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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Projeto oferece vivências culturais e ambientais para crianças indígenas no Guarujá

Guarujá, por Kleber Patricio

Ação do dia 12 de dezembro. Fotos: Divulgação.

No dia 12 de dezembro, cerca de 50 crianças indígenas guarani da Terra Indígena Tenondé-Porã tiveram uma experiência inesquecível ao visitar a praia de Pernambuco, no Guarujá (SP). A ação fez parte do projeto Caminhos Sustentáveis, promovido pelo Instituto Samaúma, organização sem fins lucrativos da Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil. A iniciativa busca proporcionar vivências transformadoras, aliando cultura, biodiversidade e educação ambiental a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

O Instituto tem o objetivo de democratizar o acesso a experiências imersivas nos biomas brasileiros a crianças e jovens de baixa renda que não poderiam pagar por esse tipo de serviço. Como parte dessa iniciativa, na última terça-feira, 10 de dezembro, o projeto também levou 50 crianças da CCInter Paraisópolis para visitar a Aldeia Indígena Kalipety, localizada na Terra Indígena Tenondé-Porã, em São Paulo (SP).

Ação do dia 10 de dezembro.

Ao conectar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social à riqueza da biodiversidade brasileira, o Instituto proporciona oportunidades de expansão de consciência e transformação pessoal. “Ao longo de quase uma década de Vivalá, colhemos incontáveis relatos de como experiências profundas têm o poder de transformar a vida das pessoas, que voltam para casa inspiradas, mais conscientes e repensando valores e propósitos. Agora estamos gerando o mesmo impacto nas crianças e adolescentes que não podem pagar. Isso é extremamente significativo. Vivemos todos no mesmo mundo; entretanto, com oportunidades e acessos muito diferentes. Como cobrar de uma criança periférica um pensamento e comportamento sustentável se onde ela mora não tem plantas, não têm parques; ou seja, não se vive e não se fala sobre biodiversidade e emergência climática?”, comenta Daniel Cabrera, diretor do Instituto Samaúma.

O projeto Caminhos Sustentáveis tem como objetivo beneficiar 10 mil crianças e adolescentes nos próximos três anos promovendo acesso ao lazer, à cultura e ao esporte, conforme assegurado pelo artigo 71 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com apoio de parceiros como o Instituto Bancorbrás, a iniciativa é financiada por investimentos privados e projetos incentivados, destacando sua relevância em um país onde metade dos 67 milhões de crianças e jovens vivem em situação de vulnerabilidade social.

Neste ano, o Instituto Samaúma já impactou 300 crianças e adolescentes com experiências transformadoras realizadas em regiões como Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) com o apoio direto de doadores individuais e de organizações como o Instituto Bancorbrás.

Como contribuir

Ação do dia 10 de dezembro.

Recentemente, foi lançada a campanha Uma Eu Pago, em que qualquer pessoa física pode possibilitar que uma criança de baixa renda tenha uma experiência de viagem por ano doando cerca de R$1,50 ao dia. Para continuar transformando e contribuindo positivamente para o futuro de crianças e adolescentes, as organizações e empresas interessadas podem financiar as experiências para crianças de baixa renda por meio de investimento privado ou via lei de incentivo.

O contato pode ser feito por meio de contato@vivala.com.br. Já para pessoas físicas que desejam possibilitar a expedição de uma criança uma vez ao ano, a campanha Uma Eu Pago está disponível em: https://www.vivala.com.br/instituto-samauma.

Sobre a Vivalá 

A Vivalá atua no desenvolvimento do Turismo Sustentável no Brasil promovendo experiências que buscam ressignificar a relação que as pessoas têm com o Brasil, sua biodiversidade e comunidades tradicionais. Atualmente, a Vivalá opera em 26 unidades de conservação do país, abrangendo os biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal, atuando em conjunto com mais de 700 pessoas de populações indígenas, ribeirinhas, caiçaras, quilombolas e sertanejas.

