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Dia Internacional do Café: Museu do Café celebra data com exposição especial

Santos, por Kleber Patricio

Foto: Hrant Khachatryan/Unsplash.

A partir de 1º de outubro, o Museu do Café, localizado em Santos, abre suas portas para a exposição Passione italiana: l’arte dell’espresso, em homenagem ao Dia Internacional do Café e aos 150 anos da imigração italiana. Em 1870, quando os primeiros italianos começaram a desembarcar no Brasil, também trouxeram na bagagem a paixão pelo café. A mostra promete encantar os amantes da bebida apresentando a evolução do design e da tecnologia das máquinas de café espresso.

Com um acervo de 60 máquinas e cafeteiras, tanto para uso doméstico quanto profissional, como o modelo moka Pulcina da Alessi para illycaffè, a exposição é dividida em dois núcleos que narram a rica trajetória do café, desde o grão até as sofisticadas máquinas que preparam a bebida. Um dos destaques é um roteiro histórico que explora inovações nas máquinas e os hábitos de consumo do café ao longo do tempo.

Além de abordar a evolução técnica, ‘Passione italiana’ também oferece uma perspectiva social sobre o café, a segunda bebida mais consumida no mundo. A exposição destaca os lugares e rituais que moldaram a cultura do café, incluindo as icônicas cafeterias italianas e a evolução estética da cafeteira moka, refletindo o estilo de vida italiano. Em paralelo à exposição principal, estarão também expostas máquinas Iperespresso da illycaffè.

Organizada pela IMF Foundation e EP Studio com realização do Consulado Geral da Itália em São Paulo e do Museu do Café, além de patrocínio da illycaffè e do próprio Consulado e apoio da Cooxupé – Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé.

Os visitantes poderão conferir a exposição de 1º de outubro a 4 de fevereiro de 2025, no Museu do Café. Após essa temporada, a mostra seguirá para o Museu da Imigração, na capital paulista, onde ficará em exibição de 21 de fevereiro a 26 de maio de 2025.

Museu do Café

Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos/SP

Telefone: (13) 3213-1750

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)

R$16 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados e, todos os dias, para as crianças até 7 anos

Acessibilidade no local – Não possui estacionamento

www.museudocafe.org.br

illycaffè é uma empresa familiar italiana fundada em 1933, em Trieste, que tem como missão oferecer o melhor café ao mundo. Produz um exclusivo blend 100% Arábica composto por 9 ingredientes diferentes. A empresa seleciona apenas 1% dos melhores grãos de Arábica do mundo. Todos os dias são servidas 8 milhões de xícaras de café illy em mais de 140 países em todo o mundo, nos cafés, restaurantes e hotéis, em cafés e lojas de marca própria, em casa e nos escritórios, nos quais a empresa está presente por meio de filiais e distribuidores. Desde a sua fundação, illycaffè tem direcionado as suas estratégias para um modelo de negócio sustentável, compromisso que reforçou em 2019 ao adotar o estatuto de Benefit Company e em 2021 ao tornar-se a primeira empresa de café italiana a obter a certificação internacional B Corp. Tudo o que é made in illy tem a ver com beleza e arte, princípios fundamentais da marca, desde o seu logotipo, desenhado pelo artista James Rosenquist, até às xícaras da illy Art Collection, decoradas por mais de 130 artistas internacionais, ou máquinas de café concebidas por designers de renome internacional. Com o objetivo de difundir a cultura de qualidade a produtores, baristas e amantes do café, a empresa desenvolveu a Università del Caffè, que hoje realiza cursos em 23 países em todo o mundo. Em 2023, a empresa teve um faturamento de €595,1 milhões. A rede de marca própria da illy tem 159 pontos de venda em 30 países.

(Fonte: Com Priscilla Merlino/ADS Comunicação Corporativa)

Perda de 25% dos corais nos recifes brasileiros pode prejudicar até metade das espécies de peixes

Brasil, por Kleber Patricio

Equipe analisou perdas nos recifes por meio de simulação com oito espécies de corais e 63 espécies de peixes. Foto: Guilherme Longo/acervo pesquisadores.

A perda de 25% dos corais nos recifes brasileiros pode gerar um efeito cascata, o que poderia resultar na extinção de metade dos peixes da região – incluindo não somente espécies que se relacionam diretamente aos corais. É o que aponta artigo publicado na revista científica “Global Change Biology” neste sábado (28). Desenvolvida por cientistas de universidades brasileiras, como as federais de Santa Maria (UFSM) e do Rio Grande do Norte (UFRN), e estrangeiras, como a Universidade de Évora, em Portugal, a pesquisa ainda indica que as atividades humanas e mudanças climáticas são os principais fatores responsáveis por essa perda.

