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Roteiro inédito de jipe no Rio: Gray Line lança experiência única para turistas

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Gray Line.

A Gray Line –tradicional e experiente empresa de sightseeing reconhecida internacionalmente como líder no mercado de experiências – superou em 45% a meta de vendas planejada para 2024 e apresenta uma novidade: um roteiro turístico exclusivo de jipe pelo Rio de Janeiro. O roteiro passa por pontos icônicos do Rio, incluindo o Parque Lage, a Floresta da Tijuca e o Corcovado, finalizando com um espetacular pôr do sol no Pão de Açúcar. Com aproximadamente oito horas de duração, o passeio acontece em jipes confortáveis e abertos, acompanhados por um guia especializado. Cada veículo acomoda até oito pessoas, com saídas de diversos hotéis da cidade.

Segundo Bruno Barreto, diretor da Gray Line, a novidade atende à crescente demanda de turistas nacionais e internacionais interessados em explorar não só os pontos turísticos mais famosos, mas também em se reconectar com espaços naturais e aprender sobre a biodiversidade local.

“O Rio de Janeiro é uma das poucas cidades no mundo que combinam a agitação de uma grande metrópole com áreas tranquilas, perfeitas para explorar a rica biodiversidade da Mata Atlântica. Observamos cada vez mais turistas buscando experiências ao ar livre, que promovam essa conexão com a natureza. Nesse sentido, criar um roteiro que inclua a maior floresta urbana do mundo, além de ícones como o Parque Lage, Corcovado e o Pão de Açúcar, é essencial. Esse é um roteiro único e exclusivo, sem nada igual na cidade”, destaca.

Passando pelo Parque Nacional da Tijuca, a empresa disponibiliza cinco outros roteiros, com opções a partir de R$200,00 (sem ingressos) para um tour de 4 horas. Ao todo, mais de oito experiências em jipes estão disponíveis para os visitantes.

Além dessa novidade, 2024 foi um ano marcante para a Gray Line. Em um ano atípico, a empresa superou em 45% sua meta de vendas, atendendo milhares de turistas em tours, tanto em grupo quanto privados. Parte desse sucesso veio da ampliação do atendimento para novos nichos, incluindo a expansão para os públicos das classes B e AA, com experiências exclusivas e diferenciadas.

Os roteiros realizados abrangeram mais de 30 cidades em todo o Brasil. No Rio de Janeiro, os passeios de jipe também incluíram outras atrações da Cidade Maravilhosa, como o Cristo Redentor, o Jardim Botânico e praias desertas. Tudo isso realizado com uma equipe qualificada, composta por motoristas experientes e guias especializados em roteiros ao ar livre, garantindo uma experiência segura e enriquecedora para os visitantes.

Sobre a Gray Line | Gray Line é a mais antiga e experiente empresa de sightseeing mundial. Internacionalmente reconhecida como líder no mercado de experiência, translados e tours, a Gray Line, presente em todos os continentes, oferece mais de 3.500 serviços em mais de 150 destinos. Desde 1910, é referência de credibilidade, fornecendo produtos confiáveis de turismo para viajantes nos locais mais procurados do Mundo. Está presente no Brasil há 45 anos, oferecendo experiências extraordinárias e realizando sonhos.

Com operação globalizada, a Empresa é a primeira opção para passeios e translados, atendendo com expertise e qualidade a clientes individuais, grupos privativos e empresas. Em 2010, a Gray Line Brasil foi integrada ao Grupo Águia, que completou 20 anos de atuação em 2024, é pioneiro no mercado de turismo brasileiro e composto pela união de oito empresas de segmentos importantes, como o lazer, incentivo, corporativo, esportivo e seguro-viagem.
(Com Camila Acatauassú Xavier/Approach Comunicação)

A profundidade da alma brasileira

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/Grupo Editorial Edipro.

Para os amantes da boa literatura, o selo Via Leitura, do Grupo Editorial Edipro, reuniu em um box as obras mais marcantes de Graciliano Ramos, um dos maiores nomes da literatura nacional. Com uma escrita concisa e intensa, o autor alagoano desvela as contradições humanas, as injustiças sociais e os dramas existenciais que atravessam gerações.

