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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Então, por que reciclamos tão pouco?

São Paulo, por Kleber Patricio

Reciclagem no Carnaval. Foto: Divulgação.

Quando se discutem soluções que promovem a economia circular e protegem o meio ambiente, é crucial evitar termos como ‘difícil’. Por outro lado, ao se deparar com resultados insatisfatórios, é comum identificar as dificuldades e reconhecer que o processo pode não ser fácil, a fim de encontrar soluções. A reciclagem vive esse paradoxo. Deve-se, então, abordar a verdade? Revelar as baixas taxas de reaproveitamento de materiais ou, ao contrário, incentivar a ideia de que se está avançando? Embora dados precisos sejam fundamentais para debater cenários e buscar melhorias, eles não devem desmerecer o processo. Não há como negar que a reciclagem é um elo fundamental da economia circular. Por meio dela, é possível recuperar matéria-prima, gerar novos insumos, reduzir a extração de recursos virgens e minimizar impactos ambientais, além de contribuir para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

A reciclagem deve, sim, ser incentivada, valorizada e considerada uma peça-chave na gestão sustentável de resíduos. No entanto, existem vários desafios para aumentar a porcentagem de materiais reciclados no Brasil e no mundo. Ainda assim, a reciclagem continua sendo essencial para a economia circular. Embora não figure como prioridade na hierarquia de gestão de resíduos, é imprescindível reconhecer seus benefícios. É necessário entender os gargalos em determinados segmentos ou materiais, pois a apresentação de números negativos sem a devida contextualização pode gerar um falso diagnóstico, dificultando uma discussão mais séria entre o poder público e a sociedade.

Por isso, é necessário examinar os dados atuais, que, embora não sejam tão motivadores, ajudam a entender melhor por que a reciclagem ainda não alcançou o sucesso desejado, permitindo, assim, a busca por soluções adequadas.

Foto: iStock.

No Brasil, embora não haja um consenso oficial entre as diferentes fontes de pesquisa, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), ISWA, Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estima-se que apenas de 4% a 9% dos materiais descartados sejam reciclados.

Infelizmente, a América Latina e a África são as regiões que menos reciclam no mundo, com taxas em torno de 4%, enquanto a média global é de 13,5%. A maior parte dos resíduos continua sendo destinada a locais inadequados.

Curiosamente, países com níveis de desenvolvimento e renda semelhantes aos do Brasil, como Chile, Argentina, África do Sul e Turquia, apresentam taxas de reciclagem na faixa de 16%. Então, onde está a falha? Em comparação com países desenvolvidos, a distância é ainda maior.

Na Alemanha, por exemplo, a reciclagem atinge quase 70%, consolidando-se como o maior reciclador da União Europeia, com uma taxa estimada de 69,1% em 2022. Na União Europeia, oito países reciclam mais de 50% de seus resíduos municipais, enquanto outros, como Chipre, Romênia e Malta, registram taxas abaixo de 20%.

O Brasil possui grande potencial para aumentar seus índices de reciclagem, mas enfrenta diversos fatores que contribuem para a estagnação. Entre eles:

Falta de infraestrutura e coleta seletiva adequada: Menos de 20% da população tem acesso a um sistema eficaz, devido à carência de planejamento e infraestrutura nas prefeituras.

Falta de conscientização: Apesar do aumento do debate sobre resíduos, poucas cidades tratam o tema com seriedade. A falta de investimento em educação impede muitos cidadãos de separarem seus resíduos corretamente.

Escassez de políticas públicas e privadas: A regulamentação, fiscalização e parcerias para o tratamento de resíduos sólidos são limitadas.

Desinteresse político e má formulação de contratos e impostos: A má formulação de contratos e a alta tributação sobre materiais reciclados desincentivam a coleta seletiva, onerando ainda mais a reciclagem.

Custo elevado da coleta seletiva: A coleta seletiva é pelo menos quatro vezes mais cara e depende de infraestrutura adequada e participação da população.

Dificuldade em valorizar o setor informal: A maioria dos materiais reciclados no Brasil é coletada por catadores, que enfrentam remuneração baixa e priorizam materiais de maior valor.

Desafios com embalagens e design: Muitos materiais são mal projetados, dificultando sua reciclagem. A indústria de embalagens ainda não se ajustou totalmente à cadeia de reciclagem, e a introdução de novos materiais pode agravar os problemas existentes;

A porta-voz do Movimento Circular, Isabela Bonatto. Foto: Divulgação.

