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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Orquestra Experimental de Repertório e Coro Lírico apresentam repertório operístico de Richard Wagner em concerto no Municipal

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Rafael Salvador.

Ao fim do mês de março, no dia 29, domingo, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório e o Coro Lírico Municipal apresentam Richard Wagner, na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal. Sob regência de Wagner Polistchuk, Hernán Sánchez Arteaga, além da participação do tenor Renato Tenreiro, o concerto tem enfoque no repertório operístico de um dos principais nomes da música clássica. Os ingressos variam de R$13 a R$50 e a duração aproximada é de 60 minutos, sem intervalo.

O concerto reúne trechos emblemáticos de óperas de Richard Wagner, como Prelúdio do Ato III da ópera “Lohengrin”, Abertura da ópera “Tristão e Isolda”, Trechos do terceiro ato da ópera “Navio Fantasma”, Marcha Fúnebre e Morte de Siegfried, da ópera “Crepúsculo dos Deuses”, Cavalgada das Valquírias, da ópera “As Valquírias”, Freudig begrüßen wir die edle Halle, da ópera “Tannhäuser” e o Coro dos Peregrinos e Finale da ópera “Tannhäuser”.

Sobre as óperas

Lohengrin é uma ópera baseada em lendas medievais germânicas sobre o Cavaleiro do Cisne. O herói Lohengrin chega em um barco puxado por um cisne para defender Elsa de uma acusação injusta, com a condição de que ela nunca pergunte sua origem; Tristão e Isolda é considerada uma das obras mais revolucionárias da história da música. Baseada na lenda medieval do amor trágico. Essa obra terá apresentação na temporada 2026 do Theatro Municipal; O Navio Fantasma é uma das primeiras óperas maduras de Wagner. Conta a história de um capitão amaldiçoado a navegar eternamente, podendo ser salvo apenas pelo amor fiel de uma mulher; Crepúsculo dos Deuses é última ópera do monumental ciclo O Anel do Nibelungo, uma tetralogia inspirada em mitologia germânica e nórdica; As Valquírias é segunda ópera do ciclo O Anel do Nibelungo e famosa pela Cavalgada das Valquírias; e Tannhäuser é ópera que inclui o famoso Coro dos Peregrinos, considerado um momento musical de grande intensidade.

SERVIÇO:

Orquestra Experimental de Repertório apresenta Richard Wagner

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

Orquestra Experimental de Repertório

Coro Lírico Municipal

29 de março, domingo, às 11h

Regência

Wagner Polistchuk

Regente do Coro Lírico Municipal

Hernán Sánchez Arteaga

Tenor

Renato Tenreiro

PROGRAMA

Richard Wagner

Prelúdio do Ato III da ópera Lohengrin (3’30)

Abertura da ópera Tristão e Isolda (10’30)

Trechos do terceiro ato da ópera O Navio Fantasma (15’)

Marcha Fúnebre e Morte de Siegfried, da ópera O Crepúsculo dos Deuses (10’)

Cavalgada das Valquírias, da ópera As Valquírias (8’)

Freudig begrüßen wir die edle Halle, da ópera Tannhäuser (7’20)

Coro dos Peregrinos e Finale da ópera Tannhäuser (6’20)

Ingressos: R$ 50,00 (inteira)

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre para todos os públicos.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Bvlgari anuncia o ator Jake Gyllenhaal como seu novo Embaixador Global

Roma, Itália, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Bvlgari.

A Bvlgari acaba de anunciar Jake Gyllenhaal como seu novo Embaixador Global.

Aclamado ator, produtor e voz ativa na cultura, ele personifica uma rara combinação de profundidade artística, curiosidade intelectual e espírito humano.

Ao longo de uma carreira em constante evolução, definida por escolhas ousadas e integridade intelectual, Jake Gyllenhaal construiu uma obra reconhecida por sua profundidade e impacto cultural. Vencedor do prêmio Bafta e indicado ao Oscar, ele sempre buscou projetos guiados por substância e intenção. Além das telas, seu compromisso com a narrativa significativa e seu engajamento genuíno com as pessoas refletem a visão da Bvlgari de luxo como uma expressão de valores compartilhados, abertura para com os outros e relacionamentos duradouros.

“Jake representa uma forma contemporânea de excelência enraizada na integridade, empatia e autenticidade”, diz Laura Burdese, vice-CEO da Bvlgari e CEO da Bvlgari a partir de 1º de julho de 2026. “Sua sensibilidade artística e sua capacidade de criar conexões sinceras com as pessoas refletem a própria essência da nossa Maison. Ele traz profundidade, humanidade e propósito a tudo o que faz.”