Com 16 prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais, a Vivalá conta com a confiança da Organização Mundial do Turismo, ONU Meio Ambiente, Braztoa, Embratur, Abeta, Fundação do Grupo Boticário, Yunus & Youth, além de ter uma operação 100% carbono neutro e ser uma empresa B certificada, com a maior nota no turismo do Brasil e a 7ª maior em todo o setor de turismo no mundo. Até dezembro de 2024, a Vivalá já embarcou mais de 5 mil viajantes, além de ter injetado mais de R$ 5 milhões em economias locais por meio da compra de serviços de base comunitária e consumo direto dos viajantes. Para mais informações, acesse https://www.vivala.com.br/.

Em 2023, a Vivalá criou o Instituto Samaúma com a missão de formar jovens brasileiros de baixa renda para um futuro sustentável, oferecendo acesso gratuito a experiências imersivas nos biomas brasileiros e em parceria com comunidades tradicionais.

Com um plano ambicioso, o Instituto busca alcançar 10 mil crianças contempladas nos próximos 3 anos e está intensificando a divulgação de suas ações e buscando parceiros que compartilhem desse propósito transformador. Organizações e pessoas físicas podem apoiar a causa por meio do site https://vivala.com.br/instituto-samauma.

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Projeto promove rede de apoio às mães periféricas no período de férias escolares

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Natalia Blauth/Unsplash.

Segundo dados do Censo Escolar 2023, mais de 47,3 milhões de estudantes estão em férias escolares no país. Nesse cenário, passeios em família, parques, museus são alternativas para entreter e aproveitar esse período. Entretanto, as férias escolares são um período complexo, especialmente na periferia.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, cerca de 14,9% dos lares brasileiros são chefiados por mães solo. Desse percentual, 90% das mulheres que se tornaram mães solo entre 2012 e 2022 são negras. Segundo o IBGE, cerca de 56% desses chefes de família vivem em condições abaixo da linha da pobreza e vivem nas periferias do país. Além da ausência paterna e redes de apoio, essas mães também se deparam com desafios estruturais das periferias, como a falta de espaços seguros que elas possam deixar seus filhos e irem trabalhar no período de férias escolares.

Por outro lado, para muitas mulheres das periferias, as ONGs têm oferecido suporte e rede de apoio para que possam trabalhar nesse período. Um exemplo desse trabalho é a ONG PAC (Projeto Amigos da Comunidade) – que há 21 anos atua com crianças, jovens, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social nas periferias de Pirituba, Jaraguá e Pq. São Domingos (SP) – que dentre os programas de assistência a comunidade, a ONG possui o CCA (Centro para Criança e Adolescente) que acolhe cerca de 130 crianças e adolescentes no contraturno escolar, além de oferecer atividades educativas no período de férias escolares.

Dentre as atividades propostas estão aulas de reforço, balé, judô e atividades socioeducativas, além de distribuírem refeição (café da manhã, almoço, lanche da tarde e janta) para as crianças e adolescentes atendidas. Como é o caso de Vanessa Lima de Andrade, 50 anos, ajudante geral e mãe solo, da Manuela de 8 anos que frequenta o CCA da ONG PAC. Para ela, sem o serviço oferecido pela ONG PAC, ela não teria condições de trabalhar e sustentar sua família. “Sempre trabalhei para sustentar minha filha e o serviço do PAC é fundamental, porque sei que é um local seguro para ela. Consigo trabalhar tranquila”, comenta. Além disso, Vanessa percebe o apoio ao desenvolvimento de sua filha por meio dos projetos da ONG. “No CCA do PAC ela também tem aulas de ballet e outras atividades nesse período, algo que eu não teria condição de pagar. Sem dúvida agora ela é uma criança mais feliz”, comemora.

O PAC também oferece outros programas que atendem cerca de 1.250 mães em oficinas gratuitas, workshops, palestras, cursos de capacitação e um espaço dedicado a cuidados com a saúde mental. “A periferia é composta majoritariamente por mulheres, mães que muitas vezes não tem uma rede de apoio e infelizmente vivem em situação de vulnerabilidade social e que precisam do trabalho. No PAC, oferecemos um espaço seguro de acolhimento para a criança se desenvolver e aproveitar suas férias, assim como em outras realidades”, comenta Rosane Chene, empreendedora social e diretora da ONG PAC.

