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34ª edição do Maio Musical terá mais de 60 atrações e amplia presença em diferentes regiões da cidade

Indaiatuba, SP, por Kleber Patricio

Coletiva de Imprensa aconteceu na sala de reunião do Gabinete do Prefeito. Foto: Eliandro Figueira.

A Secretaria de Cultura de Indaiatuba lançou oficialmente no dia 14/4 a programação do 34º Maio Musical, durante coletiva de imprensa realizada no gabinete do prefeito. O evento contou com a presença do prefeito Dr. Custódio Tavares (MDB) e da secretária municipal de Cultura Tânia Castanho.

Consolidado como um dos principais eventos culturais do município, o Maio Musical acontece de 3 a 31 de maio e contará com mais de 62 atrações gratuitas distribuídas em sete espaços da cidade. A edição de 2026 traz novidades que prometem ampliar ainda mais o alcance do festival, com a implantação de novos palcos externos em diferentes regiões facilitando o acesso da população.

A programação será realizada no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba), no Casarão Pau Preto, além de palcos externos localizados na Alça Nilson Cardoso de Carvalho (em frente à Prefeitura), na Praça Papa Francisco, na Concha Acústica e no Topázio Cinemas. O evento também contará com a Estação Maio Seresta, dedicada a apresentações especiais.

Os principais shows acontecerão nos palcos externos em datas específicas ao longo do mês, reunindo grandes nomes da música nacional, além de artistas locais e regionais. A programação contempla diferentes gêneros, como sertanejo, rock, samba, forró, música erudita, instrumental e infantil.

Todos os eventos têm entrada gratuita.

SERVIÇO:

34º Maio Musical de Indaiatuba

De 3 a 31 de maio de 2026

Entrada gratuita

Palco Terra – Alça Nilson Cardoso de Carvalho

Em frente à Prefeitura

3/5

18h – Rennan Teixeira

19h30 – Abertura Oficial

20h – Fernando & Sorocaba

10/5

18h – Banda Oáz (Tributo às rainhas do rock)

19h30 – DJ Veiga (Open Format Project)

20h – Tihuana

17/5

18h – Hutal (Brasilidades)

19h30 – DJ Veiga (Open Format Project)

20h – Lagum

31/5

14h – Samba da Figueira

18h – Pintou o Samba

19h30 – DJ Fábio (Projeto Agito do DJ)

20h – SPC – Só Pra Contrariar

Palco Água – Concha Acústica

8/5

18h30 – Flor E.T (Brazapunk)

20h30 – Sync2 (The Essence Tribute – Alanis/ Amy/ Avril)

9/5

18h30 – Black7colts (Rock Versions)

20h – Orquestra Jovem e Orquestra Sinfônica de Indaiatuba com La Plata

15/5

18h30 – Cesinha (Eu canto, você samba)

20h30 – Igor Galldino (Uma noite com Alcione Cover)

24/5

17h – Derico Sciotti (Music Truck)

18h30 – Radiola (Frequência 80)

20h – Sómamona (Tributo Mamonas Cover)

29/5

18h30 – Banda Jovem CMVL e Lado B

20h30 – CMVL e Dadyna

Palco Luz – Praça Papa Francisco (Jd. Paulista)

22/5

19h – Rosani Magalhães (Rosani Brasil de todos os cantos)

20h30 – Thayna Miranda (Essência Sertaneja)

23/5

20h – Isaac Santana (Forró moderno do Nordeste)

21h – Frank Aguiar

30/5

18h – Priscila Moreno (Sudestina)

20h – Bonde do Forró

Palco Ar – Casarão Cultural Pau Preto

Programação cultural diversificada com shows, filmes, rodas de choro, atividades infantis e especiais ao longo de todo o mês

4/5 – 19h30

Professores e Grupo de Referência do Núcleo Nabor e a Academia do Núcleo de Canto

5/5 – 19h30

Filme: “Noel – Poeta da Vila”

6/5 – 19h30

Masterclass com Saulo Ligo

7/5 – 19h30

Filme Ponto MIS: “Chega de Saudade”