A coleção inclui Vidas Secas, uma narrativa poderosa sobre a luta pela sobrevivência no sertão; Angústia, um mergulho na mente atormentada de um homem consumido por seus próprios fantasmas; São Bernardo, um retrato da ambição e solidão de um homem em busca de poder; e Insônia, uma coletânea de contos que expõe os recantos mais sombrios da alma humana.

Foto: Divulgação/Grupo Editorial Edipro.

Com edições especiais que incluem artes de Andrés Sandoval e prefácios Micheliny Verunschk, este box é um convite para revisitar os clássicos que moldaram a literatura nacional e continuam a dialogar com o presente. Essencial para os que desejam compreender mais sobre o Brasil e a condição humana.

Vidas Secas | Uma família de retirantes atravessa o sertão nordestino em busca de sobrevivência e dignidade. Fabiano, Sinha Vitória, os filhos e a cachorra Baleia enfrentam a seca, a fome e a injustiça social. Com uma prosa crua, Graciliano retrata a desumanização e a resiliência do povo sertanejo, fazendo o leitor refletir sobre desigualdades e a natureza humana.

Angústia | O turbilhão psicológico de Luís da Silva, um homem consumido pela culpa e pela obsessão, ganha vida neste romance. Ambientado em uma Maceió sufocante, o livro expõe a alienação, os conflitos interiores e a hipocrisia social da época. Graciliano Ramos conduz o leitor a um mergulho profundo nos limites da sanidade e da solidão.

São Bernardo | Paulo Honório narra sua ascensão como dono de terras, marcada por ambição, solidão e escolhas morais questionáveis. Com uma narrativa precisa e implacável, Graciliano explora as contradições sociais e psicológicas de um Brasil em transformação, refletindo sobre o custo do progresso e o impacto das decisões humanas.

Insônia | Nesta coletânea de contos, Graciliano desnuda os recantos mais sombrios da alma humana. Temas como a miséria, a violência e os dilemas morais emergem em narrativas que confrontam o leitor com o lado mais obscuro da existência. Uma leitura que une intensidade e reflexão sobre a essência da vida.

Ficha técnica

Título: BOX Graciliano Ramos

Autor: Graciliano Ramos

Editora: Grupo Editorial Edipro

Selo: ‎Via Leitura

ISBN: 978-6587034614

Dimensões: ‎ 14.3 x 5.5 x 21.3 cm

Páginas: ‎656

Preço: R$119,00

Onde encontrar: Amazon.

Foto: Wikimedia Commons.

Sobre o autor: Graciliano Ramos (1892–1953) tornou-se um dos mais renomados escritores brasileiros do século XX. Nascido em Alagoas, destacou-se por sua prosa seca e realista. Além de escritor, foi prefeito de Palmeira dos Índios e teve uma trajetória política marcada pelo engajamento social. Sua contribuição à literatura brasileira continua a influenciar gerações de novos escritores e a formar mais e mais leitores.

Sobre a editora: O Grupo Editorial Edipro tem como propósito, desde 1977, publicar obras que ajudem na evolução do leitor. Edipro é formação, inspiração e entretenimento. Ao longo dos anos, são mais de 500 títulos publicados nas principais áreas do saber e novos selos foram criados, como Caminho Suave e Mantra. Instagram: @editoraedipro.

(Com Daniela Garbez/LC Agência de Comunicação)

Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp apresenta exposição inédita com acervo do MAM São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Leda Catunda, MAM, 1998. Coleção MAM São Paulo. Foto: Romulo Fialdini.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo, em parceria com o SESI-SP, apresentará uma exposição inédita com obras do acervo do MAM na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp, a partir de 26 de março. A mostra ‘MAM São Paulo: encontros entre o moderno e o contemporâneo’ tem curadoria de Cauê Alves e Gabriela Gotoda e reúne mais de 100 obras da coleção do museu.

