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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Orbivagante Núcleo de Teatro encena “LoKona”, peça livremente inspirada na obra “Elogio da Loucura”

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Kaligari Fotografia.

Inspirado no livro “Elogio da Loucura”, escrito pelo humanista holandês Erasmo de Rotterdam, em 1508, o Orbivagante Núcleo de Teatro criou o espetáculo “LoKona”, com estreia e temporada marcadas entre os dias 24 de novembro e 17 de dezembro, às 21h, às segundas, terças e quartas, no Teatro Manás Laboratório. A peça atualiza as questões presentes no texto original do século XVI. “Rotterdam buscou apontar (para corrigir) os vícios e as malversações da sociedade de sua época. Para isso, evocou a figura divina da Loucura, já que ela observa o mundo de um ponto de vista original e pode falar com total liberdade sobre qualquer assunto”, conta o diretor Dino Bernardi.

Na trama de LoKona, essa figura tão presente no imaginário comum participa de um talk-show, abordando temas contemporâneos, como as tecnologias e a sociedade de aparências.

Sobre a encenação

“Criamos um apresentador com características de um psicólogo tresloucado que, de repente, chama ao palco LouLou Divine, uma artista performática. Quer dizer, tiramos da personagem o peso da divindade e a colocamos como uma representante das artes”, acrescenta o encenador. Em cena estão Karina Giannecchini, Fernando Aveiro e Fábio Evangelista, que executa a música ao vivo.

O grupo reflete como lucidez e loucura se interpenetram, não sendo manifestações exatamente antagônicas. Para isso, discutem o mundo acelerado do 5G e suas múltiplas conexões, que nos uniram e, ao mesmo tempo, nos atomizaram – sem perder de vista o homem atemporal, em sua pretensa racionalidade. “É como se ficássemos presos à interação pelas telas, perdendo a capacidade de nos relacionarmos e de sentirmos empatia”, explica Aveiro.

LoKona configura-se como uma farsa, ou seja, o público pode esperar situações exageradas e muito humor. “A Loucura entra em cena imponente, com um tom quase de superioridade. Mas, com o passar do tempo, ela vai revelando suas múltiplas facetas, fazendo com que as pessoas se identifiquem com ela”, comenta Karina.

A ideia da companhia foi montar um texto com humor – e a sagacidade do original de Rotterdam – que flertasse com a cultura pop. “Abordamos o fenômeno da loucura como necessário para que o sujeito não reprima sua subjetividade e possa canalizá-la para a criação no cotidiano”, completa Aveiro.

Simultaneamente, o clima farsesco extrapola a interpretação. O cenário é excêntrico, misturando elementos de talk-show com pitadas de programa de auditório. A trilha sonora utiliza a técnica de soundpainting, mickeymousing e transita livremente entre referências de músicas clássicas, populares e vulgares. O figurino se apropria de elementos diversos, entre os anos 1970, 1980 e dias atuais. “Dizemos que LoKona é uma espécie de ritual para provocar um alívio na alma”, conclui Bernardi.

FICHA TÉCNICA

Texto original: Erasmo de Rotterdam

Adaptação para o teatro: Dino Bernardi e Eduardo Akiyama

Concepção e direção: Dino Bernardi

Atuação: Karina Giannecchini e Fernando Aveiro

Criação musical e execução: Fábio Evangelista

Desenho de luz: Michel Mika Masson

Cenário, figurinos e visagismo: Dino Bernardi

Confecção de adereços: Eudóxio Beato

Costureira: Antonia Azevedo

Fotografia de divulgação: Kaligari Fotografia

Design Gráfico: Cinthia Vendruscolo

Produção: Karina Giannecchini e Fernando Aveiro

Realização: Núcleo Orbivagante

Sinopse | O espetáculo exerce a função de comunicólogo da Loucura, personagem protagonista. Convidada a participar de um talk-show, a Loucura, encarnada numa mulher, expressa o desejo em confluir linguagens e levantar discussões sobre tecnologia, velocidade no acesso de informações e dinamismo da vida moderna.