Reprise: 9/5 às 15h

8/5

19h30 – Grupo de Referência Oficina de Violão da Secretaria de Cultura

9/5

9h – Caminhada Guiada: História da Música em Indaiatuba

11h – Desvairado choro

14/5

19h30 – Mostra: “Hermeto Pascoal”

20h – Agnaldo Araújo (Do Pantanal ao Mississipi)

17/5

10h – Choro Enturmado (Choro e Enturmado convida Rogério de Oliveira Braz)

11h – Roda de Choro

21/5 – 19h30

Jardim das Letras – 80 anos de Maria Bethânia

Olivia Gênesi (Na cadência bonita de Bethânia)

24/5

10h – Roger Farina (Vanbora – Uma aventura educativa musical)

11h – Kids Banda (Carlos Kbelo)

28/5 – 19h30

Filme Ponto MIS: “Broto Legal”

Reprise: 30/05 às 15h

31/5

10h – Quarteto Vê se Gostas (Chorinhos e Chorões)

11h – Arte no Bosque – Roda de Choro

Palco Fogo – Estação Ferroviária

Estação Maio Seresta

16/5

17h – Michella Martinatti (Pop Rock Brasil)

18h30 – Kamikaze (Revolução 2000)

20h – The Mars (Bruno Mars Tributo)

CIAEI – Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba

7/5 – 20h – Banda Sinfônica do Exército

14/5 – 20h – CMVL Sinfônico

16/5 – 18h – Coral Jovem do Estado de SP

20h30 – Arthur Raymundo (Incanto Italiano)

17/5 – 10h30 – Orquestra de Viola Caipira da Secretaria de Cultura

22/5 – 20h – Sonia Di Morais (Elis Infinita)

28/5 – 20h – Núcleo de Canto Coral Cultura

31/5 – 19h – Camerata Filarmônica de Indaiatuba

Topázio Cinemas – Shopping Jaraguá (Parceria Especial)

Entrada: Ingresso solidário (Troca de ingressos por alimentos que serão destinados ao Funssol).

Itens arrecadados: Bolacha recheada e suco concentrado.

Sessões especiais “Cine Biografia”

5/5 – 19h

Filme: “Noel – Poeta da Vila”

12/5 – 19h

Filme: “Elvis”

19/5 – 19h

Filme: “Cazuza – O Tempo Não Para”

26/5 – 19h

Filme: “Michael”.

(Com Georgia Dal Ri e Couto/PMI)

Duas exposições ocupam o Marcio Gobbi Escritório de Arte

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Obra de  Sergio Vidal.

O Marcio Gobbi Escritório de Arte, em São Paulo, apresenta simultaneamente as exposições “Mestres da Pintura Espontânea” e “Kaleidos”, ambas sob curadoria de Fedra de Faria Rugiero e Marcio Gobbi. Realizadas no mesmo espaço, as mostras colocam em diálogo obras de artistas da pintura espontânea brasileira e a produção de três artistas contemporâneos. A ocasião marca também o relançamento do livro “Mestres da Pintura Espontânea”, de Roberto Rugiero, dedicado à obra de expoentes dessa arte brasileira. A abertura acontece no dia 22 de abril.

A exposição Mestres da Pintura Espontânea apresenta cerca de quarenta obras de artistas reunidos no livro homônimo. A seleção reúne nomes de diferentes regiões do país e evidencia a diversidade de linguagens presentes na chamada pintura espontânea brasileira. Acrílica, óleo e pastel sobre tela, além de grafite e lápis de cor sobre papel, compõem o conjunto de técnicas presentes na mostra. O projeto dialoga diretamente com a pesquisa conduzida por Roberto Rugiero, cuja publicação se tornou referência para o estudo e a divulgação dessa vertente artística, ao reunir e contextualizar a produção de artistas de diferentes regiões do Brasil. É uma oportunidade ímpar de apreciar, lado a lado, os expoentes dessa pintura livre e verdadeira, inerente à manifestação da arte feita por pessoas simples e autodidatas, com seus símbolos próprios e contextos pessoais.

