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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Juliana Martins e Sergio Marone estrelam o sucesso ‘Eu Te Amo’ em Petrópolis

Petrópolis, por Kleber Patricio

Fotos: Léo Aversa.

Idealizado pela atriz Juliana Martins, o espetáculo ‘Eu Te Amo’ está em cartaz ininterruptamente há 15 anos e já se apresentou em diversas cidades brasileiras e até em Portugal. “Comecei a fazer esse texto aos 36 anos, e estou com 50. Eu mudei, o Brasil e o mundo mudaram, o feminino mudou. A peça é uma história de amor, esse sentimento permanece igual, percebo que a mudança está na posição da mulher na sociedade e nas relações amorosas. O texto permanece praticamente igual, claro que em toda peça sempre há adaptações, mas o que mudou nesses 15 anos na estrada foi mais relacionado à encenação e à postura da personagem feminina”, conta Juliana, idealizadora da montagem, que subirá ao palco do Teatro Imperial, em Petrópolis, ao lado do ator Sergio Marone, no dia 19 de janeiro.

A obra, premiada no cinema em 1981, tem versão adaptada para o teatro pelo próprio autor e sob a concepção de Rosane Svartman (vencedora do Prêmio O Globo Faz a Diferença 2024 pela autoria de novela Vai na Fé) e Lírio Ferreira, e direção de Leo Gama, que atuam, também, no audiovisual. Nessa direção em conjunto, elementos transformam a montagem em um grande plano-sequência, como em um filme que se monta a cada dia, no tempo, no ritmo dos atores e com a presença do público.

O espetáculo mostra a exposição de um casal, suas diferenças e questionamentos sobre o amor. Juliana ressalta a importância de abordar a questão sobre os relacionamentos, pois “estamos vivendo uma época efêmera, de amores líquidos, onde as pessoas têm inúmeras possibilidades de encontros e muitas vezes não consolidam uma relação afetiva. A peça fala sobre o desejo momentâneo, a falta de amor e a vontade de um amor profundo. Defino a nossa encenação como romântica, sexy e divertida”, relata.

Sergio Marone complementa que “a peça é totalmente contemporânea porque falamos de um tema que todo mundo gosta: o amor. Faço parte desse projeto há sete anos e já viajamos por inúmeras cidades e percebo que a identificação com o público é imensa. O amor é um assunto em qualquer tempo, né?!”.

A narrativa é fundamentada na fantasia romântica que envolve o desejo e a paixão, com a fronteira entre verdade e mentira, ficção e realidade, que é, praticamente, o espírito da atualidade. ‘Eu Te Amo’ aborda sentimentos como a atração, o entusiasmo, a volúpia e o abandono afetivo. Tudo isso permeado pelo humor ácido de Arnaldo Jabor.

Ficha técnica

Texto: Arnaldo Jabor

Concepção: Rosane Svartman e Lírio Ferreira

Direção: Leo Gama

Elenco: Juliana Martins e Sergio Marone

Desenho de Luz: Valdeci Correia e Rogério Emerson

Cenografia: Fabiana Egrejas

Figurino: Márcia Tacsir

Trilha: Rosane Svartman, Lírio Ferreira e Leo Gama

Fotos: Léo Aversa

Projeto gráfico: Chris Lima

Design gráfico e Mídia sociais: Deivid Andrade

Direção de Produção e Assessoria de Comunicação: Fábio Dobbs e Guilherme Scarpa

Idealização e Coordenação: Juliana Martins

Realização: Bubu Produções.

Serviço: 

Eu Te Amo

Local: Teatro Imperial. Rua Marechal Deodoro 192, Centro, Petrópolis. RJ.

Data: 19 de janeiro (domingo) | Horário: 18h

Ingresso: R$120

Capacidade: 320 lugares

Duração: 90 min.

Classificação: 14 anos.

(Com Fábio Dobbs/Dobbs | Scarpa Assessoria de Comunicação)

Sesc Campinas recebe show ‘Anelo 6teto Live’ no dia 23/1

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Já com certo prestígio do público, o Anelo 6teto é fruto do trabalho de impacto sociocultural em região periférica realizado por uma associação campineira. Agora apresenta o show do seu mais recente álbum ‘Anelo 6teto Live!’ (independente) com 7 composições autorais e gravado ao vivo em 2022, por ocasião do aniversário do Instituto Anelo.