Serviço:

Lokona

Data: 24 de novembro a 17 de dezembro de 2025, às segundas, terças e quartas, às 21h

Local: Teatro Manás Laboratório – R. Treze de Maio, 222 – Bela Vista

Ingresso: R$80 inteira / R$40 meia (via Sympla)

Duração: 60 minutos

Classificação: 16 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Dezembro encerra temporada lírica de 2025 no Theatro Municipal de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Larissa Paz.

Em clima de fim de ano e celebrações, chega ao fim mais uma grande temporada no Theatro Municipal de São Paulo. Entre óperas, concertos e projetos especiais, o encerramento tem apresentações natalinas para finalizar o ano em grande nota, como Missa Bernstein com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência de Roberto Minczuk, e Paz na Terra (190 anos de Saint-Saëns) com regência de Wagner Polistchuk.

No dia 13, sábado, o Festival Novas Frequências 15ª edição apresenta na Central Técnica Chico Giacchieri uma programação que celebra a multiplicidade de vozes e abordagens na música experimental e na arte sonora contemporânea. Reunindo quatro artistas latino-americanas radicadas em diferentes países e um encontro inédito entre (Novíssimo) Edgar & Os Fita, a noite propõe uma escuta expandida e crítica, onde improvisação, palavra, ruído e eletrônica se misturam em novas formas de imaginar o som. Entre gestos radicais de criação, performatividade e pesquisa, corpo e espaço tornam-se instrumentos de invenção coletiva. Os ingressos custam R$40 (venda antecipada) e R$50 (venda na porta) e a classificação é livre.
O cronograma do evento conta com Abertura da Casa às 16h; 18h às 18h30, Luciana Rizzo (AR); 19h às 19h40, Mariana Cyrino (BR, DE); 20h às 20h40, Mariana Mello (BR, CH); 21h às 21h40 Concepción Huerta (MX) e das 22h às 23h00, Edgar & Os Fita.

Quarteto de Cordas. Foto: Robs Borges.

No dia 11, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, acontece o concerto Quarteto 90 Anos: Estreias, em homenagem ao seu aniversário. Nesta apresentação, o Quarteto de Cordas apresenta três novas obras selecionadas pelo Edital de Composições Inéditas para Quarteto de Cordas. Em suas estreias mundiais, essas peças revelam diferentes caminhos da criação musical contemporânea e ampliam o diálogo entre compositores e intérpretes. Os ingressos custam R$35, a classificação livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Nos dias 19, sexta-feira, às 20h, e no dia 20, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos, acontece a Missa Bernstein com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência de Roberto Minczuk, ao lado do Coral Paulistano e do Coro Lírico, com participação de Paulo Szot como celebrante. Os ingressos custam de R$11 a R$70.

Roberto Minczuk, regente da OSM. Foto: Larissa Paz.

No início da década de 1970, motivado pela encomenda de uma obra, cujo gênero, instrumentação e duração eram livres, Leonard Bernstein, uma das figuras mais importantes da música no século XX, criou uma obra ousada e surpreendente. Certos aspectos da obra refletem o tempo no qual ela foi criada: desde alguns dos slogans de protesto até a busca liberal cristã dos anos 1970 em prol da valorização de uma religião mais pura e autêntica, em detrimento de questões eclesiásticas e sacramentais da Igreja institucional.

Muito de sua mensagem ainda é relevante nos dias atuais. Não se trata propriamente de uma crítica à Igreja Católica, mas de transformar sua liturgia num espaço para a discussão e mesmo denúncia das opressões do mundo contemporâneo. Essa obra grandiosa e surpreendente unirá os esforços da Orquestra Sinfônica Municipal, dos coros Paulistano e Lírico, bem como de solistas a serem anunciados.

Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Rafael Salvador.

A finalização da temporada lírica fica com a Orquestra Experimental de Repertório com o concerto Paz na Terra (190 anos de Saint-Saëns), no dia 21, domingo, às 11h, na Sala de Espetáculos. Com regência de Wagner Polistchuk, ao lado do Coral Lírico Paulista, Coro Comunitário da Escola Municipal de Música de São Paulo, Coro de Câmara Encanto e o Coro Jovem da Escola Municipal de Música de São Paulo, além da soprano Isabel Quintela, mezzo-soprano Ariadne Oliveira, contralto Camila Lohmann e o barítono Isaque Oliveira.

No repertório terá For a Beautiful Land, de Linda Robbins Coleman, In Terra Pax, op.39, Gerald Finzi e Oratório de Natal, op.12, Camille Saint-Saëns. Os ingressos variam de R$11 a R$35, a classificação é livre e a duração de 70 minutos, sem intervalo.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Sorocaba recebe recital inédito a dois pianos com Ronaldo Rolim e Xiaohui Yang

Sorocaba, por Kleber Patricio

Ronaldo Rolim. Fotos: Divulgação.

A 12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba apresenta, pela primeira vez na cidade, um recital a dois pianos com os pianistas Ronaldo Rolim e Xiaohui Yang, nomes de destaque da nova geração da música de concerto.

Natural de Votorantim, Ronaldo Rolim consolidou uma carreira de alcance global, com apresentações como solista, recitalista e camerista em mais de vinte países. Aclamadopela crítica especializada, destaca-se por interpretações profundamente sensíveis,construídas com domínio de fraseado, agógica e dinâmica — qualidades que o colocam entre os pianistas brasileiros mais versáteis de sua geração.

A pianista chinesa Xiaohui Yang, vencedora do Concurso Internacional de Piano de Naumburg (2017), é reconhecida por seu refinamento artístico, descrita pela imprensa internacional como “musicista de bom gosto e delicadeza” (Haaretz, Israel) e “uma mágica do som e do virtuosismo” (La Libre, Bélgica). Sua trajetória inclui apresentações em salas históricas como o Carnegie Hall, Ozawa Hall, Tel Aviv Museum of Art e o Seoul Arts Center.

Atualmente radicados nos Estados Unidos, Rolim e Yang se encontram em plena atividade internacional e trazem a Sorocaba um programa especialmente preparado para este concerto, que destaca a força expressiva e a rara sintonia musical do duo.

Yang, Xiaohui.

A apresentação integra a 12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba – Concertos da Primavera, reunindo em 2025 sete concertos e sete oficinas gratuitas entre setembro e dezembro em espaços como o Sesc, Sesi, Unesp Sorocaba e o Parque Educativo Castelinho em Araçoiaba da Serra. E anuncia que em janeiro de 2026 o público será convidado para uma semana inteiramente dedicada ao piano, com mais três recitais e três novas oficinas — mais detalhes serão divulgados em breve.

O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura com patrocínio da Vitafor, parceria do Sesc, colaboração da Unesp Sorocaba, Sesi, Prefeitura de Araçoiaba da Serra e Parque Educacional Padre André Pieroni Sobrinho – Castelinho. Conta com direção artística e produção-executiva de Marco de Almeida, produção da MdA International e realização via Lei de Incentivo à Cultura Federal (Lei Rouanet).

Serviço:

12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba – Concertos da Primavera

Recital a dois pianos – Ronaldo Rolim & Xiaohui Yang

Data: 28/11 – 20 horas

Sesc Sorocaba

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jd. Faculdade – Sorocaba, SP

Entrada gratuita.

(Com Beatriz Deboni/MdA International)

Após sucesso de no Itaú Cultural, espetáculo “Juego de Niños” engata nova temporada no Teatro Estúdio

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Renato Domingos.