Céu D’Ellia – Bodhisattva Ex Machina, Lápis de cor sobre papel.

Na sala ao lado, a mostra Kaleidos — palavra de origem grega associada à ideia de “formas belas” — reúne trabalhos de Alexandre Segrégio, Ana Tamanini e Céu D’Ellia. Embora desenvolvam pesquisas visuais bastante distintas, os três artistas são aproximados pela curadoria a partir da relação entre luz e forma. Alexandre Segrégio apresenta pinturas que exploram a paisagem natural com rigor hiper-realista, frequentemente centradas em representações de florestas. Ana Tamanini, artista que iniciou sua trajetória ainda na adolescência e teve como professores Wesley Duke Lee e Otto Stupakoff, desenvolve uma investigação pictórica baseada em estudos da geometria sagrada e dos chamados quadrados mágicos presentes em tapetes orientais. Já Céu D’Ellia, conhecido internacionalmente por sua atuação no cinema de animação, revela parte de sua pesquisa estética que (segundo a crítica de arte Denise Mattar) “borram as fronteiras entre as linguagens verbal e visual, dilatando os limites artificialmente construídos pela crítica”. Ao aproximar artistas de formações e linguagens distintas, Kaleidos propõe olhar os diferentes modos de traduzir luz em forma. A exposição reúne cerca de quinze obras e destaca a diversidade de abordagens presentes na produção contemporânea.

Apresentadas simultaneamente, Mestres da Pintura Espontânea e Kaleidos estabelecem um encontro entre diferentes tempos e perspectivas da produção artística. Enquanto a primeira destaca a força expressiva da pintura espontânea brasileira reunida na pesquisa de Roberto Rugiero, a segunda aproxima três artistas contemporâneos cujas investigações visuais simultaneamente colidem, somam e se opõem. No conjunto, as duas mostras convidam o público a percorrer um panorama que atravessa tradições, linguagens e sensibilidades.

SERVIÇO:

Exposições Mestres da Pintura Espontânea e Kaleidos

Curadores: Fedra de Faria Rugiero e Márcio Gobbi

Abertura: 22 de abril, quarta-feira, das 18 às 22h

Período: de 23 de abril a 22 de maio de 2026

Local: Marcio Gobbi Escritório de Arte

Endereço: Rua dos Ingleses, 165 – Bela Vista, São Paulo, SP – 01329-000

Telefone: (11) 99941.6481

Horário: de segunda a sexta-feira das 11 às 17hs

E-mail: Marciogobbi@gmail.com.br | fedra@galeriabrasiliana.com.br

Site: – www.marciogobbi.com.br | www.galeriabrasiliana.com.br

Instagram: @gobbi_escritoriodearte | @galeriabrasiliana.

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

Fantasia e cumplicidade em “À Procura de João”, estreia infantil no Teatro Arthur Azevedo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo de Paula Autran transforma uma história real em viagem imaginária sobre alteridade, afeto e comunicação. Fotos: Massashi Saito.

Com dramaturgia de Paula Autran e direção assinada por ela em parceria com Fabio Brandi Torres, “À Procura de João”, novo trabalho da Cia das histórias que não se contam, estreia no Teatro Arthur Azevedo. Em temporada gratuita de 25 de abril a 17 de maio, aos sábados e domingos, às 16h (com sessões extras em 6 de maio, às 10h30 e 14h), a montagem é protagonizada por Camila dos Anjos, José Trassi e Rafael de Bonna, revezando com Bianca Lopresti e Marcos Gomes. Inspirado em um caso real, o espetáculo fabula sobre uma família atravessada por desafios de comunicação e aposta na imaginação como forma de permanência do vínculo.

Na dramaturgia criada por Paula Autran, João é um menino que, após uma doença repentina, deixa de se comunicar. Para tratar do tema, a autora opta por fabular a situação. O foco da montagem está na relação do personagem-título com a irmã mais nova, Carol — é ela quem permanece mais próxima dele, inventando formas sensíveis de interação.