O sexteto, criado em 2019 para atender ao convite e representar o Instituto Anelo no Standard Bank – National Youth Jazz Festival (África do Sul), já acompanhou a cantora italiana Susanna Stivali em apresentações do show dedicado à obra de Chico Buarque, gravou singles com personalidades da música e foi vencedor do 1º Festival de Música de Jundiaí SP com grande receptividade dos jurados. É formado por Vinicius Corilow (saxofones, flauta, pífano e clarinete), Marcelo Louback (saxofones, flauta e flautim), Deivyson Fernandez (piano), Josias Teles (contrabaixo elétrico), Filipe Lapa (bateria) e Leo Pelegrin (percussão). Com esse repertório autoral, o grupo tem a intenção de trazer ao público a experiência dessa força rítmica de apelo brasileiríssimo, mesclando ritmos populares (samba, baião, maracatu) com a improvisação e o groove de vanguarda da black music (R&B, funk, jazz).

Capa do álbum.

O Anelo 6teto não apenas oferece uma experiência musical envolvente e esteticamente rica, mas também desempenha um papel significativo na promoção da diversidade cultural, na inclusão social e na projeção internacional da música brasileira confirmando sua importância estética e social.

“…eu tive o prazer de conhecer essa banda maravilhosa (…) fiquei encantado com a dedicação, talento, virtuosismo, uma linguagem brasileira de vanguarda. O Brasil ganha uma banda espetacular! Como vocês tratam bem a música!” — Michel Freidenson, pianista, compositor, arranjador e sócio da Música S.A.

Classificação: não recomendado para menores de 12 anos | Duração: 60 minutos

Álbum: https://is.gd/vwwwrT

Ao Vivo:

https://www.youtube.com/playlist?list=PLxloJYWdqoh2x4qCNPz5APjOmsJR56JJC

https://www.youtube.com/watch?v=5-ReDRd8ChA

https://www.youtube.com/watch?v=QP5sruYEbuc.

(Com Paulo Godoi/Instituto Anelo)

MASP apresentará em novo prédio vídeo-instalação protagonizada por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro

São Paulo, por Kleber Patricio

Fernanda Torres e Fernanda Montenegro no MASP. Foto: Daniel Cabrel.

‘Isaac Julien: Um maravilhoso emaranhado’ é uma das quatro exposições do MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand que vão abrir o novo Edifício Pietro Maria Bardi, em março. Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretam Lina Bo Bardi (1914–1992) em diferentes estágios da vida. Inédita no país, a videoinstalação do artista e cineasta inglês Isaac Julien estará em cartaz de março a agosto.

Apresentada pela primeira vez em Londres, em 2019, a obra é composta por nove projeções simultâneas em telas de grandes formatos e os vídeos captam imagens de edifícios icônicos da arquiteta e designer modernista, realçando a dimensão poética do legado visionário. O artista enfatiza as ideias sociais, políticas e culturais de Lina junto a reflexões filosóficas formuladas em artigos e cartas de sua autoria.

Gravado em São Paulo (no MASP, no Sesc Pompeia e no Teatro Oficina) e em Salvador (no Museu de Arte Moderna, no Restaurante Coaty e no Teatro Gregório de Mattos), o trabalho ainda apresenta uma coreografia especialmente encenada pelo corpo de baile do Balé Folclórico da Bahia e performances do coletivo de arte brasileiro Araká. Zé Celso, ator, diretor, dramaturgo e co-fundador do Teatro Oficina – projetado em 1992 por Lina Bo Bardi e Edson Elito – também participa do filme. A trilha sonora foi criada pela compositora germano-espanhola Maria de Alvear.
Isaac Julien: Um maravilhoso emaranhado tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, com assistência de Matheus Andrade, assistente curatorial, MASP. O título da exposição deriva do trecho “O tempo linear é uma invenção ocidental; o tempo não é linear, é um maravilhoso emaranhado onde, a qualquer instante, podem ser escolhidos pontos e inventadas soluções, sem começo nem fim.” – Lina Bo Bardi.

Isaac Julien (Londres, Reino Unido, 1960) é um artista e cineasta que, por meio de narrativas audiovisuais e instalações multimídia, tensiona os limites entre diferentes práticas artísticas, como arquitetura, fotografia, música e pintura.
Serviço:

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis e primeira quinta-feira do mês grátis; terças, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$75 (entrada); R$37 (meia-entrada)

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de Imprensa MASP)

Diagnóstico busca fortalecer o etnoturismo em Terras Indígenas na Amazônia Legal

Amazônia Legal, por Kleber Patricio

Fotos: Instituto Samaúma.