Entre os destaques, estão obras já conhecidas do público, como Paisagem (1948), de Tarsila do Amaral; Peixe na praia (1933), de Di Cavalcanti, e Onça (1930), de Victor Brecheret, ao lado de outros modernistas – Alfredo Volpi, Ismael Nery e Cândido Portinari. Grandes nomes da arte contemporânea também terão trabalhos em exibição, é o caso de artistas como Mira Schendel, Leonilson, Carmela Gross, Tunga, Leda Catunda e Cildo Meireles – este último, com escultura doada recentemente ao acervo do museu. Além disso, a mostra conta com obras de artistas internacionais, como León Ferrari e Raoul Dufy. “Para o MAM São Paulo, essa parceria com o SESI-SP tem um significado especial, pois reforça a importância de unir forças com outras instituições culturais. Essas colaborações são uma oportunidade valiosa para ampliar a visibilidade do nosso acervo e levar as obras do museu a públicos diversos, fortalecendo o diálogo com a sociedade e reafirmando nosso compromisso com a democratização da arte”, afirma Elizabeth Machado, presidente do MAM.

A gerente executiva de Cultura do SESI-SP, Débora Viana, destaca a importância para o SESI-SP na realização dessa exposição. “O SESI-SP tem como um de seus compromissos contribuir com a sociedade civil, promovendo educação e cultura. Essa parceria com o MAM é uma das formas de reforçar esse compromisso, com o fomento do cenário cultural e artístico, a formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita. É uma oportunidade de realizar na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp uma exposição que suscitará reflexões e proporcionará para o público visitante acesso a um acervo de suma importância para a história da arte brasileira e internacional”.

A exposição trará outras obras recém incorporadas pelo museu, a maior parte vinda de uma doação recebida em 2024. “Trata-se de um conjunto muito relevante, com obras contemporâneas e modernistas que complementam o acervo do museu e são fundamentais na exposição atual. Há inclusive trabalhos de artistas do modernismo europeu de que o MAM ainda não tinha nenhuma obra, como Yves Klein e Henry Moore”, explica Cauê Alves, curador-chefe do museu, responsável pela exposição ao lado de Gabriela Gotoda.

Um dos destaques nas doações recentes é a aquarela Vaso de Anêmona, do francês Raoul Dufy, datada de 1937. Recebida a doação via legado, o museu contratou uma perícia profissional para conduzir um processo técnico-científico de confirmação de autoria. O trabalho foi conduzido pelos peritos Gustavo Raul Perino, da Givoa Art Consulting, e Anauene Dias Soares, da Anauene Art Law.

A obra foi identificada por uma historiadora francesa contratada pela consultoria, que fez checagens na versão original física do catálogo raisonné de Dufy, já que a versão online não continha a aquarela. O único outro exemplar da obra de Dufy em coleções institucionais no Brasil está no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP).

A exposição também traz um esforço em parceria com o setor Educativo do MAM para elucidar os conceitos de arte moderna e arte contemporânea. “São conceitos que muitas vezes parecem sinônimos, e que podem ser difíceis de distinguir. Muitas vezes se chega a um museu de arte contemporânea e ele tem obras de arte moderna. Retomamos as questões mais comuns identificadas pela equipe do MAM Educativo e vamos usar a oportunidade de trabalhá-las para dar ao público mais autonomia na compreensão da história da arte”, diz Gabriela Gotoda, cocuradora.

Encontros entre o moderno e contemporâneo

O partido curatorial buscou explorar as diferenças e semelhanças entre a arte moderna e a contemporânea, criando aproximações e diálogos entre essas duas noções e os seus momentos na história da arte brasileira.

A exposição pretende levar o público à reflexão sobre como as sobreposições de assuntos, linguagens ou processos nas obras tipicamente caracterizadas como modernas ou contemporâneas demonstram as semelhanças e diferenças entre elas, tensionando a distância entre os dois termos — moderno e contemporâneo — de modo a questionar definições precisas na história e nos dias atuais.

A convergência e mistura existentes entre esses dois momentos históricos da produção artística são notórias tanto em seus desdobramentos no tempo quanto na produção crítica a respeito delas, e também estão refletidas no acervo do MAM. No Brasil, em especial, a produção dita contemporânea pode ser considerada um desdobramento de uma das últimas vanguardas modernistas, o construtivismo pós-Guerra, característica que dificulta o estabelecimento de uma divisão ou sequência cronológica entre as duas definições.

Se o início da arte moderna supostamente se deu com as vanguardas europeias na virada do século 20, a produção dos modernistas brasileiros se estendeu pela maior parte daquele século, muitas vezes simultaneamente ao desenvolvimento de novas linguagens e técnicas exploradas na produção mais contemporânea.