“Eu sempre me senti próximo da Bvlgari pela forma como ela une beleza e significado, criatividade e emoção. Há uma generosidade na abordagem da Maison – em relação ao artesanato, à cultura e às histórias humanas – que ressoa com os meus valores. Para mim, a autenticidade vem dos relacionamentos que construímos e do cuidado que dedicamos ao que criamos, mantendo-nos fiéis ao que realmente importa e a quem somos”, comenta Jake Gyllenhaal.

Parte do Grupo LVMH, a Bvlgari foi fundada no coração de Roma em 1884. Ao longo dos anos, a marca se consolidou mundialmente como um símbolo de excelência em alta joalheria e como um ícone da beleza e arte de viver italianos, graças ao seu trabalho artesanal primoroso, design visionário e combinações audaciosa de cores.

Por meio de uma visão pioneira intrínseca ao DNA da Bvlgari desde sua fundação, o sucesso internacional da empresa evoluiu para oferecer uma gama global e diversificada de produtos e serviços de luxo, desde joias finas e relógios de alta relojoaria a acessórios e perfumes, com uma rede incomparável de boutiques e hotéis nas áreas comerciais mais exclusivas do mundo.

Para fortalecer e ampliar seu compromisso cultural, filantrópico e social, em 2024 a Maison anunciou a criação da Fondazione Bvlgari, dedicada a gerar valor duradouro por meio da arte, patrocínio, educação, filantropia e à transmissão do savoir-faire. Impulsionada por um forte senso de responsabilidade para com a comunidade e uma abordagem baseada na retribuição, a fundação trabalha com as principais organizações internacionais, desenvolvendo parcerias de longo prazo para auxiliar as futuras gerações, estimular a criatividade e diversas formas de arte, promover a proteção do patrimônio cultural, apoiar as comunidades mais vulneráveis ​​e incentivar o desenvolvimento sustentável.

(Fonte: Malu Marino Communications)

Galeria Estúdio Reverso apresenta exposição do artista Rogério Medeiros

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

07-14.01.2013 B, Colagem com fotografias por pigmentos minerais em papel de algodão de imagens de céu obtidas durante sete dias, 2014, Rogério Medeiros, 86 x 120cm.

No último dia 21 de março, a Galeria Estúdio Reverso inaugurou a exposição “Cada hora faz sua sombra”, individual do artista Rogério Medeiros, com curadoria de Catalina Bergues. Sem intenção de se configurar como uma retrospectiva, mas reunindo obras de mais de duas décadas e trabalhos inéditos, a mostra revela como Medeiros tensiona linguagens artísticas e investiga a fotografia não como registro, mas como matéria plástica capaz de gerar novas imagens e sentidos.

Com cerca de trinta obras, a exposição aproxima séries produzidas ao longo da trajetória do artista, criando novos diálogos entre trabalhos realizados em momentos distintos e sublinhando a produção atual de Medeiros.

A mostra busca, acima de tudo, revelar a continuidade presente no trabalho de Medeiros ao longo dos anos. Estão expostas desde as primeiras fotografias produzidas pelo artista, colagens fotográficas e obras que, apesar de ainda usarem a fotografia como núcleo, são marcadas pela desconstrução da linguagem fotográfica ao utilizar apenas a cor ampliada.

Despertar da Consciência – Colagem com fotografias por pigmentos minerais sobre massa de papel modelada, fixada sobre colagem com fotografias por pigmentos minerais sobre cartão.

Sobre a produção do artista, Catalina Bergues comenta: “Olhando a produção de Medeiros dos últimos 30 anos, é possível notar como aspectos do seu trabalho atual já estavam presentes lá atrás, e é justamente isso que esta nova exposição faz: mescla e reorganiza as séries, criando aproximações a partir de elementos e cores que retornam ao longo de sua trajetória. Rogério começou usando a fotografia para enquadrar o fora. Agora, ao chegar à sua série atual, ele se vale da imagem exterior, para olhar para o dentro.”