“Os dois descobrem uma maneira secreta de se comunicar. Quando estão sozinhos no quarto dele, à noite, conversam e brincam bastante. É um mundo que os adultos não conseguem acessar. Intrigados por essa situação, João e Carol resolvem buscar uma cura e, inspirados pelos livros, passam a visitar outros Joões para conseguir ajuda”, conta Autran, que divide a direção com Fabio Brandi Torres.

A dupla viaja para um mundo fantástico à procura de João e o Pé de Feijão, João e Maria, João Pestana (figura folclórica portuguesa que carrega um pó mágico para fazer as pessoas dormirem) e João Grilo (personagem oriundo das histórias de cordel). Ao final, mesmo sem encontrar um antídoto, o laço entre eles se fortalece, pois viveram uma grande aventura juntos. “A cumplicidade se torna mais importante do que qualquer coisa”, completa a dramaturga Paula.

Sobre a encenação

A encenação aposta na ludicidade para encantar o público. “Não falamos explicitamente sobre a situação do menino. Nos interessa mais a relação entre essas personagens. O pai, por exemplo, tem uma dificuldade de conexão muito grande com o garoto e isso se transforma no final”, comenta Torres.

Além disso, para a narrativa estar no campo mágico, a cama gigante, onde o protagonista fica, se transforma em navio, avião, carro de corrida, moto e outros meios de transporte. Os objetos cênicos também apostam na força da imaginação. As criações do cenógrafo Julio Dojcsar envolvem um feijão grande, gravetos e outros itens bastante coloridos.

Uma cortina de voal chamativa complementa o ambiente. Inclusive, haverá cenas em que a ação acontece por meio das sombras, atrás dessa estrutura. Os figurinos de Anne Cerutti são pijamas cheios de cores – exceto a roupa do pai, que remete diretamente a uma vida fora de casa.

Outro ponto crucial para a construção de À Procura de João foi o trabalho corporal. Mônica Brito Bernardes elaborou coreografias para representar as crises de um jeito poético. “Por meio da música e dos movimentos, percebemos quando o personagem está feliz, e quando acontecem os momentos de tristeza”, diz Fabio.

A trilha sonora é original e será executada ao vivo. Os atores-músicos tocam ukulele, violão e percussão, dando o tom à narrativa.

Atividades paralelas

Ao longo da temporada, os artistas realizam a oficina A escrita do texto teatral e a alteridade: como criar esse outro de mim mesmo? Com duração de 10 horas, a atividade é composta de quatro encontros online.

Por meio de exercícios práticos e explicações teóricas, os participantes conhecem características da escrita teatral. A ideia é refletir sobre como sair de si para dar voz ao outro que é o personagem teatral, além de outros questionamentos pertinentes.

Outra ação do projeto é fazer quatro apresentações destinadas apenas aos alunos da rede pública, contribuindo para a formação cultural deles.

Sinopse | Inspirado em uma história real, À Procura de João acompanha João e sua irmã Carol, que descobrem uma forma secreta e mágica de se comunicar quando estão sozinhos no quarto dele. Intrigados por esse mistério, os dois embarcam numa viagem imaginária pelo universo das histórias para encontrar outros personagens chamados João — como João do Pé de Feijão, João e Maria, João Grilo e João Pestana. Em meio a aventuras e encontros fantásticos, os irmãos percebem que a força que os une e a imaginação compartilhada são capazes de transformar a realidade e abrir caminhos para novas descobertas.

Sobre a Cia das histórias que não se contam

A Cia das histórias que não se contam, capitaneada por Paula Autran e Fabio Brandi Torres, nasceu em 2015 do desejo de falar sobre temas delicados. Em carreira solo, Paula já havia focado em outra questão sensível, a leucemia, na peça O armário mágico, pela qual foi indicada ao Prêmio Femsa de Autor Revelação em 2009. Em seu primeiro trabalho, a Cia levou à cena a questão da fissura de lábio palatina com a peça O menino que não sabia chorar (2015) e que concorreu ao Prêmio Femsa de Melhor Ator para Fernando Fecchio. Este espetáculo foi remontado em 2025. Agora, a Cia se debruça sobre o difícil tema de uma criança que, a partir de uma doença, acaba tendo que viver na cama, sem movimentos e a capacidade de comunicação, no espetáculo À procura de João, contemplado na 21a Edição do Prêmio Zé Renato. A Cia se propõe a tratar estes assuntos complexos a partir das relações familiares, principalmente entre irmãos, que acabam por sensibilizar toda a família. As montagens apostam na criatividade e na musicalidade para envolver o público e sensibilizá-lo por meio da diversão.