A narrativa histórica sobre a arte moderna no Brasil por muito tempo ignorou a produção de artistas hoje denominados populares, como José Antonio da Silva, Iracema Arditi e Heitor dos Prazeres. Contemporâneos de grandes nomes do modernismo brasileiro, esses artistas não são amplamente vinculados à arte moderna justamente porque não são acomodados com facilidade nos partidos estéticos e conceituais das vanguardas.

Partindo desse reconhecimento, a exposição busca contribuir com a discussão sobre as narrativas históricas da arte moderna da arte contemporânea, assim como a percepção sobre a passagem do tempo entre elas. Certamente há diferenças históricas e teóricas que merecem ampla discussão, mas, afinal, é possível traçar com precisão a fronteira visual e temporal entre a arte moderna e a arte contemporânea? De que modo isso se relaciona com a percepção do tempo histórico, e do tempo vivido? A exposição aponta para essas questões não para respondê-las definitivamente, mas sim para contribuir com outras formas de abordagem, oferecendo ao público autonomia para se surpreender com as reflexões despertadas pela arte, seja de qual tempo ela for.

Lista de artistas

A exposição reúne obras de Alberto da Veiga Guignard, Aldo Bonadei, Alex Cerveny, Alfredo Volpi, Anna Maria Maiolino, Ana Maria Tavares, André Komatsu, Antonio Henrique Amaral, Antonio Manuel, Antonio Dias, Arthur Luiz Piza, Artur Barrio, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Carlos Fajardo, Carlos Vergara, Carmela Gross, Cildo Meireles, Claudio Tozzi, Eduardo Berliner, Emiliano Di Cavalcanti, Ernesto de Fiori, Evandro Carlos Jardim, Farnese de Andrade, Ferreira Gullar, Flávio de Carvalho, Flávio Shiró, Francisco Rebolo, Franklin Cassaro, Geraldo de Barros, Haruka Kojin, Heitor dos Prazeres, Hélio Oiticica, Henry Moore, Hércules Barsotti, Iberê Camargo, Ione Saldanha, Iracema Arditi, Ismael Nery, John Graz, José Antonio da Silva, José Pancetti, Leda Catunda, León Ferrari, Leonilson, Letícia Parente, Lívio Abramo, Luiz Sacilotto, Marcello Grassmann, Marco Paulo Rolla, Mary Vieira, Mira Schendel, Oswaldo Goeldi, Raoul Dufy, Rodrigo Matheus, Rogério Canella, Rubens Gerchman, Samson Flexor, Sandra Cinto, Sérgio Camargo, Shirley Paes Leme, Siron Franco, Tadeu Jungle, Tarsila do Amaral, Thiago Rocha Pitta, Tunga, Victor Brecheret, Willys de Castro e Yves Klein.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos.

O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.
Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Sobre o SESI

O SESI-SP tem como um de seus compromissos contribuir com a sociedade civil, promovendo educação de forma ampla, onde a cultura tem papel de destaque. Assim, todas as ações e projetos desenvolvidos pela instituição visam à formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita, além da promoção da economia criativa nacional. A Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp é um espaço expositivo de 850m2, que integra o complexo de artes cênicas e visuais, audiovisual, música, literatura e tecnologia do SESI-SP. O espaço já abrigou exposições de artistas e acervos nacionais e internacionais de grande relevância.

Serviço:

MAM São Paulo: encontros entre o moderno e o contemporâneo

Abertura para convidados: 25 de março de 2025, terça-feira, às 19h

Período expositivo: 26 de março a 08 de junho de 2025

Local: Centro Cultural Fiesp | Galeria de Arte

Endereço: Av. Paulista, 1313 – Bela Vista, São Paulo, SP

Horários: de terça a domingo, das 10h às 20h

Entrada gratuita

Centro Cultural Fiesp

https://www.instagram.com/centroculturalfiesp/

https://www.facebook.com/centroculturalfiesp/

https://www.youtube.com/@CentroCulturalFiesp

MAM São Paulo

www.instagram.com/mamsaopaulo/

https://www.facebook.com/mamsaopaulo/

www.youtube.com/@mamsaopaulo/.

