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Orbivagante Núcleo de Teatro encena peça “LoKona”, livremente inspirada na obra “Elogio da Loucura”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Maggin Torres.

Inspirado no livro “Elogio da Loucura”, escrito pelo humanista holandês Erasmo de Rotterdam, em 1508, o Orbivagante Núcleo de Teatro entra em nova temporada com o espetáculo “LoKona” de 2 a 24 de maio de 2026 às 21h aos sábados e às 19h aos domingos no Teatro Manás Laboratório.

A peça atualiza as questões presentes no texto original do século XVI. “Rotterdam buscou apontar (para corrigir) os vícios e as malversações da sociedade de sua época. Para isso, evocou a figura divina da Loucura, já que ela observa o mundo de um ponto de vista original e pode falar com total liberdade sobre qualquer assunto”, conta o dramaturgo Eduardo Akiyama.

Na trama de LoKona, essa figura, tão presente no imaginário comum, participa de um talk-show, abordando temas contemporâneos como as tecnologias e a sociedade de aparências.

Sobre a encenação

“Criamos um apresentador com características de um psicólogo tresloucado que, de repente, chama ao palco LouLou Divine, uma artista performática. Quer dizer, tiramos da personagem o peso da divindade e a colocamos como uma representante das artes”, acrescenta o encenador Dino Bernardi. Em cena estão Karina Giannecchini, Fernando Aveiro e Fábio Evangelista, que executa a música ao vivo.

O grupo reflete como lucidez e loucura se interpenetram, não sendo manifestações exatamente antagônicas. Para isso, discutem o mundo acelerado do 5G e suas múltiplas conexões, que nos uniram e, ao mesmo tempo, nos atomizaram – sem perder de vista o homem atemporal, em sua pretensa racionalidade. “É como se ficássemos presos à interação pelas telas, perdendo a capacidade de nos relacionarmos e de sentirmos empatia”, explica Aveiro.

LoKona configura-se como uma farsa – ou seja, o público pode esperar situações exageradas e muito humor. “A Loucura entra em cena imponente, com um tom quase de superioridade. Mas, com o passar do tempo, ela vai revelando suas múltiplas facetas, fazendo com que as pessoas se identifiquem com ela”, comenta Karina.

A ideia da companhia foi montar um texto com humor – e a sagacidade do original de Rotterdam – que flertasse com a cultura pop. “Abordamos o fenômeno da loucura como necessário para que o sujeito não reprima sua subjetividade e possa canalizá-la para a criação no cotidiano”, completa Aveiro.

Simultaneamente, o clima farsesco extrapola a interpretação. O cenário é excêntrico, misturando elementos de talk-show com pitadas de programa de auditório. A trilha sonora utiliza a técnica de soundpainting, mickeymousing e transita livremente entre referências de músicas clássicas, populares e vulgares. O figurino se apropria de elementos diversos entre os anos 1970, 1980 e dias atuais. “Dizemos que LoKona é uma espécie de ritual para provocar um alívio na alma”, conclui Bernardi.

Ficha Técnica

Concepção e direção: Dino Bernardi

Texto original: Erasmo de Rotterdam

Dramaturgia: Eduardo Akiyama e Dino Bernardi

Atuação: Karina Giannecchini e Fernando Aveiro

Criação musical e execução: Fábio Evangelista

Desenho de luz: Michel Mika Masson

Cenário, figurinos e visagismo: Dino Bernardi

Confecção de adereços: Eudóxio Beato

Costuras: Antonia Azevedo

Fotografia de divulgação: Maggin Torres

Design Gráfico: Cinthia Vendruscolo

Produção: Karina Giannecchini e Fernando Aveiro

Realização: Núcleo Orbivagante

Sinopse

O espetáculo exerce a função de comunicólogo da Loucura, personagem protagonista. Convidada a participar de um talk-show, a Loucura, encarnada numa mulher, expressa o desejo em confluir linguagens e levantar discussões sobre tecnologia, velocidade no acesso de informações e dinamismo da vida moderna.

