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Theatro Municipal de São Paulo remonta O Guarani, de Carlos Gomes, com concepção geral de Ailton Krenak

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena da ópera O Guarani. Foto: Reprodução/Divulgação.

A temporada lírica de 2025 terá como ponto de partida uma remontagem. Com sucesso de crítica e público, ‘O Guarani’, de Carlos Gomes com libreto de Antonio Scalvini e Carlo D’Ormeville, retorna para o Theatro Municipal de São Paulo nos dias 15, 16, 18, 19, 21, 24 e 25 de fevereiro. A obra tem concepção de Ailton Krenak, direção musical de Roberto Minczuk, direção cênica de Cibele Forjaz (Teatro Oficina Uzyna Uzona e Cia. Livre), codireção artística e cenografia de Denilson Baniwa, codireção artística e figurino de Simone Mina, e dramaturgismo de Ligiana Costa. Participação da Orquestra Sinfônica Municipal, do Coro Lírico Municipal e da Orquestra e Coro Guarani do Jaraguá Kyre’y Kuery.

No elenco de solistas, nos dias 15, 18, 21 e 25 estão confirmados Enrique Bravo como Peri, Laura Pisani como Ceci, e Bongani Justice Kubheka como Gonzales. Já nos dias 16, 19 e 24 teremos Marcello Vannucci como Peri, Maria Carla Pino Cury como Ceci e David Marcondes como Gonzales. E em todas as datas Lício Bruno será o Cacique e David Popygua será Peri Eté (ator), e Zahy Tentehar como Onça Pajé, nos dias 15, 16, 18, 19, e Araju Ara Poti como Onça Pajé, nos dias 21, 24, 25.

O Guarani é uma ópera em quatro atos de Carlos Gomes, tem seu libreto assinado por Antonio Scalvini e Carlo D’Ormeville. Costuma ser reconhecida pelos brasileiros através da abertura de A Voz do Brasil, desde que o programa estreou na rádio em 1935. A obra foi inspirada no romance de José de Alencar, um dos marcos do primeiro momento do romantismo brasileiro.

Em seu enredo, a jovem Cecília de 16 anos, filha de um nobre português, se apaixona por Peri, um jovem indígena de 18 anos. O amor os une e desafia questões culturais. Também estão presentes no enredo a história da disputa entre os povos das tribos Aimoré e Guarani e o interesse econômico da Espanha na colônia portuguesa, representado pela figura de Gonzales.

A montagem, explica a superintendente geral do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, Andrea Caruso Saturnino, deixou sua marca na cultura brasileira e agora terá oportunidade de ser vista por mais pessoas. “Em 2023 assumimos o desafio de reunir um coletivo multicultural, incluindo pessoas com experiência fora do ambiente da ópera, que se prontificaram a mobilizar imagens, sons e textos no propósito de revelar outras possibilidades do libreto inspirado em José de Alencar”, relembra. “Essa ópera teve uma temporada muito bem sucedida, tanto de crítica, quanto de público, levantou um debate acerca do que pode ser a criação no Brasil e deixou sua marca cultural. Após ser reconhecida internacionalmente pelo prêmio da Ópera XXI, ela retorna ao Municipal de São Paulo mais potente”.

Nesse sentido, a encenação está longe de seguir apenas o aspecto romântico intrínseco à narrativa, mas respeita e incorpora a força simbólica e icônica dessa primeira grande ópera brasileira, assim como novas elaborações em relação a montagem de 2023, como explica a diretora Cibele Forjaz. “A nova montagem representa uma continuidade do estudo. O encontro da grande ópera de Carlos Gomes com a ocupação dos guaranis. A mudança do papel de Jahy Tentehar, que será a Onça Pajé, uma espécie de força própria da natureza. As características das personagens estarão mais impressas na encenação e será uma história mais bem contada. Vai ser mais bonita e profunda”, explica.

Já para o maestro Roberto Minczuk, esta é uma obra que tem um brilho único, tanto para as vozes protagonistas de Cecília e Peri, quanto para todos os demais personagens da ópera. “Traz partes virtuosísticas, empolgantes e sublimes para o Coro e também para a Orquestra. É uma ópera de um poder único e de uma vivacidade que promete impressionar o público que a assiste”.