(Com Ana Beatriz Garcia/Assessoria de Imprensa MAM São Paulo)

Key Sawao apresenta ‘Danças do dia – Dança para Takao’ no Sesc Avenida Paulista

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Davide Mari.

Key Sawao se lança em uma série de apresentações solo, criando danças para (e com) Takao Kusuno (1945–2001), considerado o precursor da dança butô no Brasil. Key se apresenta de 21 de março a 13 de abril, sextas e sábados, às 20h30, e domingos, às 18h30, no Sesc Avenida Paulista.

Danças do dia emerge como uma prática artística em que memória, imaginação e presente se entrelaçam em uma tessitura contínua, como explica Key: “cada dança do dia nasce do instante, mas evoca rastros de gestos passados, criando um ciclo de atualização e ressignificação”.

Esse fluxo dinâmico é complementado por recursos audiovisuais e pode ser pensado em paralelo com séries de obras nas artes plásticas, quando a repetição e a variação se desdobram no tempo. Assim, a série Danças do dia, dramaturgia em movimento uma pesquisa que a artista conduz há anos; “ela pode ser entendida como um campo de investigação em que a cada dia, as danças têm a mesma essência, mas não se fixam no tempo e se recriam continuamente”, conta Sawao, que acrescenta: “a memória se apresenta não como algo estático, mas como um espaço vivo que se transforma a cada reencontro, expandindo a experiência do presente e do movimento”.

Takao Kusuno foi um artista japonês que se estabeleceu no Brasil em 1977, influenciando a cena da dança e do teatro no país. Entre os artistas brasileiros, que seguiram seus ensinamentos, estão Key Sawao e Ricardo Iazzetta. Em 2023, a companhia key zetta e cia., desenvolveu o projeto e experimento cênico Coisa que move – danças para Takao. Agora, a artista Key Sawao, a partir desta experiência e impulsos, se lança nesta série de Danças do dia – Dança para Takao, como um encontro na curva do tempo.

Ficha Técnica

Direção Geral, Concepção e Dança: Key Sawao | Assistência Artística: Ricardo Iazzetta | Espaço Cênico e Coordenação de Arte: Hideki Matsuka | Audiovisual e Edição de Trilha Sonora: André Menezes | Luz: Lucas Pradino | Registro em video: Davide Mari | Produção: Corpo Rastreado | Agradecimentos: key zetta e cia.

Serviço:

Dança | Danças do dia – Dança para Takao

De 21/3 a 13/4 de 2025 – sextas e sábados, às 20h30; domingos, às 18h30

Local: Estúdio (4º andar)

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (Meia) e R$15 (Credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 11/3, terça, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 12/3, quarta, às 17h.

Sesc Avenida Paulista

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo, SP

Fone: (11) 3170-0800

Transporte público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade: terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, das 10h às 19h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Fernanda Porta Nova/Assessoria de Imprensa Sesc Avenida Paulista)

Escola Bolshoi estreia clássico mundial ‘O Lago dos Cisnes’ em comemoração pelos seus 25 anos no país

Joinville, por Kleber Patricio

Sala de aula. Foto: Vanderlia Macalossi.

Para celebrar seu Jubileu de Prata, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil apresenta, nos dias 15 e 16 de março de 2025, às 19h30, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville/SC, uma produção inédita do icônico balé ‘O Lago dos Cisnes’. Com coreografia, produção e cenografia assinadas pelo lendário Vladimir Vasiliev, um dos maiores nomes do balé mundial do século XX, este espetáculo reúne solistas internacionais e talentos formados pela instituição, reafirmando o legado de 25 anos da única filial do Bolshoi no mundo. Uma noite histórica para o Brasil e para a dança.

O Lago dos Cisnes é uma criação original do mestre Vladimir Vasiliev para a Escola Bolshoi com música de Piotr Tchaikovsky. O balé reúne mais de 100 bailarinos em cena em um espetáculo inesquecível enriquecido por cenários grandiosos. Além do libreto, coreografia e direção, Vasiliev criou a cenografia do balé e pintou as telas do cenário, que aparecerão no palco por meio de projeção mapeada. O destaque dessa produção será a participação de crianças, o que dará ao balé um novo elemento com personagens exclusivos criados por Vasiliev especialmente para os jovens alunos do Bolshoi Brasil.