FICHA TÉCNICA

Texto: Paula Autran

Direção: Fabio Brandi Torres e Paula Autran

Elenco: Camila dos Anjos, José Trassi, Rafael De Bona

Stand-ins: Bianca Lopresti, Marcos Gomes

Cenário: Julio Dojcsar

Figurino: Anne Cerutti

Direção Musical e Música original: Sérvulo Augusto

Letras das músicas: Sérvulo Augusto, Fabio Brandi Torres e Paula Autran

Iluminação: Lucas Gonçalves

Coreografia: Monika Bernardes

Confecção da cama: Serralheria Zito

Costura Cênica: Atelier de Costura Dona Cecília

Costureiras dos Figurinos: Benedita Apelina e Lis Regina

Fotos e filmagem: Massashi Saito

Mídias Sociais: Flávio Petins e Clarissa Tobar

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Operação de som: Leandro Goulart e Aratan Brasil

Operação de luz: Yorran Soares

Produção e Narração de Audiodescrição: Adamy

Produção Geral: Stella Tobar e Fernando Maffia

Este projeto foi contemplado pela 21ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

SERVIÇO:

À Procura de João | Cia das histórias que não se contam

Data: 25 de abril a 17 de maio, aos sábados e domingos, às 16h | Dia 6 de maio, às 10h30 e às 14h

Local: Teatro Arthur Azevedo – São Paulo – Av. Paes de Barros, 955, Mooca, São Paulo, SP

Apresentações gratuitas

Recomendação: a partir de 6 anos

Duração: 60 minutos

Acessibilidade: teatro é acessível para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida | Haverá 1 apresentação em LIBRAS.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Maior exposição mundial de Yoshitaka Amano chega ao CCBB RJ

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Obra: Japan, 1995.

Chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, a partir do dia 22 de abril de 2026, a maior exposição da carreira do artista japonês Yoshitaka Amano, um dos grandes ícones da cultura pop mundial. Com 218 obras originais, incluindo trabalhos inéditos, a mostra “Yoshitaka Amano – Além da Fantasia” apresentará pinturas e ilustrações de um dos mais celebrados artistas da atualidade.

Com curadoria e idealização de Antonio Curti, a mostra ocupará todas as salas do segundo andar do CCBB RJ e incluirá um espaço imersivo, que completará a experiência do público por meio da tecnologia. Esta será uma oportunidade para o público ver de perto a obra deste aclamado artista. “Os visitantes poderão conhecer obras nunca exibidas, incluindo grandes peças em alumínio – algo que só pode ser plenamente apreciado ao ver o trabalho original pessoalmente”, afirma o artista, que está muito animado com a exposição. “Fico verdadeiramente feliz em ver uma nova mostra sendo realizada no Brasil, depois da exposição em São Paulo, em 2024. É uma honra ter essa oportunidade, especialmente com o projeto se expandindo de maneira tão significativa. Estou ansioso por isso”. 

Dividida em sete núcleos temáticos – Tatsunoko, Final Fantasy, Candy Girl, Devaloka, Vampire Hunter D, Angel’s Egg e Colaborações – a mostra revela as múltiplas facetas do trabalho de Yoshitaka Amano. “Yoshitaka Amano é uma lenda tanto no mundo da arte quanto no universo geek”, afirma o curador Antonio Curti. A exposição irá surpreender tanto quem acompanha o trabalho do artista, quanto quem nunca teve contato com a sua obra. “Para quem já conhece Amano, a mostra aprofunda o entendimento de sua trajetória e revela obras raras, processos e nuances que poucos tiveram a oportunidade de ver de perto. Para quem chega a ele pela primeira vez, é uma porta de entrada para um universo visual absolutamente singular, onde cada linha, cor e movimento carregam uma poética própria. A ideia é que todos, fãs ou iniciantes, encontrem aqui uma experiência que os conecte com a sensibilidade e a imaginação extraordinária desse artista”, afirma Curti.