A pesquisa alerta para a conservação desses organismos, uma vez que, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, uma em cada quatro espécies marinhas vive nesses recifes, incluindo 65% das espécies de peixes.

A partir da construção de uma base de dados de ocorrência de peixes e corais no Brasil, a equipe analisou os efeitos cascata por meio de simulações de redes ecológicas com oito espécies de corais e 63 espécies de peixes, avaliando três cenários de remoção dos corais. O primeiro focou na perda dos corais com os quais os peixes mais se associam, revelando o impacto mais severo. Já o segundo se desdobrou nos corais que são mais vulneráveis ao branqueamento, um fenômeno fatal para esses organismos influenciado pelo aquecimento global. Por fim, o terceiro funcionou como controle, avaliando a perda aleatória dos corais.

O cientista da UFSM André Luís Luza, autor correspondente do artigo, compara o efeito cascata às redes sociais, onde pessoas populares – no caso do estudo, os corais – influenciam diretamente seus seguidores – equivalentes aos peixes associados aos corais –, que, por sua vez, impactam indiretamente outros indivíduos – peixes que concorrem com os associados aos corais. O efeito da extinção de corais, portanto, pode se estender para além de efeitos diretos e, também, afetar tanto a diversidade de espécies quanto às funções que diferentes espécies desempenham em um ecossistema.

Atualmente, a poluição e turismo desregulado causam a eliminação de corais, somando-se aos impactos em escala global relacionados às mudanças climáticas, avalia Luza. Para o cientista, evitar essa perda demanda ações coordenadas em várias esferas de tomada de decisão. “Existem iniciativas a níveis hierárquicos mais amplos, mas iniciativas locais são geralmente inexistentes e devem ser formuladas com urgência”, comenta.

O cientista ainda conta que a perda de corais, e consequentemente de peixes, acarreta ambientes menos saudáveis, o que prejudica a pesca e até mesmo o turismo sustentável. “Estima-se que globalmente, a abundância de corais foi reduzida pela metade desde 1950. No Brasil isso também tem ocorrido, embora nossos recifes tenham menos corais, quando comparados aos do Caribe e do Pacífico”, complementa.

A identificação desse efeito cascata é notável para o sistema de estudo, já que os recifes do Brasil possuem baixa cobertura de corais e uma fauna de peixes recifais generalistas – ou seja, com alimentação e hábitos bastante amplos. “O estudo também inova ao apresentar um algoritmo para avaliação da robustez de redes ecológicas considerando diversidade funcional, que é uma dimensão da diversidade biológica que ajuda a explicar funções e serviços ecossistêmicos”, ressalta Luza.

Futuramente, os pesquisadores pretendem formular experimentos de campo para tentar detectar mais diretamente alguns dos efeitos que surgiram no estudo. Há ainda a intenção de aprofundar as pesquisas sobre como processos ecossistêmicos são influenciados por impactos locais e regionais nos recifes.

(Fonte: Agência Bori)

Especialista explica como reconhecer a ansiedade na infância

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A ansiedade é um sentimento que aflige muitas pessoas, inclusive crianças. Em diversos momentos, pode ser considerada normal, especialmente na infância, que é cheia de desafios e aprendizagens. O problema é quando se torna disfuncional e impede os pequenos de realizar ações simples, como ir à escola. Segundo Mara Duarte, neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista, além de diretora do Grupo Rhema Neuroeducação, que atua com o objetivo de oferecer conhecimento para profissionais da educação e pessoas envolvidas no processo do desenvolvimento infantil tanto nas áreas cognitivas e comportamentais, quanto nas áreas afetivas, sociais e familiares, cerca de 20% das crianças apresentam ou apresentarão algum traço de ansiedade.

Para saber se a ansiedade passou de normal para disfuncional, se tornando um transtorno, é necessário perceber se está ocorrendo prejuízo na vida da criança. Ou seja, ela deixa de realizar até mesmo atividades típicas da idade dela. “Observe se não tem amigos, apresenta o tempo todo pensamentos que giram em torno de algum tipo de perigo ou ameaça e, fisicamente, pode ter sintomas como náuseas e transpiração”, alerta.

