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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Mês da Mulher: jovem extrativista da Amazônia é aprovada em mestrado na UnB e reforça luta por educação em territórios tradicionais

Amazônia, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, é uma data de celebração e reflexão sobre o papel da mulher na sociedade, especialmente daquelas que desafiam barreiras e constroem novos caminhos. No coração da Amazônia, Cátia Santos, coordenadora de comunicação digital do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), é um exemplo dessa resistência. Aos 29 anos, a jovem recentemente conquistou uma grande vitória: sua aprovação no Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT), da Universidade de Brasília (UnB), uma das pós-graduações mais disputadas do país. No entanto, sua trajetória até essa conquista foi repleta de desafios.

Nascida na Reserva Extrativista (RESEX) Chico Mendes, no Acre — a segunda maior do Brasil —, Cátia sempre soube que suas raízes moldavam sua identidade. Desde cedo, escutava histórias sobre a luta dos seringueiros e o legado de Chico Mendes pela proteção da Floresta Amazônica. Isso não apenas a inspirou, mas também fortaleceu sua convicção de continuar essa luta. “Tenho inspirações que me motivam todo dia a lutar e resistir. Primeiro, o lugar onde nasci. Segundo, a minha identidade: tenho orgulho de ser extrativista. […]. Crescer na RESEX Chico Mendes, onde a luta pelos direitos dos povos tradicionais é reconhecida internacionalmente, me fez perceber que eu fazia parte de algo muito maior. Eu sabia que precisava dar continuidade a esse legado”, afirma Cátia.

Seu compromisso com a causa seguiu por vários anos. Em 2022, foi homenageada com o Prêmio Chico Mendes de Resistência, na categoria ‘Destaque Jovem Extrativista’, com premiação na Semana Chico Mendes, realizada no Acre, por sua contribuição nas redes sociais. Além disso, no ano passado, Cátia foi uma das palestrantes da mesa que abordou o tema ‘Etnojornalismo e o Papel dos Eco Comunicadores na Mídia Contemporânea’, realizada pela CENARIUM no 19º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Porém, desde a infância, ela também enfrentou dificuldades no acesso à educação. Graduada em Gestão Ambiental, precisou deixar seu território para concluir os ensinos Fundamental e Médio, uma necessidade comum para jovens extrativistas e diferente para quem vive em regiões metropolitanas. A oferta insuficiente de vagas e colégios, infraestrutura precária, internet limitada, calendário apertado e conteúdo programático não adaptado para as populações tradicionais são componentes de uma educação desigual para as RESEXs amazônicas.

Cátia reitera que o acesso a uma educação digna e de qualidade é uma demanda fundamental para as populações extrativistas. “Sair do território significa enfrentar a dificuldade de estar longe da família e do nosso modo de vida tradicional. A luta por uma educação de qualidade é essencial para garantir dignidade e igualdade para nossa população. Ainda hoje, muitos jovens extrativistas são obrigados a deixar seus territórios para acessar um direito básico. Nós queremos educação de qualidade dentro das Reservas Extrativistas do Brasil”, reforça.

Um novo tempo

No final de 2023, a UnB lançou um edital para a nova turma do MESPT, com um rigoroso processo seletivo que incluiu avaliação de memorial biográfico, pré-projeto de pesquisa, prova oral e teste de competência em leitura de Língua Estrangeira (Espanhol). Com dedicação, Cátia conquistou o primeiro lugar no grupo de Povos e Comunidades Tradicionais e aguarda ansiosamente o início das aulas, previsto para abril.

O interesse pelo mestrado vai além da formação acadêmica. Para ela, o conhecimento é uma ferramenta essencial para fortalecer o movimento extrativista e ampliar a participação da juventude na luta por direitos. “Ao longo da minha trajetória, percebi que a luta pelos direitos dos povos extrativistas exige não apenas resistência, mas também uma base sólida de conhecimento. Acredito que o mestrado pode me proporcionar esse conhecimento, que é essencial para atuar de maneira mais eficaz, tanto na defesa dos nossos direitos quanto na busca por soluções mais justas para a nossa realidade”, comenta.