The City, 1994.

A trajetória de Yoshitaka Amano começou na Tatsunoko, estúdio responsável por marcos da animação japonesa, mas foi com Final Fantasy que Amano marcou seu lugar na história. Ao criar o design de personagens, a identidade visual e o espírito estético da franquia de games, ele estabeleceu a base que moldou não apenas uma das séries de videogame mais conhecidas do mundo, mas também o imaginário de gerações de jogadores e artistas. “Amano é um dos precursores em levar para os games o apuro estético de um verdadeiro artista visual. É um mercado que hoje movimenta um investimento bilionário mundo afora e um campo profissional em contínua ascensão, que atrai milhares de pessoas. Mas para além de proporcionar uma experiência única para uma legião de fãs e conhecedores de jogos, o nosso objetivo com a realização dessa exposição é nos conectar com diversos públicos e ampliar a percepção desse universo como espaço de arte, esporte e cultura”, afirma Sueli Voltarelli, gerente geral do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.

O trabalho de Amano une o mitológico, o fantástico e o surreal em uma estética que combina tradição japonesa com ecos do art nouveau, surrealismo e pop arte. “Suas criações habitam um espaço onírico onde natureza, tecnologia e fantasia se encontram, refletindo uma visão de mundo que dialoga com o passado e aponta para o futuro”, destaca o curador.

Entre as atmosferas góticas de Vampire Hunter D, a leveza estilizada de séries como Candy Girl e colaborações com personagens icônicos como Batman, Superman e Sandman, além de projetos para a DC Comics e para a Vogue Itália, sua versatilidade comprova a rara capacidade de transitar entre mundos sem perder identidade.

Candy Girl M-14, 2016.

Apresentada pelo Ministério da Cultura e com patrocínio da BB Asset por meio da Lei Rouanet, a exposição chega ao CCBB RJ após grande sucesso no CCBB BH, onde alcançou a marca de 118 mil visitantes. Após a temporada carioca, até 22 de junho de 2026, a mostra seguirá para o CCBB Brasília (DF).     

A mostra estará dividida em sete núcleos temáticos:

Candy Girl 

Obra referência: Candy Girl M-14

Neste núcleo serão apresentadas pinturas da série Candy Girl, em sua maioria feitas com tinta automotiva sobre painel de alumínio. Iniciada nos anos 2000, mistura fantasia, arte pop e surrealismo. As obras usam cores vibrantes e saturadas capazes de refletir a capacidade do artista de explorar temas de inocência, feminilidade e a complexidade do crescimento em um mundo imaginário. Além de reverenciar suas origens, ele traz influências da pop art, como Hello Kitty e Betty Boop, e segue os passos de artistas pop americanos como Andy Warhol e Roy Lichtenstein.

Tatsunoko

Obra de referência: Casshern and Luna

Em 1967, Amano encontrou na Tatsunoko Production o laboratório ideal para seu florescimento. Com apenas 15 anos, passou pelo treinamento e certificação do estúdio onde permaneceu até 1982. Nesse período, colaborou em produções que marcaram gerações, como Speed RacerGatchaman e Tekkaman: The Space Knight. Seu talento rapidamente chamou a atenção do fundador, Tatsuo Yoshida, que o promoveu de animador a character designer, uma função inédita à época, que unia arte e narrativa visual. Foi nesse período que Amano desenvolveu sua linguagem: personagens de traços longos e etéreos, mundos vibrantes e trágicos, uma estética que unia o design gráfico japonês às formas da arte ocidental.

