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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Penúltimo programa do ano traz Thiery Fischer à frente da Osesp e violoncelista francês Jean-Guihen Queyras

São Paulo, por Kleber Patricio

Osesp e Thierry Fischer. Foto: Beatriz de Paula.

O ano de 2024 marca as celebrações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, além dos 30 anos de atividades do Coro da Osesp e dos 25 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp, dos Coros e de seus Programas Educacionais, inaugurada em 1999 no edifício onde antes funcionava a Estrada de Ferro Sorocabana.

No penúltimo programa desta Temporada arrebatadora, a Osesp se apresenta na Sala São Paulo de quinta-feira (12/dez) a sábado (14/dez) com seu diretor musical e regente titular, Thierry Fischer, e o violoncelista francês Jean-Guihen Queyras como convidado. Solista de longa data do grupo Ensemble Intercontemporain, Queyras distingue-se por seu ecletismo musical e trabalhou intimamente com o maestro e compositor Pierre Boulez [1925–2016]. Neste programa, no entanto, o artista, que já colaborou com a Osesp em outras ocasiões, volta-se para o repertório romântico.

A primeira parte dos concertos contará com duas obras de Tchaikovsky: Variações sobre um tema rococó e Andante cantabile, o movimento mais conhecido do primeiro Quarteto de cordas do autor russo. E, após o intervalo, nossos músicos irão se debruçar sobre a Sinfonia nº 4 de Bruckner. Vale lembrar que a apresentação de sexta-feira (13/dez), às 20h30, será transmitida ao vivo no canal oficial da Osesp no YouTube.

Sobre o programa

Sala São Paulo. Foto: Mariana Garcia.

Quando seu colega de conservatório, o violoncelista e professor Wilhelm Fitzenhagen, lhe encomendou uma peça para violoncelo e orquestra, Pyotr Ilyich Tchaikovsky [1840–1893] tinha acabado de compor o poema sinfônico Francesca da Rimini. Vindo de obra tão intensa e dramática e enfrentando um período particularmente complicado de sua vida, Tchaikovsky parece ter se deleitado com o desafio de produzir algo na linguagem elegante que associava a Mozart, compositor por quem professava irrestrita admiração: as Variações sobre um tema rococó. Esse tema, precedido por breve introdução orquestral, é na verdade uma invenção própria, não uma melodia original do século anterior. Nele, o compositor busca os traços mais característicos do galante, com uma melodia clara, equilibrada, graciosa e mozartiana.

No Andante cantabile para violoncelo e orquestra de cordas, podemos ouvir como Tchaikovsky chegou, a seu modo, a uma síntese conciliatória entre o espírito da música nativa e o pensamento composicional importado, tornando-se a voz mais importante do Romantismo russo. O Andante cantabile é um arranjo, feito pelo próprio compositor, do segundo movimento de seu Quarteto de cordas nº 1, Op. 11, de 1871, para uma apresentação do violoncelista Anatoly Brandukov em Paris no ano de 1888.

Talvez influenciado pela severidade das críticas que recebia, Anton Bruckner [1824–1896] nunca ficava completamente satisfeito ao terminar uma obra, realizando inúmeras versões de suas próprias sinfonias, permitindo também a regentes e editores que suprimissem trechos das partituras ou alterassem alguns detalhes da orquestração. O caso da Sinfonia nº 4 não seria diferente. Ao terminá-la, em 1874, Bruckner provavelmente não imaginava que esperaria sete anos até a sua estreia, com a Filarmônica de Viena, sob regência de Hans Richter. Até lá, revisaria e, em parte, recomporia a obra, que teve grande sucesso e se tornou uma de suas peças mais conhecidas.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Osesp. Foto: Mario Daloia.