Sobre o PAC - Projeto Amigos da Comunidade

Fundado há 21 anos, o PAC – Projeto Amigos da Comunidade, uma Organização Social sem fins lucrativos certificada pelo Cebas – Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social – atende a população em situação de vulnerabilidade e/ou risco social nos distritos de Pirituba, São Domingos e Jaraguá (SP).  Atualmente, o PAC conta com mais de 100 funcionários, cerca de 5.000 voluntários, 192 mantenedores via doação e mais de 10 empresas parceiras que subsidiam as oficinas promovidas pela organização, como Elo, Sow, Co.Aktion, Netas, Totvs Meridional, R3 e Zendesk. Para mais informações sobre o PAC, clique aqui.

(Com Bianca Sales/Pitchcom Comunicação) 

Profissão Papai Noel: mais que um personagem, um papel que exige dedicação, empatia e amor

São Paulo, por Kleber Patricio

Ruben Monteiro, Papai Noel do Shopping Ibirapuera. Fotos: Divulgação.

Na época mais esperada do ano, um personagem icônico ganha destaque nos espaços públicos de todo o mundo: o Papai Noel. Por trás da barba branca, do traje vermelho, símbolos natalinos, estão profissionais que se dedicam a levar magia, emoção e muita alegria às crianças e aos adultos.

Ser Papai Noel exige mais do que vestir o uniforme. É necessário incorporar a essência do personagem, demonstrar empatia, transmitir bondade, paciência e estar em sintonia com o público. “A gente tem que esquecer os problemas, deixar tudo de lado e focar nas pessoas, explica Ruben Monteiro, Papai Noel do Shopping Ibirapuera e que atua na profissão há 10 anos.

A rotina de um Papai Noel costuma ser intensa, com longas jornadas de trabalho.  Além dos abraços calorosos e dos pedidos para as tradicionais fotos, faz parte do dia a dia desses profissionais ouvir muitas histórias e até pedidos inusitados, a exemplo de algumas mulheres: “Papai Noel me arruma um marido bonzinho, que seja educado, de presente de Natal?”, revela Rubens.

Mas há também relatos emocionantes das pessoas, momentos marcantes e passagens que ficam registradas na memória dos Papais Noéis. “Certa vez, tirei foto com uma criança que estava numa cadeira de rodas e com muitos hematomas pelo corpo. Chamou a atenção porque a criança estava com uma pomada amarela em várias partes. A mãe não pediu para tirar foto, mas eu insisti. Após cinco anos, ela retornou com a criança andando e bem melhor em relação à doença de pele. Foi uma alegria revê-la. A gente nunca esquece”, afirma o Papai Noel do Shopping Ibirapuera.

Preparação e caracterização

Para muitos, ser Papai Noel não é apenas um trabalho sazonal, mas uma arte. Atualmente, existem cursos que ensinam desde técnicas de atuação até formas de lidar como o público em geral – desde as perguntas mais difíceis até as reações mais inesperadas. Rubens explica que recebeu preparação especial para atuar como Papai Noel em um curso numa agência especializada. “Aprendemos tudo o que pode ser feito ou não. O jeito de lidar com as pessoas, simpatia, educação e sorriso no rosto sempre. É preciso tomar cuidado com os gestos, nada que afete as crianças”, explica.

Normalmente esses cursos abordam cuidados com a voz, estratégias para interagir com públicos diversos, incluindo pessoas com deficiências ou crianças que necessitam de atenção especial. Com o passar dos anos, a formação de Papai Noel está cada vez mais focada no atendimento que promova a inclusão social.

No caso das crianças autistas, por exemplo, há um cuidado todo especial. “Dependendo do caso, a gente não pode se aproximar muito. Geralmente, os pais sinalizam o nível de autismo da criança. Então, a gente tem que saber como abordar”, revela Rubens.

Ser Papai Noel é mais do que um emprego temporário; é uma vocação que exige dedicação, preparação e amor. Esses profissionais desempenham uma função essencial na criação de momentos mágicos e inesquecíveis, o que colabora com a tradição natalina, encantando gerações.

Shopping Ibirapuera

Horário: 10h às 22h

Tel: (11) 5095 2300

Facebook:  /Ibirapuera

Instagram: @shoppingibirapuera

Tiktok: ibirashopping.

(Com Sheila Santos/PatWork Assessoria de Imprensa)

Selo Sesc lança singles do álbum 50 ponteios de Camargo Guarnieri pela pianista Karin Fernandes

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens: Divulgação.

