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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Premiada peça para crianças sobre o direito à cidade volta em cartaz no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Jamil Kubruk.

O espetáculo ‘O Monstro da Porta da Frente’, do Coletivo A Digna com direção de Kiko Marques, oferece às crianças uma reflexão sobre a importância do convívio e interação com a comunidade onde residem. A peça fica em cartaz no Sesc Pinheiros de 2 a 23 de fevereiro e convida crianças e adultos a questionarem os usos dos territórios urbanos. “É na cidade que a criança experimenta a diversidade das narrativas humanas. Por isso, todo nosso trabalho cênico para este público visa proporcionar um olhar poético para suas relações e interações com os territórios que ocupam”, diz o coletivo.

Com grande apelo visual, muito humor e uma trilha musical original, a peça se inspira nas histórias de antigos cinemas de bairros da cidade de São Paulo e brinca com gêneros cinematográficos e referências tanto à sétima arte quanto às próprias salas de projeção. Em 2023, o espetáculo rendeu a Kiko Marques o Prêmio APCA de Melhor Direção de Teatro Infanto-juvenil. A peça também foi contemplada com 3 prêmios Pecinha é a Vovozinha, do crítico Dib Carneiro Neto, sendo Melhor Atriz para Helena Cardoso, Melhor Direção para Kiko Marques e Melhor Espetáculo.

Na história, a menina Laura brinca de criar filmes com seu celular em um galpão abandonado onde no passado funcionava o cinema de seu bairro. Laura percebe que o galpão e grande parte de sua vizinhança foram vendidos para os Srs. Compasso e Descompassado, que querem ocupar o bairro com lojas que vendem produtos de plástico. Um misterioso personagem que habita o cinema abandonado, o Lanterninha, ajuda Laura a criar um filme para conscientizar os moradores do bairro da importância de manter o cinema vivo e evitar que a vizinhança tenha que mudar de suas casas.

O coletivo é conhecido por sua relação direta com o público nos espetáculos. Em O Monstro da Porta da Frente, essa interação aparece em dose dupla: no diálogo direto do elenco com o público e na história, quando a personagem se coloca como agente transformador da comunidade em que vive: “A gente entende que o teatro é um ato social, e no caso de espetáculos para crianças, isso se torna ainda mais potente e intenso. O teatro não é só o discurso, mas também a forma que a gente se coloca frente ao outro, e estar frente ao outro é um ato político”, explica o coletivo.

O Coletivo A Digna tem 15 anos de pesquisa cênica continuada. Desde sua criação, investiga o espaço da cidade e as estruturas das relações humanas. Em 2025, além de apresentar O Monstro da Porta da Frente, o grupo apresenta o espetáculo adulto E se fôssemos baleias?, em circulação pelo estado de São Paulo.

Ficha Técnica

Concepção: Coletivo A Digna (Ana Vitória Bella, Helena Cardoso e Victor Nóvoa)

Direção: Kiko Marques

Assistente de direção: Matilde Menezes

Dramaturgia: Victor Nóvoa

Elenco: Ana Vitória Bella, Caio Marinho, Helena Cardoso e Luís Mármora

Direção de arte: Eliseu Weide

Criação de luz: Lui Seixas

Trilha sonora original e direção musical: Zimbher

Músicos (gravação): Rodrigo Zanettini e Felipe Chacon

Produção Musical (estúdio): Rodrigo Zanettini

Vídeo em stop motion: Pasárgada Comunicação

Fotos: Jamil Kubruk.

Serviço: 

O Mostro da Porta da Frente 

De: 2 a 23 de fevereiro, domingos | 15h e 17h | Acessibilidade: Libras – dia 16/2

Local: Auditório

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Ingressos: R$40 (inteira); R$20 (meia) e R$12 (credencial plena)

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: terça a sexta, das 7h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h. Mais informações: www.sescsp.org.br.

(Com Andréia Lima/Sesc SP)

Ricardo Vignini Trio apresenta ‘Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo’ no Steel Music Bar

São Paulo, por Kleber Patricio

Ricardo Vignini Trio. Foto: Rita Perran.

