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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Teatro Clara Nunes recebe obra de Aline Bei para o Flamenco Contemporâneo

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Cicero Rodrigues.

Da literatura para o palco carioca, da obra de Aline Bei para o Flamenco. Essa é a primeira adaptação para a dança que o segundo livro da escritora premiada recebe – seu primeiro livro, o best-seller ‘o peso do pássaro morto’, ganhou versão teatral. Dessa vez, a obra ‘Pequena Coreografia do Adeus’ – a ‘pequena’, como carinhosamente é chamada – ganhará versão com música e dança flamenca. O projeto, que teve a maior pontuação para a Mostra de Dança do Edital SESI Firjan 2024, fará única apresentação no Rio, no dia 2 de outubro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea.

O desafio de não só realizar todas as camadas ao mesmo tempo, da dramaturgia (Elissandro de Aquino), coreografia (Ale Kalaf) e cenário (Claudio Partes) até chegar à trilha sonora (Marcelo Valezi), mas o de trabalhar com uma equipe em diversos pontos do país/mundo. Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paris são os destinos/lares dos artistas que colaborativamente estão no projeto. Os encontros aconteceram por meio das plataformas digitais e de forma presencial mesclando Rio e São Paulo.

A ideia nasceu de uma parceria entre a produtora Viramundo e a Enclave Cia de Dança que aborda, no seu campo de investigação, a dança flamenca. Daí os projetos ‘Aboio’ (que trouxe referências da Cultura Popular) e ‘Lorca: quando a poesia encontra a dança’ (mesclando literatura e dança). Ao se depararem com a escrita de Aline Bei, nasceu o desejo de levar para o palco o que é do campo da literatura.

Diretamente de Paris, Maíra Pedroso já está no Rio para dançar ‘Pequena Coreografia do Adeus’. Ela, que é uma das idealizadoras do projeto, reflete a necessidade de pesquisar corpo e dança em diálogo com a obra de Aline. “É um livro de uma profundidade imensa que toca nessa tessitura da vida, daquilo que nos compõe, das relações familiares e das feridas que nos habitam que ora nos estruturam e ora nos desestruturam”, explica Maíra.

Mais que uma busca estética e lapidada, a montagem apresenta o interesse pela força bruta, inacabada, em processo. “Cortes bruscos, gestos em rompantes a fazer vento, faísca, fogo e água. Uma dança como processo para se chegar a esse lugar do sacrifício. Na arena, os bailarinos serão simultaneamente o toureiro e o touro. Apenas um (sobre)viverá a esse embate. Impossível viver sem ter o sangue do outro, seja animal ou humano”, é o que explica Elissandro de Aquino, que assina a dramaturgia e a direção geral do espetáculo.

O trabalho de construção do espetáculo foi feito de pontos distantes: Julie no Rio, Carlinhos em São Paulo e Maíra em Paris. Todos têm formação clássica e uma sólida trajetória pelo Flamenco, o que facilita a imersão e os jogos de cena. Em comum, uma busca pela originalidade, pela invenção, pela desconstrução. Lugar fértil para o trabalho de direção de movimento e coreografias de Ale Kalaf. A trilha foi desenvolvida pelo diretor musical Marcelo Valezi que, além de cantes tradicionais da Espanha, explorou outras sonoridades incluindo no repertório Beethoven, Milton Nascimento e Marisa Monte. O campo plástico de levar a palavra ao palco foi concebido pela artista e pesquisadora em artes visuais e artes do som Ana Emerich – em seu trabalho, a palavra assume texturas, gradações, relevos com a vozes de Ana Kfouri, Ale Kalaf, Maria Ceiça e da própria autora, Aline Bei. Tudo isso capitaneado pela produtora Viramundo, que tem no seu portfólio importantes projetos com literatura com autoras como Carolina Maria de Jesus, Cecília Meireles, Fernando Pessoa e Maya Angelou.

