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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Peça ‘O Vazio na Mala’ estreia em Campinas no dia 17 de janeiro

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Karim Kahn.

A obra mescla fatos históricos a uma narrativa ficcional para reconstruir a jornada de uma família que, fugindo das perseguições nazistas, deixou a Alemanha rumo à China. Após enfrentar os desafios da ocupação japonesa em Xangai, em 1941, a família migrou para o Brasil, onde recomeçou sua vida. O Vazio na Mala será apresentado em temporada popular nos teatros do SESI de Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Itapetininga, de 17 de janeiro a 22 de junho de 2025 (ver roteiro das cidades no final do texto). A turnê começa por Campinas no dia 17 de janeiro, com sessões até 26 de janeiro, em duas semanas de temporada, no Centro Cultural SESI Campinas, na Av. das Amoreiras, 450 – Pq. Itália. Dias 17, 18, 19 de janeiro | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h. 24, 25 e 26 de janeiro | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h.

Inspirada e provocada pelas marcas deixadas pela perseguição nazista, a dramaturgia inédita de O Vazio na Mala constrói uma ficção atual que desdobra temas universais e atemporais. A peça aborda como o silêncio permeia as relações familiares e sociais, ao mesmo tempo em que explora o poder do afeto na regeneração de feridas, muitas vezes de forma inesperada. No espetáculo, o silêncio é elevado à condição de personagem principal, guardado e vigiado dentro de uma antiga mala. Este objeto, aparentemente banal, carrega os horrores de um passado que insiste em permanecer oculto. É na busca pelo vazio que habita essa mala que a história ganha vida e revela seus segredos.

Foto: João Caldas.

O Vazio na Mala estreou em março de 2024 em São Paulo por meio do Edital SESI Artes Cênicas – Teatro do SESI-SP Inéditos, com grande êxito. Em sua temporada de estreia, alcançou um público de 22 mil pessoas. Venceu o Prêmio Bibi Ferreira 2024 nas categorias Melhor Dramaturgia Original, Melhor Atriz (Noemi Marinho) e Melhor Peça de Teatro. No mesmo ano, recebeu o Prêmio CENYM nas categorias Melhor Qualidade Artística e Melhor Cenário, além de indicações, com resultado para 2025, para o Prêmio Shell (Melhor Atriz – Noemi Marinho) e para o Prêmio APCA (Dramaturgia – Nanna de Castro e Melhor Atriz – Noemi Marinho). Concepção e idealização de Dinah Feldman, texto de Nanna de Castro e direção de Kiko Marques. No elenco, Noemi Marinho, Fabio Herford, Marcelo Varzea e Dinah Feldman. Compõem também a equipe Gregory Slivar (trilha sonora), Márcio Medina (cenário), João Pimenta (figurinos), Louise Helène (visagismo) Wagner Pinto (luz), André Grynwask (videomapping) e Marcela Horta (direção de produção). Está prevista uma circulação do espetáculo com 30 apresentações por seis cidades do Estado de São Paulo em 2025, incluindo seis sessões com interpretação em Libras para garantir acessibilidade e inclusão.

Idealização e texto
A atriz Dinah Feldman idealizou o espetáculo ao tomar conhecimento, por meio do depoimento em vídeo do primo William Jedwab, dos fatos ocorridos com pais e avós dele. De valor narrativo, os dados fornecidos na gravação e uma mala de couro surrada vinda da Segunda Guerra (contendo documentos em alemão e chinês), trazida pelos parentes, contam a trajetória e o drama dos Jedwab. Hoje são documentos preservados e guardados no Museu Judaico de São Paulo. À saga da família, junta-se a ficção em torno da curiosidade sobre o conteúdo de uma velha mala de couro. A ideia de montar a peça nasceu paralelamente ao trabalho de Dinah no núcleo Educação e Participação do Museu Judaico de São Paulo, quando conviveu por um ano com a mala, exposta no local depois de doada pelo primo. Nas visitas guiadas, a atriz contava a história do objeto. “Falando da mala, fui desenvolvendo o projeto do espetáculo” diz, informando que ela e o primo logo escolheram Nanna de Castro para escrever o texto.

Sinopse

Foto: Karim Kahn.