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. Possui quase 100 álbuns gravados (cerca de metade deles por seu próprio selo, com distribuição gratuita) e transmite ao vivo mais de 60 concertos por ano, além de conteúdos especiais sobre a música de concerto. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Thierry Fischer regente
Desde 2020, Thierry Fischer é diretor musical da Osesp, cargo que também assumiu em setembro de 2022 na Orquestra Sinfônica de Castilla y León, na Espanha. De 2009 a junho de 2023, atuou como diretor artístico da Sinfônica de Utah, da qual se tornou diretor artístico emérito. Foi principal regente convidado da Filarmônica de Seul [2017-20] e regente titular (agora convidado honorário) da Filarmônica de Nagoya [2008-11]. Já regeu orquestras como a Royal Philharmonic, a Filarmônica de Londres, as Sinfônicas da BBC, de Boston e Cincinnatti e a Orchestre de la Suisse Romande. Também esteve à frente de grupos como a Orquestra de Câmara da Europa, a London Sinfonietta e o Ensemble intercontemporain. Thierry Fischer iniciou a carreira como Primeira Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Gravou com a Sinfônica de Utah, pelo selo Hyperion, Des Canyons aux Étoiles [Dos cânions às estrelas], de Olivier Messiaen, selecionado pelo prêmio Gramophone 2023, na categoria orquestral. Na Temporada 2024, embarca junto à Osesp para uma turnê internacional em comemoração aos 70 anos da Orquestra.

Jean-Guihen Queyras violoncelo

Jean-Guihen Queyras. Foto: Marco Borggreve.

Violoncelista de grande versatilidade, suas contribuições especialmente à música contemporânea e antiga lhe garantiram reconhecimento internacional. Colaborador artístico de Pierre Boulez, estreou obras de compositores de renome como Ivan Fedele, Gilbert Amy, Bruno Mantovani, Michael Jarrell, Johannes-Maria Staud, Thomas Larcher e Tristan Murail. Seu envolvimento com a música antiga é igualmente notável, com colaborações com a Orquestra Barroca de Freiburg e a Akademie für Alte Musik de Berlim. Foi Artista em Residência de importantes instituições, como o Concertgebouw de Amsterdam, o Festival d’Aix-en-Provence e o Wigmore Hall de Londres. Com frequência se apresenta junto a renomadas orquestras, incluindo as Sinfônicas de Londres e da Rádio Bávara, Mahler Chamber Orchestra, Orquestra de Paris e da Filadélfia. É membro fundador do Arcanto Quartet e forma um celebrado trio com Isabelle Faust e Alexander Melnikov. Nascido no Canadá, Queyras toca um violoncelo de 1696 de Gioffredo Cappa.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

THIERRY FISCHER regente

JEAN-GUIHEN QUEYRAS violoncelo

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY

Variações sobre um tema rococó, Op. 33

Andante cantabile

Anton BRUCKNER | Sinfonia nº 4 em Mi bemol maior – Romântica.

Serviço:

12 de dezembro, quinta-feira, 20h30
13 de dezembro, sexta-feira, 20h30 — Concerto Digital
14 de dezembro, sábado, 16h30
Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16
Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares
Recomendação etária: 7 anos
Ingressos: Entre R$39,60 e R$271 (valores inteiros*)
Bilheteria (INTI): neste link | (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Estacionamento: R$35,00 (noturno e sábado à tarde) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.
A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Ribeirão Preto recebe exposição ‘Noites Claras em Dias Escuros’

Ribeirão Preto, por Kleber Patricio

Imagens: Divulgação.

O Centro Cultural Palace, em Ribeirão Preto, recebe desde segunda-feira (9) a exposição ‘Noites Claras em Dias Escuros’, individual do artista plástico Cadu Fernandes. O evento, que acontece até 18 de janeiro, apresenta uma proposta única e sensível, unindo arte visual e poesia para destacar o talento inovador do artista.