Os desafios enfrentados pela reciclagem no Brasil exigem atenção e ações coordenadas para promover melhorias. Embora existam obstáculos, também há soluções viáveis que podem tornar a reciclagem mais competitiva em relação às matérias-primas virgens, além de mecanismos que valorizem as indústrias que utilizam materiais reciclados. A evolução tecnológica pode otimizar os processos de coleta e triagem, enquanto a valorização da economia circular abre oportunidades para novos negócios e inovações.

É crucial reconhecer o trabalho daqueles que atuam na linha de frente da reciclagem, pois cada avanço contribui para um sistema mais eficiente e sustentável. A transição para uma economia circular requer a colaboração de governos, empresas e sociedade. Com comprometimento e esforço conjunto, é possível superar os desafios e construir um futuro mais consciente e ambientalmente responsável.

Isabela Bonatto é embaixadora do Movimento Circular e possui doutorado e mestrado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina, além de MBA em Gestão Ambiental. É consultora socioambiental com foco em gestão de resíduos, Economia Circular e sustentabilidade corporativa, e tem experiência em diversos setores, incluindo ONGs e instituições internacionais.

(Com Bartira Betini/Betini Comunicação)

Organização aposta em lideranças jovens para transformar pequenas comunidades

Santa Catarina, por Kleber Patricio

Organizações Locais presentes na Convenção Nacional da JCI Brasil de 2024, em Maravilha SC. Fotos: Outras Faces Fotografias.

A JCI (Junior Chamber International) é uma organização global presente em 115 países, unindo mais de 150 mil jovens comprometidos em transformar suas comunidades e impactar o mundo. “Ser membro da JCI é considerar que o futuro é construído por nossas escolhas diárias. Cada projeto é um convite à ação, um lembrete de que mudanças significativas, especialmente com o engajamento de pessoas comuns, fazem a diferença”, afirma Andreia Conte, presidente da JCI Brasil.

Com 10 cursos oficiais e replicáveis, a ONG já colaborou com o desenvolvimento de milhares de jovens. Desde 1955 a JCI Brasil tem sido uma referência no desenvolvimento de lideranças oferecendo ferramentas práticas para fortalecer habilidades de oratória e gestão. Entre os projetos de maior destaque está o ‘Oratória nas Escolas’, que engajou 20 mil alunos e alcançou mais de 80 mil pessoas em 250 escolas aqui no Brasil, provando que a educação é a base para formar cidadãos conscientes e engajados.

Outro exemplo de impacto social significativo é o projeto ‘Abuse do Diálogo’, da JCI Chapecó (SC), que combate o abuso sexual infantil. A iniciativa ganhou notoriedade nacional e resultou na criação de uma lei estadual para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes.

Andreia Conte, presidente da JCI Brasil 2025.

Já o Impact Tank é uma iniciativa voltada ao desenvolvimento de startups; promovendo a integração entre membros, o programa oferece uma trilha de capacitações que combinam empreendedorismo e prática para criar uma empresa do zero. Durante o processo, os participantes têm a oportunidade de desenvolver ideias, formar equipes e construir negócios com propósito, reunindo talentos de diferentes regiões do país e fortalecendo o espírito empreendedor entre os companheiros juniores.

A celebração dos 70 anos da organização no país acontecerá durante a Reunião Nacional de Dirigentes Locais (RNDL), no dia 8 de fevereiro em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. “A transformação começa por você. Lidere pelo cuidado, inspire pelo exemplo, seja um voluntário”, convida a presidente Andreia. Para mais informações sobre a JCI Brasil, Organizações Locais e suas iniciativas, acesse www.jci.org.br.

(Fonte: Agência Souk)

Santuário do Caraça: um refúgio de paz para quem quer fugir da folia

Minas Gerais, por Kleber Patricio

Cascatona no Santuário do Caraça. Foto: PBCM.

O período de folia chegou e nem todos querem curtir os bloquinhos de carnaval e, para quem busca tranquilidade e contato com a natureza, o Santuário do Caraça, localizado entre os municípios mineiros de Catas Altas e Santa Bárbara, é uma opção certeira. É possível reservar a hospedagem para vivenciar as experiências que o local oferece ou simplesmente passar o dia e desfrutar da gastronomia, imersão na natureza e atrativos culturais e históricos.