Silêncio, memória e afeto em cena: O Vazio na Mala explora os ecos do trauma familiar e da perseguição nazista. O Vazio na Mala é um espetáculo teatral baseado em fatos reais que mergulha nas profundas marcas deixadas pelo Holocausto e suas repercussões nas gerações subsequentes. A trama explora o impacto do silêncio e dos traumas nas relações familiares, revelando como o passado molda o presente e como o afeto pode ser uma poderosa ferramenta de cura. A história se desenrola em torno das memórias de uma família que fugiu da Alemanha nazista, atravessou a China e chegou ao Brasil, destacando os segredos guardados por décadas. Temas universais como os ciclos familiares, a busca por significado e a herança emocional permeiam a narrativa, enquanto a peça nos convida a refletir sobre o que resta de uma vida vivida em meio à violência e ao medo. A mala, objeto central e símbolo do espetáculo, guarda não apenas documentos, mas o silêncio e as memórias reprimidas de uma família que lutou pela sobrevivência. À medida em que essas memórias são desvendadas, o público é levado a contemplar as complexidades do passado e o impacto dessas histórias no presente. O Vazio na Mala é uma jornada emocional que explora a força da memória, do tempo e da resiliência humana.

Sobre a montagem – por Kiko Marques

A encenação de Kiko Marques é centrada nas atuações, no poder das palavras, na qualidade ao mesmo tempo particular e pública daquilo que está sendo contado e também na comunhão desses fatores com o cenário, figurinos, luz, som e projeções. “Contamos uma história criada a partir de um fato real e que trazemos ao espectador na forma de uma visita aos protagonistas dessa história, um encontro com suas vidas particulares e seus dramas mais íntimos”. Kiko pretende levar o espectador a ser testemunha e cúmplice dessas vidas e suas trajetórias. “Para isso, os apresentamos à intimidade das personagens, às suas casas, aos quartos de sua infância, seus hábitos, suas roupas”. Ao mesmo tempo, a proposta é centrada na perspectiva ampla dessa história que nasce no holocausto, da fuga de uma mulher judia à perseguição nazista durante a 2ª guerra mundial, história de uma sobrevivente ao projeto nazista de extermínio em massa de seres humanos.

Foto: João Caldas.

“Em cena temos as casas de Esther e Franz, mãe sobrevivente e filho já morto, que aparece na forma de espectro/memória; Sami, neto de Esther e filho de Franz, que chega para visitar ao mesmo tempo a avó e suas memórias de infância; e uma mala fechada onde Esther pretendeu aprisionar sua história, como sua memória que se esvai. Também temos um céu de malas por sobre nosso mundo e nossa mala particular. Um céu de histórias iguais a dela. Temos as duas casas, espelhadas, onde a ação acontece, e que se separam à medida em que as memórias se encarnam e o vazio se instaura; temos a segunda guerra e a perseguição que são projetadas nas paredes dessas casas como balas e bombas a corroer não mais a matéria presente, mas a perspectiva do futuro.”

Sobre o texto de Nanna de Castro

Nanna de Castro foi uma das pessoas entrevistadas por Dinah e William quando selecionavam quem escreveria o texto. Da história ouvida por ela, o ponto considerado marcante da trama, “o que tocou minha alma” foi a relação entre pai e filho. De forma intuitiva e emocional, a autora logo imaginou o resgate dessa relação danificada. “Propus o caminho e William topou”, conta, lembrando do frio na barriga ao imaginar “andar pela história de uma família, pelos meandros afetivos das relações”. Para escrever o texto, Nanna baseou-se também em entrevistas que fez com pessoas da família de William – a irmã, os amigos do pai, uma tia. “Aprofundei-me em pesquisas no Museu Judaico, estudei histórias similares e li alguns livros; entre eles, A Garota Alemã, de Armando Lucas Correa; Maus, a História de um Sobrevivente, de Art Spiegelman, e Ten Green Bottles, de Vivian Kaplan”, conta, observando que a peça tem um lugar quase de uma constelação familiar. “De alguma forma, o teatro tem o poder de revisitar a ligação de pai e filho e trazer para um lugar mais saudável”, finaliza.

Sobre a cenografia de Marcio Medina

Foto: João Caldas.