A inspiração para seguir esse caminho também veio de Edel Moraes, secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que já foi uma das diretoras do CNS e tem uma história parecida com a de Cátia. Doutoranda no Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS/UnB), Edel incentivou Cátia a ingressar na formação para continuar fortalecendo o movimento extrativista. “Acredito que minha aprovação pode, sim, inspirar outras pessoas da minha comunidade e do movimento extrativista. Crescer em um território onde as dificuldades são constantes, especialmente no acesso à educação e à formação acadêmica, muitas vezes gera a sensação de que certos caminhos estão fora do nosso alcance. Cursar mestrado, em uma das universidades mais importantes do Brasil, parecia algo longe da minha realidade”, explica.

“Não chego aqui sozinha. Agradeço a todos que me apoiaram e me incentivaram a nunca desistir dos meus sonhos. A nossa resistência e as nossas lutas não podem ser limitadas. O conhecimento é uma ferramenta importante para fortalecer nossa voz, nossa luta, nossos corpos, nossos territórios e nossas reivindicações. Mostrar que é possível alcançar objetivos, mesmo vindo de realidades difíceis, poder abrir portas para ocuparmos espaços que, historicamente, não foram pensados para nós”, finaliza Cátia.

(Com Emanuelle Araújo Melo de Campos/UP Comunicação)

Movimento contra diversidade ganha força nas empresas, inclusive no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Getty Images/Unsplash+.

Nos últimos meses, tem crescido um movimento dentro de algumas empresas questionando políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). A resistência, que antes era pontual, agora se organiza em discursos e práticas que vão desde cortes em orçamentos voltados para iniciativas inclusivas até a retirada de compromissos públicos sobre o tema.

Nos Estados Unidos, o movimento contra a diversidade já começa a aparecer em grandes empresas, como JPMorgan Chase, Walt Disney Company, Morgan Stanley e Citigroup, que estão reduzindo ou eliminando seus programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). Segundo levantamento da plataforma de empregos Indeed, em 2023 as ofertas de vagas nos Estados Unidos na área de diversidade, equidade e inclusão caíram 44% em relação a 2022. Essa tendência é impulsionada por uma combinação de mudanças legais, como a decisão da Suprema Corte dos EUA que declarou que programas baseados em raça em admissões universitárias violam a Cláusula de Proteção Igualitária. “Diversidade não é apenas um valor social, mas um motor essencial para inovação e vantagem competitiva. Empresas que reduzem investimentos em DEI podem limitar sua capacidade de atrair talentos diversos, impactando diretamente sua criatividade, capacidade de resolver problemas e, consequentemente, sua relevância no mercado”, comenta Camilla Kobayashi, diretora de pessoas da Zup – empresa de tecnologia do grupo Itaú Unibanco.

Uma razão possível é o fato de as big techs terem ajustado as operações após as contratações em massa na pandemia. Desde 2022, ao menos 300.000 empregos foram ceifados por empresas como Amazon, Alphabet, Microsoft e Meta, aponta a consultoria Crunchbase. No afã de cortar gastos, as empresas eliminaram quem foi considerado pouco efetivo para o retorno financeiro. Em 2023, os fundos de investimento da categoria ESG tiveram mais saídas do que entradas de capital nos Estados Unidos — o saldo ficou negativo em US$13 bilhões, o que expressa a debandada de investidores.

O movimento reflete no mercado brasileiro, que também mostra sinais de que essa agenda está ganhando força. De acordo com um estudo da startup To.gather, 60,9% das empresas no Brasil não têm uma área dedicada à diversidade e inclusão (D&I). A pauta é frequentemente encaminhada ao setor de Recursos Humanos (RH), onde compete com outras demandas. Entre as empresas que têm uma área dedicada à D&I, 93,6% têm investimento específico para políticas de diversidade. Já nas empresas onde a pauta é conduzida pelo RH, apenas 27,3% têm esse tipo de destinação orçamentária.