O gerente geral do Santuário do Caraça, Pablo Azevedo, destaca que historicamente o destino turístico sempre teve uma grande procura para o carnaval. “Tranquilidade é quase que o sinônimo do Caraça, já que o complexo oferece a paz que o turista procura. Isso porque nosso suntuoso conjunto arquitetônico encanta com sua beleza, lembrando a Europa, o contato com o sagrado e a contemplação da beleza acalma o espírito. Contamos com 12.500 hectares de Mata Atlântica, Campos Rupestres e Cerrado e, além disso, diversas trilhas, piscinas naturais, riachos e cachoeiras. Com as altas temperaturas do verão, a demanda já aumenta e no carnaval, com muitas pessoas buscando descanso, todos os quartos estão ocupados”, comenta.

Santuário do Caraça. Foto: PBCM.

Pablo Azevedo ressalta que, para quem reside em Belo Horizonte, Região Metropolitana e cidades próximas ao Santuário do Caraça, a visitação é uma oportunidade para conhecer as belezas do destino. “Chegando aqui na parte da manhã, é possível comer as delícias que temos por aqui, conhecer a nossa biodiversidade, tomar um banho revigorante nas piscinas naturais e fazer um tour pelo Museu do Caraça, além de vários outros atrativos”, conclui.

Santuário do Caraça

O complexo é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual. Foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real. Conta com um amplo Conjunto Arquitetônico onde estão a primeira igreja de estilo neogótico do Brasil, o prédio do antigo Colégio (hoje Museu e Biblioteca), o hotel com 57 apartamentos e quartos, com capacidade para até 230 pessoas, e a Fazenda do Engenho, com 26 apartamentos. O local possui enorme diversidade de fauna e flora, com raridades de animais e plantas no meio ambiente. Na ampla diversidade de sua fauna, há 386 espécies de aves, 42 espécies de répteis, 12 espécies de peixes e 76 espécies de mamíferos.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural do Santuário do Caraça faz parte de duas importantes reservas ecológicas, as Reservas da Biosfera da Serra do Espinhaço Sul e a da Mata Atlântica, onde há diversas espécies de flora e fauna, algumas encontradas somente no Complexo do Santuário do Caraça, que fica na transição entre Mata Atlântica e Cerrado, onde também há campos rupestres. Em suas serras, há nascentes, ribeirões e lagos que possuem águas de coloração escura, que carreiam material orgânico em suspensão. O clima tem baixas temperaturas e elevada umidade do ar, comuns em ambientes de mata. O território do Complexo do Caraça integra a Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de BH, onde começam duas grandes bacias hidrográficas, a do rio São Francisco e a do rio Doce, que abastecem aproximadamente 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.

RPPN do Santuário do Caraça. Foto: Miguel Andrade.

Para quem procura um lugar para se refrescar do calor, o Santuário do Caraça possui diversas opções de rios, cachoeiras e piscinas naturais. Algumas, de fácil acesso, e outras que exigem uma aventura maior. Todas as orientações aos turistas são disponibilizadas no Centro de Visitantes, parada obrigatória para quem deseja conhecer um dos destinos turísticos mineiros mais conhecidos no mundo.

Atrativos culturais e históricos

Biblioteca

A Biblioteca hoje está instalada no prédio onde funcionava o célebre Colégio, que hoje abriga também o Museu, o Arquivo e um Centro de Convenções.

Museu

O museu, montado a partir de mobiliário e artefatos diversos de uso diário, pertencentes ao próprio Caraça e com algumas peças remanescentes de séculos passados, constitui um interessante lugar de visitação, diariamente procurado pelos hóspedes e visitantes, através de percursos guiados pelos monitores ou por conta própria, com taxa de visitação de R$5.

Igreja Neogótica

O Santuário do Caraça é a primeira igreja neogótica do Brasil, construída sem mão-de-obra escrava e toda com material regional: pedra-sabão (retirada de perto da Cascatona), mármore (das proximidades de Mariana e Itabirito, Gandarela) e quartzito (da região do Caraça e vizinhanças), unidas com produtos de base de cal, pó de pedra e óleo.

Opções para se refrescar e contemplar

Cascatinha

Lobo-guará é visitante frequente do local. Foto: Padre Lauro Palú.