A velha mala de couro – com os segredos e as memórias de uma história de vida – foi o objeto que inspirou e norteou a cenografia de Marcio Medina. Para reproduzir o passado de duas gerações – o quarto de Esther (Noemi Marinho) e do seu filho Franz (Fábio Herford) – o cenógrafo concebeu dois quadrantes espelhados com objetos e mobiliário. O fundo do palco abriga um grande telão de papel – como uma antiga carta – emoldurado com palavras e fragmentos de frases em hebraico, chinês etc. Medina explica que as peças retratam o que resta de memória no cérebro e alma de Esther e servem de superfície para inúmeras projeções de lembranças e fatos passados. Os quadrantes pouco a pouco deslizam para as coxias, deixando o palco nu, deserto. Como o apagamento da mente, fica o nada absoluto. Várias malas ocupam todo o espaço aéreo do palco. “Iluminadas, revelam em seu conteúdo imagens de vários grupos perseguidos pelos nazistas na segunda guerra”, explica. “Uma mala pode transportar uma história de sobrevivência, resguardada e reduzida por um apagamento de memória da personagem Esther, de 92 anos. São histórias, objetos e documentos consumidos pela luta e manutenção de uma família”, finaliza Marcio.

Sobre o figurino de João Pimenta

O figurinista João Pimenta inverteu seu processo de trabalho na construção do figurino dos personagens. Depois de receber o briefing do diretor Kiko Marques, solicitando “uma roupa casual, do cotidiano”, o criativo logo partiu para a criação das peças. Pelo que absorveu, começou a desenvolver as roupas antes mesmo de ter o texto finalizado e de saber o perfil, as características dos personagens – quem era essa família – mãe, pai, cuidadora e filho. “Minha proposta com o Kiko foi fazer este caminho inverso – criar o figurino e depois encaixá-lo na necessidade do espetáculo. A gente costuma dizer que na moda a roupa é a segunda pele e que no figurino ela é a primeira pele, a casca do personagem”. Pimenta considera positivo o processo pois permite que o elenco ensaie com as roupas desde o começo e não em uma etapa mais adiante. “Assim, o ator já pode sentir o personagem. E a ideia agora é ir ajustando até finalizar.”

Uma única cor foi concebida para todas as peças – o cinza e suas várias tonalidades. No design, a proposta de mesclar referências de várias não define tempo nenhum. Todas as roupas foram confeccionadas em tecido de alfaiataria, como risca de giz, lã fria, cinza mescla. Para dar a ideia de uma roupa com história, o figurino passou por um tratamento de envelhecimento, menos na roupa do filho. Um vestido em tecido de gola fechada transmite a austeridade demandada pela personagem Esther. Desgastado, o figurino do pai – “uma roupa de ficar em casa” – é formado por camiseta regata, roupão e chinelo. Já o da cuidadora, em tom mais claro, tem fluidez e passa o conceito de um anjo. Camisa e calça social, o do filho jornalista é mais elegante e atual.

Sobre a trilha sonora de Gregory Slivar

O universo da música judaica e suas variadas matizes são o foco da pesquisa de Gregory Slivar, autor da trilha sonora. “Com a ajuda de Dinah Feldman, entrevistamos pessoas ligadas à música deste contexto cultural, como músicos de Klezmer, cantores e pesquisadores, bem como também assistimos reuniões em sinagogas. Para além dessas pesquisas, ainda estou experimentando como me apropriar deste material a fim de poder colaborar com a história da peça”, conta Gregory. Uma vez imerso neste universo, Greg pretende usá-lo como inspiração para suas composições. “As músicas irão aparecer como traços de memória e ligações entre os recortes de espaço e tempo da peça”. Slivar explica que as vozes serão um elemento sonoro de lembrança e, remetendo aos conjuntos tradicionais, uma base instrumental será usada para realizar a costura das cenas. “Penso na trilha como este caminho entre o subjetivo destas personagens, suas buscas de um lugar de pertencimento, a fuga dos traumas e seus ritos de cura.”

Serviço:

Circulação O Vazio na Mala

Culturas em Movimento – coletivo artístico e produção cultural

Drama, adulto, 90 min. Recomendado para maiores de 14 anos.

Dramaturgia: Nanna de Castro. Direção: Kiko Marques. Elenco: Dinah Feldman, Fábio Herford, Marcelo Varzea e Noemi Marinho.

De 17 de janeiro a 22 de junho de 2025

Centro Cultural SESI Campinas

Av. das Amoreiras, 450 – Pq. Itália

17, 18, 19 de janeiro | Sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h

24, 25 e 26 de janeiro | Sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h

Sessão com intérprete de Libras: sábado, 25 de janeiro

Oficina de Produção: Dia 25 de janeiro, das 10h às 13h.