SERVIÇO:

Lokona

Data: 02 a 24 de maio de 2026, aos sábados às 21h e aos domingos às 19h

Local: Teatro Manás Laboratório – R. Treze de Maio, 222 – Bela Vista – São Paulo, SP

Ingresso: 80 inteira / 40 meia (via Sympla)

Duração: 60 minutos

Classificação: 16 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Cientistas cobram apoio do governo para fomento a métodos que substituam testes em animais no Brasil

Brasília, DF, por Kleber Patricio

Europa e EUA já têm data marcada para eliminar completamente a prática em animais, enquanto a recém-publicada Estratégia Nacional de Ciência Tecnologia Inovação 2024-2034 aponta de maneira tímida e sem detalhar as abordagens que evitaria crueldade animal. Foto: Divulgação.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação reincluiu referências a métodos que substituem o uso de animais em pesquisas para testes de segurança ou no desenvolvimento de novos produtos na versão final da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024–2034. A seção havia sido removida de versões anteriores do documento, o que gerou reação de cientistas e organizações da sociedade civil.

A ENCTI define as prioridades da política científica brasileira para a próxima década. Na nova versão, as Metodologias de Abordagem Inovadora (NAMs) aparecem como parte das estratégias nas áreas de saúde e biotecnologia como alternativas para substituir o uso de animais em pesquisas. Métodos sem uso de animais, como o uso de células humanas em laboratório, modelos computacionais e ferramentas baseadas em inteligência artificial que simulam respostas biológicas, já estão em uso. “Além de ser um passo importante, a reinclusão das metodologias de abordagem inovadora na estratégia nacional alinha o Brasil às práticas científicas internacionais”, afirma a bióloga Silvya Stuchi, ex-coordenadora da Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama). “Essas metodologias aumentam a precisão dos resultados e representam uma evolução necessária para a pesquisa em saúde”, acrescenta.

A mudança ocorre após a pressão de pesquisadores e organizações de proteção animal, como a Humane World for Animals (HWA), que reuniu assinaturas de mais de 60 cientistas em um apelo ao governo federal pedindo a inclusão das NAMs na nova estratégia.

Para Antoniana Ottoni, Especialista Sênior em Assuntos Federais da HWA, a reinclusão representa um avanço, mas ainda são necessárias medidas adicionais para garantir a integração da ciência sem uso de animais nos laboratórios de todo o Brasil. “Ficamos satisfeitos em ver que o Ministério reintroduziu o tema na estratégia. No entanto, é essencial que os planos de ação para novas pesquisas sejam orientados por esses princípios, com apoio governamental proporcional à sua relevância”, diz, enfatizando que o financiamento na transição para as NAMs é fundamental, pois facilita a migração dos grupos de pesquisa para essas práticas.

Segundo Antoniana, a mera inclusão no texto da ENCTI, pode ter impacto limitado sem um detalhamento de um plano específico que oriente como as NAMs devem ser desenvolvidas, validadas, implementadas e adotadas no país. “Nossa mobilização continuará”, diz.

Na avaliação da Professora Marize Valadares, Professora titular de Toxicologia na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás, essa transição já está em curso na pesquisa científica brasileira, especialmente no campo da cultura celular. “A inclusão de novas metodologias na Estratégia 2024–2034 reconhece que o país está avançando rumo a resultados mais precisos no desenvolvimento de medicamentos e produtos.”

Fatos:

– Mudanças recentes na legislação brasileira: a Lei 15.183, sancionada em 2025, proibiu o uso de animais em testes para cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes, mas não alterou as regras para produtos farmacêuticos.

– Tendência global:

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) anunciou recentemente um plano para substituir testes e pesquisas em animais por métodos mais eficazes.

No Reino Unido, foi publicada em novembro do ano passado uma estratégia para acelerar a substituição dos testes em animais, com planos de encerrar essa prática em avaliações de irritação da pele e dos olhos, bem como testes de sensibilização cutânea para novos tratamentos até dezembro de 2026. O país também pretende reduzir, até 2030, estudos farmacocinéticos (utilizados para monitorar como um medicamento se comporta no organismo ao longo do tempo) em cães e primatas não humanos.

– A União Europeia está preparando um roteiro para eliminar gradualmente os testes em animais em avaliações de segurança química, com publicação prevista para as próximas semanas.

Sobre a Humane World for Animals — A Humane World for Animals atua globalmente para substituir experimentos cruéis e ultrapassados com animais por métodos inovadores que não utilizam animais. Nossas equipes na Austrália, Brasil, Canadá, União Europeia, Índia, África do Sul, Coreia do Sul, Estados Unidos e outras economias-chave trabalham para transformar leis, regulações e práticas científicas, com o objetivo de encerrar testes e pesquisas em animais e promover o desenvolvimento, aceitação e uso de métodos avançados sem uso de animais. Lideramos a Animal-Free Safety Assessment Collaboration, bem como a Biomedical Research for the 21st Century Collaboration, parcerias multissetoriais e multinacionais que promovem a ciência sem uso de animais como padrão de excelência.

