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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Aniversários de São Paulo e do banco são temas da programação de janeiro na CAIXA Cultural São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Quarteto Aurora. Foto: Eloisa Bortz.

Motivos não faltam para visitar a CAIXA Cultural São Paulo no mês de janeiro. A unidade apresenta uma rica programação repleta de atividades que celebram o aniversário da cidade, da fundação do banco e ainda oferecem diversas atrações para as crianças nas férias escolares de verão. Todas as atividades são gratuitas e as inscrições podem ser realizadas no site da CAIXA Cultural.

Visita Teatralizada – Eulália: A Segunda Depositante

A atividade, alusiva ao aniversário do banco, propõe um passeio pelo prédio da CAIXA Cultural com Eulália, uma mulher que gostaria de ter sido a primeira depositante do banco em São Paulo, no longínquo ano de 1875.

Por seus salões, escadarias e galerias, a personagem irá ‘soltar a língua’ e contar várias curiosidades sobre a história da cidade, da CAIXA e de seu prédio imponente de uma forma bem-humorada, com muita criatividade, mesclando fantasia e realidade.

A atividade acontece no dia 18 (sábado), das 11h às 13h, e no dia 25 (sábado), das 13h às 15h. São previstas 30 vagas por sessão, com inscrições gratuitas aqui. Classificação: livre.

Cine CAIXA: Anhangabaú

Em comemoração ao aniversário de 471 anos da cidade de São Paulo, a CAIXA Cultural São Paulo convida o público para a exibição do longa-metragem inédito intitulado Anhangabaú, no feriado de 25 de janeiro (sábado), às 15h.

O documentário tem direção de Lufe Bollini e conta a história do território do Anhangabaú, que em língua tupi significa Água ou Rio dos Maus Espíritos, através da figura de Valter, personagem que mora na Ocupação Ouvidor 63. Apresenta os conflitos do centro da metrópole, a disputa pelo território e a resistência indígena no Ouvidor, a maior ocupação artística da América Latina e do grupo Teatro Oficina Uzyna Uzona.

A produção ganhou prêmio de melhor montagem, atriz e música no 45° Festival de Cinema de Gramado (2023). Tem duração de 120 minutos e classificação a partir de 16 anos. As inscrições gratuitas, com 45 vagas, devem ser feitas neste link.

Masterclass sobre o filme

Para tornar a experiência do público ainda mais completa, no dia 24 (sexta-feira) às 15h, no auditório, será realizada uma Masterclass que abordará as relações das personagens e do próprio filme com a cidade e os aspectos de sua produção. Ao final acontece um bate papo com o diretor Lufe Bollini, o fotógrafo Rafael Avancini e o produtor executivo Denis Feijão.

Serão 45 vagas disponíveis. Classificação a partir de 16 anos. As inscrições devem ser feitas neste link.

Vivência: Deriva e Rolê no Centro

Aproveitando ainda a data especial do aniversário da cidade, a vivência Deriva e Rolê no Centro vai explorar a cidade de uma maneira criativa e reflexiva, utilizando a deriva como método para construir um mapeamento afetivo do centro histórico paulistano no dia 25 (sábado), das 10h às 13h.

Durante a atividade, que ocorrerá em pontos emblemáticos como o Pátio do Colégio, o Solar da Marquesa e a CAIXA Cultural São Paulo, os participantes serão incentivados a se perder nas ruas da cidade, observando o ambiente com novos olhos, explorando detalhes, texturas e memórias. A ideia é registrar impressões e experiências, criando cadernos de campo que se tornarão mapas vivos, construídos pela vivência de cada um.

Serão 30 vagas para pessoas a partir de 14 anos. Inscrições neste link.

Palhaçaria e Circo – Uma Tarde em Família com Palhaços sem Fronteiras

Inspirada na exposição Parque de Diversões do artista Nelson Leirner, em cartaz na CAIXA Cultural São Paulo, a atividade Palhaçaria e Circo – Uma tarde em família nos dias 18 (sábado) e 19 (domingo), das 14h às 16h, é voltada para o público infantil e suas famílias, oferecendo um espaço interativo, lúdico, de diversão e experimentação artística.