Sobre a oficina: A Oficina de Produção Teatral tem como objetivo proporcionar uma vivência prática no âmbito da produção teatral, com foco na resolução de problemas enfrentados no dia a dia da área. Os participantes terão a oportunidade de trabalhar em grupo para superar desafios reais da produção, desenvolvendo habilidades de trabalho em equipe, comunicação e solução criativa de problemas. O projeto final dependerá da capacidade de cada participante em lidar com as dificuldades apresentadas ao longo da oficina.

Centro Cultural SESI Ribeirão Preto

Rua João Ignacchitti, 20-364 – Jardim Castelo Branco, Ribeirão Preto – SP

7, 8, 9 de fevereiro | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h

14, 15 e 16 de fevereiro | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h

Sessão com intérprete de Libras: sábado, 15 de fevereiro

Oficina de Produção: Dia 15 de fevereiro, das 10h às 13h.

Centro Cultural SESI São José do Rio Preto

Av. Duque de Caxias, 4656 – Jardim dos Seixas, São José do Rio Preto – SP

14, 15, 16 de março | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h

21, 22 e 23 de março | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h

Sessão com intérprete de Libras: sábado, 22 de março

Oficina de Produção: Dia 22 de março, das 10h às 13h.

Centro Cultural SESI São José dos Campos

Av. Cidade Jardim, 4389 – Bosque dos Eucaliptos, São José dos Campos – SP

11, 12 e 13 de abril | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h

Sessão com intérprete de Libras: sábado, 12 de abril

Oficina de Produção: Dia 12 de abril, das 10h às 13h.

Centro Cultural SESI Sorocaba

Rua Gustavo Teixeira, 369 – Vila Independência, Sorocaba – SP

9, 10, 11 de maio | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h

16, 17 e 18 de maio | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h

Sessão com intérprete de Libras: sábado, 17 de maio

Oficina de Produção: Dia 17 de maio, das 10h às 13h.

Centro Cultural SESI Itapetininga

Av. Padre Antônio Brunetti, 1360 – Vila Rio Branco, Itapetininga – SP

20, 21, 22 de junho | Sexta-feira e sábado às 20h, e domingo às 19h

Sessão com intérprete de Libras: sábado, 21 de junho

Oficina de Produção: Dia 21 de junho, das 10h às 13h.

(Com Maurício Barreira/ARTEPLURAL Comunicação)

Projeto Água Vida ‘semeia o verde’ na travessia dos Andes

Cordilheira dos Andes, por Kleber Patricio

O fotógrafo Mario Barila. Fotos: Mario Barila.

Apaixonado por ecoturismo e fotografia, o fotógrafo e ambientalista Mário Barila, idealizador do Projeto Água Vida, que realiza ações socioambientais em todos os biomas brasileiros, embarcou na expedição Cruce de los Andes (travessia dos Andes), organizada pela equipe do Gente de Montanha, e aproveitou para semear um pouco de verde na cadeia montanhosa.

O grupo, liderado pelo alpinista argentino criado no Brasil Maximo Kausch, percorreu 67 km que liga a cidade de Mendoza (Argentina) a Santiago (Chile), o mesmo trajeto feito pelo general Jose de San Martin e seu exército em 1817 para combater o exército da coroa espanhola na guerra pela independência do Chile.

Ao logo de quatro dias, o grupo percorreu a cordilheira a pé e a cavalo, passando por montanhas que chegam a atingir mais de 4 mil metros de altura, rios e nascentes. “Pernoitamos em acampamentos usando sacos de dormir para proteger das noites geladas, que chegam perto de zero grau em pleno verão. Mas os magníficos assados e os vinhos argentinos amenizaram muito o sofrimento”, detalha Barila.

Durante a travessia, o ambientalista, que ajuda a reflorestar todos os biomas brasileiros com o Projeto Água Vida, deu a sua contribuição para a região dos Andes. Barila e o grupo do Gente de Montanha plantaram junto a uma das nascentes algumas espécies de arbustos nativos, como Algarrobos, Harilla e Atriplex Nummularia, muito usados por viajantes para fazer fogueiras e como alimento dos animais locais.