A Cascatinha é formada por quatro quedas d’água e quatro piscinas naturais, das quais duas são permitidas para banho. Localiza-se a 2 km do Santuário, por uma trilha de fácil acesso. Medindo 40m, suas águas puras nascem acima das quedas, de onde vêm saltando pela encosta e pelas pedras. De acordo com Pablo Azevedo, é um dos locais procurados. “Isso se deve pela curta distância, pela facilidade de acesso e, claro, pela beleza de sua paisagem e pela atração de suas águas. Mesmo nos dias mais frios, turistas e visitantes não conseguem resistir aos encantos da Cascatinha e, esquecendo o frio, a névoa ou a chuva, mergulham em suas águas e refrescam-se em suas piscinas. Neste calor que estamos passando, se torna uma excelente pedida para quem busca se refrescar”, comenta.

Cascatona

Para quem animar andar um pouco mais, há a opção da Cascatona. Uma trilha de 6 km por uma área de Mata Atlântica leva o visitante até o local. É consideravelmente fechada pelas árvores e com caminhos nem sempre muito fáceis de serem percorridos, especialmente no tempo das chuvas. A trilha várias vezes se fecha e, nas partes mais acidentadas e íngremes, exige um esforço maior.

Chegando até à Cascatona, o visitante pode ir até o Oratório, de onde se tem bela vista panorâmica, e também pode descer até os poços da cachoeira, para um banho ou um mergulho em suas águas geladas. Para tanto, precisa descer pelas pedras, por um caminho muito escarpado e íngreme, no local está sendo construída uma escada, que facilitará muito o acesso do visitante. Pablo Azevedo explica que é necessário cuidado para ir até o local. “O ideal é sair logo de manhã para a Cascatona, e nunca sozinho, mas com pelo menos mais um companheiro, por garantia de segurança. Saindo bem de manhã, não há perigo de escurecer durante a caminhada e, com certo esforço e disposição, pode-se voltar ainda para almoçar. Esse passeio é recomendado para dias sem chuva”, destaca.

Bocaina

Santuário do Caraça. Foto: Miguel Andrade.

A Bocaina encontra-se entre o Pico do Inficionado e a Caraça. É um grande desfiladeiro, neste contraforte da Serra do Espinhaço. É a Bocaina que propriamente nomeou o Caraça como tal. Sua trilha, que atravessa um rio, tem uma extensão de 6 km e, além da beleza das montanhas e dos campos por onde se passa, oferece uma série de quedas d’água, piscinas naturais e córregos para o descanso e o lazer. No tempo da seca, a caminhada pode ser feita com certa facilidade, apesar da distância. Já no tempo das chuvas, fica um pouco prejudicada, além de às vezes não ser possível atravessar o rio.

Tanque Grande

A trilha até o Tanque Grande não chega a 2 km e, quando se chega lá, é possível observar o lago artificial margeado por vegetação, construído para gerar energia elétrica, com cerca de 400 metros de comprimento por 100 metros de largura, mas apenas para desfrutar do visual, pois não é permitido nadar no local.

Taboões

O Taboões está a 4 km do Centro Histórico do Caraça. Pode-se ir de carro até certa altura da estrada asfaltada. A trilha tem uma bifurcação e ambos os caminhos levam ao local. O da direita leva a uma grande piscina natural. O da esquerda leva a corredeiras formadas por entre o leito rochoso do Ribeirão Caraça. Oferecem oportunidade de descanso e lazer, possibilidade de nadar e se banhar. Inclusive, uma pequena duna de areia fina ajuda a formar pequena praia em uma de suas margens.

Banho do Belchior

O Banho do Belchior é uma corredeira de água, isto é, nem uma cachoeira nem um rio manso. A água cai como que cortando as rochas e fazendo várias piscinas naturais. Situa-se a 2 km do Centro Histórico. O caminho é de fácil acesso, plano e sem desníveis.

Piscina

A Piscina do Caraça está num pequeno descampado, localizado a menos de 2 km do Centro Histórico. É rústica, sem ladrilhos e com água corrente. Um local muito apropriado para o descanso, o lazer e a confraternização. Vai-se até lá pela estrada asfaltada e é um dos poucos lugares do Caraça onde se pode ir de carro.

Prainha

A Prainha é, como o próprio nome já diz, uma prainha em que o Ribeirão Caraça passa tranquilamente, com suas margens embelezadas por finíssima areia. Caminho de fácil acesso, recomendado para todas as estações. Muito apropriado para crianças, desde que acompanhadas por seus responsáveis, pois as águas são muito rasas e tranquilas, além de ser muito próximo do Centro Histórico, não chegando a 1 km.