Mara explica que existem cinco tipos de transtorno de ansiedade. “Um deles é o de separação, quando a criança não quer ir à escola, tem medo de que algo aconteça com os pais, não come e queixa-se de sintomas físicos antes e durante, quando há esse possível distanciamento. Outro é o social, que ocorre quando a criança precisa fazer apresentações em público, falar ao telefone ou ir a eventos sociais, por exemplo”, destaca.

As fobias específicas são outro tipo de transtorno de ansiedade e podem acontecer em certas situações, como viajar de avião, entrar em lugares escuros ou quando há a necessidade de tomar injeção. “O problema também pode se manifestar de forma generalizada, que é quando a criança se preocupa demais com o desempenho escolar, com segurança ou com catástrofes mundiais, entre outros casos. Além desses, existe o transtorno do pânico, que inclui muitos sintomas físicos, como tontura, coração disparado e falta de ar”, revela.

Para ajudar uma criança que está sofrendo com ansiedade além do normal, Mara aconselha manter a calma e buscar formas de estimulá-la a pensar diferente sobre o que provoca o gatilho. “É possível, por exemplo, usar técnicas de relaxamento e pensamento realista, dizendo para respirar fundo e usar frases como ‘Estou seguro, está tudo bem’. Também fale para que ela nomeie seus sentimentos e diga que a compreende por estar com medo, mas que vai ajudar e vai ficar tudo bem”, conclui.

Confira outras orientações da neuropedagoga para colocar em prática estratégias que auxiliem as crianças que estejam sofrendo com o problema:

– Não repreenda. Procure compreender e auxiliar.

– Ajude a criança a exercitar sua confiança, tirando-a de sua zona de conforto de vez em quando para que perceba que está tudo bem quando isso acontece.

– Seja flexível quando for necessário realizar algumas mudanças na rotina. Aja com naturalidade para que a criança entenda que não há problema e o imite.

– Elogie pequenas tarefas.

– Observe o temperamento e a reação das crianças para poder formular estratégias mais assertivas.

– Converse com pais e outros profissionais da educação para saber como colocar determinadas ações em prática.

– Busque ajuda profissional se a ansiedade além do normal persistir.

Sobre Mara Duarte da Costa | Mara Duarte da Costa é neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional, além de diretora do Grupo Rhema Neuroeducação. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec e diretora pedagógica e executiva do Grupo Rhema Neuroeducação, instituições que já formaram mais de 80 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse o  instagram.com/maraduartedacosta.

Sobre o Grupo Rhema | O Grupo Rhema Neuroeducação foi criado por Fábio da Costa e Mara Duarte da Costa há mais de 14 anos com o objetivo de oferecer conhecimento para profissionais da educação e pessoas envolvidas no processo do desenvolvimento infantil tanto nas áreas cognitivas e comportamentais, quanto nas áreas afetivas, sociais e familiares. A empresa atua em mais de 20 países, impactando a vida de milhões de pessoas pelo mundo com cursos de graduação, pós-graduação, cursos de capacitação e eventos gratuitos. Para mais informações, acesse o site rhemaeducacao.com.br.

(Fonte: Com Carolina Lara/Carolina Lara Comunicação)

Tacacazeiras: profissionalização valoriza atividade ancestral

Pará, por Kleber Patricio

Foto: Ivonete Costa Pantoja/arquivo pessoal.

Tucupi, goma de mandioca, jambu e camarão seco. Cada receita com o seu toque, esses ingredientes regionais são a base de uma das comidas de rua mais icônicas do Pará: o tacacá. Em Belém, no dia 13 de setembro é comemorado o Dia da Tacacazeira, data instituída pela Lei Municipal nº 8.846/2011 para homenagear as mulheres que, há gerações, preparam o caldo, que ganhou fama nacional com a música da Joelma e que cada vez mais turistas querem provar. Desde o anúncio da sede da COP 30, o Pará se prepara para apresentar o tacacá também aos visitantes estrangeiros e a profissionalização desta atividade ancestral é uma das estratégias apoiadas pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Pará (Sebrae/PA).

Mais que uma iguaria gastronômica, o tacacá é fonte de renda para famílias inteiras, sob liderança de mulheres que passam suas receitas para suas filhas e netas. É o caso de Neide Juliana Freitas, 40, cujo negócio tem mais idade que ela. “Nossa venda, na avenida Nazaré, foi fundada pela matriarca, minha avó Leonice. Comecei a ajudá-la aos 12 anos e agora administro o Tacacá Paraense, que tem 60 anos de tradição. Levo esse legado com muito orgulho, porque o tacacá pra mim é mais que um prato, é nossa raiz”, conta a empreendedora, que tem buscado conhecimento para fortalecer o negócio. “Essa é uma forma de olhar profundamente para esse ofício que vem de berço, o que tem sido transformador”, comenta.