Segundo Cadu, o título da exposição é uma metáfora que reflete seu processo criativo. “O nome é uma alusão às características da técnica e ao momento de introspecção nas madrugadas insones produzindo as obras. É uma espécie de contraponto entre as noites em claro buscando o propósito e os dias escuros em que vivemos”, revela.

Na exposição, serão apresentadas 10 obras inéditas, cada uma inspirada em poemas de autores como Martha Medeiros, Fernando Pessoa e Maria do Rosário Pedreira. As obras, que recebem o nome dos poemas que as inspiraram, exploram a expressividade do contraste entre preto e branco, utilizando uma técnica desenvolvida pelo próprio artista: o uso de giz escolar e tinta acrílica sobre telas escuras.

 

Cadu utiliza sua técnica para transformar contrastes em uma forma de expressão. “Minha técnica subverte o processo tradicional. No desenho, geralmente desenhamos a sombra. Quando a base é escura e desenho com giz branco, desenho a luz. É uma abordagem de desenho simples, mas profundamente poética para mim”, explica.

Apesar da breve trajetória como artista, Cadu já conquistou espaço em galerias renomadas, como a Art Lab Gallery, em São Paulo, e a PB Arts Gallery, em Ribeirão Preto. Suas obras já foram adquiridas por colecionadores, inclusive internacionais, destacando a originalidade de seu trabalho.

‘Noites Claras em Dias Escuros’ também presta homenagem a Márcia Iolanda Silva, vítima de um trágico atropelamento em Ribeirão Preto. A exposição será realizada em memória à sua história.
Serviço:

Exposição Noites Claras em Dias Escuros

Data: 9 de dezembro de 2024 a 18 de janeiro de 2025

Local: Centro Cultural Palace – Rua Álvares Cabral, 322, Centro, Ribeirão Preto, SP

Entrada gratuita.

(Com Sara Helane/Estilo Press)

Exposição ‘Anne Frank: Deixem-nos Ser’ é opção de passeio para as férias

São Paulo, por Kleber Patricio

Entrada do anexo secreto onde se escondeu a família de Anne Frank. Crédito da foto: Coleção de fotos da Anne Frank Stichting (Amsterdam).

Durante a temporada de férias, programações voltadas para crianças e adolescentes são muito procuradas pelos pais como forma de entreter e proporcionar novas experiências para os pequenos. Uma dica cultural de passeio é a exposição ‘Anne Frank: Deixem-nos Ser’, idealizada, produzida e com conceito curatorial realizado pela Inspirar-te e ambientada na Unibes Cultural, em São Paulo.

A mostra propõe uma experiência imersiva socioeducativa, buscando dialogar com crianças e jovens desde cedo sobre temas como direitos humanos, o legado de Anne Frank, pluralidade, tolerância e celebração da vida. Por meio da arte e da vivência de Anne, essa é uma oportunidade única para crianças e adolescentes fazerem uma viagem na história, conhecendo a essência de seu Diário e conectando-as às questões contemporâneas.

Segundo Momento – Quarto Anne e Fritz. Crédito: Caselúdico

“Esse diário é uma ferramenta poderosa para gerar empatia. Ao lermos sobre as experiências e sentimentos de Anne Frank — suas leituras, seus sonhos, a saudade, o tédio, a raiva, sua essência juvenil, sua curiosidade sobre o mundo e o que o compõe — percebemos que essas são questões universais, atemporais e profundamente humanas, criando uma ponte entre sua experiência e o mundo que vivemos hoje. Aqui, o legado de Anne se une às demais lutas em prol dos direitos humanos através de um diálogo sensível entre temas contemporâneos, como a valorização da diversidade, questões indígenas, de gênero e raciais, apresentados por meio de obras de importantes artistas nacionais e internacionais”, contextualiza Priscilla Parodi, fundadora da Inspirar-te.

Por meio de recursos audiovisuais e sensoriais, como audioguia com propostas e atividades artísticas, lúdicas e educativas desenvolvidas pela Inspirar-te a partir de sua metodologia única, o público é levado para o universo de Anne, onde temas como resistência ao preconceito e a valorização do direito de ser são apresentados de forma acessível para entendimento de todos.