Para dar vida aos protagonistas da obra, a Escola Bolshoi contará com a participação especial de três renomados Primeiros Bailarinos da Ópera de Kazan, na Rússia: Amanda Gomes, ex-aluna da instituição e artista premiada em prestigiadas competições internacionais e condecorada com a Ordem do Rio Branco, concedida pelo Ministério das Relações Exteriores; Wagner Carvalho, também formado pela Escola Bolshoi, talentoso bailarino e reconhecido por suas conquistas internacionais, e Mikhail Timaev, bailarino russo de grande prestígio.

Casal Amanda Gomes e Mikhail Timaev. Crédito da foto: Cleber Gomes.

O elenco conta também com a presença de Cecília Kerche, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e embaixadora da dança pela Unesco. Nove anos após sua despedida dos palcos, Cecília retorna para celebrar os 25 anos da Escola Bolshoi, interpretando a Rainha em O Lago dos Cisnes, um dos balés mais emblemáticos de sua carreira. Amanda Gomes e Mikhail Timaev, primeiros bailarinos, nesta obra, são assistentes de Vladimir Vasiliev e acompanham os ensaios e detalhes finais para a estreia do balé no Brasil.

Vladimir Vasiliev expressou seu grande orgulho pela Escola Bolshoi e por seus formados, que hoje ocupam posições de destaque no cenário da dança mundial. Ele também agradeceu a dedicação dos professores envolvidos na remontagem. “Para mim, este balé é o mais importante, o de maior responsabilidade e o mais complexo entre os grandes clássicos de repertório. De toda minha alma, desejo que os intérpretes desta estreia de O Lago dos Cisnes escrevam seus nomes na história da Escola Bolshoi no Brasil. Também gostaria que esta estreia fosse um tributo à memória de Luiz Henrique da Silveira, um homem cujo amor por sua cidade natal e seu país, aliado à sua compreensão da importância da cultura, bem como à sua determinação em transformar ideias em realidade, tornou possível a criação da Escola Bolshoi no Brasil, hoje reconhecida mundialmente”, finalizou o mestre Vasiliev.

Vladimir Vasiliev

O lendário bailarino do século XX que inaugurou uma nova era na história da dança clássica masculina. Um intérprete virtuoso, dotado de um talento raro para a transformação cênica, dando vida a uma vasta gama de personagens nos palcos mais prestigiados do mundo – cada um inesquecível. A Academia de Dança de Paris o agraciou com o prêmio de Melhor Bailarino do Mundo. Trabalhou com os mais renomados coreógrafos de sua época, como Yury Grigorovich, Maurice Béjart e Roland Petit, e dançou ao lado das maiores bailarinas do mundo, entre elas Galina Ulanova, Maya Plisetskaya, Alicia Alonso e Carla Fracci, tendo como parceira principal sua esposa – a inesquecível Ekaterina Maximova.

Como coreógrafo e diretor, presenteou o mundo com suas produções originais, incluindo Cinderela, Romeu e Julieta, Anyuta, Macbeth e Ícaro, além de versões de balés clássicos como O Quebra-Nozes, Dom Quixote e Giselle, óperas, filmes para televisão e a produção cinematográfica Fouetté. Também concebeu espetáculos e concertos de beleza deslumbrante. Em sua trajetória, colaborou com grandes nomes da arte mundial, como Franco Zeffirelli, Boris Pokrovski, Mstislav Rostropovich e Mikhail Pletnev. Suas criações coreográficas foram apresentadas nos mais prestigiados teatros e arenas, incluindo La Scala, Teatro Colón, Arena de Verona, Opera di Roma, Tokyo Bunka Kaikan, Staatsoper Berlin, Sadler’s Wells, Coliseu de Londres e Herodes Ático, em Atenas.

Como professor e mentor, formou gerações de coreógrafos. Além de sua atuação nos palcos, no rádio e na televisão, também se destacou como autor de coletâneas de poesia, artista plástico com dezenas de exposições ao redor do mundo e designer de produções de balé e galas. O talento artístico de Vasiliev não conhece limites: um verdadeiro mestre do Renascimento, que continua a criar com força e espontaneidade. Sua trajetória é marcada por um reconhecimento contínuo, tanto em seu país quanto no exterior – há poucas honrarias no mundo do balé que ele ainda não tenha recebido.