Saiba mais em: humaneworld.org.

(Com Adriana Silva/ Agência Pauta Social)

Quais são as consequências de escolhas guiadas pela ambição?

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Arquivo Pessoal.

A tradicional família Canavarro sustenta os negócios na máfia paulistana enquanto carrega uma herança sobrenatural que não pode ser recusada. A origem desse legado remonta ao México, quando o patriarca entra em contato com a entidade Xolotl após roubar um apito ligado a rituais antigos do país. Desde então, o horror passa a fazer parte da história desse círculo familiar, atravessando gerações e definindo para sempre o destino de seus descendentes.

Essa é a narrativa apresentada no livro “Canil dos condenados”, escrito por Vinicius Tetsuko C. Sato sob o pseudônimo de TetsuUcorvo. A narrativa sombria acompanha os irmãos Severino e Álvaro, criados perante a regra de coragem e lealdade imposta pelo pai e conduzidos, ainda na infância, a um ritual que define o próximo portador da relíquia. Contra a expectativa do irmão mais velho, é Severino quem é escolhido e esse momento estabelece a ruptura entre os dois: de um lado, o peso de carregar o poder; do outro, o primogênito encara a frustração de ter sido deixado de lado.

Ele entendeu o que era ser um Canavarro. Entendeu de onde vinha o frio que queimava e soube, com uma clareza dolorosa, que sua vida e o mundo que conhecia jamais seriam os mesmos.

(Canil dos condenados, p. 34)

Capa.

Anos depois, já adulto, Severino assume a liderança da família ao lado de seus cães fiéis, mas perde a conexão com a relíquia após um confronto em um galpão, quando falha diante da presença do Corvo, uma entidade malévola que se manifesta como uma figura humanoide. A partir desse episódio, ele se afasta do próprio papel e passa a viver sob o peso do medo, da estagnação e da submissão. Ao mesmo tempo, Álvaro, marcado por não ter sido escolhido, conduz uma traição ao firmar acordo com esta mesma entidade. Em troca de eliminar antagonistas e assumir o controle dos negócios, ele revela segredos da família, colocando toda a linhagem em risco e reforçando elementos como rivalidade entre irmãos, herança de sangue e pacto com forças malignas que cobram um preço alto demais.

Ao longo dessa jornada, a ideia de coragem e lealdade ensinada pelo pai perde o sentido, dando lugar a decisões guiadas por temor, ambição e desejo de controle, até que aquilo que deveria proteger a família passa a aprisioná-los. Canil dos condenados aponta que o medo, quando não encontra limites, não destrói apenas corpos: ele apaga sonhos, corrói relações, destrói laços fraternos, silencia vozes e afasta cada indivíduo de quem é, rompendo também a fé em si mesmo.

TetsuUcorvo propõe aos leitores uma reflexão sobre a estagnação diante de tomadas de decisões importantes, o peso da responsabilidade emocional, da ganância e das consequências dos próprios atos, mostrando que o poder herdado sem preparo não protege, mas sim, rompe vínculos e expõe as fragilidades humanas. A obra é a indicação perfeita para quem busca da tensão urbana de Peaky Blinders, os pactos perigosos de Supernatural e o horror fantástico de O labirinto do fauno – tudo isso sob um olhar único do horror folclórico nipo-brasileiro.

Ficha técnica:

Título: Canil dos Condenados

Autor: TetsuUcorvo (Vinicius Tetsuko)

ISBN/ASIN: 978-65-01-91224-0 (Físico) / 978-65-01-67532-9 (E-book)

Gênero: thriller, horror, suspense/mistério

Número de páginas: 100

Preço: R$ 4,99 (e-Book)

Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor | TetsuUcorvo é o pseudônimo do autor afro-nipo-brasileiro Vinicius Tetsuko C. Sato. Nascido em Osasco e radicado em São Paulo, sua escrita une misticismo urbano, suspense psicológico e simbolismo em narrativas de forte impacto emocional. Inspirado pela mitologia afro-brasileira, pelas tradições indígenas e pelo folclore japonês, o autor constrói histórias que abordam temas como pertencimento, identidade, exclusão e conflitos internos, sempre através de personagens intensos e marcados por dilemas humanos profundos. Formado em Design Gráfico, o autor também incorpora um olhar estético apurado à construção de seus universos narrativos.