Essa produção de O Guarani considera que as questões de identidade presentes no original se articulam sem deixar de fazer reverência à importância histórica da obra de Carlos Gomes e a de José de Alencar. “Estamos fazendo uma remontagem de O Guarani preservando Carlos Gomes e atendendo também ao apelo de Mário de Andrade a que salvemos Peri, revelando possibilidades do libreto à luz de outras leituras da antropologia e das artes onde os indígenas despontam nesse século XXI, com disposição a tomar a palavra, sem licença ou sem temor da crase — que, como já foi dito, não foi feita para humilhar ninguém”, explica Ailton Krenak, responsável pela concepção da montagem.

Do ponto de vista da cenografia, as obras de Denilson Baniwa interagem com a arquitetura do Theatro e compõem o conceito no qual se desenrola a ação. Na terra explorada, mundo-mercadoria e mundo-natureza se contrapõem visualmente, relacionando ouro e corpo, sangue e petróleo, e evidenciando uma exploração agressiva, irreversível e que segue em curso até os dias atuais. “É uma obra de mais de cem anos e é a primeira vez que tem pessoas indígenas a reelaborando e pensando a partir de uma perspectiva atual. Enquanto o Ailton Krenak elabora o discurso e a função da ópera para a cultura e sociedade brasileira, estou feliz de estar junto, elaborando a imagem. Significa pensar a ópera e o livro como parte da formação da imagem que as pessoas têm da população indígena”, finaliza Baniwa.
Jaraguá e a luta por demarcação

A Terra Indígena Jaraguá, localizada na parte noroeste da cidade de São Paulo, é uma das terras indígenas Guarani Mbya da capital paulista, juntamente com a Terra Indígena Tenondé Porã e a Terra Indígena Krukutu, ambas localizadas em Parelheiros, na região sul. Há ainda outras aldeias e terras Guarani espalhadas pelo Estado de São Paulo.

Localizada perto do Pico do Jaraguá, a terra indígena era antes da ampliação a menor do Brasil, com 1,7 hectares. Lá residem aproximadamente 125 famílias, num total de 586 indígenas, que vivem em seis aldeias: Tekoa Ytu, Tekoa Pyau, Tekoa Itakupé, Tekoa Itaverá, Tekoa Itaendy e Tekoa Yvy Porã.

Atualmente, a ampliação da Terra Indígena para 532 hectares já foi declarada, mas ainda aguarda a homologação da Presidência da República. “Bom, a situação da demarcação avançou. Em 2024, tivemos um marco importante: a assinatura da portaria declaratória, que representa um grande passo nesse processo. É algo que esperávamos há muito tempo, pois a luta pela demarcação do Jaraguá começou há décadas. Meus avós, assim como muitos outros que participaram dessa luta, já não estão mais aqui”, explica David Vera Popygua Ju, ator que interpreta Peri Eté na ópera.

Sobre o retorno ao papel de Peri, o ator diz que foi uma experiência surpreendente e desafiadora. “Somos parte fundamental da história deste lugar. O povo Guarani merece ser homenageado, respeitado e reconhecido, tanto aqui quanto internacionalmente. Por isso, participar desse projeto foi uma oportunidade de dar visibilidade à nossa luta e à nossa cultura”, finaliza.

Uma montagem que recebeu prêmio inédito para o Brasil

A ópera O Guarani, produzida pelo Theatro Municipal em maio de 2023, foi a vencedora do prestigioso prêmio da associação Ópera XXI na categoria ‘melhor produção de ópera latinoamericana’. A premiação é organizada pela associação representativa do setor lírico espanhol, composta por 25 teatros e festivais de ópera mais importantes da Espanha.

A cerimônia no Teatro de la Zarzuela teve o Sr. Luiz Claudio Themudo, ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Espanha, como representante da direção do Theatro Municipal de São Paulo no recebimento da honraria. Com júri composto por alguns dos mais importantes críticos de ópera internacionais, a premiação destaca produções e artistas que contribuem para a relevância da ópera no século XXI.