Mozart Camargo Guarnieri (1907–1993) foi um dos maiores compositores e maestros brasileiros, reconhecido internacionalmente por sua obra. No Brasil, foi influenciado pelo movimento modernista, o que determinou os caminhos do seu estilo musical. Entre os feitos de sua carreira, foi diretor do Coral Paulistano e da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. A partir de 1975, tornou-se diretor artístico e regente titular da recém-criada Orquestra Sinfônica da USP (Osusp), onde permaneceu até o final da vida.

Dentre sua vasta obra, que contempla óperas, sinfonias, concertos, música de câmara, obras corais, peças para piano e mais de 300 canções, compôs os 50 ponteios para piano, seu primeiro e principal instrumento. Essas 50 obras serão lançadas em janeiro pelo Selo Sesc no álbum 50 ponteios de Camargo Guarnieri, interpretadas por Karin Fernandes, umas das principais pianistas brasileiras da atualidade.

Como prévia, 3 singles chegam a público em dezembro: dia 6 (sexta), Ponteio n° 34: Calmo e Solene, dia 13 (sexta), Ponteio n° 32: Com Alegria e, dia 18 (quarta), Ponteio n° 13: Saudoso, nas principais plataformas de áudio.

Ponteios seriam como prelúdios – peças livres que, neste caso, não servem de abertura para uma obra maior, mas funcionam como uma coleção de peças que exploram atmosferas diversas com influências variadas. Nos de Guarnieri, os títulos remetem a essas atmosferas e servem como guia para quem os interpreta. O uso da palavra ponteio – que vem de pontear; ou seja, dedilhar cordas – remonta ao modernismo, na tentativa de mostrar a brasilidade das peças, com características únicas.

Os 50 ponteios foram gravados integralmente somente duas vezes no Brasil: por Isabel Mourão, em 1961, e por Laís de Souza Brasil, em 1979 (uma terceira gravação foi feita pelo pianista Max Barros, nos Estados Unidos, dentro de um projeto maior de registro de toda a obra pianística de Camargo Guarnieri). Ambas as pianistas conviveram com Guarnieri e trabalharam com ele na preparação desse conjunto, que levou cerca de 30 anos para ser finalizado. Karin Fernandes vem se somar ao time de mulheres que novamente trazem à luz essa preciosa coleção do compositor, ao mesmo tempo em que propõe uma abordagem contemporânea das obras.

Serviço:

Singles 50 ponteios de Camargo Guarnieri

Ponteio n° 34: Calmo e Solene – Link
Ponteio n° 32: Com Alegria – Link
18/12: Ponteio n° 13: Saudoso – Link

Disponível nas principais plataformas de áudio.

Sobre Karin Fernandes

Karin Fernandes, pianista nascida em São Paulo, Brasil, é uma renomada artista com uma carreira multifacetada. Ela aprimorou suas habilidades em cursos na Europa, com destaque para seus estudos com Maria João Pires, Bernard Flavigny e sua bolsa de estudos no Philomusica Piano Festival em Oxford.

Premiada em primeiro lugar em 21 concursos de piano, Karin foi a primeira colocada no X Prêmio Eldorado de Música, em 1999. Em abril de 2017 foi escolhida Melhor Instrumentista Erudita no Prêmio Profissionais da Música. Em 2015 seu CD Cria – Nova música brasileira para piano recebeu o Prêmio Concerto de Melhor CD do Ano.

Como recitalista, apresenta-se com frequência na Europa (Inglaterra, França, Alemanha e Portugal) e América do Sul (Brasil, Argentina e Paraguai). Em setembro de 2024 realizou sua quinta turnê europeia, com recitais em Paris, Londres e Berlim. Em 2023 realizou recitais solo em Hamburgo, Berlim, Lisboa, Paris e Castelo Branco. Em 2022, a convite do Selo Naxos, realizou um recital em de comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil na Embaixada do país em Berlim.

Como solista, Karin já se apresentou junto à Amazonas Filarmônica, Orquestra Sinfônica de Campinas, Osusp, Osesp, Camerata Osesp, Ensemble Cairn (França), Sinfonia Cultura, Orquestra do Theatro São Pedro, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica de Sergipe e Orquestra Sinfônica Nacional (Paraguai), dentre outras.