Em dezembro de 2019, o violeiro Ricardo Vignini se juntou aos músicos Fernando Nunes (Cássia Eller, Zeca Baleiro, e outros) no baixo e Ricardo Berti (Matuto Moderno na bateria), para uma sessão de gravação ao vivo no estúdio Space Blues, em São Paulo, onde gravaram 11 faixas totalmente ao vivo e sem overdubs).

Vignini conta: “Eu já estava com meu álbum Reviola pronto, mas alguma coisa me dizia para me empenhar em gravar esse projeto; basicamente só eu toco esse instrumento, que é uma viola caipira maciça como uma guitarra. Sou fã de power-trios como Cream e Jimi Hendrix Experience e quis gravar um álbum ao vivo em estúdio dessa maneira, convidei dois grandes músicos e conseguimos gravar tudo em apenas um dia entre o Natal e o Réveillon. Hoje, olhando para trás, vejo que ainda bem que consegui realizar essa gravação nessa época, pois veio a pandemia e ficamos proibidos de nos encontrar e tocar juntos em um estúdio ou em qualquer local respirando o mesmo ar”.

Capa do disco.

Todas as faixas do disco ‘Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo’ são de autoria do Ricardo Vignini, exceto Pé Vermelho, coautoria Sergio Duarte, e Um Arame Só (Marimbau Tietê) coautoria Socorro Lira.

Neste show, o público poderá conferir pela primeira vez ao vivo e na integra a ousada proposta de Ricardo Vignini de tocar a viola como uma guitarra, Fernando Nunes no baixo e Ricardo Berti na bateria trazendo uma abordagem moderna e dinâmica à música instrumental brasileira.

‘Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo’

Ricardo Vignini, Fernando Nunes e Ricardo Berti

Steel Music Bar 

Alameda dos Jurupis, 1796 – Moema, São Paulo – SP (a 350 metros do Metrô – Estação Eucaliptos)

Tel. de reservas: Link WhatsApp – wa.me/5511981939970

Capacidade: 250 pessoas

Quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Abertura da casa: 17h

Início do Show: 21h30

Valor da entrada: R$35,00

Classificação etária: menor de 18 anos com acompanhante

Duração: 90 minutos aproximadamente

Acessibilidade para cadeirante e banheiro adaptado para cadeirante

@steelbarsp

‘Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo’ – Ricardo Vignini, Fernando Nunes e Ricardo Berti

Faixas:

1 – Pé Vermelho

2 – Beijando o Céu

3 – Na Zoada do Arame

4 – Reviola

5 – Alvorada

6 – Se Xaxando

7 – O Bonde dos Fontes

8 – Minuano

9 – Um Arame Só (Marimbau Tietê)

10 – Do Ferro ao Pó

11 – Amálgama.

(Com Graciela Binaghi)

João Baldasserini inaugura espaço para cursos de Teatro e TV em fevereiro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Guilherme Lima.

Um lugar especialmente construído para trabalhar o ser humano por meio da arte. Assim será o Espaço João Balda de Desenvolvimento – Teatro e TV, que o ator João Baldasserini inaugura no dia 4 de fevereiro em Indaiatuba, interior de São Paulo. As matrículas terão início nos próximos dias. “O Espaço João Balda de Desenvolvimento é um sonho antigo, um espaço para cursos de atuação para Teatro e TV, algo já bastante procurado pelo público”, destaca João. “Mas a ideia do Espaço é ir além e trabalhar o desenvolvimento pessoal do aluno, usando, é claro, as ferramentas e habilidades do ator”. 

Estas ferramentas podem ser aplicadas além dos palcos. “Com jogos teatrais e outras dinâmicas, o aluno trabalhará sua concentração, o hiperfoco, a expressão corporal e vocal, a persuasão, a improvisação, a interpretação e o trabalho em grupo”, ressalta o ator e empresário.

Usando todas essas ferramentas, o aluno poderá alcançar resultados tanto no desempenho escolar e acadêmico, quanto profissional. “Nosso método trabalhará a comunicação e suas variáveis, o autoconhecimento, a confiança e a sensibilidade, trazendo motivação, entusiasmo e autoestima no dia a dia do aluno”, enfatiza João.