Sinopse | Projeto inédito de dança Flamenca: Patrimônio Imaterial pela Unesco. Em cena, uma casa que nos provoca a (não) relação entre pai, mãe e filha. Há algum lugar de afeto, intimidade e de espontaneidade? Qual o ponto inicial para esse tão almejado encontro interno? O corpo de baile se aventura nessa tentativa de se encontrar e de, por meio dessa experiência, fazer faísca, som, vento, fogo e água. Uma dança para se chegar ao rito. Lugar de sacrifício e de celebração aos mortos e vivos.

Ficha Técnica

Texto Original: Aline Bei

Com: Carlos Rowload, Julie Coelho e Maíra Pedroso

Dramaturgia e Direção Geral: Elissandro de Aquino

Coreografia e Direção de Movimento: Ale Kalaf

Direção Musical: Marcelo Valezi

Arte Sonora: Ana Emerich

Narração Off: Ale Kalaf, Ana Kfouri e Maria Ceiça

Cenografia a partir da instalação artística “memórias e ilusões das casas”: Claudio Partes

Figurino: Margo Margot

Iluminação: Miló Martins

Preparador Corporal/Quedas: Toni Rodrigues

Fotografia: Cicero Rodrigues

Assistência de Direção: Maíra Pedroso

Músico Convidado: Luciano Camara

Assessoria de Imprensa: Alexandre Aquino e Cláudia Tisato

Bailarina Stand-in: Kathya Valeska

Captação e Mixagem: Rafael Régis e Felipe Dutra

Operação de Iuz: Rafael Turatti

Operação de Som: Alexandre Oliveira

Direção de Produção: Thales Huebra

Realização: Enclave Cia de Dança e Viramundo.

Serviço:

Obra de Aline Bei para o flamenco contemporâneo

Pequena Coreografia do Adeus – única apresentação

Data: 2 de outubro – quarta-feira | Horário: 20h

Local: Teatro Clara Nunes – Shopping da Gávea

Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52

Ingressos disponíveis na plataforma Sympla

Telefone: (21) 2274-9696

Sympla Bileto – Sympla

Plateia: R$120,00 – R$60,00 | Balcão: R$100,00 – R$50,00

Instagram: @coreografiadoadeusflamenco

Classificação: 14 anos

Duração: 60 minutos.

(Fonte: Com Claudia Tisato)

MIS traz olhar contemporâneo sobre Frida Kahlo na exposição ‘Frida: uma visão singular de beleza e dor’

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem da mostra Frida: uma visão singular de beleza e dor. Foto: Julia Fullerton-Baten.

Em 1º de outubro, o Museu da Imagem e do Som – MIS inaugura a exposição ‘Frida: uma visão singular de beleza e dor’, de Julia Fullerton-Baten. Inédita no Brasil, a mostra, que tem curadoria de João Kulcsár, apresenta 18 imagens em homenagem a Frida Khalo aos 70 anos após sua morte produzidas na Cidade do México pela alemã Julia Fullerton-Baten, fotógrafa reconhecida por suas narrativas visuais de estilo cinematográfico e técnicas sofisticadas de iluminação.

Para criação dessas fotografias, Julia contou com a colaboração de modelos, de um figurinista de cinema local – empenhado em encontrar autênticos trajes artesanais de Oaxaca – e de produtores mexicanos (que lhe forneceram acesso a locais ocultos e secretos, como uma mansão abandonada no coração da Cidade do México, uma residência privada projetada pelo arquiteto de renome internacional Luis Barragán, antigas fazendas repletas de história e a enigmática Ilha das Bonecas, em Xochimilco, famosa por seus jardins flutuantes e permeada de misticismo).

“O resultado que vemos é uma série imagética que captura a vibrante energia e a força inconfundível de Frida por meio de cenários e figurinos mexicanos contemporâneos”, diz João Kulcsár curador da exposição. “Quando olho para suas pinturas, sinto-me inspirada a ser corajosa. Quando olho para suas pinturas, sinto seu amor pelo México”, afirma Julia.