“Se esse plantio nos Andes for bem sucedido, outras expedições deverão plantar também. A expectativa é grande para que os arbustos plantados se desenvolvam e resistam ao rigoroso inverno”, afirma Barila, que já realizou também uma ação do plantio junto com Max Kausch em um monastério budista no Himalaia, na expedição para o acampamento base do Monte Everest.

Os interessados em contribuir com as causas socioambientais do Projeto Água Vida adquirindo as fotos de Mário Barila pelo site ou Instagram. E mais informações sobre esta e outra viagens pelas montanhas podem ser obtidas no Gente de Montanha.

10 anos de Projeto Água Vida

Criado em 2014 pelo fotógrafo e ambientalista Mário Barila, a iniciativa tem como objetivo desenvolver e realizar ações em prol da preservação e educação ambiental, além de resgate de cidadania, destacando a importância vital da água para a vida do planeta. As ações são financiadas com a venda de suas fotos e doações de parceiros.

Economista de profissão, Mário Barila passou a se dedicar à fotografia, sua paixão desde a adolescência. Ao se aposentar, especializou-se na arte da fotografia com o renomado fotógrafo Araquém Alcântara, famoso por retratar a fauna e flora brasileira.

Sensibilizado com pessoas em situação de extrema pobreza e as questões ambientais encontradas em suas viagens pelo Brasil e exterior, Barilaresolveu usar a fotografia para apoiar as causas socioambientais. É através de sua câmera que ele registra fotos da natureza ameaçada pelo homem, espécies em extinção e a realidade das comunidades locais, assim como a luta pela preservação da vida e do planeta.

Os interessados em conhecer mais sobre as atividades do Projeto Água Vida e contribuir com as ações de Mário Barila podem acessar o blog do fotógrafo ou a página no Instagram.

Gente de Montanha | Fundada em 2012 pelo argentino Maximo Kausch, que entrou para o Guiness Records por ter escalado maior número de montanhas acima de 6 mil metros, a agência de expedições é reconhecida pelos roteiros de grande altitude, além de cursos de montanhismo para formação de alpinistas e exploradores. Além da Travessia dos Andes, o Gente da Montanha organiza expedições para Aconcágua (Argentina), Campo Base Everest (Nepal), Vulcões da Bolívia e trilhas de Quirguistão, entre outros. Saiba mais sobre os roteiros no www.gentedemontanha.com.br e no Instagram/@gentedemontanha.

(Com Núbia Boito/Lilás Comunicação)

Férias escolares: como minimizar riscos de violência contra adolescentes no ambiente virtual

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Nick Fancher/Unsplash+.

As férias escolares são sempre um momento especial e divertido, principalmente para os adolescentes, mas deve ser de alerta para pais, responsáveis e cuidadores. Quanto mais tempo em casa, mais horas eles ficam conectados, pois as telas se tornam atrativas e, muitas vezes, usadas por necessidade. Ao mesmo tempo em que um jogo on-line pode ser apenas para distração, há perigos invisíveis no ambiente virtual. Uma pesquisa realizada pelo ChildFund Brasil entrevistou mais de oito mil adolescentes e revelou que um terço dos entrevistados já sofreu algum tipo de violência sexual on-line.

Intitulada Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, o estudo possui foco na violência sexual virtual e trouxe alguns dados que servem para alertar os pais, principalmente, em períodos de maior exposição ao ambiente virtual. Nestes momentos, é importante que os jovens acessem a internet com a supervisão do responsável, pois uma simples interação em um jogo on-line pode ser a porta de entrada para casos graves de violência sexual.

“A pesquisa revelou que 20% dos entrevistados já interagiram com uma pessoa desconhecida ou suspeita, e isso é extremamente grave. Apenas o fato de ter acontecido a interação, já demonstra que o adolescente esteve vulnerável, seja por não ter mecanismos que o protegessem ou até mesmo por não saber lidar com a situação. Outro dado que chama a atenção é que 30% dos adolescentes afirmam que já sofreram violência on-line. É importante que pais, responsáveis e cuidadores estejam atentos a essas situações que podem parecer inofensivas”, destaca Mauricio Cunha, diretor de país do ChildFund Brasil, organização que há 58 anos atua na promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Responsáveis têm papel importante no combate aos crimes

Para combater os casos de crimes on-line, os responsáveis desempenham um importante papel, pois são eles que podem perceber mudanças de comportamento no adolescente, como humor, sinais de sofrimento emocional, isolamento ou evasão das atividades cotidianas.