Serviço:

Ópera Il Guarany – O Guarani, de Carlos Gomes

Ópera em 4 atos de Carlos Gomes com libreto de Antonio Scalvini e Carlo D’Ormeville

Theatro Municipal de São Paulo 

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

CORO LÍRICO MUNICIPAL

ORQUESTRA E CORO GUARANI DO JARAGUÁ KYRE’Y KUERY

15/2/2025 • 17h

16/2/2025 • 17h

18/2/2025 • 20h

19/2/2025 • 20h

21/2/2025 • 20h

24/2/2025 • 20h

25/2/2025 • 20h

Roberto Minczuk, direção musical

Ailton Krenak, concepção geral

Cibele Forjaz, direção cênica

Hernán Sánchez Arteaga, regente do Coro Lírico Municipal

Denilson Baniwa, codireção artística e cenografia

Simone Mina, codireção artística, cenografia e figurino

Aline Santini, design de luz

Vic von Poser, design de vídeo

Luaa Gabanini e Lu Favoreto, coreografias

Gabi Schembeck e Luisa Kwahary, visagismo

Ligiana Costa, dramaturgista

Ana Vanessa, assistente de direção

Todas as datas

David Vera Popygua Ju, Peri Eté (ator)

Zahy Tentehar, Onça Pajé

Araju Ara Poti, Onça Corifeia

dias 15, 18, 21 e 25

Enrique Bravo, Peri

Laura Pisani, Ceci

Bongani Justice Kubheka, Gonzales

dias 16, 19 e 24

Marcello Vannucci, Peri

Maria Carla Pino Cury, Ceci

David Marcondes, Gonzales

 

Lício Bruno, Cacique / Antropólogo (dias 15, 18, 24 e 25)

Savio Sperandio, Cacique / Antropólogo (dias 16, 19 e 21)

Elenco único (todas as datas)

Andrey Mira, Don Antonio

Guilherme Moreira, Don Alvaro

Carlos Eduardo Santos, Ruy

Orlando Marcos, Pedro

Gustavo Lassen, Alonso

Duração aproximada: 180 minutos (com intervalo)

Classificação indicativa – Não recomendado para menores de 12 anos – Pode conter histórias com agressão física, insinuação de consumo de drogas e insinuação leve de sexo

Ingressos de R$33,00 a R$210,00 (inteira)

As récitas têm Patrocínio do Bradesco nos dias 16 e 19 de fevereiro.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de Imprensa do Theatro Municipal)

Documentário sobre Maestro Ágide Azzoni ganha exibição especial no CCLA Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Maestro Ágide Azzoni em uniforme da Banda Carlos Gomes. Fotos: Divulgação.

Resgatando a vida e a obra do maestro Ágide Azzoni, regente, músico, compositor, professor de música e arranjador ítalo-brasileiro, o documentário ‘Ágide Azzoni: Um Imigrante na Cena Cultural de Campinas’ inicia o ano com uma exibição especial no Centro de Ciências, Letras e Artes, em Campinas, no dia 31 de janeiro (sexta-feira) às 20h.

Com entrada gratuita, o evento vai contar com uma apresentação do pianista Chiquinho Costa, que tocará ao piano a valsa ‘Diva’, composta pelo maestro, e com um bate-papo com a pesquisadora e musicista da Banda Lira de Serra Negra, Cláudia Felipe da Silva e a musicóloga e pesquisadora do Museu Carlos Gomes, Mary Ângela Biason, além da produtora Lúcia Bachiega, idealizadora do documentário e bisneta do maestro.

Como regente, músico, compositor e arranjador, Ágide Azzoni participou e fundou várias bandas instrumentais que marcaram o cenário cultural de Campinas e região no início do século XX.  Com direção de Marcos Rogatto, o documentário é um curta-metragem que reúne depoimentos de familiares, além de profissionais da música, como a musicista Cláudia Felipe da Silva, da banda Lira de Serra Negra, o maestro Vilmar Sartori e Fernando Helh, regente e coordenador da Banda Sinfônica da Unicamp que resgatou e gravou composições originais do Maestro para o filme.

A produção foi contemplada no Edital de Fomento nº 02/2023 – audiovisual e realizada com patrocínio da Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Paulo Gustavo.

Sobre Ágide Azzoni

Ágide Azzoni nasceu em 18 de agosto de 1885, em Gonzaga, na província de Mantova, Itália. Chegou ao Brasil em 1891, acompanhando seus pais e irmão, e estabeleceu-se no distrito de Sousas, em Campinas. Atuou como barbeiro e se dedicou ao ensino de música, tornando-se professor de diversos instrumentos. No início do século XX, fundou várias bandas musicais, como a Banda Santa Cecília, em 1916, com seus alunos, e a Banda Carlos Gomes, em 1929.