Redes sociais: Instagram – @tetsuucorvo.escritor.

(Com Dielin da Silva/LC Agência de Comunicação)

Grupo Pavilhão da Magnólia (CE) estreia dois espetáculos no Sesc Avenida Paulista

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

 

Cena de “A Força da Água”, do grupo Pavilhão Magnólia. Foto: Artur Bluz.

Com mais de 20 anos de atuação na cidade de Fortaleza (CE), o premiado grupo Pavilhão da Magnólia desembarca em São Paulo para estrear dois espetáculos no Sesc Avenida Paulista (Av. Paulista, 119 – Bela Vista): “A Força da Água” (de 30 de abril a 3 de maio)com texto e direção de Henrique Fontes, e o site specific “Há Uma Festa Sem Começo Que Não Termina Com o Fim” (dias 5 a 7 de maio), escrito e dirigido por Francis Wilker.

Como parte da programação formativa da temporada no Sesc Avenida Paulista, o grupo realiza a oficina Trânsitos e fronteiras: encenação, dramaturgia e dramaturgismo” no dia 10 de maio (domingo, das 11h às 18h), com condução de Francis Wilker e Thereza Rocha. A atividade propõe um percurso conceitual e prático sobre as relações — por vezes complementares, por vezes tensionadas — entre encenação, dramaturgia e dramaturgismo nas artes performativas, investigando como cada poética estabelece seus próprios acordos ético-políticos. Doutor em Artes pela ECA-USP, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e integrante do coletivo Teatro do Concreto (DF), Francis Wilker atua como diretor, pesquisador e curador interessado nos cruzamentos interdisciplinares da cena. Já Thereza Rocha, pesquisadora de dança e artes da cena, é docente e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Artes do Instituto de Cultura e Arte da UFC, onde desenvolve investigações sobre escrita de processo e dramaturgismo contemporâneo.

A Força da Água – Espetáculo vencedor do Prêmio Shell na categoria Destaque Nacional em 2025, a peça propõe um mergulho crítico e poético na história da seca no Ceará. Para tanto, aborda desde as promessas imperiais de Dom Pedro, os campos de concentração para a construção dos açudes, até os tempos atuais, marcados pela desigualdade no acesso à água potável.

Criado a partir de documentos e relatos, o espetáculo explora a história da seca e o impacto da escassez de água na vida dos sertanejos nordestinos. A narrativa propõe um olhar sobre o sofrimento e a resistência das populações afetadas pela seca no Ceará, confrontando o público com perguntas inquietantes: até quando o discurso da seca será tratado como uma mera fatalidade? Como romperemos com as cercas da indiferença e da falta de acesso à água potável?

A pesquisa que deu origem à obra começou em 2018, chamada “Dramaturgias da Água e da Seca”, no Laboratório de Criação em Teatro da Escola Porto Iracema das Artes. Inicialmente, a temática se aproximava da obra “O Quinze” (1930), de Rachel de Queiroz (1910-2003), que trata da grande seca de 1915, vivida também pela autora. Depois dessa etapa, surge a necessidade de levantar outros materiais para compreender politicamente a escassez de água no estado.

Com linguagem documental e humor ácido, o espetáculo lança luz sobre episódios apagados da história brasileira, conectando passado e presente ao revelar os interesses por trás da chamada “indústria da seca”. Em cena, relatos e documentos históricos revelam os mecanismos que perpetuam a negação do direito à água de qualidade.

No palco, o espetáculo é metalinguístico. “Estamos em cena como atores tentando montar uma peça. E, em um determinado momento, fico frustrada por achar que nosso esforço não vale a pena, já que nem nosso direito à água está assegurado”, diz Silvianne Lima, atriz e coordenadora de produção.

Cena de “Há Uma Festa sem Começo que Não Termina Com o Fim”. Foto: Allan Diniz.

Há Uma Festa Sem Começo Que Não Termina Com o Fim – Realizado de forma itinerante, a montagem tem o formato de site specificO trabalho foi criado durante o distanciamento social na pandemia de Covid-19 e propõe uma volta ao passado para redesenhar o futuro.