Com sessões lotadas em sua temporada no Itaú Cultural, “Juego de Niños”, texto inédito de Newton Moreno que aborda a contundente realidade de crianças imigrantes em campos de detenção, ganha nova temporada no Teatro Estúdio até 9 de dezembro. O espetáculo repete a parceria de Bernardo Bibancos na direção e Lu Grimaldi, agora como sua assistente e preparadora corporal do elenco, numa realização da ONG Turma do Bem.

A obra traz à cena três personagens infantis – México (menino de 8 anos), Honduras (menina de 11 anos) e Nicarágua (menino de 13 anos) – interpretados por atores fundamentais na dramaturgia brasileira – Genézio de Barros, Vera Mancini e Luiz Guilherme, todos na casa dos 70 anos –, criando um potente contraste entre infância e amadurecimento/envelhecimento precoce causado pelo sofrimento.

Newton Moreno fala sobre o espetáculo: “Este projeto conta com um grupo talentoso de artistas reunidos para dar vazão à sua sensibilidade e indignação frente às desmedidas e violências nas fronteiras bélicas deste mundo”. O diretor complementa:Existem duas circunstâncias convivendo em Juego de Niños. Uma de foro íntimo: um prazer inenarrável em ter a possibilidade de encenar um grande texto, com esses atores extraordinários. E outra, ainda mais fundamental, de ordem coletiva: uma tragédia humanitária cujas consequências e desenlaces ainda ecoam nas nossas consciências”.

A trama se passa dentro de uma jaula, um campo de detenção onde as crianças, envoltas em mantas térmicas para suportar o frio extremo, tentam resgatar fragmentos de sua infância por meio de brincadeiras como pião, amarelinha e boneca. Cada personagem carrega uma história de perda, medo e esperança: México esqueceu o nome do pai e aguarda ansiosamente o dia prometido para reencontrá-lo; Honduras enfrenta a primeira menstruação e acredita estar morrendo de saudade e Nicarágua teme não ser mais reconhecido pelos pais após anos de separação.

O texto utiliza o jogo como metáfora para a sobrevivência, a resistência e a busca por afeto em meio ao abandono. A peça denuncia as condições desumanas dos campos de imigração, o racismo, a violência institucional e principalmente a ampliação da desigualdade econômica mundial, ao mesmo tempo em que celebra a força das crianças para reinventar o mundo através da imaginação.

Juego de Niños reúne, além do elenco estelar, nomes como André Abujamra (trilha sonora), Caetano Vilela (iluminação) e parceiros fundamentais como a ONG Cerzindo, que acolhe refugiados, migrantes e brasileiros em situação de vulnerabilidade e os prepara para o mercado de trabalho.

Com linguagem lírica e cenas de forte carga emocional, Juego de Niños provoca o público a refletir sobre justiça, fronteiras, famílias, pertencimento e o sagrado direito à infância.

SERVIÇO:

Espetáculo Juego de niños 

NOVA TEMPORADA – TEATRO ESTÚDIO

De 18 de novembro a 9 de dezembro – segundas e terças às 20h.

Entrada gratuita – Link para ingressos.

(Com Alisson Schafascheck/Vicente Negrão Assessoria)

 

Fernanda Galvão apresenta “Duas luas” na Casa Triângulo: deslocamento, impermanência e a exuberância da pintura

São Paulo, por Kleber Patricio

Fernanda Galvão – Alface Noturna, 2025 – carvão, pigmento, pastel seco, bastão de óleo e óleo sobre linho – Edição: única – 60 x 80 x 2,5 cm – Cortesia: Casa Triângulo, São Paulo. Fotos: Filipe Berndt.

A Casa Triângulo anuncia a abertura de Duas luas, a segunda exposição individual da artista brasileira radicada em Paris Fernanda Galvão na galeria. Com curadoria de Marcos Moraes, a mostra apresenta uma nova série de pinturas que aprofundam a investigação da artista sobre o deslocamento, a impermanência e a reimaginação da coexistência em um futuro possível.