Neste núcleo, portanto, estão as obras mais antigas da exposição, do início da trajetória de Amano. Os trabalhos possuem várias técnicas, que vão desde desenho sobre papel até pinturas em painéis de alumínio. Esse é o único núcleo que possui células de animação – folhas transparentes de acetato utilizadas na animação tradicional, onde personagens e objetos em movimento são desenhados e pintados à mão. Essas camadas transparentes são sobrepostas a um fundo fixo e fotografadas quadro a quadro para criar a ilusão de movimento, técnica padrão antes da era digital.

Angel’s Egg

Obra de referência: Angel’s Egg — 想空・そら – Ideia Vazia

Entre 1982 e 1986, Amano mergulha em uma fase experimental que culmina no filme Tenshi no Tamago (Angel’s Egg), criado em parceria com o visionário Mamoru Oshii (Ghost in the Shell). Ambos já tinham trabalhado juntos na Tatsunoko em algumas versões dos filmes de Lupin III que nunca viram a luz do dia. A animação, quase sem diálogos, é uma meditação sobre fé, solidão e criação, e foi relançada recentemente. Cada cena é uma pintura em movimento: uma arquitetura gótica submersa em penumbra, figuras frágeis e luminosas que caminham em um mundo sem tempo.

Nesse núcleo haverá obras do início da carreira do artista, datadas de 1985. São desenhos com tinta acrílica sobre papel e sobre tela, que deram origem ao filme, que consolidou Amano como um poeta visual, alguém que não precisa de palavras para narrar. É, talvez, sua obra mais espiritual, um sonho desenhado em luz.

Devaloka

Obra de referência: Devaloka

Obras em grandes dimensões fazem parte deste núcleo, incluindo painéis de alumínio pintados com tinta automotiva e desenhos sobre papel. A única obra tridimensional feita pelo artista também estará neste núcleo: uma pintura políptica feita sobre um biombo japonês. Em Devaloka, palavra sânscrita para “mundo dos deuses”, Amano dá forma ao seu próprio cosmos. Cores incandescentes, figuras aladas, templos imaginários e constelações de ouro se misturam em um cenário que parece flutuar entre o físico e o espiritual. Cada pintura é um portal para o divino: deuses, anjos, espíritos e entidades híbridas habitam esse universo onde o tempo se dissolve. Devaloka é mais do que uma série de obras, é uma cosmogonia pessoal. Amano se torna, aqui, não apenas um artista, mas um criador de mundos, reinventando o mito à sua própria imagem. Essa fase sintetiza tudo o que o define: a fusão entre técnica e transcendência, tradição e futuro, corpo e sonho.

Final Fantasy

Obra de referência: Final Fantasy 35th Anniversary

Esse será o maior núcleo da exposição, com pinturas e desenhos cobrindo os 16 jogos de Final Fantasy, bem como artes originais inspiradas nos jogos. A obra Monster será exposta pela primeira vez.

Desde 1987, Amano é o arquiteto visual de Final Fantasy, franquia que revolucionou os videogames e redefiniu o conceito de fantasia moderna. Seu traço deu forma a heróis e heroínas eternos, criaturas etéreas e mundos inteiros, criando uma mitologia contemporânea que une poesia visual e tecnologia. Seu estilo distintivo, caracterizado por linhas fluidas, cores vibrantes e uma fusão de elementos fantásticos com a tradição japonesa, ajudou a criar um visual icônico que se tornou sinônimo da franquia. Ele trouxe para os jogos um senso de grandeza e melancolia raramente visto no gênero, elevando o jogo ao status de obra de arte.

Vampire Hunter D

Obra de referência: The Nobel Army that Disappeared

Esse núcleo possui artes originais do anime Vampire Hunter D, incluindo cinco obras que serão expostas pela primeira vez. No sombrio universo de Vampire Hunter D, Amano se une ao escritor Hideyuki Kikuchi para criar um épico gótico que mistura ficção científica, horror e poesia trágica. Suas ilustrações capturam o silêncio e a elegância do protagonista, um vampiro solitário que caça sua própria espécie, com uma beleza melancólica e enigmática. A estética de Amano para Vampire Hunter D é cinematográfica: sombras densas, detalhes barrocos e contrastes sutis entre o grotesco e o sublime. Essa colaboração consolidou Amano como um dos maiores ilustradores do gênero fantástico. Sua arte deu à série uma dimensão mítica, transformando-a em referência estética para toda uma geração de artistas e diretores de animação. 