“A diversidade no ambiente de trabalho não pode ser tratada como uma pauta secundária dentro do RH. Empresas que não investem em diversidade estão abrindo mão de uma vantagem competitiva. Estudos mostram que equipes diversas são mais inovadoras, produtivas e engajadas – contra fatos, não há argumentos. O fato de 60,9% das empresas no Brasil não terem uma área dedicada à diversidade evidencia que ainda há um longo caminho a percorrer. Na Factorial, diversidade não é opcional: é um pilar estratégico para crescimento sustentável. Para que essa agenda avance, é essencial que o RH tenha o apoio da liderança e um orçamento específico, garantindo que as iniciativas de D&I saiam do discurso e se traduzam em ações concretas”, ressalta Renan Conde, CEO Brasil da Factorial – startup unicórnio desenvolvedora de software para gestão e centralização de processos de RH e DP.

No Brasil, apenas 4% das pessoas trans e travestis estão empregadas no mercado de trabalho formal e apenas 0,02% tiveram acesso ao ensino superior, de acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra). Esses números destacam a urgência de iniciativas que promovam a inclusão e o apoio a essa comunidade.

Em resposta a essa necessidade, a Nilo, healthtech que oferece uma plataforma SaaS automatizada de captação e engajamento digital de pacientes, por meio de seu Comitê de Diversidade e Inclusão, implementou um benefício essencial: o auxílio ao tratamento de hormonioterapia, que custeia parte do tratamento medicamentoso para as pessoas trans do seu time. Victor Marcondes, fundador e CHRO da Nilo, enfatiza a importância desse apoio: “Um dos pilares que norteiam a Nilo é o de segurança psicológica, que dentro do que acreditamos, significa oferecer um ambiente acolhedor para que todos possam ser quem são. Para nós, o benefício de auxílio ao tratamento de hormonioterapia, ao lado de outras ações que consideram a diversidade e inclusão, reforçam, em conjunto, o compromisso que temos com esse pilar, bem como fortalece a nossa cultura para que nossos Nilers alcancem o máximo do seu potencial.”

Para Hosana Azevedo, Head de Recursos Humanos no Infojobs e porta-voz do Pandapé, a diversidade no Brasil tem sido amplamente discutida no mundo corporativo, mas sua adoção como um pilar estratégico ainda não é uma realidade para todas as empresas. Enquanto algumas companhias nos EUA estão reduzindo investimentos em DE&I, no Brasil, muitas empresas seguem implementando iniciativas nesse sentido — seja por exigências do mercado, dos consumidores ou por uma compreensão mais estratégica da diversidade como diferencial competitivo. “No Brasil, a diversidade deixou de ser apenas uma boa prática ou algo que as empresas ‘fazem por fazer’. Para muitas organizações, já se tornou um fator estratégico para engajar colaboradores, atrair talentos e garantir competitividade. Mas ainda há um longo caminho a percorrer e as empresas que não se adaptarem correm o risco de perder oportunidades de inovação e de se posicionarem como líderes em um mercado cada vez mais exigente”, afirma Hosana Azevedo.

Diante desse cenário, a diversidade e inclusão seguem como temas fundamentais para o desenvolvimento do ambiente corporativo e da sociedade. Mais do que uma pauta pontual, a promoção de espaços diversos e inclusivos está associada à inovação, produtividade e competitividade. O avanço dessa agenda depende de iniciativas consistentes e estruturadas, garantindo que a equidade se traduza em ações concretas e sustentáveis.

(Com Beatriz Mota/NR7 Agência)

Roteiro inédito de jipe no Rio: Gray Line lança experiência única para turistas

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Gray Line.

A Gray Line –tradicional e experiente empresa de sightseeing reconhecida internacionalmente como líder no mercado de experiências – superou em 45% a meta de vendas planejada para 2024 e apresenta uma novidade: um roteiro turístico exclusivo de jipe pelo Rio de Janeiro. O roteiro passa por pontos icônicos do Rio, incluindo o Parque Lage, a Floresta da Tijuca e o Corcovado, finalizando com um espetacular pôr do sol no Pão de Açúcar. Com aproximadamente oito horas de duração, o passeio acontece em jipes confortáveis e abertos, acompanhados por um guia especializado. Cada veículo acomoda até oito pessoas, com saídas de diversos hotéis da cidade.