Merwedeplein, 1941. Crédito: Coleção de fotos da Anne Frank Stichting (Amsterdam).

Priscilla Parodi foi a responsável por apresentar o projeto para a Anne Frank House em Amsterdã, que ficaram encantados com a iniciativa, fornecendo materiais reproduzidos fielmente pela Inspirar-te no Brasil de onde a família Frank viveu. Esse bom relacionamento se deu justamente pelo trabalho de transformação social realizado pela Associação sem fins lucrativos.

Além disso, Priscilla Parodi, que integra o time curatorial, firma parceria direta com o curador do MAM, Cauê Alves e com os artistas Flávio Cerqueira, Gê Viana e Eustáquio Neves, via Galeria Vermelho. A mostra conta ainda com obras do próprio MAM, da Pinacoteca e de galerias de arte de São Paulo, reunindo trabalhos de outros artistas, como Claudia Andujar, Nino Cais, Paula Trope, Anna Bella Geiger e Erich Brill.

O título da exposição se inspirou nas palavras de Anne Frank: “Deixe-me ser eu mesma e estarei satisfeita”, buscando dar ao desejo de liberdade e individualidade da jovem escritora. Todo esse trabalho é feito com o objetivo de transformar olhares, exercendo um papel de formação dos jovens para que saibam lidar com o mundo e suas diferenças e possibilitando que possam usufruir do impacto cultural sem distinções. “A conexão com o presente é justamente o que torna os diálogos que visamos construir mais potentes nessa exposição. Esse vínculo nos permite discutir, por meio da arte, as diversas formas de intolerância e preconceito, unindo vozes contemporâneas à de Anne e clamando pelo direito de ser”, destaca Priscilla Parodi.

Anne Frank, 1942. Coleção de fotos da Anne Frank Stichting (Amsterdam).

A exposição conta com o patrocínio de Redecard Itaú e tem como parceiro master a Sky e Fundação Leo, Werthein, apoio master da Mattos Filho e Safra, apoio de Gera Maranhão, Pragma Gestão, Genial Investimentos, ID Publicidade, LewLara/ TBWA, apoio cultural do Consulado Geral da Holanda, Consulado da Argentina, Editora Record, Howden Corretora de Seguros, MAM, Museu do Holocausto de Curitiba, Galeria Lima e Galeria Superfície, One Goal, Galeria Simões de Assis, Galeria Vermelho e apoio institucional de Agência Hebraica, Agência Judaica de Israel, CONIB, Consulado de Israel, Federação Israelita e Hospital Albert Einstein.

Serviço:

Anne Frank: deixem-nos ser

Até 22 de dezembro de 2024 | Horário: 13h30 às 19h, de quarta a domingo

Unibes Cultural (1º e 2º andar) – R. Oscar Freire, 2500 – Sumaré, São Paulo – SP

WhatsApp: 3065-4333

Compra de ingressos: Plataforma Fever

Classificação indicativa: Livre

Ingressos: R$15,00 (inteira) R$7,50 (meia-entrada)

Entrada gratuita às sextas-feiras com reserva de ingresso (ingressos liberados às segundas-feiras).

Sobre a Inspirar-te | Site | Instagram

Criada há 8 anos, a Inspirar-te é uma associação sem fins lucrativos que possui como missão educar e formar jovens através da arte; por meio dela, sensibiliza, compõe repertório e provoca reflexões essenciais para a criação de uma sociedade mais justa e igualitária. Se utiliza dessa ferramenta para o enriquecimento individual e coletivo, trilhando o caminho para a construção de novos hábitos culturais já na infância. Mais de 30 mil pessoas já foram impactadas pela experiência Inspirar-te até hoje.

