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‘Como Salvar Um Casamento’, comédia de Nany People, tem temporada prorrogada até 27/3 no Teatro Mooca

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Allisson Valentim.

Um dos maiores ícones do humor no Brasil, Nany People prorroga a temporada do espetáculo ‘Como Salvar Um Casamento’ devido ao grande sucesso de bilheteria. A peça ficará em cartaz de até 27 de março, quintas, às 20h, no Teatro Mooca (Mooca Plaza Shopping – Piso L2). Com texto de Daniel Alves e Bruno Motta, a comédia já foi assistida por cerca de 35 mil pessoas em todo o Brasil desde sua estreia, em janeiro de 2024. No espetáculo, Nany dá vida a uma infalível palestrante de relacionamentos, arrancando risadas do público com seu humor irreverente.

Os ingressos já estão à venda e o público ainda poderá adquirir leques exclusivos de Nany People em diversos modelos, desenvolvidos especialmente para a peça. Vrá! Nany ainda vai dar conselhos amorosos para a plateia e pedir dicas e opiniões, tornando o espetáculo interativo e único a cada sessão.

Como Salvar Um Casamento apresenta um panorama contemporâneo dos relacionamentos amorosos. Desde a fecundação do óvulo pelo ‘espermatozóide machista’ ao casamento de longa data, passando pelos novos formatos de relação, pelas relações LGBTQIAPN+ e pelas brigas conjugais, relacionar-se sempre foi um grande desafio. Mas também é possível rir dos altos e baixos da vida a dois. É para todas as idades e fases de vida. “Quando o texto foi escrito, ele foi inspirado na separação dos meus irmãos. Hoje, eles estão casados de novo e, nesse período, muitos amigos também se casaram e se separaram. Nesta observação da vida a dois, eu vejo que muitas situações são as mesmas e que muitas perguntas continuam sem respostas. A ideia foi, então, aproveitar essa vibe de palestrante motivacional que está tão na moda e trazer esses e novos questionamentos sobre as relações amorosas para o palco”, afirma Nany People.

A peça original fez grande sucesso e rodou todo o país há 15 anos. Agora, repaginada, tornou-se um monólogo, em que Nany também aborda novas nuances sobre o amor. A interatividade com o público, uma das maiores marcas do trabalho da atriz, não vai ficar de fora no monólogo dinâmico, divertido, inteligente e que carrega o ‘jeitinho Nany de ser’ e de contar histórias. “O fato de ter só uma atriz em cena torna tudo mais direto e visceral. Muitas pessoas vão se reconhecer e rir muito das situações apresentadas”, conclui a atriz.

Sobre Nany People

Uma das maiores referências do humor brasileiro, Nany People é mineira de Machado, mas cresceu em Poços de Caldas de onde mudou-se cedo para São Paulo com o objetivo de estudar Artes Cênicas e conquistar seu espaço. Cursou interpretação na Unicamp e estudou Teatro no Teatro Escola Macunaíma. Como artista multifacetada, quebrou barreiras e foi uma das pioneiras da televisão brasileira. Integrou o elenco de diversos programas como Goulart de Andrade, Hebe, Xuxa Meneghel, Flash, A Praça é Nossa, Cante Se Puder, entre outros. Além de ter construído uma extensa carreira no Teatro, Rádio e Cinema, Nany estreou na teledramaturgia da Rede Globo em ‘O Sétimo Guardião’, sua primeira novela, além de fazer as divertidas personagens Lurdes e Madame Lú em ‘Quando Mais Vida Melhor’. Ainda na Globo, participou do programa ‘Popstar’, em que mostrou seu talento também como cantora, apresentando outra faceta ao grande público. Participa atualmente do júri do Caldeirola no ‘Caldeirão com Mion’ e do humorístico ‘Vai que Cola’. Também participou da novela ‘Fuzuê’, vivendo a Mariângela. Está em turnê com os espetáculos ‘TsuNANY’, ‘Nany é Pop!’ e ‘Sob Medida – Nany Canta Fafá’.

Ficha Técnica

Um espetáculo de Nany People e Marcos Guimarães

Elenco: Nany People

Texto: Bruno Motta e Daniel Alves

Direção de cena: Bruno Motta

Concepção visual: Marcos Guimarães

Direção musical: Ricardo Severo

Iluminação: Ronny Vieira

Figurino: Fábio Ferreira

Produção Executiva: MG8 Cultural

Assessoria de Imprensa: Prisma Colab.

Serviço:

Como Salvar Um Casamento

Curta temporada: até 27 de março de 2025, quintas-feiras | Horário: 20h

Local: Teatro Mooca (Mooca Plaza Shopping – PISO L2 – Rua Capitão Pacheco e Chaves, 313, São Paulo)

Ingressos: a partir de R$60 (meia entrada)

70 minutos

12 anos.