Outra tacacazeira, Ivanete Costa Pantoja, concilia a administração do Tacacá Raízes da Mandioca, fundado há 62 anos pelos seus pais com a presidência da Associação das Tacacazeiras e Comidas Típicas de Belém (Astacom). Com 33 tacacazeiras registradas, a associação foi criada para fortalecer a categoria e realiza, anualmente, o tradicional Festival das Tacacazeiras — a quinta edição aconteceu entre 13 e 15 de setembro no Boulevard da Gastronomia, em Belém. “As capacitações estão nos ajudando a valorizar esse nosso patrimônio”, afirma Ivanete, que acredita que as formações proporcionarão aos visitantes que virão para a COP 30 a melhor experiência possível. “A expectativa é grande sabendo que podemos ter mais renda e, ao mesmo tempo, contar um pouco da nossa história nas calçadas de Belém”, comenta.

O trabalho com as tacacazeiras está dentro do eixo de alimentos e bebidas, um dos focos de trabalho do Sebrae/PA na preparação para a COP 30. “Quem vier a Belém vai querer provar este e outros pratos representativos da nossa região”, explica o diretor-superintendente do Sebrae/PA, Rubens Magno. “A capacitação é um legado que fica para esses negócios, que, desde já, estão se tornando mais fortes e competitivos. Agora, em outubro, durante o Círio de Nazaré, as tacacazeiras poderão colocar vários desses conhecimentos em prática, aproveitando o fluxo de turistas do evento para potencializar suas vendas”, completa.

As oficinas sobre gestão financeira, precificação e atendimento, entre outros temas, são pensadas de acordo com as necessidades relatadas pelas próprias empreendedoras e já estão ajudando as tacacazeiras, que viram o movimento aumentar desde o anúncio da conferência. Só no primeiro semestre de 2024, o Pará recebeu mais de 12 mil turistas internacionais, segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) – mais que o dobro registrado no mesmo período de 2023.

A importância cultural das tacacazeiras já é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial em Belém e pode virar também Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que realiza, desde o início do ano, uma pesquisa para oficializar o registro do ofício.

Sobre a COP 30 | Promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Conferência das Partes (COP) é o maior e mais importante evento sobre clima e meio ambiente do mundo. A expectativa do Sebrae/PA é de que toda a mobilização gerada para a COP 30 em Belém deixe um legado importante para a capital paraense, consolidando-a como um novo polo turístico receptivo no Brasil.

Sobre o Sebrae | O Sebrae é uma entidade privada sem fins lucrativos. Em nível nacional, a instituição existe desde 1972; no Pará, foi criada dois anos depois, em 10 de maio de 1974. Atualmente, o Sebrae/PA está presente em todos os municípios paraenses por meio de 13 agências regionais sediadas em municípios polo e por meio de pontos de atendimento e das Salas do Empreendedor, em parceria com entidades de classe e prefeituras municipais, respectivamente.

(Fonte: Com Angélica Queiroz/AViV Comunicação)

Lulu Santos apresenta turnê ‘Barítono’ em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

Um dos maiores nomes do pop rock nacional, Lulu Santos estará no dia 5 de outubro apresentando sua turnê ‘Barítono’ no palco da Expo D. Pedro, em Campinas, cidade do interior do Estado de São Paulo. Os fãs do cantor poderão curtir de pertinho sucessos como ‘Toda forma de amor’, ‘Um certo alguém’, ‘Tempos modernos’ e ‘Como uma onda’, entre outros. Os portões abrem às 20h. A realização do show é da Oceania Eventos. Estão disponíveis para o público dois tipos de ingressos: Front Stage Open Bar e Pista Premium. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Icones https://www.icones.com.br/evento/378423-lulu-santos-turne-baritono, na Livraria Leitura do Parque Dom Pedro Shopping ou na bilheteria do local.

Lulu Santos vê a vida melhor no futuro desde 1982, quando lançou seu disco de estreia, ‘Tempos modernos’, após alguns anos gravando em empregos em gravadoras, revistas, tocando guitarra e cantando onde fosse possível (sim, o grupo Vímana, por exemplo) e sonhando com o destino de ser star. Já com 27 anos, conseguiu com o amigo Liminha (à época o baixista dos Mutantes e ainda não o principal produtor do rock brasileiro) uma vaguinha para gravar suas composições em um estúdio na Zona Norte carioca às margens da linha do trem nas sobras de horários de Gilberto Gil. A essa altura, Luiz Maurício Pragana dos Santos já tinha se apaixonado pelos Beatles, passando pelo rock progressivo e chegava ao poprocksambalanço que o tornaria a máquina de sucessos que é há cerca de 40 anos.

