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Emirados Árabes procuram Pinacoteca e Instituto Tomie Ohtake para criar novo museu com gestão e design brasileiros

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Ridge: ‘Pinacoteca faz a arte acessível’. Foto: Studio Brammer/Divulgação.

A Al Qasimi Foundation, ligada ao governo de Ras Al Khaimah, um dos sete emirados dos Emirados Árabes Unidos, reuniu-se com representantes da Pinacoteca e do Instituto Tomie Ohtake na última terça (25) na capital paulista. No encontro, as instituições tiveram um diálogo para colaborarem na criação de um novo museu, a ser construído no emirado, que vai destacar a herança artística local, mas também a produção de outros países e artistas internacionais.

Natasha Ridge, diretora-executiva da Al Qasimi Foundation, afirmou à ANBA que a intenção é adotar o modelo de gestão da Pinacoteca do Estado de São Paulo para a administração do futuro museu, ainda sem data definida para a inauguração. “Na Pinacoteca, 60% dos visitantes nunca estiveram em um museu de arte. Temos o mesmo problema nos Emirados Árabes Unidos. A Pinacoteca sabe como fazer curadoria para o público leigo, sabe como fazer a arte acessível a todos. E esperamos fazer a mesma coisa no futuro museu”, afirmou Ridge.

De acordo com ela, o projeto arquitetônico do museu será assinado por Rodrigo Ohtake, vice-presidente do Instituto Tomie Ohtake. “Ele já fez um projeto preliminar que é incrível”, disse Ridge. “Mas ainda estamos em uma fase de concepção, buscando financiamento e parceiros para o projeto”.

Outro tema discutido no encontro foi a possível participação da Pinacoteca no festival cultural anual de Ras Al Khaimah, no próximo mês de janeiro. A ideia inicialmente aventada é que obras do museu paulista sejam expostas durante o evento. “É uma forma de continuar a aproximação”, disse Silvia Antibas, vice-presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, que vem fomentando o diálogo entre as instituições culturais já há pelo menos dois anos.

A reunião foi realizada durante o Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, evento da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, dedicado à discussão da relação bilateral entre o Brasil e os países da Liga Árabe, entre eles os Emirados Árabes Unidos.

O Fórum Econômico Brasil-Países Árabes tem o patrocínio de FAMBRAS Halal e International Halal Academy, Vale, DP World, CDIAL Halal, First Abu Dhabi Bank, MBRF, Qatar Airways e MZAH Investment.

(Com Daniel Medeiros/Câmara de Comércio Árabe-Brasileira)

Sesc Belenzinho recebe espetáculo infantil “O estranho caso do poço” da Cia La Mínima

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo mistura suspense e palhaçaria. Foto: Weslei Soares.

O Sesc Belenzinho recebe de 5 a 13 de setembro a peça “O Estranho Caso do Poço”, da Cia La Mínima. As apresentações acontecem aos sábados e domingos às 12h. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc, a R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12 (Credencial Sesc).

Um misterioso crime desencadeia uma crise em uma pequena ilha: a água do único poço que abastece a população desaparece da noite para o dia. Para investigar o caso, um detetive é trazido com urgência do continente. Todos são suspeitos.

O trabalho conta com a direção de Maristela Chelala. No elenco Fernando Paz, Fernando Sampaio e Felipe Bregantim. Os três artistas, músicos e cômicos desdobram-se em diversos personagens, a fim de ambientar o pesadelo que representa a súbita e duradoura ausência de água.

O projeto vem do desejo da companhia de explorar o comportamento humano, já presente em espetáculos anteriores. Em O Estranho Caso do Poço, a Cia LaMínima retorna aos palcos para abordar uma falha, ou um vazio, em torno do qual a sociedade vive: as relações humanas e o bem comum.

LaMínima

A Cia LaMínima surgiu em 1997 com a estreia do espetáculo LaMínima Cia. De Ballet, encenado por Domingos Montagner (in memoriam) e Fernando Sampaio, oriundos do Circo Escola Picadeiro em São Paulo. Ali estreava a dupla de palhaços Agenor e Padoca, sob a orientação do Mestre Roger Avanzi, o Palhaço Picolino. De lá para cá são 29 anos de trajetória ininterrupta e inúmeras apresentações de 18 espetáculos em teatros, picadeiros, escolas, ruas, praças, albergues, parques, igrejas e asilos, entre outros. Todos os lugares que se transformam em palco ou picadeiro para a arte da palhaçaria – uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e, acima de tudo, generosidade.