Sobre o Selo Sesc
Desde 2004 o Selo Sesc traz a público obras que revelam a diversidade e a amplitude da produção artística brasileira, tanto em obras contemporâneas quanto naquelas que repercutem a memória cultural, estabelecendo diálogos entre a inovação e o histórico. Em catálogo, constam álbuns em formatos físico e digital que vão de registros folclóricos às realizações atuais da música de concerto, passando pelas vertentes da música popular e projetos especiais. Entre as obras audiovisuais em DVD, destacam-se a convergência de linguagens e a abordagem de diferentes aspectos da música, da literatura, da dança e das artes visuais. Os títulos estão disponíveis nas principais plataformas de áudio, Sesc Digital e Lojas Sesc. Saiba mais em sescsp.org.br/selosesc.

Sobre o Sesc São Paulo
Com 77 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 42 unidades operacionais com atendimento presencial e 4 unidades operacionais com atendimento não presencial no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, serviços, turismo e para toda a sociedade. Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões físico-esportiva, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania. As iniciativas da instituição partem das perspectivas cultural e educativa voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas. São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações em sescsp.org.br. Selo Sesc nas redes: Instagram | YouTube.

(Fonte: Assessoria de imprensa Selo Sesc)

Acervo resgatado da enchente retorna ao Museu Municipal de Muçum

Muçum, por Kleber Patricio

Acervo em Muçum antes. Foto: Doris Couto/MHJC.

No último dia 9, o Museu de História Julio de Castilhos (MHJC), localizado na capital gaúcha, realizará a devolução do acervo ao Museu Municipal de Muçum, no Vale do Taquari. Sob coordenação da diretora Doris Couto, a equipe do museu porto-alegrense também iniciou a montagem da exposição de reabertura da Casa da Cultura e Museu Pe. Lucchino Viero, que pode ser visitada pela comunidade. O conjunto de mais de 150 peças foi resgatado após a inundação causada pela cheia do Rio Taquari em setembro de 2023, que deixou a instituição e grande parte do município submersos.

A ação faz parte de uma cooperação técnica firmada entre a Prefeitura Municipal de Muçum e a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), que designou o MHJC como responsável pela conservação dos itens. Durante o último ano, a coleção passou por minucioso processo de limpeza e restauração, com o apoio de uma ampla rede de cooperação composta pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fundação Scheffel e dedicados profissionais.

Dentre os destaques, quatro máquinas de costura de couro foram encaminhadas à Fundação Ernesto Frederico Scheffel, em Novo Hamburgo, onde receberam tratamento especializado por meio da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores de Couro, Calçados e Afins (Abrameq). Além disso, trabalhos especializados em marcenaria, relojoaria e arte foram desempenhados, respectivamente, por César Fuhr, Remi Scheffler e Floresta Restauro, devolvendo funcionalidade a um relógio de parede histórico severamente danificado pela força das águas, plasticidade a uma escultura de Nossa Senhora e nova encadernação aos livros do Padre Lucchino Vieiro, que dá nome ao centro cultural da cidade.

Acervo no MHJC depois. Foto: Lucas Wendt.

O Curso de Museologia da UFRGS atuou por meio da disciplina de Práticas em Conservação Preventiva, da professora Jeniffer Cuty. Os alunos analisaram algumas peças do acervo resgatado e elaboraram um dossiê em termos de estado de conservação e das patologias que apresentavam. Já a equipe do MHJC elaborou nova documentação museológica das peças, uma vez que as fichas originais foram perdidas na enchente, além de conceber a exposição de reabertura do Museu de Muçum. “Essa iniciativa ressalta a importância da preservação do Patrimônio Cultural e da solidariedade entre instituições para superar desafios. O retorno das peças restauradas marca um momento significativo para a comunidade de Muçum, reforçando o compromisso com a memória e a identidade locais”, celebra a diretora do Museu de História Julio de Castilhos, Doris Couto.

Serviço:

Montagem da exposição com o acervo recuperado da enchente

Museu Municipal de Muçum (R. Barão do Rio Branco, 174, Centro de Muçum)

Mais informações: Doris Couto, diretora do MHJC, (53) 98458-1085.

(Com Letícia Heinzelmann)