Descobri que meu bisavô havia sido maestro ainda criança, quando eu e minhas irmãs achamos sua batuta num armário. Mas foi só há pouco tempo que encontrei partituras com composições de sua autoria, separadas em acervos de duas bandas locais e na Banda Lira de Serra Negra. Contar um pouco da sua história é resgatar também um pouco da história da música em Campinas e no interior paulista”, conta Lúcia, que elaborou o roteiro em parceria com Rogatto, que é jornalista e tem vários documentários no currículo, como ‘Flavio de Carvalho: O Revolucionário Romântico’ (1992) e ‘Sob o céu que nos inspira’ (2024), sobre o primeiro Observatório Municipal do Brasil, que fica em Campinas.

Serviço:

Exibição do documentário Ágide Azzoni – Um Imigrante na Cena Cultural de Campinas

Grátis

Data: 31/1/2025 (6ªf) | Horário: 20h

Local: Centro de Ciências, Letras e Artes

Endereço: Rua Bernardino de Campos, 989, Centro – Campinas/SP

Estacionamento: Rua Regente Feijó, 1256 (R$15).

(Fonte: A2N Comunicação)

Seis anos de Brumadinho: justiça ignorada e descaso repetido

Brumadinho, por Kleber Patricio

Foto: Vinícius Mendonça/Ibama.

No dia 25 de janeiro, o Brasil relembrou os seis anos do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), a maior tragédia socioambiental da história do país. O colapso interrompeu 272 vidas, destruiu ecossistemas inteiros e expôs as graves falhas de segurança e manutenção do modelo de mineração brasileiro. Apesar do tempo decorrido, a impunidade e o descaso persistem e as famílias das vítimas seguem lutando por justiça.

Impunidade e descaso

Exemplo emblemático do descaso à Justiça é nenhum envolvido ter sido julgado até o momento. Os responsáveis seguem impunes, enquanto as famílias enfrentam a dor da ausência e o descaso institucional. “Seis anos depois, não há justiça, não há reparação e o Brasil permanece refém de um modelo de mineração insustentável. Minha filha Camila, meu filho Luiz, minha nora Fernanda e meu neto Lorenzo tiveram suas vidas interrompidas por uma tragédia que podia ter sido evitada. Não se pode esquecer que vidas foram ceifadas por não terem valor diante da busca incessante por produtividade e lucro. É a memória deles e das demais vítimas que nos move a lutar cotidianamente para que nenhuma outra mãe passe pelo que eu e tantas outras estamos passando. Quantas vidas ainda precisarão ser cruelmente perdidas para que algo mude? A morte deles não pode ter sido em vão”, afirma Helena Taliberti, mãe de Camila e Luiz e fundadora do Instituto Camila e Luiz Taliberti.

O Instituto vem recolhendo apoio para o manifesto Basta de Impunidade: Justiça por Brumadinho, que já reúne mais de 127 mil assinaturas. O documento, que será apresentado às autoridades, exige celeridade nos processos judiciais e medidas concretas para garantir que tragédias como essa não se repitam.

Atos em memória e por justiça

“Os atos são indispensáveis para honrar a memória das 272 vítimas e fortalecer a luta por justiça. Cada intervenção, depoimento e momento de reflexão reforçam a importância de não deixar essa tragédia ser esquecida e de mobilizar a sociedade para exigir mudanças concretas no setor de mineração no Brasil. Poderia ter acontecido com qualquer um. Meus filhos estavam lá a passeio e morreram”, comenta Helena. Nos dias 25 e 26 de janeiro, o Instituto Camila e Luiz Taliberti promoveu e participou de uma série de eventos em memória das 272 vítimas:

São Paulo (26/1): Na Avenida Paulista, aconteceu um ato público com intervenções artísticas, atividade para as crianças, distribuição de mudas de plantas, depoimentos de familiares e o toque da sirene às 12h28, horário exato do rompimento da barragem, além da coleta de assinaturas para o manifesto Basta de Impunidade: Justiça por Brumadinho. “É uma oportunidade de trazer a pauta para a cidade de São Paulo que, apesar de estar distante de Brumadinho, é o centro de muitas decisões no país”, explica Helena.

Ouro Preto (25/1): O Museu da Inconfidência, que é palco da exposição Paisagens Mineradas – Marcas no Corpo-Território, teve uma programação especial com a exibição do documentário Sociedade de Ferro, de Eduardo Rajabally e da performance Pedaços de chãos se movem com as águas, de Morgana Mafra

Brumadinho (25/1): Na Praça das Joias aconteceu um ato em homenagem às vítimas e foi inaugurado o Memorial de Brumadinho, um espaço dedicado à preservação da memória das vítimas e à reflexão sobre a tragédia.