O Espaço contará com aulas de teatro para crianças de 8 a 11 anos, adolescentes de 12 a 17 anos, e adultos com mais de 18 anos, sem limite de idade. Os alunos também poderão contar com a Qualidade Arte, mentorias individuais e para grupos. “A Mentoria para Grupos é destinada a empresas e seus colaboradores. Uma equipe entrosada, unida, conectada, entusiasmada e feliz trará resultados excepcionais. Para tanto, um comportamento com qualidade artística trará surpresas mais que positivas para seu negócio”, explica o ator.

“Nosso curso é destinado a estudantes, acadêmicos, vendedores, chefes, líderes, gestores, professores, advogados ou qualquer pessoa que queira aperfeiçoar seu poder de comunicação e se relacionar de maneira confiante, segura e assertiva”, afirma João. “Enfim, um Espaço de descoberta, liberdade, autoconhecimento, pertencimento, acolhimento, amor e respeito. Isso é fazer teatro. Isso é desenvolvimento com qualidade artística”.

Para finalizar, João destaca a importância de exercer a arte nos dias de hoje. “Em uma era onde as redes sociais, a Inteligência Artificial e o uso abusivo das telas ganham cada vez mais espaço, o teatro torna-se um respiro, uma conexão com o real, também cada vez mais importante”.

O Espaço João Balda de Desenvolvimento – Teatro e TV está localizado na Alameda Ezequiel Mantoanelli, 331. Mais informações pelo Instagram @espacojoaobalda.

O Ator 

João Baldasserini é um ator conhecido por sua versatilidade em papéis tanto em comédias quanto em dramas, destacando-se em produções de televisão e cinema. Paulistano, mudou-se ainda criança para Indaiatuba, onde descobriu a paixão pelo teatro.

O reconhecimento do público veio com Linha de Passe (2008), dos diretores Daniela Thomas e Walter Salles, que também dirigiu Ainda Estou Aqui, recentemente indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz para Fernanda Torres.

Em 2024, participou da novela Família é Tudo, interpretando Ernesto Galindo, e do filme De Repente, Miss!, onde deu vida ao personagem Marcus. Baldasserini ganhou destaque na novela Salve-se Quem Puder (2020–2021), onde interpretou José Prazeroso, conhecido como Zezinho, em 50 episódios.

Outro papel marcante foi na novela O Tempo Não Para (2018), onde interpretou Emílio Inglês de Souza. Também esteve presente em Pega Pega (2017–2018) como Agnaldo e em Haja Coração (2016) como Beto Velásquez, personagens que contribuíram para sua popularidade junto ao público.

No cinema, participou de filmes como Crô em Família (2018), no papel de Nando, e Todo Clichê do Amor (2018), interpretando Felipe. Além disso, esteve no longa Polícia Federal: A Lei é para Todos (2017) como Vinicius. Na televisão, Baldasserini participou da minissérie Felizes para Sempre? (2015) e Os Experientes (2015).

(Com Fábio Alexandre)

Queimadas na Califórnia: um alerta sobre as mudanças climáticas

California, por Kleber Patricio

Foto: Casey Horner/Unsplash+.

O mês de janeiro de 2025 começou com mais um capítulo dramático das queimadas em Los Angeles, na Califórnia. O Estado norte-americano, conhecido por suas paisagens deslumbrantes e economia pujante, enfrenta um desafio crescente: o aumento da frequência e intensidade dos incêndios florestais, impulsionado pelas mudanças climáticas.

Os incêndios florestais não são um fenômeno novo na região. O clima mediterrâneo da Califórnia, com verões quentes e secos, historicamente favoreceu a ocorrência de queimadas. No entanto, o cenário tem se agravado nas últimas décadas. Segundo dados do Departamento de Florestas e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire), cinco dos seis maiores incêndios registrados na história do Estado ocorreram desde 2020. “Esse aumento está intimamente ligado às mudanças climáticas, que intensificam ondas de calor, reduzem a umidade e prolongam os períodos de seca”, explica Clarissa de Souza, engenheira ambiental e CEO da carbon tech Vankka.