A proposta é criar instalações simples, porém envolventes, que incentivem a participação ativa, onde todos podem explorar as possibilidades criativas das artes circenses, interagir com os elementos e realizar experimentações, ao mesmo tempo em que se divertem.

A atividade será conduzida pelo coletivo de artistas educadores Palhaços sem Fronteiras, com 30 vagas por sessão e classificação livre. Inscrições gratuitas neste link.

Exposições em cartaz

As exposições Comigo Ninguém Pode – A Pintura de Jeff Alan e Nelson Leirner – Parque de Diversões continuam em cartaz na CAIXA Cultural São Paulo até 9 e 23 de fevereiro, respectivamente. Além da visitação, o público pode participar de atividades complementares, como a visita mediada com o artista Jeff Alan, programada para o dia 18 (sábado), às 11h. Todas as informações das atividades estão disponíveis no site da CAIXA Cultural.

Museu da CAIXA – 164 Anos de História

Museu da CAIXA é uma exposição permanente que conta com instalações, objetos, mobiliário e fotografias preservados desde a inauguração do Edifício Sé, em 1939, trazendo também um pouco da história da instituição, que completa 164 anos em 2025. Além de conhecer o acervo, com ênfase para a presença da CAIXA em São Paulo, é possível apreciar a beleza e a vista de um dos mais belos prédios da capital paulista.

Aberto de terça-feira a domingo, das 8h às 19h, o museu está localizado no sexto andar do Edifício Sé, na praça que leva o mesmo nome. A visitação é gratuita.

Programa Educativo CAIXA Gente Arteira:

O Programa Educativo CAIXA Gente Arteira também oferece visitas mediadas para grupos escolares e de diversas instituições. Os agendamentos podem ser feitos pelo e-mail caixaculturalsaopaulo@caixa.gov.br ou pelo telefone (11) 3321-4400.

Serviço:

CAIXA Cultural São Paulo

Endere​ço​: Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo – SP

Horários: Terça a domingo, das 8h às 19h

Inscrições para as atividades: Site da CAIXA Cultural

Telefones: (11) 3321-4400.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)

Casa Museu Ema Klabin tem programação de férias em janeiro

São Paulo, por Kleber Patricio

A Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon.

Durante todo o mês de janeiro, a Casa Museu Ema Klabin oferece uma programação especial de férias que inclui show, concerto, oficinas, caminhada e visitas mediadas à exposição ‘América pré-colombiana: corpo e território’. O público ainda terá a oportunidade de conhecer a residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994, uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil que preserva seus ambientes originais. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas de artistas renomados, como do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, além de obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari. O acervo também inclui artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos. O jardim, projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx, é outro destaque imperdível na visita.

Confira abaixo a programação de janeiro:

Trio de Vento: música brasileira

Trio de Vento. Foto: Luiza Kolya.

No dia 18 de janeiro, às 17h, o Trio de Vento apresentará um concerto com obras de grandes mestres da música brasileira, como Hermeto Pascoal, Pixinguinha, Duda Neves e Milton Nascimento. Formado em 2015, em Ubatuba (SP), o trio de flautas transversais é composto por Aurora Novello, Gisele Pilz e Nívia Martiny, que são acompanhadas por Adriano Magoo (piano), Raphaé Prado (violão) e Wanderley Alves (bateria). A apresentação contará com um show de abertura do violonista Raphaé Prado, com o espetáculo ‘Violão é Voz’, trazendo clássicos do violão brasileiro.

O repertório do Trio de Vento inclui Ceci (Duda Neves), São Jorge (Hermeto Pascoal), Loro (Egberto Gismonti), Risco (Léa Freire e Joyce Moreno), Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), Bachianas Brasileiras No 5 – Ária (Heitor Villa-Lobos), Lamento Sertanejo (Dominguinhos), Baião (Luiz Gonzaga), Luz do Sol (Caetano Veloso) e Anos Dourados (Tom Jobim e Chico Buarque). Os shows contarão com audiodescrição realizada pela Ver com Palavras. São 100 vagas disponíveis, por ordem de chegada.