Se ‘Tempos modernos’ não foi um estouro, garantiu a Lulu a possibilidade de, como disse o gerente de marketing da gravadora WEA na época, Heleno de Oliveira, ‘ser artista’ e ter aquilo como opção profissional definitiva. Shows pelos subúrbios, Chacrinha, TV, rádio e muitos quilômetros percorridos o levaram a ‘O ritmo do momento’ (1983) e ‘Tudo azul’ (1984; sim, na época eram comum os discos anuais, principalmente para quem estava começando).

A trinca inicial – cujas histórias, contadas pelo próprio, estão na coleção de vídeos ‘Auto resenha’, disponível no YouTube) – deu a Lulu uma coleção já respeitável de sucessos, como ‘Tempos modernos’, ‘De repente, Califórnia’ (estourada inicialmente na versão de Ricardo Graça Melo, do filme ‘Menino do Rio’, de Antônio Calmon), ‘Adivinha o quê?’, ‘Como uma onda’, ‘Um certo alguém’, ‘Tudo azul’, ‘Certas coisas’, ‘Tão bem’… uma carteira de investimentos respeitável, cuja popularidade se aferiu no Rock in Rio de 1985, quando Lulu, aos 31 anos, se apresentou nas mesmas noites que nomes como Queen, Rod Stewart, Nina Hagen, Paralamas do Sucesso e Blitz, as de 13 e 18 de janeiro.

Ao iniciar a trilogia seguinte, com ‘Normal’ (1985), Lulu já estava em outro patamar, assim como o rock brasileiro, que explodia no pós-ditadura militar. Mais experiente no estúdio (além de ter um orçamento maior à disposição) e à vontade na guitarra, lançou ‘Lulu’ no ano seguinte e, no subsequente, ‘Toda forma de amor’, com um de seus maiores sucessos como faixa-título, além de ‘A cura’ e ‘Satisfação’. A década de 1980 chegou ao fim com o disco ao vivo ‘Amor à arte’ (gravado no Olympia, em São Paulo, em agosto de 1988 e lançado no ano seguinte) e com ‘Popsambalanço e outras levadas’ (também de 1989), um sopro de ar fresco em que ritmos dançantes, percussões e quadris tomam conta das composições, quase todas de Lulu sozinho (apenas duas têm o frequente parceiro Nelson Motta, e uma, ‘Samba dos animais’, é assinada pelo mestre Jorge Mautner).

‘Honolulu’ (1990) e ‘Mondo Cane’ (1992) fecham uma trinca de experimentação, mergulhos em sons diferentes e pérolas como ‘Papo cabeça’ e ‘Samba em Berlim’ (uma crônica da queda do muro na capital alemã), além de ‘Apenas mais uma de amor’ (que explodiria com força total no ‘Acústico MTV’, anos depois) e ‘E então? (Boa pergunta)’. O Brasil atravessava o governo Collor e o mar não estava para peixe.

O ano de 1994 produziu outra dupla campeã: Lulu e o produtor Marcello Mansur, o Memê. A sensibilidade pop do compositor e as batidas disco-chiques do DJ levaram a ‘Assim caminha a Humanidade’, uma dançante arca do tesouro que vendeu como água ao reunir a faixa-título, ‘Tudo’, ‘Tuareg’, de Jorge Ben Jor, ‘Hey hey, my my’, de Neil Young e um Lulu Santos no auge da forma. Os ursinhos na capa do disco seguinte decretavam: ‘Eu e Memê, Memê e eu’, uma rave de dois parceiros no estúdio, levando a palavra ‘dançante’ a níveis jamais experimentados, com Tim Maia (‘Descobridor dos sete mares’, ‘Sossego’), Roberto & Erasmo (‘Se você pensa’), novas versões de hits do próprio Lulu (‘Casa’, ‘Tudo bem’) e outros petiscos. A festa não podia parar.