O Turismo Sustentável é uma das formas de conhecer locais de forma consciente. Quando falamos de Terras Indígenas (TI), principalmente no Brasil – onde elas ocupam mais de 900 mil km², de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, a responsabilidade é ainda maior. Essas expedições sustentáveis estão aumentando e, felizmente, estão beneficiando os povos originários, na geração de renda e na valorização ambiental e cultural. Visando entender um panorama mais amplo e buscando criar políticas públicas cada vez mais eficientes, o Instituto Samaúma, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da ONU, realizou um estudo de seis meses para aprofundar neste processo. Um dos resultados foi o Guia de Boas Práticas, lançado na primeira quinzena de dezembro durante um evento na Aldeia Shanenawa, dentro da TI Katukina-Kaxinawá, no Acre.

“Adentrar uma área preservada implica em grandes responsabilidades e impactos positivos quando feito de forma responsável. Para preservar as características ambientais e principalmente culturais, grande parte dos guias e facilitadores das expedições são os próprios indígenas, assim como a alimentação, que é a tradicional da área visitada. “Manter as coisas como elas são e ensinar ao viajante como se portar e viver a espiritualidade da aldeia, em vez de adaptar as aldeias aos viajantes, é a principal missão”, destaca Vari Shanenawa, antropóloga etnográfica.

A antropóloga ressalta que quando um viajante vai para uma aldeia ele busca uma vivência de etnoturismo, mas ao chegar, encontra uma vivência espiritual. “O povo não indígena entende que nós precisamos de terra, mas é muito superior a isso. Precisamos porque necessitamos da floresta, é isso que garante o equilíbrio do planeta. Nós nos entendemos como guardiões da floresta e consagramos as medicinas sagradas na nossa vida”.

Etnoturismo consciente impacta positivamente as aldeias

O turismo nas TIs deve ser de base comunitária, conforme regulamentado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Esse modelo de gestão coloca as comunidades como protagonistas das atividades de visitação em seus territórios, promovendo parcerias com agências e operadoras. “É essencial garantir uma divisão justa de benefícios e o respeito ao modo de vida local. A gestão comunitária e a transparência dos acordos com parceiros são fundamentais para o desenvolvimento saudável dos empreendimentos de turismo indígena”, afirma Lana Rosa, mestre em ciências ambientais e conservação e líder de equipe e diagnóstico do Instituto Samaúma.

Essa forma de visitação une o turismo com o respeito pelo local, valorizando os saberes ancestrais e gerando renda aos povos originários a partir de uma atividade sustentável. De acordo com o último Censo, realizado em 2022 pelo IBGE, existem cerca de 1,7 milhões de pessoas que se identificam como indígenas e mais da metade vive na Amazônia Legal – área mapeada pelo estudo.

“O estudo de etnoturismo na Amazônia Legal foi uma oportunidade muito especial para o Instituto Samaúma e inédita para o Brasil. Este edital não representa apenas o reconhecimento de nossa competência, mas também uma oportunidade de fortalecer as práticas de Turismo de Base Comunitária e impulsionar a preservação cultural e ambiental através de políticas públicas abrangentes, esta é a nossa expectativa a partir de agora. Para nós, isso significa nos aproximar ainda mais do turismo em que acreditamos: uma ferramenta poderosa para valorizar as comunidades indígenas e tradicionais, promovendo autonomia, sustentabilidade e valorização cultural. É também uma chance de amplificar as vozes que guardam os saberes ancestrais e de conectar viajantes a uma Amazônia que educa, emociona e transforma. Este projeto é, acima de tudo, sobre ressignificar a nossa relação com o território e construir um futuro mais equilibrado e respeitoso para todos”, afirma Daniel Cabrera, cofundador e diretor-executivo da Vivalá e do Instituto Samaúma.

A união entre as agências que possuem liberação para atuar em Unidades de Conservação, principalmente nas TIs, são determinantes na manutenção de cultura e de um modo de vida. “A própria aldeia organiza as equipes de trabalhos para acompanhar uma vivência e, para mim, esse é o grande benefício. Nós podemos propiciar que os jovens da aldeia possam trabalhar e estudar dentro dela e nós queremos isso porque fortalece nossa cultura e nossa espiritualidade”, explica Vari.

A sociobioeconomia também é importante na sobrevivência e estilo de vida. O extrativismo, beneficiamento de matérias-primas e produção familiar agroflorestal são atividades econômicas consolidadas que permitem o uso eficiente dos recursos naturais com baixo impacto ambiental e social em áreas protegidas.