Em 2000, no cargo de Diretor-Geral e Artístico do Teatro Bolshoi, tornou-se cofundador da Escola Bolshoi na cidade de Joinville e, desde então, tem sido seu curador, compartilhando sua vasta experiência e conhecimento com professores, alunos e ex-alunos. O Lago dos Cisnes é a quarta produção que Vasiliev coreografa para a Escola, seguindo O Quebra-Nozes, Dom Quixote e Giselle.

Solistas convidados

Amanda Gomes

Amanda Gomes formada pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Atualmente, é a 1ª Bailarina da Ópera de Kazan/RU. Amanda já atuou como protagonista em balés como Giselle, A Bela Adormecida, Romeu e Julieta, Les Sylphides, Don Quixote e O Quebra-nozes. Conquistou inúmeros prêmios, como Bolshoi Ballet – Winner – TV Kultura; Benois de La Danse, o Oscar da Dança; XIII Moscow International Ballet Competition Award, Medalha de Ouro na Bulgária no XXVII Varna International Ballet Competition (conhecida como a Olimpíada do Balé) e recentemente conquistou, junto com Wagner Carvalho, mais uma medalha no XIV The International Ballet Competition in Moscow. Amanda também recebeu a condecoração Ordem do Rio Branco, concedida pelo Ministério das Relações Exteriores.

Mikhail Timaev

Mikhail Timaev se formou na Escola Coreográfica de Kazan em 2005. Durante seus estudos, foi contratado pela Ópera de Kazan/Ru onde continua atuando. Sua carreira inclui conquistas em competições internacionais, como o XI Concurso Internacional de Bailarinos e Coreógrafos de Moscou, onde recebeu a Medalha de Bronze em 2009. Além disso, ele foi agraciado com o Diploma de Melhor Partner no XIII Concurso Internacional de Bailarinos e Coreógrafos em Moscou e com o Diploma no Concurso Internacional de Ballet Arabesque, em Perm, em 2008. Em 2010, recebeu o prêmio da Organização Internacional para o Desenvolvimento da Cultura e Arte Turca TURKSOY. Seu talento também foi reconhecido com o prêmio Soul of Dance na categoria Rising Star, em 2012. Em abril de 2015, Mikhail Timaev foi honrado com o Prêmio Estadual da República do Tartaristão em homenagem a G. Tukai por sua atuação no papel do Espírito de Khan Batu no balé A Horda de Ouro, de R. Akhiyarova.

Wagner Carvalho

Wagner Carvalho é formado pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e hoje é primeiro bailarino da Ópera de Kazan/RU. Em 2015, foi premiado no 14º Russian Open Ballet Competition, em Perm, onde recebeu o convite do diretor Vladimir Yakovlev para ingressar na companhia. Aos 30 anos, já interpretou papéis em Romeu e Julieta, O Quebra-Nozes, O Lago dos Cisnes e A Bela Adormecida, no teatro e em turnês pela Europa. Também venceu o concurso televisivo Bolshoi Ballet, competindo com bailarinos da Rússia e dos Estados Unidos. E junto com Amanda Gomes, ganhou mais uma medalha no XIV The International Ballet Competition in Moscou.

Dados históricos do Balé

O Lago do Cisnes é um balé romântico composto pelo compositor russo Piotr Tchaikovsky em 1876 e estreado em 1877 no Teatro Bolshoi. Em 1895, foi encenado no Teatro Mariinsky em São Petersburgo por Marius Petipa e Lev Ivanov. A primeira produção do balé O Lago dos Cisnes fora da Rússia foi realizada pelo dançarino russo Mikhail Mordkin em 1911, em Nova York. No século XX, essa obra clássica foi encenada por praticamente todos os grandes coreógrafos mundiais, como George Balanchine, Leonid Lavrovsky, Rostislav Zakharov, Yuri Grigorovich, Asaf Messerer, John Cranko, Kenneth MacMillan, John Neumeier, Mats Ek, nos palcos mais prestigiados do mundo. Este balé é considerado um símbolo do balé clássico mundial, sendo o mais amado e popular entre o público.