Oficina especial

Dentro da programação da exposição, acontece a oficina gratuita Retratos como Frida (Somos Frida), no dia 17 de outubro. Durante a atividade, ministrada por Taiane Ferreiras e João Kulcsár, o público é convidado a fazer um retrato em um fundo infinito colorido e com adereços que a/o participante pode escolher, tendo como referência as imagens de Frida Kahlo. A oficina acontece às 18h no foyer térreo do MIS e tem 30 vagas (a serem preenchidas por ordem de chegada).

A artista mexicana permanece uma das figuras mais emblemáticas e revolucionárias da arte do século XX. Frida Kahlo produzia obras com cores vibrantes e emocionantes, mas também viveu de forma intensa e profunda, enfrentando a dor, o amor, a perda e a paixão de forma visceral. Suas pinturas capturaram não apenas sua imagem, mas a essência de uma mulher que desafiou convenções rompendo barreiras culturais e de gênero e afirmou sua identidade com coragem e autenticidade. Hoje, 70 anos após sua morte (1954), sua obra continua absolutamente contemporânea e ressoa profundamente com o espírito do nosso tempo.

Sobre a fotógrafa | Julia Fullerton-Batten (Bremen, Alemanha, 1970) é uma fotógrafa de belas artes renomada por sua narrativa visual altamente cinematográfica. Seus projetos em larga escala são baseados em temas específicos. Mora em Londres. Cada imagem no projeto embeleza seu assunto em uma série de ‘histórias’ narrativas instigantes usando quadros encenados e técnicas sofisticadas de iluminação. O uso de Julia de locais incomuns, cenários altamente criativos, modelos de rua, acentuados com iluminação cinematográfica são marcas registradas de seu estilo. Ela insinua tensões visuais em suas imagens e as imbui com uma mística que provoca o espectador a reexaminar continuamente a imagem; algo novo vem à tona a cada vez.

Sobre o curador | João Kulcsár é professor visitante na Universidade de Harvard e possui mestrado em artes pela Universidade de Kent, Inglaterra, além de coordenador do Bacharelado em Fotografia do Senac por 30 anos. Curador de mais de 80 exposições fotográficas no Brasil e exterior. Desenvolve o projeto de fotografia com pessoas deficientes visuais desde 2008. Coordenador do projeto de formação de professores para uso de fotografia em sala de aula no Brasil e exterior.  Diretor do Festival de Fotografia de Paranapiacaba e Festival de Fotografia de São Paulo. Editor do site www.alfabetizacaovisual.com.br.

Serviço:

Frida, uma visão singular de beleza e dor, por Julia Fullerton-Batten e curadoria de João Kulcsár

Abertura:  1/10 às 19h | Visitação: até 27/10

Local: Sala Maureen Bisilliat

Horários: terças a sextas, 10h às 19h; sábados, 10h às 20h; domingos e feriados, 10h às 18h

Ingresso: Grátis

Classificação:  Livre

A programação é uma realização da Alfabetização Visual, com apoio do Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo.

O MIS tem patrocínio institucional das empresas Livelo, B3, John Deere, NTT Data, TozziniFreire Advogados, Grupo Comolatti e Sabesp e apoio institucional das empresas Vivo, Grupo Travelex Confidence, PWC, Colégio Albert Sabin, Unipar e Telium. O apoio operacional é Kaspersky, Pestana Hotel Group, Quality Faria Lima, Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças, Renaissance São Paulo Hotel, Pipo Restaurante, illycaffè, Sorvetes Los Los e Água São Lourenço.

(Fonte: Com Diego Andrade/Assessoria de Imprensa MIS)

Laboratório da Imagem e Som da Unicamp recebe Mostras de Animação Beija-Flor

Campinas, por Kleber Patricio

Larissa Duarte e Wilson Lazaretti. Foto: Divulgação.

Contemplado pelo Edital 02/2023 da Lei Paulo Gustavo de Campinas, o projeto Beija-Flor envolve a produção de um roteiro de longa-metragem de animação por estudantes indígenas da Unicamp, sob orientação dos animadores Wilson Lazaretti e Maurício Squarisi, do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas. O argumento central do roteiro é a relação de desequilíbrio do homem branco com a natureza, que traz a urgência de se refletir sobre ancestralidades. Assim, quatro grupos étnicos – os Tikuna, da região do Rio Solimões, os Tukano, Piratapuya e Tariano, da região do Rio Negro – se unem para recontar suas histórias, apresentando as origens de cada etnia.