A trajetória do artista ajuda a compreender esse deslocamento da fotografia como registro para a fotografia como matéria para um novo tipo de construção visual. Como ele mesmo diz: “sou fotógrafo desde sempre”. Mas foi só em 2003 que partiu para a produção autoral. Desde então, a natureza tornou-se sua principal fonte de estímulos visuais e estéticos. Na busca pela essência visual das cenas, Medeiros passou a desenvolver uma linguagem abstrata aplicada à fotografia, característica comumente relacionada a seu trabalho. “Minhas referências, que antes eram fotógrafos e pintores clássicos, passaram a ser os expressionistas abstratos do pós-guerra, principalmente os da Escola de Nova York”, compartilhou.

Após a publicação de seu livro, “Ritmo e Gesto”, o desenvolvimento do trabalho de Medeiros o levou a adicionar o gesto manual ao processo e passou a produzir colagens que desconstroem paisagens capturadas por meio de uma recombinação livre. O resultado são imagens únicas e imaginárias criadas a partir de registros reais, em uma abordagem que questiona o signo da fotografia e a própria denominação de fotógrafo. “A busca por novos elementos para trabalhar as colagens me levou a fotografar o céu e sua rica paleta de cores. Passei a me interessar por uma simplificação visual, afinal estava lidando com a manifestação e o registro da luz pura e única, conforme hora, latitude e as condições climáticas. Relacionar isso com o tempo e suas implicações para cada indivíduo foi uma sequência natural. Daí surgiram reflexões sobre a influência do tempo e das vivências em questões da psique e dos sentimentos”, explica Medeiros.

Sem Título, colagem com fotografias por pigmentos minerais em posição vertical. Com a variação da luz ambiente a imagem de fundo pode ser vista ou escondida, 2019, Rogério Medeiros.

Na constituição de sua poética, o artista utiliza papeis de algodão, arroz e perolado, para impressões com pigmentos minerais, assim como cartões, placas, cola, fitas adesivas livres de ácido e pasta de papel para modelar superfícies.

Essa investigação visual da luz e cor a partir do céu também orienta a organização espacial da exposição.

Cada hora faz sua sombra” se apresenta cromaticamente, com a proposta de seguir do amanhecer ao entardecer e à noite. Começa no branco, passa pelo azul claro, segue para os laranjas e violetas até o azul escuro e, por fim, os pretos.  A primeira sala da exposição recebe o visitante com uma obra branca. “Além de ser uma obra dessa fase atual da produção de Rogério, ela representa a grande síntese à qual o trabalho do artista chegou, criando um branco que, somente ao se manter o olhar atento, percebe-se que ele não é homogêneo”, conclui a curadora da exposição.

Ao aproximar séries, materiais e tempos distintos, a exposição evidencia uma investigação contínua sobre a luz, o tempo e a capacidade da fotografia de reinventar suas próprias formas.

Sobre o artista

Rogério Medeiros é fotógrafo e artista visual. Autor do livro Ritmo e Gesto (2012, Museu a Céu Aberto) e dos ensaios Entre a Terra e o Mar, Sombra de DúvidaFragmentos e Tempo Tangível.

Psique ll, Colagem com fotografias por pigmentos minerais em estrutura de cartão e placa, 2024, 106 x 106cm.

Dentre exposições individuais já realizadas, destacam-se instituições como Pinacoteca do Estado de São Paulo (2003), Fundação Cultural Ormeu Junqueira Botelho (MG, 2003), Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (MG, 2004), Museu de Arte do Rio Grande do Sul (2006 e 2016) e Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (2013). Em exposições coletivas, figuram nomes como Museu de Arte de São Paulo (2004 e 2006), Museu de Arte do Rio Grande do Sul (2006), Museu de Arte de Ribeirão Preto (2015).

Medeiros possui obras em importantes acervos, como: Pinacoteca do Estado de São Paulo; Museu de Arte de São Paulo, Coleção Pirelli; Museu de Arte do Rio Grande do Sul; Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e Itamaraty, Consulado Geral do Brasil em Paris.

Sobre a Galeria Estúdio Reverso

A Galeria Estúdio Reverso, fundada em 2025 pelo publicitário Robson Ciaramicoli, é um espaço dedicado à fotografia em diálogo com a arte contemporânea. A galeria tem como foco a fotografia expandida, explorando suas intersecções com outras práticas artísticas e fomentando novos debates no campo da imagem.

Ao reunir artistas de diferentes trajetórias – tantos nomes já consolidados quanto novas vozes – o Estúdio Reverso tem desenvolvido exposições e projetos que tensionam e expandem os limites da fotografia na produção artística contemporânea.