Todas as atividades da associação são destinadas para crianças em situação de vulnerabilidade social, em uma relação de um para um, ou seja, a cada criança de escola particular impactada pela Inspirar-te é também beneficiada uma criança de escola pública, com a mesma experiência cultural e por meio do financiamento de programas socioculturais em comunidades, como a comunidade de Heliópolis.

(Com Agatha Antunes Teixeira/Index Conectada)

Programação da semana no Theatro Municipal de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Nat Cesar.

O Theatro Municipal de São Paulo divulgou na segunda-feira (9) a programação desta semana. Nos dias 11, quarta-feira, e 12, quinta-feira, no Galpão de Cenografia, na Central Técnica Chico Giacchieri, acontece a performance teatral ‘Retratos de Carolina no Canindé’ – as duas datas contam com sessões às 18h e às 19h. A performance teatral gira em torno de Carolina Maria de Jesus e seu livro ‘Quarto de Despejo’, escrito no Canindé, na favela em que morava. O espetáculo recupera importantes e decisivos momentos de sua história como mulher negra e escritora no Brasil da época, no período de 1955 a 1960. Os ingressos são gratuitos (mediante preenchimento de formulário disponibilizado no site do Theatro Municipal, 48 horas antes dos espetáculos), a classificação é livre e a duração de 40 minutos.

Nos dias 13, sexta-feira, às 20h, e 14, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos, acontece o espetáculo ‘Bach: Oratório de Natal’, a apresentação conta com a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Paulistano, sob regência de Luís Otávio Santos, com a soprano Marisú Pavón, a mezzo-soprano Clarissa Cabral e o tenor Anibal Mancini e o barítono Vicente Sampaio. O repertório terá Oratório de Natal, BWV 248 Oratório de Natal, BWV 248, e Cantatas 1, 2 e 3, de Johann Sebastian Bach. Os ingressos variam de R$12 a R$66, a classificação é livre e duração de 120 minutos, sem intervalo.

Nos dias 11, às 20h, no Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP), e dia 13, às 15h, na Praça das Artes, acontecem as apresentações Ensaios Expandidos, iniciativa do Balé da Cidade de São Paulo, que busca compartilhar com o público as etapas e os bastidores dos processos de criação da companhia. Nesta edição, em parceria com o Núcleo de Dança do TUSP, o diálogo será sobre RequiemSP, novo trabalho de Alejandro Ahmed, diretor do BCSP, com estreia prevista para março de 2025. O encontro abordará os conceitos e procedimentos que orientam a construção desta criação. A conversa será entre Alejandro Ahmed, diretor artístico do Balé da Cidade, Aline Blasius, assistente de direção da coreografia RequiemSP, Ana Teixeira, assistente de direção do Balé da Cidade e Bibi Vieira, assistente de criação e design de movimento da coreografia Requiem SP. Os ingressos são gratuitos, com classificação e duração a serem anunciadas.

Vencedores do 3º Concurso Joaquina Lapinha. Crédito: Paulo Rogério Ribeiro/Arquivo Conservatório de Tatuí.

Nos dias 13, às 20h, 14, às 17h, e 15, às 17h e às 20h, Teatro no Theatro – Mar Aberto será apresentado na Cúpula do Theatro. Baseado na obra Mar Aberto de Claudia Barral, com colaboração de Paula Picarelli, o texto é de Beatriz Barros e Giovana Eche, com concepção e direção de Beatriz Barros, Tricka Carvalho como assistente de direção, Giovana Eche, Domenica Ayomi e Carolina Manica no elenco, Maira Sciuto com cenografia e figurino, Ana Luiza Secco como assistente de cenografia, Dj Akkin com direção e concepção musical, Ligia Chaim com desenho de luz, Roseli Martinelli como assistente de luz, Beatriz Barros, Domenica Ayomi, Paula Picarelli, Giovana Eche na colaboração de dramaturgia, Giovana Eche na idealização, Cris Casagrande com produção executiva e geral, e Samila Zambetti como assistente de produção. Os ingressos gratuitos, a classificação é de 16 anos e a duração de 90 minutos.