Realização da Diálogos Produções Culturais, o projeto Beija-Flor vai realizar duas mostras abertas e gratuitas de filmes autorais nos dias 3 e 10 de outubro, sempre no LIS, o Laboratório de Imagem e Som do Instituto de Artes da Unicamp, que foi a sede das reuniões e encontros da equipe de roteiristas e também é o espaço onde Wilson Lazaretti  ministra disciplinas de animação na Universidade.

Beija-Flor. Imagem: Ailton Sampaio.

Com curadoria de Mauricio Squarisi, a mostra do dia 3 de outubro inclui os curtas ‘Quem Sabe’ (2001) e ‘Um Novo Começo’ (1997) de Wilson Lazaretti. O primeiro é um clipe lírico da canção de Carlos Gomes, famosa modinha composta pelo grande maestro e compositor campineiro em 1859. O segundo trata da reciclagem de papel a partir dos personagens de São Jorge e seu inseparável amigo dragão.

Completando a sessão do dia 3, estão ‘1500’ (2000) e ‘Quarks & Léptons’ (2019), de Maurício Squarisi, além de ‘Wirandé’ (1992), uma produção coletiva realizada em oficina do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas com jovens estudantes. ‘1500’ é uma adaptação livre da carta de Pero Vaz de Caminha. Já ‘Quarks & Léptons’ foi desenvolvido como parte do AnimaFísica, um projeto de divulgação científica ligado ao Instituto de Física ‘Gleb Wataghin’ da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), para tratar de temas científicos de forma acessível ao público não especializado.

A sessão do dia 10 de outubro, também às 19h30 e com entrada franca, tem curadoria de Wilson Lazaretti, que elegeu produções do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas com temáticas relacionadas à saúde. Estão na lista ‘Nascidos para Amar’ e ‘Prontos para Amar’, sobre HIV/AIDS, ‘Quando tudo isso passou’ e ‘Tempo PrA Ciência’, produzidos dentro da iniciativa ‘Unicamp Contra a Covid’ e uma série de curtas da série ‘Tão Longe, Tão Perto’, produzidos durante a pandemia em parceria com o Sesc Campinas integrando projeto voltado à terceira idade.

Quarks e Léptons – Mauricio Squarisi.

“Há tempos que o Núcleo de Cinema de Animação trabalha com os povos originários, indo inclusive a territórios indígenas para ministrar oficinas de desenho animado. E a ideia do projeto para o desenvolvimento do roteiro veio para fortalecer ainda mais essa relação, sempre com o objetivo de que os próprios roteiristas contem suas histórias e falem de sua cultura através da animação. Para nós, é motivo de orgulho poder contribuir para promover a diversidade cultural e apoiar vozes indígenas através do cinema”, comenta Janice Castro, executiva da Diálogos Produções Culturais, proponente do projeto. “Agora o roteiro está concluído e vamos em busca de recursos para que o filme seja concretizado”, completa.

Sobre o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas | Com direção dos animadores Wilson Lazaretti e Maurício Squarisi, o Núcleo se prepara para chegar em 2025 aos 50 anos de atividade. Além das obras autorais de cada diretor, tem forte atuação no ensino, pesquisa e divulgação de técnicas de animação, por meio da realização de oficinas. Entre obras autorais e produzidas em oficinas, já são mais de 300 filmes, o que situa o Núcleo de Animação de Campinas como um importante e dos mais atuantes polos de produção no segmento no país e do mundo neste segmento. Em 2017, foram lançados seus dois longas-metragens de animação: ‘História Antes de uma História’, de Wilson Lazaretti, e ‘Café, um dedo de Prosa’, de Maurício Squarisi.