Por cima (mas bem lá no alto) da carne-seca rítmica e melódica, Lulu mergulhou nos ritmos eletrônicos e na magia do estúdio nos discos seguintes, ‘Anti ciclone tropical’ (1996, ainda mais pro pop), ‘Liga lá’ (1997) e ‘Calendário’ (1999), os dois últimos cheios de beats e experimentações como ‘Nau dos insensatos’ e ‘Hiperconectividade’, mas sem perder o feeling pop jamais. Os hits, inevitáveis, vieram, como ‘Sábado à noite’ (também gravada pelo Cidade Negra), além de versões para sons referenciais como ‘Fé cega, faca amolada’ (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), ‘Ando meio desligado’, dos Mutantes e o próprio passado, em ‘Voo de coração’, sucesso de Richie, velho companheiro no Vímana nos anos 1970.

É claro que no meio da rave do fim da década, Lulu encontrou um tempo (e uma desculpa) para montar um trio de rock, o Jacaré, com Dunga (baixo) e Marcelo Costa (bateria) e fazer shows em teatros em noites mágicas de covers mil e sucessos entortados (ou endireitados) pelo power trio.

Corta para os anos 2000. Hora de uma repassada na carreira, que veio com o ‘Acústico MTV’, enfileirando hits e inéditas, como ‘Made in Brasil’: ‘Uh, passou de 2000/ Ninguém faz igual a brasileiro o rock do Brasil’. O sucesso veio aos borbotões, com justiça finalmente sendo feita para ‘Apenas mais uma de amor’ e outras. Casa limpa, partiu novo milênio.

E partiu espaço sideral, no clipe de ‘Todo universo’, sucesso de ‘Programa’, disco cuja capa Lulu estampa exibindo orgulhosamente os cabelos grisalhos. Em gravidade zero num avião-laboratório da aeronáutica russa, em Moscou, ele canta, toca e dança enquanto, literalmente, flutua. Em 2003 veio o animadão ‘Bugalú’, com a sempre afiada produção de Memê e uma penca de sucessos: ‘Já é’, ‘Leite & mel’, ‘Jahu’ (sim, o disco tem ‘Já é’ e ‘Jahu’) e as recuperadas ‘Melô do amor’ e ‘Raiô’. ‘Letra e música’ (2005) volta a ter a guitarra como principal protagonista, em ‘Gambiarra’, no hilário ‘Bonobo blues’ e nas versões para o clássico oitentista ‘Popstar’, dos Miquinhos, e ‘Ele falava nisso todo dia’, de Gilberto Gil. ‘Longplay’ (2007) e ‘Singular’ (2009) encerram a primeira década do novo milênio com cinco discos de carreira, sem contar os projetos. Os anos 2010, aliás, começaram com Lulu por todos os lados: na TV, como técnico do ‘The Voice Brasil’, da Rede Globo, ao lado de parças como Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Iza. Lulu é o único técnico a estrelar as 11 temporadas do programa até 2022. Ele também singrou novos mares musicais: o disco ‘Lulu canta Roberto & Erasmo’ foi seu primeiro trabalho totalmente dedicado à obra de outros compositores, em versões para clássicos da música brasileira como ‘Festa de arromba’, ‘Emoções’ e ‘Se você pensa’. E surfando nessa mesma onda, o disco ‘Baby Baby!’ (2018) celebra o pop da amiga Rita Lee com novas roupagens de seu cancioneiro autoral, como ‘Caso sério’, ‘Ovelha negra’ e ‘Agora só falta você’. Finalizando a década com uma bela declaração de amor, o álbum ‘Pra Sempre’ (2019) é o retrato de seu melhor momento de vida com Clebson.

Adentrando-se num ano de pandemia, Lulu torna-se independente e lança dois singles pelo seu próprio selo Pacho Sonido. ‘Hit’ foi um reencontro em estúdio com o produtor Liminha e ‘Inocentes’, um convite à reflexão conjunta, com a doçura das harmonias vocais do grupo Melim. Em 2022, quando o mundo retornou às suas atividades normais, a turnê ‘Alô, Base’ percorreu as principais cidades do Brasil. Desde 2023 vem realizando shows com a turnê ‘Barítono’.

Com 10 milhões de discos vendidos, os tempos modernos acompanham sua magnitude, totalizando mais de um bilhão de streams nas plataformas digitais de música e milhões de seguidores nas suas redes sociais.

Serviço:

Show Lulu Santos

Data: 5 de outubro | Horário de abertura: 20h

Local: Expo D. Pedro – Avenida Guilherme Campos, 500 – Jardim Santa Genebra – Campinas/SP

Mais informações: https://www.icones.com.br/evento/378423-lulu-santos-turne-baritono.

(Fonte: Com Diego Vivan/Estrategic Assessoria e Comunicação)