FICHA TÉCNICA

Concepção: Fernando Paz, Fernando Sampaio e Filipe Bregantim

Direção artística: Maristela Chelala

Dramaturgia: Nereu Afonso e Cia. LaMínima

Elenco: Fernando Paz, Fernando Sampaio e Filipe Bregantim

Direção musical e música original: Marcelo Pellegrini

Iluminação: Melissa Guimarães

Cenografia: Bira Nogueira

Figurinos: Christiane Galvan

Adereços: palhAssada Ateliê e Silvana Marcondes

Preparação mímica: Alvaro Assad

Assessoria técnica de magia: Ricardo Malerbi

Operação de som: Tomás Sampaio

Contrarregragem: Flora Ainá

Ilustrações: Werner Schulz

Direção de produção e comunicação: Lucianna Lima

Produção executiva: Isadora Bellini

Produção e administração: Chai Rodrigues

Supervisão geral: Fernando Sampaio.

SERVIÇO:

Espetáculo O Estranho Caso do Poço

De 5 a 13 de setembro – sábados e domingos às 12h

Local: Teatro (374 lugares). Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 12,00 (Credencial Plena); crianças até 12 anos não pagam ingresso.

Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

Estacionamento:

De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Transporte público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes:  Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

As grutas que tornam Ibitipoca um dos destinos mais surpreendentes do Brasil

Lima Duarte, MG, por Kleber Patricio

Gruta da Cruz. Fotos: divulgação/Parquetur.

Quando se fala no Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais, é comum que as primeiras imagens sejam as cachoeiras de águas cristalinas, os mirantes e a famosa Janela do Céu. Mas há um tesouro menos conhecido que ajuda a explicar por que o parque figura entre os destinos de natureza mais fascinantes do País: suas grutas esculpidas em quartzito, uma formação geológica rara que transforma cada trilha em uma verdadeira viagem pela história da Terra.

Diferentemente da maioria das cavernas brasileiras, formadas em rochas calcárias, as grutas de Ibitipoca nasceram em quartzitos — rochas extremamente resistentes moldadas ao longo de milhões de anos pela ação da água e da erosão. O resultado são ambientes de beleza singular, que despertam a curiosidade não apenas de pesquisadores, mas também de viajantes em busca de experiências que vão além das paisagens tradicionais. O contato com esse patrimônio geológico acontece de forma natural ao longo dos três circuitos de visitação do parque.

No Circuito das Águas, um percurso de aproximadamente cinco quilômetros (ida e volta), a Gruta dos Gnomos divide espaço com cachoeiras, poços naturais e mirantes, compondo um roteiro ideal para quem deseja conhecer alguns dos principais atrativos de Ibitipoca em uma caminhada mais tranquila.

Quem prefere um desafio maior encontra no Circuito do Pião um trajeto de cerca de 9,5 quilômetros (ida e volta) que leva às grutas do Pião e dos Viajantes. Entre afloramentos rochosos, campos de altitude e vistas panorâmicas, a caminhada revela cenários que parecem ter sido esculpidos pela própria natureza. Já o tradicional Circuito Janela do Céu, um dos mais disputados do Parque, reúne algumas das formações mais emblemáticas da unidade de conservação. Ao longo dos 16 quilômetros de percurso, os visitantes passam pelas grutas da Cruz, dos Fugitivos, dos Três Arcos e dos Moreiras antes de chegar ao famoso mirante que se tornou cartão-postal de Minas Gerais. Para garantir a conservação ambiental e oferecer uma experiência mais confortável, o circuito possui controle diário de visitantes.

Gruta dos Fugitivos.

Mais do que pontos de parada durante a caminhada, as grutas ajudam a contar a história geológica da Serra de Ibitipoca. Elas também desempenham um importante papel ambiental, criando microclimas que servem de abrigo para diferentes espécies e contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas protegidos pelo parque.

Mais informações e reservas estão disponíveis no canal oficial: Parque Estadual do Ibitipoca.