Sobre a Diálogos Produções Culturais | Sediada em Campinas/SP, a Diálogos Produções Culturais se destaca pelo desenvolvimento e produção de projetos culturais, gestão de inscrição em leis de incentivo e editais e oferta de cursos e consultoria. A empresa também atua na criação de soluções em audiovisual, cinema, vídeo e fotografia. Além disso, desenvolve estratégias de marketing digital voltadas para a área cultural, incluindo desenvolvimento de sites, criação de conteúdo e gestão de redes sociais com foco em eventos, artistas, instituições de arte, cultura e educação, literatura, e projetos biográficos e alternativos.

Serviço:

Mostra Contrapartida Beija-Flor de filmes autorais

Data: 3/10/2024

Horário: 19h30

Entrada Franca

Classificação Livre

Local: Auditório do LIS-Laboratório de Imagem e Som do Instituto de Artes da Unicamp

Endereço: Avenida Érico Veríssimo, 500 – Cidade Universitária. O acesso ao LIS é pelo jardim do Centro de Convenções da Unicamp (prédio do Ginásio de Esportes)

Programação:

Quem Sabe/Wilson Lazaretti (2001)

1500/Maurício Squarisi (2000)

Um Novo Começo/Wilson Lazaretti (1997)

Quarks & Léptons/Maurício Squarisi (2019)

Wirandé/Realização coletiva em oficina (1992)

Data: 10/10/2024

Horário: 19h30

Entrada Franca

Classificação Livre

Local: Auditório do LIS-Laboratório de Imagem e Som do Instituto de Artes da Unicamp

Endereço: Avenida Érico Veríssimo, 500 – Cidade Universitária. O acesso ao LIS é pelo jardim do Centro de Convenções da Unicamp (prédio do Ginásio de Esportes)

Programação:

Nascidos para Amar (Tema: Aids/1992)

Prontos para Amar (Tema: Aids/1994)

Quanto tudo isso passou (Unicamp Contra a Covid/2020)

Tempo Pra Ciência (Unicamp Contra a Covid/2021)

Tempo em nós (Wilson Lazaretti/2021)

Projeto tão Longe, tão perto – Vários curtas solicitados pelo SESC Campinas, durante a pandemia, para a turma da melhor idade (2020)

Mais informações: instagram.com/beijaflor_roteiro.

(Fonte: Com Andréa Alves/A2N Comunicação)

Casa Museu Ema Klabin recebe recital da pianista Eudóxia de Barros

São Paulo, por Kleber Patricio

Pianista Eudóxia de Barros realizará recital na área de eventos da Casa Museu Ema Klabin. Foto: Leandro Armbrust.

No dia 28 de setembro (sábado), às 17h, a pianista Eudóxia de Barros realizará um recital de piano com entrada franca na Casa Museu Ema Klabin, localizada no Jardim Europa, em São Paulo.

Com 31 discos gravados ao longo de sua carreira e apresentações ao redor do mundo em palcos prestigiados como o Carnegie Hall e o Town Hall, em Nova York, Eudóxia ocupa a 14ª cadeira da Academia Brasileira de Música e, aos 86 anos, continua se apresentando pelo Brasil.

No repertório do recital que será realizado na Casa Museu Ema Klabin destacam-se peças clássicas de Bach, Chopin e Schumann, além de obras de compositores brasileiros como Osvaldo Lacerda, Camargo Guarnieri, Fernando Cupertino e Ernesto Nazareth.

O evento conta com a parceria da Piano Fritz Dobbert e apoio da Klabin S.A.

PROGRAMA

Prelúdio para órgão, J. S. Bach (ed. Boskoff)

Estudos Sinfônicos op. 13, R. Schumann

Polonesa op. 53, F. Chopin

Valsa nº 2, D. Shostakovich (ed. F. Noack)

Valsinha brasileira, Osvaldo Lacerda

Estudo nº 4, Osvaldo Lacerda

Valsa nº 9, Camargo Guarnieri

Ponteio nº 45, Camargo Guarnieri

Primeira Valsa, Fernando Cupertino

Eponina (valsa), Ernesto Nazareth

Dança de Negros, Fructuoso Vianna.

Sobre a Casa Museu Ema Klabin

Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon.

