantes instituições culturais.

A obra, dirigida por Ricardo Gali, é inspirada no clássico ‘A Sagração da Primavera’, tendo como resultado uma peça em três atos: a festa, o silêncio e o espanto da morte. O espetáculo é resultado de estudos e pesquisas iniciados em 2021, acerca da composição de Igor Stravinsky com coreografia de Vaslav Nijinski, de 1913, junto a artistas e pensadores da dança como Alejandro Ahmed, Ana Teixeira e Suely Rolnik, em reflexões sobre os contextos artísticos e os impactos da pandemia nas criações futuras.

Ficha Técnica

Concepção e Direção geral do projeto: Ricardo Gali

Performers: Arthur Sebbast, Carolina Canteli, Daniela Moraes, Danielli Mendes, Gustavo Cabral, Lucas Pardin, Maria Emília Gomes e Maurício Alves

Provocação Artística: Carolina Splendore

Colaboração: Ana Teixeira, Renan Marcondes e Judson Cabral.

Conversas sem fim: Alejandro Ahmed, Ana Teixeira, Eduardo Guimarães, Gal Martins, Rosângela Alves, Sérgio Oliveira e Sylviane Guilherme, Christian Dunker, Suely Rolnik, Dimitra Vulcana, Marina Guzzo e Carolina Bianchi

Assistência de direção: Marcela Reichelt e Isis Andreatta

Assistência de produção: Isis Andreata

Trilha sonora: Lourenço Rebetez

Design luz: Jo Rios

Figurinos: Ricardo Gali

Produção Executiva: Rafael Limongelli

Produção Administrativa: Zé Renato – CAIS

Design Gráfico: Fernando Bizzari

Registros audiovisuais: Osmar Zampieri

Registros fotográficos: Fábio Furtado e Pedro Balmant

Assessoria de imprensa: Elaine Calux.

Serviço:

Dança | Comunidade com Cia. Perversos Polimorfos

De 27 a 29/9, sexta às 20h, sábado e domingo às 18h

Teatro

12 anos

Duração: 60 minutos

Ingressos: disponíveis no portal ou pessoalmente nas unidades do Sesc São Paulo

Valores: R$60,00 (inteira), R$30,00 (estudante, servidor de escola pública, idoso, aposentado e pessoa com deficiência), R$18,00 (credencial plena)

Sesc Ipiranga

Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga – São Paulo, SP | (11) 3340-2000.

(Fonte: Com Elaine Calux/Assessoria de imprensa Sesc Ipiranga)

Suzana Vieira apresenta ‘Shirley Valentine’ em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Suzana Vieira em ‘Shirley Valentine’. Foto: Daniel Chiacos.

A comédia ‘Shirley Valentine’, com Suzana Vieira, é a principal atração da semana no Teatro Oficina do Estudante, localizado no Shopping Iguatemi campinas. O clássico de Willy Russell é um dos mais importantes textos do teatro moderno, com encenações premiadas em todo o mundo. O espetáculo será apresentado nos dias 28, sábado, às 21h e, 29, domingo, às 19h. Os preços dos ingressos variam de R$60,00 a R$120,00 e podem ser comprados na bilheteria do Teatro e site www.ingressodigital.com. A classificação etária é 12 anos.

A versão brasileira é de Miguel Falabella e trata com leveza e bom humor os dilemas da personagem. Susana Vieira dá vida à protagonista, uma mulher casada, mãe de dois filhos e que convive com o pior tipo de solidão: aquela que se sente mesmo estando acompanhada. Até que, cansada de conversar com as paredes, Shirley decide dar uma virada em sua vida e embarca para a Grécia, sem a família, ao lado da melhor amiga, Wanda. É um voo rumo à liberdade, à possibilidade de reencontro com a menina sonhadora e cheia de vida que Shirley foi um dia.

No palco, a personagem divide com o público as suas angústias, buscando entender onde foram parar seus sonhos. Ela fala do ser humano, daquele instante em que se percebe que o tempo passou e a vida ficou parada em alguma esquina. E mostra que nunca é tarde para recomeçar. A direção é de Tadeu Aguiar.

(Fonte: Com Vera Longuini/Ateliê da Notícia)

Dia do rádio: como o meio tradicional ainda conecta culturas e artistas no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: FreePik.

Na era do avanço do streaming e das plataformas digitais, muitos podem pensar que o rádio perdeu seu espaço e importância no cenário midiático. No entanto, o papel deste meio de comunicação continua sendo de grande relevância, especialmente no Brasil, onde, segundo a pesquisa Inside Audio 2023, 80% da população brasileira escuta rádio, com tempo médio de escuta diária de 3h55.

O rádio, que completa mais de um século de história, mantém-se atual e vital na difusão de conteúdos culturais, locais e regionais, além de desempenhar um papel crucial na descoberta de novos talentos. Para artistas como a cantora Helena Serena, o rádio oferece uma experiência comunitária diferente das playlists individualizadas de streaming, além de poder conectar-se diretamente com as pessoas.

Helena Serena.

“O rádio tem algo muito especial, que é essa capacidade de criar uma experiência comunitária, algo que as playlists individualizadas não conseguem oferecer. Quando minha música toca em uma rádio, sei que várias pessoas estão ouvindo juntas, em diferentes lugares, mas conectadas pela mesma frequência. Isso cria uma sensação de pertencimento, uma troca coletiva que só o rádio proporciona. Além disso, o rádio permite um contato mais direto e real com o público, especialmente nas entrevistas ao vivo. Eu consigo falar diretamente com os ouvintes, contar as histórias por trás das músicas e isso fortalece uma relação mais íntima e sincera, diferente do que acontece nas plataformas digitais”, comenta a ex-The Voice Brasil.

Ainda de acordo com o levantamento, 76% dos entrevistados acreditam que o meio tem se tornado mais moderno em relação aos conteúdos e formatos. Para 83%, as notícias chegam de forma rápida. Além disso, a credibilidade do rádio também é alta: 64% dos ouvintes confiam nas notícias veiculadas.

A adaptação das rádios ao mundo digital também permitiu o nascimento de programas de nicho, valorizando as cenas regionais e fortalecendo movimentos culturais locais. Emissoras comunitárias e independentes, por exemplo, continuam sendo uma força viva para a divulgação de artistas como a banda Corpo e Alma, do Rio Grande do Sul, que encontram nesses espaços uma maneira de propagar sua música, sua mensagem e sua identidade.

“As rádios comunitárias e independentes são uma força viva para a música regional e para movimentos culturais que muitas vezes não têm espaço nas grandes plataformas de streaming. Esses programas de nicho dão voz para quem está fora dos grandes centros, fortalecendo a identidade local e permitindo que nossa música, nossa mensagem, chegue diretamente ao público que valoriza suas raízes. A rádio, mesmo em meio ao digital, continua sendo um meio poderoso de conexão e divulgação para a nossa arte”, afirma Wagner Schneider, vocalista da banda gaúcha Corpo e Alma.

Banda Corpo e Alma.

Num país de dimensões continentais e realidades socioeconômicas tão diversas como o Brasil, o rádio desempenha um papel fundamental na difusão cultural e musical, conectando regiões e públicos que muitas vezes estão distantes, tanto geograficamente quanto em termos de acesso a tecnologias mais avançadas. Em muitos casos, é o único veículo que garante a circulação dessas expressões artísticas, ao reforçar a diversidade cultural e a inclusão de todos os brasileiros nesse vasto mosaico sonoro.

(Fonte: Com Douglas Silva/Press FC)