Serviço:

Cada hora faz sua sombra”, individual do artista Rogério Medeiros 

Entrada gratuita

Abertura: 21 de março, sábado, das 11h às 16h

Período de visitação: de 21 de março a 25 de abril de 2026

Local: Galeria Estúdio Reverso | Rua Domingos Fernandes, 88 – Vila Nova Conceição – São Paulo/SP

Horário de funcionamento: quarta a sábado, das 11h às 19h; segunda, terça e domingo mediante agendamento prévio pelo Instagram [@galeriaestudioreverso].

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

“O Céu Fora Daquela Janela”, com direção de Johana Albuquerque, ganha primeira montagem brasileira no Sesc Vila Mariana

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Equipe, composta por um elenco de 13 mulheres — em um total de 17 artistas em cena — recria o célebre dispositivo de júri para investigar maternidade, justiça e poder feminino em um drama histórico que tensiona ciência, superstição e patriarcado. Fotos: Ale Catan.

Originalmente encomendada e encenada pelo National Theatre, de Londres, a peça “The Welkin”, da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha uma versão brasileira pela Bendita Trupe que define a montagem como “uma odisseia de tirar o fôlego”.  Agora, sob o título de “O Céu Fora Daquela Janela”, o trabalho estreou no dia 21 de março e permanece em cartaz até 26 de abril no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana.

O texto propõe uma releitura feminina do clássico do cinema “Doze Homens e uma Sentença” (1957 – direção de Sidney Lumet), estrelado por Henry Fonda. Mantém-se a estrutura do júri encarregado de decidir o destino de uma acusada, mas aqui o centro da cena é ocupado por mulheres, deslocando o eixo de poder e perspectiva.

A direção é de Johana Albuquerque – diretora, pesquisadora e atriz, fundadora da Cia. Bendita Trupe –, que propõe um encontro entre diferentes gerações da cena teatral paulistana. No elenco, artistas com trajetórias consolidadas e vozes mais recentes compartilham o espaço cênico: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Ester Laccava, Fernanda D’Umbra, Daniel Alvim, Vera Bonilha, Pedro Birenbaum, Cris Lozano, Maria Bia, Thais Dias, Claudia Missura, Agnes Zuliani, Jefferson Matias, Sofia Botelho, Cris Rocha, Raul Vicente e Clodd Dias.

Em O Céu Fora Daquela Janela, Lucy Kirkwood ambienta a ação no interior da Inglaterra, em 1759. Doze matronas são convocadas como um “júri emergencial” para determinar se Sally Poppy, condenada por participação no assassinato de uma criança, está grávida. A decisão é crucial: caso a gestação seja confirmada, a execução por enforcamento será substituída por prisão perpétua.

Nesse tribunal improvisado, confrontam-se forças estruturantes da época: ciência e superstição, autoridade médica masculina e saberes ancestrais femininos, justiça institucional e pressão popular. Ao tensionar esses campos, a autora expõe as fissuras de um sistema jurídico conduzido por homens e atravessado por interesses, crenças e disputas de poder.

“A dramaturgia se amplia na percepção de que esta é a história não escrita da experiência materna feminina. Contada com uma estimulante franqueza fraternal, 13 mulheres diversas formam um espectro deslumbrante, furioso e conflitante de humanidade e feminilidade, diante de uma estrutura jurídica que só trabalha para humilhar e massacrar a grande experiência do matriarcado”, comenta a diretora.

The Welkin, texto original de Lucy Kirkwood, estreou em Londres em 2020, mas sua temporada inicial foi interrompida pela pandemia. Desde então, recebeu montagens em diferentes países, como Coreia do Sul, Eslovênia e Irlanda, entre outros.

Na versão brasileira, o dramaturgo-guia Cacá Toledo adotou um letramento feminista como eixo da tradução, priorizando escolhas no feminino — como “coberta” em vez de “cobertor” — em consonância com a centralidade das personagens mulheres. Ao mesmo tempo, os nomes próprios foram adaptados para formas mais usuais em português, buscando maior fluidez e aproximação com o público.

A ENCENAÇÃO 

O Céu Fora Daquela Janela pode parecer apenas uma peça de julgamento. Mas existem muitas camadas que respiram nesta trama que atravessam não somente o drama histórico, mas também a peça de suspense, a comédia, o ativismo, o simbolismo, o macabro e a tragédia.