A obra mistura teatro documental e celebração, convidando o público a um rito coletivo de teatro e festa. Em cena, os atores percorrem memórias, espaços e tempos como páginas de um livro vivo, transformando o espaço cênico em um território de afeto e reconstrução. “Em nossas inúmeras conversas online, o diretor e dramaturgo Francis Wilker propôs que nos lembrássemos dos nossos começos, já que parecia impossível pensar em novos projetos”, conta Lima.

Nesse processo, os quatro artistas em cena compartilham com os espectadores fatos relacionados ao início das suas vidas nas artes cênicas, bem como questões referentes às descobertas sobre as suas ancestralidades negras e indígenas.

Os relatos evocam o cenário político do país. E, a cada apresentação em um lugar novo, o grupo acrescenta dados a respeito daquele espaço específico, tornando a dramaturgia viva. A música também é executada ao vivo.

A criação flerta com o documental e a palestra-performance, em que os atores atualizam traços da ferida colonial num discurso agudo, íntimo e irreverente, nos mostrando que é no corpo que toda política fica gravada.

Ao abordar temáticas como ancestralidade, gênero, racismo e o fazer artístico, o espetáculo instaura um manifesto em favor da democracia em tempos de assombro com os discursos da extrema-direita pelo mundo.

Sobre o Grupo Pavilhão da Magnólia

Com 21 anos de grupo, o Pavilhão da Magnólia de Fortaleza (CE), se consolida como um dos grupos expoentes do teatro brasileiro contemporâneo, e investe em diversificados caminhos de criação em diálogo com outros criadores da cena, com uma atenção a experimentações de linguagens que ampliem os limites do que compreendemos por teatro para adultos e para as infâncias. O grupo soma 18 espetáculos e 12 esquetes em seu repertório, com mais de 900 apresentações realizadas em mais de 50 cidades brasileiras. Instagram do grupo: https://www.instagram.com/pavilhaodamagnolia/.

SERVIÇO:

A Força da Água

com Grupo Pavilhão da Magnólia

Sinopse: Um espetáculo de teatro documental que investiga a construção histórica da seca no Ceará. A partir de documentos e relatos, revisita promessas imperiais, campos de concentração e o Caldeirão, revelando como a indústria da seca ainda hoje nega o acesso à água potável como direito.

Datas: 30 de abril a 3 de maio de 2026, quinta e sábado, às 20h, e, sexta e domingo, às 18h

Local: Av. Paulista, 119 – Bela Vista – Arte II – Sala de Espetáculos

Classificação: 14 anos

Ingressos: https://www.sescsp.org.br/unidades/avenida-paulista/ (a partir do dia 21 de abril) ou através do aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc – R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Sesc).

Duração: 70 minutos

Ficha técnica – Elenco: Conceição Soares, Iago, Jota Junior Santos, Nelson Albuquerque e Silvianne Lima | Dramaturgia e direção: Henrique Fontes |Pesquisadora-colaboradora: Cydney Sergman | Direção de movimento: Ana Claudia Viana | Oficina Rasaboxes: Julia Sarmento | Desenho de luz e operação: Wallace Rios | Cenografia: Rodrigo Frota | Adereços: Beeethoven Cavalcante | Figurino: Ruth Aragão | Assistência de figurino: Wendy Mesquita | Sonoplastia: Ayrton Pessoa Bob e Eliel Carvalho | Preparação vocal: Thiago Nunes | Ilustrações: Raisa Christina | Designer gráfico: Carol Veras | Fotos: Arthur Bluz, Sérgio Lima e Humberto Araujo| Foto projetada e edição de vídeo (deepfake): Allan Diniz | Produção executiva: Som e Fúria Produções | Coordenação de produção: Som e Fúria | Produção geral: Pavilhão da Magnólia | Produção executiva: Silvianne Lima e Jota Jr. Santos | Produção SP: Corpo Rastreado | Apoio: Casa Absurda e Latam Cargo | Realização: Sesc São Paulo.

Há Uma Festa Sem Começo Que Não Termina Com o Fim

com Grupo Pavilhão da Magnólia

Sinopse: Livro é árvore, verso já foi traço escrito na terra arada. Os verbos são passado e presente simultâneos. Nenhuma palavra termina em si mesma, os corpos também não. Num rito coletivo de festa e de teatro, uma casa se reabre às/aos convivas e reaprende: como estarmos juntos novamente? Quatro artistas, tal qual páginas soltas de um livro, folheiam o tempo e convidam o público a percorrer um lugar, um ontem, uma vida, um agora, um país, um amanhã.