Vendas antecipadas: https://bileto.sympla.com.br/event/99337/d/282894.

(Com Mario Camelo/Prisma Colab)

Quarteto de Cordas da Cidade apresenta Conexões Musicais no Theatro Municipal

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Larissa Paz.

No dia 20, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, da Praça das Artes, o Quarteto de Cordas da Cidade apresenta Conexões Musicais, sua primeira apresentação do ano em celebração aos seus 90 anos de existência. Com a participação de Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Rafael Cesario no violoncelo e Marcelo Jaffé na viola. Uma celebração a gênese e a vocação desse corpo artístico: unindo clássico e popular, e com obras dedicadas ao Quarteto, o programa reverencia os ideais estéticos de Mário de Andrade, responsável pela criação do grupo em 1935, e sua missão de fomentar a produção brasileira para essa formação. Por diferentes ângulos, as peças dialogam com o Movimento Armorial, corrente liderada por Ariano Suassuna que, a partir dos anos 1970, buscava produzir uma nova arte brasileira inspirada nas raízes da cultura do Nordeste.

O repertório terá Cantiga, Baião e Frevo, de Hercules Gomes (dedicado ao Quarteto), Quarteto Nordestinados, de Clóvis Pereira (dedicado ao Quarteto) e Quarteto nº 2, de César Guerra-Peixe (dedicado ao Quarteto). Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de aproximadamente 60 minutos, sem intervalo.

Ensaio da coreografia de Réquiem SP.

No dia 20, quinta-feira, e 25, terça-feira, às 18h, acontece a Conversa de Bastidor – Réquiem SP, no Salão Nobre. A primeira data conta com a participação de Alejandro Ahmed, diretor do Balé da Cidade de São Paulo e coreógrafo de Réquiem SP, Aline Blasius, assistente de direção, Bibi Vieira, assistente de coreografia, Maíra Ferreira, regente do Coral Paulistano, Isabela Siscari, regente assistente do Coral Paulistano, e mediação de Andréia Nhur (ECA/USP). Já a segunda, terá a participação Clara Caramez, técnicas multimídias, Michelle Bezerra, técnicas multimídias, Diego de Los Campos, cenografia, objetos e controles físicos digitais, João R. Peralta, diretor de fotografia, edição e criação de vídeo e interlocução musical, Mirella Brandi, desenho de luz e mediação de Gabriel Barone, coordenador técnico do Balé da Cidade.

A Conversa de Bastidor é um espaço de encontro entre artistas e público, promovendo reflexões sobre processos criativos, escolhas estéticas e contextos das obras. Os ingressos são gratuitos, a classificação é livre e a duração de 60 minutos. As inscrições para participar podem ser feitas através do link. Mais informações disponíveis no site.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa Theatro Municipal)

Anacã Companhia de Dança faz nova temporada do espetáculo ‘Principiar’ no Teatro Paulo Eiró

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Lucas Derosa e Júlia Kohl.

Buscando revisitar a sua trajetória, a Anacã Companhia de Dança volta em cartaz com seu primeiro espetáculo, ‘Principiar’. O trabalho faz apresentações gratuitas entre os dias 21 e 23 de fevereiro, na sexta e no sábado às 21h e, no domingo, às 19h, no Teatro Paulo Eiró (Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro, São Paulo – SP).

O espetáculo ganhou os palcos pela primeira vez em 2013 e retoma a circulação por incentivo do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do ProAC. A obra foi revisitada com uma nova geração de bailarinos, consolidando o legado e o amadurecimento da companhia. “Nós falamos sobre começos e recomeços. Focamos principalmente nas relações interpessoais e na nossa conexão com o mundo espiritual, que é o que nos faz ter esperança”, conta Edy Wilson de Rossi, que assina a coreografia, os figurinos e a cenografia.

Explorando o estilo jazz contemporâneo, Principiar evoca as sensações de descoberta na expectativa de sentir a vida. Para o grupo, o movimento toca o pensamento e, por isso, é preciso seguir em frente sem medo. “É quase como um manifesto para termos coragem de sermos os autores das nossas vidas”, completa.

No elenco estão Alexssandro Silva, Beatriz Ribeiro, Bianca Mendes, Bruno Eduardo, Camila Trentini, Clara Bonifácio, Clara Castelo, Gabriela Leite, Guilherme Baldibia, Izy Oliveira, Lucas Cardoso, Mariana Morgado e Rafael Luz.

Sobre a encenação

Dividido em 16 cenas, o espetáculo une o real e o imaginário para mostrar a importância dos seres humanos se reconectarem à sua essência. No início de tudo, um personagem entra em cena para apresentar a humanidade para alguns seres míticos. A narrativa avança como se fosse um grande ritual de conhecimento. “Os dançarinos vão se alternando em solos, duplas, trios e grupos, até um momento em que se forma um grande batalhão, simbolizando uma grande conexão”, detalha o coreógrafo.