Numa enorme cela, fria e escura, doze mulheres moradoras de uma mesma pequena cidade do interior são reunidas por horas a fio – sem comida, bebida, calor e luz. Este “júri emergencial” mistura mulheres generosas e cheias de sabedorias a outras, egoístas e preconceituosas, numa conversa sincera e nem sempre agradável sobre o que é ser mulher nos dias de hoje. “A trama percorre caminhos inusitados e simbólicos, trazendo além das conversas e embates entre essas mulheres tão diversas, relatos fantásticos e mágicos, ligados aos fetiches e fantasias femininas, como também, sua conexão com os elementos da natureza (a água, o fogo, as ervas, os aromas, as curas)”, acrescenta Albuquerque.

Já que a autora sinalizou ser crucial “que o grupo reflita a população do lugar em que a peça está sendo encenada e não a do Leste inglês dos anos 1750”, a teatralidade, característica peculiar da Bendita Trupe se une agora a potência do teatro negro, a presença de integrantes de outros relevantes grupos de teatro de São Paulo, além de também dar visibilidade ao corpo trans, revelando a preocupação da cia. de expressar, em cena, a diversidade presente em nosso país.

O Céu Fora Daquela Janela também segue uma abordagem mais corporal e menos psicológica. “Nossos espetáculos sempre são meio coreografados, porque é muito importante que as ações se tornem expressivas através do corpo”, comenta a encenadora.

O cenário de Simone Mina é quase uma instalação. Há uma cela que é como um espaço laboratorial, com estantes cheias de objetos translúcidos que contém líquidos, em uma referência à gestação e ao útero. Ao mesmo tempo, uma série de cadeiras suspensas fazem alusão ao enforcamento – estas são manipuladas constantemente para criar diferentes ambientes.

Os figurinos de Silvana Marcondes surgem a partir das referências históricas de roupas dos anos 1750/1780, com tangenciamentos à nossa atualidade urbana do século XXI. Trajes, modelagens e volumes daquele período serão mesclados com peças, acessórios e detalhes de vestes contemporâneas como calças, cintos, tecidos e calçados.

A composição musical de Pedro Birenbaum rompe fronteiras temporais e estilísticas ao reunir ópera clássica, música circense, disco music, funk, punk, dance e cantos de lavadeiras. Essa diversidade não é aleatória: cada linguagem musical dialoga com diferentes momentos históricos e simbólicos da condição feminina, revelando camadas de opressão, trabalho, festa, rebeldia e transformação. A proposta é traduzir musicalmente a evolução — e a resistência — das mulheres desde o século XVIII até a contemporaneidade.

As projeções em mapping e videografismos de Ana Lopes, os vídeos de Peterson Almeida e a Iluminação de Wagner Pinto, ampliam a dimensão simbólica da cena, estimulando a imaginação do espectador.

Sinopse | Ambientado no interior da Inglaterra em 1759, o espetáculo é disparado a partir do julgamento de um crime hediondo em que um júri, formado exclusivamente por mulheres, coloca treze figuras, de origens e realidades diversas, dialogando sobre questões importantes do universo feminino: o olhar e o sentir da mulher sobre o seu próprio corpo, as dificuldades diante do universo do patriarcado, abuso, gravidez, maternidade, abandono, paixão, rejeição e sororidade.

FICHA TÉCNICA

Texto: Lucy Kirkwood

Tradução e Dramatur_Guia: Cacá Toledo

Direção: Johana Albuquerque

Elenco: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Cris Lozano, Vera Bonilha, Ester Laccava, Fernanda D’Umbra, Daniel Alvim, Pedro Birenbaum, Maria Bia, Thaís Dias, Cláudia Missura, Clodd Dias, Agnes Zuliani, Sofia Botelho, Cris Rocha, Jefferson Matias e Raul Vicente

Cenário: Simone Mina

Figurinos: Silvana Marcondes

Direção Musical e Músico em cena (piano): Pedro Birenbaum

Iluminação: Wagner Pinto

Videografismos e Mapping: Ana Lopes

Vídeos: Peterson Almeida

Adereços: Julio Dojcar

Visagismo: Leopoldo Pacheco

Orientação Corporal: Renata Melo

Preparação Vocal: Sonia Goussinsky

Design Gráfico: Werner Schulz

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo

Fotos de Divulgação:  Alê Catan

Mídias Sociais – Valio Comunicação

Produção Executiva: Marcelo Leão e Iza Marie Miceli

Administração e Direção de Produção: Stella Marini

Coordenação Geral: Johana Albuquerque

Produção: Bendita Trupe

Realização: Sesc São Paulo.