O legado do Instituto Camila e Luiz Taliberti
Desde sua fundação, em 2019, o Instituto tem desempenhado um papel crucial na luta por justiça, memória e prevenção. Além de promover eventos, o Instituto mantém em seu site um acervo robusto de estudos acadêmicos e reportagens produzidas por veículos de imprensa profissional, que documentam a tragédia e suas repercussões até os dias de hoje.

O Instituto também realiza iniciativas culturais como exposições artísticas e mostras de filmes, que evidenciam os impactos sociais, econômicos e ambientais da mineração no Brasil. “Nossa missão é transformar a dor em ações concretas que preservem a memória das vítimas e evitem novas tragédias”, afirma Helena Taliberti.

Sobre o Instituto Camila e Luiz Taliberti | Fundado em 2019, o Instituto Camila e Luiz Taliberti é uma organização sem fins lucrativos criada em homenagem a Camila e Luiz Taliberti, vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho. Com sede em São Paulo, a entidade promove ações de memória, justiça e prevenção de tragédias socioambientais, além de iniciativas culturais e educacionais que buscam conscientizar a sociedade sobre os impactos da mineração no Brasil.
(Com Giovanna Passos/Jangada Consultoria de Comunicação)

O impacto das fake news no processo de comunicação

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Nijwam Swargiary/Unsplash.

O governo federal anunciou e posteriormente abortou a criação de um monitoramento para transações via Pix acima de R$5.000 para pessoas físicas e R$15.000 para empresas, medida voltada ao combate à sonegação fiscal. A decisão gerou forte repercussão negativa, impulsionada por desinformação, como a veiculada em um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), evidenciando o impacto das fake news na comunicação, no comportamento social e até em políticas públicas, como a queda no uso do Pix e o recuo da medida. Para abordar essas questões, é essencial destacar iniciativas e ferramentas para combater a desinformação e reforçar a importância de um consumo crítico de informações, tanto no âmbito individual quanto institucional.

Para Antônio Rocha Filho, professor de Jornalismo da ESPM, não é a primeira vez que grandes acontecimentos são impactados pela desinformação. “Um dos episódios mais conhecidos ocorreu nas eleições americanas de 2016, quando chegou a circular a informação de que o Papa Francisco supostamente estaria apoiando a candidatura de Donald Trump contra Hillary Clinton, o que foi posteriormente desmentido.”

O avanço da tecnologia e o uso da inteligência artificial ampliam ainda mais as possibilidades de propagação de desinformação. Segundo Rocha Filho, “O avanço de ferramentas de inteligência artificial tem agravado a disseminação de desinformação, com conteúdos manipulados, como vozes e imagens falsas, superando a capacidade de checagem. Esse cenário é intensificado pela recente decisão da Meta de suspender a checagem de fatos nos EUA e pela falta de avanços na regulação no Brasil, como o projeto das fake news no Congresso. O combate exige educação midiática, promovendo senso crítico desde a educação básica, e regulação eficiente para mitigar os impactos, especialmente no campo político.”

Ricardo Gandour, pesquisador e também professor de jornalismo da ESPM, complementa: “A fragmentação da comunicação se intensificou nos últimos 10 anos. Por um lado, temos a saudável universalização do acesso à informação. Por outro, o perigoso espraiamento de informações fabricadas para confundir, representando um risco às instituições e à democracia.”

Os dados da 21ª edição da pesquisa Panorama Político, do Instituto DataSenado, reforçam a gravidade do problema. A pesquisa revelou que 72% dos usuários de redes sociais no Brasil já se depararam com notícias que consideram falsas nos últimos seis meses – um dado alarmante às vésperas das eleições municipais de 2024. Além disso, metade dos entrevistados declarou dificuldade em identificar conteúdos falsos, evidenciando a necessidade de maior educação midiática.

Sobre a ESPM | A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus 12 600 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação e mais de 1 100 funcionários estão distribuídos em quatro campi – dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre. Possui cinco unidades regionais em Florianópolis, Chapecó, Goiânia, Curitiba e Salvador. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excelência e o foco no mercado são as bases da ESPM.