Os artistas são guiados pela trilha sonora de Fábio Cardia, composta com exclusividade para o Principiar. “Ele foi muito cuidadoso, acompanhou alguns dos nossos ensaios e foi criando junto conosco”, acrescenta. Para o figurino, Edy Wilson deu grande destaque para a renda. Em cada cena esse material assume uma simbologia diferente. “Para a primeira cena, por exemplo, ela está relacionada à pureza”, explica. No cenário, há a presença marcante de um tapete vermelho, uma poltrona vermelha e um pufe. A luz é feita por Raquel Balekian. Principiar simboliza a real vocação da Anacã não só por ter sido nosso primeiro trabalho. Nosso grande objetivo é auxiliar na transição de jovens estudantes para o mundo profissional. Queremos contribuir para a formação de talentos que não teriam essa oportunidade em outras grandes companhias”, defende Edy.

Anacã Companhia de Dança: Uma trajetória em movimento

Fundada em 2012 por Helô Gouvêa e Edy Wilson De Rossi, a Anacã Companhia de Dança explora a dança jazz contemporânea como expressão artística popular brasileira.

Principiar (2013), sua primeira obra, estreou no Teatro GEO e circulou por palcos como o Teatro Sérgio Cardoso e o Circuito Cultural Paulista, chegando à 24ª Quinzena de Dança de Almada, em Portugal. Com EleEla (2015), a companhia apresentou novas temáticas no Teatro Alfa e em outras cidades do Brasil. Eternos (2017) levou a Cia. ao ImPulsTanz – Vienna International Dance Festival, na Áustria, além de ser apresentado no Auditório Ibirapuera e outros espaços. Shogun (2018), homenagem à coreógrafa Ivonice Satie, foi apresentado na Semana Paulista de Dança e no Santos Dance Festival, junto com Eternos. Renascimento (2018) mostrou a versatilidade da Cia. em novas linguagens. #NOFILTER (2022), foi adaptado para um solo apresentado no 26º Internationales Solo Tanz Theater Festival Stuttgart. A Força Dela (2022) foi apresentado como parte da exposição fotográfica homônima, na Casa MovAC, em São Paulo.

A Anacã Companhia de Dança segue sua trajetória com espetáculos que exploram a dança contemporânea no cenário brasileiro.

Sinopse | Um início, tudo novo, um começo, mistério. Sensações de descoberta na expectativa de sentir a vida. Sincronia. O movimento toca o pensamento. É preciso seguir em frente. Não é preciso ter medo. Principiar trata da coragem de sermos os autores de nossas vidas.

FICHA TÉCNICA

Anacã Companhia de Dança – @anacaciadedanca

Coreografia, figurinos e cenografia: Edy Wilson de Rossi

Trilha sonora: Fábio Cardia

Designer de luz: Raquel Balekian

Produção executiva: Dilatta Cultura

Elenco: Alexssandro Silva, Beatriz Ribeiro, Bianca Mendes, Bruno Eduardo, Camila Trentini, Clara Bonifácio, Clara Castelo, Gabriela Leite, Guilherme Baldibia, Izy Oliveira, Lucas Cardoso, Mariana Morgado e Rafael Luz

*Projeto realizado com o incentivo do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do ProAc.

Serviço:

Principiar

De 21 a 23 de fevereiro, na sexta e no sábado, às 21h, e, no domingo, às 19h

Local: Teatro Paulo Eiró – @teatropauloeirosp – Av. Adolfo Pinheiro – 765 – Santo Amaro, São Paulo

Ingressos: gratuitos | Retirada uma hora antes do espetáculo na bilheteria do teatro.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Estefane Santos Quinteto leva o melhor do samba jazz ao Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Hal Masonberg Photography.

O Sesc 24 de Maio recebe o Estefane Santos Quinteto Samba Jazz no dia 22 de fevereiro, às 20h, no teatro. Com um repertório que mescla releituras de clássicos e composições autorais, o grupo destaca a profundidade e a elegância do samba jazz, celebrando esse subgênero com autenticidade e sensibilidade artística.

À frente do quinteto, Estefane Santos iniciou sua trajetória musical aos 13 anos no trompete, em um projeto social em Guarulhos. Ao longo da carreira, passou por instituições como a Juilliard School (Nova York), Souza Lima & Berklee (São Paulo) e Conservatori Liceu (Barcelona).

O grupo explora a fusão entre a riqueza rítmica do samba e a sofisticação harmônica do jazz, oferecendo ao público uma experiência musical vibrante e envolvente.