Banho do Imperador

O Banho do Imperador era o local onde, no tempo do Colégio, os meninos tomavam seu banho semanal. Quando da visita de Sua Majestade Dom Pedro II, o próprio Imperador, segundo o relato que fez em seu diário, ali tomou banho, deixando sua imperial assinatura no nome que até hoje este bosque cheio de encantos, cortado pelo Ribeirão Caraça, carrega.

É um lugar muito procurado para lazer e confraternizações, por sua beleza, pelo clima agradável e ameno, devido às sombras das árvores, e pela facilidade de se nadar. Fica a poucos metros do Centro Histórico, bastando apenas descer pela estrada asfaltada.

Santuário do Caraça

Estrada do Caraça, Km 9 – entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara

Fácil acesso pelas rodovias BR-381 e MG-436, além da possibilidade de ir por trem (Estação Dois Irmãos – Barão de Cocais)

Taxa de entrada: R$30 (em dias de semana) / finais de semana, feriados e datas comemorativas: R$40 (por pessoa). Idosos: 50% de desconto.

Moradores de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara possuem 50% de desconto.

Entrada gratuita na 1ª quarta-feira de cada mês para os moradores de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara.

Site com opções de hospedagens: www.santuariodocaraca.com.br

Reservas: centraldereservas@santuariodocaraca.com.br

Instagram: @santuariodocaraca @rppn_caraca

Facebook: www.facebook.com/santuariocaraca/.

(Com Heberton Lopes/Grupo Balo)

Grada Kilomba retorna ao Inhotim em performance com artistas mineiros

Brumadinho, por Kleber Patricio

Performance de ‘O Barco’, realizada em abril de 2024 na Galeria Galpão no Inhotim. Foto: Daniela Paoliello.

Nos dias 8 e 9 de fevereiro de 2025, sábado e domingo, às 14h, a artista Grada Kilomba (Lisboa, 1968) retorna ao Inhotim com o Ato II da performance ‘O Barco’ (2021), desta vez com um grupo composto majoritariamente por artistas brasileiros. Dos 19 percussionistas, cantores e bailarinos que integram a segunda aparição da performance no Brasil, 12 são nacionais e todos eles baseados em Minas Gerais. Parte fundamental do programa desde sua concepção, a formação de um ensemble local reforça o vínculo da obra com o território de Brumadinho e região, onde o Inhotim está inserido. Enquanto um ‘objeto vivo’, como diz Kilomba, O Barco é composto por um poema, uma instalação de grande escala e uma performance.

Grada Kilomba, cuja exposição foi nomeada duas vezes como uma das melhores exibições individuais do ano 2024 no Brasil, propõe, mais que uma obra, um programa que navega para além da temporalidade das mostras ao compreender e assumir as múltiplas possibilidades do trabalho. Para a artista, todos os movimentos que circundam a instalação são, por princípio, parte da obra. Desta maneira, compõem O Barco (2021) não só a instalação materializada e a sua existência performática, mas também a relação com o território que o trabalho evoca, os musicistas que compõem o ensemble e as ativações que o público estabelece.

O Barco (2021), instalação na Galeria Galpão do Inhotim. Foto: Brendon Campos.

“Há dois anos o Inhotim se dedica a ampliar o sentido que damos às exposições, aumentando o seu tempo de exibição e trabalhando em uma série de ações que as tornam vivas. Isso valoriza o processo criativo dos artistas com quem trabalhamos e também estabelece novas formas de pensarmos o nosso acervo e a sua relação com o território onde estamos inseridos. O Barco é um importante exemplo dessa proposta institucional”, reflete Júlia Rebouças, diretora artística do Inhotim.

Apresentada pela primeira vez no Brasil em abril de 2024, O Barco (2021) é uma obra escultórica, performática e poética de Grada Kilomba que dispõe 134 blocos de madeira queimada em uma área de mais de 220m², estendendo-se por 32 metros de comprimento. A peça desenha minuciosamente a silhueta do fundo de uma grande embarcação, revelando a arqueologia do espaço criado no fundo dos barcos para acomodar os corpos de milhões de pessoas africanas escravizadas. Descansando sobre 18 blocos de madeira ritualmente queimada sobre o fogo, jaz gravado em dourado um poema escrito por Kilomba, traduzido para iorubá, kimbundu, crioulo cabo-verdiano, português, inglês e árabe da Síria. No Inhotim, o trabalho ocupa o espaço da Galeria Galpão, que já recebeu exposições de artistas como William Kentridge, Janet Cardiff e George Bures Miller. A performance dirigida por Kilomba prevê, ainda, o Ato III para o próximo ano. O Barco (2021) foi um comissionamento de BoCa – Bienal de Arte Contemporânea, Lisboa e Kunsthalle Baden Baden, Alemanha.