Segundo Bruno Barreto, diretor da Gray Line, a novidade atende à crescente demanda de turistas nacionais e internacionais interessados em explorar não só os pontos turísticos mais famosos, mas também em se reconectar com espaços naturais e aprender sobre a biodiversidade local.

“O Rio de Janeiro é uma das poucas cidades no mundo que combinam a agitação de uma grande metrópole com áreas tranquilas, perfeitas para explorar a rica biodiversidade da Mata Atlântica. Observamos cada vez mais turistas buscando experiências ao ar livre, que promovam essa conexão com a natureza. Nesse sentido, criar um roteiro que inclua a maior floresta urbana do mundo, além de ícones como o Parque Lage, Corcovado e o Pão de Açúcar, é essencial. Esse é um roteiro único e exclusivo, sem nada igual na cidade”, destaca.

Passando pelo Parque Nacional da Tijuca, a empresa disponibiliza cinco outros roteiros, com opções a partir de R$200,00 (sem ingressos) para um tour de 4 horas. Ao todo, mais de oito experiências em jipes estão disponíveis para os visitantes.

Além dessa novidade, 2024 foi um ano marcante para a Gray Line. Em um ano atípico, a empresa superou em 45% sua meta de vendas, atendendo milhares de turistas em tours, tanto em grupo quanto privados. Parte desse sucesso veio da ampliação do atendimento para novos nichos, incluindo a expansão para os públicos das classes B e AA, com experiências exclusivas e diferenciadas.

Os roteiros realizados abrangeram mais de 30 cidades em todo o Brasil. No Rio de Janeiro, os passeios de jipe também incluíram outras atrações da Cidade Maravilhosa, como o Cristo Redentor, o Jardim Botânico e praias desertas. Tudo isso realizado com uma equipe qualificada, composta por motoristas experientes e guias especializados em roteiros ao ar livre, garantindo uma experiência segura e enriquecedora para os visitantes.

Sobre a Gray Line | Gray Line é a mais antiga e experiente empresa de sightseeing mundial. Internacionalmente reconhecida como líder no mercado de experiência, translados e tours, a Gray Line, presente em todos os continentes, oferece mais de 3.500 serviços em mais de 150 destinos. Desde 1910, é referência de credibilidade, fornecendo produtos confiáveis de turismo para viajantes nos locais mais procurados do Mundo. Está presente no Brasil há 45 anos, oferecendo experiências extraordinárias e realizando sonhos.

Com operação globalizada, a Empresa é a primeira opção para passeios e translados, atendendo com expertise e qualidade a clientes individuais, grupos privativos e empresas. Em 2010, a Gray Line Brasil foi integrada ao Grupo Águia, que completou 20 anos de atuação em 2024, é pioneiro no mercado de turismo brasileiro e composto pela união de oito empresas de segmentos importantes, como o lazer, incentivo, corporativo, esportivo e seguro-viagem.
(Com Camila Acatauassú Xavier/Approach Comunicação)

A profundidade da alma brasileira

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/Grupo Editorial Edipro.

Para os amantes da boa literatura, o selo Via Leitura, do Grupo Editorial Edipro, reuniu em um box as obras mais marcantes de Graciliano Ramos, um dos maiores nomes da literatura nacional. Com uma escrita concisa e intensa, o autor alagoano desvela as contradições humanas, as injustiças sociais e os dramas existenciais que atravessam gerações.

A coleção inclui Vidas Secas, uma narrativa poderosa sobre a luta pela sobrevivência no sertão; Angústia, um mergulho na mente atormentada de um homem consumido por seus próprios fantasmas; São Bernardo, um retrato da ambição e solidão de um homem em busca de poder; e Insônia, uma coletânea de contos que expõe os recantos mais sombrios da alma humana.

Foto: Divulgação/Grupo Editorial Edipro.

Com edições especiais que incluem artes de Andrés Sandoval e prefácios Micheliny Verunschk, este box é um convite para revisitar os clássicos que moldaram a literatura nacional e continuam a dialogar com o presente. Essencial para os que desejam compreender mais sobre o Brasil e a condição humana.