Serviço:

Estefane Santos Quinteto Samba Jazz

Data: 22/2, sábado, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo, SP

Classificação: 12 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc)

Duração do show: 90 min

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú – Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo, SP – a 350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)

[Artigo de opinião] Para garantir igualdade de gênero, política científica deve dialogar com política de cuidado

Campinas, por Kleber Patricio

Políticas públicas devem focar em desenvolvimento, ciência e pesquisas de soluções que considerem os aspectos de reprodução social e dos cuidados. Foto: National Cancer Institute/Unsplash.

Por Márcia Tait — A busca pela igualdade de gênero no Brasil demanda uma abordagem integrada que reconheça a interdependência entre diferentes esferas políticas. A recente aprovação da Política Nacional de Cuidados, sancionada pelo presidente Lula em dezembro de 2024, marca um avanço significativo na valorização dos trabalhos de cuidado, predominantemente realizados por mulheres. Paralelamente, a área de ciência, tecnologia e inovação (C&T) enfrenta desafios persistentes de desigualdade de gênero e para fortalecer o desenvolvimento de tecnologias para inclusão e sustentabilidade socioambiental.

Este texto propõe a articulação entre a política de cuidados e as políticas de C&T, destacando como essa integração pode promover direitos mais equitativos para as mulheres e impulsionar a produção científica e tecnológica no país.

‘Cuidado’ é um conceito polissêmico. No âmbito da política recém formulada, cuidados se referem a trabalhos fundamentais para a manutenção da sociedade, feitos principalmente no âmbito doméstico e por mulheres, de forma gratuita ou remunerada — como limpeza, preparação de alimentos, gestão da casa, cuidados com crianças, idosos e dependentes e apoio emocional. Como apresentado no documento para a política, os arranjos sociais para provê-los são desiguais, injustos e insustentáveis e recaem sobre as mulheres, especialmente aquelas racializadas e de classes populares.

A sobrecarga, desvalorização e estigmatização dos trabalhos de cuidados são condicionantes e condicionadores de desigualdade socioeconômica e de gênero. Os dados oferecidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que as mulheres ocupam o dobro dos trabalhos em tempo parcial, a maioria dos postos com menores salários (precários e terceirizados), embora já sejam a metade das chefes de família. Outras pesquisas também mostram a sub-representação feminina em cargos políticos.

Essa relação desigual é um dos motivos que torna digna de nota a escolha inédita pelo presidente Lula em 2022 de uma mulher como Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Luciana Santos.  É ainda mais incomum que a ministra seja, simultaneamente, engenheira e liderança política do PCdoB.

Nos estudos da ciência com enfoque de gênero são conhecidas as posições desiguais históricas entre homens e mulheres. Mulheres são maioria nos cursos de graduação e mestrado strictu sensu. Mas ainda somos minoria como bolsistas de pesquisa produtividade CNPq, um número reduzido das reitorias de universidades e minoritárias em postos de coordenação em projetos na área ‘desenvolvimento de tecnologias’ e nas engenharias. Na América Latina, não chegam a 35% das pessoas que estudam em áreas STEM (do inglês: ciências, engenharias e matemática). Para todas as realidades científicas, a desigualdade se amplia quando considerada a participação de mulheres negras.

Como nos sinaliza a política de cuidados, elaborar ações depende de pensar na transferência de recursos e na garantia de direitos. Também passa por promover uma transformação cultural, no âmbito da ciência e educação, além de inovações para desenhar a infraestrutura da sociedade e os serviços públicos e privados. Isso exige pesquisa, desenvolvimento, ciência e pesquisas de soluções que considerem os aspectos de reprodução social e dos cuidados, a começar, talvez pela própria universidade apoiando iniciativas como Parent in Science, que debate a parentalidade no meio científico.

Será que os planos e estratégias governamentais se transformaram com uma mulher ministra e de esquerda? Temos um direcionamento mais inclusivo ou mesmo feminista? Para avançar rumo a uma sociedade mais justa e igualitária, é imperativo que as políticas de ciência, tecnologia e inovação incorporem de forma efetiva os princípios da Política Nacional de Cuidados. Isso implica a criação de incentivos para a participação feminina em posições de liderança e áreas STEM, o estabelecimento de programas de apoio à parentalidade no meio científico e a garantia de condições equitativas de trabalho.

Ao promover uma transformação cultural e estrutural que valorize os cuidados e a diversidade de gênero, fortaleceremos não apenas os direitos das mulheres, mas também a capacidade inovadora e o desenvolvimento sustentável do Brasil. É hora de agir de maneira propositiva, integrando cuidados e C&T como pilares fundamentais para a igualdade de gênero e o desenvolvimento nacional.

Sobre a autora | Márcia Tait é doutora em política científica e tecnológica pela Unicamp, professora na Universidade de Valladolid e pesquisadora no Laboratório de Tecnologias e Transformações Sociais (DPCT/Unicamp).

Os artigos de opinião publicados não refletem, necessariamente, a opinião do site.

(Fonte: Agência Bori)