Sobre a Parquetur

A Parquetur é uma empresa brasileira e uma das maiores concessionárias do setor de parques naturais no Brasil, que presta serviços de apoio aos visitantes dos parques, com foco na conservação e na proteção da natureza e grande atuação na educação ambiental.

Atua na administração do uso público do Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro; do Caminhos do Mar, em São Paulo, que faz parte do Parque Estadual Serra do Mar; do Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais; do Parque Estadual do Itacolomi, também em Minas Gerais; e do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Também detém a concessão do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, cujo processo de administração do uso público está em fase de implementação e que passará a ser operado pela Parquetur em breve.

A proposta da Parquetur é (re)encantar as pessoas a partir de uma abertura gentil e imersiva da natureza, promovendo maior acessibilidade ao público visitante destas áreas, conservando a biodiversidade, indo além do ecoturismo e colocando a natureza como protagonista e como um recurso a ser conservado e valorizado. Mais informações: parquetur.com.br | instagram.com/parquetur

(Com Marcia Leite/Imaginadora!)

IMS Poços abre exposição inédita do artista poços-caldense Liti Guerreiro Caçador

Poços de Caldas, SP, por Kleber Patricio

Liti Guerreiro Caçador, Sem título. Foto: Maria Blasi.

O Instituto Moreira Salles (IMS) de Poços de Caldas inaugurou no sábado (29 de agosto), a exposição “Liti Guerreiro Caçador”, primeira mostra institucional dedicada à produção do artista, que vive no bairro da Cascata, em Águas da Prata (SP), na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Com curadoria de Marcela Vieira e Deyson Gilbert, assistência de Valentina Soares e identidade visual de Wallace Masuko, a exposição apresenta um conjunto de obras que percorre diferentes linguagens e convida o público a conhecer um universo artístico profundamente ligado ao território, à natureza e à memória.

Nascido em 1958 em Poços de Caldas, Liti é um artista que trabalha com diversas linguagens, definindo-se também como erveiro, andarilho e ex-caçador. Em suas caminhadas pelas matas e montanhas da região, recolhe galhos, pedras, ossos e outros elementos naturais que se tornam matéria-prima para pinturas, esculturas, objetos, instalações e construções de caráter simbólico e espiritual. Sua produção também inclui fotografias, escritos poéticos, narrativas orais e registros publicados em redes sociais, formando um repertório que transita entre arte, filosofia, memória e imaginação.

Liti Guerreiro Caçador. Foto: Laura Liuzzi.

A mostra no IMS apresenta um panorama de sua produção, com cerca de 200 obras exibidas em um percurso sem divisões temáticas rígidas. Os trabalhos ocupam não apenas as salas expositivas, mas também os jardins e a fachada do IMS, em diálogo com a forma como o artista organiza o próprio espaço onde vive. Ao longo da visita, áudios com a voz de Liti e textos de sua autoria apresentam reflexões sobre seus processos criativos e a relação entre arte, natureza e espiritualidade.

Em um dos textos presentes na mostra, Liti comenta sua obra: “Eu não sou um artista, eu apenas cumpro ordem, faço só o que a inspiração mandá. Mas tenho sorte, a inspiração todos os dias e o dia inteiro vem visitá.”

Além de apresentar a produção de Liti, a exposição convida o público a acessar um olhar sobre a paisagem da região, seus modos de vida e os saberes construídos fora dos circuitos tradicionais da arte. Ao reunir pela primeira vez esse conjunto de trabalhos em uma instituição cultural, o IMS evidencia a potência de um artista cuja produção se desenvolveu de forma independente, profundamente conectada ao território onde vive.

Os curadores comentam a produção do artista: “Se há, em Liti, um circuito que se retroalimenta, há também em sua obra algo que escapa às explicações do artista, e que vive do poético e do mistério, singulares qualidades às quais a curadoria está atenta e que assume como cruciais. Poços de Caldas tem, agora, a chance de conhecer, pela primeira vez, a produção de um conterrâneo até então desconhecido e, com ela, a oportunidade de lançar um outro olhar sobre seu próprio território.”