Foto: Marcelo Martins.

O diálogo entre pais e filhos é a melhor maneira de evitar esses casos, pois criar um ambiente de confiança e comunicação aberta é uma chave para prevenir problemas mais graves. “Ao identificar uma ameaça e ao ter a linha aberta, o adolescente tende a acionar o adulto de confiança o mais rápido possível e informar o que está acontecendo”, complementa Mauricio.

Mas afinal, como evitar os casos de violência?

Caso o adolescente esteja exposto a algum tipo de violência, os responsáveis devem propiciar um ambiente virtual seguro, oferecendo, por exemplo, mecanismos de segurança. Ferramentas como filtros de conteúdo, configurações de privacidade em redes sociais e programas de monitoramento parental são recursos que podem auxiliar. Muitas plataformas também estão adotando medidas mais rigorosas para proteger os usuários mais jovens. Confira outras medidas que podem ser tomadas:

Aborde o tema: é importante que alguns movimentos sejam explicados, como a abordagem de estranhos, o contato frequente via mensagem ou a solicitação de fotos ou outros dados pessoais. Para adolescentes, é importante explicar a diferença entre a violência e a interação saudável.

Não compartilhe dados: oriente adolescentes a jamais compartilharem informações sobre si mesmos em chats de jogos online, como nome, endereço, número de telefone ou escola onde estuda.

Jogue o jogo com cuidado: converse com o adolescente para criar um e-mail específico ao acessar jogos e usar um apelido, em vez de usar o nome real, para que não seja identificado.

Fique atento aos sinais: adolescentes que estão passando por abuso ou exploração sexual on-line tendem a ter comportamentos diferentes, como baixa autoestima, vergonha, medo ou culpa, entre outros sentimentos. Em alguns casos, o criminoso que está do outro lado da tela pode estar chantageando e contribuindo para essas mudanças. Tenha conversas compreensivas e expresse que entende o que ele está passando, mas sem julgamentos.

Estabeleça limites: defina horários específicos para o uso da internet e de dispositivos eletrônicos e explique sobre os tipos de conteúdo que devem ser evitados. Nos momentos sem celular, privilegie momentos em família, leitura e atividades e esportes ao ar livre. Evite convidá-los para assistir filmes ou realizar atividades que envolvam telas.

Busque ajuda profissional: mesmo seguindo todas as dicas, pode ser difícil manter os adolescentes longe da internet. Para isso, busque a ajuda de psicólogos, terapeutas ou educadores especializados em educação digital. Workshops, palestras, livros e lives sobre o tema também podem ajudar.

Atividades ao ar livre são essenciais para o desenvolvimento

Manter os adolescentes longe das telas pode parecer uma tarefa difícil, mas não é impossível e as férias escolares são o momento ideal. Atividades como esportes ou o simples ato de ler um livro, conversar com amigos ou jogos de tabuleiro são essenciais para o desenvolvimento físico e emocional. Esses momentos de desconexão são fundamentais para o fortalecimento de vínculos familiares, sociais e cognitivos.

A parentalidade lúdica também é reforçada nesses momentos de conexão. É ela que garante laços que serão para a vida toda, pois permitem que a criança, principalmente na primeira infância, tenha alguém para confiar, compartilhar seus medos, sonhos e inseguranças. Na fase da adolescência, os impactos positivos desses atos são sentidos de forma mais intensa, pois é quando os laços externos – amigos e outros grupos – são formados e fortalecidos.

A internet não é algo totalmente negativo, podendo também trazer coisas boas e benefícios cognitivos. Há maneiras de promover o uso consciente para que o adolescente aprenda a equilibrar suas atividades e aproveite o melhor do virtual. Com orientação adequada, as telas podem ser ferramentas de aprendizado e desenvolvimento, como os jogos digitais, que podem ser educativos e colaborativos, estimulando habilidades como trabalho em equipe e resolução de problemas.