SERVIÇO:

O Céu Fora Daquela Janela

De 21 de março a 26 de abril de 2026

Quintas a sábados, às 20h; Domingos e feriados, às 18h. *Dia 22/03, sessão às 15h.

Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo, SP (Metrô Ana Rosa)

Ingressos disponíveis no aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 10/03 às 17h e nas bilheterias do Sesc em todo o Estado a partir do dia 11/03 às 17h

R$ 21 (credencial plena); R$ 35 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 70 (inteira).

Estacionamento: 125 vagas – R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros). Paraciclo: 16 vagas – gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças). Informações: 5080-3000

Duração: 150 minutos | Classificação: 14 anos | Capacidade: 620 lugares.

(Com Daniele Valério /Canal Aberto Comunicação)

Espetáculo “Bossa Sempre Nova” une Roberto Menescal, Patty Ascher e Danilo Caymmi no Teatro Bradesco

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Roberto Menescal, Patty Ascher e Danilo Caymmi. Foto: Divulgação.

A Bossa Nova volta aos palcos em uma noite inesquecível no Teatro Bradesco. No dia 22 de março de 2026, Roberto Menescal, Patty Ascher e Danilo Caymmi se reúnem para apresentar o espetáculo “Bossa Sempre Nova”, um concerto especial que celebra o gênero musical mais emblemático do Brasil, unindo gerações e estilos em perfeita harmonia.

No palco, três trajetórias se cruzam para revisitar clássicos eternos e apresentar novas leituras que reafirmam a vitalidade e o encanto da Bossa Nova. O repertório inclui canções icônicas como “O Barquinho”, “Chega de Saudade”, “Desafinado”, “Água de Beber”, “Casaco Marrom”, “Andanças”, “Vagamente”, “Você”, “Rio” e “The Look of Love”, entre outras que marcaram gerações.

Idealizado como uma grande celebração à música brasileira, o show marca também a última grande turnê de Roberto Menescal pelo país. Com seu violão inconfundível e composições que se tornaram símbolos da Bossa Nova, Menescal compartilha o palco com dois convidados muito especiais.

Patty Ascher, cantora de projeção internacional indicada ao Grammy e radicada em Las Vegas, retorna ao Brasil para celebrar os 20 anos do lançamento de seu primeiro álbum, produzido pelo próprio Menescal. Dona de uma voz sofisticada e presença marcante, ela imprime elegância e modernidade às canções que interpreta.

Completando o trio, Danilo Caymmi, filho de Dorival Caymmi e afilhado de Jorge Amado, traz sua voz calorosa e interpretação apaixonada, reafirmando o elo entre a Bossa Nova e as raízes mais profundas da MPB.

SERVIÇO:

Bossa Sempre Nova – Roberto Menescal, Patty Ascher e Danilo Caymmi

Teatro Bradesco – Rua Palestra Itália, 500 – 3º piso – Bourbon Shopping São Paulo – Perdizes

www.teatrobradesco.com.br

Duração: 90 minutos

Classificação: Livre

Acessibilidade

Ar-condicionado

Capacidade: 1.439 pessoas

Data: 22 de março de 2026, às 20h

Ingressos: a partir de R$ 60 (Obs.: Confira a legislação vigente para meia-entrada)

Canais de venda oficiais:

Uhuu.com – com taxa de serviço

Bilheteria do Teatro Bradesco

3º Piso do Bourbon Shopping São Paulo

Rua Palestra Itália, nº 500 – Loja 263 – Perdizes – São Paulo/SP

Segunda a sexta: 12h às 15h | 16h às 19h

Sábados, domingos e feriados: 14h às 20h

Em dias de evento, a bilheteria permanece aberta até 30 minutos após o início do espetáculo.

Bilheteria do Teatro Sabesp Frei Caneca

7º Piso do Shopping Frei Caneca

Rua Frei Caneca, nº 569 – Consolação – São Paulo/SP

Segunda-feira: fechada

Terça a sexta: 12h às 15h | 16h às 19h

Sábados, domingos e feriados: 14h às 20h

Em dias de evento, a bilheteria permanece aberta até 30 minutos após o início do espetáculo.

Formas de pagamento:

Bilheteria do teatro: dinheiro, cartão de crédito e cartão de débito.

Site da Uhuu.com e outros pontos oficiais: cartão de crédito.

Cartões aceitos: Visa, Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo.

Estacionamento Bourbon Shopping

Confira valores e horários em bourbonshopping.com.br.

(Com Italo Martins/Press Manager)