Datas: 5, 6 e 7 de maio de 2026, às 20h

Local: Av. Paulista, 119 – Bela Vista – Arte II – Sala de Espetáculos

Classificação: Livre

Ingressos: https://www.sescsp.org.br/unidades/avenida-paulista/ ou através do aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc – R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Sesc).

Duração: 100 minutos

Ficha técnica – Elenco: Iago, Jota Júnior Santos, Nelson Albuquerque e Silvianne Lima |

Direção e Dramaturgia: Francis Wilker | Codireção e Dramaturgismo: Thereza Rocha | Interlocução dramatúrgica: Ricardo Cabaça/ Lisboa-Portugal | Light Design: Guilherme Bonfanti e Wallace Rios | Operação de luz: Wallace Rios | Coordenação técnica: Nelson Albuquerque | Direção de Arte: Rodrigo Frota | Costura e consultoria Figurino atriz: Ricardo Bessa | Estandartes: Li Mendes e Joaquim Sotero | Pesquisa de Movimento: Thereza Rocha | Instalação Sonora: Ayrton Pessoa Bob | Voz em off: Priscila Scaren | Consultoria histórica sobre o teatro cearense: Ricardo Guilherme | Designer Gráfico: Carol Veras | Fotos: Allan Diniz, Luiz Alves e Vivian Gradela | Colaboração artística: Micheli Santini e Ierê Papá | Coordenação de produção: Som e Fúria | Produção geral: Pavilhão da Magnólia | Produção executiva: Silvianne Lima e Jota Jr. Santos | Produção SP: Corpo Rastreado | Apoio: Casa Absurda e Latam Cargo | Realização: Sesc São Paulo.

Oficina Trânsitos e Fronteiras: encenação, dramaturgia e dramaturgismo

Facilitadores: Francis Wilker e Thereza Rocha

Data: 10 de maio (domingo), das 11h às 18h

Inscrições a partir do dia 21 de abril, 14h, em www.sescsp.org.br

Acompanhe as redes:

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sescsp.org.br/avenida-paulista

Sesc Avenida Paulista

Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo, SP – Fone: (11) 3170-0800.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Atos de amor: gestos simples ganham força e devem transformar o dia de milhares de pessoas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Ação propõe onda de gentileza em todo o Brasil. Fotos: Divulgação.

Mesas de escritório, salas de aula, academias e até espaços compartilhados devem amanhecer diferentes amanhã, 30 de abril. A expectativa é de que milhares de pessoas participem de uma ação simples, mas carregada de significado: deixar um mimo acompanhado de uma mensagem anônima para alguém do convívio. A iniciativa integra os chamados Atos de Amor, movimento proposto por uma obra do autor best-seller Junior Rostirola. A proposta deste mês é direta: surpreender alguém com um pequeno gesto, que pode ser um doce, um café, um bilhete ou qualquer lembrança simbólica, acompanhado da frase carinhosa. A ideia é que a ação aconteça de forma espontânea em ambientes cotidianos, criando uma espécie de corrente silenciosa de encorajamento e afeto.

A proposta faz parte da nova edição da obra, que traz o tema “Porções Diárias de Amor” e amplia o conceito tradicional de devocional ao estimular atitudes fora das páginas. A cada etapa, os leitores são convidados a transformar reflexão em prática, criando uma corrente espontânea de gentileza que se espalha pelas redes sociais e pelas relações cotidianas.

Ao longo do ano, outros desafios incluem doar um livro, deixar um mimo, compartilhar mensagens de fé e enviar palavras de carinho, sempre com o objetivo de tornar o amor uma prática diária, acessível e concreta.

Em um cenário marcado por rotinas aceleradas e relações cada vez mais superficiais, o movimento aposta justamente no oposto: interromper o automático para gerar impacto emocional real. A simplicidade é parte central da proposta, não há regras rígidas sobre o que entregar, apenas a intenção de comunicar valor e cuidado.

A mobilização já acontece entre leitores em diferentes regiões do país. A expectativa é que, ao longo do dia, histórias e registros da ação se multipliquem, ampliando o alcance da iniciativa.

Junior Rostirola é bacharel em Teologia e pós-graduado em Teologia Bíblica. Fundador do Instituto Junior Rostirola, atua em projetos sociais no Brasil e no exterior.

(Com Caroline Soares/Clacri Comunicação)