FICHA TÉCNICA

Bailarinos

Clara Lins

David Amado

Percussão

Daniel Guedes

Débora Costa

Gal Duvalle  

Coro

Alex D’Alva Teixeira

Anastácia Carvalho

Ariel Garcia

Bárbara Wahnon

Danielle Diniz Moreira

Denise Diniz Moreira

Graziele Sena da Silva

Janamô

Luiza da Iola

Nathiely Nágila Ferreira da Silva 

Orlanda Guilande

Paulo Baguet

Selma Uamusse

Sergio Diaz.

Serviço:

O Barco – Ato II

8 e 9 de fevereiro, sábado e domingo, às 14h

Número de vagas: 800 pessoas por apresentação

Duração: 60 minutos

Retirada de ingressos no estande de Amigos do Inhotim a partir do horário de abertura do museu, às 9h30

Classificação indicativa: livre

O Barco tem como mantenedora master a Vale, patrocínio master da Shell e patrocínio master da B3, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

INFORMAÇÕES GERAIS – INSTITUTO INHOTIM  

Horários de visitação: de quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30. Nos meses de janeiro e julho, o Inhotim funciona também às terças.

Entrada:

Inteira: R$60,00 | Meia-entrada*: R$30,00

*Veja as regras de meia-entrada no site: www.inhotim.org.br/visite/ingressos/

Entrada gratuita

Inhotim Gratuito: acesse o guia especial sobre a gratuidade no Inhotim. Moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim, Amigos do Inhotim, crianças de 0 a 5 anos, patronos, patrocinadores e instituições parceiras do Inhotim não pagam entrada.

Quarta Gratuita Inhotim: todas as quartas-feiras são gratuitas.

Domingo Gratuito: último domingo do mês é gratuito.

LOCALIZAÇÃO | O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP. Também é possível chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na entrada para o Retiro do Chalé.

(Com Amanda Viana/Instituto Inhotim)

Sarau LibertArte: Mulheres imigrantes transformam arte em ativismo no Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: @natvcesar.

No dia 9 de fevereiro, às 16h30, o Sesc 24 de Maio recebe o Sarau LibertArte no Espaço de Tecnologias e Artes. Com direção de Cissa Lourenço, o evento é fruto do trabalho artístico contínuo do coletivo Poetas do Tietê em unidades penitenciárias, iniciado em 2015.

Realizado por mulheres negras imigrantes de diferentes origens, o sarau conta com a participação de Clarah Swatson e Boni Metiso (sul-africanas), Mirian Cambolo e Aykathrine (angolanas), e Vanessa Páez (venezuelana). Entre as convidadas, estão a caboverdiana Nessa Onda e a slammer brasileira Gih Trajano. Elas compartilham poemas autorais que abordam suas raízes, vivências no Brasil e experiências marcadas por resistência e transformação. Além da poesia, o público poderá apreciar apresentações de danças e canções tradicionais africanas e sul-americanas.

Após as apresentações, haverá um bate-papo com o público, no qual as artistas compartilharão suas histórias, desafios, planos e sonhos. O objetivo é promover a valorização da diversidade e dar visibilidade às vozes dessas mulheres que enfrentam diferentes formas de opressão e discriminação.

Sobre o coletivo Poetas do Tietê

Fundado em 2008, o coletivo Poetas do Tietê leva a poesia para calçadas, escolas, penitenciárias, museus e bibliotecas há 16 anos. O grupo já foi contemplado em diversos editais, com destaque para o ProAc, por meio dos projetos Poesia Na Faixa, OCUPAZ e saraus na Fundação Casa, além do VAI II, com iniciativas de artes integradas em penitenciárias e o projeto LibertArte, uma coleção de livros escritos por mulheres africanas egressas do sistema prisional. Acesse: poetasdotiete.

Serviço:

Sarau LibertArte

Data: 9/2, domingo, às 16h30

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109 – República, São Paulo, SP – Espaço de Tecnologias e Artes (4º andar)

Classificação: Livre

Ingressos: Grátis, sem necessidade de retirada.

Duração: 90 minutos

Mais informações: sescsp.org.br/24demaio

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sescsp.org.br/24demaio

Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)