A apresentação integra o projeto ‘Tour Laboratório de Projetos Musicais’, por meio do edital de difusão cultural da Lei Paulo Gustavo, com idealização, produção executiva e produção de shows de Carol Garcez e apoio da Casa Museu Ema Klabin.

Caminhada pelo Jardim Europa: um bairro e suas memórias

Bairro Jardim Europa é tema de caminhada no dia 25 de janeiro. Foto: Divulgação/Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

Quantas memórias são guardadas em um bairro? A arquitetura das casas, os traçados das ruas, os moradores e as transformações ao longo do tempo contam histórias únicas de cada lugar. Para explorar essas memórias, o educativo da Casa Museu Ema Klabin promove, no dia 25 de janeiro, às 14h, uma caminhada pelo Jardim Europa, convidando o público a refletir sobre a história do bairro.

O Jardim Europa é um bairro que carrega em suas ruas a memória de Ema Klabin, cuja coleção está abrigada na Casa Museu Ema Klabin. Este passeio proporcionará uma imersão nas memórias presentes em cada esquina do bairro, oferecendo uma nova perspectiva sobre a história local e as transformações ocorridas ao longo dos anos. São 20 vagas disponíveis e as inscrições gratuitas podem ser realizadas pelo site da Casa Museu Ema Klabin.

Lançamento de catálogo e show de Martha Galdos

Também no dia 25 de janeiro, às 15h, a Casa Museu Ema Klabin celebrará o aniversário de 471 anos de São Paulo com o lançamento do catálogo da exposição América pré-colombiana: corpo e território e um show especial da cantora peruana Martha Galdos intitulado Voz, Natureza e Mito. Acompanhada por Jorge Bento na percussão e Aldair Navarro no violão, Martha Galdos apresentará ao público uma mistura de ritmos peruanos, andinos, mexicanos e afro-peruanos. São 100 vagas disponíveis, por ordem de chegada.

Visita à exposição e oficina de argila

Todos os domingos de janeiro, das 14h30 às 16h, o educativo da casa museu realiza visitas mediadas à exposição América pré-colombiana: corpo e território que serão seguidas de oficinas de argila. Nessas oficinas da série Experimentando o Museu, os participantes poderão criar seus próprios adornos cerâmicos, inspirados nas tradições dos povos pré-colombianos. A atividade visa refletir sobre a diversidade cultural e a riqueza histórica do continente americano e como os corpos são compreendidos nessas sociedades.

Em cartaz até 23 de fevereiro de 2025, a mostra apresenta mais de 90 peças arqueológicas de diversas civilizações pré-colombianas que habitaram as Américas por mais de 15 séculos. Com curadoria de Daniela La Chioma e Emerson Nobre, a exposição reúne peças da Coleção Ema Klabin, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE-USP), da Coleção Ivani e Jorge Yunes e de coleções particulares.

As visitas mediadas à exposição também são realizadas aos sábados, às 14h30, sem necessidade de inscrição e, com limitação de 20 vagas por ordem de chegada.

Oficinas para fazer em casa    

Para quem estará em casa, o educativo preparou a programação Férias na casa museu, com vídeos no canal YouTube da Casa Museu Ema Klabin que trazem atividades para todas as idades. A programação inclui oficinas de xilogravura e gravura, de TAGs e tipografia e de mapas afetivos.

Além disso, vídeos recém-publicados no canal trazem registros de algumas atividades educativas realizadas em 2024 no programa Museu em família e dicas de como realizá-las em casa. São vídeos sobre jogos do mundo, com a Caravana Lúdica; colagem, com Leo Daruma; e poemas, com o coletivo Zebra5.

Serviço:

18/1, às 17h, concerto com o Trio de Vento, gratuito, 100 vagas por ordem de chegada.

25/1, às 14h, caminhada pelo Jardim Europa, gratuito, 20 vagas. Inscrição: https://emaklabin.org.br.