O ChildFund Brasil disponibiliza um curso gratuito que orienta crianças e adolescentes sobre como prevenir violência e abuso sexual na internet. “Assim como as crianças, adolescentes também estão em situação de vulnerabilidade na internet, independentemente da sua renda familiar, pois não têm a capacidade de saber quem está interagindo com eles no ambiente virtual, e os mecanismos de proteção não avançaram muito para criar um ambiente on-line seguro. Nosso trabalho é alertar que crianças e adolescentes necessitam de acessar a internet com a supervisão de pais, mães e cuidadores”, conclui Águeda Barreto, coordenadora de advocacy do ChildFund Brasil.

Sobre o ChildFund Brasil

O ChildFund Brasil é uma organização que atua no desenvolvimento integral e na promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, para que tenham seus direitos respeitados e alcancem o seu potencial. A fundação no Brasil foi em 1966 e sua sede nacional se localiza em Belo Horizonte (MG). A organização faz parte de uma rede internacional associada ao ChildFund International – presente em 23 países e que gera impacto positivo na vida de 14,8 milhões de crianças e suas famílias – e está entre as 25 melhores organizações do Brasil, segundo o ranking emitido pela The Dot Good. Foi eleita a melhor ONG de assistência social do Brasil em 2022 e a melhor para Crianças e Adolescentes do país por três anos (2018, 2019 e 2021) pelo Prêmio Melhores ONGs.

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

A porta do Sol: João Pessoa é a cidade mais procurada do Brasil, segundo o Booking

João Pessoa, por Kleber Patricio

Foto: Thiago Japyassu/Unsplash.

Rio de Janeiro? São Paulo? Na verdade, a cidade brasileira mais procurada no momento é João Pessoa, que deixou para trás o rótulo de capital ‘esquecida’ e agora figura entre os destinos mais desejados do mundo. De acordo com uma lista divulgada pelo Booking, a capital da Paraíba ocupa o terceiro lugar entre os locais mais procurados globalmente. Além disso, as projeções indicam que João Pessoa tem potencial para alcançar o topo da lista.

Com custos elevados e engarrafamentos relatados nos grandes centros urbanos, João Pessoa já é um dos destaques do verão de 2025. Na cidade, são diversas praias e outros pontos turísticos que merecem ser explorados.

Quais são as principais atrações turísticas de João Pessoa?

Assim como outras cidades do Nordeste, João Pessoa se destaca pela beleza de suas praias e pelas paisagens naturais paradisíacas que encantam os visitantes. Além disso, o destino oferece parques, centros históricos e diversas opções culturais. Alguns dos passeios imperdíveis na capital paraibana incluem:

Praia do Cabo Branco: além de ser uma praia ideal para passar o dia, o bairro de Cabo Branco abriga atrações como o Farol, a Estação Cabo Branco (centro de cultura, artes e ciências) e um calçadão que se conecta ao bairro de Tambaú, que também possui uma praia famosa.

Centro Histórico de João Pessoa: inclui pontos como a Praça João Pessoa, a Casa da Pólvora, o Centro Cultural São Francisco, o Hotel Globo e o Mercado Central, além de oferecer atividades culturais variadas.

Museu da Cidade: apresenta a história da Paraíba por meio de fotografias, objetos e documentos, além de promover exposições temporárias voltadas aos turistas.

Parque da Lagoa: considerado o coração da capital, o parque possui 12 praças, ciclovias e áreas para esportes radicais, além de centenas de pontos de iluminação que o torna uma atração durante o dia e à noite.

Como é a gastronomia local?

A visita a João Pessoa é uma oportunidade para explorar o melhor da culinária nordestina. Entre os destaques está o Baião de Dois, geralmente servido com carne de sol acebolada e outros ingredientes que variam conforme a receita.

Outro prato típico é o cuscuz, que na cultura local combina com praticamente tudo. Vale provar o curimataú, feito com queijo e carne de sol na nata, além de ser uma opção acessível.

A tapioca, tradicional em várias partes do Nordeste, ganha sabores diversificados na região. Pratos como Rubacão e Arroxado também merecem espaço no roteiro gastronômico, entre outros.

Passeios imperdíveis nos arredores de João Pessoa

Além das atrações na capital, é possível explorar destinos incríveis nos arredores da Paraíba e até mesmo em estados vizinhos. Ao Sul, praias como Coqueirinho, Tabatinga e Tambaba oferecem experiências para diferentes perfis de visitantes.

Ao Norte, as praias de Cabedelo têm águas mais tranquilas e são ideais para relaxar. Já fora da capital, a cidade de Campina Grande tem grande importância cultural, principalmente no mês de junho, com suas festas de São João.