SERVIÇO:

Exposição Liti Guerreiro Caçador

Visitação: até 21 de março de 2027

Programação especial

9h – Abertura da exposição

17h – Boas-vindas com o artista e os curadores

19h – Show com João Carlos e Carlos Leite

Local: IMS Poços de Caldas | Rua Teresópolis, 90

Entrada gratuita

Os eventos contarão com interpretação em Libras.

(Com Mariana Tessitore/IMS)

Teatro Infantil Nacional da China apresenta em Campinas peça premiada baseada no folclore chinês

Campinas, SP, por Kleber Patricio

“Garça, Mexilhão e Peixe” terá apresentação gratuita no dia 6 de setembro e promove experiência imersiva na cultura chinesa. Fotos: Divulgação/Ibrachina.

O público de Campinas terá a oportunidade de conhecer uma das principais companhias de teatro infantil da China em uma apresentação inédita no Brasil. No dia 6 de setembro, às 16h, o Teatro Infantil Nacional da China apresenta o espetáculo premiado “Garça, Mexilhão e Peixe” no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis na bilheteria a partir de 1h30 antes do início da sessão. O espaço tem capacidade para 530 pessoas e conta com acessibilidade física e intérprete de Libras.

Baseada no folclore chinês, a montagem utiliza o teatro para apresentar ao público infantil e às famílias elementos da cultura e das tradições do país asiático. A apresentação em Campinas acontece após passagens do espetáculo por países como Estados Unidos, Espanha e Austrália, ampliando a circulação internacional da produção.

A iniciativa faz parte do projeto “Ano da Cultura Brasil-China 2026: uma história de amizade” e integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, que promove ações de intercâmbio e aproximação entre os dois países por meio da cultura e das artes.

Para Thomas Law, presidente do Ibrachina, trazer uma companhia de referência da China ao Brasil contribui para aproximar as novas gerações da cultura chinesa. “Levar um espetáculo do Teatro Infantil Nacional da China para Campinas é uma oportunidade muito especial de aproximar as crianças brasileiras de uma cultura milenar por meio da arte. O teatro tem essa capacidade de criar pontes, despertar a curiosidade e apresentar novas perspectivas de forma lúdica. Dentro do Ano Cultural Brasil-China, iniciativas como essa ajudam a transformar o intercâmbio entre os dois países em uma experiência concreta para as famílias e, principalmente, para as novas gerações”, afirma.

O espetáculo é uma oportunidade para que o público tenha contato com uma narrativa tradicional chinesa por meio de uma produção concebida especificamente para crianças e famílias. A proposta também reforça o papel da cultura como instrumento de aproximação entre brasileiros e chineses.

A ação é organizada pela Embaixada da China no Brasil e pelo Consulado-Geral da China em São Paulo e realizada pelo Ibrachina e pelo Ministério da Cultura, por intermédio da Lei Rouanet. O projeto conta com patrocínio da CPFL Energia, além do apoio do Instituto CPFL, State Grid e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas.

Teatro Infantil Nacional da China

Fundado em 1956, o Teatro Infantil Nacional da China é a principal companhia dedicada ao teatro infantil e juvenil no país. Vinculado diretamente ao Ministério da Cultura e Turismo da China, o CNTC tem como missão criar, produzir e difundir obras artísticas de alta qualidade voltadas para crianças e famílias, promovendo a educação estética e o intercâmbio cultural.

Ao longo de quase sete décadas, a companhia produziu quase 200 espetáculos originais e adaptações de clássicos, abrangendo diferentes linguagens, como teatro falado, teatro físico, marionetes e musicais. O repertório do CNTC circula por diferentes regiões da China, e a companhia participa de importantes festivais internacionais na Ásia, Europa, Américas e Oceania.

SERVIÇO:

Teatro Infantil Nacional da China – “Garça, Mexilhão e Peixe”

Data/horário: 6 de setembro de 2026, às 16:00

Classificação: a partir de 3 anos

Acessibilidade: espaço físico acessível e intérprete de Libras

Capacidade: 530 lugares

Entrada: Gratuita. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria 1:30 antes do início do espetáculo, conforme disponibilidade.

Local: Centro de Convivência Cultural de Campinas “Carlos Gomes” – Praça Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí, Campinas (SP).

(Com Graziela Cristina Silva/Agência Pub)