25/1, às 15h, lançamento de catálogo e show de Martha Galdos, gratuito, 100 vagas por ordem de chegada

12, 19 e 26/1 (domingos), das 14h30 às 16h, Experimentando o museu – Fabricando o corpo: visita mediada à exposição América pré-colombiana: corpo e território seguidas de oficinas em argila, gratuito, 20 vagas/dia. Inscrição: https://emaklabin.org.br.

11, 18 e 25/1 (sábados), das 14h30 às 16h30, De Olho na coleção – Visita mediada à exposição América pré-colombiana: corpo e território, gratuito, 20 vagas por ordem de chegada

Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo.

Acesse o site e redes sociais:

Site: https://emaklabin.org.br

Instagram: @emaklabin

YouTube: https://www.youtube.com/c/CasaMuseuEmaKlabin

Google Arts & Culture: https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU.

(Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Cadeia da borracha impulsiona geração de renda na área de influência da BR-319

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: Christian Braga.

As seringueiras da Amazônia voltaram a mobilizar a sociobioeconomia, garantindo renda e mudando a realidade de centenas de famílias que atuam na cadeia produtiva da borracha nativa no Amazonas, principalmente na área de influência da BR-319. Os municípios de Canutama, Manicoré e Lábrea, situados na BR-319, geraram mais de 131,5 toneladas de látex em 2023. A previsão é de que a safra de 2024 ultrapasse 150 toneladas nesses três municípios.

O presidente da Associação dos Produtores Agroextrativistas de Canutama (Aspac) – município a 640 quilômetros (km) de Manaus – Leandro Nascimento, comenta como a produção vem proporcionando grandes benefícios para mais de 100 famílias de seringueiros da cidade.

Foto: Christian Braga.

“Com a retomada da cadeia da borracha, começamos com sete famílias em 2021, que geraram 2.102kg. Em 2022, chegamos a 47 famílias com 19.624kg e, no ano passado, atingimos 69 famílias e mais de 29,2 toneladas de borracha. Neste ano, temos 101 famílias associadas atuando diretamente com a produção da borracha e a previsão é atingir mais de 40 toneladas. Esse projeto está mudando a nossa realidade e a vida de muitas pessoas. A família toda ajuda, com seringueiros e seringueiras, além de seus filhos retirando o látex. Tem família que vai apresentar uma tonelada de borracha na produção de 2024 e isso gera um bom dinheiro para eles realizarem seus sonhos”, comenta.

Já em Manicoré, a 347km da capital do Amazonas, a borracha se tornou a principal fonte de renda de muitas famílias que antes atuavam no garimpo e outras práticas ilegais. No município, há a Associação dos Produtores Agroextrativistas do Igarapezinho (Apaiga), Associação dos Moradores Agroextrativistas do Lago do Capanã-Grande (Amalcg), Associação de Moradores Agroextrativistas da Comunidade de Bom Suspiro (Apacobs) e Associação de Moradores Agroextrativistas Nossa Senhora de Nazaré da Barreira do Matupiri (Apramad), além da Associação de Moradores Agroextrativistas do Rio Atininga (Atininga).

Foto: Christian Braga.

No ano passado, a Amalcg produziu 21.350kg; a Apaiga fez 15.200 kg; as famílias seringueiras da Apacobs arrecadaram 5.871kg; a Apramad fez 4 mil kg e a Atininga, 3.090kg.

Duas organizações que fazem parte do Observatório BR-319, o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e o WWF-Brasil atuam no projeto Juntos pelo Extrativismo da Borracha da Amazônia, que vem impulsionando a retomada da produção com uma grande mobilização entre empresas, organizações da sociedade civil e poder público. A iniciativa também é um caminho positivo para aumentar a proteção das florestas e das pessoas que vivem nelas, além de ajudar a diminuir os impactos das mudanças climáticas.