Dedicado a solistas pretos, pardos e indígenas, no dia 15, domingo, às 11h, acontece na Sala de Espetáculos a Premiação do 3º Concurso Joaquina Lapinha e um concerto com os vencedores. Com a Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Wagner Polistchuk, os solistas que se apresentam neste espetáculo são Nathielle Rodrigues, soprano que recebeu o Prêmio Maria d’Apparecida, e Samuel Martins, que recebeu o Prêmio João dos Reis, vencedores da última edição do Concurso de Canto Lírico Joaquina Lapinha, realizado pela Sustenidos, organização social de Cultura. Além de Maria Angélica do Nascimento Rocha, soprano, que ficou em segundo lugar, com o Prêmio Zaira de Oliveira, e Samuel Wallace Barbosa, tenor, que ficou com a segunda colocação, e recebeu o Prêmio Estevão Maya-Maya, e Clóvis Português, tenor, que venceu o Prêmio Joaquim Paulo do Espírito Santo para jovens solistas, e Oséas Duarte, tenor, que recebeu menção honrosa.

O repertório terá abertura da ópera As Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart, Vainement, ma bien-aimée, da ópera Le roi d’Ys, de Édouard Lalo, Ah! lève-toi, soleil!, da ópera Romeu e Julieta, de Charles Gounod, entre outras. Os ingressos são gratuitos, classificação livre e duração de 60 minutos, sem intervalo. Mais informações disponíveis no site.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa Theatro Municipal)

1ª obra da trajetória da escritora Raquel Alves ganha nova edição

Campinas, por Kleber Patricio

Capa do livro.

A escritora e palestrante Raquel Alves tem sua primeira obra infantil, originalmente lançada em 2017, agora publicada pela Editora Ciranda Cultural.

‘Crisálida’ é a história de uma cigarra entristecida por viver embaixo da terra. Ela descobre sua felicidade quando enfrenta o desafio de subir o tronco da árvore para conhecer a beleza da primavera.

Dedicada ao seu pai – Raquel é filha do educador Rubem Alves –, esta história abre possibilidade para diálogos com crianças sobre temas como autoconhecimento e autoestima, entro outros. Indicada a crianças de 0 a 100 anos (em especial, crianças de Educação Infantil e 1º e 2º anos do Ensino Fundamental), esta obra da autora já foi contemplada em editais do Município de São Paulo para composição de acervo de bibliotecas infantis nos anos de 2019 e 2011, com mais de 10 mil exemplares distribuídos. “Meu pai sempre me incentivou a pensar sobre a vida e amá-la. Essa foi a forma dele de me ajudar a me aceitar e me amar também”, conta a escritora que nasceu com lábio leporino e fenda palatina.

Sobre a autora:

Raquel com o pai, o escritor Rubem Alves.

Raquel Alves, pensadora, autora de cativantes livros infantis e palestrante, traz consigo uma história extraordinária influenciada desde cedo pelo legado de seu ilustre pai, o renomado Rubem Alves. Sua jornada de vida, marcada por desafios de saúde física e emocional desde a infância e a adaptação à deficiência visual na vida adulta, molda sua perspectiva única de enxergar e experienciar o mundo. Um exemplo notável de resiliência e determinação, Raquel compartilha, por meio de suas narrativas e reflexões, a essência humana e a beleza da vida, encantando e inspirando tanto crianças quanto adultos.

Raquel é autora de 11 histórias infantis publicadas e pretende seguir escrevendo cada vez mais. Suas histórias abordam temas como autoaceitação, amor próprio, autoestima, convivência, cidadania, respeito, empatia e diversidade. Para conhecer mais sobre a autora e a editora, acesse @raquelalvesescritora, @cirandanaescola e @editoracirandacultural.