Em 2020, os incêndios florestais devastaram mais de 17 milhões de hectares em todo o Estado, deixando um rastro de destruição em comunidades, fauna e flora. Nos anos seguintes, o padrão se manteve: casas destruídas, vidas perdidas e um impacto ambiental catastrófico. Em 2023, por exemplo, a fumaça dos incêndios foi responsável por um dos piores índices de qualidade do ar já registrados na região oeste dos Estados Unidos. “Apesar desse panorama sombrio, há razões para acreditar que ainda é possível mitigar os efeitos das mudanças climáticas e reduzir a severidade das queimadas. Medidas locais e globais podem ser implementadas, e ações individuais também têm um papel muito importante nesse processo”, diz a especialista.

Como agir para minimizar os efeitos das mudanças climáticas:

Políticas de redução de emissões de carbono: governos precisam priorizar a transição para fontes de energia renováveis – como solar e eólica – em substituição aos combustíveis fósseis. Além disso, incentivos à eletrificação do transporte e à eficiência energética podem reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa.

Preservação de florestas e ecossistemas naturais: investir em iniciativas de reflorestamento e no manejo adequado de áreas florestais é essencial. Práticas como a utilização de queimadas controladas ajudam a prevenir a acumulação excessiva de material inflamável.

Educação e conscientização: promover a educação ambiental e informar a população sobre como pequenas mudanças nos hábitos diários, como a redução do consumo de plástico e do desperdício de alimentos, podem impactar positivamente o meio ambiente.

Inovação tecnológica: empresas e instituições de pesquisa devem ser incentivadas a desenvolver tecnologias que capturem e armazenem carbono, além de soluções sustentáveis para a agricultura e a indústria.

Adaptação e preparação: investimentos em infraestrutura resiliente e em sistemas de resposta rápida a desastres naturais podem salvar vidas e minimizar perdas econômicas.

Clarissa de Souza.

A situação das queimadas na Califórnia é um reflexo claro dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. “Ainda é possível reverter ou, ao menos, minimizar os efeitos dessas transformações. Atualmente, a tecnologia pode ser uma grande aliada, mas o compromisso de empresas privadas, poder público e do cidadão faz toda diferença”, finaliza.

(Com Mariana Siqueira/Trio Assessoria)

95% das amostras de opioides apreendidas em SP contêm nitazenos, nova substância mais potente que morfina

São Paulo, por Kleber Patricio

Publicação do Ministério da Justiça e Segurança Pública avalia riscos e presença dos nitazenos, categoria das Novas Substâncias Psicoativas, no Brasil. Foto: FreePik.

Os nitazenos são opioides sintéticos com potência superior à da morfina e do fentanil que começaram a aparecer no mercado mundial de drogas ilícitas por volta de 2019. Entre julho de 2022 e abril de 2023, 133 das 140 amostras de opioides apreendidas em São Paulo continham o produto. É o que indica a publicação ‘Nitazenos: caracterização e presença no Brasil’, lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta sexta (24), que compila dados de diversos estudos, apresenta novos achados  e analisa o cenário no Brasil e no exterior.

Além de apresentar as ameaças dessas Novas Substâncias Psicoativas (NSP) e os registros de apreensões no Brasil, o estudo contribui para o monitoramento da dinâmica do mercado de drogas ilícitas no país. As informações devem subsidiar as políticas públicas desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) do MJSP.

Entre os achados, destaca-se o crescimento no número de apreensões de nitazenos. Três estados brasileiros (Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina), além da Polícia Federal, já identificaram substâncias da classe dos nitazenos.

“Mesmo que o estudo mostre que por ora não há indicativos de uma epidemia de uso de opioides no país, os achados preocupam porque vemos que os nitazenos estão ganhando espaço e provavelmente estão sendo consumidos também por usuários que acreditam estarem fazendo uso de drogas mais leves; por isso, lidar com essa substância, fazendo monitoramento constante e proativo, é também uma questão de saúde”, avalia Marta Machado, secretária Nacional de Política sobre Drogas.

A publicação foi elaborada pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc), uma parceria entre a Senad, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). O levantamento permite avançar em estratégias de interlocução com as instituições públicas e com a sociedade, difundindo conhecimentos relacionados à saúde pública e segurança.

(Fonte: Agência Bori)