Mapeamento foi necessário para entender o cenário

Resultado de um trabalho de seis meses, o Guia integra um projeto que investiga o cenário do etnoturismo na Amazônia Legal, especificamente de cinco estados – Acre, Amazonas, Pará, Roraima e Mato Grosso –, além de identificar as melhores práticas e explorar técnicas de economia de baixo impacto e carbono reduzido que efetivamente envolvam as comunidades tradicionais, especialmente as indígenas.

Foi necessário montar um plano de projeto para destacar etapas e alinhar objetivos. Na sequência, a primeira etapa de materiais produzidos foi o mapeamento, parte essencial e realizada pelos líderes do projeto e que fazem parte do Instituto. Durante a produção, visitas técnicas às aldeias foram realizadas para entender aspectos como, por exemplo, a experiência do usuário. Com as idas às aldeias e com o resultado do diagnóstico, foi possível entender sobre políticas públicas existentes nas esferas federais e estaduais e suas aplicações.

“Para o diagnóstico, optamos por iniciar com extensas fichas de mapeamento dos territórios pré-determinados, onde trabalhamos com 12 categorias e mais de 150 perguntas para 14 empreendimentos de turismo comunitário em 12 Terras Indígenas. O maior desafio foi estabelecer contato com as comunidades para obter anuência na participação do diagnóstico e promover a troca de informações. Muitos dados disponíveis na internet e em outros materiais estão desatualizados e várias iniciativas de etnoturismo que receberam investimentos e divulgação no passado atualmente não estão mais ativas”, evidencia Lana, líder da equipe.

O Guia de Boas Práticas.

Lana ainda destaca que o trabalho será um apoio para parceiros e negócios sociais agirem de forma coordenada. “A análise demonstrou que faltam ações coordenadas entre as esferas estaduais e o governo federal. Alguns estados estão investindo no etnoturismo, mas não atendem as demandas de regularização e acompanhamento da FUNAI, o que deixa os territórios e comunidades indígenas vulneráveis aos impactos negativos do turismo. Por outro lado, falta maior conhecimento de direitos indígenas pelos parceiros comerciais, que também se sentem inseguros diante de uma burocracia complexa e demorada para regulamentação dos roteiros.”

O evento de lançamento ocorreu nos dias 3 e 6 de dezembro na TI Katukina Kaxinawá e reuniu membros do governo, lideranças indígenas e de importantes organizações. Durante três dias, os participantes vivenciaram de perto a realidade do turismo amazônico e tiveram uma imersão nas questões locais. O principal objetivo foi discutir sobre as políticas públicas e levá-las adiante para que possam ser desenhadas de acordo com as necessidades das áreas e das pessoas que vivem nelas, pois foi identificado que, apesar de existirem, são burocráticas e pouco efetivas, fugindo da realidade indígena.

Ao final, foi produzido um relatório que reúne todos os compromissos estabelecidos e os projetos firmados, como produtos e iniciativas que buscam fomentar o turismo de base comunitária indígena, preservando o ambiente e a cultura a mantendo os centralizados em suas produções, histórias e ações que ocorram dentro das TI. Para acessar o guia e todos os materiais disponíveis, clique aqui.

Sobre a Vivalá 

A Vivalá atua no desenvolvimento do Turismo Sustentável no Brasil, promovendo experiências que buscam ressignificar a relação que as pessoas têm com o Brasil, sua biodiversidade e comunidades tradicionais. Atualmente, a Vivalá opera em 26 unidades de conservação do país, abrangendo os biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal, atuando em conjunto com mais de 700 pessoas de populações indígenas, ribeirinhas, caiçaras, quilombolas e sertanejas.

Com 16 prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais, a Vivalá conta com a confiança da Organização Mundial do Turismo, ONU Meio Ambiente, Braztoa, Embratur, Abeta, Fundação do Grupo Boticário, Yunus & Youth, além de ter uma operação 100% carbono neutro e ser uma empresa B certificada, com a maior nota no turismo do Brasil e a 7ª maior em todo o setor de turismo no mundo. Até dezembro de 2024, a Vivalá já embarcou mais de 5 mil viajantes, além de ter injetado mais de R$ 5 milhões em economias locais através da compra de serviços de base comunitária e consumo direto dos viajantes. Para mais informações, acesse https://www.vivala.com.br/.