No Rio Grande do Norte, a Praia da Pipa é uma opção para quem busca conhecer outro destino encantador do Nordeste, ficando a uma distância relativamente curta de João Pessoa.

Para planejar melhor a viagem, plataformas como o Tô Pensando em Viajar oferecem dicas e roteiros detalhados para os turistas. Embora muitos prefiram planejar suas viagens por conta própria, contar com uma agência de turismo pode facilitar os detalhes, como reservas de hotéis, transporte e criação de roteiros personalizados. Para evitar imprevistos, é importante escolher uma agência confiável. Com a procura em alta por João Pessoa, os pacotes turísticos para 2025 estão bastante disputados, o que torna o planejamento antecipado mais necessário.

Por que a cidade demorou a fazer sucesso

Por anos, João Pessoa foi ofuscada por outras capitais da região, como Recife e Natal, que tiveram destaque primeiro. Dentro da própria Paraíba, havia uma disputa histórica com Campina Grande para entender qual seria a cidade mais importante para a economia. Além disso, avanços no marketing e em obras da iniciativa privada também trouxeram mais atenção para a cidade, que colhe os frutos de um trabalho bem feito.

(Com Allan Santana/SearchOne Digital)

‘A Força dos Nossos Pagodes!’: Acadêmicos do Baixo Augusta anuncia ensaios gratuitos na Audio para aquecer o Carnaval de 2025

São Paulo, por Kleber Patricio

Ensaio do Acadêmicos do Baixo Augusta em 2024. Foto: Frâncio de Holanda.

No embalo de celebração, o Acadêmicos do Baixo Augusta, maior bloco de carnaval da cidade e precursor da reocupação cultural de São Paulo, anuncia o primeiro ensaio deste ano. A festividade, sob o tema A Força dos Nossos Pagodes!, em homenagem ao sambista Jorge Aragão, será realizada no próximo 26 de janeiro, na Audio, Zona Oeste da capital, a partir das 12 horas. O acesso é gratuito e a capacidade está sujeita à lotação do espaço.

Como tradição, Wilson Simoninha, puxador e diretor musical do bloco, agitará o público ao lado dos cantores André Frateschi, Bruna Pazinato e Hevelson Oliveira, juntamente com a Banda do Baixo Augusta.

O Acadêmicos do Baixo Augusta já tem programados os próximos ensaios, que também vão acontecer na Audio, durante os dias 2, 9 e 16 de fevereiro, no mesmo horário. Os ensaios podem receber participações especiais surpresa. O espaço, que tem capacidade para 3.200 pessoas, também oferece acessibilidade e praça de alimentação.

Sobre o Acadêmicos do Baixo Augusta

O bloco Acadêmicos do Baixo Augusta foi fundado em 2009 por uma turma de amigos que reunia empreendedores e entusiastas do bairro para celebrar sua diversidade e revitalização enquanto território livre para manifestações culturais alternativas e para a boemia. A história do Bloco se confunde com o processo de retomada do carnaval de rua da cidade. Com uma postura ativista diante da necessidade de lutar pelo direito à cidade através da ocupação cultural das ruas, o Acadêmicos do Baixo Augusta se tornou o maior Bloco de carnaval de São Paulo com mais de 1 milhão de pessoas em seus desfiles.

Serviço:

Ensaios do Acadêmicos do Baixo Augusta 2025 | Audio

Data: De 26 de janeiro a 16 de fevereiro

Ingressos: gratuitos, mediante lotação

Abertura: 12h

Local: Audio

Endereço: Avenida Francisco Morato, 694, Água Branca, São Paulo, SP

Capacidade: 3.200 pessoas

Classificação: 18 anos – Menores de idade deverão estar acompanhados dos responsáveis.

Acesso para pessoas com deficiência

Acesso para PNE

Local para alimentação

Wi-Fi

Mais informações nos Instagram do Acadêmicos do Baixo Augusta e Audio.

Serviço do Desfile – Acadêmicos do Baixo Augusta

Data: 23 de fevereiro de 2025

Concentração: 13h

Início: Pontualmente às 14h

Término: 19h

Concentração na Rua da Consolação, próximo à Av. Paulista

Mais informações no Instagram do Acadêmicos do Baixo Augusta.

(Com Gabriel Aquino/Agência Lema)