(Fontes: Antônio Rocha Filho, professor de Jornalismo da ESPM, e Ricardo Gandour, pesquisador e professor de jornalismo da ESPM)

Ano Novo Chinês: 10 experiências imperdíveis para descobrir a história e a cultura da China

China, por Kleber Patricio

O Ano da Serpente marca o início de um novo ciclo no calendário chinês, que começa a ser celebrado no dia 29 de janeiro. Que melhor maneira de celebrar do que mergulhando nas tradições e encantos deste país fascinante? Pensando nisso, selecionamos com a Civitatis as 10 melhores atividades para você viver essa experiência de forma inesquecível. Seja qual for o seu signo no zodíaco chinês, aqui estão as nossas sugestões:

1 – Descubra a majestosa Grande Muralha da China

Fotos: Civitatis/Divulgação.

Iniciamos a lista com um dos monumentos mais emblemáticos do mundo. A Grande Muralha da China, com mais de 15 séculos de história, é um verdadeiro espetáculo arquitetônico. Faça uma excursão guiada saindo de Pequim e aproveite para conhecer essa maravilha com um guia que fala português.

2 – Participe de uma autêntica cerimônia do chá

Para quem busca vivenciar a tradição chinesa em sua essência, a cerimônia do chá é imperdível. Na Visita guiada por Chengdu, além de experimentar diferentes tipos de chá, você aprenderá sobre a arte de prepará-los. Não deixe de fazer uma Excursão privada ao Grande Buda de Leshan para conhecer uma das maiores estátuas de Buda do mundo, com impressionantes 71 metros de altura.

3 – Explore o Museu da Seda Chinesa em Hangzhou

O Museu Nacional da Seda Chinesa está localizado em Hangzhou, a apenas duas horas de Xangai. Lá, além de aprender sobre a tecelagem da seda, você descobrirá o papel histórico da China no comércio deste material. Este e outros pontos emblemáticos estão incluídos na Excursão privada ao Pagode de Leifeng e Museu da Seda.

4 – Conheça a Reserva de Pandas em Chengdu

Os pandas são ícones da China, e alimentar esses animais adoráveis é uma experiência única. A melhor forma de fazer isso é com um Tour privado por Chengdu e Reserva de Pandas ou fazendo um Voluntariado na reserva de pandas de Dujiangyan. No final, você receberá um certificado oficial de colaboração e terá vivido uma experiência inesquecível.

5 – Maravilhe-se com os campos de arroz de Guilin

Os famosos terraços de arroz da China são uma visão inesquecível. Com mais de 700 anos de história, estes campos representam a conexão do país com sua herança rural. Adicione à sua lista um Tour privado pelos campos de arroz – você vai se surpreender.

6 – Experimente os sabores autênticos da gastronomia chinesa

Nada celebra melhor o Ano Novo Chinês do que um banquete delicioso. Faça um tour gastronômico por Pequim e explore os segredos culinários de uma das cozinhas mais famosas do mundo.

7 – Encante-se com o espetáculo de sombras chinesas

Esse show tradicional, que também faz sucesso em países vizinhos como Tailândia e Malásia, é um exemplo da rica cultura teatral da China. Se estiver em Pequim, reserve um tempo para assistir a essa apresentação fascinante.

8 – Viva o melhor da China em 12 dias

Para uma experiência completa, o tour por Pequim, Shanghai, Xian e Guilin em 12 dias é a escolha ideal. Descubra a diversidade do país em um roteiro que combina tradição, modernidade e paisagens incríveis.

9 – Atravesse a passarela de vidro na Montanha de Tianmen

A Montanha de Tianmen é um destino que desafia as alturas. Caminhe pela Sky Walk, a passarela transparente mais famosa do mundo, e desfrute de uma vista deslumbrante.

10 – Celebre em Chinatowns ao redor do mundo

Você sabia que São Francisco tem uma das maiores comunidades chinesas fora da Ásia? Ou que Londres atrai mais de meio milhão de pessoas todos os anos para o Ano Novo Chinês? O Tour por Chinatown e Little Italy, em Nova York, é ideal para conhecer essa tradição e mergulhar no espírito do Ano Novo Chinês.

Chegamos ao final da nossa lista e esperamos que essas sugestões inspirem você a aproveitar ao máximo o Ano da Serpente. Viva essa celebração com a Civitatis e faça de 2025 um ano inesquecível.

Sobre a Civitatis | A Civitatis é a principal plataforma online de visitas guiadas, excursões e atividades em português nos principais destinos do mundo, com mais de 90.000 atividades em 4.000 destinos de 160 países.

(Com Ananda Saori/Civitatis)