Natasha Mendes, analista de conservação do WWF – Brasil, afirma que “a revitalização da cadeia produtiva da borracha nessa região é uma forma de resistência frente às mudanças climáticas, altos índices de desmatamento e expansão da fronteira agrária nesta região. É uma alternativa sustentável e viável de gerar renda através da floresta em pé, além de trazer dignidade às populações desta região”.

Foto: Divulgação.

“O arranjo produtivo da borracha nativa da Amazônia significa um grande avanço. O CNS é uma organização que luta pelos direitos dos seringueiros há 40 anos e as associações fazem um trabalho fundamental para a garantia da floresta e da vida dos povos da floresta. O trabalho na cadeia da borracha tem tirado, inclusive, pessoas do garimpo ilegal que hoje ganham dinheiro sem causar danos ambientais e esse é um dos motivos pelos quais lutamos pela continuidade e expansão do projeto, que dá dignidade aos extrativistas”, comenta a secretária de Direitos Humanos do CNS Silvia Elena Batista.

Mais sobre o projeto

O projeto Juntos pelo Extrativismo da Borracha da Amazônia já beneficiou 4.170 famílias e contribuiu diretamente para a conservação de mais de 60 mil hectares de floresta na Amazônia a partir do manejo para a produção da borracha somente em 2022.

Foto: Divulgação.

Outro resultado positivo é o alcance das ações em Unidades de Conservação, que somam mais de 1,3 milhão de hectares, em áreas pressionadas pelo desmatamento e outras atividades ilegais. Entre as UCs, estão: Reserva Extrativista (Resex) do Lago do Capanã Grande, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Madeira, ambas em Manicoré; a Resex Canutama e a Floresta Estadual (FES) Canutama; além da Resex Médio Purus, em Pauini. Outros municípios amazonenses que também compõem o arranjo da borracha são: Eirunepé, Barcelos e Itacoatiara.

Só no primeiro ano de extração de látex com o apoio do projeto, em 2022, mais de 60 toneladas de borracha nativa foram produzidas e vendidas para a Michelin no Brasil, gerando R$900 mil de renda para as famílias participantes.

Produção em Lábrea

Em Lábrea (a 852km de Manaus), a Associação dos Produtores Agroextrativistas da Comunidade José Gonçalves (APACJG), que possui 20 anos de atuação, é outro exemplo de como a retomada da cadeia produtiva da borracha nativa da Amazônia vem proporcionando grandes benefícios para os seringueiros. Em 2023, cerca de 223 famílias produziram 52,8 toneladas.

Foto: Divulgação.

Atualmente, a produção parte de Lábrea, segue pela BR-319 até Porto Velho (RO) e, depois, para o município de Sena Madureira, no Acre, onde a borracha é processada. A produção deste município faz parte de outro arranjo, que vende a borracha para o Acre.

“Ainda enfrentamos muitas dificuldades como a falta do kit sangria, que é a tigela, balde e faca, porque não tem no mercado e ainda tem um valor alto. Faltam políticas públicas para fortalecer ainda mais a cadeia produtiva da borracha. Essa produção, além de ajudar na geração de renda, também tem um papel social muito importante. Porque tirou muitos jovens que estavam fazendo coisas ilícitas e hoje ajudam os pais na retirada do látex. Além disso, a associação não tem sede própria. Mas nada impede de lutarmos para crescer cada vez mais e os números estão apontando isso”, comenta o presidente da APACJG, Antônio David Brito.

Segundo ele, a associação começou com 25 famílias em 2019 e apenas cinco toneladas, e foram crescendo, ano a ano. A meta deles é atingir 60 toneladas na safra de 2024. “Isso é muito bom, porque é uma forma de valorizar o nosso trabalho. Nós somos grandes protetores das florestas e todo esse trabalho precisa ser cada vez mais recompensado”, complementa.

Essa e outras matérias fazem parte do informativo de dezembro divulgado pelo Observatório BR-319. Para ler todas as notícias, acesse observatoriobr319.org.br.

(Com Emanuelle Araújo Melo de Campos/Up Comunicação)

Aproveite as férias para conhecer os patrimônios da humanidade que ficam no Brasil

Brasil, por Kleber Patricio

O pantanal matogrossense. Foto: Desert Morocco Adventure/Unsplash.