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

Acesse o site e redes sociais:

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Vídeo institucional

Vídeo de realidade virtual

*Como em todos os eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das atividades a apoiar com uma doação voluntária via pix: 51204196000177.

Serviço:

Recital da pianista Eudóxia de Barros

Sábado, 28 de setembro de 2024 | 17h

100 vagas por ordem de chegada

60 minutos

Classificação livre

Rua Portugal, 43 – Jardim Europa – São Paulo, SP

Entrada franca*

(Fonte: Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação)

Envolvimento de comunidades locais viabiliza restauração de manguezais em SC, destaca livro

Grande Florianópolis, por Kleber Patricio

Iniciativa de reabilitação de manguezais já retirou mais de 7 mil plantas invasoras e plantou mais de 3 mil mudas nativas em SC. Foto: Alroos/Wikimedia Commons.

Uma iniciativa de restauração de áreas de mangue na Grande Florianópolis mostra que ações de educação ambiental são aliadas para a recuperação de ambientes degradados. Com a participação da comunidade local, a equipe do Projeto Raízes da Cooperação retirou cerca de 7 mil pinheiros invasores, introduzidos na região para produção de madeira. A área abrangida é equivalente a quase 8 hectares. Os participantes também plantaram mais de 3 mil mudas nativas de mangue e restinga.

O estudo de caso está incluído na versão brasileira do e-book ‘Reabilitação Ecológica de Manguezais: Um Guia Prático de Campo’, lançada nesta quarta (25), pelo Raízes da Cooperação, projeto executado pela Ação Nascente Maquiné (Anama) na Grande Florianópolis que tem entre parceiros instituições como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Petrobras. A obra é um dos principais manuais para a restauração de manguezais no mundo.

A intervenção relatada no livro consiste em quatro pilares: derrubada e manejo de Pinus elliottii, plantação de mudas de espécies nativas, educação e mobilização da população que vive no entorno dos mangues e pesquisas sobre a resiliência climática desses ecossistemas. De acordo com Dilton de Castro, ecólogo e coordenador do Raízes da Cooperação, até agora, mais de 2 mil pessoas das comunidades e escolas locais participaram de uma série de atividades como oficinas, cursos e seminários.

Para ele, a adesão das comunidades locais tem sido essencial para o projeto. “Havia lugares que só eram acessíveis de barco, e nisso os pescadores ajudaram muito. As comunidades auxiliam no plantio de mudas, identificação e levantamento de espécies nativas”, observa.

O Raízes da Cooperação atua desde maio de 2023, através de pesquisas científicas e de ações de restauração ecológica, em três Unidades de Conservação: o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e as federais Reserva Extrativista do Pirajubaé e Estação Ecológica Carijós. Os mangues da região são estratégicos para a mitigação de eventos climáticos extremos e a sobrevivência de comunidades tradicionais. Na Grande Florianópolis, esses ecossistemas funcionam como barreiras naturais contra a erosão costeira, enchentes e ciclones. Também abrigam importantes fontes de sustento para pescadores artesanais e povos indígenas.

Em pouco mais de um ano de projeto, segundo o livro, os resultados mais notáveis são o aumento da biodiversidade e a recuperação natural de áreas degradadas, com novas espécies de plantas nativas emergindo nas áreas restauradas. “Observamos o crescimento de sementes que estavam dormentes no solo pela falta de luz, que era bloqueada pelos pinheiros invasores”, exemplifica De Castro. “Mas o envolvimento da sociedade é o que dura. Sensibilizar a população significa mais influência para a proteção desses ecossistemas, podendo encaminhar para impactos em políticas públicas de proteção e conservação”.

O lançamento do ebook consolida o papel da iniciativa brasileira como um modelo a ser seguido, aponta Paulo Pagliosa, professor de Oceanografia da UFSC e tradutor da obra. “O registro deixa uma forte evidência que uma restauração ecológica efetiva só é atingida quando ela tem base comunitária, quando a comunidade entende da importância e deseja que o manguezal seja restabelecido”, finaliza.

(Fonte: Agência Bori)