Em 2023, a Vivalá criou o Instituto Samaúma, com a missão de formar jovens brasileiros de baixa renda para um futuro sustentável, oferecendo acesso gratuito a experiências imersivas nos biomas brasileiros e em parceria com comunidades tradicionais. Com um plano ambicioso, o Instituto busca alcançar 10 mil crianças contempladas nos próximos 3 anos e está intensificando a divulgação de suas ações e buscando parceiros que compartilhem desse propósito transformador. Organizações e pessoas físicas podem apoiar a causa por meio do site https://vivala.com.br/instituto-samauma.

(Com Stephane Sena/DePropósito Comunicação de Causas)

Mulheres enfrentam desafios desproporcionais em desastres naturais no Brasil

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: FreePik.

As tragédias ambientais no Brasil têm se mostrado cada vez mais devastadoras, afetando milhões de pessoas e deixando um rastro de destruição. Nos últimos dez anos, desastres naturais atingiram 93% dos municípios do país, forçando mais de 4,2 milhões de brasileiros a abandonarem suas casas. De acordo com dados da Confederação Nacional de Municípios, esses números refletem a gravidade da situação que o país enfrenta diante de fenômenos climáticos extremos. Somente neste ano, o governo federal mapeou 1.942 cidades com risco de desastres como deslizamentos, alagamentos e inundações, afetando diretamente mais de 8,9 milhões de pessoas. Esses eventos não apenas geram perdas humanas e econômicas significativas, mas também expõem desigualdades profundas. Mulheres, em especial, enfrentam desafios desproporcionais durante e após esses eventos, que vão desde dificuldades para encontrar abrigo até um aumento de riscos relacionados à violência doméstica e sexual.

É o que destaca a advogada Ana Clara Fonseca Guilherme, que tem se dedicado ao apoio de mulheres em situação de vulnerabilidade social. “Durante desastres, as mulheres, especialmente aquelas responsáveis por crianças e idosos, enfrentam maiores dificuldades para encontrar abrigo seguro e lidar com a escassez de recursos essenciais. A vulnerabilidade social e econômica agrava o processo de recuperação, tornando-o ainda mais lento e complexo”, explica.

O trabalho de Ana Clara, que começou durante a faculdade, ganhou relevância após a tragédia de Brumadinho, em 2019. O rompimento de uma barragem resultou na morte de mais de 270 pessoas e teve um impacto ambiental de grandes proporções. Na ocasião, ela colaborou na criação de uma rede de apoio às mulheres afetadas, ajudando-as a lidar com o trauma e as dificuldades pós-desastre.

Mulheres merecem atenção redobrada em desastres naturais

Ana Clara Fonseca chama a atenção para os riscos adicionais que as mulheres enfrentam em situações de calamidade, como o aumento da violência doméstica e sexual em contextos de deslocamento forçado e colapso social. Para ela, a criação de políticas públicas que priorizem a proteção e o suporte às mulheres é uma urgência. “Além disso, em momentos de calamidade, as mulheres precisam de mais do que ajuda imediata. Elas precisam de oportunidades para se reconstruir. Por isso, nossa ação inclui cursos de capacitação e mentorias que as preparem para novos desafios e as empoderem tanto no mercado de trabalho quanto na vida pessoal”, afirma Ana Clara.

A advogada Ana Clara Fonseca Guilherme.

Durante Brumadinho, as atividades desenvolvidas por Ana e seu parceiros não apenas ajudaram a aliviar o sofrimento imediato, mas também criaram um espaço de apoio contínuo, no qual as mulheres puderam encontrar novas perspectivas e esperança. “Desenvolvemos o projeto Renova Mulher, que culminou da criação de diretrizes e orientações (relacionadas em uma cartilha) para lidar com situações de crise, apoiando a promoção de segurança, saúde mental e suporte emocional, com foco em fortalecer as mulheres diante dos desafios e ajudá-las a reconstruir suas vidas”, sublinha.

Segundo Ana, o projeto continua suas ações por meio da difusão e da capacitação de agentes que possam dar assistência nas áreas mais afetadas do Brasil. Há um curso elaborado para orientação e, além disso, suporte contínuo é oferecido para esclarecer dúvidas sobre entrevistas, elaboração de currículos e estratégias de carreira. “O importante é saber que o trabalho não termina com a resposta emergencial. Ele continua com o compromisso de promover inclusão e empoderamento, garantindo que essas mulheres tenham as ferramentas necessárias para reconstruir suas vidas e superar as adversidades”, conclui.

(Fonte: Engenharia de Comunicação)