Com a chegada do verão de 2025, os brasileiros e visitantes internacionais têm uma excelente oportunidade de explorar alguns dos tesouros mais valiosos do país: os Patrimônios Mundiais da Humanidade. Esses locais, reconhecidos pela Unesco por seu valor cultural ou natural, oferecem uma viagem inesquecível pela rica história e biodiversidade do Brasil. Veja algumas dicas de destinos para visitar:

1 – Cidade Histórica de Ouro Preto, Minas Gerais

Antiga capital do estado de Minas Gerais durante o ciclo do ouro no século XVIII, Ouro Preto é um espetáculo de arquitetura colonial barroca, com ruas de pedras sinuosas, pontes, fontes e praças que encaram. Para uma experiência completa, não deixe de visitar a Igreja de São Francisco de Assis e o Museu da Inconfidência. Ouro Preto foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1980, tornando-se a primeira cidade brasileira a receber este título.

2 – Centro Histórico de Olinda, Pernambuco

Este é um dos exemplos mais bem preservados de cidade colonial portuguesa no Brasil. Suas ladeiras coloridas e ateliês de artistas criam um charme peculiar que encanta todos os visitantes. A cidade guarda sua relação com a paisagem local e com o mar, com as características de sua arquitetura, manifestação cultural herdada de Portugal e adaptada ao meio, e assimilada a ponto de adquirir sua própria personalidade e mantê-la ao longo dos tempos. Olinda foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1982.

3 – Missões Jesuítas Guaranis, Rio Grande do Sul

As ruínas das Missões de São Miguel das Missões oferecem um vislumbre da vida dos jesuítas e dos povos indígenas Guaranis no século XVII. Inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, em dezembro de 1983, esses remanescentes representam importante testemunho da ocupação do território e das relações culturais que se estabeleceram entre os povos nativos, na maioria do grupo étnico Guarani, e missionários jesuítas europeus.

4 – Parque Nacional do Iguaçu, Paraná

Lar das famosas Cataratas do Iguaçu, este local é um paraíso para os amantes da natureza. Além das impressionantes cachoeiras, o parque oferece trilhas e a oportunidade de ver uma variedade de vida selvagem. Este é o segundo parque mais antigo do Brasil e o maior fora da Amazônia. O Parque Nacional do Iguaçu foi reconhecido pela Unesco devido à importância dos remanescentes de Mata Atlântica e pelo espetacular conjunto das quedas d’água, um dos recantos turísticos mais visitados do país, e referência internacional de gestão de áreas e parques protegidos.

5 – Pantanal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e um local incrível para observação de aves e vida selvagem, como onças e pássaros de diversas espécies. O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, por abrigar áreas úmidas de importância internacional.

6 – Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar

A cidade fluminense oferece uma combinação única de belezas naturais com montanhas, praias e florestas. Além de ser reconhecido por seu patrimônio arquitetônico e artístico, o Rio de Janeiro é a primeira área urbana, no mundo, a ter o valor universal da sua paisagem reconhecido, motivo pelo qual recebeu o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana, concedido pela Unesco, em 2012. O patrimônio tombado inclui: o Monumento Natural Pão de Açúcar, Morro do Leme, Corcovado, Floresta da Tijuca (Parque Nacional da Tijuca), Aterro do Flamengo (Parque do Flamengo), Jardim Botânico, Enseada de Botafogo, Praia de Copacabana, Arpoador, além da entrada da Baía de Guanabara, e os monumentos Forte do Leme e Forte de Copacabana.

Explorar os Patrimônios da Humanidade no Brasil não é apenas uma jornada pela beleza natural e arquitetônica, mas também uma reflexão nas diversas culturas e histórias que moldaram este grande país. Este verão, faça das suas férias uma aventura pelas maravilhas tombadas que o nosso país tem a oferecer.

(Fonte: Ministério do Turismo – Governo do Brasil)