Vidas Secas | Uma família de retirantes atravessa o sertão nordestino em busca de sobrevivência e dignidade. Fabiano, Sinha Vitória, os filhos e a cachorra Baleia enfrentam a seca, a fome e a injustiça social. Com uma prosa crua, Graciliano retrata a desumanização e a resiliência do povo sertanejo, fazendo o leitor refletir sobre desigualdades e a natureza humana.

Angústia | O turbilhão psicológico de Luís da Silva, um homem consumido pela culpa e pela obsessão, ganha vida neste romance. Ambientado em uma Maceió sufocante, o livro expõe a alienação, os conflitos interiores e a hipocrisia social da época. Graciliano Ramos conduz o leitor a um mergulho profundo nos limites da sanidade e da solidão.

São Bernardo | Paulo Honório narra sua ascensão como dono de terras, marcada por ambição, solidão e escolhas morais questionáveis. Com uma narrativa precisa e implacável, Graciliano explora as contradições sociais e psicológicas de um Brasil em transformação, refletindo sobre o custo do progresso e o impacto das decisões humanas.

Insônia | Nesta coletânea de contos, Graciliano desnuda os recantos mais sombrios da alma humana. Temas como a miséria, a violência e os dilemas morais emergem em narrativas que confrontam o leitor com o lado mais obscuro da existência. Uma leitura que une intensidade e reflexão sobre a essência da vida.

Ficha técnica

Título: BOX Graciliano Ramos

Autor: Graciliano Ramos

Editora: Grupo Editorial Edipro

Selo: ‎Via Leitura

ISBN: 978-6587034614

Dimensões: ‎ 14.3 x 5.5 x 21.3 cm

Páginas: ‎656

Preço: R$119,00

Onde encontrar: Amazon.

Foto: Wikimedia Commons.

Sobre o autor: Graciliano Ramos (1892–1953) tornou-se um dos mais renomados escritores brasileiros do século XX. Nascido em Alagoas, destacou-se por sua prosa seca e realista. Além de escritor, foi prefeito de Palmeira dos Índios e teve uma trajetória política marcada pelo engajamento social. Sua contribuição à literatura brasileira continua a influenciar gerações de novos escritores e a formar mais e mais leitores.

Sobre a editora: O Grupo Editorial Edipro tem como propósito, desde 1977, publicar obras que ajudem na evolução do leitor. Edipro é formação, inspiração e entretenimento. Ao longo dos anos, são mais de 500 títulos publicados nas principais áreas do saber e novos selos foram criados, como Caminho Suave e Mantra. Instagram: @editoraedipro.

(Com Daniela Garbez/LC Agência de Comunicação)

Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp apresenta exposição inédita com acervo do MAM São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Leda Catunda, MAM, 1998. Coleção MAM São Paulo. Foto: Romulo Fialdini.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo, em parceria com o SESI-SP, apresentará uma exposição inédita com obras do acervo do MAM na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp, a partir de 26 de março. A mostra ‘MAM São Paulo: encontros entre o moderno e o contemporâneo’ tem curadoria de Cauê Alves e Gabriela Gotoda e reúne mais de 100 obras da coleção do museu.

Entre os destaques, estão obras já conhecidas do público, como Paisagem (1948), de Tarsila do Amaral; Peixe na praia (1933), de Di Cavalcanti, e Onça (1930), de Victor Brecheret, ao lado de outros modernistas – Alfredo Volpi, Ismael Nery e Cândido Portinari. Grandes nomes da arte contemporânea também terão trabalhos em exibição, é o caso de artistas como Mira Schendel, Leonilson, Carmela Gross, Tunga, Leda Catunda e Cildo Meireles – este último, com escultura doada recentemente ao acervo do museu. Além disso, a mostra conta com obras de artistas internacionais, como León Ferrari e Raoul Dufy. “Para o MAM São Paulo, essa parceria com o SESI-SP tem um significado especial, pois reforça a importância de unir forças com outras instituições culturais. Essas colaborações são uma oportunidade valiosa para ampliar a visibilidade do nosso acervo e levar as obras do museu a públicos diversos, fortalecendo o diálogo com a sociedade e reafirmando nosso compromisso com a democratização da arte”, afirma Elizabeth Machado, presidente do MAM.