Conta a história da Princesa Odette e o Príncipe Siegfried. Rothbart, um mago sombrio do lago, enfeitiçou Odette e outras jovens, transformando-as em cisnes. Quando Siegfried vê Odette à beira do lago, se apaixona por ela e promete amá-la para sempre, com a esperança de quebrar a maldição. No entanto, Rothbart usa seus feitiços para enganar o príncipe, fazendo-o acreditar que Odile, o Cisne Negro, é o seu verdadeiro amor. A música de Tchaikovsky expressa a força e a emoção do final dessa obra. Na Escola Bolshoi a coreografia é de Vladimir Vasiliev, uma obra original.

Ingressos: Os ingressos para a estreia do Balé O Lago dos Cisnes da Escola Bolshoi estão à venda no site enjoyticket (www.enjoyticket.com.br) a preços populares, a partir de R$21,00.

Os espetáculos que marcam os 25 anos do Bolshoi no Brasil têm patrocínio das empresas Ventisol Brasil, TKE, Engie, Whirlpool, Havan, Muller, Cattalini Terminais, Rede Condor, DVA, Copapel, 1° Registro de imóveis de Joinville e Funarte.

Escola Bolshoi

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única extensão do Teatro Bolshoi no mundo e, pela primeira vez, transfere a outro país o método de ensino de balé que consagrou uma das mais respeitadas instituições do mundo. Com 25 anos de implantação no Brasil, a Escola está localizada na cidade de Joinville/SC e concede bolsas de estudo 100% gratuitas para 264 alunos do curso técnico de 24 estados do Brasil. A instituição busca a melhor formação e garante o acesso de crianças ao mundo da cultura, ampliando seus horizontes. A missão da escola é formar artistas-cidadãos, promovendo e difundindo a arte-educação.

O complexo escolar é formado por salas para aulas de balé, estúdios de música, ateliê, núcleo de saúde, biblioteca, cantina, espaços culturais e dois laboratórios cênicos. Cerca de 6 mil metros quadrados de absoluta dedicação profissional ao ensino. Espaço ideal para formar artistas da dança dentro da metodologia do Teatro Bolshoi.

Além de ensino gratuito, os alunos recebem benefícios como alimentação, transporte, uniformes, figurinos, assistência social, orientação pedagógica, assistência odontológica preventiva, atendimento fisioterápico, nutricional e assistência médica de emergência/urgência pré-hospitalar. Os alunos recebem educação, aprendem uma profissão, exercitam responsabilidade e constroem cidadania.

A Escola é uma instituição, com personalidade jurídica, de direito privado, sem fins lucrativos, que tem apoio da Prefeitura Municipal de Joinville, do Governo do Estado de Santa Catarina e dos Amigos do Bolshoi, empresas e pessoas físicas socialmente responsáveis que contribuem com o projeto por meio de serviços prestados e patrocínios não incentivados ou incentivados por leis de incentivo à cultura municipal, estadual e federal. A Escola Bolshoi conta com o patrocínio de empresas como: Caixa, Philco, Diamante Energia, Whirpool, Aurora, BRDE, Engie, Havan, Nidec, Supermix, TKE, Ventisol e demais Amigos que contribuem com a arte no país.

Empregabilidade

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil disponibiliza para o mercado de trabalho da dança não só bailarinos com formação de qualidade, mas também pessoas conscientes do seu papel na sociedade. A Escola já formou 478 bailarinos e 74% atuam na área da dança pelo Brasil e Exterior. A empregabilidade relaciona-se com a realidade de todo e qualquer profissional. Atualmente os jovens formados no Bolshoi Brasil atuam em 27 países e em 5 continentes.

Serviço:

Datas: 15 e 16/3/2025 – sábado e domingo

Local: Arena Centreventos Cau Hansen – Joinville / SC

Horário: 19h30

Duração: 120min

Classificação: Livre

Ingressos

Plateia 3

Inteira: R$70,00 + taxas administrativas

Meia: R$35,00 + taxas administrativas

Plateia 3 – Ingresso Cultural

Inteira: R$42,00 + taxas administrativas

Arquibancadas – Ingresso Cultural

Inteira: R$42,00 + taxas administrativas

Meia: R$21,00 + taxas administrativas.

(Com Flávia Motta/Lupa Comunicação)