Colaborações

Obra de referência: Sandman – Capa da edição brasileira de Caçadores de Sonhos (nº137 da exposição)

De Sandman, de Neil Gaiman, à Vogue Itália, passando por Magic: The Gathering, DC Comics e outras parcerias internacionais, Amano expande continuamente suas fronteiras criativas. Sua arte habita tanto galerias quanto revistas, capas de livros, cartas colecionáveis e universos digitais, sempre com a mesma assinatura etérea e inconfundível. Para Sandman: Dream Hunters, Amano criou imagens que capturam o tom onírico e sombrio da narrativa de Gaiman, transformando o quadrinho em um conto visual de rara delicadeza. Na DC Comics, reinterpretou ícones como Batman e Mulher-Gato sob a ótica de um artista japonês que enxerga o herói como arquétipo mitológico. Sua colaboração com Magic: The Gathering trouxe novas dimensões visuais ao jogo, enquanto sua participação na campanha histórica da Vogue Itália em 2020 marcou a primeira edição da revista sem modelos, substituídas por ilustrações que redefiniram o conceito de beleza feminina.

Esse núcleo contém desenhos, pinturas e objetos, como revistas em quadrinhos e cartas de jogos, que foram ilustrados por Amano para diferentes empresas.  

EXPERIÊNCIA IMERSIVA

Como parte da exposição, uma sala imersiva, desenvolvida em parceria com a AYA Studio, convidará o visitante a adentrar a obra de Amano por meio da tecnologia. Treze obras da série Devaloka foram escolhidas para dar vida à imersão. Neste trabalho, Amano sintetiza todas as suas influências artísticas em uma mitologia pessoal, onde referências orientais e ocidentais convergem.

“Cores incandescentes aplicadas sobre painéis de alumínio com tinta automotiva metálica, figuras aladas, deuses e demônios, criaturas psicodélicas e elementos de ficção científica compõem um universo onde o tempo se dissolve entre o material e o espiritual”, conta Felipe Sztutman, diretor executivo da exposição. O desafio, segundo ele, não era animar, mas revelar o que já existe latente nessas obras: ondas que se expandem, serpentes que circulam, personagens que respiram. “Essa experiência partiu de um estudo técnico sobre como expandir as ilustrações além do suporte bidimensional. Cada imagem foi digitalizada, recortada, separada em camadas e transformada em movimento, sempre respeitando a fluidez do traço original e a intensidade poética que o caracteriza”, ressalta Sztutman. 

SOBRE O ARTISTA

Yoshitaka Amano, que vive hoje em Tóquio, nasceu em 1952, na província de Shizuoka, aos pés do Monte Fuji, no Japão. Criado em uma família modesta, era o mais novo de quatro irmãos. Seu pai, Yoshio Amano, era artesão e dominava as técnicas tradicionais de laca em madeira, um ofício que utiliza pigmentos intensos de preto, vermelho e dourado, cores que se tornaram uma marca essencial na obra do artista.

Desde a infância, Amano é fascinado por histórias e personagens. Passava horas copiando as criações de Osamu Tezuka, o lendário autor de Astro Boy e pioneiro do mangá moderno. Em 1967, aos 15 anos, passa por um treinamento e certificação ao ingressar na Tatsunoko Production, um dos estúdios mais inovadores do Japão. Lá, iniciou uma trajetória que o transformaria em um dos artistas mais influentes do universo pop, quadrinhos e games da atualidade.

SOBRE O CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.

Serviço:

Yoshitaka Amano – Além da Fantasia

22 de abril a 22 de junho de 2026

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (2º andar)

Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças-feiras.

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Ingressos disponíveis na bilheteria física ou pelo site do CCBB – bb.com.br/cultura.

Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil

Patrocínio: BB Asset

Centro Cultural Banco do Brasil  

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)

Contato: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Mais informações em bb.com.br/cultura

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Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).

ATENÇÃO: Domingos, das 8h às 9h, horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)