A gerente executiva de Cultura do SESI-SP, Débora Viana, destaca a importância para o SESI-SP na realização dessa exposição. “O SESI-SP tem como um de seus compromissos contribuir com a sociedade civil, promovendo educação e cultura. Essa parceria com o MAM é uma das formas de reforçar esse compromisso, com o fomento do cenário cultural e artístico, a formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita. É uma oportunidade de realizar na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp uma exposição que suscitará reflexões e proporcionará para o público visitante acesso a um acervo de suma importância para a história da arte brasileira e internacional”.

A exposição trará outras obras recém incorporadas pelo museu, a maior parte vinda de uma doação recebida em 2024. “Trata-se de um conjunto muito relevante, com obras contemporâneas e modernistas que complementam o acervo do museu e são fundamentais na exposição atual. Há inclusive trabalhos de artistas do modernismo europeu de que o MAM ainda não tinha nenhuma obra, como Yves Klein e Henry Moore”, explica Cauê Alves, curador-chefe do museu, responsável pela exposição ao lado de Gabriela Gotoda.

Um dos destaques nas doações recentes é a aquarela Vaso de Anêmona, do francês Raoul Dufy, datada de 1937. Recebida a doação via legado, o museu contratou uma perícia profissional para conduzir um processo técnico-científico de confirmação de autoria. O trabalho foi conduzido pelos peritos Gustavo Raul Perino, da Givoa Art Consulting, e Anauene Dias Soares, da Anauene Art Law.

A obra foi identificada por uma historiadora francesa contratada pela consultoria, que fez checagens na versão original física do catálogo raisonné de Dufy, já que a versão online não continha a aquarela. O único outro exemplar da obra de Dufy em coleções institucionais no Brasil está no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP).

A exposição também traz um esforço em parceria com o setor Educativo do MAM para elucidar os conceitos de arte moderna e arte contemporânea. “São conceitos que muitas vezes parecem sinônimos, e que podem ser difíceis de distinguir. Muitas vezes se chega a um museu de arte contemporânea e ele tem obras de arte moderna. Retomamos as questões mais comuns identificadas pela equipe do MAM Educativo e vamos usar a oportunidade de trabalhá-las para dar ao público mais autonomia na compreensão da história da arte”, diz Gabriela Gotoda, cocuradora.

Encontros entre o moderno e contemporâneo

O partido curatorial buscou explorar as diferenças e semelhanças entre a arte moderna e a contemporânea, criando aproximações e diálogos entre essas duas noções e os seus momentos na história da arte brasileira.

A exposição pretende levar o público à reflexão sobre como as sobreposições de assuntos, linguagens ou processos nas obras tipicamente caracterizadas como modernas ou contemporâneas demonstram as semelhanças e diferenças entre elas, tensionando a distância entre os dois termos — moderno e contemporâneo — de modo a questionar definições precisas na história e nos dias atuais.

A convergência e mistura existentes entre esses dois momentos históricos da produção artística são notórias tanto em seus desdobramentos no tempo quanto na produção crítica a respeito delas, e também estão refletidas no acervo do MAM. No Brasil, em especial, a produção dita contemporânea pode ser considerada um desdobramento de uma das últimas vanguardas modernistas, o construtivismo pós-Guerra, característica que dificulta o estabelecimento de uma divisão ou sequência cronológica entre as duas definições.

Se o início da arte moderna supostamente se deu com as vanguardas europeias na virada do século 20, a produção dos modernistas brasileiros se estendeu pela maior parte daquele século, muitas vezes simultaneamente ao desenvolvimento de novas linguagens e técnicas exploradas na produção mais contemporânea.