Sobre a exposição: Paisagens Interiores e a Força da Cor 

Fernanda Galvão – Olhinhos Submersos, 2025 – Carvão, Pigmento, Pastel Seco, Bastão De Óleo E Óleo Sobre Linho – 79 X 110 X 3,5 cm. Cortesia Casa Triângulo.

A obra de Fernanda Galvão, que se insere em uma linhagem de pintoras que desafiam a “morte anunciada da pintura”, é um convite à imersão em “atmosferas de realidades paralelas e distintas”, como descreve o curador Marcos Moraes. A artista utiliza uma articulação complexa de cores e formas para criar mundos visuais que resultam de seu desejo e de suas experiências.

A nova série, que dá nome à exposição, marca um momento de “exuberância poética” na produção da artista. Galvão explora a materialidade do corpo fragmentado e, mais recentemente, a vulnerabilidade das formas contrastadas pela saturação da cor. A paleta se torna mais complexa e variada, com a presença marcante dos “inebriantes vermeils aprofundados pelos vinhos e bordôs”, intensificando a energia e impetuosidade das imagens com o uso de luz e sombra, texturas e glitter.

A Poética do Deslocamento 

A experiência de estar em trânsito, tanto física quanto emocionalmente, é central na prática de Galvão, refletindo sua jornada por países, culturas e paisagens desde que deixou São Paulo. Suas pinturas e desenhos misturam elementos reais e imaginários para criar lugares que desafiam a compreensão convencional, contemplando um futuro em meio à catástrofe climática.

Fernanda Galvão – Onda Yellow Force, 2025 – carvão, pigmento, pastel seco, bastão de óleo e óleo sobre linho – 1507 X 205 X 35 cm. Cortesia Casa Triângulo.

O raciocínio pictórico de Galvão parte de “paisagens” armazenadas na memória, fruto de seus deslocamentos entre São Paulo, o deserto da Califórnia (Joshua Tree), Paris e Catalunha. A artista recorre ao mundo natural, à ficção científica e a textos ilustrados para criar um glossário de formas de vida, retratando seres diversos – nunca humanos – e sugerindo uma reimaginação da coexistência e da sobrevivência.

A exposição explora a fusão de espaços – terra/mar com o céu/infinito – dissolvendo limites e configurando “paisagens interiores, de outras dimensões”. Como afirma a artista, este é um momento de pintura “mais solta, mais livre, mais ‘lidando com o inesperado'”, onde o fundo se afirma como personagem e a impermanência prevalece.

A artista e o curador 

Fernanda Galvão (1994, São Paulo, Brasil) vive e trabalha em Paris, França. Sua trajetória inclui exposições individuais e coletivas em galerias e instituições de prestígio internacional, como From where I am | I am already gone (Lyles & King, Nova York, 2024), Alien Shores: Landscape, once removed (White Cube Bermondsey, Londres, 2025) e As Colinas Murmuravam e Sonhavam em Cair no Mar (Casa Triângulo, São Paulo, 2023).

Marcos Moraes é Doutor em Arquitetura e Urbanismo e Diretor do Museu de Arte Brasileira da FAAP, além de Coordenador dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais e dos Programas Internacionais da Residência Artística FAAP – Paris e São Paulo.

SERVIÇO:

Duas luas

Curadoria: Marcos Moraes

Abertura: 15 de novembro de 2025 |14h às 18h

Período da exposição: 18 de novembro a 20 de dezembro

Horário de funcionamento: de terça a sexta das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h

Local: Casa Triângulo

Endereço: Rua Estados Unidos 1324, Jardins – São Paulo

Telefone: (11) 3167-5621 | www.casatriangulo.com  info@casatriangulo.com

Entrada gratuita.

(Com Bernadete Druzian/A4&Holofote Comunicação)