A narrativa histórica sobre a arte moderna no Brasil por muito tempo ignorou a produção de artistas hoje denominados populares, como José Antonio da Silva, Iracema Arditi e Heitor dos Prazeres. Contemporâneos de grandes nomes do modernismo brasileiro, esses artistas não são amplamente vinculados à arte moderna justamente porque não são acomodados com facilidade nos partidos estéticos e conceituais das vanguardas.

Partindo desse reconhecimento, a exposição busca contribuir com a discussão sobre as narrativas históricas da arte moderna da arte contemporânea, assim como a percepção sobre a passagem do tempo entre elas. Certamente há diferenças históricas e teóricas que merecem ampla discussão, mas, afinal, é possível traçar com precisão a fronteira visual e temporal entre a arte moderna e a arte contemporânea? De que modo isso se relaciona com a percepção do tempo histórico, e do tempo vivido? A exposição aponta para essas questões não para respondê-las definitivamente, mas sim para contribuir com outras formas de abordagem, oferecendo ao público autonomia para se surpreender com as reflexões despertadas pela arte, seja de qual tempo ela for.

Lista de artistas

A exposição reúne obras de Alberto da Veiga Guignard, Aldo Bonadei, Alex Cerveny, Alfredo Volpi, Anna Maria Maiolino, Ana Maria Tavares, André Komatsu, Antonio Henrique Amaral, Antonio Manuel, Antonio Dias, Arthur Luiz Piza, Artur Barrio, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Carlos Fajardo, Carlos Vergara, Carmela Gross, Cildo Meireles, Claudio Tozzi, Eduardo Berliner, Emiliano Di Cavalcanti, Ernesto de Fiori, Evandro Carlos Jardim, Farnese de Andrade, Ferreira Gullar, Flávio de Carvalho, Flávio Shiró, Francisco Rebolo, Franklin Cassaro, Geraldo de Barros, Haruka Kojin, Heitor dos Prazeres, Hélio Oiticica, Henry Moore, Hércules Barsotti, Iberê Camargo, Ione Saldanha, Iracema Arditi, Ismael Nery, John Graz, José Antonio da Silva, José Pancetti, Leda Catunda, León Ferrari, Leonilson, Letícia Parente, Lívio Abramo, Luiz Sacilotto, Marcello Grassmann, Marco Paulo Rolla, Mary Vieira, Mira Schendel, Oswaldo Goeldi, Raoul Dufy, Rodrigo Matheus, Rogério Canella, Rubens Gerchman, Samson Flexor, Sandra Cinto, Sérgio Camargo, Shirley Paes Leme, Siron Franco, Tadeu Jungle, Tarsila do Amaral, Thiago Rocha Pitta, Tunga, Victor Brecheret, Willys de Castro e Yves Klein.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos.

O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.
Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Sobre o SESI

O SESI-SP tem como um de seus compromissos contribuir com a sociedade civil, promovendo educação de forma ampla, onde a cultura tem papel de destaque. Assim, todas as ações e projetos desenvolvidos pela instituição visam à formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita, além da promoção da economia criativa nacional. A Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp é um espaço expositivo de 850m2, que integra o complexo de artes cênicas e visuais, audiovisual, música, literatura e tecnologia do SESI-SP. O espaço já abrigou exposições de artistas e acervos nacionais e internacionais de grande relevância.

Serviço:

MAM São Paulo: encontros entre o moderno e o contemporâneo

Abertura para convidados: 25 de março de 2025, terça-feira, às 19h

Período expositivo: 26 de março a 08 de junho de 2025

Local: Centro Cultural Fiesp | Galeria de Arte

Endereço: Av. Paulista, 1313 – Bela Vista, São Paulo, SP

Horários: de terça a domingo, das 10h às 20h

Entrada gratuita

Centro Cultural Fiesp

https://www.instagram.com/centroculturalfiesp/

https://www.facebook.com/centroculturalfiesp/

https://www.youtube.com/@CentroCulturalFiesp

MAM São Paulo

www.instagram.com/mamsaopaulo/

https://www.facebook.com/mamsaopaulo/

www.youtube.com/@mamsaopaulo/.

(Com Ana Beatriz Garcia/Assessoria de Imprensa MAM São Paulo)